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sexta-feira, 20 de setembro de 2013

32 países demonstram interesse em sediar Eurocopa de 2020, diz Uefa

O Comitê Executivo da Uefa confirmou que 32 países se candidataram para receber jogos da Eurocopa de 2020, que terá novo sistema de disputa, criado no começo deste ano: 13 cidades serão eleitas para a competição continental, em dois tipos de "pacotes", como definiu a entidade.
Uma cidade sediará as semifinais e a final do torneio, outras quatro, as quartas de final e três jogos da primeira fase, e outras oito terão as oitavas de final e mais três partidas da etapa inicial. Alguns países, como a Espanha, por exemplo, lançaram a candidatura de mais de uma cidade.
"Estamos extremamente orgulhosos em ver o enorme interesse no processo de candidatura, com mais da metade dos nossos membros querendo sediar jogos da Eurocopa de 2020", comemorou o presidente da Uefa, Michel Platini. "As finais serão uma grande celebração no continente da Europa", acrescentou.
Daqui a menos de sete anos, a Eurocopa fará 60 anos, fator que aumenta o interesse dos filiados. Alemanha e Espanha são as maiores campeãs, com três títulos cada. A França vem logo atrás, com dois. Rússia, Itália, Holanda, República Tcheca, Dinamarca e Grécia também já levantaram a taça. 

Candidatos:
Alemanha (Munique), Armênia (Erevan), Azerbaijão (Baku), Belarus (Minsk), Bélgica (Bruxelas), Bulgária (Sofia), Cazaquistão (Astana), Croácia (Zagreb), Dinamarca (Copenhague), Escócia (Glasgow), Espanha (Madri, Barcelona, Bilbao e Valencia), Finlândia (Helsinque), França (Lyon), Grécia (Atenas), Holanda (Amsterdã), Hungria (Budapeste), Inglaterra (Londres), Irlanda (Dublin), Israel (Jerusalém), Itália (Roma e Milão), Macedônia (Skopje), País de Gales (Cardiff), Polônia (Varsóvia e Chorzow), Portugal (Lisboa e Porto), República Tcheca (Praga), Romênia (Bucareste), Rússia (São Petersburgo), Sérvia (Belgrado), Suécia (Solna), Suíça (Basileia), Turquia (Istambul) e Ucrânia (Kiev e Donetsk).

domingo, 1 de julho de 2012

Espanha 4 x 0 Itália - "Baile" da Fúria e bi histórico na Euro 2012!


A Espanha é campeã da Eurocopa 2012. Neste domingo, a seleção derrotou a Itália por 4 a 0, em Kiev, na Ucrânia, e conquistou seu terceiro título na história da competição - havia vencido em 1964 e 2008, a última edição. Com isso os espanhóis se igualaram à Alemanha como os maiores vencedores do torneio continental.


O título ainda confirma a hegemonia da Espanha no futebol mundial nos últimos tempos. A seleção chegou à terceira conquista de expressão nos últimos quatro anos - Eurocopa, em 2008 e 2012, e Copa do Mundo de 2010, em um fato inédito no futebol mundial - e, comandada por Xavi e Iniesta, consagrou ainda mais seu estilo de jogo, com muito toque de bola e pouco desperdício.


Já a Itália perdeu a chance de conquistar sua segunda Eurocopa, que apagaria um pouco a má impressão deixada pelos recentes escândalos de manipulação de resultados no futebol local. Nas Copas do Mundo de 1982 e 2006, a seleção viveu situações semelhantes, com diversos nomes do futebol nacional sendo acusados, mas nestas ocasiões conseguiu os títulos.

Beirou a perfeição

Para chegar à conquista, os espanhóis fizeram uma campanha quase perfeita, com quatro vitórias e dois empates, em seis partidas disputadas. Apenas diante da Itália, na primeira fase, e de Portugal, nas semifinais, quando ganhou nos pênaltis, a seleção não conseguiu o resultado positivo.

Neste domingo, a equipe do técnico Vicente del Bosque comandou a partida desde o início, deu poucas chances ao adversário e, desta forma, conseguiu a maior goleada de uma decisão de Eurocopa na história. Os gols foram marcados por David Silva, Jordi Alba, Fernando Torres e Juan Mata.

Início do show

O primeiro chute a gol foi da Espanha, com Sergio Ramos, em uma cobrança de falta de longe. Os atuais campeões da competição jogavam a seu estilo, com muito toque de bola, enquanto a Itália se fechava na defesa. Aos 10 minutos, Xavi quase abriu o placar. Ele tabelou com Fábregas, recebeu na meia-lua e bateu com perigo, por cima do gol.

E foi ao melhor estilo do futebol espanhol que David Silva abriu o placar. Aos 13 minutos, Iniesta deu grande enfiada de bola para Fábregas, que invadiu a área pela direita, ganhou de Chiellini e, na saída de Buffon, cruzou na cabeça de David Silva, que só desviou para o gol vazio.

A Itália estava sendo completamente dominada e tentava chegar em cruzamentos, principalmente com Pirlo. A situação ficou ainda pior aos 20 minutos, quando Chiellini sentiu dores no joelho, que já haviam incomodado durante a competição, e saiu para a entrada de Balzaretti.
Reação?

Atrás no placar, os italianos foram para cima e chegaram bem aos 28 minutos. Cassano recebeu grande lançamento de Pirlo, cortou um zagueiro, mas bateu muito fraco. O próprio Cassano voltou a levar perigo quatro minutos depois, quando recebeu de fora da área e bateu forte, exigindo boa defesa de Casillas.

Quando a Itália ia para cima, a Espanha conseguiu chegar ao segundo gol, aos 40 minutos. Xavi dominou no meio de campo, avançou e deu enfiada de bola perfeita para Jordi Alba. O lateral-esquerdo, recém-contratado pelo Barcelona, invadiu a área e tocou na saída de Buffon.

Para o segundo tempo, a Itália voltou com Di Natale no lugar de Cassano. E o atacante da Udinese quase diminuiu o placar antes do primeiro minuto, ao cabecear com perigo um cruzamento de Abate. Aos 2 minutos, a Espanha respondeu e quase marcou o terceiro. Fábregas fez fila dentro da área, mas demorou a bater e Buffon ficou com a bola.

A substituição do técnico Cesare Prandelli fez efeito e aos 5 minutos Di Natale teve outra boa chance. Ele recebeu grande passe de Montolivo dentro da área e bateu de esquerda. Casillas fez grande defesa e impediu que a melhor chance da Itália na partida se transformasse em gol.

Mera ilusão

Quando os italianos cresciam na partida, a seleção tomou um balde de água fria. O brasileiro naturalizado Thiago Motta, que havia acabado de entrar, sentiu um problema na coxa e deixou o campo. Como Prandelli já tinha feito as três alterações, a equipe ficou com dez jogadores.

Com um a menos, a tarefa da Itália ficou ainda mais complicada e a Espanha voltou a tomar conta da partida. Com muito toque de bola no campo de ataque, os espanhóis inibiam uma possível reação dos adversários e, desta forma, controlavam o jogo. Aos 38 minutos, Fernando Torres aproveitou outro ótimo passe de Xavi para fazer o terceiro. Quatro minutos depois, Torres tocou para Juan Mata definir o placar e garantir a festa.

Para Guardiola, Espanha não precisa de camisa 9 na final

Guardiola costumava escalar o Barcelona sem um atacante fixo na área. Foto: AFP
Guardiola costumava escalar o Barcelona sem um atacante fixo na área.


Josep Guardiola, ex-técnico do Barcelona, declarou à televisão indonésia que a Espanha não precisa da presença de um camisa 9 para marcar gol na Itália e previu que a equipe vencerá a final da Eurocopa.

"Acho que a Espanha ganhará e fará história. Conseguir o que a Espanha conseguiu, chegar a três finais em quatro anos, é uma conquista impossível de igualar para outra equipe", disse Guardiola, durante uma entrevista à rede indonésia "RCTI" na noite deste sábado.
O técnico chegou a Jacarta neste sábado no meio de uma grande expectativa dos torcedores indonésios, que o receberam com paixão no aeroporto. Guardiola teve palavras de elogio para o técnico da seleção espanhola, Vicente del Bosque, e para os jogadores do Barcelona, os quais comandou durante quatro anos, mas não quis entrar no debate de se a Espanha deve apostar em mudar sua escalação contra a Itália.
"Jogar com ou sem atacante central será o mesmo para a Espanha. A equipe está em boas mãos e Vicente del Bosque é o melhor treinador possível para a seleção espanhola", comentou.
"Outros jogadores podem marcar gols além dos atacantes", acrescentou Guardiola, em resposta se Cesc Fábregas devia ser titular na final.
Além disso, opinou que o debate sobre o ataque espanhol não teria surgido se David Villa, artilheiro da seleção em toda sua história, não estivesse lesionado.
Está previsto que o ex-técnico do Barça, que chegou à Indonésia procedente da Malásia, participe neste domingo de outro programa de televisão no país.

Espanha histórica e Itália emergente: saiba tudo sobre final da Euro

Espanha e Itália empataram na estreia de ambas as equipes na Eurocopa 2012. Foto: Getty Images
Espanha e Itália empataram na estreia de ambas as equipes na Eurocopa 2012.

Há exatos três fins de semana, no dia 10 de junho, Espanha e Itália se enfrentaram pela primeira partida do Grupo B da Eurocopa 2012. Nos 21 dias que dividem a estreia da final deste domingo, a equipe de Vicente del Bosque passou invicta, com poucos sustos e quase nenhum show, até a decisão. A principal dúvida dos espanhóis daquele jogo, porém, ainda não foi diluída. Mas foram os italianos, que buscam o bi europeu no Estádio Olímpico de Kiev, às 15h45 (de Brasília), que juntaram mais histórias para contar.
Há exatos três fins de semana, no dia 10 de junho, Espanha e Itália se enfrentaram pela primeira partida do Grupo B da Eurocopa 2012. Nos 21 dias que dividem a estreia da final deste domingo, a equipe de Vicente del Bosque passou invicta, com poucos sustos e quase nenhum show, até a decisão. A principal dúvida dos espanhóis daquele jogo, porém, ainda não foi diluída. Mas foram os italianos, que buscam o bi europeu no Estádio Olímpico de Kiev, às 15h45 (de Brasília), que juntaram mais histórias para contar.
Na estreia honrosa contra os espanhóis, o empate de 1 a 1, com o gol de Di Natale a inaugurar o marcador, mostrou uma equipe em ascensão. A Itália, após uma igualdade com grande primeiro tempo com a forte Croácia, se remontou a partir do terceiro jogo com a Irlanda e encontrou seu melhor futebol. Não fosse o gol de Jesús Navas contra os croatas, no fim da jornada, teria acabado líder do grupo. Mas, dias depois, deu mostras de que estava fortíssima.
Nas quartas contra a Inglaterra, a equipe de Cesare Prandelli teve 30 finalizações e esmagou o adversário, mas precisou dos pênaltis para avançar. Nessa altura, Andrea Pirlo já estava consolidado como o grande regente do time que deixou a fama de retranca nos almanaques do passado e resolveu usar um jeito moderno com marcação alta, toques curtos e uma dupla de ataque imprevisível com os talentosos Cassano e Balotelli.
Prandelli, por sinal, deixou também o esquema com três zagueiros das duas primeiras rodadas e se fortaleceu no 4-3-1-2. Nas duas pontas do meio-campo, os maestros Pirlo e Montolivo, clássicos e eficientes. Entre eles, os trabalhadores dedicados e que também avançam, De Rossi e Marchisio. O sistema se mostrou fabuloso contra a Alemanha, único 100% da Euro após quatro jogos, mas que sucumbiu com os passes de Pirlo e dois gols históricos de Balotelli. O único sem pontas entre as 16 equipes.
Se a história italiana é marcada de surpresas, ainda que a campanha nas Eliminatórias tenha sido a melhor na história da seleção, a Espanha demonstra incrível estabilidade. Del Bosque mudou apenas um nome entre seus 11 titulares nos cinco jogos da Euro, mas é justamente aí que reside sua principal dúvida: a quem entregar o posto que seria de David Villa, lesionado? Fàbregas jogou duas vezes, Torres mais duas e Negredo a última. Resta Llorente, não utilizado no torneio. Só se saberá quem joga a uma hora da final.
É também a repetição da equipe, do sistema e das ideias que fazem a Espanha um conjunto tão bem organizado. Foram 3417 passes completados em cinco jogos nos quais os oponentes tiveram 1530. Esse plano de jogo que mina as forças do rival e protege a defesa (não vazada em mata-mata desde 2006) fez nos últimos dias Del Bosque precisar responder questões sobre um time supostamente chato.
Se vence com razoável margem de segurança, melhor para ele e todos os espanhóis. É assim que deve ser mais uma vez para tentar um inédito "triplete" de duas Euros e uma Copa de maneira consecutiva. Repete-se: algo inédito na história do futebol mundial. Aconteça o que acontecer, ela será reescrita em Kiev.
Times prováveis
Espanha: Casillas; Arbeloa, Piqué, Sergio Ramos e Jordi Alba; Busquets; Xavi e Xabi Alonso; David Silva, Fàbregas (Torres) e Iniesta
Treinador: Vicente Del Bosque
Itália: Buffon; Abate (Maggio ou Balzaretti), Barzagli, Bonucci e Chiellini; Pirlo; De Rossi e Marchisio; Montolivo; Balotelli e Cassano
Treinador: Cesare Prandelli
O que eles disseram
Vicente Del Bosque, treinador espanhol: "nosso elenco sabe o que significa o futebol, não perdemos o espírito de time (após os títulos). Nós temos experiência no mundo do futebol, sabemos que há sempre debates como esse (time chato) e como a mídia foca o futebol e a Espanha, é normal. No esporte é difícil se convencer a todos."
Iker Casillas, capitão espanhol: "a Itália tem um grande time e eles mostraram que são fortes, então não há surpresa. É um time forte e sabe como jogar, então não achamos que somos favoritos. Há quatro anos, as pessoas não esperavam que ganharíamos porque não havíamos alcançado aquilo. Agora temos a continuidade e a evolução bem visíveis."
Cesare Prandelli, treinador italiano: "a Espanha é a melhor equipe do mundo e mostrou isso nos últimos anos. Jogou sempre do mesmo jeito, evoluiu em sua filosofia e será muito duro de bater. A força não é só a posse de bola, mas como se movimentam e se defendem para retomar a bola. Nosso meio tem qualidade e um jogador (Pirlo) que aumenta o nível."
Gianluigi Buffon, capitão italiano: "são questões da mentalidade italiana (força para ir à final sem que se acreditasse). Por trás dos rumores, temos jogadores com responsabilidade e amor à seleção. Temos a oportunidade de mostrar o quão grande é nosso país. Somos quatro vezes campeões do mundo e mudamos nossa abordagem de jogo."
Campanha da Espanha
Espanha 1 x 1 Itália
Espanha 4 x 0 Irlanda
Espanha 1 x 0 Croácia
Espanha 2 x 0 França
Espanha 0 (4) x (2) 0 Portugal
Campanha da Itália
Itália 1 x 1 Espanha
Itália 1 x 1 Croácia
Itália 2 x 0 Irlanda
Itália 0 (4) x (2) 0 Inglaterra
Itália 2 x 1 Alemanha
Top 10 Curiosidades
- Espanha não perde jogos oficiais há 19 partidas, desde a abertura da Copa 2010. Foram 17 vitórias e empates contra Portugal e Itália
- Espanha não perde na Eurocopa desde a fase de grupos de 2004, contra Portugal
- Itália não perde jogos oficiais há 15 partidas, desde a Copa 2010 contra Eslováquia. Foram 10 vitórias e cinco empates
- Espanha joga a final pela quarta vez. Tem duas vitórias e uma derrota. Itália joga pela terceira e tem uma vitória e uma derrota
- Apenas o alemão Bonhof (72 e 80) é bicampeão da Euro. A Espanha pode ter 12 bicampeões se superar a Itália
- Buffon, Pirlo, Barzagli e De Rossi podem ser os primeiros italianos da história com títulos da Euro e Copa
- Del Bosque pode ser o segundo técnico da história com os dois títulos. Só o alemão Helmut Schön possui ambos
- Espanha não leva gols em mata-mata desde as oitavas de final da Copa 2006. São 900 minutos, todos com Casillas na meta
- Mata e Torres, do Chelsea, podem vencer a Europa duas vezes na mesma temporada. Só cinco nomes na história conseguiram
- Espanha tem mais posse de bola em 21 dos últimos 22 jogos de Copa ou Eurocopa. A exceção é a final da Euro 2008, contra os alemães.
Final Eurocopa