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domingo, 30 de novembro de 2014

SHEIK PERDE UM PÊNALTI, MAS BOLÍVAR MARCA E GARANTE BOTA CONTRA O GOIÁS

Bolivar gol Botafogo (Foto: Vitor Silva / SSPress)
O Maracanã faz bem ao Botafogo. E os números ganharam ainda mais consistência nesta quinta-feira com a vitória por 1 a 0 sobre o Goiás. O gol de Bolívar não ajudou o time apenas a manter-se fora da zona de rebaixamento - é o 15º, com 26 pontos -, mas também a chegar a 66% de aproveitamento como mandante no estádio. Um bom sinal para o que vem pela frente. Domingo, às 16h (horário de Brasília), os alvinegros voltam ao Maraca para receber o Grêmio. O Esmeraldino, 11º colocado com 30 pontos, encara o Santos, no Pacaembu, às 18h30, no mesmo dia.
Boa parte dos 7.056 (5.986 pagantes e renda de R$ 127.215,00) presentes pediu por Jobson. Porém, antes de a bola rolar, o atacante acabou retirado do banco de reservas por precaução. O Botafogo recebeu uma ligação informal da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), e o departamento jurídico decidiu tirá-lo da relação. Quando estava no Al-Ittihad, o jogador teve o contrato rescindido sob a alegação de que supostamente teria se recusado a fazer um exame antidoping, o que poderia lhe render uma punição de até quatro anos, como divulgou o Comitê Antidoping da Arábia Saudita no dia 25 de março. O advogado Marcos Motta entrará em contato com a Fifa para tentar resolver a situação de seu cliente.
O jogo
O primeiro tempo foi de muita troca de passes e estudo ao adversário, tentando encontrar espaços para a finalização. Porém, com pouquíssimos chutes a gol e goleiros quase não cobrados. O Botafogo apostou muito na jogada aérea (foram 15 bolas levantadas contra apenas duas do adversário), enquanto o Goiás optou mais pelo contra-ataque. No entanto, os primeiros 45 minutos tiveram apenas um lance de perigo: o desvio de André Bahia para defesa de Renan com os pés aos 37 minutos.

Ricardo Drubscky sentiu a necessidade de aumentar seu poder defensivo. Tirou o lateral-direito Moisés, que tinha recebido cartão amarelo, e colocou o atacante Samuel. Consequentemente, deu mais espaço ao Botafogo. O jogo melhorou. Numa das investidas, Wallyson sofreu pênalti de Thiago Mendes. Renan acertou o canto e pegou o pênalti batido à meia altura por Emerson Sheik. Após a cobrança os alvinegros ainda tentaram pressionar, mas sem efeito.
O Goiás respondeu, atacou e levou a tréplica. O escanteio cobrado por Wallyson encontrou Zeballos, que desviou para Bolívar, livre, tocar de cabeça para o fundo da rede. Drubscky se mexeu. Colocou mais um atacante: Wellinton Junior pelo meia Esquerdinha. Aos 30, o Alviverde pediu pênalti de Bolívar sobre Wellinton. O árbitro, porém, mandou o jogo seguir. Renan continuou trabalhando. O Botafogo pressionava. Aí Carlos Alberto, há quase dois meses sem jogar, entrou em campo. O time carioca foi mais cauteloso nas investidas. E segurou o resultado que ajuda a aliviar na luta contra o rebaixamento.

terça-feira, 23 de setembro de 2014

NO SERRA DOURADA, GOIÁS MASSACRA O PALMEIRAS E O AFUNDA NA LANTERNA: 6 A 0

Jackson e Cristaldo Goiás x Palmeiras (Foto: Adalberto Marques / Ag. Estado)
O Goiás afundou o Palmeiras na lanterna do Campeonato Brasileiro. E com uma goleada daquelas difíceis de esquecer. Sem muita dificuldade, o Esmeraldino aplicou 6 a 0 no adversário, neste domingo, no Serra Dourada, pela 23ª rodada da competição. Com um gol atrás do outro (quatro no primeiro tempo e dois no segundo), os donos da casa ganharam fôlego para alçar voos maiores na tabela e nocautearam o desesperado adversário, que sofreu sua maior derrota na história dos Brasileiros, empatando com os 6 a 0 sofridos para o Inter em 1981, no Beira-Rio.
Com essa vitória, a equipe goiana sobe para a décima colocação, com 30 pontos. 
E o Palmeiras, com 22, amarga a última colocação de forma preocupante. Os dois voltam a campo pelo Campeonato Brasileiro na próxima quinta-feira, às 19h30. O time goiano visita o Botafogo, no Rio de Janeiro, e a equipe paulista, em clima mais tenso, receberá o Vitória, no Pacaembu.
O jogo

O Goiás não precisou de muito esforço para derrubar o Palmeiras no Serra Dourada. Em todos os quatro gols marcados no primeiro tempo, o time de Goiânia contou com a colaboração dos palmeirenses. As falhas foram seguidas. João Pedro, Victorino, Victor Luis, Lúcio, Deola...
E olha que o Palmeiras até começou com iniciativa. Cristaldo teve chance, mas desperdiçou. Já o Goiás... Aos seis, Ramon passou nas costas de João Pedro e abriu o placar. Aos 11, Victorino errou, e Esquerdinha foi acionado para marcar. Aos 27, Victor Luiz vacilou, e Erik fez. E aos 26, David aproveitou tiro livre indireto: 4 a 0 - Lúcio e Deola bobearam.
Desesperado, o palmeirense Dorival Júnior fez logo as três mudanças no intervalo. Josimar, Juninho e Cristaldo deram lugar a Henrique, Bernardo e Bruno César. Só que não deu tempo de saber se mudaria alguma coisa. Logo aos três minutos, o quinto gol do Goiás. Thiago Mendes pegou de primeira, após rebote de Lúcio.
Sem mais nada a perder, o Palmeiras partiu para o campo de ataque na tentativa de amenizar o vexame no Serra Dourada. Tentou com Henrique, com Diogo, com Bernardo, mas não havia forças para reação. Para piorar, Allione foi expulso por falta dura em Esquerdinha, e Victorino, machucado, teve de seguir em campo porque o técnico já havia feito as três substituições. Com a defesa adversária aberta, o Goiás ainda teve tempo de ampliar para 6 a 0, com gol de Wellington Júnior, em falha de Deola.

sábado, 20 de setembro de 2014

TRIO OFENSIVO DECIDE NO PRIMEIRO TEMPO, E GALO VENCE GOIÁS POR 3 A 2

Goiás x Atlético-MG (Foto: Carlos Costa / Futura Press)
Em noite de gala de Dátolo, Guilherme e Carlos, o Atlético-MG atropelou o Goiás no primeiro tempo. Teve facilidade para criar oportunidades e marcou três vezes no Serra Dourada. O Alviverde melhorou na segunda metade, e Erik e Jackson descontaram, mas não evitaram a segunda derrota consecutiva, desta vez por 3 a 2. O time não pôde contar com o técnico Ricardo Drubscky, ausente por causa de virose.
Se o argentino Dátolo contribuiu com duas assistências, Guilherme marcou dois gols e ainda viu o companheiro Carlos praticamente decretar o triunfo, pela 22ª rodada do Campeonato Brasileiro. Sem seu comandante, o Goiás teve à beira do gramado o auxiliar Gilberto Fonseca, que apenas assistiu ao baile mineiro para 3.441 pagantes. Com direito a grito de "olé" por parte da torcida atleticana, já que a reação verde foi tardia e insuficiente.
Com a vitória, o Atlético-MG foi a 34 pontos e pulou para o sétimo lugar. Já o Goiás segue estacionado na 12ª colocação, com 27. Os goianos voltam a campo no domingo, às 18h30, e recebem o Palmeiras. No mesmo dia, mas às 16h, os mineiros têm pela frente o clássico com o Cruzeiro, no Mineirão.
Galo decide no primeiro tempo
O Goiás era o mandante, mas em momento algum o Atlético-MG se sentiu desamparado. Empurrado por uma torcida barulhenta, ainda que pequena, o time mineiro mandou desde o início do jogo e não demorou a criar boas oportunidades. Carlos foi o primeiro a assustar, mas coube a Guilherme abrir o placar. Aos 17 minutos, após ótimo lançamento de Dátolo, o atacante recebeu nas costas da defesa e encobriu Renan: 1 a 0.
O trio ofensivo formado por Dátolo, Guilherme e Carlos se mostrava infernal. Enquanto Erik e Samuel sequer conseguiam segurar a bola no ataque para o Goiás, o Atlético-MG se preparava para dar o bote. E o fez na reta final do primeiro tempo. Se Jô esteve discreto, Guilherme apareceu mais uma vez e, aos 41, completou cruzamento de Carlos para ampliar. Faltava o de Carlos. Três minutos depois, ele recebeu passe açucarado do meia argentino e bateu na saída de Renan: 3 a 0.
O Goiás, apático e desorganizado na primeira etapa, mudou de perfil após o intervalo. Cresceu, buscou o ataque e conseguiu neutralizar o Atlético-MG, que diminuiu o ritmo e agrediu menos. A reação esmeraldina deu frutos, ainda que tardia. Erik e Jackson descontaram, respectivamente, aos 33 e 48 minutos. O relógio já indicava o fim da partida, e a vitória mineira estava sacramentada.

sábado, 13 de setembro de 2014

GOIÁS VAI ALÉM DO DINHEIRO EM CUIABÁ, VENCE O FLA E ENGRENA SÉRIE INVICTA

Samuel gol Goiás x Flamengo (Foto: Getty Images)
O Goiás vendeu o seu mando de campo para faturar R$ 1 milhão. Levou o jogo com o Flamengo, na noite desta quarta-feira, em Cuiabá, para a Arena Pantanal, um estádio utilizado na Copa do Mundo de 2014. A torcida do adversário foi em peso ao jogo, mas o time acabou levando muito mais do que dinheiro do confronto. Venceu por 1 a 0, com gol de Samuel, e engrenou três jogos de invencibilidade no Brasileiro. Ao clube carioca restaram a derrota e novamente a proximidade da zona de rebaixamento.
Com a vitória, o Goiás pulou para a nona colocação, com 27 pontos, e agora terá pela frente o Criciúma, domingo, fora de casa. O Flamengo parou nos 25, caiu para o 12º lugar e vai enfrentar o Corinthians, também domingo, no Maracanã.
Na teoria como visitante, foi o Flamengo que partiu para o ataque. No primeiro tempo, com mais domínio de bola, teve boa chance com Márcio Araújo, de cabeça, e duas vezes com Alecsandro. Aos poucos, o time acabou apresentando os mesmos problemas de criatividade de outros jogos.
Perigo de verdade levou o Goiás. Aos 41 minutos, Jackson cabeceou, Paulo Victor fez grande defesa, e a bola ainda bateu na trave. No rebote, o goleiro ainda segurou duas tentativas desastradas de Erik. A resposta rubro-negra aconteceu com um bom chute de Eduardo da Silva, obrigando Renan a trabalhar, já nos acréscimos.
O Flamengo voltou ligado no segundo tempo, e com poucos segundos Everton quase abriu o marcador, aproveitando um erro da defesa do Goiás. O meia fez mais uma jogada para boa finalização de Eduardo da Silva e defesa segura de Renan. O goleiro voltou a trabalhar em chute de Gabriel de fora da área, que ainda desviou na defesa.
Depois de pressionar, foi a vez de o Flamengo sofrer. E dessa vez, a bola foi parar no fundo da rede de Paulo Victor. Aos 25 minutos, Marcelo errou a antecipação no meio do campo, Erik arrancou e tocou para Samuel chutar de primeira e abrir o placar para o Goiás, aos 25.
No fim, o Flamengo pressionou, mas não criou grandes chances. No último minuto, em jogada de Everton, a bola bateu no braço de Valmir Lucas dentro da área. O árbitro, no entanto, não considerou pênalti e mandou o jogo seguir. O Goiás sobe na tabela, e o clube carioca volta a ser ameaçado pela zona de rebaixamento.

MUITA ÁGUA, POUCO FUTEBOL: EM CAMPO ENCHARCADO, CHAPE E GOIÁS FICAM NO 0 A 0

Bruno Rangel, Chapecoense X Goiás (Foto: Getty Images)
Caiu muita água antes e durante a partida entre Chapecoense e Goiás, na Arena Condá, na noite deste sábado. Com o campo encharcado por causa da chuva abundante em Chapecó, os jogadores tiveram muita dificuldade em campo e os pouco mais de 2 mil torcedores presentes na Arena Chapecó sofreram com o fraco confronto. Resultado: um duelo feio, cheio de escorregões, furadas e muito chutão para a área. Na virada do turno, o duelo direto para se distanciar do Z-4 terminou com muitos erros e sem nenhuma mudança no placar: 0 a 0.

Com o resultado, a Chapecoense não conseguiu atingir a meta estabelecida pela direção de chegar a 22 pontos até o fim do primeiro turno. O time até se arriscou com um esquema de jogo mais ofensivo, mas não adiantou: na era Celso, o time pela primeira vez atuou com dois meias e dois atacantes. A partida foi bastante equilibrada, com superioridade dos donos da casa no segundo tempo. Mas a bola bateu na trave e não entrou. No final da partida, o Goiás passou a se defender e se contentou com o empate como visitante.

Apesar de estar há três partidas sem vencer, o time catarinense segue fora do Z-4. Com os 20 pontos somados, segue no 15ª lugar da tabela. Já os goianos não conseguiram embalar uma sequência de vitórias. Com o resultado fora de casa, a equipe chega aos 24 pontos e fica com a 13ª colocação.


As duas equipes voltam a campo na próxima quarta-feira. No início do returno, o Verdão do Oeste encara o Coritiba fora de casa às 21h (horário de Brasília). Já o Esmeraldino pega o Flamengo na Arena Pantanal, às 22h.

O jogo
O gramado pesado atrapalhou o desenvolvimento do primeiro tempo na Arena Condá. A bola parava mais nas poças d'água do que nos pés dos jogadores. O Goiás iniciou um pouco superior, com Esquerdinha como responsável pelas principais jogadas do time de Ricardo Drubscky, e  aproveitou a demora da Chapecoense para se encaixar no novo esquema tático, agora com dois meias e dois atacantes. Mas, quando o ajuste ocorreu, o grupo de Celso Rodrigues equilibrou o embate e chegou a ter a melhor chance da etapa inicia, com Wanderson. Finalização torta, porém, direto para fora.
Não houve mudança para o segundo tempo, mas a conversa do treinador da Chape no vestiário deve ter sido forte e o Verdão do Oeste retornou muito melhor para os 45 minutos finais. O time mostrou ímpeto ofensivo e praticamente empurrou o adversário para seu campo. Após vitória contra o Fluminense no meio da semana, o Esmeraldino se mostrou esgotado fisicamente, ainda mais com o campo encharcado. Criou pouco e atuou apenas pelo empate.
Enquanto a Chape se jogou para cima. O treinador colocou o centroavante Leandro, adicionando um terceiro homem no sistema ofensivo. Num lance, Camilo girou na entrada da área, mas Renan executou boa defesa. No final, Leandro concluiu com categoria no canto. Os pouco mais de 2 mil torcedores já gritavam gol, mas a bola bateu na trave e teimou em não entrar. Assim como ocorreu até o apito derradeiro do árbitro.

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

COM TRÊS GOLS DE ERIK, GOIÁS BATE O ATLÉTICO-PR E ENCERRA JEJUM DE VITÓRIAS

erik goias x atletico-pr (Foto: CARLOS COSTA/Futura Press/Agência Estado)
Fim do jejum esmeraldino. Depois de cinco derrotas seguidas no Campeonato Brasileiro e uma na Copa Sul-Americana, o Goiás se reencontrou com a vitória neste domingo e bateu o Atlético-PR por 3 a 1 no estádio Serra Dourada, com apenas 1.544 pagantes. A noite foi de Erik. O atacante de 20 anos justificou a escolha do técnico Ricardo Drubscky e marcou os três gols da equipe, que sobe para a 12ª colocação da Série A, com 23 pontos. Cléo fez o de honra do Furacão, que não vence há quatro rodadas e cai para o 10º lugar, com um ponto a mais.
Os donos da casa foram amplamente superiores no primeiro tempo, quando abriram dois gols de vantagem. O Atlético-PR só melhorou na etapa final com a entrada de Douglas Coutinho, mas não teve forças para buscar o empate. Antes de pensarem na última rodada do primeiro turno, goianos e paranaenses voltarão as atenções para as copas no meio de semana. Na quarta-feira, às 19h30, o Furacão recebe o América-RN pelas oitavas de final da Copa do Brasil com a difícil missão de reverter o placar de 3 a 0 construído pelo time potiguar no jogo de ida. Também na quarta, o Goiás recebe o Fluminense, às 22h, precisando reverter o placar de 2 a 1 para avançar à fase internacional da Copa Sul-Americana.
Goiás domina o primeiro tempo
O primeiro gol demorou a sair, mas o Goiás fez por merecer desde o apito inicial. Com 10 minutos de bola rolando, a posse de bola do time esmeraldino era de 80%. Quando o primeiro tempo terminou, o Verdão já tinha finalizado 10 vezes contra apenas três do Atlético-PR. Esquerdinha e Erik se movimentavam bastante e dificultavam muito a vida dos marcadores. A primeira chance clara de gol foi de Samuel, aos 22 minutos, após cobrança de falta pelo lado direito. O atacante cabeceou nas mãos de Weverton.
O tempo passava e o cenário do jogo era o mesmo. O Furacão só ameaçou aos 34 minutos, quando Natanael roubou a bola de Valmir Lucas no campo de defesa, avançou até a linha de fundo e cruzou na cabeça de Cléo, que finalizou por cima do gol. Cinco minutos depois o Goiás foi premiado com Erik, que fez boa jogada dentro da área, limpou para o pé esquerdo e chutou no canto, sem chances para o goleiro rival: 1 a 0 Goiás. Não demorou muito e o prejuízo do Atlético-PR aumentou antes mesmo do fim do primeiro tempo. Aos 42, Erik recebeu belo passe de Esquerdinha e chutou cruzado para ampliar o marcador: Goiás 2 a 0.
Furacão reage, mas Erik marca pela terceira vez
O técnico Leandro Ávila tinha feito três alterações com relação ao time que perdeu do América-RN na Copa do Brasil, mas a saída de Douglas Coutinho não foi a opção mais acertada. O artilheiro do time na temporada entrou no segundo tempo e em apenas cinco minutos já havia finalizado mais do que todo time na etapa inicial. Coutinho, Marcelo e Cléo ditaram a mudança de postura do Furacão, que passou a ser bem mais presente no campo de ataque. Logo no primeiro minuto, após cruzamento rasteiro de Marcelo, Douglas Coutinho finalizou por cima do gol, com perigo.
A posse de bola, que chegou a ser amplamente favorável ao Goiás, ficava mais equilibrada a cada minuto. A primeira finalização esmeraldina no segundo tempo foi apenas aos 16 minutos, quando Erik saiu na cara do gol e chutou em cima de Weverton. No contra-ataque, o Atlético-PR descontou. Sueliton fez ótima jogada, deixou Erik no chão e cruzou. Cléo cabeceou com perfeição, sem chances para Renan: 2 a 1. Preocupado com o bom momento do adversário, o técnico Ricardo Drubscky lançou Tiago Real e Liniker em campo. O Goiás continuou sem força ofensiva na etapa final até os 38 minutos, quando Thiago Mendes achou Erik, que tocou na saída de Weverton e marcou seu terceiro gol: Goiás 3 a 1.

CRUZEIRO BATE GOIÁS, GARANTE "TÍTULO" DO 1º TURNO E ABRE SETE PONTOS NO TOPO

Sem o artilheiro Ricardo Goulart, com incômodo muscular e com outros dois titulares poupados, o Cruzeiro venceu o Goiás, por 1 a 0, na noite deste domingo, no Serra Dourada, em Goiânia, conquistando com duas rodadas de antecedência o título simbólico de campeão do primeiro turno. Os jogadores celestes aproveitaram para homenagear o volante Tinga, que se recupera de cirurgia na perna direita. Com sua 12ª vitória no Brasileirão, a quarta como visitante, o time celeste atingiu 39 pontos abrindo sete de vantagem sobre o São Paulo, novo vice-líder, que não poderá descontar essa diferença nos dois jogos que ainda restam aos participantes na primeira metade da competição. A equipe esmeraldina ainda desperdiçou a cobrança de pênalti, aos 50 min, por meio de David.
E o triunfo contra o Goiás fez o Cruzeiro voltar a vencer como visitante, o que não havia acontecido nos dois últimos jogos nessa condição, quando aconteceram empates diante de Botafogo e Criciúma. Já a equipe esmeraldina sofreu a quinta derrota consecutiva, a segunda dentro de casa, aumentando ainda mais o jejum, que completará um mês. O último trinfo da equipe, que segue com 20 pontos, foi em 27 de julho, sobre o São Paulo, por 2 a 1. Depois, perdeu para Fluminense, Bahia, Internacional, Corinthians e, agora, Cruzeiro. Dessa forma, Ricardo Drubscky tem seu cargo cada vez mais ameaçado.
As fases do jogo: O Cruzeiro custou a engrenar. Pressionado por quatro derrotas consecutivas, o Goiás começou no ataque e criou duas boas chances de gol. Na melhor delas, David arriscou chute forte, defendido com dificuldade por Fábio, que deu rebote, não aproveitado pelos jogadores do time da casa. Aos poucos, o líder do Brasileirão foi se ligando ao jogo, explorando os espaços concedidos pelo Goiás para contra-atacar. Assim, chegou ao gol, aos 25 min, quando Everton Ribeiro lançou Marcelo Moreno, que bateu cruzado. Em vantagem, a equipe de Marcelo Oliveira administrou o restante dessa etapa, jogada sob forte calor e em campo de grandes dimensões. O time esmeraldino tentou uma pressão nos minutos finais, mas não conseguiu o gol.
Ao longo da segunda etapa, o Cruzeiro desperdiçou muitas chances para ampliar sua vantagem e confirmar a vitória sem riscos. Mas, os celestes não conseguiram aproveitar essas oportunidades e deixaram o jogo aberto até o final, estimulando o Goiás a buscar o empate, muitas vezes na base da vontade, tentando pressionar o time mineiro. Aos 34 min, a equipe da casa quase empatou, em cobrança de falta de David, que foi desviada por Fábio, bateu no travessão e saiu a escanteio. Para melhorar a marcação, Marcelo Oliveira colocou o volante Henrique, em princípio poupado, no lugar do atacante Willian. Mas o Goiás pressionou e Fábio foi decisivo, novamente, aos 40 min, em chute de Eric. Aos 48 min, a arbitragem viu pênalti de Dedé, em esquerdinha, Mas David errou a cobrança, mandando a bola para fora.
O melhor: Fábio – A exemplo do que aconteceu contra o Grêmio, o goleiro voltou a se destacar com defesas fundamentais, em momentos decisivos do jogo, garantindo o triunfo celeste pelo placar mínimo, pela segunda vez consecutiva.
O piorDavid – O meia do Goiás teve a chance de interromper a série de derrotas consecutivas, mas desperdiçou a cobrança de pênalti de Dedé em Esquerdinha, aos 50 min da etapa final.
A chave do jogo: Contra-ataque celeste – O Cruzeiro não costuma variar muito a sua forma de jogar em casa e como visitante, procurando quase sempre tomar a iniciativa das ações ofensivas. Contra o Goiás, no entanto, a equipe celeste optou em jogar pelo contra-ataque, especialmente no primeiro tempo, tentando tirar proveito do desespero esmeraldino. Já na segunda etapa, em alguns momentos, o time de Marcelo Oliveira adiantou sua marcação e atacou mais, como forma de manter a posse de bola no ataque.
Toque dos técnicos: Por jogar em um campo enorme para os atuais padrões do futebol brasileiro, o técnico Marcelo Oliveira se preocupou em poupar Mayke e Henrique, que estavam desgastados, substituindo-os por Ceará e Nilton, mais descansados, além de optar pelo jovem e veloz Alisson na vaga do lesionado Ricardo Goulart. Dessa forma, ele armou o Cruzeiro para jogar no contra-ataque, atraindo o Goiás, que, mesmo com escalação cautelosa no papel, na prática lançou-se ao ataque em razão da difícil situação na tabela de classificação. E foi em um contra-ataque que Marcelo Moreno definiu o jogo.

AJUDA, LUCIANO! GAROTO ENTRA, FAZ TRÊS E DÁ A VITÓRIA AO TIMÃO SOBRE O GOIÁS



Luciano comemora gol do Corinthians contra o Goiás (Foto: Marcos Ribolli)
Foi suado, brigado, sofrido: mas só até os 30 do segundo tempo. O Corinthians encontrou  dificuldades na noite desta quinta-feira. Ficou atrás do placar duas vezes, mas não desistiu. À base de insistência, transformou angústia em goleada. Fez 5 a 2 sobre o Goiás na Arena em Itaquera, com três de Luciano, e encostou novamente na ponta do Campeonato Brasileiro. Com os outros gols marcados por Elias e Guerrero,  o Timão superou os próprios erros, evitou o segundo tropeço consecutivo em casa (no último sábado, 1 a 1 com o Bahia) e correspondeu às expectativas da Fiel. Os esmeraldinos, por sua vez, acumularam a quarta derrota consecutiva no Campeonato Brasileiro.
Com um estilo de jogo baseado em contra-ataques e bolas paradas, Ricardo Drubscky confiou que levaria ao menos um ponto para Goiânia. Com o suporte das ótimas defesas de Renan, segurou o empate até os 32 minutos do segundo tempo, quando brilhou a estrela de Luciano: após perder dois gols “feitos”, o vice-artilheiro do Corinthians na temporada, agora com 11 gols, fez o terceiro, o quarto e o quinto do Alvinegro.
O público pagante foi de 26.486 pessoas, com renda de R$ 1.465.164,00.
Com 31 pontos, o Corinthians foi para a terceira colocação do Brasileirão – mesma pontuação do Internacional, que tem uma vitória a mais (oito contra sete). O Goiás, em queda livre, agora é o 11°, com 20.
Na próxima rodada, os dois times jogam no domingo. Em Porto Alegre, o Corinthians encara o Grêmio, às 16h. Já o Goiás recebe o líder Cruzeiro, às 18h30, no Serra Dourada.
O jogo
O Corinthians tem a melhor defesa do Campeonato Brasileiro, mas saiu perdendo justamente por um erro coletivo do setor. O volante David encontrou Thiago Mendes completamente livre, às costas dos zagueiros alvinegros, para abrir o placar com apenas 10 minutos de jogo. A reação da torcida foi imediata: mesmo longe de lotar o estádio, a Fiel não sentiu o gol sofrido e empurrou a equipe.

Jadson tinha nova atuação apática. Sem se entender com Renato Augusto, que era mais criativo, o camisa 10 precisou da bola parada para se redimir: em cobrança de escanteio, cruzou para Paolo Guerrero subir mais do que a zaga do Goiás e fazer o terceiro gol de cabeça consecutivo do Corinthians – Gil marcou os outros dois, na vitória por 1 a 0 sobre o Santos e no empate por 1 a 1 com o Bahia.
O time esmeraldino não sentiu o gol de empate e continuou apostando nos contra-ataques. A brecha encontrada no meio-campo corintiano, onde Elias avançava muito e deixava Ralf sozinho, era suficiente para ensaiar o segundo gol e deixar os torcedores da casa apreensivos.
O roteiro da etapa complementar só não seguiu à risca o da primeira metade do jogo por um milagre de Cássio, que defendeu chute muito forte de Bruno Mineiro logo no início. O Corinthians continuava abusando dos gols perdidos: presente na área adversária, criava muito e não dava paz ao goleiro Renan. Foi aí que o velho ditado do “quem não faz, leva” se fez presente: Jackson, em novo vacilo da defesa corintiana, desviou de cabeça para a rede de Cássio.
Apesar da revolta de Mano Menezes, que acabou expulso ao reclamar impedimento inexistente no lance do segundo gol esmeraldino, o Corinthians encontrou forças para reagir mais uma vez: Elias desviou chute de Renato Augusto, igualando o placar. Com postura ofensiva, o Timão apostou suas fichas na entrada de Lodeiro. Recuado, o Goiás garantia sua sobrevivência na partida graças a Renan, que vivia noite inspirada.
Foi aí que brilhou a estrela de Luciano. Depois de desperdiçar duas chances, o atacante, que entrou no lugar de Ángel Romero, infernizou a defesa do Goiás e desandou a balançar a rede. No primeiro, aos 32, estabeleceu a virada. No segundo, aos 39, transformou o sofrimento em alívio. No terceiro, aos 43, decretou a goleada, igualando-se a Romarinho na artilharia do Corinthians na temporada, com 11 gols.
Em êxtase, a Fiel festejou a vitória tirando sarro do maior rival:
- Você vai cair, Porco! - ironizando o Palmeiras, lanterna da competição.

INTER BATE O GOIÁS NO SERRA, VENCE A QUINTA SEGUIDA E DORME NA PONTA

Erik Goiás e Paulão Internacional Brasileirão (Foto: Agência Getty Images)
Goiás e Internacional não honraram o legado de Fernandão. Nenhuma das duas equipes, órfãs do ídolo morto em acidente de helicóptero no dia 7 de junho, mostrou faro de gol aguçado neste sábado, mas pelo menos o Colorado tem motivos para comemorar. O gol contra marcado pelo zagueiro Pedro Henrique no Serra Dourada já no fim da partida foi suficiente para dar a quinta vitória seguida ao time gaúcho no Campeonato Brasileiro, em partida que marcou a abertura da 16ª rodada. A campanha do Inter, sim, deixaria Fernandão orgulhoso. Com 31 pontos, o time de Abel Braga ultrapassa o Cruzeiro e dorme na liderança – a Raposa joga neste domingo, contra o Santos.
A diretoria do Goiás quis aproveitar a ocasião e prestou mais uma homenagem a Fernandão. Crianças formaram o número 9 no gramado antes de a bola rolar. Familiares receberam uma placa, e os jogadores utilizaram camisa personalizada com o rosto do jogador estampado na parte da frente. As homenagens não serviram de inspiração para o time da casa, que acumula a terceira derrota seguida, segue em queda livre após a Copa do Mundo e continua com o pior ataque da Série A, com apenas nove gols marcados. O Verdão, 10º colocado com 20 pontos, tentará reagir na próxima quinta-feira, às 21h, contra o Corinthians, em São Paulo. Na quarta, às 22h, o Internacional recebe o São Paulo em busca da sexta vitória seguida, marca que não alcança desde 2006.
Primeiro tempo sonolento
Embalado por quatro vitórias seguidas na Série A e com chance de assumir a liderança provisória, o Inter parecia jogar em casa nos primeiros minutos. Além da tímida presença de esmeraldinos nas arquibancadas do Serra Dourada - 4.256 pagantes -, o Colorado tomou a iniciativa e dominou completamente a posse de bola nos minutos iniciais. Arma letal de Abel Braga pelo lado direito, o chileno Aránguiz logo apareceu acionado por D´Alessandro e cruzou para Rafael Moura. O centroavante, um dos vários atletas que já defenderam as duas equipes, finalizou para fora. À medida que o tempo passava, o Goiás conseguia pelo menos equilibrar a posse de bola, que terminou em 59% a 41% para o Inter na etapa inicial.
O time goiano abusava dos passes errados e mostrava por que tem o pior ataque do Brasileirão. Mas a verdade é que, apesar da notória superioridade técnica, o Internacional não conseguia se impor e, aos poucos, começou a ceder território ao Verdão. A melhor chance da equipe gaúcha saiu dos pés de Alex, que surpreendeu a marcação ao girar para o lado direito e tirar tinta da trave com 19 minutos de bola rolando. Se o Inter tinha Aránguiz, o Goiás tinha Thiago Mendes, constantemente acionado por David nas costas de Fabrício pelo lado direito de ataque. Os zagueiros Ernando e Juan, com desarmes precisos, se encarregaram de evitar as finalizações de Erik e Bruno Mineiro e garantiram o 0 a 0 no placar no primeiro tempo.
Gol contra coloca o Inter na liderança
Abel Braga decidiu lançar Jorge Henrique na vaga de Ygor logo na volta do intervalo. A alteração deixou o meio-campo do Inter mais compacto, com maior participação de Aránguiz, D’Alessandro e Alex. O Colorado ficou mais objetivo e passou a fazer o que não tinha feito na primeira etapa: chutar a gol. Só que, mesmo com mais gente no campo de ataque, os visitantes não eram incisivos. Renan fazia poucas defesas e, do outro lado, Dida era um mero espectador. Quando os dois times conseguiram furar as defesas, a arbitragem marcou impedimentos equivocados de Fabrício, pelo lado do Inter, e de Erik, pelo Goiás.
Ricardo Drubscky então mexeu no time para tentar tirar o zero do marcador. Samuel, atacante emprestado pelo Fluminense, entrou na vaga de Bruno Mineiro, só que quem balançou as redes foi o Internacional. Aos 31 minutos, Fabrício fez boa jogada pela esquerda e cruzou. A bola passou por Jorge Henrique, que atrapalhou o goleiro Renan. Surpreso com a bola viva dentro da área, o zagueiro Pedro Henrique teve pouco tempo de reação e mandou para o fundo das próprias redes: 1 a 0 Internacional após o gol contra. O treinador do Goiás tentou as últimas cartadas lançando Tiago Real e Assuério em campo, mas o Esmeraldino não teve forças para empatar.

terça-feira, 26 de agosto de 2014

NA BASE DA FÉ: COM GOL DE FAHEL, BAHIA VENCE O GOIÁS NA FONTE NOVA

Fahel comemora gol do Bahia contra o Goias (Foto: Getty Images)
Nas últimas semanas, as preces dos torcedores do Bahia contaram com um novo item na lista de pedidos. Com o time na zona de rebaixamento, a recuperação da equipe na Série A ocupava um lugar entre o "Livrai-me de todo mal" e o "Amém". Com fervor, a torcida reforçou as orações nesta noite, das arquibancadas da Arena Fonte Nova, no duelo contra o Goiás. E na terra de todos os santos, Deus resolveu dar uma forcinha ao time azul, vermelho e branco. E como se diz entre os torcedores do Bahia que "Deus é Fahel", o único gol da partida saiu da cabeça do volante: o Tricolor venceu o Esmeraldino pela 14ª rodada do Campeonato Brasileiro e encerrou o jejum de dez jogos sem triunfos dentro da competição nacional. Técnico interino, Charles Fabian se mantém invicto no Bahia, com três jogos, dois triunfos e um empate.
O gol nasceu de lance polêmico: um escanteio que não foi escanteio, precedido por falta a favor do Bahia, levou ao cabeceio de Fahel. E, apesar da vitória, o time baiano ainda não deixou a zona de rebaixamento: subiu para a 16ª colocação com 13 pontos, mesma pontuação do Botafogo, primeiro time fora da área de degola e que leva vantagem no saldo de gols. A equipe carioca ainda joga neste domingo, no complemento da rodada, e pode se afastar da briga contra a Série B. Na próxima rodada, o Tricolor encara o Corinthians, em São Paulo.
Enquanto o torcedor baiano comemora a prece parcialmente atendida, o do Goiás olha para o céu e pergunta o que fez de errado. Com duas derrotas consecutivas, o Esmeraldino estaciona nos 20 pontos e perde a oportunidade de se aproximar do G-4 do Brasileiro. A equipe goiana ocupa a 8ª colocação, mas pode terminar a rodada na parte de baixo da tabela de classificação com o complemento da rodada. No próximo sábado, o Goiás enfrenta o Internacional no Serra Dourada.
Nervosismo e gol de Fahel
Como se 11 jogadores do lado rival não bastassem, Bahia e Goiás acharam um novo adversário: o nervosismo. Com mais transpiração do que criatividade, os dois times iniciaram a partida com vontade, mas erros bobos estragaram boas chances de gol. Um pouco superior, o Bahia ameaçava principalmente quando a bola passava pelos pés de Léo Gago. O gol, no entanto, saiu da jogada de outro volante: Fahel subiu mais que a defesa esmeraldina aos 30 minutos, após cobrança de um escanteio controverso - que não havia sido, de fato, lance para escanteio e que foi precedido por uma falta de Erik sobre o lateral tricolor Roniery.
Mas o jogo seguiu e, a partir daí, o Bahia se sentiu à vontade e se sobrepôs ao adversário. Apesar de uma boa tentativa de Bruno Mineiro de cabeça – em que Lomba fechou a meta tricolor –, o Bahia poderia ter fechado a etapa com vantagem maior, se Rhayner tivesse um pouco mais de sorte no chute colocado ou se Renan tivesse falhado na cobrança de falta de Marcos Aurélio. Do lado de fora da Arena, dezenas de torcedores não puderam assistir às chances perdidas pelo Bahia: devido a um problema em uma das bilheterias, muitos desistiram de entrar no estádio e outros só conseguiram ver parte do segundo tempo.

Evolução do Goiás
Em time que está ganhando não se mexe. Já no que está perdendo... Atrás no marcador, Ricardo Drubsky decidiu fazer duas substituições para o segundo tempo. Ramon foi substituído por Murilo, enquanto Tiago Real entrou no lugar de Rodrigo. As mudanças surtiram efeito, e o Esmeraldino melhorou. Em bobeira de Guilherme Santos, Murilo chutou de longe e obrigou Lomba a fazer boa defesa. Para conter o ímpeto do Goiás, o Bahia jogava com seriedade. Os defensores tricolores lutavam para ocupar espaço e impedir a criação das jogadas adversárias. A dedicação empolgou o torcedor, que cantava a plenos pulmões na Fonte Nova. O gol de Fahel, ainda no primeiro tempo, foi o lance que decidiu a partida. Para os tricolores, preces atendidas. Agradecimentos a Deus e ao volante. Ou ao dois ao mesmo tempo.

sexta-feira, 8 de agosto de 2014

BASTAM 19 MINUTOS: FLU BATE O GOIÁS POR 2 A 0 E ASSUME A VICE-LIDERANÇA

wagner Fluminense e Jackson Goiás brasileirão (Foto: Agência Getty Images)
Festa da torcida, vitória, retorno do capitão e vice-líderança assegurada. Com mais uma atuação segura, o Fluminense precisou de apenas 19 minutos para bater o Goiás por 2 a 0 na noite deste domingo, no Maracanã, pela 13ª rodada do Campeonato Brasileiro. Em uma coincidência do destino, um gol para cada integrante do Casal 20, Assis e Washington, falecidos recentemente e homenageados antes de a bola rolar. Diante de pouco mais de 40 mil tricolores, a equipe do técnico Cristóvão Borges chegou aos 25 pontos, conquistou a sua terceira vitória seguida, sua terceira partida sem sofrer gols e ainda ultrapassou o Corinthians na tabela de classificação. A distância para o líder Cruzeiro caiu para quatro pontos. Já o Goiás, que não perdia há três rodadas, caiu para o oitavo lugar.
A vitória foi construída no início da partida. Cícero abriu o placar em boa jogada de Conca e David marcou gol contra após erro de Pedro Henrique, que foi desarmado por Rafael Sobis na saída de bola. Mesmo com a vantagem, o Fluminense seguiu dominando a partida e pouco foi ameaçado. Esteve mais perto do terceiro gol do que de levar o primeiro. No segundo tempo, Fred ainda voltou a vestir a camisa tricolor, pela primeira vez após a Copa do Mundo, e teve atuação discreta.
O Fluminense volta a campo na próxima quarta-feira para enfrentar o América-RN, na Arena das Dunas, em Natal, pela terceira fase da Copa do Brasil. Pelo Brasileiro, o Tricolor enfrenta o Coritiba no próximo sábado, às 21h (de Brasília), no Maracanã. No mesmo dia, o Goiás encara o Bahia, às 18h30, na Arena Fonte Nova.
O torcedor que chegou atrasado ao Maracanã perdeu os dois gols da partida. Com menos de 20 minutos de bola rolando, o Fluminense já vencia por 2 a 0, vantagem que lhe garantiu a vitória sem grandes sustos. Cristovão optou por manter a escalação que derrotou o Atlético-PR na rodada passada. A decisão foi acertada. Com Fred no banco de reservas, o Tricolor mostrou o motivo de sua boa fase no Brasileirão. Toques rápidos, dominio da posse de bola e muitas chances de gol marcaram o primeiro tempo. Fora as bolas na rede de Cícero e David, contra, o clube das Laranjeiras teve pelo menos outras três chances claras. O Goiás só assutou com Lima, que obrigou Diego Cavalieri a fazer boa defesa.
Com a vantagem de dois gols no placar, o Flu voltou para a etapa final mais cauteloso. Mesmo tendo a posse de bola para jogar e com as alterações ofensivas do técnico Ricardo Drubscky, o Goiás pouco ameaçou. As principais chances foram em cabeçadas de Bruno Mineiro, todas defendidas por Cavalieri. O Flu ainda perdeu boas oportunidades de ampliar e colocou Fred aos 16 minutos para dar ritmo de jogo ao atacante, que não atuava desde o dia 8 de julho - data da marcante goleada por 7 a 1 para a Alemanha pela semifinal da Copa do Mundo. O camisa 9 pouco fez, deu apenas um chute a gol. Nem precisava de mais. A vitória, com direito a "olé" no fim, já estava garantida. Um gol para Assis, outro para Washington.

terça-feira, 29 de julho de 2014

Goiás vence o São Paulo na reestreia de Kaká

Fora de casa, o São Paulo enfrentou o Goiás na tarde deste domingo (27) pela 12ª rodada do Campeonato Brasileiro 2014, na partida que marcou a reestreia de Kaká pela equipe do Morumbi e acabou sendo derrotado pelo placar de 2 a 1.
O Goiás vai a 20 pontos com a vitória, indo para o sétimo lugar da tabela de classificação. O São Paulo segue com 19.
O São Paulo começou a partida tocando mais a bola e criando chances de gol. O Goiás ficava na defesa, à espera de uma brecha para encaixar o contra-ataque.
Aos 26 minutos, Kaká arriscou o chute e trouxe perigo para a meta esmeraldina. A partida continuava sob o controle são-paulino, que criava mais as chances de gol e tinha mais presença ofensiva.
Apesar da pressão do time visitante, foi o Goiás a abrir o placar aos 44, na falta de David que Amaral subiu para o cabeceio e mandou a bola no canto esquerdo do gol de Rogério Ceni.
Bruno Mineiro, no começo do segundo tempo, fez o segundo gol do Goiás na partida, aproveitando lance iniciado em cobrança de escanteio e corte de Rodrigo Caio para receber de Amaral e cabecear para dentro do gol.
O São Paulo procurava reagir na partida e o Goiás apertando em busca do terceiro gol. A partida se mostrava movimentada em seu segundo tempo e com os times tentando oportunidades.
Aos 31, Kaká diminuiu para o São Paulo, ao receber passe de Alexandre Pato e bater sem chances de defesa para o goleiro do Goiás.

quarta-feira, 23 de julho de 2014

Sport empata com Goiás, perde a chance de assumir o 3º lugar e deixa o G-4

Com a derrota do São Paulo para a Chapecoense no sábado, o Sport tinha a chance de subir para a terceira posição do Campeonato Brasileiro neste domingo. Para isso, bastava vencer o Goiás no Serra Dourada. Porém, o duelo em Goiânia, válido pela 11ª rodada, acabou com um empate sem gols.
O resultado faz o time pernambucano, que começou a rodada no G-4, chegar a 18 pontos e cair para a oitava colocação. Já o Goiás, que tinha chances matemáticas de também assumir o terceiro posto, fica com 17 pontos e está na décima posição.
A igualdade, além de tirar o Sport do G-4, ainda acaba com a série de triunfos da equipe rubro-negra, que durava três jogos. Ao menos, a defesa completa cinco partidas sem ser vazada. Os últimos gols sofridos foram na goleada do Corinthians por 4 a 1, em 25 de maio, na Ilha do Retiro.
Por outro lado, o time esmeraldino completa quatro jogos sem triunfar e sem balançar as redes. Foram três empates e uma derrota. O gol e vitória mais recentes vieram também em 25 de maio, no 1 a 0 sobre o Figueirense, fora de casa.
Pela próxima rodada do Campeonato Brasileiro, o Goiás voltará a atuar no Serra Dourada, onde receberá o São Paulo, no domingo, às 16h (de Brasília). No mesmo dia e horário, o Sport jogará em casa contra o Atlético-MG. Antes, na quinta-feira, a equipe pernambucana receberá o Paysandu, às 19h30, pela Copa do Brasil.
O jogo - O Goiás tentou assumir o controle no início da partida, mas os dois times exibiram muita dificuldade no setor de criação nas primeiras investidas ao ataque. Aos 14 minutos, Rithely até aproveitou cobrança de falta para a área e cabeceou no travessão, mas o árbitro assinalou impedimento do jogador do Sport.
Assim, a partida seguiu sem muita emoção e muito equilibrada, sem que os adversários conseguissem chegar com perigo à frente. O jogo só teve uma chance real de perigo aos 35 minutos, quando Érico Júnior tocou na esquerda para Zé Mário, que dominou livre dentro da área e finalizou rasteiro, exigindo boa defesa do goleiro Renan. O time esmeraldino tentou responder, e Assuério carregou a bola na área, finalizando fraco, nas mãos de Magrão.
Na jogada seguinte, o goleiro do Sport trabalhou bem ao fechar o ângulo e abafar finalização de Tiago Real de dentro da área. No intervalo, o técnico Ricardo Drubscky tirou Liniker para a entrada de Erik, com o intuito de deixar a equipe mandante mais ofensiva.
Mesmo com a mudança, a partida seguiu bastante equilibrada, e o técnico Eduardo Baptista também fez uma troca em seu time, tirando Érico Júnior para a entrada de Danilo. Pouco depois, Drubscky promoveu a estreia do atacante Bruno Mineiro, na vaga de Assuério.
O Goiás seguiu mais presente na frente, mas sem conseguir ameaçar de fato o adversário. Assim, o treinador utilizou sua última alteração, com Esquerdinha na vaga de Tiago Real. Aos 26, Esquerdinha recebeu na área, driblou para o meio e finalizou fraco, de perna direita, facilitando para o goleiro.
O time da casa seguiu mais perigoso. No lance seguinte, Ramon dominou dentro da área, driblou Magrão e finalizou para fora, desperdiçando boa chance. Aos 32, Bruno Mineiro aproveitou cruzamento da esquerda e cabeceou para superar o goleiro, mas o árbitro marcou impedimento e não validou o gol do Goiás. O time da casa seguiu buscando o gol, sem êxito até o apito final.
FICHA TÉCNICA
GOIÁS 0 X 0 SPORT
Local: Estádio Serra Dourada, em Goiânia (GO) 
Data: 20 de julho de 2014, domingo 
Horário: 18h30 (de Brasília) 
Árbitro: Péricles Bassols Pegado Cortez (Fifa-RJ) 
Assistentes: Rodrigo Henrique Correa e Eduardo de Souza Couto (ambos do RJ) 
Cartões amarelos: Lima (Goiás). Rithely, Patric, Wendel (Sport)
GOIÁS: Renan; Thiago Mendes, Jackson, Pedro Henrique e Lima; Amaral, David, Ramon, Tiago Real (Esquerdinha) e Liniker (Erik); Assuério (Bruno Mineiro)
Técnico: Ricardo Drubscky.
SPORT: Magrão; Patric, Durval, Ewerton Páscoa e Renê; Wendel, Rithely e Zé Mário (Renan Oliveira); Felipe Azevedo, Érico Júnior (Danilo) e Leonardo (William)
Técnico: Eduardo Baptista.

Grêmio empata com Goiás e chega ao quarto jogo sem marcar

A estreia de Giuliano foi frustrada. Na noite em que o meia se apresentou pela primeira vez em frente ao torcedor gremista, o Grêmio ficou no 0 a 0 com o Goiás, na noite desta quarta, na Arena, e engatou o quarto jogo sem vencer - e sem marcar gol - no Campeonato Brasileiro. O centroavante Barcos, que perdeu chance clara, foi substituído e saiu vaiado.

O Tricolor ficou com 16 pontos após o resultado. O Goiás ficou com a mesma pontuação, mas segue atrás. Os gaúchos enfrentam o Figueirense, no sábado, no Orlando Scarpelli, enquanto o Esmeraldino pega o Sport, em casa, no domingo.

GRÊMIO CRIA, MAS NÃO FAZ
As atenções estavam todas voltadas para o meia Giuliano, estreante da noite. O camisa 88 foi centro da criação de jogadas ofensivas, dividindo um pouco as atenções com o jovem Luan. Ambos estiveram envolvidos nas melhores chances criadas. Primeiro, o garoto avançou pela esquerda, após passe de Barcos, e cruzou para trás. Lá estava Giuliano. Mas o meia finalizou por cima do gol de Renan.

Foi o reforço gremista que encontrou Barcos livre na área. O camisa 9 bateu forte e Renan segurou firme. E o Pirata ainda teve outras duas oportunidades claras. Primeiro, girou sobre Jackson após passe de Saimon e finalizou novamente para defesa do goleiro do Goiás. E, aos 19, perdeu a melhor chance. Pará avançou e colocou na área. Na linha da pequena área, o camisa 9 desviou errado. Giuliano era saudado a cada toque na bola. Tentou chutes de longa distância, dribles e até pedalou.

O Goiás por alguns momentos até pareceu ter se inspirado na Copa do Mundo. Amaral recuou entre os zagueiros, formando uma linha de cinco jogadores na defesa. A proposta era esperar um contra-ataque. Em erro de Rhodolfo na saída de bola, o Esmeraldino tentou dois cruzamentos. Até Tiago Real ficar com a bola pela esquerda e ajeitar para Lima. Marcelo Grohe voou e espalmou o chute do lateral-esquerdo. Antes do apito final do primeiro tempo, Renan ainda faria mais uma grande defesa, em chute colocado de Luan da meia direita.

BARCOS RECEBE VAIA E BEIJA ESCUDO
No retorno do intervalo, Alán Ruiz foi quem mais próximo chegou do gol. Giuliano o deixou na frente de Renan com um belo toque de cabeça. Mas o argentino finalizou fraco. Na sequência, o meia bateu de longe e Renan evitou o gol com um toque sutil. Giuliano, em dado momento, protagonizou lance divertido. Ramon foi driblado pelo gremista e montou em cima do meia, que caminhou uns 10m com o rival nas costas.

Na metade do segundo tempo, Barcos deixou o gramado da Arena. Um dos jogadores mais cobrados pela torcida, o jogador saiu vaiado para dar lugar a Lucas Coelho. Depois dos apupos, aplaudiu a torcida e beijou o escudo. Chegou a ser aplaudido também pelos torcedores pelo gesto. Foi Coelho quem mais chegou perto do gol: girou sobre a marcação e bateu da entrada da área, aos 36. A bola encontrou a trave de Renan.
No Goiás, Drubcsky apostou na velocidade de Erick no contra-ataque. O Esmeraldino teve situações em que esteve em vantagem numérica, mas não conseguiu a finalização da jogada como deveria para abrir o placar.
FICHA TÉCNICA

GRÊMIO 0 X 0 GOIÁS
Local: Arena do Grêmio, em Porto Alegre (RS)
Data-Hora: 16/07/2014 - 19h30
Árbitro: Luiz Flávio de Oliveira (Asp Fifa/SP)
Auxiliares: Vicente Romano Neto (SP) e Herman Brumel Vani (SP)
Público-renda: 26.166 (24.449 pagantes) - R$ 813.641,50
Cartões amarelos: Assuério, Valmir Lucas, Ramon, Alex Alves (GOI) Luan (GRE)
Gols: - 
GRÊMIO: Marcelo Grohe; Pará, Rhodolfo, Pedro Geromel e Saimon; Ramiro (Dudu - 10'/2°T), Riveros, Alán Ruiz (Zé Roberto - 30'/2°T), Giuliano e Luan; Barcos (Lucas Coelho - 24'/2°T) - Técnico: Enderson Moreira.
GOIÁS: Renan; Valmir Lucas, Jackson, Pedro Henrique e Lima (Alex Alves - 14'/2°T); Amaral, David, Ramon, Liniker (Erick - Intervalo) e Tiago Real; Assuério (Wellington Júnior - 26'/2°T) - Técnico: Ricardo Drubscky.

sexta-feira, 2 de maio de 2014

Fim da novela: Goiás e Carlos Alberto fazem acordo e rescindem contrato

Carlos Alberto, meia do Goiás (Foto: Rosiron Rodrigues/Goiás E.C.)
Chega ao fim a curta passagem de Carlos Alberto pelo Goiás. Após namoro conturbado e que durou apenas três meses, clube e jogador assinaram nesta quinta-feira a rescisão de contrato. O vínculo iria até o fim de 2014, mas foi quebrado de forma amigável após as partes entrarem em acordo quanto aos salários restantes e ao valor da multa. O meia de 29 anos deixa o Alviverde tendo disputado somente seis partidas - nenhum gol ou assistência - e colecionado cartões - quatro amarelos e um vermelho.

Na última terça, Carlos Alberto fora reintegrado ao elenco após passar mais de dez dias sem treinar. Neste período, o meia ficou se recuperando de uma virose - a hipótese de dengue foi cogitada, mas logo descartada - e negociando com a diretoria esmeraldina a rescisão. Como, a princípio, não houve acordo, o jogador retornou ao clube para não ficar inativo. Só nesta quinta a saída foi selada.

Apresentado em 28 de janeiro como grande contratação, Carlos Alberto não convenceu a cúpula que dirige o Goiás, tampouco a torcida. Por outro lado, também não teve a chance de encaminhar uma sequência de jogos e mostrou insatisfação pelas poucas oportunidades. No Campeonato Goiano, o salário do jogador girava em torno de R$ 50 mil, valor que seria aumentado na Série A.


Logo na estreia, Carlos Alberto sofreu lesãoque o tirou dos gramados por três semanas. Um estiramento na coxa esquerda fez o meia atuar por apenas 38 minutos na vitória por 2 a 1 sobre o Anápolis, sua primeira partida pelo clube. Recuperado, foi utilizado na última rodada da fase de classificação do Goianão, quando o Goiás se deu ao luxo de usar time reserva diante do Crac. Na final, sequer entrou em campo no segundo duelo e viu do banco de reservas a perda do título para o Atlético-GO.

O estopim para a rescisão se deu no dia 16 de abril, quando o Goiás foi eliminado da Copa do Brasil pelo Botafogo-PB. Carlos Alberto entrou no intervalo, pouco produziu e foi expulso aos 37 minutos. De lá para cá, o meia não atuou mais e voltou aos trabalhos apenas nos dois últimos dias.


segunda-feira, 21 de abril de 2014

Flamengo empata com o Goiás no Mané Garrincha


Tropeço na estreia. O Flamengo não passou do 0 a 0 com o Goiás no Mané Garrincha
Foto: Jorge William / Agência O Globo
Sem conseguir superar a retranca rival e suas próprias limitações ofensivas, o Flamengo estreou no Campeonato Brasileiro com um empate em 0 a 0 com o Goiás, jogando como mandante no Mané Garrincha, em Brasília. Além do tropeço em campo, o rubro-negro também decepcionou na arquibancada, com pouco mais de 19 mil torcedores presentes, apenas um terço dos mais de 60 mil ingressos postos à venda. Em 14º lugar na tabela com o ponto conquistado na primeira rodada, o time da Gávea vai enfrentar o Corinthians, no Pacaembu, no próximo domingo.

O Flamengo até mostrou postura ofensiva, principalmente no primeiro tempo. Passado o susto logo aos dois minutos, quando Chicão tentou cortar de cabeça, e a bola acabou batendo em seu braço esquerdo - o árbitro Anderson Daronco (RS) considerou toque involuntário -, o Flamengo não demorou a tomar conta da partida. Mas, apesar de chegar regularmente à área adversária, faltou capricho nas conclusões, do início ao fim do jogo.
Aos 17, Luiz Antônio cobrou escanteio, e Wallace cabeceou rente ao travessão. Dois minutos depois, o cruzamento veio da esquerda, e o zagueiro dividiu com Renan no alto, mas mandou novamente para fora. A pressão continuou e, depois de novo escanteio, Chicão dominou no bico da pequena área e chutou de esquerda, para boa defesa de Renan.
O goleiro do Goiás voltou a trabalhar aos 25, espalmando o chute perigoso de Lucas Mugni, na única boa jogada do argentino, que destoou do restante da equipe carioca pela pouca mobilidade na etapa inicial. Na melhor chance do Goiás, David cobrou falta da entrada da área, e Felipe defendeu em dois tempos, no canto direito. O Flamengo respondeu na mesma moeda, aos 34, em falta batida de longe por Luiz Antônio, rente à trave direita.
Na volta do intervalo, o técnico Jayme de Almeida mudou a estrutura da equipe rubro-negra, tirando o cabeça-de-área Amaral, que já tinha cartão amarelo, para a entrada do meia-atacante Gabriel, mais um jogador para explorar o lado direito do ataque.
E foi por ali que o Flamengo voltou a levar perigo no início do segundo tempo. Após boa troca de passes no ataque, Gabriel foi lançado na área e cruzou para Alecsandro na pequena área, mas Renan abafou a conclusão, aos 13. Em seguida, Leo Moura cruzou para Lucas Mugni, mas a zaga atrapalhou a conclusão do argentino, que acabou substituído por Matheus minutos depois.
Além de não consgeuir superar a retranca goiana, o Flamengo ainda levou alguns sustos no fim. Aos 38, David recebeu livre na área, em contra-ataque, mas chutou fraco, em cima de Felipe. Logo depois, Wellington Júnior também teve chance, mas também facilitou a vida do goleiro. Quase no fim, um torcedor rubro-negro atirou um garrafa plástica de água no campo, e um dos assistentes a entregou ao árbitro. O clube deve ser denunciado, e corre risco de ser punido até com perda de mando de campo, mas o torcedor que atirou o objeto foi identificado e retirado da arquibancada pela polícia, o que pode servir de atenuante no julgamento.
FLAMENGO 0 X 0 GOIÁS



Estádio: Mané Garrincha, em Brasília (DF)

Data/hora: 20/4/2014 - 18h30

Árbitro: Anderson Daronco (RS)

Auxiliares: Danilo Ricardo Simon Manis (SP) e Carlos Augusto Nogueira Junior (SP)

Renda/público: R$ 1.144.515,00 / 19.012 presentes

Cartões amarelos: Amaral, Léo Moura, Lucas Mugni, Wallace (FLA) e Araújo, Tiago Real, Thiago Mendes (GOI)

FLAMENGO: Felipe, Léo Moura, Chicão, Wallace e Everton; Amaral (Gabriel intervalo), Márcio Araújo, Luiz Antonio e Lucas Mugni (Mattheus 19'/2ºT); Paulinho e Alecsandro. Técnico: Jayme de Almeida.

GOIÁS: Renan, Vitor, Jackson, Pedro Henrique e Lima; Amaral, David, Thiago Mendes e João Paulo (Ramon 27'/2ºT); Rychely (Tiago Real 15'/2ºT) e Araújo (Welinton Junior 39'/2ºT). Técnico: Ricardo Drubscky.