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quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Vasco inaugura Mega loja




O Vasco promoveu uma grande celebração, na manhã desta quinta-feira, para a inauguração de sua megaloja oficial em São Januário. O presidente Roberto Dinamite e alguns jogadores foram os anfitriões do evento.

O espaço ficou pronto após cerca de nove meses de obras, criando aquele que promete ser um espaço de muito sucesso, principalmente nos dias de jogos do Vasco em casa. O local tem mil metros quadrados e conta com uma grande variedade de produtos oficiais do clube.

Andrés sai do Corinthians e deixa o 'melhor CT do mundo'

Com os olhos marejados, Andrés Sanches teve seu último ato como presidente do Corinthians na manhã desta quinta-feira. Na inauguração do hotel no CT Joaquim Grava, o dirigente alvinegro fechou suas ações como mandatário do clube antes de sair de licença do cargo. A partir de janeiro, ele assume como novo diretor de Seleções da CBF. Roberto de Andrade, que era diretor de futebol do clube, assumirá a presidência até a eleição do novo mandatário, marcada para o dia 12 de fevereiro.

Em quatro anos como presidente do Corinthians, Andrés Sanches viu o time levantar quatro taças: Brasileiro da Série B de 2008, Paulista e Copa do Brasil, em 2009, e o Campeonato Brasileiro desta temporada. O dirigente já declarou outras vezes que deixa o comando do clube com um misto de sentimentos: cansaço, satisfação e euforia.
Como substituto, Andrés pretende eleger Mário Gobbi, que já foi diretor de futebol do Corinthians entre 2007 e 2010.
– Como já tinha dito, deixo o Corinthians e agora quem assume é o Roberto de Andrade, até a eleição. Eu achava que as eleições tinham de ser em dezembro, porque aí o novo presidente teria tempo para montar o time e resolver as coisas. E não quis briga com as pessoas para não acharem que eu queria dar o golpe. Estou me licenciando contente por um lado e triste por outro, mas vou estar sempre próximo – disse Andrés, na sua entrevista de despedida.
Durante os poucos mais de dez minutos em que conversou com a imprensa, Andrés evitou comentar muitos detalhes sobre possíveis reforços, mas anunciou que o técnico Tite e o lateral Fábio Santos seguem na equipe.
– O Roberto é o reforço pelos próximos dois meses. A partir desta noite ele já responde tudo sobre isso – brincou, lembrando do novo mandatário.
Na entrevista final como dirigente do Timão, Andrés também fez questão de agradecer a ajuda de Ronaldo no clube. Segundo o dirigente, muito da estrutura do clube nos últimos dois anos teria demorado para ficar pronta se não fosse as ações do Fenômeno.
Como ato derradeiro, Andrés posou para fotos ao lado da maquete do hotel do Corinthians e mostrou a obra finalizada.
– Em 99 anos, o Corinthians não tinha CT e hoje tem a última parte que faltava. Vai faltar a quadra tênis e a de society, mas o complexo hoteleiro já está pronto e a pré-temporada será aqui.
O hotel
Com 32 quartos, o hotel do Corinthians, no CT Joaquim Grava, fará com que o clube corte gastos com hospedagem dos jogadores antes das partidas ou realize pré-temporadas fora de São Paulo, como ocorreu nos últimos anos.
O local conta com restaurante e cozinha com capacidade para 60 pessoas, salas de fisioterapia, massagem, além de salas para membros da diretoria alvinegra e de atividades para os atletas.
O complexo alvinegro ainda conta com uma moderna estrutura de musculação e fisioterapia, uma capela, e o Lab-Corinthians-R9 (parte destinada a prevenção de lesões, em homenagem a Ronaldo).

Antes de final, Santos vê coadjuvantes brasileiros brilharem no Barça

Adriano foi autor de dois gols na vitória do clube catalão na semifinal desta quinta-feira. Foto: AP
Adriano foi autor de dois gols na vitória do clube catalão na semifinal desta quinta-feira.



O elenco santista saiu do hotel em que mal se instalou na cidade de Yokohama para ver de perto o time do Barcelona, adversário da decisão do Mundial de Clubes, no próximo domingo. Porém, se os santistas esperavam um show do potente ataque da equipe catalã, comandada por Messi, acabaram vendo foi um velho conhecido de Neymar e Ganso na Seleção Brasileira: o lateral Adriano. Ele e o jovem Thiago Alcântara foram os grandes responsáveis por comandar a vitória catalã.
Improvisado na lateral direita, já que Guardiola resolveu poupar Daniel Alves, Adriano brilhou na partida e foi o grande nome da vitória do Barcelona sobre a equipe do Al-Sadd. Apoiando muito, como é a característica dos laterais direitos do Barcelona, ele mostrou esperteza para abrir o placar depois de uma falha grotesca da zaga do time catariano.
Infiltrando horas pelo meio, horas pela ponta, Adriano foi recompensado ainda no primeiro tempo com mais um tento. Após rápidos toques com o também brasileiro Thiago Alcântara, ele fez o segundo do Barcelona e praticamente acabou com a partida. Muitos devem estar se perguntando: e Messi?
O melhor do mundo pode-se dizer que "escondeu o jogo" na primeira etapa. Postado no setor ofensivo, próximo a ponta direita, o craque argentino apenas tocou de lado as bolas que recebia e raramente exibiu o brilhantismo a que dele sempre se espera. No segundo tempo, porém, o argentino resolveu aparecer.
Em rápida jogada, com dribles curtos e secos, ele quase marcou o terceiro em bola que passou triscando a trave. Em seguida, bateu falta para difícil defesa do goleiro do Al-Sadd. Não demorou muito para ser decisivo. Ele encontrou Keita entrando sozinho pelo lado direito e deu passe milimétrico para o volante deixar o seu, marcando o terceiro da equipe do Barcelona.
Porém, quem seguia brilhando de verdade, eram os coadjuvantes. Terceiro lateral esquerdo do time, Maxwell, outro brasileiro da equipe, ainda anotou o quarto gol, depois de um passe de Thiago Alcântara. Mesmo com goleada, fato é que o Barcelona não encontrou um adversário que lhe deu muito trabalho. Recuado, o Al-Sadd se mostrou presa fácil para uma equipe que com toques de bola abre espaço em qualquer defesa.
O Santos tem a consciência de que muito provavelmente o brilho dos coadjuvantes brasileiros darão lugar às estrelas principais no próximo domingo. O Barcelona mostra que não é apenas 11 jogadores e, sim, um elenco de dar inveja e preocupar qualquer adversário que encara.

Lateral do Barcelona diz: "sabemos como frear Neymar e Ganso"

Lateral revelado pelo Coritiba admitiu surpresa com dois gols marcados contra o Al-Sadd. Foto: AP
Lateral revelado pelo Coritiba admitiu surpresa com dois gols marcados contra o Al-Sadd.


Autor de dois gols na vitória do Barcelona sobre o Al-Sadd, por 4 a 0, que colocou a equipe na final do Mundial de Clubes da Fifa, o lateral Adriano afirmou que o confronto tão esperado do torneio enfim vai acontecer no domingo. Segundo o jogador brasileiro, o time catalão vem estudando o Santos há algum tempo e sabe os pontos fortes do grupo alvinegro.



"A gente assistiu a jogos deles contra o time japonês e nosso treinador (Josep Guardiola) já deve estar vendo outros. Também acompanhamos algumas partidas do Brasileiro. Para nós são transmitidas algumas. Já sabemos como frear Neymar, Ganso e essa turma aí", afirmou Adriano, que ressaltou que a equipe santista não se resume ao atacante.
"Neymar sempre chama a atenção. Neymar, Ganso, Borges, Elano, Danilo, que está em uma grande fase. No geral, a equipe do Santos inteira, apesar de não terem ido muito bem no Brasileiro (décima colocada), mas isso não conta muito. Agora é um campeonato diferente, um pensamento diferente, em uma final tudo pode acontecer. Temos de estar atento a todos os fatores, ter cuidado com Neymar e Ganso e não deixar esses jogadores jogarem".
Com amizade com Ganso e Neymar por conta da Seleção Brasileira, Adriano contou que a provocação a respeito desta partida começou muito antes do Mundial de Clubes da Fifa.
"Lá na Copa América (na Argentina) a gente já conversava algumas coisas. Um tirava o sarro do outro. Falávamos: 'vai devagar, não sei o quê'. Agora podemos falar que esta final vai ser bonita, uma final esperada. Esperamos que possa ser um jogo bonito, para que o pessoal possa desfrutar de um bom futebol", comentou.
Entrando no lugar de Daniel Alves, um dos seis jogadores que foram titulares contra o Real Madrid no último sábado, pelo Campeonato Espanhol, e que não estiveram na estreia do Mundial, Adriano ficou surpreso com os dois gols que marcou diante do Al-Sadd.
"Foi a primeira vez que eu faço dois gols em um jogo, fico feliz, fiquei um pouco surpreso porque não estamos acostumados a fazer gol e feliz de poder ter tido essa oportunidade de ter jogado, ter marcado os gols e estar na final contra o Santos", completou.

Santos comemora nove anos de título que encerrou jejum

Liderado por Robinho, o Santos conquistou o Campeonato Brasileiro de 2002 contra o Corinthians. Foto: AFP

Com 36 anos de idade, o lateral esquerdo Léo é o jogador mais experiente do atual elenco do Santos e possui momentos marcantes em suas duas passagens pelo clube. Um deles aconteceu no dia 15 de dezembro de 2002, que é sempre lembrado de forma especial pelo jogador.
Foi nesta data que o veterano lateral ajudou os santistas a vencerem o Corinthians, por 3 a 2, no Morumbi, na partida que valeu ao clube a conquista do Brasileiro daquela temporada e o fim de um jejum de 18 anos sem títulos importantes.
"Eu sempre digo que aquele foi o jogo mais marcante da minha vida. Estava no Santos há dois anos e meio e sabia o que a torcida tinha que aguentar dos rivais porque estava há 18 anos sem uma conquista importante", relembrou Léo.
Feliz por comemorar os nove anos desse título, no qual despontaram talentos importantes para o futebol brasileiro, como o meia Diego e o atacante Robinho, o camisa 3 alvinegro também falou sobre outro fato marcante daquela conquista.
Naquela decisão, Léo marcou o terceiro gol do Santos, considerado o tento do título brasileiro de 2002. "O fato de ter feito o gol da vitória, já nos acréscimos do segundo tempo, deixou tudo aquilo ainda mais inesquecível."
Em meio a disputa do Mundial de Clubes da Fifa, no Japão, o experiente lateral ainda revelou que, para ele, o Campeonato Brasileiro de 2002 é o seu título mais marcante no clube. "Toda conquista é muito importante e a da Libertadores deste ano foi sensacional. Aliás, graças à ela é que estamos aqui no Japão agora buscando o tri do Mundial. Mas, pelo momento que o Santos vivia e pelas circunstâncias da decisão, contra o maior rival, posso garantir que aquele título foi o mais saboroso de todos."
Léo foi reserva na semifinal do Mundial contra o Kashiwa Reysol, do Japão, nesta quarta-feira, em Toyota, e pode ser uma das surpresas do técnico Muricy Ramalho para a decisão do torneio, contra o Barcelona, no próximo domingo, em Yokohama.

Com gols brasileiros, Barcelona vence sem forçar e encara Santos

Adriano, que jogou na ponta direita, fez os dois primeiros gols do Barcelona. Foto: Reuters
Adriano, que jogou na ponta direita, fez os dois primeiros gols do Barcelona.


O Mundial de Clubes de 2011 não reservou surpresas na definição dos dois finalistas. Após o Santos superar o japonês Kashiwa Reysol por 3 a 1 na última quarta-feira, em Toyota, o favorito Barcelona não teve a menor dificuldade para despachar o catariano Al-Sadd em Yokohama nesta quinta, por 4 a 0, carimbando a passagem para enfrentar o time brasileiro na grande decisão. O lateral brasileiro Adriano, que atuou como ponta direita, foi o destaque do primeiro tempo ao marcar dois gols; Maxwell também deixou o seu ao fechar o placar na segunda etapa. Seydou Keita completou fazendo o terceiro.



Os comandados de Pep Guardiola, que pouparam seis titulares, tiveram controle absoluto do jogo do início ao fim, com mais de 70% de posse de bola e apenas um lance de perigo contra o goleiro Valdés. O Al-Sadd do técnico uruguaio Jorge Fossati jogou de forma totalmente defensiva até o apito final, marcando atrás mesmo após ficar com quatro gols de desvantagem.
Sem forçar, o time catalão tem mais três dias para descansar até pegar o Santos na final, que acontece às 8h30 (de Brasília) deste domingo, também em Yokohama. Ao Al-Sadd, resta disputar o terceiro lugar do Mundial, em duelo asiático diante do Kashiwa Reysol, às 5h30 (de Brasília), também no domingo.
Se o time do Catar não ofereceu nenhum perigo ao Barcelona, o time catalão sofreu com a saída de dois atacantes por lesão. O agora reserva David Villa, que saiu jogando, fraturou a tíbia da perna esquerda após ficar com o pé preso na grama; seu substituto, Alexis Sánchez - este sim, titular - saiu após sentir dores musculares no segundo tempo. Villa já está fora da final contra o Santos, enquanto o chileno não teve sua situação confirmada.
O jogo
Guardiola sacou nada menos que seis titulares da equipe que venceu o Real Madrid por 3 a 1 no último sábado, pelo Campeonato Espanhol: Daniel Alves, Piqué, Busquets, Xavi, Fàbregas e Alexis Sánchez. O time catalão foi a campo em um 3-4-3 com Puyol, Mascherano e Abidal na zaga; Keita, Thiago e Iniesta no meio; Messi fazendo a ligação; na frente, Adriano e Pedro nas pontas, com David Villa de centroavante. Já o Al-Sadd foi armado por Jorge Fossati em um ultradefensivo 5-4-1, com apenas o senegalês Mamadou Niang no ataque.
Como esperado, os espanhóis dominaram a posse de bola desde o apito inicial, enquanto o time catariano se fechava com dez jogadores na intermediária defensiva. Com a retranca, o Barcelona tinha dificuldades para deixar atletas em condições de finalizar ou criar chances de gol. Aos 7min, Iniesta deu lindo passe para Pedro na área, mas o chute foi travado. Quando recuperava a bola, a equipe asiática isolava para frente e devolvia a posse aos europeus.
Tentando tabelas rápidas pelo meio, o Barcelona seguia parando na marcação agressiva do Al-Sadd, que não passava do meio de campo. A primeira finalização do time azul-grená finalmente saiu aos 17min após erro do zagueiro Abdulmajed, que tentou chutar para frente e mandou a bola em cima de Keita; na sobra, David Villa bateu fraco e perdeu grande chance dentro da área. Três minutos depois, Messi limpou a marcação na meia-lua, mas foi novamente travado na hora do chute.
Defendendo-se bem, o Al-Sadd arruinou todo o esforço com uma falha bizarra aos 24min. Pedro fez cruzamento na segunda trave e o lateral esquerdo Belhadj recuou "na fogueira" para o goleiro Saqr, que ficou indeciso entre pegar a bola com a mão, dominar com os pés ou chutar para frente. Quando resolveu isolar, chutou em cima de Adriano e a bola entrou, inaugurando o marcador em Yokohama.
Aos poucos, o forte esquema defensivo do time do Catar ia cedendo. Aos 33min, Iniesta bateu de fora da área e Saqr soltou nos pés de Villa, que mandou para a rede, mas o lance foi invalidado por impedimento do atacante. Dois minutos depois, o mesmo David Villa recebeu lançamento longo e fraturou a tíbia após prender o pé no gramado, lesão que tira o camisa 7 da final contra o Santos; em seu lugar, entrou o titular Alexis Sánchez.
Marcando sempre por pressão a saída de bola do adversário, o Barcelona se aproveitou de um novo erro para abrir 2 a 0. A zaga do Al-Sadd saiu jogando errado, Thiago recuperou a bola e deixou Adriano em ótima condição para chutar rasteiro de pé esquerdo e marcar seu segundo gol no jogo.
Quando o primeiro tempo já se encaminhava para o final, finalmente o Al-Sadd assustou. Aos 44min, o marfinense Kader Keita - que já jogou duas Copas do Mundo por seu país - recebeu lançamento longo, ganhou de Abidal na corrida, escapou de Mascherano e chutou por cima do travessão de Víctor Valdés, até então nem notado na partida.
O segundo tempo não trouxe nenhuma mudança ao jogo: mesmo com dois gols de desvantagem, o time de Fossati seguia com a marcação bastante recuada, cinco na defesa e apenas Niang no ataque. Aos 9min, Messi limpou bonito a marcação e chutou cruzado, mas errou o alvo. Cinco minutos depois, Iniesta interceptou passe no campo de ataque, conduziu e chutou de fora da área, mas em cima da zaga.
A pressão do Barcelona seguiu e Messi quase deixou o seu aos 17min, em bela cobrança de falta que o goleiro Saqr conseguiu jogar para escanteio. No minuto seguinte, porém, o melhor do mundo conseguiu brilhar. Com passe preciso, ele deixou Keita na cara do gol e o malinês tirou com categoria do goleiro para fazer o terceiro. Logo depois, aos 20min, Messi quase fez de bicicleta após dividir com Saqr, mas a finalização foi sem direção.
Se o placar não trazia problemas aos catalães, as lesões voltaram a preocupar Guardiola aos 26min. Sánchez, que já havia substituído o lesionado Villa, também sentiu dores musculares na coxa e saiu por precaução, dando chance ao garoto Cuenca no ataque.
Mantendo o ritmo, o Barcelona chegou ao quarto gol novamente com um brasileiro: aos 35min, Maxwell tabelou com Thiago, invadiu a área pela esquerda e bateu rasteiro em cima do goleiro Saqr, que aceitou e deixou a bola passar entre suas pernas. Messi ainda quase fez de letra aos 39min, mas deixou mesmo a partida sem fazer gols - que, pelo menos nesta quinta, não fizeram falta.
FICHA TÉCNICA
Al-Sadd 0 x 4 Barcelona
Gols
Barcelona: Adriano, aos 24min e aos 42min do 1º tempo; Keita, aos 18min, e Maxwell, aos 35min do 2º tempo
Al-Sadd
Saqr; Mohammed, Koni, Lee, Abdulmajed e Belhadj; Keita (Al Haydos), Albloushi (Al Yazidi), Abdulmajid e Al Khalfan; Niang (Ali). Técnico: Jorge Fossati
Barcelona
Valdés; Puyol, Mascherano e Abidal (Maxwell); Keita, Thiago e Iniesta; Messi; Adriano, Villa (Sánchez, depois Cuenca) e Pedro. Técnico: Pep Guardiola
Cartões amarelos
Al-Sadd: Abdulmajed e Mohammed
Árbitro
Joel Aguilar (El Salvador)
Local
Estádio Internacional de Yokohama, Yokohama (Japão)
Público
66.298

Santos leva sustos, mas bate Kashiwa com golaços e vai à final

Neymar abriu o placar diante do Kashiwa Reysol com um golaço de fora da área. Foto: AP
Neymar abriu o placar diante do Kashiwa Reysol com um golaço de fora da área.


Os jogadores do Santos foram unânimes durante a semana em apontar a estreia no Mundial de Clubes diante do Kashiwa Reysol, nesta quarta-feira, como um jogo complicado e nervoso. E foi exatamente isso o que se viu no Toyota Stadium, apesar da vitória por 3 a 1 da equipe de Muricy Ramalho sobre o time japonês. Atuando bastante recuada durante a maior parte do confronto e levando alguns sustos do ataque asiático, a equipe da Vila Belmiro contou com golaços de Neymar, Borges e Danilo para avançar à decisão e manter vivo o sonho do tricampeonato mundial no Japão.



Especulado (e já descartado) como alvo santista para a próxima temporada, o lateral japonês Sakai descontou de cabeça para o Kashiwa, após escanteio cobrado por Jorge Wagner. Os nipônicos também colocaram uma bola na trave e levaram perigo com dois gols incríveis perdidos dentro da área. De positivo para o Santos, além dos três belos gols anotados, ficou a atuação de Paulo Henrique Ganso, que comandou o time no meio de campo e distribuiu seus tradicionais passes precisos.
Com a classificação à grande final assegurada, a equipe santista agora espera seu adversário, que sai do duelo entre Barcelona, da Espanha, e Al-Sadd, do Catar. Favorito absoluto para chegar à decisão, o time catalão tentará confirmar a vaga às 8h30 (de Brasília) desta quinta-feira, em Yokohama - mesmo palco da finalíssima, que acontece no domingo, também às 8h30.
Primeiro tempo: Santos recuado, mas com brilho de Neymar e Borges
O Santos foi a campo sem surpresas armadas por Muricy: Elano, Henrique e Arouca fizeram uma linha de marcação no meio de campo, os três com liberdade e revezando para apoiar o armador Ganso; mais à frente, Borges e Neymar também mostraram bastante movimentação. Já o Kashiwa Reysol de Nelsinho Baptista veio em um 4-2-3-1 que tinha os brasileiros Leandro Domingues e Jorge Wagner abertos pelos lados; Tanaka era o meia que mais se aproximava do atacante Kudo.
Apesar de bons lampejos iniciais de Neymar, o Santos começou nervoso e recuado, deixando o Kashiwa ter mais a posse da bola nos primeiros 15 minutos. Mesmo assim, quase abriu o placar aos 4min: Kondo fez lambança dentro da área e chutou a bola contra o próprio braço, mas Neymar não aproveitou a sobra do lance e chutou na trave, perdendo grande chance.
Mesmo controlando a bola e controlando bem a posse no meio de campo, os japoneses não conseguiam vencer a marcação santista. Aos 7min, Jorge Wagner arriscou de longe, mas não levou perigo a Rafael; com 16min, foi a vez de Leandro Domingues mudar de lado, receber na esquerda e finalizar de fora da área, mas novamente sem problemas para o goleiro alvinegro. O Santos, por sua vez, errava um passe atrás do outro e sofria com a marcação agressiva do time nipônico.
Foi aí que Neymar apareceu e, em um lance de individualidade, mudou o jogo. Ganso deu ótimo passe e achou o camisa 11 com espaço na entrada da área; ele deixou o capitão japonês Otani deitado no chão com um corte seco; depois, colocou de perna esquerda um chute no ângulo do goleiro Sugeno, marcando um golaço no Toyota Stadium.
O Kashiwa seguiu com a marcação bastante recuada mesmo após levar o gol, e logo sofreu o segundo. Aos 23min, Borges recebeu com pouco espaço na entrada da área, mas conseguiu girar sobre a marcação e mandar um foguete para as redes, abrindo 2 a 0 para o time de Muricy.
Mesmo com a grande desvantagem no placar, os asiáticos mantiveram a postura recuada a princípio; o Santos, porém, também se retraiu na defesa e acabou chamando o Kashiwa para cima. Aos 26min, Tanaka girou na área e chutou travado para fora. Sem criatividade, os japoneses só voltaram a assustar aos 41min, quando Jorge Wagner bateu de primeira após rebote da barreira em cobrança de falta, e exigiu boa defesa de Rafael.
Segundo tempo: nervosismo e pressão do Kashiwa
O segundo tempo começou com o Kashiwa adiantando um pouco a marcação e tentando bloquear a organização dos ataques do Santos, que recuava e esperava o momento certo para sair no contra-ataque. Em um deles, aos 5min, Neymar achou ótimo passe para Danilo, que invadiu a área pela direita, mas chutou em cima do goleiro. Dois minutos depois, Ganso tabelou com Neymar e chutou para defesa firme de Sugeno.
A postura recuada do Santos rendia escanteios ao time asiático, que aproveitou um deles aos 8min para diminuir o marcador. Jorge Wagner levantou no meio da área e o lateral direito Sakai - cuja contratação teria sido pretendida pela equipe da Vila Belmiro - subiu alto para cabecear para as redes, animando a torcida japonesa em Toyota.
O Santos pareceu ter sentido o gol e passou a errar passes na saída de bola. Muricy mexeu no time aos 13min sacando o apagado Elano para a entrada de Alan Kardec, que fez a mesma função de marcação pela direita, mas se projetando no ataque quando o time roubava a bola. E aos 18min, o time paulista respondeu o Kashiwa na bola parada: Danilo bateu falta que ele mesmo sofreu, de muito longe, tirando a bola da barreira e marcando outro golaço para fazer 3 a 1.
A mexida de Muricy não mudou nada na postura do Santos e o Kashiwa quase diminuiu de novo aos 23min, quando Leandro Domingues deixou Kitajima na cara do gol, mas o atacante bateu por cima do travessão. O time alvinegro respondeu no minuto seguinte quando Borges levantou na área, novamente em lance de contra-ataque, mas a bola passou por Neymar na segunda trave.
Cada vez mais recuado e deixando Neymar e Borges isolados na frente, o Santos seguia tomando sustos atrás. Aos 29min, Sawa recebeu enfiada de bola em velocidade, invadiu a área pela direita e bateu cruzado, no pé da trave de Rafael. Sete minutos depois, o mesmo Sawa aproveitou cruzamento com liberdade da ponta direita, mas perdeu gol impressionante na pequena área ao desviar por cima da meta.
Ibson substituiu Borges, passando Alan Kardec para o ataque, e acendeu novamente o Santos com um chute forte aos 38min que acertou o travessão do goleiro Sugeno. Os últimos minutos tiveram várias broncas de Muricy em Durval, que não acertava seu posicionamento improvisado na lateral esquerda, mas o Kashiwa não voltou a criar chances e o time da Vila Belmiro ratificou, apesar das dificuldades, a classificação à final do Mundial.
FICHA TÉCNICA
Kashiwa Reysol 1 x 3 Santos
Gols
Kashiwa Reysol: Sakai, aos 8min do 2º tempo
Santos: Neymar, aos 18min, e Borges, aos 23min do 1º tempo; Danilo, aos 18min do 2º tempo
Kashiwa Reysol
Sugeno; Sakai, Masushima, Kondo e Hashimoto (Hyodo); Kurisawa e Otani; Leandro Domingues, Tanaka (Sawa) e Jorge Wagner; Kudo (Kitajima). Técnico: Nelsinho Baptista
Santos
Rafael; Danilo (Bruno Aguiar), Edu Dracena, Bruno Rodrigo e Durval; Elano (Alan Kardec), Henrique, e Arouca; Ganso; Borges (Ibson) e Neymar. Técnico: Muricy Ramalho
Cartões amarelos
Kashiwa Reysol: Leandro Domingues e Kurisawa
Santos: Henrique
Árbitro
Nicola Rizzoli (ITA)
Local
Toyota Stadium, Toyota (JAP)
Público
29.173