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terça-feira, 10 de março de 2015

SP escolheu Washington em vez de Danilo e viu nascer seu maior carrasco

O São Paulo perdeu mais um clássico contra o Corinthians no último domingo, viu o veterano meia Danilo, 35, marcar mais um gol decisivo e perpetuou em oito anos o tabu sem vencer o rival no Morumbi. Tudo isso, no entanto, poderia ser diferente. Há pouco mais de cinco anos, o São Paulo poderia ter assegurado o retorno do meia campeão mundial pelo clube em 2005. À diretoria de Juvenal Juvêncio foi colocada uma escolha: ficar com o centroavante Washington ou contratar Danilo? O fim da história todo mundo conhece.
Quem explica a existência de tal dilema para o São Paulo naquele fim de 2009 é quem o construiu. Gilmar Rinaldi, hoje coordenador de seleções da CBF, era empresário tanto de Washington como de Danilo, e mantinha ótima relação com o São Paulo – clube para o qual, no ano anterior, havia levado Adriano, o Imperador. Como gerenciava a carreira de poucos atletas, Rinaldi preferia não ter dois clientes no mesmo clube. E explicou isso ao São Paulo, que manifestava intenso interesse pela volta de Danilo: ou renovava com Washington, ou contratava Danilo.
"Na época eu trabalhava com o Washington, e ele estava negociando renovação de contrato com o São Paulo. Então eu falei com o São Paulo, eles tinham interesse no Danilo, mas tinham que escolher se iriam renovar com o Washington. Quando o Danilo conseguiu a liberação no Japão o Andrés [Sanchez, ex-presidente do Corinthians] me ligou e eu dei a prioridade ao Corinthians. Depois o São Paulo ainda tentou falar com o Danilo, mas a prioridade já era para o Corinthians", conta Gilmar Rinaldi, hoje.
A análise hoje, cinco anos depois, é óbvia. Depois de deixar o Kashima Antlers, no Japão, Danilo está há cinco anos no Corinthians, venceu Mundial, Libertadores, Brasileirão, Recopa Sul-Americana, Paulistão e ainda virou o maior carrasco são-paulino da história do Majestoso – o clássico Corinthians x São Paulo – nos tempos modernos. No fim de 2009, porém, não era tão óbvio.
Washington, contratado naquele ano de 2009, fez 32 gols na temporada pelo São Paulo. Era a grande arma ofensiva da equipe, que, naquele momento, em declínio com Muricy Ramalho, dependia muito das bolas aéreas. No fim de 2009, manter Washington era muito mais importante para o clube do Morumbi do que contratar Danilo.
Enquanto o São Paulo fazia sua escolha, o Corinthians fazia outra. Observando a situação de longe, o então presidente Andrés Sanchez manifestou a Gilmar Rinaldi o interesse em contratar Danilo. Com o clube do Morumbi fora do caminho, selou-se a preferência corintiana.
Juvenal Juvêncio e sua diretoria tentaram uma reviravolta quando veio à tona que o Corinthians negociava com o jogador. No entanto, fizeram oferta salarial inferior àquela proposta pelo rival, que ainda contava com a palavra do agente do jogador.
Quando Danilo mal começava a despontar no Corinthians, time que ainda se acostumava à sua invariável porém incriticável pouca velocidade, o São Paulo já dispensava Washington. O centroavante que já estava longe de jogar o futebol preferido do técnico Ricardo Gomes virou coadjuvante após a chegada de Fernandão e perdeu espaço de vez com a contratação de Ricardo Oliveira.
O saldo daquela escolha do São Paulo é, cinco anos depois, absolutamente favorável para o Corinthians. No Parque São Jorge, o meia que pelo Tricolor já se destacava no clássico entre as duas equipes virou, finalmente, o rei dos Majestosos. Neste último domingo, foi ele quem novamente decidiu o jogo. Neste século, ninguém fez mais gols do que ele no clássico. Pegou de primeira o passe do peruano Paolo Guerrero, na frente da área. Apareceu na hora certa, no lugar certo e com uma aura decisiva quase inexplicável. Faro de gol e de decisão que o São Paulo cansou de ver no Morumbi, mas que escolheu não ter naquele fim de 2009.

Corinthians acredita ter estratégia melhor que Atlético-MG para ter Bernard

Bernard se recupera com lesão e tem jogado pouco no Shakhtar
O assunto é tratado com bastante cautela e o Corinthians, publicamente, ainda não admite a intenção de ter Bernard. Mas, depois de contatos com o estafe do jogador, entendeu que terá mais chances que o Atlético-MG no negócio que envolve um empréstimo do Shakhtar Donetsk-UCR. 
Em partes, porque a relação entre a direção atleticana e os ucranianos, ao final na transferência feita em 2013, foi difícil. À frente das negociações na época, o então presidente Alexandre Kalil exigiu 25 milhões de euros (na cotação do momento, R$ 78 milhões) por Bernard e não recuou em nenhum momento. Também por esse desgaste que, na recente tentativa do Atlético por um empréstimo, a receptividade no Shakhtar foi pequena. 
O Corinthians entende que já não iniciaria a negociação com uma rejeição desse tipo. Com o sinal verde de Bernard, os agentes Giuliano Bertolucci e Adriano Spadoto levarão o desejo corintiano pelo atleta até o Shakhtar nos próximos dias. Para a direção corintiana, as negociações bem sucedidas de Willian (em 2007) e Dentinho (em 2011) com o clube ucraniano são um bom cartão de visitas para abrir novas conversas. 
Conseguir a liberação de um empréstimo por baixo custo ainda é a grande chave para a operação tida por todos como difícil. A relação muito ruim entre Bernard e o treinador romeno Mircea Lucescu pode ter dois efeitos nessa negociação: ou facilitar a saída, ou torna-la ainda mais complicada. Historicamente, o Shakhtar faz jogo duro para liberar seus jogadores por empréstimo para clubes brasileiros ou mesmo para vender a europeus. 
Hoje, o salário de Bernard é de aproximadamente R$ 1 milhão por mês e a direção corintiana pretende pagar o mínimo possível - o Atlético, por exemplo, acenou com até 30%, mas não seduziu os ucranianos com isso.   
No que diz respeito a contrapartidas, o Atlético aparentemente pode sair em vantagem porque deve concluir a venda do centroavante Carlos para o Shakhtar nos próximos dias. Mas, vale lembrar, o mesmo clube ucraniano recentemente demonstrou interesse em Malcom, atacante corintiano. 

Pato diz que não aceita veto contra o Corinthians e critica contrato

A notícia velha se torna nova a cada confronto entre São Paulo e Corinthians: Alexandre Pato não pode jogar contra o ex-clube. A nova derrota no Morumbi, no entanto, fez com que pela primeira vez o atacante criticasse, de fato, a cláusula contratual que veta sua escalação contra o clube do Parque São Jorge.
"Sim, é triste não poder jogar. Um jogo tão especial, tão importante que significa muito para todos os torcedores não só o sao-paulino, mas como o corintiano. Vocês [jornalistas] também dão muita importância. Esses motivos contratuais são fora do padrão para um futebol verdadeiro. Na Europa isso não existe. Joguei no Milan, conheci jogadores que passaram pelo momento que estou passando e nunca tiveram esse problema. Pelo espetáculo, todos os jogadores deveriam poder jogar. Mas vamos ter que enfrentar isso. Toda vez que tiver um clássico vou torcer como torci nesse clássico", falou Pato.
"Eu não abro mão de nada porque fiz por merecer para ser contratado e receber um salário como eles me pagam, mas acho que a parte contratual poderia ser modificada, só. Tenho que aceitar isso, mas não aceito só assistir", afirmou o atacante.
Alexandre Pato foi envolvido numa troca pelo meia Jadson no início de 2014. O São Paulo cedeu o meia, que tinha contrato apenas até o fim daquele ano, e firmou o empréstimo de duas temporadas do atacante, que mantém vínculo com o Corinthians até 2016. No empréstimo, definiu-se que, enquanto estiver emprestado ao São Paulo, ele não poderá atuar contra o ex-clube. 
Apesar de emprestar Alexandre Pato, o Corinthians ainda paga metade de seu salário, de R$ 800 mil, dividido em duas partes iguais pelos clubes rivais. 
O próximo confronto confirmado entre São Paulo e Corinthians acontece no dia 22 de abril, no Morumbi, pela última rodada da fase de grupos da Copa Libertadores. No entanto, os clubes ainda podem se enfrentar antes disso caso se cruzem nas semifinais do Paulistão. 

segunda-feira, 2 de março de 2015

Guerrero revela que renovação tem atrapalhado concentração


A novela da renovação do peruano Paolo Guerrero continua e ganhou mais um capítulo no último domingo. Ao sair do confronto entre Corinthians e Mogi Mirim, vencido pelo time da capital paulista por 3 a 0, o camisa 9 revelou que a situação tem o atrapalhado dentro de campo, embora tenha marcado um dos gols do último jogo.
O contrato do peruano se encerra no dia 15 de julho e a renovação continua parada. Guerrero pede US$ 7 milhões (quase R$ 20 milhões) de luvas, mas o Corinthians oferece US$ 5 milhões (R$ 14, 2 milhões). A diferença de valores tem estendido as conversas e até agora não houve definição alguma sobre o futuro do atacante.
"Não sei o que vai ser do meu futuro. Dá uma intranquilidade. Às vezes, não estou 100% concentrado, mas tento estar ligado no jogo, porque são jogos pegados, difíceis", declarou o jogador corintiano, que igualou a marca do argentino Carlos Tevez como o maior artilheiro estrangeiro do time, ambos com 46 gols.
A diretoria do Corinthians espera poder conversar com o agente do atacante, Bruno Paiva, ainda nesta semana, esperando seu retorno de uma viagem.
"Estou otimista. Meu representante disse que vai se reunir esta semana com o Corinthians. Espero que dê tudo certo. Outros times já me procuraram na janela da Europa, mas eu disse que quero conversar aqui", comentou o peruano, que soma 119 jogos com a camisa corintiana.

Baba, China! Jadson faz golaço, e Corinthians vence Mogi

Guerrero fez dupla de titular com Vagner Love Foto: Mauro Horita / Agif
O corinthians segue sem perder em jogos oficiais em 2015. Mesmo com um time mais reserva do que misto em campo, a equipe comandada por Tite conseguiu vitória sobre o bom Mogi Mirim, até então invicto no Paulistão. O triunfo na Arena não foi fácil e só veio no segundo tempo, por 3 a 0, depois do desmanche da esperada parceria entre Vagner Love e Guerrero. Jadson, em seu primeiro jogo após escolher ficar no Corinthians em vez de ir para a China, marcou um golaço para abrir o placar.
A novidade do dia para os torcedores do Corinthians - foram quase 30 mil torcedores na Arena em Itaquera - era a aguardada dupla Vágner Love e Guerrero no comando de ataque como titulares. Os dois até que tentaram se entrosar em campo e ainda no começo fizeram tabela que quase culminou em gol. As melhores chances alvinegras em uma irregular etapa inicial foram dos dois: Love acertou o travessão de cabeça e Guerrero perdeu chance clara ao tentar marcar por cobertura.
O Mogi, por sua vez, não era bobo e cumpria seu status de um dos melhores do interior, complicando bastante a vida corintiana. Por isso, Tite resolveu colocar Danilo no lugar de Vagner Love na etapa final, alteração que deu mais mobilidade ao time alvinegro e melhorou bastante a equipe. Os donos da casa cresceram de rendimento, o que derivou a abertura do placar em golaço espetacular de Jadson.
A abertura do placar impulsionou o Corinthians, que passou a perder um caminhão de gols. Mesmo assim, conseguiu fazer o segundo com Luciano, que entrou na equipe na vaga do bastante apagado Malcom. Ainda sem saber se segue no Corinthians, Guerrero, que perdeu várias oportunidades ao longo da partida, também deixou o seu.
Com 16 pontos, o Corinthians é o líder do Grupo 2, apesar de ter um jogo a menos que os rivais. A próxima partida da equipe no torneio é contra o São Paulo, no Morumbi, no próximo domingo, às 16h (de Brasília) – antes pega o San Lorenzo na quarta, na Argentina, pela Libertadores. Já o Mogi fica em segundo do Grupo 1 com catorze pontos e pega no próximo fim de semana a Ponte em casa, às 18h30 do sábado.
Rivaldo esteve na Arena Corinthians para acompanhar seu clube Mogi Mirim Foto: Fernando Dantas  / Gazeta Press
Corinthians 1 x 0 Mogi Mirim – 13min do segundo tempo
Jadson foi acionado na entrada da área, dançou na frente da marcação e finalizou no ângulo esquerdo de Daniel, marcando um golaço.
Corinthians 2 x 0 Mogi Mirim – 30min do segundo tempo
Guerrero ganhou jogada na ponta direita e tocou para Luciano na área. O jogador driblou Magal e concluiu sem chances para Daniel.
Corinthians 3 x 0 Mogi Mirim – 44min do segundo tempo
Fagner achou Luciano na lateral da área e o jogador tocou para o meio. Guerrero pegou de primeira e mandou a bola para o fundo das redes.

domingo, 30 de novembro de 2014

FIGUEIRA MARCA NO FIM, SE AFASTA DA ZONA DE RISCO E TIRA O TIMÃO DO G-4

Marcos Pedroso e Guerrero Corinthians x Figueirense (Foto: Getty Images)
Um jogo arrastado, com muitos erros de passe, pouca criatividade, que se encaminhava para um 0 a 0 justo. Até que, num lampejo, o Figueirense, com Marcão, se aproveitou de falha da defesa do Corinthians, já aos 38 do segundo tempo, para marcar o único gol e quebrar a monotonia da partida. Um gol importante para os catarinenses, que sobem para a 12ª colocação, com 29 pontos, abrindo seis da zona de rebaixamento. Já o Timão, com 40, sai do G-4. Tem a mesma pontuação do Grêmio, que leva vantagem no número de vitórias (11 a 10) e fecha o grupo que garante vaga na Libertadores. Pode ser ultrapassado também pelo Atlético-MG, que joga nesta quinta contra o Santos. Desde a oitava rodada a equipe do Parque São Jorge não saía do grupo de elite.
O Figueirense volta a campo no próximo domingo, quando recebe o Palmeiras, às 18h30, no Orlando Scarpelli. Já o Corinthians, também no domingo, mas às 16h, enfrenta o Atlético-PR, na Arena da Baixada, em Curitiba.
O jogo
O Corinthians tomou a iniciativa da partida. Teve a bola, acertou passes, abriu a defesa do Figueirense, com Danilo comandando as ações no meio. Faltou ao Alvinegro, porém, chutar a gol. Malcom, bem marcado, não conseguiu se mexer em campo. Guerrero, isolado, mal pegou na bola. O Figueira, por sua vez, foi mais incisivo. Jogando com objetividade, sabia o que fazer com a bola. Tanto que criou as melhores oportunidades da primeira etapa. Sob o comando Giovanni Augusto, o time da casa obrigou Cássio a salvar o Timão com duas defesas em sequência, em chutes de Pablo e Marco Antônio. Os catarinenses ainda reclamaram de uma bola na mão de Danilo dentro da área, mas a arbitragem mandou o lance seguir.
O segundo tempo foi amarrado, com os dois times errando passes demais - foram 74 na partida (39 dos mandantes e 35 dos visitantes). Sem um pingo de criatividade, com jogadas equivocadas, as equipes torturaram quem assistia à partida. Apenas o rápido Clayton, atacante do Figueirense, se dispôs a fazer alguma coisa: partiu para cima de Anderson Martins em alguns lances, que, no entanto, não deram em nada.
De repente, os jogadores acordaram. Aos 38, Luciano, que entrou na vaga de Malcom, achou Guerrero livre pela esquerda. O peruano mandou uma bomba de pé direito, que explodiu no travessão. Era a primeira vez que o Timão chegava na etapa final. A resposta do Figueira foi imediata. No mesmo minuto, em cobrança de escanteio da esquerda, Gil não subiu, Cássio não cortou, e Marcão cabeceou firme para marcar o único gol da partida.

terça-feira, 23 de setembro de 2014

EM JOGO TENSO, CORINTHIANS VIRA NA ARENA, E SÃO-PAULINOS CULPAM ÁRBITRO

guerrero mano corinthians (Foto: Marcos Ribolli)
O Corinthians venceu o São Paulo de virada, por 3 a 2, no primeiro clássico Majestoso da história da Arena, em Itaquera, na tarde deste domingo, pela 23ª rodada do Brasileirão. O peruano Paolo Guerrero foi o melhor em campo, mas não será ele o principal personagem nas conversas entre torcedores nesta segunda-feira. Com dois pênaltis a favor do Corinthians e duas expulsões (uma de cada lado), o árbitro Luiz Flávio de Oliveira foi apontado pelos são-paulinos como o grande responsável pelo placar.
- O que faltou pra gente? Faltou ter o árbitro do nosso lado. Ele conseguiu o que queria, está de parabéns - ironizou o volante Souza.
- Isso é uma vergonha, o Sheik está certo - emendou o meia Ganso, se referindo a críticas do botafoguense Emerson à CBF.
- A arbitragem decidiu o jogo - completou o meia Kaká.
Mas, na opinião do comentarista de arbitragem da TV Globo, Arnaldo Cezar Coelho, Luiz Flávio acertou em todos os lances capitais: os dois pênaltis e as duas expulsões.
O resultado levou o Corinthians a 40 pontos, dois a menos que o São Paulo. O Timão se mantém em quarto, e o Tricolor, em segundo, com o Inter em terceiro (41). Os três seguem na caça ao Cruzeiro, que perdeu para o Atlético-MG e parou nos 49.
A rivalidade provocou tensão. Dentro do estádio, provocações homofóbicas dos dois lados predominaram durante todo o jogo. O público foi de 34.688 pagantes, com renda de R$ 2.405.986,50.
Em campo, duas ausências de última hora: Elias, com uma amigdalite, e Rogério Ceni, que não se recuperou de uma tendinite no joelho esquerdo. Foram substituídos por Danilo e Denis, respectivamente. Alexandre Pato e Jadson, envolvidos numa troca entre os clubes no início do ano, também não jogaram, por conta de uma cláusula em seus contratos de empréstimo.
Os dois times voltam a jogar na quarta-feira, às 22h. No Morumbi, o São Paulo recebe o Flamengo. Já o Corinthians vai a Florianópolis para encarar o Figueirense.
O jogo
Os três gols da etapa inicial surgiram em lances de bola parada, e dois tiveram polêmica. O São Paulo abriu o placar aos 5, em falta muito contestada pelos corintianos. No lance, Kardec tentou passar por Fagner, trombou com o lateral e caiu. Na cobrança, Kaká mandou na área, a zaga corintiana se atrapalhou, e Souza aproveitou para marcar. O empate veio num pênalti igualmente contestado pelos são-paulinos: após finalização de Malcom e rebote de Denis, a bola bateu na mão de Antônio Carlos, que vinha na corrida. Na análise do comentarista Arnaldo Cézar Coelho o árbitro Luiz Flávio de Oliveira acertou ao marcar o pênalti. Fábio Santos converteu e empatou. O único gol não polêmico veio em outra cobrança de falta de Kaká, já aos 44. O meia ergueu na área, e Edson Silva, sozinho, completou para a rede.
O curioso é que as duas únicas finalizações do São Paulo em todo o jogo resultaram em gol. O Corinthians, que teve mais posse de bola (52% a 48%), também finalizou mais: seis vezes até o intervalo. Guerrero, movimentando-se muito e criando espaços para os companheiros, era o destaque - principalmente após a saída de Toloi, machucado, para a entrada de Antônio Carlos, visivelmente sem ritmo de jogo e levando a pior no duelo com o corintiano.
O Corinthians chegou ao empate aos 20 minutos do segundo tempo. Em contra-ataque iniciado por Malcom, Guerrero invadiu a área e, na hora de finalizar, recebeu um carrinho de Alvaro Pereira - jogada que parece ter virado a marca registrada do uruguaio. Com o pé do são-paulino quase na cintura do corintiano, Luiz Flávio de Oliveira marcou o pênalti e expulsou Alvaro Pereira. Fábio Santos, mais uma vez, bateu com precisão: 2 a 2.
A virada veio aos 28 minutos e num bonito lance. Guerrero tabelou com Danilo, recebeu na área e, com leve toque, bateu sem chances para Dênis. Um golaço.
Em vantagem no placar e com um jogador a mais, o Corinthians passou a tocar mais a bola, tentando fazer o tempo passar. Mas a expulsão de Fábio Santos por carrinho em Osvaldo voltou a agitar o jogo. O São Paulo se mandou todo ao ataque. Kardec criou a melhor chance, ajeitando de calcanhar para Michel Bastos bater, mas sem sucesso. Melhor para o Corinthians, que se recupera de seguidos tropeços, vence e cola no rival, pulando para 40 pontos, só dois a menos do que o São Paulo. E a nove do líder Cruzeiro.

sábado, 20 de setembro de 2014

CHAPECOENSE AMARRA CORINTHIANS E ARRANCA EMPATE EM ARENA PAULISTA

Corinthians x Chapecoense (Foto: Agência Estado)
Mano Menezes resolveu mudar o Corinthians na noite desta quinta-feira, pelo Campeonato Brasileiro, e testar mais uma formação para combater a irregularidade da equipe, escalando Malcom e Jadson. A Chapecoense, porém, não esteve nem aí para as tentativas do treinador corintiano. O time catarinense mandou no segundo tempo, arrancou um empate por 1 a 1, graças a gol contra de Ferrugem, e por muito pouco não conseguiu a virada. O jovem Malcom, de 17 anos, abriu o placar para o Timão, marcando seu primeiro gol como profissional.
Com o empate na partida pela 22ª rodada, o Alvinegro foi a 37 pontos e se mantém na quarta colocação. Já a Chape, agora com 24 pontos, permanece na 14ª posição, mas com dois de vantagem para o Botafogo, 17º e primeiro integrante do Z-4.
O Corinthians volta a campo no domingo, às 16h, para enfrentar o São Paulo, em casa. No mesmo dia, mas às 18h30, a Chapecoense recebe o Grêmio, na Arena Condá, ambos pelo Campeonato Brasileiro.
O jogo
Com Jadson na vaga de Renato Augusto, Mano Menezes deixou claro que o pensamento do Corinthians estava no clássico contra o São Paulo, domingo. Como o contrato do camisa 10 o impede de enfrentar o Tricolor, o treinador optou por dar uma chance ao meia diante dos catarinenses - assim, guardou Renato Augusto para o Majestoso. Mas a maior surpresa da escalação foi a presença de Malcom, de apenas 17 anos, entre os titulares. O garoto precisou de apenas nove minutos para corresponder e deixar o comandante satisfeito. Recebeu na direita, cortou para dentro e bateu de pé esquerdo: 1 a 0.
A empolgação inicial, porém, acabou antes mesmo dos dez minutos de jogo. À exceção de um lance em que Guerrero reclamou com razão de pênalti em disputa com Fabiano, a euforia corintiana, dentro e fora de campo, foi diminuindo aos poucos. A Chapecoense, então, cresceu e, no segundo tempo, tomou conta do jogo. Logo aos quatro minutos da etapa final, Ferrugem se atrapalhou sozinho após cruzamento da esquerda e marcou contra. O gol empolgou os catarinenses, que dominaram o meio-campo e só não viraram a partida porque Fábio Santos salvou chute de Fabinho Alves em cima da linha, aos 34. O Corinthians, totalmente descoordenado, errava passes simples e, por isso, não conseguiu reagir. Melhor para a Chape.

COM GOL IRREGULAR E ARBITRAGEM POLÊMICA, FLA BATE CORINTHIANS

wallace flamengo x corinthians (Foto: Gilvan de Souza/Fla Imagem)
O Flamengo venceu o Corinthians por 1 a 0, na tarde deste domingo, no Maracanã, em jogo marcado por uma atuação polêmica de Sandro Meira Ricci. O gol do Fla, marcado por Wallace, saiu em jogada ilegal – o zagueiro recebeu de Eduardo da Silva, que estava em posição irregular. O árbitro ainda interpretou como pênalti uma bola na mão de Fagner em chute de Everton. Já no fim da partida, o auxiliar Elan Vieira de Souza marcou impedimento inexistente de Eduardo da Silva, que partiu do campo de defesa e entraria cara a cara com o goleiro Cássio. O público pagante foi de 32.400 pessoas (36.905 no total), com renda de R$ 1.449.317,50.
O resultado foi excelente para o Flamengo, que se recupera de uma sequência de duas derrotas – Grêmio e Goiás – e vai a 28 pontos, abrindo sete da zona do rebaixamento. O Corinthians segue dentro do G-4, mas agora em quarto, com 36.
Na próxima rodada, o Flamengo joga na quarta-feira, contra o Palmeiras, às 22h (de Brasília), no Pacaembu. O Corinthians recebe a Chapecoense, quinta, às 19h30, na Arena de Itaquera.
Fla leva vantagem em primeiro tempo truncado

A etapa inicial foi de poucas chances de gol, com seis finalizações do Flamengo e duas do Corinthians (ambas com Elias, sem perigo, e só depois de 23 minutos de jogo). O Fla foi melhor, principalmente na primeira metade, quando Everton encontrou muita liberdade pela esquerda, às costas de Fagner. No total, foram oito jogadas do Rubro-Negro pelas laterais e nenhuma do Timão no primeiro tempo inteiro. Mano Menezes corrigiu o problema defensivo, deslocando Ralf para fazer a cobertura na direita. E o jogo ficou ainda mais truncado, com pouquíssima criatividade no setor de meio de campo das duas equipes.
Arbitragem vira destaque negativo na etapa final
O jogo melhorou no segundo tempo. O Corinthians chegou a criar uma grande chance com a dupla Guerrero e Luciano, mas foi o Flamengo que abriu o placar, aos 19. Em posição irregular, Eduardo Silva dominou na área e ajeito para Wallace marcar.
– O gol foi irregular. O assistente número 2, Elan Vieira de Souza, esperou para ver quem participaria da jogada, mas comeu bola. O Eduardo já estava à frente – disse Paulo César de Oliveira, comentarista de arbitragem da TV Globo.
Depois disso, Mano Menezes mandou o Corinthians todo ao ataque, trocando o volante Ralf pelo atacante Malcom, depois Lodeiro por Renato Augusto. Com isso, o Fla passou a apostar nos contra-ataques e teve uma chance de ouro para fazer o segundo, aos 36, num pênalti muito contestado pelos corintianos – o árbitro não interpretou como bola na mão o toque de Fagner em chute à queima-roupa de Everton. Eduardo da Silva bateu mal, e Cássio defendeu.
– Não houve pênalti. O gesto do Sandro Ricci quer dizer que o Fagner está fazendo um gesto de bloqueio, o que não ocorreu. Ele está com o braço junto ao corpo. Ele está virando, e a bola bateu no braço dele – afirmou Paulo César.
E as polêmicas tiveram sequência. Enquanto Flamengo e Corinthians disputavam cada palmo do campo, e arbitragem voltou a aparecer negativamente. Aos 40, Everton lançou Eduardo da Silva, que saiu do campo de defesa e entraria cara a cara com Cássio. Elan Vieira de Souza marcou impedimento inexistente. Dois minutos depois, Gil empurrou Everton a linha de fundo e, com o rubro-negro caído, chutou a bola na cabeça do adversário. Ricci aliviou e deu apenas escanteio.
– Não teve  impedimento. O assistente 2 errou mais uma vez. No momento do toque da bola, o jogador do Flamengo estava na sua metade do campo – disse Paulo César, analisando também o lance seguinte. – Ricci deveria ter marcado a falta e também advertido o Gil, mas só administrou.

O Corinthians ainda pressionou nos momentos finais, mas deixou o campo reclamando, enquanto o Flamengo, com a vitória, saiu comemorando.

sábado, 13 de setembro de 2014

JULGADO NO STJD, PETROS MARCA SOBRE O GALO E RECOLOCA O TIMÃO NO G-4

Corinthians x  Atlético-MG (Foto: Marcos Ribolli)
Um gol no começo da partida e a solidez defensiva para segurar a vitória até o apito final. A velha receita corintiana voltou a funcionar após três rodadas sem vitórias no Brasileiro, na noite desta quinta-feira, na Arena de Itaquera. Com o 1 a 0 sobre o Atlético-MG, a equipe de Mano Menezes recupera seu lugar no G-4, perdido na noite anterior para o Grêmio. O clube paulista agora é o terceiro colocado, com 36 pontos. Com a derrota na 20ª rodada, o Galo manteve os 30 pontos, mas caiu uma posição, para oitavo.
O nome do jogo foi o autor do gol, Petros. Julgado e punido horas antes pelo Pleno do STJD com três jogos de suspensão (a pena anterior, de 180 dias, foi revista) por uma trombada no árbitro Raphael Claus no clássico com o Santos pelo primeiro turno, o meia foi a campo porque a punição só começa a valer a partir da publicação da decisão do tribunal, o que deve ocorrer nesta sexta-feira. Assim, Petros, que vinha atuando graças a um efeito suspensivo, desfalcará o Timão nos próximos jogos - mas vai para essa "pausa" com a sensação de dever cumprido.
O jogo na Arena foi uma prévia de uma das quartas de final da Copa do Brasil. Com 11 desfalques, o Atlético-MG apostou em Diego Tardelli, que defendeu a Seleção em dois amistosos nos EUA. O atacante, porém, teve atuação discreta e pouco fez para evitar a derrota em São Paulo. Elias e Gil, os corintianos que estiveram com o grupo de Dunga, também jogaram desde o começo.
Na próxima rodada, o Corinthians vai ao Rio de Janeiro enfrentar o Flamengo no Maracanã, às 16h de domingo. No mesmo dia, mas às 18h30, o Galo recebe o Grêmio no estádio Independência. As duas equipes voltam a se encontrar no dia 1º de outubro, desta vez por uma vaga nas semifinais da Copa do Brasil. A partida de ida será em Itaquera, e a de volta, no dia 15, em Belo Horizonte.
O jogo
Ambos alvinegros e com camisas listradas, Corinthians e Atlético-MG subiram ao gramado da Arena com uniformes bem parecidos. A semelhança obrigou os jogadores a voltarem aos vestiários para se trocarem, o que atrasou um pouco o início da partida. Com os donos da casa de preto e os visitantes de branco, a bola pôde, finalmente, rolar.
Convocados para os amistosos da Seleção contra Colômbia e Equador, Gil, Elias e Diego Tardelli começaram a partida. Mas os gringos selecionáveis do Corinthians - o uruguaio Lodeiro e o peruano Guerreiro - iniciaram no banco. Mano lançou Petros no campo, apesar da punição do STJD horas antes - a suspensão por três jogos só começa a valer nesta sexta. E foi ele quem abriu o placar, aos 13 minutos, ao completar cruzamento de Romero na área. Até então a partida se desenrolava sem grandes emoções, mas com o Galo mais à vontade. O gol animou o confronto, que ficou aberto, com oportunidades paras os dois lados. Apesar dos sustos sofridos por Cássio e Victor, a vantagem corintiana se manteve até o intervalo.
Com Guilherme no lugar de Carlos, Levir Culpi iniciou a etapa final disposto a transformar o amplo domínio da posse de bola (60% no primeiro tempo) em, ao menos, um empate. O cenário, porém, ficou inalterado: os mineiros comandavam o meio-campo, os paulistas partiam em velocidade - num contra-ataque, Renato Augusto quase ampliou num chute forte que tocou na trave. Resultado justo.

EM JOGO DE TEMPOS DISTINTOS, TIGRE E TIMÃO FICAM ZERADOS EM CRICIÚMA

Luis Felipe e Petros, Corinthians X Criciuma (Foto: Fernando Ribeiro / Agência estado)
Com cada time dominando um tempo da partida, o empate entre Criciúma e Corinthians, neste domingo, no Heriberto Hülse, em Santa Catarina, pela 19ª rodada do Brasileirão, acabou sendo justo. Só que o placar poderia ter sido melhor. Os dois times criaram oportunidades, deram trabalho aos goleiros, mas não conseguiram acertar o gol. No fim, um 0 a 0 ruim para as duas partes.
O Tigre precisava vencer para tentar se afastar da zona de rebaixamento. Com o ponto conquistado, foi a 18, mesmo número do Palmeiras. Mas como tem uma vitória a menos que o time alviverde (4 a 5), termina o turno em 17º, abrindo o Z-4.
Já o Timão queria os três pontos para tentar se aproximar do líder Cruzeiro. Com 33, o time paulista se manteve em quarto lugar. A Raposa, que empatou com o Fluminense, tem 43. A equipe paulista teve problemas com desfalques, principalmente no ataque, que foi formado pelos novatos Malcom e Romero.
O jogo
O jogo começou estudado, com o Corinthians mais retraído, esperando para ver o que o Criciúma faria. O time da casa, porém, não conseguiu pressionar, apesar de ter a bola na maior parte do tempo (terminou a etapa inicial com 53% da posse). Nervoso, o Tigre errava passes e abusava das faltas. Assim, o Timão não demorou a tomar conta do jogo. Com 18 minutos, já havia obrigado o goleiro Luiz a fazer três boas defesas, em dois chutes de Fábio Santos e numa cabeçada de Romero. Aos poucos, o time paulista foi diminuindo o ritmo, e o jogo ficou mais equilibrado, com as equipes tentando se aproximar da área, mas sem capricho para concluir as jogadas.
O segundo tempo foi do Criciúma. Com uma alteração, o técnico estreante Gilmar Dal Pozzo mudou o comportamento de sua equipe: o veterano meia Paulo Baier saiu do banco para entrar no lugar do atacante Lucca. O Tigre ganhou o meio-campo, empurrando o Corinthians para o seu campo de defesa, e criou chances de gol. Baier fez de tudo: armou, chutou a gol e até chegou a balançar a rede, aos 27, mas estava impedido. O lance foi invalidado. Em seguida, o veterano aproveitou-se de bobeira da zaga corintiana, recebeu na direita e mandou uma bomba. Cássio salvou o Corinthians.
Apesar da pressão, o Criciúma não conseguiu chegar ao gol. Sem força para sair de trás, restou ao Corinthians se segurar e torcer para o relógio andar mais rápido. Conseguiu, e o 0 a 0 acabou prevalecendo.

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

CORINTHIANS SAI ATRÁS, MAS EMPATA COM O FLUMINENSE E SEGUE NO G-4

romero jean corinthians x fluminense (Foto: Marcos Ribolli)
Foi o Fluminense que não teve força para segurar uma vitória parcial ou o Corinthians que melhorou, mereceu o empate e atá flertou com a virada? O barato do futebol é que 90 minutos permitem muitas interpretações. Entre as diferentes verdades do duelo, válido pela 18ª rodada do Campeonato Brasileiro, neste domingo, em São Paulo, a maior delas é que nada mudou no G-4. O 1 a 1, gols de Fred e Romarinho, manteve a hierarquia na zona de classificação para a Taça Libertadores.
É na quarta posição que o Timão, com 32 pontos, se mantém. O Tricolor permanece em quinto, com dois a menos, por ora barrado do G-4. As duas equipes dão um tempo ao Brasileirão. Na quarta-feira, às 22h (de Brasília), o Corinthians encara o Bragantino, em casa, por vaga às quartas de final da Copa do Brasil. Mesmo dia e horário em que o Fluminense tentará superar o Goiás para chegar às oitavas da Copa Sul-Americana. Pelo campeonato nacional, os próximos compromissos são apenas no próximo domingo: o Corinthians visita o Criciúma, enquanto o Fluminense recebe o líder Cruzeiro.
Tempos distintos
A duas equipes tinham o desafio de atuar com desfalques. Enquanto o Timão estava sem Guerrero, o Tricolor teve como baixas Diego Cavalieri, Edson, Valencia e Cícero. Quantidade, porém, não significa qualidade. E quem sofreu mais foi o clube paulista. Sem a referência no ataque, abusou da ligação direta. Romero e Romarinho não conseguiram segurar a bola na frente. Com maior controle na posse (52% a 48% nos 45 minutos iniciais), a equipe carioca parecia atuar no Maracanã. Tranquila, trocava passes em busca de espaços. Criou chances. Mas o gol foi sair apenas de pênalti polêmico de Gil em Wagner – o comentarista Paulo Cesar de Oliveira, da TV Globo, concordou com a marcação de Paulo Henrique de Godoy Bezerra, afinal, “o zagueiro fez uma alavanca com a perna esquerda para derrubar o meia”. Fred bateu no canto esquerdo: 1 a 0 aos 42 minutos.
O Corinthians equilibrou a disputa depois do intervalo. Especialmente por dois motivos. Primeiro, Renato Augusto entrou no lugar de Lodeiro. Elias, antes apagado em campo, se movimentou mais. Desta forma, o Timão passou a ter mais posse de bola. E ameaçou a meta defendida por Klever. O gol saiu com Romarinho, aos 28, ao aproveitar grande jogada de Renato Augusto que invadiu a área a dribles, deixando par trás Henrique e Diguinho. A dupla fez mais. Renato Augusto chutou para fora em jogada de Romarinho. Romero ainda acertou o travessão. No fim, o Timão ainda reclamou pênalti num lance em que o goleiro Klever dividiu com Luciano. O Flu, por sua vez, perdeu força, embora tenha deixado o campo reclamando de gol mal anulado de Henrique. O zagueiro completou ao gol, após cruzamento da direita, mas foi marcado impedimento. Inexistente.

ARENA DO PIRATA: BARCOS FAZ DOIS, E GRÊMIO VENCE CORINTHIANS EM CASA

Barcos comemora gol Grêmio x Corinthians (Foto: Lucas Uebel / Site Oficial do Grêmio)
Arena do Grêmio, mas pode chamar de Arena do Pirata. Hernán Barcos se sente tão à vontade ali que, mesmo voltando de lesão e com seu time numa tarde não tão inspirada, marcou dois gols e garantiu uma vitória fundamental. Com um início avassalador de segundo tempo, o Tricolor fez 2 a 1 no Corinthians na tarde deste domingo - Guerrero descontou para a equipe paulista. Agora, o sonho gremista está no G-4.

A vitória teve a marca do Pirata, que agora tem 23 gols em 48 jogos na Arena, média de quase 0,5 por jogo. O retorno do centroavante, que se recuperava de lombalgia, mostrou-se decisivo. O Grêmio foi para 25 pontos na tabela e ficou a seis do próprio Corinthians, em sétimo lugar. O Timão agora é o quarto colocado com os mesmos 31 pontos com que iniciou a rodada. Foi a primeira derrota do time paulista fora de casa neste Brasileiro.

O Timão, aliás, mostrou momentos de descontrole. No “apagão” do início do segundo tempo, poderia ter levado mais gols. No fim, quando pressionava para buscar o empate, Guerrero se irritou e foi expulso após confusão com Alan Ruiz. Não adiantou jogar bem 86 minutos e apagar nos outros quatro. O Corinthians, mais uma vez, aprendeu a lição de forma dolorosa. Ao Grêmio, a vitória de quem soube aproveitar suas chances.

Na próxima rodada, o time paulista recebe o Fluminense, domingo, na Arena em Itaquera. Os gaúchos recebem o Bahia, também domingo, novamente na sua Arena.


Surpresas, surpresas...
Nem o Corinthians esperava ter tanta posse de bola em um ambiente hostil aos rivais como a Arena do Grêmio, que foi enchendo e se tornando mais barulhenta ao longo do primeiro tempo. A entrada de Lodeiro no Timão aproximou meio-campo e ataque, permitiu passes curtos e infiltrações melhores na defesa gremista. O problema é que não havia alvinegros na área. Guerrero jogou aberto pela esquerda. Jogou bem, é verdade, mas o volume de jogo não se traduziu em conclusões.
A partir dos 20 minutos, o Grêmio começou a dar satisfações à sua torcida. Mesmo assim, jogou mais no erro do rival – a jogada mais perigosa partiu de um erro de Ralf, que resultou em falta no garoto Luan. Após segurar o Cruzeiro e vender caro a derrota por 1 a 0, fora de casa, o Tricolor surpreendeu pela falta de ousadia. Giuliano, o articulador gremista, jogou mais próximo dos volantes do que dos atacantes. A saída de bola ficou prejudicada. Cássio e Grohe, os goleiros, mal tiveram trabalho no primeiro tempo.
Gols relâmpago resolvem
Em quatro minutos, tudo o que o Grêmio não havia feito no primeiro tempo. Duas chegadas com Giuliano, dois gols de Barcos – o primeiro deles com 20 segundos. O Tricolor se aproveitou de um “apagão” da defesa corintiana e praticamente decidiu o jogo. Poderia ter sido mais se a equipe de Felipão soubesse aproveitar dez minutos de completo destempero corintiano. Fagner, inclusive, poderia ter sido advertido por deixar o pé em Barcos.

Aos poucos, o Timão se refez. Com o ritmo do primeiro tempo, as chances mais claras saíram. Guerrero perdeu a primeira disputa com Marcelo Grohe, quando o goleiro fez grande defesa em chute do peruano. Na segunda, aos 16 minutos, uma nova jogada individual pela esquerda resultou em gol de Guerrero. Com 2 a 1, havia tempo para a equipe de Mano Menezes buscar resultado melhor.

O Corinthians até criou, mas errou passes demais quando se aproximou do gol. Nervosismo, talvez. O tempo passou, e até Cássio foi pra área adversária nos minutos finais, mas não deu para os visitantes. O Tricolor de Felipão jogou consciente, soube “sofrer” nos minutos finais e saiu com a vitória, levando até um chute de Ralf no travessão. Vitória merecida. Não adianta um time criar mais e não conseguir chegar ao gol. O Grêmio, com Barcos inspirado, tem muito a crescer neste Campeonato Brasileiro.

AJUDA, LUCIANO! GAROTO ENTRA, FAZ TRÊS E DÁ A VITÓRIA AO TIMÃO SOBRE O GOIÁS



Luciano comemora gol do Corinthians contra o Goiás (Foto: Marcos Ribolli)
Foi suado, brigado, sofrido: mas só até os 30 do segundo tempo. O Corinthians encontrou  dificuldades na noite desta quinta-feira. Ficou atrás do placar duas vezes, mas não desistiu. À base de insistência, transformou angústia em goleada. Fez 5 a 2 sobre o Goiás na Arena em Itaquera, com três de Luciano, e encostou novamente na ponta do Campeonato Brasileiro. Com os outros gols marcados por Elias e Guerrero,  o Timão superou os próprios erros, evitou o segundo tropeço consecutivo em casa (no último sábado, 1 a 1 com o Bahia) e correspondeu às expectativas da Fiel. Os esmeraldinos, por sua vez, acumularam a quarta derrota consecutiva no Campeonato Brasileiro.
Com um estilo de jogo baseado em contra-ataques e bolas paradas, Ricardo Drubscky confiou que levaria ao menos um ponto para Goiânia. Com o suporte das ótimas defesas de Renan, segurou o empate até os 32 minutos do segundo tempo, quando brilhou a estrela de Luciano: após perder dois gols “feitos”, o vice-artilheiro do Corinthians na temporada, agora com 11 gols, fez o terceiro, o quarto e o quinto do Alvinegro.
O público pagante foi de 26.486 pessoas, com renda de R$ 1.465.164,00.
Com 31 pontos, o Corinthians foi para a terceira colocação do Brasileirão – mesma pontuação do Internacional, que tem uma vitória a mais (oito contra sete). O Goiás, em queda livre, agora é o 11°, com 20.
Na próxima rodada, os dois times jogam no domingo. Em Porto Alegre, o Corinthians encara o Grêmio, às 16h. Já o Goiás recebe o líder Cruzeiro, às 18h30, no Serra Dourada.
O jogo
O Corinthians tem a melhor defesa do Campeonato Brasileiro, mas saiu perdendo justamente por um erro coletivo do setor. O volante David encontrou Thiago Mendes completamente livre, às costas dos zagueiros alvinegros, para abrir o placar com apenas 10 minutos de jogo. A reação da torcida foi imediata: mesmo longe de lotar o estádio, a Fiel não sentiu o gol sofrido e empurrou a equipe.

Jadson tinha nova atuação apática. Sem se entender com Renato Augusto, que era mais criativo, o camisa 10 precisou da bola parada para se redimir: em cobrança de escanteio, cruzou para Paolo Guerrero subir mais do que a zaga do Goiás e fazer o terceiro gol de cabeça consecutivo do Corinthians – Gil marcou os outros dois, na vitória por 1 a 0 sobre o Santos e no empate por 1 a 1 com o Bahia.
O time esmeraldino não sentiu o gol de empate e continuou apostando nos contra-ataques. A brecha encontrada no meio-campo corintiano, onde Elias avançava muito e deixava Ralf sozinho, era suficiente para ensaiar o segundo gol e deixar os torcedores da casa apreensivos.
O roteiro da etapa complementar só não seguiu à risca o da primeira metade do jogo por um milagre de Cássio, que defendeu chute muito forte de Bruno Mineiro logo no início. O Corinthians continuava abusando dos gols perdidos: presente na área adversária, criava muito e não dava paz ao goleiro Renan. Foi aí que o velho ditado do “quem não faz, leva” se fez presente: Jackson, em novo vacilo da defesa corintiana, desviou de cabeça para a rede de Cássio.
Apesar da revolta de Mano Menezes, que acabou expulso ao reclamar impedimento inexistente no lance do segundo gol esmeraldino, o Corinthians encontrou forças para reagir mais uma vez: Elias desviou chute de Renato Augusto, igualando o placar. Com postura ofensiva, o Timão apostou suas fichas na entrada de Lodeiro. Recuado, o Goiás garantia sua sobrevivência na partida graças a Renan, que vivia noite inspirada.
Foi aí que brilhou a estrela de Luciano. Depois de desperdiçar duas chances, o atacante, que entrou no lugar de Ángel Romero, infernizou a defesa do Goiás e desandou a balançar a rede. No primeiro, aos 32, estabeleceu a virada. No segundo, aos 39, transformou o sofrimento em alívio. No terceiro, aos 43, decretou a goleada, igualando-se a Romarinho na artilharia do Corinthians na temporada, com 11 gols.
Em êxtase, a Fiel festejou a vitória tirando sarro do maior rival:
- Você vai cair, Porco! - ironizando o Palmeiras, lanterna da competição.

TIMÃO CONFIRMA FAMA DE ROBIN HOOD E FICA SÓ NO EMPATE COM O BAHIA

Ralf corinthians e Fahel Bahia Brasileirão (Foto: Agência Getty Images)
O Corinthians confirmou sua fama de "Robin Hood" - aquele que rouba dos grandes e dá aos pequenos -, na noite deste sábado, na Arena de Itaquera. Ficou apenas no empate em 1 a 1 com o Bahia, em novo tropeço contra times que estão na parte de baixo da tabela.
Em 18 pontos possíveis nos jogos contra os seis últimos colocados (Bahia, Vitória, Figueirense, Botafogo, Flamengo e Coritiba), o Timão conseguiu só sete, frustrando mais de 30 mil torcedores que foram à Arena sob chuva e frio (o público foi de 30.819 pagantes, com renda de R$ 2.096.556,50).
- A gente não podia perder estes pontos para uma equipe que está lutando para não cair - lamentou o volante Elias, na saída do campo.
Para o Bahia, que ainda reclamou de um pênalti não marcado de Gil em Branquinho no fim, o resultado foi bom. No primeiro jogo sob o comando de Gilson Kleina, o Tricolor baiano mostrou consistência defensiva e força no contra-ataque. Saiu na frente com Kieza, mas tomou o empate num cruzamento de Guerrero para Gil.
Com o resultado, o Bahia vai a 14 pontos e dorme fora do Z-4, mas ainda pode ser ultrapassado por Figueirense, Botafogo, Flamengo e Coritiba, que jogam neste domingo.
Já o Corinthians, com 28 pontos, fica a três do Internacional, que dorme na liderança após a vitória sobre o Goiás no Serra Dourada. O Cruzeiro, que tem 30, encara o Santos no Mineirão, também neste domingo.
Foi o terceiro confronto entre os dois times em menos de um mês. Nos outros dois, pela Copa do Brasil, o Corinthians venceu um por 3 a 0 e perdeu outro por 1 a 0, classificando-se no saldo de gols.
Os dois times voltam a jogar pelo Brasileirão no meio da semana. Na quarta-feira, às 21h, o Bahia recebe o Criciúma na Arena Fonte Nova. No dia seguinte, o Timão joga novamente como mandante, em Itaquera - pega o Goiás, às 19h30.
O jogo
Sob chuva e frio, com gramado molhado, o jogo fluía com velocidade. Elias, Jadson, Petros e Romero se movimentavam pela intermediária do Bahia, buscando espaços e tentando encurralar o adversário. Foi só depois dos 20 minutos que o time baiano começou a se soltar em direção ao ataque, até com certa facilidade para encaixar alguns contragolpes, já que havia um buraco entre a linha defensiva corintiana e o meio-campo.
O Bahia acabou abrindo o placar num lance de bola parada, com Kieza desviando de cabeça um cruzamento de Emanuel Biancucchi, aos 35. O gol não chegou a abalar o Corinthians - mas fez com que Guerrero mudasse seu estilo de jogo. O peruano deixou de esperar a bola na área e passou a dar opção pelos cantos. Foi numa dessas jogadas que, aos 42, pegando sobra de um escanteio batido por Jadson, ele cruzou na medida para Gil aparecer de surpresa na área e empatar o jogo, também de cabeça.
Mano Menezes mexeu bastante na formação ofensiva do Corinthians, na tentativa de superar a retranca do Bahia. Guerrero teve seu posicionamento alterado - iniciou o segundo tempo como um ponta-esquerda, mas depois voltou a ser centroavante quando Renato Augusto substituiu Petros. Mano ainda colocou Romarinho e Luciano nos lugares de Jadson e Romero. Sem sucesso. Mostrando-se bem mais forte do que nos confrontos válidos pela Copa do Brasil, o Bahia, agora com Kleina, segurou bem o Corinthians e voltou para Salvador com um ponto merecido na bagagem - e só não saiu com uma vitória porque o árbitro Anderson Daronco não deu um pênalti de Gil em Branquinho, já no fim.

terça-feira, 26 de agosto de 2014

COM UM A MAIS, CORINTHIANS BATE SANTOS E ESTRAGA FESTA DE ROBINHO

Robinho, Santos e Corinthians (Foto: Marcos Ribolli)
O clássico que iniciou a terceira passagem de Robinho pelo Santos será lembrado pelo gol de cabeça de um zagueiro. Gil, aos 39 do segundo tempo, foi o responsável pelo Corinthians ter “carimbado” a estreia do ídolo santista e garantido a vitória por 1 a 0 neste domingo, na Vila Belmiro. Robinho não estava em campo na hora do gol, mas as estatísticas vão apontar sua primeira derrota para o rival na carreira. Antes, eram oito vitórias e um empate em nove jogos. Com um a mais durante todo o segundo tempo, o Timão levou sustos, mas fez o gol no fim.
O resultado leva o Corinthians aos 27 pontos na tabela, a três do líder Cruzeiro, embolando a briga po topo do Campeonato Brasileiro. Gil fez apenas seu terceiro gol pelo Timão, de cabeça, após cobrança de escanteio de Renato Augusto. Mano Menezes ainda tem trabalho para acertar o ataque, mas a vitória lhe dá alento e mais tranquilidade.
O Santos ficou nos 20 pontos, mas agora tem esperanças renovadas com Robinho. O atacante foi ovacionado em sua reestreia e correspondeu em campo, com dribles, chutes a gol e uma confiança que pode ser transmitida aos mais jovens do elenco. A expulsão de Alison, no fim do primeiro tempo, prejudicou a equipe no restante do jogo.
Na próxima rodada, o Corinthians recebe o Bahia no sábado, às 21h (horário de Brasília), na Arena. O Santos enfrenta o Cruzeiro, domingo, às 16h, no Mineirão.
O último lance do primeiro tempo ilustra a bagunça dos 45 minutos iniciais do clássico. Alison é expulso por falta em Elias, sai chorando de forma descontrolada, retarda a cobrança da falta. Antes de um corintiano tocar a bola, o árbitro Raphael Claus apita o fim do jogo. Tudo errado. Seis cartões amarelos, um vermelho, 30 minutos de bola parada, e pouquíssimo futebol. O Santos, um pouco melhor, foi quem mais buscou a vitória.
A volta de Robinho foi o combustível para a Vila Belmiro se tornar o caldeirão de sempre. Um drible dele em Jadson no primeiro minuto só fez incendiar ainda mais o ambiente. Leandro Damião e Lucas Lima também estavam ligados, e parecia que o Peixe viria com uma blitz para cima do rival. Pura ilusão.
Robinho, claro, vai precisar de mais jogos para se adaptar ao esquema proposto por Oswaldo de Oliveira. Isso porque confundiu posicionamento com Thiago Ribeiro em algumas jogadas, em outras pediu bola e não foi atendido... Coisas que só o entrosamento vai resolver. As pedaladas e jogadas de efeito, porém, foram suficientes para o santista sorrir.
O Corinthians foi consciente. Fez aquilo que Mano Menezes tem proposto nas partidas fora de casa: um time compacto, tentando adiantar a marcação e roubar a bola no campo de ataque. O problema é que Jadson esteve apagado, e Romero e Guerrero se sentiram isolados.
De futebol, foi só. De resto, muitos corintianos e santistas irritadiços, predispostos a arrumar algum tipo de confusão. Gil acertou Cicinho, que discutiu com Petros, que ficou na bronca com Robinho... Raphael Claus tentou arrumar a casa com cartões. Acabou contribuindo para um jogo ainda mais amarrado. E expulsou Alison no lance derradeiro da primeira etapa.
Robinho tenta, mas Gil resolve
Com um jogador a mais, era de se esperar um Corinthians ofensivo no segundo tempo. O time até tentou, trocou passes, rodou a bola e teve paciência. Só faltou a imaginação que vem rareando nas últimas partidas – nem a entrada de Renato Augusto fez a equipe ter jogadas mais profundas. No único lance bem trabalhado, Ferrugem driblou dois e encontrou Elias sozinho na área. Aranha fez grande defesa.
O Santos não se sentiu intimidado com a desvantagem numérica. Robinho, parado e sem a bola, já segurava dois marcadores corintianos. Com a bola, fez o que quis pelo lado esquerdo, com espaço impressionante para uma equipe que tinha um jogador a mais. Ele fez de tudo: driblou, chutou a gol, serviu Leandro Damião... Mesmo sem gol no placar, o ídolo saiu aplaudido quando foi substituído por Geuvânio.
O 0 a 0 seria o retrato mais perfeito de um jogo de lampejos. Mas o Timão, mesmo sem ser brilhante, conseguiu quebrar a monotonia da partida aos 39. Ferrugem, que entrou muito bem no jogo, exigiu grande defesa de Aranha em chute cruzado de fora da área. Na cobrança de escanteio, Gil subiu livre e garantiu os três pontos.

sexta-feira, 8 de agosto de 2014

CORITIBA E CORINTHIANS JOGAM MAL, SÓ ASSUSTAM EM FALTAS E FICAM NO ZERO

Luccas Claro coritiba e Romarinho Corinthians Brasileirão (Foto: Joka Madruga / Agência Estado)
Uma boa cobrança de falta de Alex, outra de Jadson. Uma bela defesa de Cássio, outra de Vanderlei. Coritiba e Corinthians poderiam ter passado 90 minutos batendo faltas, abusando da intimidade que seus camisas 10 têm com a bola. Certamente teria sido melhor do que o pavoroso restante do jogo no Couto Pereira. O empate sem gols foi justíssimo.
Diante de tamanha carência criativa, outros detalhes chamaram atenção. As camisas listradas, muito parecidas, a quantidade de água num dos lados do campo que foi irrigado, as chuteiras de Romero (uma azul e outra rosa), o chute torto de Luccas Claro pela linha de fundo, tão injustificável quanto as picuinhas entre os jogadores que acabaram gerando a expulsão do lateral-direito Fagner no segundo tempo, após falta em Zé Eduardo. O Zé Love, aquele mesmo, parceiro de ataque de Neymar no Santos campeão da Libertadores em 2011.
O Timão se manteve cinco pontos atrás do líder Cruzeiro (29 a 24), mas caiu para o quarto lugar ao ser ultrapassado por Internacional e Fluminense, que venceram no fechamento da rodada. Na quarta-feira, o Corinthians enfrentará o Bahia, em Salvador, pela Copa do Brasil, com a vantagem de 3 a 0, construída na primeira partida. No domingo, o compromisso será pelo Brasileirão, contra o Santos, na Vila Belmiro.
O Coxa segue na zona de rebaixamento, em 17°, com 11 pontos, um a mais que Figueirense, Bahia e Flamengo. No próximo sábado, terá pela frente o Fluminense, no Maracanã.
O jogo
Em situação delicada, o time de Celso Roth começou o jogo tentando pressionar a saída de bola corintiana. Deu resultado. Aos três minutos, Alex já havia batido falta com perigo e acertado o travessão de Cássio num toque por cobertura, genial, porém irregular. Estava impedido. Norberto, pela direita, foi a maior ameaça dos anfitriões. O Corinthians ignorou a presença de bons jogadores como Elias, Petros e Jadson no meio-campo. Abusou dos chutões. A bola foi mal tratada, pouco rolou pelo gramado.
Mano Menezes resumiu o que queria no segundo tempo: jogar mais, ter mais qualidade, chegar mais, ser mais agressivo e querer ganhar o jogo. Ou seja, faltava tudo. E continuou faltando. Ele tentou mudar o panorama com Renato Augusto no lugar de Romero, mas o cartão vermelho de Fagner determinou os 26 minutos finais: com um a mais, Roth fez uma mudança ofensiva e colocou Geraldo. Mano deu o troco, se fechou com Guilherme Andrade.
Vuaden deu quatro minutos de acréscimos. Foram apenas quatro minutos a mais de maus tratos à bola e ao público. 0 a 0. Perfeito.