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terça-feira, 13 de março de 2012

MELOU: Joel Santana veta, e Fla desiste de contratar o volante Charles

                                                                                                                                                                               O acordo entre o volante Charles e o Flamengo não vai mais ocorrer. Segundo o vice de finanças Michel Levy, que teve pelo menos duas reuniões com o jogador no Rio, o técnico Joel Santana não teve interesse na contratação. Desta forma, o clube desiste do negócio.
- O treinador avaliou, não demonstrou interesse em contar com o jogador e não vamos fazer negócio.

Na semana passada, Joel falou sobre Charles, elogiou o meio-campista, mas deu a entender que as tratativas não teriam um final feliz.
- Conheço o Charles, foi meu jogador, mas acho melhor dar chance aos que estão aqui. Não gosto de deixar os atletas encostados.

Aos 27 anos, Charles se destacou no Cruzeiro e também jogou no Santos e no Lokomotiv. Recentemente, rescindiu contrato com o clube russo e está livre. O Flamengo perdeu três jogadores de meio-campo nas últimas semanas: Airton, que fraturou o pé esquerdo, Willians, com um trauma no tornozelo direito, e Renato, por conta de problema cardíaco.
Joel tem escalado Muralha e Luiz Antonio como titulares. No Fla-Flu de domingo, Kleberson ganhou uma chance e fez um gol após 16 meses longe do clube. Rômulo também foi relacionado. Os dois últimos, no entanto, não estão inscritos na fase de grupos da Libertadores.

Reunião entre Flamengo e Alex Silva fica para terça-feira

                                                                                                                      Alex Silva era aguardado nesta segunda-feira na Gávea. A expectativa era de que o zagueiro tivesse um encontro com Michel Levy, vice de finanças do Flamengo, para tratar de seu futuro. O atleta retiraria a ação que move na Justiça do Trabalho contra o clube, em troca de ter sua saída facilitada. A reunião, entretanto, ficou para terça-feira.
- Ele (Alex) me ligou, não pôde vir hoje (segunda). Deve ficar para amanhã. A primeira medida é ele retirar a ação. Depois, vamos ver o que acontece - disse Levy.
Caso se confirme a retirada da ação, a situação de Alex Silva poderá ser resolvida rapidamente. O Flamengo tem interesse em negociar o jogador, que tem contrato até 2014, para abrir espaço em sua folha salarial. Um dos interessados ainda é o Santos, comandado por Muricy Ramalho, com quem ele trabalhou no São Paulo.
Desde a reapresentação dos jogadores no começo da pré-temporada rubro-negra, Alex Silva e diretoria não se entendem. O zagueiro acabou sendo afastado do grupo após se recusar a viajar à Bolívia e entrou com a ação na Justiça para deixar o clube. Por outro lado, o Flamengo se negou a facilitar a saída do jogador.

ATENÇÃO! OFICIAL: Adriano rescinde contrato com o Corinthians

                                                                                                                                                                           O atacante Adriano não é mais jogador do Corinthians. Em nota oficial em seu site oficial, o clube do Parque São Jorge divulgou, na noite desta segunda-feira, que o contrato do Imperador com o clube foi rescindido.
Na última sexta-feira, o jogador entrou em atrito com a comissão técnica ao se recusar a se pesar após treinamento no CT Joaquim Grava. Tal comportamento incomodou o técnico Tite, que cortou o Imperador da partida contra o Guarani e da viagem para o México, onde o Timão enfrenta o Cruz Azul, nesta quarta-feira, pela Libertadores.
Confira a nota oficial
No final da tarde desta segunda-feira, dia 12, a diretoria do Sport Club Corinthians Paulista e o atacante Adriano decidiram, em comum acordo, encerrar o contrato de trabalho entre as duas partes, que era válido até junho próximo.
Passo seguinte, os representantes do atleta e o departamento jurídico do clube negociarão os detalhes do distrato. Desta forma, Adriano não integra mais o grupo profissional do Corinthians e, por consequência, está dispensado de reapresentar-se amanhã com o restante do elenco.

Thiago Neves é vetado, e Rafael Sobis deve ser titular contra o Zamora-VEN



O apoiador Thiago Neves está fora da partida da próxima quarta-feira, contra o Zamora, da Venezuela, às 19h45m (de Brasília), no Engenhão, pela terceira rodada do Grupo 4 da Libertadores. Com dores musculares na coxa direita, o apoiador não participou do treinamento desta segunda-feira nas Laranjeiras e foi vetado pelo departamento médico tricolor. O atacante Rafael Sobis é o favorito para ficar com a vaga. Por outro lado, Fred, Deco, Wellington Nem, Carlinhos e Bruno, que como Thiago foram poupados na derrota para o Flamengo, trabalharam normalmente no gramado e estão à disposição do técnico Abel Braga.
Antes do início do treino, Abelão conversou com o elenco por cerca de dez minutos. Logo em seguida, ele bateu um papo com o coordenador médico Victor Favilla e foi avisado que Thiago não teria condições de jogo. 
Após o clássico, o treinador havia mostrado confiança em contar com o jogador, que sofre com dores na coxa direita desde a final da Taça Guanabara. Ele foi poupado nas duas primeiras rodadas da Taça Rio e era dúvida até momentos antes da partida diante do Boca Juniors, na Bombonera. Além do camisa 7, Edinho também está vetado. O volante levou uma pancada de Ronaldinho Gaúcho no tornozelo esquerdo, está com o local muito inchado e sequer apareceu no gramado.
Sem Thiago Neves e Edinho, o Fluminense deve enfrentar o Zamora-VEN com a seguinte formação: Diego Cavalieri, Bruno, Leandro Euzébio, Anderson e Carlinhos; Valencia, Diguinho e Deco; Wellington Nem, Rafael Sobis e Fred.
Araújo volta a treinar
Fora da equipe há cerca de três semanas - não joga desde a semifinal da Taça Guanabara contra o Botafogo - por causa de uma lesão na coxa esquerda, o atacante Araújo voltou a treinar nesta segunda-feira. Ainda separado do elenco, ele deu voltas ao redor do gramado.

Bernardo e Vasco assinam acordo e ação é retirada, porém jogador deve ser emprestado



Como antecipado na manhã desta segunda-feira.A ação movida pelo apoiador Bernardo cobrando diversos direitos trabalhistas como salários, luvas e FGTS foi retirada durante audiência realizada no início da tarde. 

Há uma semana, advogados do clube e o representante jurídico do atleta alinhavaram um acordo, mas de forma verbal. Aníbal Rouxinol, advogado do clube, comemorou o fato do entendimento ter acontecido antes do encontro perante a juíza do caso.

- Deu tudo certo, acontecendo aquilo que as partes conversaram antes da audiência. Assinamos o acordo perante a juíza e o processo já foi retirado, dando baixa na pendência judicial. A parte do departamento jurídico já foi feita - celebrou Aníbal.

Porém, o futuro de Bernardo está longe de ser definido. O jogador não deve permanecer na Colina Histórica. A tendência é de um empréstimo do jogador, já que o Vasco investiu alto na contratação do 'ex-xodó' no início da temporada.

Substituto de R. Teixeira na presidência da CBF, Marin se irrita com polêmica da medalha: 'Uma verdadeira piada'

                                                                                                                                                                       Novo presidente da CBF e substituto de Ricardo Teixeira também no conselho de administração do Comitê Organizador da Copa do Mundo de 2014 (COL), José Maria Marin ficou marcado no início do ano por polêmica na premiação da Copa São Paulo de Futebol Júnior. Na ocasião, ele colocou uma medalha no bolso no momento que elas estavam sendo entregues aos atletas do Corinthians - campeão da competição.
Nesta segunda-feira, durante sua apresentação oficial como novo presidente da CBF, o único assunto que tirou Marin do sério foi a polêmica da medalha. Em tom exaltado, ele se defendeu da acusação de ter guardado o objeto no bolso sem autorização e apresentou sua justificativa.
É muito bom vocês (jornalista) tocarem nesse assunto. É bom isso ter vindo à tona para que possa ser esclarecido de uma vez por todas. A medalha foi uma cortesia da Federação Paulista de Futebol (FPF). Não era para ter essa repercussão toda. Isso tudo foi uma verdadeira piada – frisou Marin, visivelmente incomodado com o assunto.
O presidente da FPF, Marco Polo del Nero, confirmou a versão do novo presidente da CBF e ratificou que a medalha foi cortesia da entidade .
Gafe
A apresentação de Marin também foi marcada por uma gafe. Ao confirmar que também assumirá a presidência do Comitê Organizador Local (COL) da Copa do Mundo de 2014, o dirigente, de 79 anos, errou logo em sua primeira coletiva no cargo.

- Vou assumir o COL ao lado de um grande ex-jogador, o Romário.
Em seguida, ao perceber o erro, o dirigente se corrigiu e disse Ronaldo, que faz parte do conselho do COL com o tetracampeão Bebeto. Vale lembrar que Romário, agora deputado federal, tem sido um dos maiores críticos da gestão de Teixeira no COL e na CBF.
Sem mudanças

Apesar da mudança de nome, José Maria Marin garantiu que dará continuidade ao mandato de Ricardo Teixeira e afirmou que seguirá na mesma linha do ex-presidente. Marin, inclusive, revelou que todos os vice-presidentes e diretores da entidade colocaram seus cargos à disposição, o que, segundo ele, foi prontamente negado.
- Todos os diretores e vice-presidentes da CBF colocaram seus cargos à disposição quando souberam da renúncia do Ricardo Teixeira. Mas nada mudará, todos continuarão. Será dada continuidade a uma gestão respeitada em todo o mundo. Se eles são da confiança do Ricardo Teixeira, são da minha confiança também.

ATENÇÃO ! FIM DA ERA TEIXEIRA ! Ricardo Teixeira renuncia à presidência da CBF

 
O presidente da CBF, Ricardo Teixeira, renunciou ao cargo. O anúncio foi feito nesta manhã na sede da entidade pelo presidente em exercício, José Maria Marín, durante entrevista coletiva na presença de todos os presidentes de federações estaduais. O anúncio foi feito em uma carta de Teixeira, que estava há 23 anos no cargo.

- Deixo definitivamente a presidência da CBF com a sensação de dever cumprido - diz um trecho da carta.

Na carta, Teixeira justifica a saída por motivos de saúde. Fala ainda da dificuldade de dirigir a CBF.

- Presidir paixões não é uma tarefa fácil. Futebol em nossos país é associado a duas imagens: talento e desorganização. Quando ganhamos, exaltam o talento. Quando perdemos, a desorganização.

Marín também informou que Teixeira deixará o cargo de presidente do Comitê Organizador da Copa do Mundo de 2014. O próprio Marín ficará na função. Na última sexta-feira, Teixeira havia se licenciado do cargo e foi para Miami, nos Estados Unidos, onde tem casa.

- Não se trata de uma nova gestão. Trata-se de um mandato contínuo. Hoje os diretores colocaram seus cargos à disposição, dando a mim liberdade de escolha. É um novo presidente, mas não é uma nova gestão. Eu preciso desses diretores para continuar essa administração moderna e exemplar que é a CBF - afirmou Marín.
 
FIM DE UMA ERA
Ex-presidente da CBF, Ricardo Teixeira havia assumido o cargo no dia 16 de janeiro de 1989 e teve um mandato recheado de vitórias e escândalos.

No campo das vitórias, ele levou o Brasil a conquistar duas Copas do Mundo - 1994 nos Estados Unidos e 2002 no Japão e na Coreia do Sul - e trouxe, em 2007, a Copa de volta ao país, dessa vez em 2014. Também instaurou o sistema por pontos corridos no Campeonato Brasileiro, criou a Copa do Brasil, reconheu títulos brasileiros e trouxe mais credibilidade ao decretar o fim das viradas de mesa.

Mas o mineiro nascido em Carlos Chagas no dia 20 de junho de 1947 ficou mais conhecido pelos escândalos na CBF. Décimo oitavo presidente da entidade, burlou a lei para se reeleger, antecipando o pleito e, anos mais tarde, estendeu o mandato para sete anos.


VIRADAS DE MESA E CONTRATOS DUVIDOSOS

Sua gestão foi marcada por três episódios de virada de mesa: em 1993 o Grêmio, rebaixado no ano anterior, disputou a Série A; em 1997, o Fluminense, rebaixado no ano anterior, jogou a Série A. Em 1999, o Tricolor foi campeão da Série C, mas acabou jogando a Séria A (Copa João Havelange) em 2000. 

E também por escândalos na arbitragem: em 1997, responsável pelo departamento na CBF, Ivens Mendes foi acusado de montar um esquema de favorecimento a algumas equipes. Em 2005, o juiz Edílson Pereira de Carvalho integrava um esquema de arranjo de resultados para um site de apostas. Partidas do Brasileiro tiveram de ser remarcadas.
 
Em 1990, com a CBF mal financeiramente, Teixeira assinou contrato com a Pepsi para a disputa da Copa do Mundo da Itália. Na competição, os jogadores esconderam com as mãos o símbolo da empresa na foto oficial da equipe como represália pelo valor da premiação oferecida pelo dirigente. Quatro anos depois, na Copa dos EUA, irritou o técnico Carlos Alberto Parreira ao liberar bebidas alcoolicas no hotel após a vitória sobre a Suécia, na semifinal.

Também não pagou US$ 7 mil a um cozinheiro americano que acompanhava a delegação e esqueceu de dar um ingresso para a final ao ex-jogador Júnior, então espião da Seleção. E a viagem de volta para o Brasil ficou conhecida como "Voo da Muamba". Teixeira foi acusado pelo Ministério Público Federal de não ter declarado um sistema de refrigeração de chope para sua casa noturna El Turf, no Rio de Janeiro.

Em 1996, assinou contrato milionário com a empresa de material esportivo Nike. A parceria, porém, foi alvo de uma CPI na Câmara dos Deputados a partir de 1998. O hoje ministro do Esporte Aldo Rebelo comandou a CPI e chegou a escrever um livro com Silvio Torres relatando as investigações sobre os negócios de Teixeira. Em janeiro de 2002, o presidente da CBF obteve liminar na Justiça proibindo a venda do livro. Na CPI, Teixeira contou com depoimentos de Zagallo, João Havelange e de Ronaldo.

ALVO DE CPI
Teixeira também foi alvo da CPI do Futebol, no Senado, a partir de 1998. Em 2000, prestou depoimento e foi acusado de lavagem de dinheiro, sonegação de impostos, evasão de divisas, apropriação indébita. A CPI apontou gasto não declarado de US$ 400 mil na Copa Ouro de 1998, que a CBF pegou seis empréstimos com o Banco Delta a juros altos, que a entidade fez pagamentos de R$ 30 milhões, em três anos, para a agência de viagens SBTR. As tarifas eram altas e as despesas não eram devidamente registradas na CBF.

Em 2001, vendeu a sede da CBF, no Centro do Rio de Janeiro, para se isolar na Barra da Tijuca, na Zona Oeste, passando a pagar um aluguel de R$ 150 mil por um andar num edifício no condomínio Rio Office Park. Em julho de 2003, reportagem do LANCE! mostrou que Teixeira ganhou R$ 7 milhões entre 1995 e 1999, período em que a receita da CBF cresceu graças a patrocínio. Mas, enquanto o dirigente mais do que dobrou seu patrimônio, a entidade acumulou grande prejuízo.
 
Em 2007, trouxe para o Brasil sua segunda Copa do Mundo, agora em 2014. Também em 2007, sob influência de Teixeira e 12 governadores, a chamada bancada da bola agiu para impedir a instalação da CPMI do Corinthians/MSI. Em janeiro de 2009, usou dinheiro da CBF para comprar um jatinho. Gastou US$ 10 milhões (R$ 23,1 milhões no câmbio da época).

MAIS DENÚNCIAS E INÍCIO DA QUEDA

Em novembro de 2010, o LANCENET! trouxe reportagem mostrando que Ricardo Teixeira ficaria com os lucros da Copa do Mundo de 2014. Dois meses depois, o presidente da CBF mudou o contrato, mas sem especificar o destino dos lucros. No início de 2011, o deputado Anthony Garotinho tentou criar uma CPI para investigar as ações de Teixeira na organização da Copa. 

O político precisa de 171 assinaturas e chega a 146 em março. Mas, após uma visita do presidente da CBF a Brasília, 42 deputados retiraram suas assinaturas a favor da CPI.

Em maio de 2011, a rede britânica BBC, em reportagem do jornalista Andrew Jennings, afirmou que Ricardo Teixeira e Havelange, receberam US$ 9,5 milhões em propinas da ISL nos aos 90 para garantirem contratos de exclusividade em transmissões e patrocínios da Copa do Mundo. No mesmo mês, Teixeira foi acusado pelo ex-presidente da Associação inglesa de Futebol David Triesman, de ter pedido propina para apoiar a candidatura da Inglaterra para a sede da Copa do Mundo de 2018. A Rússia venceu a disputa.

Em agosto de 2011, reportagem do LANCENET! trouxe a informação de irregularidades no contrato do amistoso da Seleção Brasileira contra Portugal, em Brasília, em novembro de 2008.