Tudo Sobre Futebol

Tudo Sobre Futebol
...

Páginas

Mostrando postagens com marcador Copa do Mundo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Copa do Mundo. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 14 de julho de 2014

Lionel Messi é eleito pela Fifa o melhor jogador da Copa do Mundo


O atacante argentino Lionel Messi recebeu neste domingo no Maracanã o prêmio Bola de Ouro de melhor jogador da Copa do Mundo, pouco depois de sair de campo derrotado com a seleção argentina pela Alemanha por 1 a 0, em jogo que valeu o tetracampeonato mundial dos europeus.

O craque do Barcelona, no entanto, não exibiu nenhum sinal de alegria no momento da entrega do troféu. O presidente da CBF, José Maria Marin, ainda tentou consolar o craque, mas não recebeu atenção de volta.
O único brasileiro que concorria ao prêmio era Neymar. Além dos dois, os alemães Thomas Müller, Mats Hummels, Philip Lahm e Toni Kroos, os argentinos Javier Mascherano e Ángel di María, o colombiano James Rodríguez e o holandês Arjen Robben poderiam ter vencido a Bola de Ouro.

Alemanha vence Argentina na prorrogação, é tetracampeã mundial e consagra geração


O time estrangeiro mais brasileiro da Copa de 2014 agora tem também o título que um dia o Brasil se orgulhou de dizer que tinha: o melhor futebol do mundo. Hoje, o melhor futebol do mundo é da Alemanha, que deu uma verdadeira aula de futebol. A consagração de uma geração brilhante e de um trabalho sério de anos aconteceu neste domingo, com vitória sobre a Argentina na prorrogação, por 1 a 0, no estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro. Com gol do garoto Götze, os alemães conquistaram o tetracampeonato mundial, repetindo os feitos de 1954, 1974 e 1990.
O título nos gramados brasileiros premia com justiça e coloca para sempre na história uma equipe que soube unir jogadores experientes como Lahm, Schweinsteiger e Klose, com mais jovens como Kroos, Hummels, Özil e Götze, sob o comando do técnico Joachim Löw. Um trabalho que começou com um aprendizado de erros do passado, passou por derrotas nas últimas três Copas e três Eurocopas, mas que, com insistência, acabou dando resultado agora.
Na final deste domingo, o melhor time do mundo teve dificuldades para superar uma Argentina guerreira, sólida defensivamente e que conta com Messi, eleito quatro vezes o melhor jogador do mundo. Higuaín desperdiçou chance incrível de gol no início, a Alemanha teve paciência, tocou bem a bola até conseguir o gol no tempo extra.
No final, a festa nas arquibancadas do Maracanã foi alemã e, claro, também brasileira, para a tristeza dos milhares de barulhentos torcedores aregntinos. O gol do título saiu aos 7 minutos do segundo tempo da prorrogação, com Götze, que tinha deixado o banco de reservas e substituiu Klose. Aos 22 anos, o meia do Bayern de Munique vira símbolo de uma eficiente renovação alemã.
Na campanha do tetra, a Alemanha estreou com vitória sobre Portugal por 4 a 0, empatou com Gana por 2 a 2 e venceu os Estados Unidos por 1 a 0 na primeira fase. Nas oitavas, bateu a Argélia na prorrogação por 2 a 1, fez 1 a 0 na França nas quartas e humilhou o Brasil com uma goleada por 7 a 1 na semifinal, antes de ganhar da Argentina na final.
O jogo
Foi a Alemanha que dominou a posse de bola desde o início do jogo, mas era a Argentina que parecia ter o controle mental da partida. Desta forma, o equilíbrio das ações ofensivas tornava o jogo imprevisível. Os argentinos não contaram com Di María, que não se recuperou totalmente de lesão na coxa, e os alemães tiveram o desfalque de Khedira. Jogaran Enzo Pérez e Kramer, respectivamente.
Perigosa desde os primeiros minutos, a seleção argentina só não abriu o placar por causa da falta de pontaria de Higuaín. O atacante errou o alvo em duas chances que teve, sendo que na segunda perdeu um gol inacreditável, quando estava cara a cara com o goleiro Neuer após recuo de bola errado de Kroos.
Aos 29 minutos, quando Higuaín acertou o pé e chegou a balançar a rede, a arbitragem corretamente anulou a jogada apontando impedimento depois do cruzamento de Lavezzi. Bem marcado, mas bastante participativo, o craque Messi também teve a sua oportunidade, mas Neuer salvou.
O jogo era bom e, apesar dos sul-americanos terem assustado primeiro, a Alemanha respondeu à altura. Com uma envolvente troca de passes, os europeus aos poucos foram conseguindo espaço para chegarem próximos da área adversária. E não faltou ousadia. Quando o time perdeu o volante Kramer machucado, o técnico Joachim Löw colocou em campo o atacante Schurrle.
E foi o próprio Schurrle quem exigiu a primeira grande defesa do goleiro Romero, que na sequência ainda pegou chute de Kroos. Antes do intervalo, Höwedes ainda cabeceou uma bola na trave para deixar o duelo ainda mais emocionante.
Para o segundo tempo, o técnico argentino Alejandro Sabella trocou Lavezzi por Agüero. Logo aos 2 minutos, Messi teve boa chance de abrir o placar, mas a bola saiu raspando a trave. Depois disso, porém, a Argentina não conseguiu manter o bom nível ofensivo de antes.
Sem Lavezzi para ajudar na marcação, a Alemanha conseguiu se impôr no meio-campo. Faltava, no entanto, encaixar um bom lance para tirar o zero do placar. Ôzil tentou, mas no melhor deles, Kroos não conseguiu finalizar bem. Sólida na defesa, a Argentina tentava voltar a levar perigo no ataque. Messi insistia, fazia fila de dribles nos marcadores, mas não conseguia passar por todos.
Sabella fez mais duas mudanças. Primeiro, tirou Higuaín para a entrada de Palacio, e depois colocou Gago no lugar de Pérez. Do outro lado, Löw susbstituiu Klose por Gotze, mas o 0 a 0 permaneceu ao final dos 90 minutos.
Em mais 30 minutos de prorrogação, a precaução defensiva falou mais alto do que a ousadia ofensiva. A decisão parecia que ia para os pênaltis, mas aos 7 minutos do segundo tempo, Götze aproveitou cruzamento de Schurrle, matou no peito e chutou cruzado para estufar a rede: Alemanha tetracampeã do mundo. Campeã dentro de campo e também fora dele, com muita simpatia e carisma em território brasileiro.
FICHA TÉCNICA:
ALEMANHA 1 X 0 ARGENTINA
Copa do Mundo 2014 - Final
Local: Estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro-RJ
Data: 13 de julho de 2014, domingo
Horário: 16h (horário de Brasília)
Público: 74.738 torcedores
Árbitro: Nicola Rizzoli (ITA)
Assistentes: Renato Faverani e Andrea Stefani (ambos ITA)
Cartões amarelos: Schweinsteiger e Howedes (ALE); Mascherano e Aguero (ARG)
GOL:
ALEMANHA: Gotze, aos sete minutos do segundo tempo da prorrogação

ALEMANHA: Neuer; Lahm, Boateng, Hummels e Howedes; Schweinsteiger e Kramer (Schurrle); Muller, Kroos e Ozil (Mertesacker); Klose (Gotze) Técnico: Joachim Low

ARGENTINA: Romero; Zabaleta, Demichelis, Garay e Rojo; Mascherano, Biglia, Enzo Pérez (Gago) e Messi; Lavezzi (Aguero) e Higuaín (Palacio) Técnico: Alejandro Sabella

Holanda vence e Brasil acaba sem honra

O Brasil entrou em campo contra a Holanda, neste sábado, no estádio Nacional Mané Garrincha, em Brasília, para fazer a sua última partida nesta Copa do Mundo muito pressionado após o vexame contra a Alemanha. E a equipe de Felipão, com várias alterações, sentiu muito a pressão e perdeu por 3 a 0 para a Holanda, mostrando as mesmas falhas que teve na semifinal. O resultado valeu para o time holandês o terceiro lugar no Mundial de 2014.
Com o resultado, o Brasil voltou a perder duas partidas seguidas em Copa do Mundo, o que só aconteceu em 1966 e 1974. E a seleção de Felipão termina a Copa do Mundo com 10 gols tomados nas duas partidas finais, com o 7 a 1 contra a Alemanha e os 3 a 0 contra os holandeses.
Jogo
A partida começou com uma baixa para a Holanda. No aquecimento, minutos antes do duelo começar, Sneijder sentiu uma contusão na coxa direita e deu lugar a De Guzman. Do lado brasileiro, Neymar, como prometido, foi até Brasília, entrou em campo e acompanhou a partida do banco de reservas.
Mas a 1 minuto de jogo, parecia que o pesadelo da Alemanha estava de volta. Em jogada rápida, em que mais uma vez o meio de campo ficou olhando, Robben ganhou de cabeça de David Luiz e passou para Van Persie. Por sua vez, o atacante ganhou de Thiago Silva e devolveu para Robben, que saiu na frente do zagueiro brasileiro, mal colocado. Thiago Silva pôs a mão no ombro e derrubou o holandês, mas fora da área. O árbitro argelino Djamel Haimoudi marcou pênalti e não expulsou Thiago Silva, que era o último homem antes de Julio Cesar. Sem querer saber dos erros da arbitragem, Van Persie bateu no alto, sem chances para Julio Cesar, para fazer o seu quarto gol nesta Copa.
O gol serviu para mostrar a fragilidade da defesa brasileira, mas não desequilibrou a equipe de Felipão, que até conseguiu tocar a bola e levar algum perigo para a zaga holandesa com Ramires e Jô. Mas a equipe voltava a cometer erros e deixar espaço para os holandeses. E aos 16 minutos, o pesadelo do massacre alemão se confirmava, pelo menos até então. Em jogada pela direita, Robben achou De Guzman livre, mas impedido. O auxiliar não marcou e a jogada continuou. O meia cruzou e o “apagão” que aconteceu contra a Alemanha aparecia novamente. David Luiz afastou fraco para o meia da área e nenhum jogador apareceu para cortar. Blind dominou como quis e chutou no alto, para fazer o segundo da Holanda.
O Brasil tentava levantar a cabeça e, aos 20 minutos de jogo, Oscar fez a primeira boa jogada pelo meio e chutou firme, para boa defesa de Cillessen, a primeira do goleiro holandês. O Brasil tentava pressionar a saída da Holanda, mas o time europeu se desvencilhava bem e também criava oportunidades na frente, como com De Guzman, aos 29, que chutou por cima do travessão de Julio Cesar.
Com bolas áreas, a seleção tentava encontrar um espaço na boa defesa holandesa, mas sem sucesso. O time brasileiro mostrava um toque de bola previsível, sem imaginação, dependendo de jogadas individuais isoladas de Oscar, Maicon e Willian. Em lance de Oscar pela direita, De Guzman fez mais uma falta no meia brasileiro. Na cobrança, a bola passou por toda a defesa holandesa e também passou por Paulinho e David Luiz.
Em lance inusitado, no atendimento médico a Kuyt, aos 40 minutos os jogadores brasileiros se reuniram no banco de reservas para beber água e conversar entre eles. O curioso é que Neymar, Hulk e outros jogadores no banco davam instruções aos brasileiros, enquanto Felipão não se pronunciava. Talvez um sinal de que o período do técnico na seleção estaria no fim. Após alguns lances de perigo do ataque holandês, o árbitro encerrou o primeiro tempo e time brasileiro foi para o intervalo sob vaias da torcida, após apoio durante todo o primeiro tempo, apesar da desvantagem no placar.
Na volta para a etapa complementar, a seleção tentou mostrar toque de bola progressivo, com alguma organização, mas sem assustar os holandeses. Aos 4 minutos, quase a Holanda marcou. Em batida de bola rápida, Robben saiu na frente de Julio Cesar e chutou firme, para desvio na última hora de Thiago Silva. Wijnaldum ainda tentou cabecear para o gol vazio, mas jogou para fora.
Na sequência, mesmo com Fernandinho e Hernanes em campo no lugar de Luiz Gustavo e Paulinho, o Brasil continuava sem mostrar ligação entre os setores, apelando para faltas feias nos holandeses, como a de Hernanes em Robben. A seleção ainda buscava o gol para tentar empatar o duelo e levar a decisão do terceiro lugar para a prorrogação.
Aos 17 minutos, em uma das poucas jogadas individuais da seleção brasileira, Maicon sofreu falta de Blind na entrada da área. David Luiz, tentando bater a falta como contra a Colômbia, quando marcou o segundo gol na Arena Castelão, cobrou do mesmo jeito. Mas o goleiro Cillessen não saiu do lugar e pegou facilmente a bola. Aos 20, em lance duvidoso, Maicon cruzou para o meio e a bola bateu no braço de Vlaar. O árbitro argelino não marcou o pênalti. Aos 24, já no desespero, Oscar se jogou contra a perna de Blind e tentou cavar um pênalti. O juiz marcou falta de Oscar e deu cartão amarelo para o brasileiro.
Em vários lances, os brasileiros mostravam cada vez mais o nervosismo dentro de campo. Felipão tentou mexer com a equipe e reforçar o ataque do time colocando Hulk no lugar de Ramires. Aos 31 minutos, o atacante mostrou que não vive seus melhores momentos ao chutar forte longe do gol de Cillessen.
O Brasil de Felipão estava todo espalhado em campo, facilitando o trabalho da Holanda e insistindo continuamente na bola com Oscar, que não conseguia acertar o gol. A seleção de Felipão, depois de entrar no Mundial como favorita após conquistar o enganoso título da Copa das Confederações, se despedia da “Copa das Copas” de forma melancólica na capital do País.
Aos 36 minutos, em mais um lance controverso nesta decisão do terceiro lugar, Robben recebeu lançamento na área, matou no ombro e foi derrubado por Fernandinho. O árbitro não marcou nada. Com a falta de criatividade da seleção brasileira, a torcida no estádio Nacional Mané Garrincha, a partir dos 40, insatisfeita, começou a gritar “olé” enquanto a Holanda tocava a bola.
No fim, aos 45 minutos, a Holanda ainda encontrou espaço para mais um gol. Em jogada pela direita, mostrando toda a fragilidade da equipe brasileira, Robben passou para Janmaat nas costas de David Luiz. O meia cruzou para Wijnaldum fechar o placar. Despedida melancólica, sob vaias da torcida.

sábado, 12 de julho de 2014

Argentina vence Holanda nos pênaltis e enfrenta Alemanha na final da Copa


Após um insistente 0 a 0 no tempo regulamentar e na prorrogação, a Argentina derrotou nos pênaltis (4-2) a Holanda em São Paulo, nesta quarta-feira pelas semifinais da Copa do Mundo, e se classificou para enfrentar a Alemanha no Maracanã, na final do Mundial no Brasil.

Não houve jeito de desempatar holandeses e argentinos com a bola rolando e a decisão foi para os pênaltis, nos quais o goleiro Sergio Romero brilhou, pegando as cobranças de Vlaar e Sneijder e contando com a ajuda dos companheiros, que acertaram todos os chutes.
Com a vitória, a Argentina, bicampeã mundial (1978 e 1986), se classificou para disputar sua primeira final de Copa do Mundo desde 1990, quando foi derrotada pela Alemanha, justamente a adversária na grande decisão. Alemães e argentinos duelam pelo título neste domingo às 17h00, no Maracanã.

Já a Holanda morreu na praia novamente. Após os vice-campeonatos de 1974, 1978 e de 2010, os laranjas terão que se contentar com a disputa do terceiro lugar, no qual enfrentarão a seleção brasileira em Brasília, no sábado. Após capengar pela fase de grupos, a Argentina sofreu para vencer a Suíça nas oitavas de final (1-0 na prorrogação) e só foi apresentar um bom futebol nas quartas contra a Bélgica (1-0).

Contra os 'Diabos Vermelhos', porém, a seleção argentina sofreu um duro golpe com a lesão de Angel Di Maria, motorzinho da equipe que sofreu um estiramento na coxa.
Para o lugar do meia, o técnico Alejandro Sabella optou por Enzo Pérez, que já havia entrado no primeiro tempo diante da Bélgica, quando Di Maria precisou ser substituído.
Marcos Rojo, que cumpriu suspensão por acúmulo de cartões amarelos, voltou ao time titular, que entrou em campo no esquema 4-3-3, usado por Sabella desde o segundo tempo da estreia na competição, contra a Bósnia. Lavezzi, Messi e Higuaín formaram a linha de frente.
Do outro lado, o técnico Louis van Gaal surpreendeu com a escalação do volante Nigel De Jong, que substituiu Memphis Depay. De Jong havia sido declarado indisponível para o restante do Mundial, depois de ter saído contundido nos primeiros minutos do confronto com o México, nas oitavas de final. O atacante Robin van Persie, que chegou a ser dúvida por causa de uma indisposição estomacal, comandou o ataque laranja junto ao craque Arjen Robben.

Bem postadas em campo, as duas equipes fizeram um jogo parelho e de poucas emoções. A Argentina foi ligeiramente superior, com um pouco mais de posse de bola (53%) e uma forte marcação a partir do meio de campo. Robben, craque do time e destaque da Holanda no Mundial, viu-se bem marcado e foi pouco acionado. Mesmo assim, o primeiro lance de perigo na partida foi laranja. Aos 12 minutos, Wesley Sneijder recebeu na entrada da área e arriscou um chute de primeira. A bola passou a direita do gol de Sergio Romero. No minuto seguinte, Messi quase abriu o placar. Numa cobrança de falta muito perigosa, o craque chutou forte, mas Jasper Cillessen segurou com muita firmeza.

Com a forte marcação de Javier Mascherano, Lucas Biglia e Enzo Pérez no meio - ajudados pelo trio ofensivo -, a holanda encontrou dificuldade para sair de seu campo e chegar ao gol argentino, mas a defesa se comportou bem e também deu pouco espaço a Messi e companhia.
Na volta do vestiário, Van Gaal, insatisfeito com a atuação do time e preocupado com o cartão amarelo levado por Martins Indi, tirou o zagueiro para a entrada do lateral-direito Dayl Janmmaat. Com isso, Blind foi para a zaga e Dirk Kuyt para a lateral-esquerda.
A mudança deu um pouco mais de opções ofensivas ao time europeu, mas a partida continuou muito truncada, com as duas equipes dando a impressão de estarem com mais medo de perder que vontade de ganhar.

Os dois centroavantes do jogo, Van Persie e Higuaín, continuavam sumidos em campo.
Higuaín, autor do gol da classificação nas quartas de final contra a Bélgica, apareceu apenas aos 30 minutos do segundo tempo. O atacante recebeu cruzamento rasteiro de Pérez e finalizou com um toque de primeira na corrida. A bola foi parar na rede pelo lado de fora, enganando a torcida argentina, que gritou gol.

Nos acréscimos, a Holanda teve a maior chance da partida. Robben tabelou com Van Persie e invadiu a área. O craque do Bayern de Munique acabou demorando para finalizar, dando a Mascherano a oportunidade de se recuperar e travar o chute com um carrinho salvador.
Ao fim do tempo regulamentar, o 0 a 0 persistia no placar da Arena Corinthians, mas a estatística que melhor traduzia o que foi a partida eram os chutes a gol: dois para a Argentina, nenhum para a Holanda.


Na prorrogação, Van Gaal tirou Van Persie, claramente cansado, para colocar Huntelaar. Com isto, o técnico abriu mão do goleiro sensação Tim Krul, que surpreendentemente entrou no fim do tempo extra contra a Costa Rica e pegou duas cobranças de pênalti.
A Holanda entrou com outra postura na prorrogação, adiantando as linhas e trocando passes no campo adversário.

Aos 5 minutos, Robben cortou para o meio e deu o primeiro chute a gol dos laranjas, mas Romero defendeu sem dificuldades.No segundo tempo da prorrogação, foi a vez da Argentina buscar a vitória, e ela quase veio. Aos 10, Palacio recebeu livre na área e tentou encobrir de cabeça Cillessen, que defendeu com segurança.

No minuto seguinte, Messi fez ótima jogada pela direita e cruzou para Maxi Rodríguez, que chutou em cima do goleiro holandês.Não houve jeito de desempatar Holanda e Argentina com a bola rolando e a vaga na final teve que ser decidida nos pênaltis, nos quais Romero brilhou.

O goleiro pegou as cobranças de Vraal e Sneijder e contou com a pontaria certeira dos companheiros, que não falharam, mandando a Argentina para a final da Copa do Mundo para enfrentar a Alemanha.

Alemanha goleia Brasil por 7-1 e está na final

Alemanha marca 7 a 1 contra o Brasil e disputa o título da Copa do Mundo contra Argentina ou Holanda no próximo domingo, no Maracanã.
Um começo arrasador da equipe alemã. Sem dar chances ao Brasil, os alemães começaram com um ritmo frenético a partida e já no primeiro tempo marcaram cinco gols. A Alemanha apostou nos contra-ataques, toque de bola e bolas paradas, enquanto o Brasil, visivelmente abatido com a ausência de Neymar e Thiago Silva, ainda permitiu mais dois gols alemães no segundo tempo.
Alemanha se classifica agora para a grande final da Copa, contra Holanda ou Argentina. Equipe brasileira disputa terceiro e quarto lugar neste sábado (12), em Brasília.
Atrás do placar, a Seleção teve dificuldades em se encontrar novamente em campo. Para o segundo tempo, o técnico Luiz Felipe Scolari substituiu Hulk e Fernandinho para entrada de Paulinho e Ramires.
Aos 24 minutos, Fred deu lugar ao meia Willian. As alterações não surtiram efeito e os alemães ainda marcaram mais dois. Oscar fez o único brasileiro aos 90 minutos. Ao final do jogo, jogadores e comissão técnica se reuniram no meio do gramado e saíram para o vestiário abatidos.

segunda-feira, 7 de julho de 2014

Holanda vence Costa Rica nos pênaltis e enfrenta Argentina nas semifinais da Copa


A seleção da Holanda se classificou neste sábado à semifinal da Copa do Mundo ao derrotar a Costa Rica por 4 x 3 na decisão por pênaltis, na qual o goleiro Tim Krul se converteu em herói segundos depois de o técnico Louis van Gaal o fazer entrar em campo.
No último minuto da prorrogação, Van Gaal tirou Jasper Cillessen, que teve uma grande atuação, para que Krul se encarregasse das penalidades.
A Holanda foi a melhor durante os 120 minutos, mas não impediu o empate sem gols. Agora, a equipe europeia medirá forças com a Argentina, que mais cedo no sábado bateu a Bélgica por 1 x 0.
A Costa Rica chegou ao fim de uma campanha histórica, na qual chegou pela primeira vez às quartas de final de um Mundial.
"Trabalhamos bem, fizemos coisas importantes. Temos um goleiro brilhante, espetacular, e um grupo de trabalho que faz sua parte", disse o técnico da Costa Rica, Jorge Luis Pinto, após a partida.
"Não somos uma potência, mas mostramos algumas coisas, vamos embora orgulhosos", acrescentou o colombiano, que depois do jogo se aproximou de uma grade para tirar fotos com os torcedores.

Argentina vence a Bélgica por 1 a 0 em Brasília

Jogadores da Argentina comemoram gol contra a Bélgica no Mané Garrincha, em Brasília
A Argentina está na semifinal da Copa. Com gol de Higuaín no primeiro tempo, a equipe superou a Bélgica por 1 a 0 neste sábado em sua melhor apresentação neste Mundial.
Além da forte seleção belga, a Argentina precisou vencer a torcida contrária em Brasília. Antes do primeiro minuto os brasileiros no Estádio Mané Garrincha já gritavam “olé” quando a Bélgica tocava a bola. A festa mudou de lado aos 8 minutos, quando Higuaín fez 1 a 0 ao chutar de perna direita e surpreender o goleiro Courtois, que sofreu sua primeira derrota pela seleção belga em 22 partidas.

​O primeiro gol não inibiu a Argentina, que seguiu em busca do segundo. Em uma das chances, depois de lançamento de Messi, o atacante Di María machucou a coxa e precisou ser substituído por Perez. Em sua melhor atuação na Copa, Messi quase ampliou em cobrança de falta perto da área, mas a bola passou por cima da trave.

O segundo tempo manteve o ritmo do primeiro, com a Argentina controlando a Bélgica. Higuaín quase marcou o segundo depois de driblar o zagueiro, mas seu chute parou no travessão. A Bélgica reagiu e pressionou, mas parou sempre no goleiro argentino Romero, em nova boa atuação. Aos 48 minutos, Messi ainda perdeu, sozinho, um gol que raramente desperdiça. 
A ida à semifinal representa o retorno da Argentina ao grupo das quatro melhores, o que não ocorria desde 1990, quando ainda contava com Diego Maradona. A seleção volta a campo na próxima quarta-feira em São Paulo, às 17 horas, para enfrentar a vencedora do jogo entre Holanda e Costa Rica, que se enfrentam neste sábado.

Alemanha vence França e aguarda Brasil ou Colômbia nas semi da Copa


Em um jogo parelho, a Alemanha venceu a França por 1 a 0 no Maracanã, nesta sexta-feira pelas quartas de final da Copa do Mundo, e se classificou para as semifinais da competição, e pode medir forças com Neymar e companhia em caso de classificação brasileira.
O gol que deu a vaga à 'Mannschaft' veio logo aos 13 minutos de jogo com o zagueiro Mats Hummels, que aproveitou de cabeça uma cobrança de falta alçada na área.
"Fizemos o gol cedo. Foi uma boa apresentação. As duas equipes tiveram algumas chances, estavam bem organizadas e são boas. Não tivemos muitas chances de contra-atacar", analisou o capitão Phillip Lahm após o jogo.
"Fizemos tudo que podíamos. A Alemanha administrou muito bem a vantagem e tínhamos um inferioridade atlética nas bolas paradas. É decepcionante, queríamos ir mais longe", lamentou o técnico francês, Didier Deschamps.
Com a vitória, a Alemanha se classificou para as semifinais do Mundial, e enfrentará na próxima terça-feira o vencedor do duelo entre Brasil e Colômbia, que medem forças ainda nesta sexta no Castelão de Fortaleza.
O duelo no Maracanã serviu de desempate entre França e Alemanha. As duas rivais europeias já tinham se enfrentado três vezes em Copas do Mundo, com uma vitória francesa (6 a 3 na partida pelo terceiro lugar, em 1958), um triunfo alemão (2 a 0 nas semifinais de 1986) e um empate (3 a 3 na prorrogação, em 1982).
Para este confronto decisivo, os dois técnicos resolveram promover mudanças nas equipes titulares.
o técnico alemão Joachim Löw, muito criticado pela imprensa de seu país por insistir em colocar o lateral Philipp Lahm como volante, escalou o capitão em sua posição original. No ataque, o centro-avante Miroslav Klose foi o escolhido e Mario Gotze ficou no banco. Com isso, Thomas Müller, que vinha desempenhando o papel de "falso nove", ficou mais fixo pelo lado direito.
Já Didier Deschamps percebeu a melhora significativa da França com a entrada de Antoine Griezmann no lugar de Olivier Giroud contra a Nigéria (vitória de 2 a 0 nas oitavas de final) e resolveu dar uma oportunidade na equipe ao rápido atacante, que jogou ao lado de Karim Benzema e Mathieu Valbuena.
Mais rápida, a França deixou os alemães controlarem a posse de bola e apostou nos contra-ataques, armando o primeiro lance de perigo.
Aos 8 minutos de jogo, Valbuena fez boa jogada pelo lado direito e encontrou Benzema na entrada da área. O atacante pegou de primeira, mas a bola passou à direita de Neuer.

A França, que não havia sofrido um gol no primeiro tempo em nenhum dos quatro jogos anteriores do Mundial, acabou sendo batida por Mats Hummels logo no início da partida.O troco alemão veio logo em seguida, e foi mortal.
Aos 13 minutos de jogo, o zagueiro do Borussia Dortmund se adiantou à marcação de Varane e concluiu de cabeça uma cobrança de falta alçada na área. A bola ainda bateu no travessão antes de balançar às redes do goleiro Hugo Lloris.
O gol foi o segundo de Hummels na Copa, ele que já havia marcado -também de cabeça- na estreia da 'Mannschaft' na competição, na goleada de 4 a 0 sobre Portugal, em Salvador.
Com a vantagem no placar, os alemães mantiveram uma postura mais serena, trocando passes sem pressa. Mas os franceses não desistiram e, aos 33 minutos, quase empataram.
Valbuena recebeu ótimo lançamento de Griezmann e chutou de primeira cruzado, obrigando Neuer a fazer uma grande defesa, de puro reflexo. O rebote ainda foi parar nos pés de Benzema, que acabou mandando por cima do travessão.
Aos 43, Benzema recebeu na entrada da área, cortou Hummels e chutou. Neuer pegou com segurança, garantindo a vantagem alemã na volta ao vestiário.
No segundo tempo, os comandados de Deschamps pareceram demorar para sentir a urgência da partida e só chegaram com perigo ao gol alemão aos 30 minutos.
Benzema recebeu dentro da área, cortou um zagueiro e, cara a cara com Neuer, tentou chutar. Hummels apareceu para travar e salvar a Alemanha.
No lance seguinte, Matuidi invadiu a área pelo lado esquerdo e mandou um bomba para o gol de Neuer, que defendeu.Nos minutos finais, com uma França completamente aberta na defesa, a Alemanha perdeu duas chances incríveis de selar a vitória e a classificação.
Aos 37, Özil partiu pela esquerda e cruzou. Müller furou e Schürrle pegou a sobra. O atacante chutou de primeira, mas Lloris fez grande defesa.
Schürrle, novamente, recebeu cara a cara com Lloris aos 41, mas Varane se jogou na frente do chute e salvou a França.
No último lance do jogo, os franceses tiveram um último suspiro de esperança quando Benzema tabelou com Giroud e chutou de canhota. Neuer, muito seguro durante toda a partida, pegou no reflexo e carimbou a vaga da 'Mannschaft' nas semifinais da Copa do Mundo.

Seleção sofre no fim, mas vence a Colômbia e enfrenta Alemanha na semifinal

Seleção sofre no fim, mas vence a Colômbia e enfrenta Alemanha na semifinal VANDERLEI ALMEIDA/AFP
Os mesmo cânticos, a mesma emoção no hino à capela, igualmente nervos à flor da pele. O que mudou, então, na vitória por 2 a 1 (gols de Thiago Silva e David Luiz) sobre a Colômbia que garantiu a Seleção na semifinal da Copa? O futebol. 
O Brasil sofreu nos minutos finais com a pressão colombiana, ao recuar demais, mas foi superior na maior parte do tempo. Em alguns momentos, lembrou a Copa das Confederações. O que dá esperança para encarar a Alemanha na terça-feira, em Belo Horizonte, por uma lugar na grande final do dia 13, no Maracanã.

O primeiro tempo foi brasileiro de maneira ampla, geral e irrestrita, como se exigia a anistia nos tempos da ditadura. Só deu Seleção, 59% a 41% na posse de bola. A entrada de Maicon melhorou muito o lado direito. 

Defensivamente, o gaúcho de Novo Hamburgo ajudou Thiago Silva a conter James Rodrígues, que transita pelo lado esquerdo de ataque da Colômbia. Na frente, errou poucos passes e valorizou a bola, o oposto do que ocorria com Daniel Alves. Não sai mais do time.

Outra boa notícia foi o posicionamento de Oscar. Mais por dentro e recuado, ele abriu o lado do campo para Maicon e até Paulinho. O jogo fluiu. E, por fim, Paulinho. Ainda não é o da Copa das Confederações, mas em comparação ao Paulinho do Mundial o avanço é enorme. Por isso o rendimento tão melhor do conjunto. Se ele voltar a ser o motor do meio-campo, o time crescerá muito mais.

Assim, a Colômbia sucumbiu. Foram oito conclusões do Brasil contra só três da Colômbia. Depois do gol de Thiago Silva logo a seis minutos, em jogada ensaiada nos treinos (Neymar cobra, um dos zagueiros tenta a casquinha e o outro surge na trave seguinte), o grito da torcida intimidou os colombianos. 


A Seleção empilhou chances. Hulk, duas vezes, com força 10 e pontaria zero, em cima do goleiro ou para fora. Neymar, cobrando falta. Oscar obrigou Ospina a espalmar, e, antes, Fred fez o mesmo. 

A Colômbia chegou em um chute de Cuadrado, rente ao poste. E nada mais. Julio César mal tocou na bola até o intervalo, vendo a Seleção se aproximar do rendimento da Copa das Confederações, com solidez defensiva e aguda no ataque.

O panorama se alterou na volta do intervalo. A Seleção continuou mandando no jogo como ainda não tinha acontecido de forma contínua e sólida nesta Copa. Recuou além da conta, mas tinha o contra-ataque ao seu lado como estratégia. 

E foi através de um deles, puxado por Hulk, que surgiu a falta para David Luiz, o cobrador oficial da Seleção, marcar um golaço, no ângulo, estufando a rede. Aos 24 minutos, a Colômbia estava liquidada, amassada por uma atuação convicente da Seleção mesmo sem o brilho de Neymar. A partir daí, parecia jogo de time grande contra time pequeno. Neymar, aos 26, quase encobre o goleiro. 

A Colômbia mal respirava. Aí veio o pênalti para a Colômbia em lance isolado. Julio César saiu atrasado por baixo e achou as pernas do atacante. James Rodrígues, até então sumido, bateu com categoria. E a partida virou totalmente. O Brasil se encolheu demais, e a Colômbia veio para cima a ponto de perder chances de empatar. Quase igualou a posse de bola: 51% a 49% para os brasileiros. Foi um sofrimento até o último segundo dos acréscimos, mas a Seleção está na semifinal.

A classificação veio com bom futebol até o gol da Colômbia, o que dá esperança de que a Alemanha terá de jogar muito se quiser vingar a final de 2002. A sexta estrela, pela primeira vez nesta Copa, já não parece tão distante como na primeira fase e na classificação nos pênaltis diante do Chile.

COPA DO MUNDO, QUARTAS DE FINAL, 4/7/2014

BRASIL
Julio César; Maicon, Thiago Silva, David Luiz e Marcelo; Fernandinho, Paulinho (Hernanes 40'/2ºT), Oscar e Hulk (Ramires 37'/2ºT); Neymar (Henrique 43'/2ºT) e Fred

Técnico: Luiz Felipe Scolari

COLÔMBIA

Ospina; Zuñiga, Zapata, Yepes e Armero; Sánchez, Guarín, Cuadrado (Quintero 35'/2ºT), Ibarbo (Ramos, int) e James Rodríguez; Teo Gutiérrez (Bacca 24'/2ºT)

Técnico: José Pékerman.

Gols: no primeiro tempo, Thiago Silva (B), aos 6 minutos; no segundo tempo, David Luiz (B), aos 22, e James Rodríguez (C), aos 34

Cartões amarelos: Thiago Silva, Julio César (B); James Rodríguez, Yepes (C)

Arbitragem: Carlos Velasco Carballo, auxiliado por Roberto Alonso Fernandez e Juan Yuste

Público: 64.342 pessoas

Local: Castelão, Fortaleza.

quarta-feira, 2 de julho de 2014

Bélgica vence Estados Unidos na prorrogação

Nesta terça-feira teve outro jogaço: Estados Unidos e Bélgica. Foi na Arena Fonte Nova. E mais uma partida de mais de 120 minutos de duração. Foi o quinto duelo nessas oitavas de final com prorrogação. Mas no fim, venceu quem tentou mais o gol.
"Foi eletrizante a classificação da Bélgica, na Fonte Nova, na Bahia. O jogo terminou em 0x0, mas com um grande herói, o goleiro Howard dos Estados Unidos fez inúmeras defesas. A Bélgica chegou há incríveis 38 finalizações, sendo 27 delas no gol. Dezesseis defesas do Howard, ele agarrou muito e foi escolhido o melhor jogador em campo.
Na prorrogação, vieram os gols da partida. O Lukaku da Bélgica que era titular e entrou na prorrogação, fez uma arrancada pela direita, serviu a De Bruyne que mandou pro gol. 1 a 0 para a Bélgica.
Os Estados Unidos partiram para cima, mas no primeiro contra-ataque, a Bélgica chegou ao segundo gol. Uma retribuição do De Bruyne fez a jogada pela esquerda, rolou e o Lukaku de canhota e mandou para a rede, com direito a mandar mensagem para o papai com beijo na câmera.
Os americanos partiram com tudo e diminuíram com o Green. Eles tiveram a bola do jogo numa jogada ensaiada impressionante numa cobrança de falta. O Dempsey saiu na cara do Courtois que fez essa grande defesa.
A grande festa e a comemoração dos belgas ao chegar nas quartas de final, que agora enfrenta a Argentina".

Argentina sofre, mas vence Suíça com gol na prorrogação

A Argentina sofreu, suou muito, mas conseguiu vencer a Suíça na prorrogação, por 1 a 0, com gol de Di María, na tarde desta terça-feira, em São Paulo. Com a vitória nas oitavas, a Albiceleste avançou às quartas de final da Copa do Mundo.
Com apoio da torcida brasileira presente no estádio, os helvéticos tiveram boas chances de balançar a rede, mas vacilaram e acabaram derrotados, fora do Mundial. O público, aliás, foi um dos maiores destaques do jogo, já que foi o maior da Arena Corinthians na Copa.
O adversário dos hermanos na próxima fase sai do confronto entre Bélgica x Estados Unidos. O jogo das quartas será realizado no sábado, às 13h, em Brasília.
Boas chances de gol
A Argentina tomou a responsabilidade de tomar conta do jogo no primeiro tempo. Mesmo sem brilho, os hermanos chegaram mais vezes ao gol adversário. Não houve, porém, chances claras de gol para a Albiceleste, que tinha Messi apagado. La Nati abusou das faltas para frear o ímpeto dos sul-americanos até os 25 minutos.
Depois, a Suíça passou a chegar com mais perigo. Os helvéticos, aliás, tiveram as duas melhores oportunidades no primeiro tempo, com Xhaka e Drmic, em jogadas criadas pelo habilidoso e criativo Shaqiri. Este último, aliás, ficou cara a cara com o goleiro Romero, mas tentou, sem sucesso, encobrir o camisa 1. Com Messi e Lavezzi bem marcados, o primeiro tempo terminou no 0 a 0.
Na pressão
Depois de um primeiro tempo sem criar boas oportunidades de gol, a Argentina voltou mais disposta a furar o bloqueio suíço, com Messi mais presente. Rojo e Higuaín chegaram perto de marcar, mas não conseguiram passar por Benaglio. O gol parecia ser uma questão de tempo, porém os helvéticos conseguiam se segurar, na expectativa de um contra-ataque fatal.
O jogo, então, virou uma espécie de ataque, da Argentina, contra defesa, da Suíça, com muita participação da torcida. Enquanto os brasileiros apoiavam os europeus, os argentinos gritavam alto em apoio à seleção. Contudo, sem inspiração de ambas as partes, o jogo caminhou para a quase sempre dramática prorrogação.
Dramáticos e um gol
Não bastassem os mais de 90 minutos de muita emoção, a partida teve ainda uma prorrogação dramática. Com muita raça e entrega, a Argentina buscava o gol, mas sem desorganização nas defesa. O curioso é que, como a Suíça tocava a bola para gastar o tempo e levar a decisão para os pênaltis, a torcida brasileira passou a gritar 'Olé', para irritação dos argentinos, que passaram a descontar no habilidoso Shaqiri.
O segundo tempo da prorrogação foi marcado pelo desgaste físico dos jogadores. Messi e Shaqiri, cada um do seu lado, chamavam o jogo naquela altura. Coube, então, ao camisa 10 da Argentina o papel de protagonista novamente.
Aos 12 minutos do segundo tempo da prorrogação, Messi achou Di María livre na ponta direita. O meia chutou cruzado e fez o gol da vitória: 1 a 0, suado e sofrido. No fim, Dzemaili quase empatou, com uma cabeçada na trave. A bola ainda voltou e bateu na perna dele, mas foi para fora, para alívio de toda a Argentina.

terça-feira, 1 de julho de 2014

Nos pênaltis, Costa Rica vence a Grécia e enfrenta a Holanda

Nos pênaltis, Costa Rica vence a Grécia e enfrenta a Holanda PEDRO UGARTE/AFP
Os gregos inventaram o drama muito antes desta Copa do Mundo. Neste domingo, na Arena Pernambuco, deram um novo significado a ele.
Após um gol de Bryan Ruiz no início do segundo tempo, Sokratis Papastathopoulos empatou no último minuto. Sem gols na prorrogação, a decisão ficou para os pênaltis. Gekas errou para a Grécia e a Costa Rica se classificou graças à mão esquerda de Keylor Navas.
As duas seleções que surpreenderam na primeira fase entraram em campo para se superar a desconfiança daqueles que não acreditavam ser possível que jogassem de outra maneira senão no contra-ataque. Nenhuma das equipes, porém, mudaram seus sistemas de jogo. A Costa Rica no 3-4-2-1, com três zagueiros, quatro meio-campistas, Ruiz e Bolaños abertos para assistir a Campbell. Já a Grécia no 4-2-3-1, com Samaras como centroavante. Com pouca iniciativa de lado a lado, o primeiro tempo terminou com poucas chances de gol. As emoções ficaram reservadas para a etapa final.
Aos sete minutos do segundo tempo, o tento costarriquenho. Bolaños rolou a bola na meia lua da grande área para o capitão Bryan Ruiz, que ajeitou o corpo e bateu de chapa. A bola pegou no tornozelo, mas ganhou um efeito que enganou o goleiro Karnezis, que apenas observou a bola cochilar no canto esquerdo do gol.
A Grécia precisou sair para buscar o empate. Contudo, nem a expulsão de Óscar Duarte pelo segundo cartão amarelo, aos 21 minutos, parecia ajudar. Ter um jogador a mais fez com que o técnico Fernando Santos empilhasse atacantes. Mitroglou e Gekas ingressaram para se somar a Samaras nas conclusões. Ao mesmo tempo, a Costa Rica recuava com duas linhas de quatro jogadores e apenas Campbell na frente.
A pressão resultou no gol de empate. Aos 45 minutos do segundo tempo, o zagueiro Sokratis Papastathopoulos foi ao ataque para desviar uma bola alçada na área. Ela caiu no pé de Gekas, que girou e concluiu nas mãosde Navas. O goleiro espalmou para fente e Sokratis, na posição de centroavante, completou para as redes: 1 a 1.
Na prorrogação, uma Costa Rica em defasagem numérica não ofereceu riscos a uma Grécia cansada, e vice-versa. Como toda tragédia, a decisão ficou para os pênaltis.
Todos acertaram até a 4ª série. Na sua vez, Gekas mandou alto, na direita do gol de Navas. Com a mão esquerda, o goleiro espalmou, e apenas observou Umaña converter o seu para classificar a Costa Rica a uma inédita quarta de final de Copa do Mundo.

Com drama e virada no fim, Holanda vence México e avança às quartas de final


Tudo levava a crer que o Castelão viria mais uma zebra passeando em seu gramado. Sob um calor intenso, México e Holanda escreveram mais um capítulo emocionante da Copa das Copas. Vencendo até os 43 do segundo tempo, os mexicanos foram do êxtase à frustração numa questão de minutos. A virada sofrida através de um gol se pênalti aos 49 minutos demorará a ser digerida. 

Os 31° C que os termômetros marcavam não faziam jus ao calor que castigava o Castelão. Mesmo protegidos sob a sombra que incidia em grande parte da arquibancada, os torcedores buscavam formas de se refrescar. Os jogadores, porém, não contavam com a mesma sorte. Com o sol brilhando sobre suas cabeças, holandeses e mexicanos tentavam impor suas estratégias, mas era evidente que as condições climáticas eram um obstáculo considerável. 

Dona da melhor campanha da fase de grupos, a Holanda não conseguia encaixar seu jogo. Seguindo a estratégia elaborada por Louis Van Gaal, a Orange se posicionava em seu campo defensivo, cedendo a intermediária aos mexicanos. Contudo, não se viam os desarmes que forneceram os mortais contra-ataques até aqui. Era evidente que os europeus sofriam mais com o calor. Acostumados ao clima, os mexicanos passaram a controlar as ações e estiveram perto de ir para o intervalo em vantagem. 

Bastou a bola voltar a rolar para o placar fazer justiça ao que os times apresentavam até então. Aproveitando uma sobra na intermediária, Giovanni dos Santos fez uma bela jogada individual antes de acertar um chute preciso da entrada da área e encerrando um jejum de dois anos sem marcar pela seleção mexicana. O gol, porém, mudaria o cenário da partida. 

Em vantagem, os mexicanos abdicaram de sua superioridade ofensiva em nome do resultado. E a bola pune. Sem se deixar abater pela marcha do tempo, os holandeses seguiram buscando o empate que veio aos 43 minutos, numa bomba de Sneijder que venceu o inspirado Ochoa. O castigo mexicano não pararia por aí. Aos 49, o árbitro Pedro Proença viu pênalti em Robben, convertido por Huntelaar. O apito final viria em seguida, transformando o sonho mexicano em pesadelo. 

Holanda 2
Cillessen; Verhaegh (Depay, aos 11’ do 2º T), Vlaar, De Vrij e Kuyt; De Jong (Martins Indi, aos 9' do 1º T), Wijnaldum, Blind e Sneijder; Robben e Van Persie (Huntelaar, aos 30’ do 2º T). Técnico: Louis Van Gaal.

México 1
Ochoa; Rodriguez, Rafael Marquez e Moreno (Diego Reyes, no intervalo); Aguilar, Salcido, Herrera, Guardado e Layún; Giovanni dos Santos (Aquino, aos 17’ do 2º T) e Peralta (Chicharito Hernandez (29’ do 2º T). Técnico: Miguel Herrera.

Local: Arena Castelão, em Fortaleza.
Árbitro: Pedro Proença (POR).
Assistentes: Bertino Miranda (POR) e José Trigo (POR).
Gols: Giovanni dos Santos (4’ do 2º T) - MEX / Sneijder (42’ do 2º T) e Huntelaar (48’ do 2º T)
Público: 58.817

Com gols na prorrogação, Alemanha vence a Argélia por 2 a 1

Com gols na prorrogação, Alemanha vence a Argélia por 2 a 1 Ricardo Duarte/Agencia RBS
Deu Alemanha. Mas foi com dor, muito suor e 120 minutos de um jogo eletrizante. A Argélia foi valente, atuou movida pelo desejo de vingar 1982, quando foi tirada da Copa em jogo armado por germânicos e austríacos. Mas valeu a camisa e a eficiência alemã.
O gol de Schürrle, no primeiro minuto da prorrogação, e o de Özil, no penúltimo, garantiram o 2 a 1 e lugar no Maracanã, sexta-feira, contra a França. Será um confronto de gigantes por vaga na semifinal da Copa.
Ficou para o Beira-Rio o prêmio de receber mais um jogaço. Quem imaginava superioridade dos germânicos viu um show de tática e objetividade da Argélia. O técnico bósnio Vahid Halilhodzic armou duas barricadas diante da área. Eram quatro zagueirões, reforçados por um volante, numa linha, e mais quatro adiante deles. O que fazia jogadores da qualidade de Götze, Schweinsteiger, Kroos e Özil virarem ilhas brancas em meio ao mar de jogadores de verde.
Essa dificuldade em trocar posições e passes, em ter a bola e o domínio do jogo, perturbou os alemães. Que começaram altivos. Mertesacker, zagueirão de 1,98m do Arsenal, nas primeiras vezes em que dominava, inflava o peito, olhava o horizonte e tocava a bola com segurança. Lahm, no primeiro lance, deu passe milimétrico para o lateral Mustafi, a novidade de última hora.
Isso foi nos primeiros cinco minutos de jogo. Depois disso, os argelinos atropelaram os alemães. Roubavam a bola e saíam em alta velocidade. Eram agudos, lancinantes. Geralmente acionavam o centroavante Slimani. E geralmente Slimani levava vantagem. Como aos oito minutos. Recebeu às costas de Mustafi, uma avenida, driblou Neuer, mas levou a bola para a lateral e permitiu a recuperação do goleiro.
A marcação firme e a saída vertical da Argélia deram um calor nos alemães na primeira e última noite de frio europeu desta Copa. O roteiro era o mesmo. Pela esquerda, Ghoulam e Soudani, pela direita Taider e Feghouli. Sempre acionando Slimani. Aos 10, ele entrava na área quando Mertesacker salvou.
Atuação da Argélia cativou a torcida
O lance fez o estádio aderir à Argélia. Os africanos se fizeram ouvir com vigor: "one, two, three, viva L'Algerrrri". Aos 14min, Feghouli driblou Boateng e Göetze, entrou pela direita da área e chutou para fora. No minuto seguinte, em contra-ataque, Ghoulam cruzou, Slimani cabeceou e fez gol. Mas estava impedido.
A força argelina tirou a confiança dos alemães. Mertesacker simplificava, com receio de Slimani roubar-lhe a bola. Neuer era quase volante. E não fosse isso, em dois ou três lances, teria levado o gol. Mustafi, zagueiro na Sampdoria, nem subia, nem atacava. Aos 18, pelo lado dele, Soldani recebeu às costas, entrou pela área e, em vez de cruzar, chutou para fora.
Joachin Löw, todo de preto, um gentleman à beira do campo, perdeu a elegância. Caminhou até a linha lateral e pagou geral. Os alemães até que tentavam se movimentar. Götze recuava para armar, Lahm saí para infiltrar, Özil buscava jogo na esquerda e na direita. Mas todos batiam na muralha verde à frente do goleiro Mbolhi.
Quando ameaçavam, os alemães o faziam em cruzamentos para Müller ou chutes de fora da área. Aos 22, Müller recebeu visita na solitária verde em que viveu no primeiro tempo. Recebeu cruzamento de Özil. Mas cabeceou para fora. No lance seguinte, Özil tentou encobrir Mbolhi.
Os argelinos mantinham o controle e seguiam à risca sua estratégia, Marcavam e saíam rápido. Aos 28, Neuer saiu na intermediária e salvou nos pés de Slimani. Aos 38, Mostefa pegou rebote de primeira, Boateng desviou e congelou os alemães no estádio. A melhor chance alemã veio aos 40, quando Mbolhi rebateu chute de Kroos. Götze, livre na área, chutou, e o goleiro abafou a bola.
O primeiro tempo acabou, e os alemães saíram a jato para o vestiário. Os argelinos até esperaram um pouco mais. Saíram em bloco, como atuaram em todo o primeiro tempo.
Joachin Löw trocou Götze por Schürrle. Aberto na direita, o jogador do Chelsea deixou a Alemanha mais aguda. O jogo, que era quente, ganhou intensidade. Aos três, ele chutou desviado. Na sequência, Mustafi cabeceou em cima de Mbolhi. A Argélia manteve-se fiel à estratégia do seu técnico bósnio. Aos seis, em contra-ataque de quatro cinco conta três, Slimani teve o chute bloqueado.
A Alemanha ganhou mais força e equilibrou as ações do jogo. Mas deixava espaços generosos. Khedira entrou no lugar de Mustafi, com lesão muscular. Lahm virou lateral-direito. Aos 25, viu, do ataque, Neuer sair na intermediária e salvar de cabeça o lançamento para Slimani. Três minutos depois, Feghouli chutou cruzado, com perigo. No lance seguinte, ele lançou Slimani, que chutou para defesa de Neuer. O estádio irrompeu em "Algerrrrriê".
Os alemães não se acanharam. Com Müller, três vezes. Primeiro, ele fez grande jogada e cruzou para Schweinsteiger desviar. Aos 34, ele cabeceou, mas Mbolhi salvou - e também pegou o rebote de Schürrle. No minuto seguinte, dominou e chutou dentro da área, para fora.
O tamanho do incômodo alemão com a energia argelina veio aos 32. Em falta ensaiada, Müller correu, tropeçou e saiu cambaleando. Os 43.063 presentes no Beira-Rio riram, surpresos com o constrangedor tombo de um dos astros da Copa. Eles também não esperavam um jogo tão equilibrado e eletrizante que exigisse a prorrogação.
Gols, só no final
A Alemanha eficiente se mostrou logo a um minuto e meio. Mandi perdeu a bola na saída, Müller avançou e cruzou. Schürrle passava da bola e acertou o calcanhar na bola. Ela quicou e venceu o goleiro Mbolhi. Era o a 1 a 0.
Müller quase ampliou aos nove. A Argélia sentiu o gol e o cansaço. Ghoulam e Soudani saíram com estafa muscular. Mostefa ainda teve a chance de empatar aos 11. Só que nesta hora valeu a tarimba e a camisa alemã para administrar o jogo e garantir lugar nas quartas de final, contra a França.
No penúltimo minuto de jogo, Özil ainda fez o 2 a 0. Houve tempo, nos acréscimos, para Djabou descontar para os argelinos. Para Porto Alegre, ficam as boas lembranças de uma Copa de jogões, golaços e muita festa.
Copa do Mundo — Oitavas de final — 30/6/2014
ALEMANHA 2
Neuer; Mustafi (Khedira, 24'/2°), Boateng, Mertesacker e Howedes; Lahm (A), Schweinsteiger (Kramer, 3'/2° da prorrogação) e Kroos; Özil, Götze (Schürrle, int.) e Müller. Técnico: Joachim Löw
ARGÉLIA 1
M'Bolhi; Mandi, Halliche (A) (Bouguerra, 5'/1° da prorrogação), Mostefa, Belkalem e Ghoulam; Lacen; Taider (Brahimi, 32'/2°), Soudani (Djabou, 9'/1° da prorrogação) e Feghouli; Slimani. Técnico: Vahid Halilhodzic
Gols: Schürrle (ALE), 1min do primeiro tempo da prorrogação, Özil (ALE), aos 14min do segundo tempo da prorrogação e Djabou (ARG), aos 16min do segundo tempo da prorrogação.
Local: Beira-Rio (Porto Alegre).
Arbitragem: Sandro Meira Ricci, auxiliado por Emerson de Carvalho e Marcelo Van Gasse (trio brasileiro).
Público: 43.063 torcedores.