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terça-feira, 29 de março de 2016

Para evitar crise, Brasil precisa quebrar tabu de 31 anos no Paraguai


A seleção brasileira precisará quebrar um tabu histórico para evitar que o time mergulhe em uma crise: vencer o Paraguai nas Eliminatórias, jogando na casa do adversário. A última vez que isso aconteceu foi em junho de 1985, quando Zico e Casagrande marcaram os gols da vitória por 2 a 0. De lá para cá, três jogos, sendo duas derrotas.

Os comandados de Dunga poderão até terminar a 6ª rodada da competição, que vale vaga na Copa do Mundo de 2018, em 7º lugar, dependendo do resultado dos concorrentes. A Argentina recebe a Bolívia, o Chile visita a Venezuela e a Colômbia tem o duelo mais difícil dos três ao receber o líder Equador. 

A situação deixaria a seleção em uma crise por pelo menos dois meses. É quando o Brasil iniciaria a disputa da Copa América, nos Estados Unidos. Até lá, todo o noticiário envolvendo o time será negativo. Os jogadores admitem isso.

"É um espaço grande até o próximo jogo e, sem dúvida, não seria fácil (ficar em 7º colocado) pelo fato de nós colocarmos ainda mais dificuldades para a nossa situação. A gente sabe que vivemos de resultados. Se fizermos um grande jogo e então isso nos dá tranquilidade para o próximo jogo. Só com a vitória as coisas ficariam simples para o trabalho", disse Luiz Gustavo, volante que será titular.

Dunga concordou que a situação é difícil e disse que espera dificuldades para se classificar. Para piorar, David Luiz e Neymar são desfalques confirmados para a seleção por causa de cartão amarelo. O comandante escondeu a escalação no último treino, mas indicou que Gil e Ricardo Oliveira seriam os escolhidos. 

"Nunca foi fácil classificar em Eliminatórias, não vai ser dessa vez que ia ser fácil. Vai ser difícil até o fim. Temos a obrigação de vencer porque precisamos ir para vencer sempre, respeitando os adversários e dificuldades, mas precisamos ir para vencer", afirmou o treinador.

Sem contar com Neymar, Dunga deve dar a faixa de capitão para Miranda. O zagueiro, que é o mais convocado pelo treinador, admitiu que conquistar os três pontos é obrigação. "Não temos como pensar em nenhum outro resultado que não a vitória".

A ausência do craque do time, aliás, não é maios novidade. Em dez jogos de competição com Dunga no comando, ele esteve fora em cinco. Já David Luiz virou desfalque pela sexta vez em nove convocações.

Para piorar, as lembranças de Dunga de Assunção não são as melhores. Foi lá que o comandante viu iniciar uma grande crise na sua primeira passagem, quando o Brasil foi derrotado por 2 a 0 para os donos da casa. De lá em diante, a torcida passou o vaiar constantemente e chamá-lo de jumento e até ecoaram o canto "Adeus, Dunga". Sua volta por cima foi ser campeão da Copa das Confederações em 2009, já na África do Sul. 

FICHA TÉCNICA
PARAGUAI X BRASIL

Data
: 29 de março de 2016 (terça-feira)
Horário: 21h45 (de Brasília)
Local: Estádio Defensores del Chaco, Assunção, Paraguai
Árbitro: Wilmar Roldan

PARAGUAI: Villar; Gomez, Paulo da Silva, Aguilar e Samudio; Ortigoza Ortiz, Oscar Romerto, Iturbe; Lescano e Santa Cruz
Técnico: Ramon Diaz

BRASIL: Alisson; Daniel Alves, Gil, Miranda e Filipe Luís; Luiz Gustavo, Fernandinho e Renato Augusto; Willian, Douglas Costa e Ricardo Oliveir
a (Hulk). 
Técnico: Dunga

segunda-feira, 14 de julho de 2014

Holanda vence e Brasil acaba sem honra

O Brasil entrou em campo contra a Holanda, neste sábado, no estádio Nacional Mané Garrincha, em Brasília, para fazer a sua última partida nesta Copa do Mundo muito pressionado após o vexame contra a Alemanha. E a equipe de Felipão, com várias alterações, sentiu muito a pressão e perdeu por 3 a 0 para a Holanda, mostrando as mesmas falhas que teve na semifinal. O resultado valeu para o time holandês o terceiro lugar no Mundial de 2014.
Com o resultado, o Brasil voltou a perder duas partidas seguidas em Copa do Mundo, o que só aconteceu em 1966 e 1974. E a seleção de Felipão termina a Copa do Mundo com 10 gols tomados nas duas partidas finais, com o 7 a 1 contra a Alemanha e os 3 a 0 contra os holandeses.
Jogo
A partida começou com uma baixa para a Holanda. No aquecimento, minutos antes do duelo começar, Sneijder sentiu uma contusão na coxa direita e deu lugar a De Guzman. Do lado brasileiro, Neymar, como prometido, foi até Brasília, entrou em campo e acompanhou a partida do banco de reservas.
Mas a 1 minuto de jogo, parecia que o pesadelo da Alemanha estava de volta. Em jogada rápida, em que mais uma vez o meio de campo ficou olhando, Robben ganhou de cabeça de David Luiz e passou para Van Persie. Por sua vez, o atacante ganhou de Thiago Silva e devolveu para Robben, que saiu na frente do zagueiro brasileiro, mal colocado. Thiago Silva pôs a mão no ombro e derrubou o holandês, mas fora da área. O árbitro argelino Djamel Haimoudi marcou pênalti e não expulsou Thiago Silva, que era o último homem antes de Julio Cesar. Sem querer saber dos erros da arbitragem, Van Persie bateu no alto, sem chances para Julio Cesar, para fazer o seu quarto gol nesta Copa.
O gol serviu para mostrar a fragilidade da defesa brasileira, mas não desequilibrou a equipe de Felipão, que até conseguiu tocar a bola e levar algum perigo para a zaga holandesa com Ramires e Jô. Mas a equipe voltava a cometer erros e deixar espaço para os holandeses. E aos 16 minutos, o pesadelo do massacre alemão se confirmava, pelo menos até então. Em jogada pela direita, Robben achou De Guzman livre, mas impedido. O auxiliar não marcou e a jogada continuou. O meia cruzou e o “apagão” que aconteceu contra a Alemanha aparecia novamente. David Luiz afastou fraco para o meia da área e nenhum jogador apareceu para cortar. Blind dominou como quis e chutou no alto, para fazer o segundo da Holanda.
O Brasil tentava levantar a cabeça e, aos 20 minutos de jogo, Oscar fez a primeira boa jogada pelo meio e chutou firme, para boa defesa de Cillessen, a primeira do goleiro holandês. O Brasil tentava pressionar a saída da Holanda, mas o time europeu se desvencilhava bem e também criava oportunidades na frente, como com De Guzman, aos 29, que chutou por cima do travessão de Julio Cesar.
Com bolas áreas, a seleção tentava encontrar um espaço na boa defesa holandesa, mas sem sucesso. O time brasileiro mostrava um toque de bola previsível, sem imaginação, dependendo de jogadas individuais isoladas de Oscar, Maicon e Willian. Em lance de Oscar pela direita, De Guzman fez mais uma falta no meia brasileiro. Na cobrança, a bola passou por toda a defesa holandesa e também passou por Paulinho e David Luiz.
Em lance inusitado, no atendimento médico a Kuyt, aos 40 minutos os jogadores brasileiros se reuniram no banco de reservas para beber água e conversar entre eles. O curioso é que Neymar, Hulk e outros jogadores no banco davam instruções aos brasileiros, enquanto Felipão não se pronunciava. Talvez um sinal de que o período do técnico na seleção estaria no fim. Após alguns lances de perigo do ataque holandês, o árbitro encerrou o primeiro tempo e time brasileiro foi para o intervalo sob vaias da torcida, após apoio durante todo o primeiro tempo, apesar da desvantagem no placar.
Na volta para a etapa complementar, a seleção tentou mostrar toque de bola progressivo, com alguma organização, mas sem assustar os holandeses. Aos 4 minutos, quase a Holanda marcou. Em batida de bola rápida, Robben saiu na frente de Julio Cesar e chutou firme, para desvio na última hora de Thiago Silva. Wijnaldum ainda tentou cabecear para o gol vazio, mas jogou para fora.
Na sequência, mesmo com Fernandinho e Hernanes em campo no lugar de Luiz Gustavo e Paulinho, o Brasil continuava sem mostrar ligação entre os setores, apelando para faltas feias nos holandeses, como a de Hernanes em Robben. A seleção ainda buscava o gol para tentar empatar o duelo e levar a decisão do terceiro lugar para a prorrogação.
Aos 17 minutos, em uma das poucas jogadas individuais da seleção brasileira, Maicon sofreu falta de Blind na entrada da área. David Luiz, tentando bater a falta como contra a Colômbia, quando marcou o segundo gol na Arena Castelão, cobrou do mesmo jeito. Mas o goleiro Cillessen não saiu do lugar e pegou facilmente a bola. Aos 20, em lance duvidoso, Maicon cruzou para o meio e a bola bateu no braço de Vlaar. O árbitro argelino não marcou o pênalti. Aos 24, já no desespero, Oscar se jogou contra a perna de Blind e tentou cavar um pênalti. O juiz marcou falta de Oscar e deu cartão amarelo para o brasileiro.
Em vários lances, os brasileiros mostravam cada vez mais o nervosismo dentro de campo. Felipão tentou mexer com a equipe e reforçar o ataque do time colocando Hulk no lugar de Ramires. Aos 31 minutos, o atacante mostrou que não vive seus melhores momentos ao chutar forte longe do gol de Cillessen.
O Brasil de Felipão estava todo espalhado em campo, facilitando o trabalho da Holanda e insistindo continuamente na bola com Oscar, que não conseguia acertar o gol. A seleção de Felipão, depois de entrar no Mundial como favorita após conquistar o enganoso título da Copa das Confederações, se despedia da “Copa das Copas” de forma melancólica na capital do País.
Aos 36 minutos, em mais um lance controverso nesta decisão do terceiro lugar, Robben recebeu lançamento na área, matou no ombro e foi derrubado por Fernandinho. O árbitro não marcou nada. Com a falta de criatividade da seleção brasileira, a torcida no estádio Nacional Mané Garrincha, a partir dos 40, insatisfeita, começou a gritar “olé” enquanto a Holanda tocava a bola.
No fim, aos 45 minutos, a Holanda ainda encontrou espaço para mais um gol. Em jogada pela direita, mostrando toda a fragilidade da equipe brasileira, Robben passou para Janmaat nas costas de David Luiz. O meia cruzou para Wijnaldum fechar o placar. Despedida melancólica, sob vaias da torcida.

sábado, 12 de julho de 2014

Alemanha goleia Brasil por 7-1 e está na final

Alemanha marca 7 a 1 contra o Brasil e disputa o título da Copa do Mundo contra Argentina ou Holanda no próximo domingo, no Maracanã.
Um começo arrasador da equipe alemã. Sem dar chances ao Brasil, os alemães começaram com um ritmo frenético a partida e já no primeiro tempo marcaram cinco gols. A Alemanha apostou nos contra-ataques, toque de bola e bolas paradas, enquanto o Brasil, visivelmente abatido com a ausência de Neymar e Thiago Silva, ainda permitiu mais dois gols alemães no segundo tempo.
Alemanha se classifica agora para a grande final da Copa, contra Holanda ou Argentina. Equipe brasileira disputa terceiro e quarto lugar neste sábado (12), em Brasília.
Atrás do placar, a Seleção teve dificuldades em se encontrar novamente em campo. Para o segundo tempo, o técnico Luiz Felipe Scolari substituiu Hulk e Fernandinho para entrada de Paulinho e Ramires.
Aos 24 minutos, Fred deu lugar ao meia Willian. As alterações não surtiram efeito e os alemães ainda marcaram mais dois. Oscar fez o único brasileiro aos 90 minutos. Ao final do jogo, jogadores e comissão técnica se reuniram no meio do gramado e saíram para o vestiário abatidos.

segunda-feira, 7 de julho de 2014

Seleção sofre no fim, mas vence a Colômbia e enfrenta Alemanha na semifinal

Seleção sofre no fim, mas vence a Colômbia e enfrenta Alemanha na semifinal VANDERLEI ALMEIDA/AFP
Os mesmo cânticos, a mesma emoção no hino à capela, igualmente nervos à flor da pele. O que mudou, então, na vitória por 2 a 1 (gols de Thiago Silva e David Luiz) sobre a Colômbia que garantiu a Seleção na semifinal da Copa? O futebol. 
O Brasil sofreu nos minutos finais com a pressão colombiana, ao recuar demais, mas foi superior na maior parte do tempo. Em alguns momentos, lembrou a Copa das Confederações. O que dá esperança para encarar a Alemanha na terça-feira, em Belo Horizonte, por uma lugar na grande final do dia 13, no Maracanã.

O primeiro tempo foi brasileiro de maneira ampla, geral e irrestrita, como se exigia a anistia nos tempos da ditadura. Só deu Seleção, 59% a 41% na posse de bola. A entrada de Maicon melhorou muito o lado direito. 

Defensivamente, o gaúcho de Novo Hamburgo ajudou Thiago Silva a conter James Rodrígues, que transita pelo lado esquerdo de ataque da Colômbia. Na frente, errou poucos passes e valorizou a bola, o oposto do que ocorria com Daniel Alves. Não sai mais do time.

Outra boa notícia foi o posicionamento de Oscar. Mais por dentro e recuado, ele abriu o lado do campo para Maicon e até Paulinho. O jogo fluiu. E, por fim, Paulinho. Ainda não é o da Copa das Confederações, mas em comparação ao Paulinho do Mundial o avanço é enorme. Por isso o rendimento tão melhor do conjunto. Se ele voltar a ser o motor do meio-campo, o time crescerá muito mais.

Assim, a Colômbia sucumbiu. Foram oito conclusões do Brasil contra só três da Colômbia. Depois do gol de Thiago Silva logo a seis minutos, em jogada ensaiada nos treinos (Neymar cobra, um dos zagueiros tenta a casquinha e o outro surge na trave seguinte), o grito da torcida intimidou os colombianos. 


A Seleção empilhou chances. Hulk, duas vezes, com força 10 e pontaria zero, em cima do goleiro ou para fora. Neymar, cobrando falta. Oscar obrigou Ospina a espalmar, e, antes, Fred fez o mesmo. 

A Colômbia chegou em um chute de Cuadrado, rente ao poste. E nada mais. Julio César mal tocou na bola até o intervalo, vendo a Seleção se aproximar do rendimento da Copa das Confederações, com solidez defensiva e aguda no ataque.

O panorama se alterou na volta do intervalo. A Seleção continuou mandando no jogo como ainda não tinha acontecido de forma contínua e sólida nesta Copa. Recuou além da conta, mas tinha o contra-ataque ao seu lado como estratégia. 

E foi através de um deles, puxado por Hulk, que surgiu a falta para David Luiz, o cobrador oficial da Seleção, marcar um golaço, no ângulo, estufando a rede. Aos 24 minutos, a Colômbia estava liquidada, amassada por uma atuação convicente da Seleção mesmo sem o brilho de Neymar. A partir daí, parecia jogo de time grande contra time pequeno. Neymar, aos 26, quase encobre o goleiro. 

A Colômbia mal respirava. Aí veio o pênalti para a Colômbia em lance isolado. Julio César saiu atrasado por baixo e achou as pernas do atacante. James Rodrígues, até então sumido, bateu com categoria. E a partida virou totalmente. O Brasil se encolheu demais, e a Colômbia veio para cima a ponto de perder chances de empatar. Quase igualou a posse de bola: 51% a 49% para os brasileiros. Foi um sofrimento até o último segundo dos acréscimos, mas a Seleção está na semifinal.

A classificação veio com bom futebol até o gol da Colômbia, o que dá esperança de que a Alemanha terá de jogar muito se quiser vingar a final de 2002. A sexta estrela, pela primeira vez nesta Copa, já não parece tão distante como na primeira fase e na classificação nos pênaltis diante do Chile.

COPA DO MUNDO, QUARTAS DE FINAL, 4/7/2014

BRASIL
Julio César; Maicon, Thiago Silva, David Luiz e Marcelo; Fernandinho, Paulinho (Hernanes 40'/2ºT), Oscar e Hulk (Ramires 37'/2ºT); Neymar (Henrique 43'/2ºT) e Fred

Técnico: Luiz Felipe Scolari

COLÔMBIA

Ospina; Zuñiga, Zapata, Yepes e Armero; Sánchez, Guarín, Cuadrado (Quintero 35'/2ºT), Ibarbo (Ramos, int) e James Rodríguez; Teo Gutiérrez (Bacca 24'/2ºT)

Técnico: José Pékerman.

Gols: no primeiro tempo, Thiago Silva (B), aos 6 minutos; no segundo tempo, David Luiz (B), aos 22, e James Rodríguez (C), aos 34

Cartões amarelos: Thiago Silva, Julio César (B); James Rodríguez, Yepes (C)

Arbitragem: Carlos Velasco Carballo, auxiliado por Roberto Alonso Fernandez e Juan Yuste

Público: 64.342 pessoas

Local: Castelão, Fortaleza.

terça-feira, 1 de julho de 2014

Júlio César salva nos pênaltis, e Brasil vence o Chile no 'estilo Libertadores'

Defesa pênalti
No melhor estilo Libertadores da América, o Brasil está nas quartas de final da Copa de 2014, quando irá enfrentar Uruguai ou Colômbia. Não só por superar um adversário sul-americano, o Chile. Mas por ganhar um jogo cheio de faltas, com arbitragem polêmica, bate boca entre jogadores, simulações, muito drama e que foi decidido apenas nas cobranças de pênaltis, após empate de 1 a 1 no tempo normal e na prorrogação.
O herói da vaga foi Júlio César. Ele defendeu as cobranças de Pinilla, se adiantando muito, Alexis Sánchez e ainda viu o lateral Jara chutar na trave. Pelo lado brasileiro, Willian bateu para fora, e Hulk teve sua cobrança defendida por Bravo. Mas ainda assim o Brasil converteu outras três, e acabou vencendo o desempate por 3 a 2.
Tudo que é típico do principal torneio sul-americano de clubes, em que muitas vezes o nível técnico não é dos mais altos, como foi a seleção brasileira neste sábado.
Depois de ensaiar três trocas em treino coletivo, e de correr o risco de perder David Luiz, com dores nas costas, Felipão escalou o mesmo tempo que iniciou o segundo tempo contra Camarões, efetivando a troca de Paulinho por Fernandinho.
O time entrou em campo com todos os jogadores com a mão direita no ombro do companheiro à frente. E sem o risco de ver um Mineirão dividido. A esperada invasão chilena não aconteceu: eles não eram nem 10% dos quase 60 mil presentes. E tentaram também cantar o hino à capela, mas foram impedidos por vaias mal educadas dos brasileiros.
Mais uma vez o Brasil começou o jogo sem conseguir pressionar e ainda bastante nervoso: com três minutos de jogo, já eram três faltas, uma violenta de Fernandinho, que merecia o cartão amarelo, mas que não foi mostrado pelo juiz inglês Howard Webb.
No entanto, o primeiro lance de perigo foi a favor do Brasil, em chute da entrada da área de Marcelo que passou perto da trave direita de Bravo.
O Chile tocava a bola, e chegava a ficar com todos jogadores de linha no campo brasileiro, o que dava a chance para o contraataque a Neymar e companhia. Webb sofria para apitar um jogo entre sul-americanos. Aos 13min, Hulk foi tocado levemente na área, e caiu. Os brasileiros pediram pênalti, ignorado pelo inglês.
O time de Felipão era mais faltoso, mas o Chile foi o primeiro advertido com cartão amarelo, depois que o santista Mena colocou a mão na bola. Na sequência da jogada, escanteio a favor do Brasil, e a prova que tamanho, é sim, documento para zagueiro.
Com um zagueiro como Medel, de 1,71 m, o Chile foi vazado, claro, numa bola área. Neymar bateu o escanteio Thiago Silva desviou levemente para David Luiz, aos 18min, dividir com um rival e abrir o placar. Foi o primeiro gol de um zagueiro do Brasil na Copa.
Sinal para o Chile querer atacar mais, e dar ainda mais espaço para o Brasil. Neymar recebia livre, e começou a ser parado com faltas. Numa delas, o coordenador Carlos Alberto Parreira saiu da área permitida para reclamar com Webb e foi repreendido pelo quarto árbitro, o alemão Felix Brych.
A altura dos andinos é um problema na defesa, mas também tem vantagem no ataque pela agilidade, e foi assim que o time empatou o jogo, aos 32min. Marcelo bateu mal um lateral, Hulk devolveu na fogueira, Vidal se antecipou, recuperou a bola e tocou para Alexis Sanchéz, livre, marcar e fazer a festa chilena.
Pelo menos o empate não deixou o Brasil perdido. O time manteve a calma e passou a pressionar. Aos 39min, Fred tocou pelo alto em jogada iniciada por Neymar.
Mas a grande chance de mudar o placar antes do intervalo foi dos chilenos. Aos 46min, novo erro na saída de bola, desta vez de Luiz Gustavo. A bola acabou nos pés de Aránguiz, que só não marcou porque foi bloqueado antes de chutar. Na saída para os vestiários, muita discussão entre os jogadores.
O segundo tempo começou sem alterações, e o jogo continuou aberto. Aos 4min, Fernandinho, em chute de fora da área, quase desempatou. Webb sofria.
Aos 10min, o lance mais polêmico. Hulk foi lançado e bateu para marcar o que seria o segundo gol brasileiro. Mas Webb considerou que ele dominou a bola com a mão. Pelo lance, o camisa 7 foi advertido com o amarelo e ficou pendurado. 
Pior aconteceu com Luiz Gustavo, que fez falta violenta e também recebeu o amarelo. Foi seu segundo na Copa, que o tiraria do jogo das quartas de final.
O jogo ficou nervoso. Fred novamente era inoperante, e Felipão perdeu a paciência com ele aos 18min, colocando Jô em seu lugar. Logo no lance seguinte, o Chile, com Aránguiz, quase fez o segundo dos visitantes; Júlio César fez grande defesa.
Felipão tentava de tudo, e colocou Ramires no lugar de Fernandinho. Jô perdia chance livre, furando. A torcida pelo menos continuava a empurrar o time. A partida não tinha mais estratégia. Era desespero puro. Aos 38min, Hulk se livrou da marcação e chutou para outra grande defesa de Bravo, o goleiro chileno que agora vai defender o Barcelona.
Mas ninguém teve força para marcar até o fim do segundo tempo, e a partida ganhou mais drama, indo para a prorrogação após cinco minutos de descanso.
No tempo extra, o calor mineiro deixava os times ainda mais extenuados. Do lado brasileiro, Hulk era quem mostrava mais gana e também o que criava as melhores jogadas. Mas não o suficiente para fazer um gol na primeira metade da prorrogação.
Felipão ainda tinha uma substituição para queimar. E a fez no intervalo da prorrogação, sacando Oscar, em atuação muito fraca, para a entrada de Willian, destaque em boa parte dos treinos em Teresópolis, mas com poucas chances de jogar nesta Copa.
Sem mais força para atacar, os chilenos faziam de tudo para fazer o tempo passar, como ficando longos segundos no chão reclamando de dores. Mas ainda tiveram a grande chance de evitar os pênaltis, aos 15min do segundo tempo da prorrogação, quando Pinilla entrou livre e chutou forte para acertar o travessão.
Enquanto Felipão definia os cobradores, Júlio César chorava, assim como fez David Luiz na comemoração de seu gol. E o arqueiro brilhou nos pênaltis.
Classificada, a seleção tem folga até o começo da tarde de segunda-feira, quando volta a treinar em Teresópolis, na região serrana do Rio. Dois dias depois, vai para Fortaleza, onde enfrenta uruguaios ou colombianos na sexta-feira, dia 4 de julho.
FICHA TÉCNICA:
BRASIL 1 (3) X 1 (2) CHILE
Local: Mineirão, em Belo Horizonte (MG)
Data: sábado, 28 de junho de 2014
Horário: 13h (de Brasília)
Público: 57.714
Árbitro: Howard Webb (ING)
Assistentes: Michael Mullarkey e Darren Cann (ambos ING)
Gols: David Luiz, aos 18min, Alexis Sánchez, aos 32min do primeiro tempo
Cartões amarelos: Hulk, Luiz Gustavo, Jô, Daniel Alves (BRA); Mena, Silva, Pinilla (CHI)
BRASIL: Júlio César; Daniel Alves, Thiago Silva, David Luiz e Marcelo; Luiz Gustavo, Fernandinho (Ramires) e Oscar (Willian); Hulk, Fred (Jô) e Neymar
Técnico: Luiz Felipe Scolari.
CHILE: Bravo; Jara, Isla, Medel (Rojas) e Mena; Silva, Díaz, Aránguiz e Vidal (Pinilla); Vargas (Gutiérrez) e Alexis Sánchez
Técnico: Jorge Sampaoli.

domingo, 29 de junho de 2014

Ochoa brilha, Brasil empata sem gols com o México, mas ainda lidera

Guillermo Ochoa Brasil x Mexico (Foto: Reuters)
Brasileiros e mexicanos não mereciam um empate por 0 a 0. O resultado da partida entre Brasil e México, nesta terça-feira, na Arena Castelão, em Fortaleza, pela segunda rodada do Grupo A da Copa do Mundo, foi até justo pelo que as equipes mostraram dentro de campo. Mas pelo que os torcedores fizeram na arquibancada, ir embora para casa sem a vibração ímpar de um gol talvez tenha sido uma injustiça muito grande. 
Os visitantes podem culpar a falta de pontaria, enquanto os anfitriões só têm um nome para apontar como culpado: Ochoa. O goleiro parou a Seleção.
As quatro defesas do mexicano em duas conclusões de Neymar, uma de Paulinho e outra de Thiago Silva foram decisivas para o placar não ser alterado. Um show à parte, à altura daquele protagonizado pelos torcedores na arquibancada da Arena Castelão.
Desde muito cedo, brasileiros e mexicanos dividiram as ruas de Fortaleza esbanjando simpatia e alegria. A capital nacional do humor ganhou esse presente. Visualmente era possível ver que havia mais brasileiros do que mexicanos entre os mais de 60 mil presentes, mas sonoramente a briga foi grito a grito.
Foi preciso até mesmo os brasileiros imitarem o xingamento de "p.." no tiro de meta adversário para igualar a briga. Olé, vaias, aplausos, músicas bem-humoradas, “sou brasileiro com muito orgulho”... Não faltou agitação no público. Uma pena que o 0 a 0 prevaleceu. Foi o primeiro tropeço de Luiz Felipe Scolari à frente da Seleção em Copas do Mundo. Nos oito jogos anteriores, contando a campanha do pentacampeonato em 2002 e a estreia na quinta-feira passada, o treinador saiu de campo com a vitória.
A Seleção volta a campo na próxima segunda-feira, enfrenta Camarões, às 17h (de Brasília), no estádio Mané Garrincha, em Brasília. Independentemente do resultado entre africanos e croatas nesta terça-feira, na Arena da Amazônia, às 19h (de Brasília), o Brasil joga pelo empate na última rodada para se classificar às oitavas.
Ochoa frustra Neymar
O desafio na arquibancada já estava lançado havia tempos, desde que os portões do Castelão foram abertos. Restava saber como os jogadores se comportariam dentro de campo, tamanha a agitação dos torcedores. Destemido, o México foi para o ataque nos primeiros minutos. Foi também para cima de Neymar, caçado pelos rivais.
A iniciativa mexicana fez a Seleção, ainda lenta, buscar rapidez. Dependente das boas jogadas de Neymar ou das armadas por Oscar, o Brasil chegou com perigo aos dez minutos. O meia recebeu de Marcelo e tocou para Fred finalizar. A bola bateu na rede pelo lado de fora e enganou o auxiliar – ele chegou a correr para o meio como se sinalizasse gol, mas depois marcou impedimento.
Enquanto mexicanos e brasileiros disputavam grito a grito e hegemonia da arquibancada, dentro das quatro linhas o Brasil cresceu de produção. Mas ainda longe de levar muito perigo a Ochoa. No primeiro lance mais agudo, o goleiro mexicano protagonizou uma das defesas mais lindas da Copa até agora, após cabeçada de Neymar.
Sem Hulk, poupado por causa de um problema na coxa esquerda, Felipão iniciou com Ramires pelo lado direito do ataque. Mas o inverteu com Oscar na metade final do primeiro tempo. Ficou claro, no entanto, que faltava algo à Seleção. Monotemático, o México só arriscava de longe. Também faltava algo.
Ao menos no primeiro tempo, a criatividade dos torcedores na arquibancada não transferiu para dentro de campo o mesmo clima. Só mesmo Ochoa dava seu show à parte. Antes do intervalo, fez mais uma defesa, mais discreta, porém, decisiva também, quando salvou de joelho conclusão de Paulinho em passe de peito de Thiago Silva após cobrança de falta para a área.
Para que a euforia da torcida se fizesse presente dentro do gramado, Felipão apostou no garoto que, segundo ele, tem "alegria nas pernas". Bernard entrou na vaga de Ramires no intervalo. Logo em seu primeiro lance, o atacante fez a massa verde-amarela se levantar. Mas sua arrancada, seguida de cruzamento para Neymar, não deu certo.

Não deu certo também a tentativa do Brasil de pressionar o México. Pelo contrário. Foi o time adversário que empurrou a Seleção para o campo de defesa. Mesmo que com sua única jogada de perigo (o chute de fora da área), os mexicanos fizeram Felipão parar com os braços cruzados na área técnica e olhar de reprovação ao time.
Foi preciso uma cobrança de falta para dar fôlego novamente ao Brasil. Aos 17 minutos, depois de incômoda pressão mexicana, Neymar bateu colocado, assustando Ochoa. Era preciso mais. Felipão, então, resolveu mudar o centroavante: saiu Fred para a entrada de Jô. Aplausos e vaias se misturaram na saída do camisa 9.
Na base da correria, a Seleção continuou tentando. Mas parou em Ochoa. De novo. O goleiro mexicano defendeu outro chute de Neymar e frustrou a torcida cearense. Em seguida, sozinho diante do camisa 13, Jô se precipitou ao receber de Bernard livre dentro da área e concluiu torto.
Felipão fez a última substituição, trocando Oscar por Willian. Mas do outro lado Ochoa continuava em campo, parando a Seleção. Aos 40, o goleiro buscou outra cabeçada certeira, de Thiago Silva, em cobrança de falta pela ponta de Neymar.
E os mexicanos ainda assustaram a torcida brasileira duas vezes antes do apito final, em chutes cruzados de Guardado e Jiménez. Mas Julio César também apareceu bem.

Com emoção e polêmica, Brasil vence a Croácia na estreia da Copa do Mundo

Com emoção e polêmica, Brasil vence a Croácia na estreia da Copa do Mundo François Xavier Marit/AFP
Os croatas sentiram o gostinho de comemorar o primeiro gol da Copa do Mundo.
PRIMEIRO GOL (Brasil 0 x 1 Croácia),
A Croácia foi um adversário difícil e, desde o início, ameaçou nos contra-ataques. Foi em um desses contra ataques que, depois da jogada pela esquerda, o lateral Marcelo fez o primeiro gol contra da Copa.
Em uma metalúrgica em Curitiba, os patrões descendentes de croatas comemoraram o 1 a 0. Em São Paulo, mais vibração no clube que reúne croatas e descendentes que vivem na capital paulista. No Brasil, a colônia croata tem mais de 50 mil pessoas.
A maior festa, claro, foi em Zagreb, capital da Croácia. Milhares de torcedores festejaram o gol que trouxe a ilusão de uma surpresa na abertura da Copa. Mas a alegria deles só durou até os 28 minutos do primeiro tempo.
SEGUNDO GOL (Brasil 1 x 1 Croácia)
Os brasileiros respiraram aliviados quando saiu o gol de empate do Neymar. Em frente à Praça das Bandeiras, na praia do Gonzaga, em Santos, os torcedores costumam comemorar as vitórias da seleção brasileira. Neymar empatou o jogo após receber um passe de Oscar, avançou e chutou rasteiro no canto.
A vibração dos torcedores foi grande em toda a Baixada Santista, que tem um motivo a mais para comemorar. O craque do Barcelona foi revelado para o mundo no Santos.
Em São Vicente, cidade vizinha a Santos, a multidão que acompanhava todos os lances por um telão instalado na praia do Itararé fez uma grande festa. 

Em Itanhaém, 5 mil pessoas acompanharam o jogo na Praça da Matriz. E, assim que saiu o segundo gol de Neymar, que praticamente definiu a partida, a euforia foi geral.
TERCEIRO GOL (Brasil 2 x 1 Croácia)
O segundo gol do Brasil veio de um pênalti duvidoso, cavado por um mineiro que virou carioca. Com o jogo empatado, aos 23 minutos do segundo tempo, o Fred, com aquela malandragem, aquela ginga típica do carioca cavou um pênalti, no mínimo, duvidoso.
O jogador da Croácia encostou o braço no Fred, ele caiu e o juiz Nishimura, do Japão, deu o pênalti. Neymar se posicionou, beijou a bola, deu uma paradinha e bateu forte.
O goleiro chegou a defender, mas a bola entrou e o Brasil virou o jogo. No Rio de Janeiro, uma explosão de alegria no Alzirão, na Tijuca, bairro da Zona Norte.
Mas os croatas pressionaram. Tranquilidade mesmo só depois que o Brasil ampliou o placar.
QUARTO GOL (Brasil 3 x 1 Croácia)
No final do jogo, a comemoração do terceiro gol do Brasil foi especial para os gaúchos. O gol do alívio veio só no final da partida e foi merecido para a torcida e para o meia Oscar, que participou dos passes decisivos e nunca desistiu das jogadas, mesmo quando cercado pelos croatas.
O Ramires brigou pela bola e o Oscar, sozinho, encarou a defesa e, de fora da grande área, deu um chute de bico, um toquezinho. Porto Alegre vibrou em dobro com esse gol e olha que ele não é gaúcho.
O jogador, que é ídolo dos colorados, deslanchou no Internacional e viveu bons momentos da carreira no estádio Beira Rio, palco desta Copa em Porto Alegre.
FICHA TÉCNICA   

BRASIL (3) 

Julio César; Daniel Alves, Thiago Silva, David Luiz, Marcelo; Luiz Gustavo, Paulinho (Hernanes); Oscar, Hulk (Bernard), Neymar (Ramires); Fred 

Técnico: Luiz Felipe Scolari   

CROÁCIA (1) 
Pletikosa; Srna, Corluka, Lovren, Vrsaljko; Modric, Rakitic, Kovacic (Brozovic), Perisic; Olic e Jelavic (Rebic) 

Técnico: Niko Kovac 

Gols: Marcelo (B), contra aos 10, Neymar (B), aos 28 minutos do 1º tempo. Neymar (B), aos 25, e Oscar (B), aos 45 minutos do 2 º tempo 
Cartões amarelos: Neymar e Luiz Gustavo (B); Corluka e Lovren (C) 
Arbitragem: Yuichi Nishimura, auxilado por Toshiyuki Nagi e Toru Sagara 
Local: Arena Corinthians, em São Paulo (SP). 

quarta-feira, 11 de junho de 2014

Torcedores enfrentam garoa e frio para receber a seleção brasileira em São Paulo

A seleção brasileira já está em São Paulo para a estreia na Copa do Mundo, quinta-feira. Por volta das 22h40 a delegação desembarcou no aeroporto de Congonhas e 45 minutos depois chegou ao hotel em que vai passar duas noites antes da partida contra a Croácia, às 17h, do dia 12 de junho. Cerca de 150 torcedores receberam o ônibus na porta do hotel sob uma insistente garoa. 
Como virou regra por onde a seleção passa, uma verdadeira operação de guerra foi montada para a chegada do ônibus ao local da hospedagem dos atletas. Batedores da polícia militar fizeram a escolta e oficiais do Exército aguardavam o ônibus na estreita Rua Joinville, na Vila Mariana. 
Foram postas grades nas calçadas para impedir que as pessoas caminhassem na rua ou até a porta do hotel. Vendedores ambulantes tinham bandeiras do Brasil a R$ 5. E muitos torcedores com a camisa da seleção estavam ali. 
Quando o ônibus apareceu na acanhada rua, os gritos e os flashes tomaram conta da antes pacata vizinhança, mas os jogadores pareceram não se importar com quem estava ali. Só Thiago Silva e Maicon acenaram para os torcedores.
A programação para esta quarta-feira prevê um treino de reconhecimento do gramado da Arena Corinthians às 15h30. Neymar e Luiz Felipe Scolari darão entrevista coletiva no estádio em Itaquera.

Homem-gol de Felipão, Fred larga vida de solteiro e busca repetir sucesso da Copa das Confederações

Brazil v Spain: Final - FIFA Confederations Cup Brazil 2013
Jovem na Copa do Mundo de 2006, Fred  marcou um gol em gramados alemães, porém, a vida de solteiro virou foco e o atacante ficou fora da lista de Dunga para o mundial da África do Sul. Quatro anos depois, o mineiro tem nova chance, dessa vez como centroavante titular da seleção brasileira.
Com a missão de substituir nomes como Ronaldo, Romário e Careca, que tiveram sucesso com a camisa do Brasil em Copas, Fred se tornou homem de confiança de Felipão e caiu nas graças da torcida brasileira, principalmente depois da Copa das Confederações. O atacante fez cinco gols, sendo dois na final contra a Espanha.
Nascido em Teófilo Otoni,  em Minas Gerais, Fred chamou a atenção do país pela primeira vez ainda com 19 anos.Pelo América-MG, ele marcou um golaço do meio-de-campo, logo aos três segundos em jogo da Copa São Paulo de Juniores de 2003. Contratado pelo Cruzeiro em 2004, foi com a camisa azul que apareceu de vez. Pelo time da Toca da Raposa virou ídolo e ganhou fama de goleador.
Oportunista , Fred virou alvo do futebol europeu e se transferiu para o Lyon, em 2005. Na França, começou bem e ao lado de Juninho Pernambucano e Cris conquistou o campeonato nacional em três oportunidades. Revelação, foi convocado por Parreira para a Copa de 2006, onde fez um gol na vitória por 2 a 0 contra a Austrália, em partida da fase de grupos. Na época, Fred era reserva de Ronaldo no ataque brasileiro.
Entre altos e baixos no Lyon,  Fred perdeu espaço na seleção e passou quase quatro anos, de  julho de 2007 a junho de 2011, sem figurar entre os convocados. Em 2009, o atacante voltou para o Brasil em 2009, para atuar pelo Fluminense. Nesse momento da carreira, o atacante admitiu que a vida de solteiro tomou conta e perdeu o foco nos gramados.
“São coisas que só a maturidade e a experiência trazem. Algumas coisas acontecem por acidente ou porque tem que ser mesmo, mas mudei a postura inteira, porque vim solteiro da França para o Rio de Janeiro e acabei levando para minha vida pessoal. Agora, o futebol é a coisa mais importante da minha vida e, se tenho treino de manhã, não saio para jantar”, disse o atacante, que retornou ao Brasil após se divorciar da mãe de sua filha Giovana. Assim, não teve chances com Dunga e ficou de fora da Copa de 2010, na África do Sul.
Mas foi com o Fluminense que Fred ressurgiu. Pelo time carioca, foi protagonista dos títulos brasileiros de 2010 e 2012. O oportunismo e a fama de goleador voltaram e o atacante começou a aparecer nas convocações de Mano Menezes. No entanto, foi criticado na Copa América de 2011, quando perdeu pênalti nas quartas de final, diante do Paraguai.
Com a chegada de Felipão, seguiu sendo convocado e teve a chance de disputar a Copa das Confederações. Não teve boas atuações nas duas primeiras primeiras partidas e chegou a ser questionado, mas fez dois gols contra a Itália e ganhou mais confiança. Marcou outro na semifinal diante dos uruguaios e o ápice veio na grande decisão, com os espanhóis. Fred balançou as redes duas vezes e levantou o Maracanã na vitória brasileira por 3 a 0.
Porém, se foi idolatrado por seus gols na Copa das Confederações, foi severamente criticado por sua temporada no Fluminense. Sofreu com lesões e atuou apenas em cinco partidas na campanha que rebaixou o time carioca no Brasileirão de 2013. Mais tarde, com a perda de pontos da Portuguesa, por conta da escalação irregular do meia Héverton, o Fluminense voltou à primeira divisão.
Agora, aos 30 anos, Fred encara a sua segunda Copa da carreira tentando provar que se livrou de vez da vida de solteiro e das lesões. Com a confiança de Felipão, ele tem a missão de  ser o homem-gol do Brasil e a responsabilidade de levar a seleção ao hexa, em casa.

Felipão abraça convicções e banca time campeão na estreia apesar de contestações

O time que venceu a Espanha na final da Copa das Confederações, há quase um ano, é o que inicia a Copa do Mundo com a seleção brasileira nesta quinta-feira, 17h, na Arena Corinthians, contra a Croácia. Os 11 titulares escolhidos por Luiz Felipe Scolari atuaram juntos apenas uma vez nesses últimos meses (no amistoso contra a Sérvia, na última sexta) e o técnico defende suas convicções para não mudar nada, apesar de ouvir contestações de jornalistas todos os dias. 
"Não adianta. Quem escala sou eu. Quem é pago para escalar o time sou eu. Pode falar de Paulo, Pedro, Juca. Eu não vou mudar", disse o técnico depois da partida vencida no Morumbi. A principal contestação em relação ao time é a utilização de Oscar, que desempenhou um papel inferior ao de Willian nos dois jogos pré-Copa, contra o Panamá e contra a Sérvia. O Brasil só conseguiu confirmar as vitórias depois da troca dos dois.
"Parecem que querem me tirar e colocar o Willian só por causa de alguns jogos. Fui bem contra a África do Sul (em março), fiz gol e sei do meu potencial", disse o jogador depois da partida contra os sérvios. 
A opção de Felipão por não mudar o time que devolveu a confiança ao torcedor depois da incontestável vitória por 3 a 0 sobre os espanhois no último dia 30 de junho faz parte do estilo que o técnico emprega onde quer que trabalhe.
Mais do que o momento de um outro jogador, o que vale é a confiança que ele tem nos jogadores que escolhe. Quem é contestado normalmente devolve a ele o que quer. E Oscar não foi o único na preparação para a Copa do Mundo. 
A seleção enfrenta a Croácia com Julio Cesar; Daniel Alves, Thiago Silva e Marcelo; Luiz Gustavo, Paulinho e Oscar; Hulk, Neymar e Fred. Desses 11, à exceção dos zagueiros e do lateral-esquerdo, todos tiveram sua posição contestada por torcida e imprensa. E Felipão não deu ouvidos.
O goleiro Julio Cesar está no Toronto FC. Jogou apenas nove partidas em 2014. E mantém o status intacto. Fred se contundiu em 2013, ficou meses sem jogar e neste ano perdeu quatro pênaltis seguidos pelo Fluminense. A camisa 9, contudo, continua com ele. Antes da Copa das Confederações, Lucas era o queridinho da torcida para o lugar de Hulk. E Felipão não deu bola. Nem levou o garoto do PSG para a Copa e manteve seu titular do ataque.

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Diego Alves diz não se preocupar com Seleção: 'Por enquanto não me interessa'

Diego Alves comemora gol do Valencia diante do Barcelona, na vitória de 3 a 2 no dia 1º de fevereiro, pelo Campeonato Espanhol.
Um dos destaques do Valencia na atual temporada, depois de um longo período revezando com o espanhol Vicente Guaita como titular, o goleiro Diego Alves garantiu nesta quarta-feira que não está preocupado em ser ou não convocado pelo técnico Luiz Felipe Scolari para a seleção brasileira às vésperas da Copa do Mundo.
"Por enquanto não me interessa. Trabalho para o Valencia e tento jogar bem. É uma decisão de um técnico e da confiança que tem em seus jogadores. Se ele tem sua equipe, eu o respeito", declarou o goleiro.
Diego Alves ainda não teve uma oportunidade com Felipão, que vem preferindo Julio César (Toronto), Jefferson (Botafogo), Diego Cavalieri (Fluminense) e Victor (Atlético-MG).
Nesta quinta-feira, o arqueiro defenderá a equipe espanhola contra o Dínamo de Kiev no jogo de volta pela fase de 16 avos de final da Europa League. Apesar da vantagem de ter vencido por 2 a 0 na ida, o arqueiro pediu atenção e destacou que a eliminatória ainda não está definida.
"Se nos relaxamos, passaremos por apuros. A tensão tem que ser máxima. Conseguimos um bom resultado no primeiro jogo, mas eles podem fazer o mesmo aqui. É preciso ter a mentalidade de continuar crescendo e jogar para vencer", alertou.

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Sem surpresas, Felipão fecha lista de convocados com jogadores que atuam no Brasil

Fred comemora gol contra o Macaé. (Foto: Nelson Perez / Fluminense FC)
Conforme prometido, Felipão completou sua lista de convocados com três jogadores que atuam no Brasil. E, apesar de todas as especulações, o treinador não trouxe nenhuma novidade para a última convocação antes da Copa do Mundo. Scolari fechou seu grupo com o goleiro Jefferson, do Botafogo, e os atacantes Fred e Jô, de Fluminense e Atlético-MG, respectivamente.

Os três nomes estiveram no elenco campeão da Copa das Confederações em 2013 e se tornaram jogadores de confiança para Felipão. Para muitos, inclusive, a estratégia de adiar a convocação dos atletas que atuam no Brasil serviu para esperar a recuperação de Fred, considerado peça fundamental no esquema. Além disso, Jô ganhou muitos pontos após marcar gols importantes na competição internacional. Jefferson, por sua vez, é o reserva imediato de Julio César e está praticamente garantido no Mundial.

A convocação frustra a esperança de alguns atletas, principalmente no ataque. Hernane e Alan Kardec, que vivem excelentes fases, esperavam receber uma oportunidade nesta convocação. Além disso, a escolha por Jefferson deixa um ponto de interrogação na terceira vaga para o gol. Victor e Diego Cavalieri são os favoritos para ocupar a vaga, mas, pelo menos nesta convocação, nenhum dos dois saiu em vantagem.

sábado, 22 de fevereiro de 2014

Ronaldo lamenta não ser magro para jogar Copa e evita pedir Adriano na seleção



O ex-atacante Ronaldo, hoje membro do COL (Comitê Local para a Copa), falou nesta sexta-feira sobre a frustração de não poder aos 37 anos estar em condições de jogar o Mundial no Brasil. Com bom humor, disse que sonhou em ter quilos a menos para ainda ser jogador. Ele ainda falou sobre Adriano, que depois de dois anos voltou a atuar. O “Fenômeno”, contudo, não se animou com a situação do ex-parceiro de seleção hoje no Atlético-PR.
“Esperava ter uns anos a menos e uns quilos a menos também para jogar essa Copa. Mas tenho essa oportunidade no COL, um trabalho que faço porque amo meu país e por acreditar que a Copa é uma grande oportunidade de negócio e de legado para o meu país. Até a Copa minha missão é tentar convencer a todos que ainda não entenderam isso que a Copa é um projeto muito importante para o Brasil”, disse Ronaldo.
Na entrevista coletiva em que participou em Florianópolis, Ronaldo foi perguntado se Adriano ainda poderia ter chances no time da seleção brasileira. A situação do atacante do Atlético-PR foi comparada com a de Ronaldo entre 2000 e 2001, quando não atuou por conta de lesões e recuperação de cirurgias no joelho. Felipão então bancou o atacante, que terminou o Mundial do Japão e da Coreia do Sul como artilheiro com oito gols, dois na final contra a Alemanha.
“Em 2002 e machuquei passei dois anos só me dedicando a voltar para a Copa. Felipão confiou e eu correspondi. Antes de se falar do Adriano ele tem de dar demonstração pra ele mesmo do que ele quer. Todo mundo torce por ele e espera uma resposta dele. Faz alguns anos que ele não joga, mas aí não é uma questão só esportiva. É uma questão de vida”, comentou.
Ronaldo e Adriano atuaram juntos na Copa de 2006 na Alemanha. Em 2011, depois da sua aposentadoria como jogador do Corinthians, Ronaldo ajudou a fechar o acordo que conduziu o “Imperador” para o time paulista. Em um ano no clube, Adriano atuou apenas oito vezes e marcou dois gols, o último em fevereiro de 2012. No Atlético-PR ele atuou por alguns minutos em partida da Libertadores contra o Strongest há uma semana.

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Felipão nega lobby por Adriano, Kaká e Kardec e confirma convocação para segunda

O técnico Luiz Felipe Scolari chamou de “lobby da imprensa” as possíveis convocações de Adriano e Alan Kardec para o amistoso contra a África do Sul, dia 5 de março, em Joanesburgo. Felipão negou que tenha conversado com Antonio Lopes, gerente do Atlético-PR, ou com Seedorf, técnico do Milan, sobre Kaká. O atacante do Palmeiras também teve seu nome cogitado em mesas redondas.
“Isso é tudo lobby que fazem quando acham que tem de chamar jogador. Eu considero todos os jogadores. Tenho de fazer as minhas observações, não apenas com um fator. Vou conversar com Parreira e Murtosa”, disse Felipão.
O treinador confirmou que a lista de 16 jogadores chamados para o último amistoso antes da relação final da Copa do Mundo ganhará “três ou quatro” nomes na segunda-feira, dia 24. O técnico chamará um goleiro e dois atacantes do futebol brasileiro. Um quarto nome pode pintar, mas o treinador preferiu não se antecipar.
Quando perguntado se conversou com Lopes sobre Adriano, o técnico disse que não. “Mentira”. O ex-atacante da seleção brasileira não jogava há quase dois anos e voltou a atuar na última semana pelo Atlético-PR. Felipão não escondeu o espanto quando ouviu a pergunta sobre uma eventual convocação do jogador de 31 anos.

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Únicos bancados por Felipão, Fred e Julio Cesar sofrem a quatro meses da Copa


Luiz Felipe Scolari tem cerca de 20 certezas entre os 23 jogadores que levará para a Copa do Mundo em junho. Mas só dois jogadores ganharam com todas as letras e publicamente a vaga tão sonhada: o atacante Fred e o goleiro Julio Cesar. Para o azar de Felipão, os dois são únicos titulares da seleção brasileira campeã da Copa das Confederações de 2013 que vivem momento de incertezas nos clubes que defendem.

Nesta terça-feira, quando divulgar a lista dos jogadores que enfrentarão a África do Sul em 5 de março - será a última convocação antes da divulgação da lista final para a Copa, em maio -, Felipão poderá esclarecer o peso que o atual momento de duas peças-chave para sua equipe representa para a lista do dia 7 de maio, a definitiva para a Copa do Mundo. 

A quatro meses da Copa, Julio Cesar negocia sua transferência do Queens Park Rangers para o Toronto FC, time canadense que disputa a MLS, a liga de futebol dos EUA. Ainda que consiga a transferência, Julio jogará apenas sete vezes até a convocação final de Felipão. Pelo time inglês, o goleiro atuou apenas uma vez nesta temporada, na derrota por 4 a 0 para o Everton, na Copa da Inglaterra, em janeiro. 
Em setembro, com a posição de terceiro goleiro de Julio Cesar já definida no QPR, Felipão bancou o seu camisa 1 no Mundial. “Mesmo que ele não jogar, vai para a Copa. Daí para com essa frescura. Entre os três ele estará. Gosto, admiro e ele é muito bom. Mas muito bom mesmo", disse Felipão após amistoso contra Portugal. O técnico, contudo, sugeriu a Julio Cesar buscar um clube para atuar com mais regularidade até o Mundial e tentou que ele fechasse com o Grêmio, mas sem sucesso. 
A situação de Julio Cesar preocupa Felipão, mas o atual momento de Fred recebe mais atenção do treinador. O atacante do Fluminense atuou três vezes em 2014 (seus primeiros jogos desde setembro) e já se contundiu. Ficou fora do clássico contra o Flamengo, no sábado, e Carlos Alberto Parreira, coordenador técnico, não escondeu sua procupação.
"É claro que esse ciclo de contusões preocupa. Se acontecer mais uma vez, vai prejudicar até a convocação final (do Mundial). Conversei com ele e vi que também está preocupado. Quer jogar. É importante que esteja em campo no fim de março, em abril e em maio", disse Parreira à TV Globo. Em setembro, após a lesão que tirou Fred de toda a reta final do Brasileirão, Felipão ressaltou que nem cogita tirar o atacante da sua convocação fipara a Copa. "O Fred faz parte da minha lista até o final". 
As opções de Felipão para a eventual ausência de Fred é o que mais preocupa a comissão técnica. São poucos os camisas 9 que tiveram chances com o técnico. Jô, reserva de Fred na Copa das Confederações e assíduo nas listas do segundo semestre, sairia na frente. A tendência é que as dúvidas do técnico sejam amenizadas após a convocação desta terça. Felipão já alertou que haverá novidades nesta lista.