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terça-feira, 10 de março de 2015

Palmeiras chega a 100 mil sócios e entra no top 10 mundial

Palmeirenses já somam mais de 100 mil sócios no programa Avanti Foto: Marcos Bezerra / Futura Press
Impulsionado pela inauguração do Allianz Parque e pela empolgação com a temporada 2015, o Palmeiras ultrapassou a marca dos 100 mil sócios-torcedores em ranking divulgado nesta terça-feira pelo Movimento por um Futebol Melhor. De quebra, o clube agora figura no top 10 mundial, ultrapassando o Manchester United, que informou em 2014 ter 100 mil sócios.

O clube brasileiro com mais sócios-torcedores continua sendo o Internacional, com 130.205. O Palmeiras tem agora especificamente 100.109 torcedores inscritos no programa Avanti. Corinthians (83.356) e Grêmio (81.012) aparecem na sequência do ranking liderado pelo Benfica, com 270 mil sócios.
“É uma marca histórica, que coloca o Avanti como uma referência mundial. O palmeirense entendeu que, quanto mais ele ajudar, mais o clube será recompensado, tanto por meio de novos reforços como em ter uma estrutura sólida”, declarou o presidente Paulo Nobre.
Porém, vale uma ressalva em relação ao número dos europeus. Os clubes costumam apresentar estimativa de sócios anualmente. Ultrapassado pelo Palmeiras, o Manchester United avisou o Movimento por um Futebol Melhor que só irá atualizar o número na temporada 2015/2016.
Veja abaixo o ranking dos 14 times com mais sócios no mundo: 
POSIÇÃOCLUBENÚMERO DE SÓCIOS
Benfica270.000
Bayern de Munique238.000
Arsenal225.000
Real Madrid206.500
Barcelona154.000
Internacional130.205
Porto125.000
Borussia Dortmund111.000
Inter de Milão105.915
10ºPalmeiras100.109
11ºManchester United100.000
12ºCorinthians83.356
13ºGrêmio81.012
14ºAtlético de Madrid73.500

segunda-feira, 2 de março de 2015

Palmeiras quebra jejum de mais de dois anos com gol de falta de Robinho

O primeiro gol de Robinho na vitória por 2 a 0 sobre o Capivariano acabou com um longo jejum do Palmeiras, que não marcava em cobrança de falta há mais de dois anos. Na noite de sábado, depois de brilhar no Palestra Itália, o meio-campista citou como espelho um jogador que fez história com a camisa alviverde.
“Às vezes, a gente acerta um pouquinho. Fazia uns cinco anos que eu procurava esse gol de falta. Aprendi muito com o Alex no Coritiba”, afirmou o meio-campista, citando o período em que trabalhou com o ex-camisa 10 palmeirense no time do Paraná.
Antes de Robinho fazer contra o Capivariano, o último gol de falta marcado pelo Palmeiras havia sido em 27 de janeiro de 2013, quando Ayrton balançou a rede contra o Penapolense, no Pacaembu.
Naquela ocasião, o time da capital acabou perdendo por 3 a 2 para os visitantes, e o gol não ajudou Ayrton a se firmar no clube, pois foi emprestado posteriormente ao Vitória. O lateral direito voltou ao time paulista no início deste ano, mas não vem sendo aproveitado por Oswaldo de Oliveira e nem sequer foi inscrito no Paulistão.
Já neste sábado, Robinho mostrou que pode ter um caminho mais vitorioso. O lance que abriu o placar para o Palmeiras aconteceu aos 35 minutos do segundo tempo, depois que Cristaldo sofreu falta perto da área. Zé Roberto, que já havia desperdiçado uma cobrança pouco antes, quando mandou perto da trave, posicionou-se diante da bola.
Porém, Robinho foi quem fez a cobrança e acertou o ângulo da meta defendida por Douglas, que saltou e não alcançar. Perto do fim, o mesmo meia marcou o segundo gol, finalizando da entrada da área, depois de assistência de Dudu.
“Sou quem chuta menos e meu pai me cobra muito por isso. Eu estava sozinho, não tinha como tocar, e acertei a batida”, completou o atleta, que é titular de Oswaldo de Oliveira e divide a artilharia do clube no Paulistão com Cristaldo, ambos com três gols.

São Paulo confirma contratação do volante Wesley até o fim de 2018

01.mar.2015 - Volante Wesley é anunciado no site oficial do São Paulo como novo reforço do time
Depois de passar seis meses negando um acordo com o Wesley, o São Paulo finalmente anunciou a contratação do volante, que encerrou seu contrato com o Palmeiras nesta sexta-feira.
O anúncio foi feito através do perfil do programa sócio torcedor no Twitter. O jogador terá contrato com o São Paulo até o final de 2018.
"O Wesley chega para fechar o nosso grupo. Ele é um jogador versátil, que teve passagens por clubes importantes e que com certeza será muito útil para qualificar ainda mais o nosso elenco", disse o vice de futebol Ataíde Gil Guerreiro.
Wesley foi campeão do Paulistão e da Copa do Brasil jogando pelo Santos ao lado de Ganso em 2010. Foi contratado pelo Werder Bremen, da Alemanha, mas não conseguiu se firmar e acabou sendo contratado pelo Palmeiras.
O acerto estava fechado desde a temporada passada, mas não era confirmado pela diretoria do São Paulo.
A contratação é mais um capítulo da rusga entre o presidente são-paulino, Carlos Miguel Aidar, e do Palmeiras, Paulo Nobre. No ano passado, o São Paulo tirou do rival o atacante Alan Kardec.  

domingo, 30 de novembro de 2014

VERDÃO BATE O VITÓRIA, SAI DA LANTERNA, MAS OS DOIS TIMES SOFREM NO Z-4

Lucio gol Palmeiras (Foto: Marcos Ribolli)
Ainda foi pouco para amenizar o desespero da zona da degola. Mas o torcedor do Palmeiras ao menos comemorou nesta quinta. Após a impiedosa goleada sofrida para o Goiás por 6 a 0 no fim de semana, o time reagiu, bateu por 2 a 0 o Vitória, no Pacaembu, pela 24ª rodada do Brasileirão - gols de Lúcio e Henrique -, saiu da lanterna e tenta recuperar a confiança. O Rubro-Negro baiano vê freada sua sequência de duas vitórias e volta a agonizar.
Agora com 25 pontos, o Verdão segue na zona de rebaixamento – é o 17º colocado. O time baiano retornou ao Z-4. Com 24, aparece no 18º lugar. As duas equipes voltam a campo pelo Brasileirão no domingo. O Vitória joga mais uma vez fora de casa, contra o Atlético-MG, às 16h, no Independência, em Belo Horizonte. E o Palmeiras, às 18h30, visita o Figueirense, no estádio Orlando Scarpelli, em Florianópolis.
O jogo
A goleada de 6 a 0 para o Goiás mexeu com o Palmeiras. Fora de campo, protestos. Dentro dele, mudanças. Principalmente de postura. Nesta quinta-feira, contra o Vitória, apesar da limitação técnica, o Verdão conseguiu propor mais o jogo. O Vitória jogou na base do contra-ataque. Sem sucesso.
Melhor para o Palmeiras. Com mais posse de bola, o Alviverde chegou ao gol com Lúcio, aos 25 minutos. O zagueiro aproveitou cobrança de escanteio de Victor Luis e fez de cabeça. O Vitória tentou responder à altura com William Henrique, mas ele perdeu gol incrível. Valdivia ainda teve chance de ampliar, mas pegou mal na bola.
O chileno, porém, não errou no segundo tempo, ao iniciar a jogada do segundo gol do Palmeiras. Ele tocou para Cristaldo. O argentino passou para Bernardo, que rolou para Henrique completar para o gol. Jogada bem trabalhada do Verdão. Sem força, o Vitória sentia dificuldade na tentativa de uma reação.
Mais solto do que em outras ocasiões, o Verdão até arriscou jogadas ousadas, com melhor toque de bola. Teve até passe de costas de Valdivia – algo que irritou os jogadores do Vitória. Sem conseguir ter o domínio da partida, o time baiano passou a se defender mais do que tentar atacar. A derrota já estava sacramentada.

terça-feira, 23 de setembro de 2014

NO SERRA DOURADA, GOIÁS MASSACRA O PALMEIRAS E O AFUNDA NA LANTERNA: 6 A 0

Jackson e Cristaldo Goiás x Palmeiras (Foto: Adalberto Marques / Ag. Estado)
O Goiás afundou o Palmeiras na lanterna do Campeonato Brasileiro. E com uma goleada daquelas difíceis de esquecer. Sem muita dificuldade, o Esmeraldino aplicou 6 a 0 no adversário, neste domingo, no Serra Dourada, pela 23ª rodada da competição. Com um gol atrás do outro (quatro no primeiro tempo e dois no segundo), os donos da casa ganharam fôlego para alçar voos maiores na tabela e nocautearam o desesperado adversário, que sofreu sua maior derrota na história dos Brasileiros, empatando com os 6 a 0 sofridos para o Inter em 1981, no Beira-Rio.
Com essa vitória, a equipe goiana sobe para a décima colocação, com 30 pontos. 
E o Palmeiras, com 22, amarga a última colocação de forma preocupante. Os dois voltam a campo pelo Campeonato Brasileiro na próxima quinta-feira, às 19h30. O time goiano visita o Botafogo, no Rio de Janeiro, e a equipe paulista, em clima mais tenso, receberá o Vitória, no Pacaembu.
O jogo

O Goiás não precisou de muito esforço para derrubar o Palmeiras no Serra Dourada. Em todos os quatro gols marcados no primeiro tempo, o time de Goiânia contou com a colaboração dos palmeirenses. As falhas foram seguidas. João Pedro, Victorino, Victor Luis, Lúcio, Deola...
E olha que o Palmeiras até começou com iniciativa. Cristaldo teve chance, mas desperdiçou. Já o Goiás... Aos seis, Ramon passou nas costas de João Pedro e abriu o placar. Aos 11, Victorino errou, e Esquerdinha foi acionado para marcar. Aos 27, Victor Luiz vacilou, e Erik fez. E aos 26, David aproveitou tiro livre indireto: 4 a 0 - Lúcio e Deola bobearam.
Desesperado, o palmeirense Dorival Júnior fez logo as três mudanças no intervalo. Josimar, Juninho e Cristaldo deram lugar a Henrique, Bernardo e Bruno César. Só que não deu tempo de saber se mudaria alguma coisa. Logo aos três minutos, o quinto gol do Goiás. Thiago Mendes pegou de primeira, após rebote de Lúcio.
Sem mais nada a perder, o Palmeiras partiu para o campo de ataque na tentativa de amenizar o vexame no Serra Dourada. Tentou com Henrique, com Diogo, com Bernardo, mas não havia forças para reação. Para piorar, Allione foi expulso por falta dura em Esquerdinha, e Victorino, machucado, teve de seguir em campo porque o técnico já havia feito as três substituições. Com a defesa adversária aberta, o Goiás ainda teve tempo de ampliar para 6 a 0, com gol de Wellington Júnior, em falha de Deola.

sábado, 20 de setembro de 2014

COM DIREITO A POLÊMICA, PALMEIRAS E FLA EMPATAM, E VERDÃO ENTRA NO Z-4

Palmeiras x Flamengo - Alecsandro (Foto: Agência Estado)
Um tempo para o Flamengo, um tempo para o Palmeiras, e tudo igual no placar do Pacaembu. Em mais um jogo com arbitragem polêmica, cariocas e paulistas empataram por 2 a 2 na noite desta quarta-feira, pela 22ª rodada do Brasileirão. Pior para o Verdão, que entra na zona de rebaixamento e volta para casa ainda de cabeça cheia, questionando um toque de mão de Eduardo da Silva no segundo gol rubro-negro, marcado por Alecsandro, e um pênalti não marcado em Henrique. Canteros abriu o placar para os visitantes, enquanto Diogo e Victor Luis fizeram a festa dos palmeirenses, que não pouparam as gargantas para apoiar a equipe. Valdivia foi expulso.
A entrada do chileno, por sinal, foi determinante para que o Palmeiras ganhasse sobrevida. Polêmicas à parte, o Flamengo conseguiu dominar as ações na etapa inicial e usou a situação delicada do rival a seu favor. Bem postado, o Rubro-Negro apostou na velocidade do contragolpe e abriu vantagem. A saída de Cáceres no intervalo, entretanto, desmontou o setor defensivo. Com a inteligência de Valdivia, o Verdão reagiu e pressionava, até que o camisa 10 pisou em Amaral após cometer falta e colocou tudo por água abaixo. Tudo isto para um público de 20.587 pessoas (19.350 pagantes), que gerou uma renda de R$ 464.752,50.
Com o empate, o Palmeiras é o 18º colocado, com 22 pontos, e encara o Goiás, domingo, às 18h30m (de Brasília), no Serra Dourada. Já o Flamengo pulou para 29 pontos, se manteve na décima posição, e terá pela frente o clássico com o Fluminense, também no domingo, às 16h, no Maracanã.
O Flamengo entrou em campo como franco-atirador. Em situação bem mais tranquila no Brasileirão, deixou a bola com o Palmeiras, à espera de espaços para contra-atacar diante de um rival pressionado. E a estratégia deu certo. Logo aos 12 minutos, João Paulo apareceu bem pela esquerda e cruzou para trás. Juninho se atrapalhou todo e foi desarmado por Canteros, que limpou a jogada e chutou bonito para abrir o placar. Era tudo que os cariocas queriam, e a pressão sobre o Verdão aumentava a cada toque na bola, com direito a vaias.
Organizado, o Rubro-Negro seguia apostando na velocidade, e aos 31 já tinha 2 a 0 no placar. Em raro avanço ao ataque, Léo Moura descolou lindo passe para Eduardo da Silva. O croata dividiu com Deola, contou com a ajuda do braço para levar a melhor e tocou para Alecsandro escorar de cabeça. Nova polêmica envolvendo o Fla. E não parou por aí, antes do fim da etapa inicial, João Paulo deu tranco em Henrique no ar dentro da área. Os paulistas pediram pênalti, ignorado pelo gaúcho Anderson Daronco.
- Para ser sincero, a bola pegou de raspão (na mão), mas não tive a intenção. É do futebol. Se o árbitro quisesse, dava, mas não deu e faz parte. A vitória é merecida - disse Eduardo da Silva na descida para o vestiário sobre o lance do gol.
Com a corda no pescoço, o Palmeiras se jogou para cima do Flamengo no segundo tempo e conseguiu, logo aos dois minutos, o que precisava: um gol para incendiar a torcida e mudar o astral do time. Após chutão de Lúcio, Diogo ganhou de Léo Moura e tocou no canto de Paulo Victor para voltar a balançar as redes depois de mais de um ano - o último tinha sido contra o Fluminense, em 14 de setembro do ano passado. Sem Cáceres, substituído por Amaral no intervalo, o Rubro-Negro se perdeu defensivamente, recuou e chamou o rival para o seu campo. O Verdão pressionou e empatou aos 21, quando Valdivia tocou para Victor Luís, que ganhou de Luiz Antonio e encheu o pé. Gol, sem chances para Paulo Victor.
Os paulistas se mantinham no campo de ataque, até que o chileno mostrou o seu conhecido destempero, pisou em Amaral em disputa de bola e foi expulso. A partir daí, o empate passou a ser lucro. O Fla até assustou com Élton e Alecsandro, mas ninguém foi capaz de tirar o 2 a 2 do placar. Melhor para os cariocas, sete pontos acima da zona de rebaixamento, onde agora está o Verdão.

CERTEIRO, FLUMINENSE BATE PALMEIRAS NO MARACANÃ E PASSA A NOITE NO G-4

conca palmeiras x fluminense (Foto: Matheus Andrade/Photocamera)
O cronômetro marcava 17 minutos do segundo tempo. O scout mostrava o Fluminense com três finalizações, e o Palmeiras, com sete. O placar? Três a zero para o Tricolor. Foi assim, econômico e certeiro, que o time carioca bateu o Verdão neste sábado, no Maracanã – gols de Fred (dois) e Conca.
Com o resultado, o Fluminense chega a 35 pontos e volta ao G-4, na quarta colocação, mas podendo ser ultrapassado por Grêmio e Inter no complemento da rodada, neste domingo. O Palmeiras, com 21, se mantém em 16º lugar, fora da zona de rebaixamento.
Se o Flu foi certeiro nas finalizações, o Palmeiras, com 13 desfalques (sendo oito titulares), não poupou na garra. Lutou o tempo todo e reclamou muito do pênalti que gerou o segundo gol do time carioca – após cruzamento de Wagner, a bola bateu na mão de Renato, que chegava de carrinho e acabou cortando o cruzamento do meia tricolor, mandando a escanteio.
O tom da reclamação aumentou ainda mais no segundo tempo, quando o árbitro Elmo Rezende Cunha não marcou bola na mão de Marlon após cruzamento de Diego, mas num lance em que a jogada teve sequência: Cristaldo tentou empurrar para as redes, mas não alcançou. Naquele momento, o Flu vencia por 2 a 0 (os dois de Fred), mas o Palmeiras era melhor. Uma nova falha do goleiro Fábio (em chute de Conca), porém, acabou com a reação alviverde. O público pagante foi de 12.555 pessoas (15.238 no total), com renda de R$ 322.485.
Na próxima rodada, os dois times jogam na quarta-feira. Às 19h30 (de Brasília), o Fluminense encara o Vitória no Barradão. Às 22h, o Palmeiras recebe o Flamengo no Pacaembu.
Dois chutes, dois gols em 32 minutos
Com uma formação ofensiva, com Wagner, Cícero, Conca, Sobis e Fred, o Fluminense não demorou a abrir o placar. Aos seis minutos, Fred, deitado na pequena área, em lance parecido com aquele da final da Copa das Confederações entre Brasil e Espanha, completou cruzamento de Chiquinho, num cochilo geral da zaga palmeirense. Com 13 desfalques, sendo pelo menos oito com bola para serem titulares (Prass, Wendel, Lúcio, Tobio, Wesley, Marcelo Oliveira, Valdivia e Allione), o Palmeiras tinha dificuldades para se impor.
Eguren, Diogo e Juninho eram os reponsáveis pela armação, mas a bola só chegava em Henrique na ligação direta dos zagueiros. O Flu, confortável com a vantagem, só saía na boa – e chegou ao segundo gol num lance interpretado como pênalti pelo árbitro. Aos 32, Wagner cruzou, e a bola bateu na mão de Renato, que fechava no combate, de carrinho, e foi para a linha de fundo. Elmo Rezende Cunha deu o penal, e Fred fez o segundo.
Verdão encurrala, mas reação para em falha de Fábio
No intervalo, Cristóvão e Dorival mexeram nos times – o técnico do Flu, que já havia trocado Chiquinho (machucado) por Fernando, colocou Valencia no lugar de Sobis, enquanto o treinador do Verdão apostou em Mendieta e Cristaldo nas vagas de Weldinho e Patrick Vieira. E o Palmeiras voltou bem melhor, encurralando os donos da casa. Cristaldo perdeu duas boas chances, e o time voltou a reclamar da arbitragem.
Em lance parecido com o de Renato no primeiro tempo – a bola bateu na mão de Marlon em cruzamento de Diogo, antes de Cristaldo chegar atrasado na tenativa de mandar para as redes –, o Alviverde pediu pênalti, mas Elmo Rezende interpretou como jogada normal. Conca acabou matando o jogo pouco depois, em cobrança de falta da direita, contando com a colaboração de Fábio. Em uma partida que terminou com cinco finalizações do Flu (Fred e Conca quase marcaram) e 10 do Palmeiras, os 3 a 0 no placar mostraram a qualidade do time carioca na hora de colocar a bola na rede. E a deficiência do Verdão.

sábado, 13 de setembro de 2014

PALMEIRAS BATE CRICIÚMA COM SOTAQUE ESPANHOL EM JOGO FRACO TECNICAMENTE

Fábio Palmeiras Criciúma (Foto: Marcos Ribolli/GloboEsporte.com)
Palmeirenses, obrigado em espanhol é gracias. É assim que vocês têm de agradecer ao argentino Cristaldo pela vitória desta quarta-feira, por 1 a 0, sobre o Criciúma, no Pacaembu, pela 20ª rodada do Brasileirão. O gol saiu graças ao oportunismo do atacante, em falha da defesa do time catarinense. Porque o jogo, olha...
Tem ficado cada vez mais claro, a cada rodada, por que Verdão e Tigre estão em situação delicada no Campeonato Brasileiro. Lutar contra o rebaixamento para a Série B parece ser a missão de ambos até o fim da competição. A atuação dos dois times no Pacaembu é a prova disso. Pouca criatividade, técnica e também organização.
De qualquer maneira, os três pontos em casa mantêm o Palmeiras fora da zona do rebaixamento, mas ainda namorando com ela. No Criciúma, a situação é pior. O time agoniza no Z-4 e segue sem vencer como visitante. Além disso, tem o pior ataque do Brasileiro, com apenas nove gols marcados. Na próxima rodada do Brasileirão, o Palmeiras vai ao Rio para duelo contra o Flu, sábado, às 18h30, no Maracanã. O Criciúma joga no domingo, às 18h30. Vai receber o Goiás, no Heriberto Hülse.
O jogo
Duas baixas no primeiro tempo. Duas por lesão muscular. Uma de cada lado. Ronaldo Alves saiu no Criciúma para a entrada de Gualberto. E Tobio foi substituído por Eguren no Palmeiras. A qualidade do jogo foi tão baixa que essas mudanças podem ser consideradas momentos de “emoção”.
Sem forças para criar jogadas de perigo, Verdão e Tigre chegaram pouco ao ataque. A melhor chance do Palmeiras foi com Leandro. Após boa tabela de Diogo com Juninho, ele recebeu na área, bateu mal e perdeu gol incrível. Ótima oportunidade teve também o Criciúma, mas Fábio defendeu cobrança de falta de Lucca. Impaciente, a torcida alviverde pegou no pé de Leandro pelos erros nas finalizações e pediu a saída do jogador. Ao fim da primeira etapa, vaias para o time todo.
O clima ruim com a torcida fez Dorival Júnior sacar Leandro no intervalo e mandar a campo Felipe Menezes. Nada mudou. O Palmeiras seguiu sem criação. E o Criciúma, que não alterou o time, também não modificou a postura. Continuou esperando um erro do adversário para tentar o contra-ataque.

Ao longo da segunda etapa, o jogo ficou ainda pior do que no primeiro tempo. A proximidade com o fim da partida fez as duas equipes saírem para o ataque de maneira desorganizada. Passes errados, furadas, lançamentos ruins... e chutões. Foi num deles que saiu o gol de Cristaldo, aos 36, para dar a vitória ao Verdão. Ele aproveitou lambança da zaga e marcou.

ATLÉTICO-PR PRESSIONA, MAS PALMEIRAS SEGURA EMPATE COM UM A MENOS

Cleberson e Henrique, Atlético-pr X Palmeiras (Foto: Getty Images)
A pressão do Atlético-PR não foi suficiente para superar o bloqueio defensivo do Palmeiras na noite deste domingo, na Arena da Baixada, em Curitiba. Com um homem a menos durante boa parte do segundo tempo, o Verdão conseguiu segurar o 1 a 1 no placar e terminou o primeiro turno do Campeonato Brasileiro fora da zona de rebaixamento, em 16º, com 18 pontos - mesma pontuação do Criciúma, mas com vantagem no número de vitórias (5 a 4). Já o Furacão ficou em 11º, com 25 pontos.
A partida válida pela 19ª rodada do Brasileirão foi movimentada, principalmente no segundo tempo. Na noite em que Claudinei Oliveira, pelo Atlético-PR, e Dorival Júnior, no Palmeiras, estrearam, as duas equipes abusaram das bolas alçadas na área e sofreram na armação. Pelo chão, Dellatorre, de calcanhar, e Henrique, de pênalti, marcaram os gols. 
Após a estreia em casa, Claudinei Oliveira precisará buscar a primeira vitória no comando do Atlético-PR contra o Grêmio. Já o Palmeiras volta a campo para encarar o Criciúma, no Pacaembu. As duas partidas são na quarta-feira, às 19h30.
Os primeiros minutos da etapa inicial foram truncados no meio de campo e sem chances claras de gol para as duas equipes. Sofrendo para criar jogadas, Atlético-PR e Palmeiras apostaram em cruzamentos, sem sucesso. 
Entre um lance e outro sem inspiração, Dellatorre marcou um golaço de calcanhar, aos 29. Apesar do placar adverso, os paulistas foram melhores na etapa inicial, com mais movimentação ofensiva, o que dificultou a zaga adversária, e mais do que o dobro de passes certos que o adversário (91 contra 44). 
A necessidade de vencer fez o Palmeiras voltar mais ofensivo para o segundo tempo, mesmo sem substituições, mas com a marcação adiantada. A pressão surtiu efeito, e o Verdão empatou o jogo logo aos sete minutos, com Henrique, de pênalti. Aos 17 minutos da etapa final, Josimar, que havia entrado no intervalo, acertou entrada dura em Natanael e acabou expulso. Para rearranjar o time, Dorival deslocou Leandro para a lateral direita. O Furacão começou a pressionar, criou chances, ficou muito perto de ampliar, mas não conseguiu.
Todos os gritos da torcida e o empenho dos atleticanos, porém, não foram suficientes para que o time furasse o bloqueio do Verdão, que conseguiu segurar o empate com um a menos.

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

INTER APROVEITA NERVOSISMO DO VERDÃO, VENCE E VOLTA A SER SEGUNDO

Palmeiras x Inter (Foto: Marcos Ribolli)
Ídolo da torcida corintiana, Jorge Henrique conhece bem o Palmeiras. Sabe que, quando o time alviverde está numa fase ruim, a confiança vai embora. E que qualquer vacilo é capaz de acabar com o pouco de moral da equipe. Foi o que aconteceu neste sábado. Em mais uma falha do goleiro Fábio, Jorge Henrique aproveitou e fez o gol da vitória do Inter sobre o Verdão no Pacaembu.
O resultado de 1 a 0 foi magro e não condiz com o que foi o jogo. Vendo o desespero do Palmeiras, que luta contra o rebaixamento e se deixou abater demais com a nova falha de seu goleiro, antes dos 20 minutos de jogo, o Colorado soube ditar o ritmo e se mostrou soberano em campo. Criou várias chances, mas falhou nas finalizações - um pouco por conta de certo preciosismo, por perceber que poderia chegar à área palmeirense a qualquer momento.
Os gols perdidos acabaram não fazendo falta para o Inter, que, com a vitória, chegou aos 34 pontos, retomando a segunda posição - o time voltará a ser terceiro neste domingo caso o São Paulo vença o Figueirense em Florianópolis.
Já o Palmeiras, com 16 pontos, ainda dorme fora da zona da degola, na 16ª posição, mas podendo ser ultrapassado por Criciúma, Bahia, Coritiba e Vitória neste domingo. Um drama para um time que, em seu centenário, corre o risco de ser rebaixado pela terceira vez em sua história. O técnico argentino Ricardo Gareca pode deixar o comando do clube a qualquer momento. A torcida alviverde, ao menos, não dá mostras de que vá abandonar o time. O público pagante foi de 31.178 (total de 33.519), com renda de R$ 735.345,00.
- Não é brincadeira, estão acabando com a história do Palmeiras - gritou a torcida, depois do jogo.
Pelo Brasileirão, os dois times voltam a jogar no próximo domingo, às 18h30: o Palmeiras vai a Curitiba enfrentar o Atlético Paranaense, enquanto o Inter recebe o Figueirense no Beira-Rio. Antes, na quinta-feira, os times jogam em competições de mata-mata: o Verdão faz o jogo da volta contra o Atlético-MG em Belo Horizonte, pela Copa do Brasil (perdeu por 1 a 0 na partida de ida), e o Inter volta a encarar o Bahia, desta vez em Salvador, pela Copa Sul-Americana (tomou de 2 a 0 em Porto Alegre).
O jogo
Ricardo Gareca não vinha conseguindo bons resultados no Brasileirão, mas seguia com certa confiança da torcida e dos dirigentes porque, mesmo sem muitos jogadores de qualidade, montava um time que ao menos tentava se mostrar coeso em campo. Neste sábado, diante do Inter, o técnico argentino errou. E errou feio. Escalou um time que nunca treinou junto, com um único volante (Marcelo Oliveira), um meia pouco participativo (Mendieta) e quatro atacantes (Allione na direita, Mouche na esquerda, Cristaldo enfiado e Leandro fazendo mera figuração).
Gareca pode argumentar, claro, que seu trabalho foi prejudicado pelos desfalques (12 no total, sendo seis titulares). Mas o fato é que o Palmeiras ficou muito exposto - presa fácil para os contra-ataques do Inter. E como jogou o Inter!
Com jogadores bem mais experientes, Abel Braga montou o Colorado para jogar nos erros do adversário. E eles foram surgindo, um atrás do outro. No mais bizarro, cometido pelo goleiro Fábio (de novo!), surgiu o gol de Jorge Henrique, aos 19. O Inter mandava no jogo e só não liquidou a fatura ainda no primeiro tempo porque Eduardo Sasha perdeu gol feito.
No intervalo, Gareca fez o óbvio: colocou um volante (Eguren) no lugar do pior jogador de seu time (Leandro) para tentar cobrir o buraco à frente da zaga. A ideia era dar tranquilidade para a equipe, mas o uruguaio entrou pilhado demais. Tomou amarelo com menos de cinco minutos e deixou claro que poderia ser expulso a qualquer momento.
Enquanto isso, o Inter ia fazendo seu jogo, tocando a bola e se aproveitando do nervosismo do Palmeiras. Com Jorge Henrique deitando e rolando, o time criava chance atrás de chance, mas, por puro preciosismo, não marcava. A diferença técnica entre as equipes era tão grande que a impressão que pairava pelo Pacaembu era de que o Inter estava com pena do Palmeiras. Bruno César e Felipe Menezes, odiados pela torcida alviverde, ainda entraram em campo, mas não conseguiram dar jeito ao time de Gareca. Desespero palmeirense, alívio colorado.

PALMEIRAS VENCE O CORITIBA, SAI DO Z-4 E AGORA SECA RIVAIS; COXA AFUNDA

Celso Roth Palmeiras X Coritiba (Foto: Marcos Ribolli)
O Palmeiras ganha uma noite de sono um pouco mais tranquila neste sábado. Após dez jogos consecutivos sem vitórias pelo Campeonato Brasileirão, o Verdão, enfim, tem motivos para festejar. Com a vitória por 1 a 0 sobre o Coritiba, neste sábado à noite, no Pacaembu, pela 17ª rodada, o Alviverde sai momentaneamente da zona de rebaixamento: com 17 pontos, está em 15º lugar. Já o Coxa, com 15, está em antepenúltimo. Juninho marcou o gol palmeirense.
O Verdão agora precisará secar seus concorrentes que jogam neste domingo para não passar o centenário, que será celebrado na próxima terça-feira, na zona de rebaixamento. Figueirense ou Vitória, que se enfrentam, Bahia (que pega o Atlético-PR, em Curitiba) e Criciúma (que recebe o Flamengo) podem ultrapassar a equipe paulista. O Coritiba também passará o domingo ligado na rodada. Caso Bahia e Vitória pontuem, o Coxa pode voltar à lanterna.
O Palmeiras volta a campo na próxima quarta-feira, às 22h, no Pacaembu, para começar a decidir com o Atlético-MG uma vaga nas quartas de final da Copa do Brasil. No mesmo dia, também às 22h, pelo mata-mata nacional, o Coritiba recebe o Flamengo, no Couto Pereira.
O JOGO
O Palmeiras iniciou o jogo sonolento, parecia anestesiado. O Coritiba se aproveitou dessa instabilidade do adversário e partiu para cima. No entanto, não soube concluir as jogadas, e o goleiro Fábio, apesar de ver a bola passando perto de sua área, acabou não levando sustos. Foi apenas um lapso momentâneo do Verdão, que logo acordou e tomou o controle do jogo. Aos poucos, o time paulista foi se soltando, trocando passes, envolvendo o Coxa e criando chances de gol. Allione e Marcelo Oliveira eram os jogadores mais lúcidos.

O volante, após bela arrancada pelo meio, aos 13 minutos de jogo, deixou Juninho livre para abrir o placar. O gol desestabilizou de vez a equipe curitibana, que, nervosa, passou a abusar das faltas. Leandro Almeida foi o símbolo do descontrole paranaense. Fez pênalti em Lúcio (o juiz chegou a assinalar a penalidade, mas voltou atrás porque o zagueiro do Verdão estava impedido) e depois foi expulso por falta dura em Mouche. Na saída para o intervalo, Henrique e Zé Love discutiram e houve início de confusão, que logo foi controlada.
Mesmo com um a mais durante todo o segundo tempo, o Palmeiras se enrolou. Não conseguiu tirar proveito do homem a mais em campo e foi presa fácil para a marcação do Coritiba. Isso se deve em parte a uma das mexidas de Celso Roth: a saída do atacante Keirrison para a entrada do zagueiro Lucas Claro, recompondo a defesa. Mas também aconteceu pelo excesso de erros de passe do meio-campo palmeirense, principalmente de Wesley - foram 26 erros da equipe, nove apenas do volante. Dessa forma, o Coxa acabou se desdobrando em campo e dominou o segundo tempo. Faltou, porém, maior capricho no toque final por parte dos paranaenses. Assim, prevaleceu o placar do primeiro tempo. Melhor para o time paulista.

SPORT QUEBRA SEQUÊNCIA SEM VITÓRIAS, SOBE NA TABELA E AFUNDA O PALMEIRAS

oswaldo patric sport x palmeiras (Foto: Aldo Carneiro / Pernambuco Press)
O Sport quebrou jejum de três jogos sem vitórias no Campeonato Brasileiro ao bater o Palmeiras, por 2 a 1, de virada, nesta quarta-feira à noite, na Arena Pernambuco, pela 16ª rodada da competição. Com o resultado, o Leão vai a 26 pontos e se reaproxima do G-4. Já o Verdão se afunda ainda mais na crise. Com dez jogos consecutivos sem vitórias, o time iguala sua pior sequência nos pontos corridos. Em 2011, a equipe paulista também ficou dez rodadas sem triunfar. Naquela ocasião, porém, o time somou cinco pontos em empates. Agora, são apenas dois. Com apenas 14 pontos em 16 rodadas, o time paulista é o lanterna da competição.
O Leão volta a campo no próximo domingo, para enfrentar o Fluminense, às 16h, no Maracanã, pela 17ª rodada. O Verdão, no sábado, às 21h, recebe o Coritiba no Pacaembu.
O Palmeiras começou melhor. Parecia mais confiante, tocando a bola com correção, cercando o Sport, que estava acuado. O gol, aos 13 minutos, deu ao Verdão a impressão de que começava uma vida nova. Persistente, Henrique aproveitou cruzamento de Mouche e cabeceou firme. A bola bateu na trave e voltou para o centroavante, que acertou o alvo. Estava aberto o caminho para a primeira vitória da equipe sob o comando de Ricardo Gareca? Não foi bem assim.

Aos poucos, o Leão foi se soltando, principalmente com Patric, responsável por todas as jogadas perigosas da equipe pernambucana. Foi dele a cobrança de falta que culminou no gol de empate. A batida foi cruzada, Fábio saiu para cortar, errou o golpe e marcou contra. A falha do goleiro fez o Palmeiras entrar em parafuso. Logo, viria a virada, novamente com Patric, que aproveitou rebote da defesa, acertou chute cruzado e colocou o Sport na frente.
O segundo tempo mostrou a clara diferença entre uma equipe bem organizada e outra perdida. O Sport tinha estratégia: marcação forte no meio de campo, posse de bola e chegadas ao ataque em jogadas trabalhadas. O Palmeiras era uma bagunça. Mal posicionado, principalmente na defesa, o Verdão sofria com as chegadas perigosas do Leão. Quando tentava atacar, faltava qualidade - o time não conseguia acertar uma sequência de passes. A bola queimava. Perdidos, os jogadores passaram a discutir entre eles - Henrique e Marcelo Olilveira se estranharam por causa de uma falha de posicionamento.
O Sport, tranquilo, ia criando chances, mas errava nas conclusões. Diego Souza e Ibson estrearam, mas quase não tiveram chances. Nem precisaram. Com o Palmeiras sob controle, o Leão nem precisou forçar muito. O placar construído no primeiro tempo foi suficiente. Com mais uma derrota, o Verdão desce a ladeira em velocidade vertiginosa.

COM GOL DE KARDEC, SÃO PAULO VENCE NO FIM E MANDA PALMEIRAS PARA O Z-4



Alan Kardec São Paulo gol Palmeiras  (Foto: Marcos Ribolli)
Nada que se pudesse falar do clássico até os 43 minutos do segundo tempo teve importância depois que Alan Kardec recebeu cruzamento, subiu e cabeceou, num movimento de manual de instruções, no cantinho esquerdo do gol palmeirense. Daqueles capítulos que se repetem invariavelmente. O ex-jogador troca um rival por outro numa transferência polêmica e, no primeiro reencontro, faz o gol. E comemora. O centroavante roubou a cena e decretou a vitória do São Paulo por 2 a 1 sobre o Palmeiras, que entrou no Z-4. Já o Tricolor, com 26 pontos, está em quinto, colado no Fluminense.
Por causa de Kardec, os presidentes dos clubes romperam. Nem se falam mais. Foram R$ 13,7 milhões pagos pelo São Paulo ao Benfica depois de o Verdão não chegar a acordo financeiro com o atleta. O Tricolor vai curtir cada centavo gasto neste domingo. A cabeçada do atacante definiu o placar de um jogo marcado muito mais por erros do que acertos.
Erros com mãos, pés e braços do goleiro Fábio, do zagueiro Edson Silva (ou do árbitro Péricles Bassols), do bandeirinha, dos zagueiros, atacantes... Viu-se no Pacaembu dois times limitados, por motivos distintos, mortos de medo de levarem gols no primeiro tempo e mais corajosos no segundo, o que tornou o clássico divertido e emocionante.
Os primeiros 45 minutos não merecem mais do que poucas linhas, apenas para dizerem que o melhor em campo disputou apenas 13 minutos e o lance mais importante foi justamente sua lesão. Coxa ou olho? Valdivia colocou a mão na parte posterior da perna direita, caiu com as mãos no rosto e, segundo o médico, teve de ser trocado por Felipe Menezes por conta de uma tontura. No hospital, foi constatada uma fratura no nariz do chileno. O bizarro foi a informação de que a lesão ocorreu num treino na quarta-feira.
O Mago parecia enfeitiçado pelas belezas que viu nas férias na Disney. Foi o único que mereceu elogios, apesar do pouquíssimo tempo de ação. Driblou, sofreu falta, cobrou, armou... E saiu. O final nada feliz com o qual os torcedores do Palmeiras já se acostumaram. O Palmeiras murchou sem ele, e o São Paulo foi o que também costuma ser. Um amontoado de bons jogadores (do meio para frente) que parecem viver cada um num planeta, totalmente desorientados e desordenados.
Juntos, Ganso, Kaká, Pato e Alan Kardec valem milhões. Mas eles raramente estão juntos. Digamos que isso ocorreu por cerca de dez minutos neste domingo. Poderia ter sido suficiente para garantir uma vitória sem sustos. O goleiro Fábio errou a reposição nos pés de quem nunca pode receber um presente: Ganso. Ele rolou para Pato, que abriu o placar.
O baque alviverde foi grande. Nos minutos seguintes, Kaká deu lindo passe para Kardec, que bateu mal. E o assistente Silbert Faria Sisquim errou feio ao dar impedimentos em lances legais, em que Kaká avançaria livre rumo ao gol. O Verdão renasceu. Felipe Menezes chutou, e a bola bateu no braço de Edson Silva. Para alguns, não houve intenção, para outros, incluindo-se o árbitro, houve. Então, pênalti, muito bem batido por Henrique: 1 a 1.
O São Paulo voltou a ser um catado sem grandes destaques individuais. No Palmeiras, o menino Renato, à frente dos zagueiros e com volúpia para ligar os setores, mostrou que há esperança. Henrique poderia ter dado o presente do centenário aos alviverdes. Livre após defesa de Rogério Ceni, ele recebeu de Leandro e, sem goleiro, furou. Seu erro salvou o erro do outro assistente, Rodrigo Correa, que não marcou impedimento de Leandro no lance.
O castigo veio em seguida: Alvaro Pereira cruzou, Kardec subiu mais que Victor Luís e escreveu ainda mais seu nome na história do confronto. Com a vitória, o São Paulo chega a 26 pontos, em quinto, colado no G-4. Já o Palmeiras, sem vencer há nove rodadas no Brasileiro, vê o Z-4 como realidade.

terça-feira, 26 de agosto de 2014

Palmeiras paga taxa de R10, mas não chega a acordo e anuncia desistência

Ronaldinho Gaúcho (Foto: Maurício Paulucci / Globoesporte.com)
No dia de seu centenário, o Palmeiras esteve muito perto de anunciar a contratação de mais uma estrela para sua galeria de craques: Ronaldinho Gaúcho.O Verdão chegou a pagar a taxa de transferência (de R$ 600) do meia na Federação Mineira de Futebol e a acertar salários com o jogador. O contrato estava prestes a ser assinado. Seriam R$ 300 mil de salário fixo e mais bônus por metas alcançadas - que poderiam elevar o valor para R$ 600 mil mensais.
O que fez a diretoria do Palmeiras desistir do negócio é que Ronaldinho e seu irmão (Roberto Assis) mudavam as exigências a cada vez que o Palmeiras cumpria as anteriores. Assim, o Verdão acabou por desistir do negócio - o anúncio foi feito pelo clube no Twitter.
- As negociações entre Palmeiras e Ronaldinho Gaúcho chegaram ao fim na noite desta terça. Como não houve um acordo financeiro entre as partes, as conversas foram definitivamente encerradas por volta das 18h - disse o Palmeiras, na rede social.

Pouco antes, o Verdão havia pago à Federação Mineira de Futebol a taxa de transferência do meia - um procedimento necessário para que o jogador pudesse ser inscrito pelo clube. O valor da taxa é de R$ 600.
A expectativa era que o Palmeiras anunciasse a contratação de Ronaldinho Gaúcho na festa do Centenário, ainda na noite desta terça-feira. 
twitter palmeiras (Foto: Reprodução/Twitter)
A Federação de Minas confirmou que o Palmeiras pagou pela transferência de Ronaldinho. Para ele ser considerado jogador do Verdão, bastava, claro, a assinatura do contrato e o registro na Federação Paulista - o que não ocorreu.  
Não é a primeira vez que Assis e Ronaldinho Gaúcho encaminham um negócio e não chegam a um acordo, deixando um clube a ver navios. Em janeiro de 2011, o Grêmio armou até uma festa com caixas de som no estádio Olímpico para a apresentação do meia - mas ele acabou indo para o Flamengo.
Volte em instantes para mais informações
Participam da cobertura das negociações de Ronaldinho Gaúcho com o Palmeiras: Felipe Zito, Guilherme Pereira, Marcelo Hazan, Martín Fernandez e Marcelo Jordy (de Belo Horizonte).