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segunda-feira, 2 de março de 2015

No 'clássico da paz', Inter e Grêmio decepcionam e não saem do zero

O ‘clássico da paz' no Campeonato Gaúcho terminou empatado em 0 a 0 neste domingo, no Beira-Rio. Internacional e Grêmio até tiveram algumas chances para marcar, mas os setores ofensivos não conseguiram superar as marcações rivais. Assim, o primeiro clássico que contou com torcida mista não deixou ninguém plenamente satisfeito.
Apesar de todas as tentativas para a realização de um clássico pacífico, alguns torcedores entraram em conflito nos arredores do estádio Beira-Rio, antes de a bola rolar. Gremistas e colorados atiraram pedras e outros objetos uns nos outros, gerando confusão e correria. Dentro do estádio, torcedores gremistas depredaram alguns banheiros.
O Internaconal teve mais a bola no jogo, mas raramente conseguiu se desencaixar da marcação do Grêmio, que criou uma série de chances nos últimos minutos do primeiro tempo e, no resto da partida, limitou-se a proteger a área de Marcelo Grohe à espera de um contra-ataque que não se acertou. Assim, o Gre-Nal 404 terminou sem redes balançadas.
Com a igualdade deste domingo, o Internacional chega aos 13 pontos no Estadual, no quarto lugar, um ponto atrás do líder São José-RS. Já o Grêmio, com 11 pontos, é o oitavo colocado, ainda na zona de classificação para a próxima fase.
Na próxima rodada do Campeonato Gaúcho, o Grêmio recebe o Caxias no sábado, enquanto o Internacional visita o Juventude no domingo, no Alfredo Jaconi. Pela Copa Libertadores, o Inter recebe o Emelec na quarta-feira.
O jogo
Diego Aguirre resolveu apostar na movimentação para vencer seu primeiro clássico como técnico do Inter e armou o time baseando-se na correria de Valdivia e Nilmar, com Anderson encostando e Alex buscando a bola na defesa. E foi na vontade que os anfitriões conseguiam se aproximar da área, já que pouco havia espaço para os laterais subirem.
Luiz Felipe Scolari optou por estratégia oposta. Preencheu o meio-campo com três volantes, apostou em laterais marcadores como Matías Rodriguez e Marcelo Oliveira para bloquear a área de Marcelo Grohe e apostava na qualidade do passe de Douglas para acionar a velocidade de Yuri Mamute e Lincoln.
Neste posicionamento tático, os primeiros minutos foram de Valdivia, que pedia a bola e não parava de correr. Chamou tanta atenção que abriu espaço para que Cláudio Winck tivesse a sua grande oportunidade de cruzar, colocando a bola na cabeça de Nilmar, mas o atacante desviou fraco, para fora, aos 13 minutos.
Do outro, Felipão se irritava com passes curtos e fraco de Douglas nas chances do Tricolor de contra-atacar. Era o que faltava para o time, que tinha encaixado o setor ofensivo colorado em sua marcação e só sofreu perigo em cobrança de escanteio fechada de Valdivia que não virou gol olímpico graças a Marcelo Grohe, aos 30 minutos.
Quando Araújo se soltou para ajudar o sumido e bem marcado Douglas, com subidas mais frequentes de Fellipe Bastos, o Grêmio saiu da defesa e quase foi para o intervalo vencendo. Entre os 35 e os 41 minutos, explorando as costas de Cláudio Winck, Lincoln parou duas vezes em Alisson, que também salvou gol de Yuri Mamute e torceu na cobrança de falta de Fellipe Bastos que passou rente à trave.
Para o segundo tempo, Scolari entendeu que Douglas precisava de ajuda e trocou Araújo por Giuliano, na esperança de mais qualidade nos contra-ataques. Aguirre, por sua vez, aumentou a velocidade do setor ofensivo, trocando Valdivia por Vitinho, e impondo maior movimentação a Nilmar para fazer o Inter jogar.
Na prática, Giuliano foi mais um marcando e não apareceu como desejava seu técnico. O Grêmio se limitou a manter o bloqueio às laterais e na entrada da grande área, à espera de um contra-ataque, enquanto o Inter passou todo o segundo tempo buscando um espaço para finalizar. Só conseguiu cabeçada de Paulão que parou em Marcelo Grohe, já aos 40 minutos do segundo tempo. O clássico terminou sem gols.
FICHA TÉCNICA:
INTERNACIONAL 0 X 0 GRÊMIO
Local: Estádio Beira-Rio, em Porto Alegre (RS) 
Data: 1º de março de 2015, domingo
Horário: 18h30 (de Brasília) 
Árbitro: Jean Pierre Lima (RS) 
Assistentes: Rafael da Silva Alves e Marcelo Barison (ambos de RS) 
Cartões amarelos: Paulão, Cláudio Winck e Geferson (Inter); Marcelo Oliveira, Giuliano, Yuri Mamute e Matías Rodriguez (Grêmio)
INTERNACIONAL: Alisson Becker; Cláudio Winck, Paulão, Juan e Geferson; Nicolás Freitas, Rodrigo Dourado, Anderson (Alisson Farias) e Alex (Luque); Valdivia (Vitinho) e Nilmar
Técnico: Diego Aguirre
GRÊMIO: Marcelo Grohe; Matías Rodríguez, Rhodolfo, Erazo e Marcelo Oliveira; Walace, Fellipe Bastos, Araújo (Giuliano) e Douglas; Lincoln e Yuri Mamute (Everaldo)
Técnico: Luiz Felipe Scolari

domingo, 30 de novembro de 2014

INTER VENCE FÁCIL O CRICIÚMA COM BOA ATUAÇÃO DE SASHA E É VICE-LÍDER

Internacional x Criciúma - Aránguiz  (Foto: Vinicius Costa / Futura Press)
O Inter encarava como uma obrigação vencer o Criciúma em casa na noite desta quarta-feira. Pelos três pontos e também para tentar embalar após o recente período irregular no Beira-Rio. E assim o fez. Passou pela instabilidade dos primeiros minutos da partida e pelas defesas do goleiro Bruno até encontrar seu futebol e carimbar a vitória por 3 a 0. O resultado faz o Colorado subir para 44 pontos e ultrapassar o São Paulo, ficando com a segunda posição.
O ponto negativo ficou pelo pênalti perdido por Rafael Moura, quando a vitória já estava encaminhada. O atacante, que recentemente reclamou de perseguição de colorados e marcou na vitória sobre o Atlético-PR na rodada passada, tentava se reconciliar de vez com a torcida. Foi substituído quatro minutos depois e ouviu algumas vaias.
No primeiro tempo, Aránguiz abriu o placar. No segundo, Eduardo Sasha e D'Alessandro anotaram um gol cada.  O Criciúma se mantém com 23 pontos e em 19º lugar. Cairá para a lanterna se o Palmeiras ao menos empatar com o Vitória nesta quinta. O próximo adversário do Colorado é o Coritiba, novamente no Beira-Rio. O Tigre encara a Chapecoense na Arena Condá.
Jogo amarrado, pressão no fim e gol
Com toque de bola, o Criciúma conseguiu encurtar os espaços do Inter nos primeiros minutos. O Tigre só não contava com o azar. Dois jogadores se machucaram em sequência. Lucca levou encontrão de Gilberto, foi atendido e voltou. O pior aconteceu com Silvinho, que em uma dividida com Aránguiz sentiu lesão no joelho. Saiu do gramado e voltou mancando. Chorando muito, teve de dar lugar a Bruno Lopes. O Inter, por sua vez, marcava, fechado atrás. Faltava finalizar. E aos 13 minutos veio a primeira chance real de gol aos colorados. Em jogada de Alex, Gilberto recebeu e mandou o chute. O goleiro Bruno defendeu no reflexo.
A melhora do Inter ficou nítida da metade para o fim do primeiro tempo. Apesar de momentos amarrados no meio-campo, com muitas faltas, Alex escapou e acertou a trave. Ia no ângulo. O goleiro Bruno teve bastante trabalho na sequência. Fez uma bela defesa em cabeceio de Rafael Moura na cara do gol, pegou outra finalização de He-Man, e depois de Sasha. Não teve sucesso na tentativa de Aránguiz. Livre, quando o Inter pressionava, o chileno não desperdiçou. Foi aos 40 minutos. A primeira etapa teve um total de nove finalizações do Inter (cinco chances reais),e três do Criciúma (nenhuma real). Somente no primeiro tempo foram contabilizadas 16 faltas.
He-Man perde pênalti, mas Inter vence
O Criciúma voltou com Paulo Baier no lugar de Serginho. Mas quem apareceu logo de cara foi Sasha. Aos dois minutos ele anotou o segundo gol do Inter, em lançamento de Rafael Moura, que ainda tocou em Alex. O jogo ficava mais tranquilo para os colorados, que em seguida encontraram espaço aberto para o terceiro. D'Alessandro bateu colocado após passe de Sasha - que comandou o ataque nesta noite. O Criciúma sucumbia no gramado do Beira-Rio.
Foi na bola parada que o Tigre tentou a recuperação, aos 24. Lucca cobrou bem, no canto, mas Dida mandou para escanteio. A posse de bola até se igualava, com 50% para cada equipe, mas era o Inter que aproveitava suas chegadas. Só não foi feliz no pênalti assinalado aos 28. D'Alessandro deu a bola para Rafael Moura bater. Tentando se recuperar após a má fase, amenizada com gol na partida anterior, ele errou. Bruno defendeu. O time de Abel Braga ainda teve outras oportunidades, mas o placar não se mexeu mais até o apito final.

terça-feira, 23 de setembro de 2014

RAFAEL MOURA QUEBRA JEJUM, E INTER VENCE O ATLÉTICO-PR NA BAIXADA

Rafael Moura mostrou que, apesar das reformas para a Copa do Mundo, ainda conhece os caminhos do gramado da Arena da Baixada. O atacante, que passou pelo Atlético-PR entre 2008 e 2009, entrou no segundo tempo para fazer o gol da vitória por 1 a 0 do Internacional na noite deste sábado, em jogo válido pela 23ª rodada do Campeonato Brasileiro. Além de garantir os três pontos, ele quebrou um jejum de nove jogos sem balançar as redes.
Com o resultado, o Inter segue em terceiro lugar, mas agora com 41 pontos - oito atrás do líder Cruzeiro, que joga no domingo contra o Atlético-MG. O Atlético-PR fica no 11° lugar, com 28. Mas a distância para a zona de rebaixamento, de seis pontos, pode cair para apenas três no complemento da rodada.
A vitória deste sábado, com o campo molhado pela chuva que caiu em Curitiba, teve participação decisiva do técnico Abel Braga. Após um primeiro tempo equilibrado, ele trocou Eduardo Sasha e Wellington Paulista por Valdivia e Rafael Moura. O gol da vitória saiu justamente após jogada do meia para o atacante, aos 36 do segundo tempo. O Furacão ainda tentou no fim, e até o goleiro Weverton foi para a área em cobrança de escanteio, mas não teve sucesso.
O Atlético-PR vai buscar a reação diante da Chapecoense, às 21h (horário de Brasília) de quarta-feira, na Arena Condá. O Internacional recebe o Criciúma, às 19h30 de quarta-feira, no Beira-Rio.
Rafael Moura sai do banco para garantir a vitória
O Atlético-PR, no 4-4-2, criava principalmente nas jogadas pela direita, com Mário Sérgio, Bady e Marcelo, que procuravam por Douglas Coutinho. Por ali saíram as duas melhores chances do time na etapa inicial. Primeiro, Mário Sérgio cruzou, e Coutinho deu um leve toque, mas parou no goleiro Dida. Depois, em mais uma jogada de Mário Sérgio, a bola sobrou para Bady, que chutou em cima da marcação. O Inter, com três meias (D'Alessandro, Alex e Eduardo Sasha) e Wellington Paulista na referência, apostava na bola aérea, sem sucesso. Na oportunidade mais perigosa, Sasha arriscou de fora da área e ficou no quase. Com a forte chuva que caiu em Curitiba e várias poças d'água, o jogo ficou mais brigado do que jogado.
Depois do intervalo, com o fim da chuva, a partida teve uma ligeira melhora. Hernani viu Dida salvar no canto após cobrança de falta, e D'Alessandro respondeu em uma tentativa de gol olímpico - Weverton salvou com um tapa. Depois, com o apoio da torcida, o Furacão cresceu. Willian Rocha chutou de fora, após dar uma caneta no camisa 10 colorado, mas parou mais uma vez no goleiro adversário. Na sequência, Mário Sérgio cruzou, e Douglas Coutinho mandou para o fundo das redes, mas de mão - levou o cartão amarelo. Abel Braga, então, mexeu no time. Colocou Valdivia e Rafael Moura. E deu resultado. O primeiro cruzou, a bola desviou na zada, e o atacante completou para as redes, marcando o gol da vitória colorada.

sábado, 20 de setembro de 2014

EM NOITE POUCO INSPIRADA, SPORT E INTER EMPATAM SEM GOLS NA ARENA PE

Sport x Internacional Série A (Foto: Aldo Carneiro / Pernambuco Press)
Muita determinação e pouca inspiração. O futebol apresentado por Sport e Internacional na noite desta quarta-feira foi digno do placar de 0 a 0. O Leão esbarrou na falta de criatividade do seu meio de campo, mas foi beneficiado pela pouca qualidade do ataque colorado. O resultado é um balde de água fria nas pretensões do time pernambucano, que, após a derrota do Fluminense para o Vitória, sonhava em encostar nos primeiros colocados da Série A. Objetivo ainda ao alcance do Internacional. Mesmo sem vencer, o Colorado manteve-se no G-4.

O equilíbrio visto dentro de campo se alinha ao retrospecto recente dos dois times. Sport e Internacional chegaram à Arena Pernambuco após três vitórias e duas derrotas - não nesta ordem - nas últimas cinco rodadas.Nesta quinta-feira, Leão e Colorado podem perder duas posições no complemento da 22ª rodada. Corinthians e Grêmio ameaçam tirar o Inter do G-4, enquanto Atlético-MG e Santos têm a chance de ultrapassar o Sport.  No próximo sábado, o Inter visita o Atlético-PR, na Arena da Baixada, às 18h30. Domingo, o Sport recebe o Coritiba na Ilha do Retiro, às 16h.
Jogo parelho e insosso

Um duelo da força contra a técnica. Assim pode ser resumido o primeiro tempo na Arena Pernambuco. Sem criatividade no meio de campo, o Sport apostou em jogadas de velocidade, mas esbarrou na falta de objetividade do seu ataque. Enquanto isso, o Colorado, que teve em D'Alessandro seu principal articulador, conseguiu achar espaços na defesa rubro-negra.

Só não abriu o placar devido à falta de pontaria de Wellington Paulista, que perdeu uma chance incrível logo nos primeiros minutos. Foi a grande oportunidade do Colorado, apenas burocrático no decorrer da primeira etapa. Com Diego Souza de volta, após três rodadas de molho por uma lesão na coxa, o Sport não conseguiu acertar o setor ofensivo. Diego atuou adiantado, mas não rendeu o esperado como centroavante.

Se na primeira etapa o Internacional conseguiu pôr um pouco de qualidade no jogo, o mesmo não aconteceu na segunda etapa. Com as duas equipes dando mais ênfase à força física do que ao toque de bola, as chances de gols ficaram escassas. Pior para os donos da casa, que deixaram o campo com o empate por 0 a 0 e longe do sonhado G-4. Na reta final, o técnico Eduardo Baptista ainda oiviu o coro de "burro" ao substituir Diego Souza por Neto Baiano. O detalhe é que a própria torcida pediu a entrada do atacante, que nada acrescentou nos poucos minutos em campo.

INTER ABAFA CRISE, VENCE POR 2 A 0 E LEVA BOTA À TERCEIRA DERROTA SEGUIDA

alex inter gol botafogo beira-rio (Foto: Alexandre Lops/Internacional)
A parcela de pressão da qual o Inter se livrou neste domingo foi parar justamente no colo de sua vítima, o Botafogo. Ao vencer por 2 a 0 no Beira-Rio, gols de Alex e Eduardo Sasha, o time colorado abafou a crise resultante de duas derrotas seguidas no Brasileirão, se fixou no G-4 e intensificou as dificuldades do time alvinegro, que agora chega a três rodadas sem somar um ponto sequer. A consequência da seca carioca é evidenciada pela tabela: 15° colocado, com 22 pontos, no acostamento da zona de rebaixamento.
Os gols colorados saíram um em cada tempo. No primeiro, Alex acertou belo chute de fora da área, aproveitando falha de posicionamento de Jefferson; no segundo, ele mesmo bateu escanteio, e Eduardo Sasha, de cabeça, ampliou. O Inter, que lidou com protestos da torcida durante a semana, foi a 37 pontos, na terceira colocação, nove atrás do Cruzeiro, líder do campeonato.
As duas equipes voltam a campo na quarta-feira. Às 21h, o Inter visita o Sport na Arena Pernambuco. Uma hora depois, o Botafogo recebe o Bahia, seu concorrente na luta contra a queda, no Maracanã.
O Inter teve a bola por mais tempo na etapa inicial (59%), mas foi o Botafogo quem soube otimizar a posse dela. O time carioca encontrou muitos espaços contra uma defesa desordenada e criou repetidas chances de gol. Só não saiu na frente porque falhou na finalização. Foi assim com Wallyson, frente a frente com Muriel, em chute para fora; com Zeballos, que também bateu torto; e novamente com Wallyson, vencido por grande defesa de Muriel – que desbancou Dida, mas se lesionou ao cobrar tiro de meta ainda no primeiro tempo e deu lugar ao antigo titular.
Os gaúchos, sempre centralizando suas jogadas em D’Alessandro (em parte, por não ter os laterais titulares), ameaçaram menos, embora tenham sido mais presentes em campo. E contaram com uma individualidade para fazer 1 a 0. Alex, aos 40 minutos, emendou pancada de perna esquerda, de fora da área. Jefferson, adiantado, não evitou o gol. Era defensável.
Com o gol de Alex, o Inter foi ao vestiário em vantagem e voltou dele melhor do que antes. A defesa se organizou, o time ganhou solidez, e o Botafogo deixou de ameaçar. Embora não fizesse pressão ofensiva, a equipe colorada alcançou o segundo gol com Eduardo Sasha, de cabeça, em escanteio batido por Alex, o jogador mais efetivo da partida. Os cariocas têm do que reclamar no lance. Primeiro, houve um escanteio mal marcado (era tiro de meta); na cobrança, ocorreu uma dividida, e a arbitragem novamente marcou tiro de canto pro Inter – aí, na cobrança, saiu o gol.
Ao contrário do que aconteceu na virada cedida ao Figueirense após abrir 2 a 0, há duas rodadas, o Inter se manteve concentrado com a vantagem e poderia ter ampliado. D'Alessandro chegou a acertar a trave carioca em um dos vários chutes que deu a gol no segundo tempo.

sábado, 13 de setembro de 2014

VITÓRIA SE IMPÕE EM CASA SOBRE INTER E VOLTA A VENCER DEPOIS DE SEIS JOGOS

Richarlyson gol Vitória x Internacional (Foto: Getty Images)
O Vitória mandou para o espaço a sequência de seis jogos sem vencer que o mantinha na lanterna do Campeonato Brasileiro. Mandou para o espaço também a fama de anfitrião generoso que se espalhou entre os outros 19 times da competição. Com uma atuação segura, o Leão baiano se impôs no Barradão, fez 2 a 0 no Internacional e subiu duas posições na tabela. Richarlyson, de falta, e Marcinho, de cabeça, marcaram os gols da partida, realizada na noite desta quarta-feira, válida pela 20ª rodada da Série A.
Só que o triunfo não foi suficiente para tirar o Leão baiano da zona do rebaixamento. Com as duas posições que ganhou, os baianos chegaram ao 18º lugar e passaram a lanterna provisoriamente para as mãos do maior rival, o Bahia, que entra em campo nesta quinta-feira. Já o Internacional permanece na terceira posição, mas vê o Grêmio chegar aos mesmos 34 pontos e, além disso, terá que torcer por um tropeço do Corinthians diante do Atlético-MG, um dos jogos que complementam a rodada.
Vitória e Internacional voltam a campo já no fim de semana para mais uma rodada do Brasileirão. No domingo, às 16h (horário de Brasília), o Colorado recebe o Botafogo no estádio Beira-Rio, em Porto Alegre. No mesmo dia, às 18h30, o Rubro-Negro baiano vai até a Arena da Baixada, onde mede forças com o Atlético-PR, em Curitiba.
Richarlyson anota golaço
A decisão do técnico Ney Franco de iniciar o jogo com cinco homens no meio-campo se mostrou acertada logo nos primeiros minutos do duelo. Com boa movimentação e troca de passes, principalmente entre os estrangeiros Cáceres e Escudero, o Vitória dominou o setor e impôs dificuldade ao adversário. E o gol não demorou a sair. Em cobrança de falta pela lateral, Richarlyson resolveu bater direto, surpreendeu Dida e marcou por cobertura. O Internacional demorou um pouco para assimilar o golpe. Quando resolveu acordar, pressionou os donos da casa, mas faltou qualidade para explorar as trapalhadas da defesa rubro-negra. Antes que o primeiro tempo fosse encerrado, o Colorado tentou o empate com Ernando e Wellignton Paulista. Sem sucesso.
Marcinho fecha placar
Se o Inter tinha a pretensão de iniciar logo cedo uma pressão sobre o rival pelo gol do empate, ela foi aniquilada logo aos dez minutos da segunda etapa. Marcinho, aproveitando belo cruzamento de Escudero, subiu mais alto do que Fabrício e usou a cabeça para vencer o goleiro Dida. O gol foi um duro golpe jamais assimilado pelo time de Abel Braga, que em momento algum encontrou forças para reagir na partida. Com maturidade, O Vitória controlava o jogo e quase voltou a marcar com Kadu, novamente pelo alto. O Colorado só voltou a assustar os donos da casa já nos acréscimos, com Valdívia, aos 46, e Wellington Paulista, aos 48. Mas não conseguiram diminuir o placar.

INTER ABRE 2 A 0, MAS FIGUEIRA VENCE DE VIRADA E "AJUDA" O LÍDER CRUZEIRO

Everaldo comemora gol do Figueirense contra o Internacional (Foto: Luciano Leon / Agência estado)
Cria da base do Inter, o ex-zagueirão Argel Fucks mostrou que ainda conhece os atalhos do Beira-Rio, mesmo que o estádio esteja remodelado e agora ele tenha outra função. O treinador viu o seu Figueirense virar uma partida em que era dominado pelo Inter no primeiro tempo. Com dois gols em dois minutos na etapa final, o time catarinense venceu por 3 a 2, ampliou sua série invicta para sete partidas e aumentou a pressão sobre Abel Braga. O Colorado vem de duas eliminações, na Copa do Brasil e na Sul-Americana, e ainda perdeu a chance de encostar no Cruzeiro nesta 19ª rodada, no encerramento do turno do Brasileirão.
Quando D’Alessandro e Paulão fizeram o 2 a 0 no primeiro tempo, o Inter começou a acreditar numa reação no campeonato. Ficaria a seis pontos do líder, que só empatara com o Fluminense mais cedo e acabou beneficiado, uma vez que está a sete pontos do novo vice-líder, o São Paulo. Mas Everaldo, Marco Antônio e Giovanni Augusto marcaram na etapa final, o que fez os mandantes ficarem em terceiro, com 34 pontos. Já o Figueirense saltou para 12º com 24 pontos, afastando-se de vez do Z-4.

O embalo poderá ser mantido na quarta-feira, quando o time de Argel recebe o Fluminense, no Orlando Scarpelli - e com desfalques certos. O atacante Marcão deslocou dedos da mão direita e precisou sair no intervalo. Cereceda foi expulso no fim. Já o Inter não terá Alex para visitar o Vitória no Barradão, também na quarta, e tentar a recuperação. O meia levou o terceiro cartão amarelo.

Inter abre 2 a 0, mas Figueira reage
Parece que o tropeço do Cruzeiro, que vencia o Fluminense até os minutos finais do Maracanã e permitiu o 3 a 3, injetou ânimo extra ao Inter. Os primeiros movimentos foram de extrema intensidade. Conseguiu manter a posse de bola quase sempre próxima dos 70%. O prêmio chegou logo depois. O goleiro Tiago Volpi se atrapalhou com o lateral Leandro Silva, soltou a bola e agarrou Fabrício. Marcelo Aparecido de Souza contou com a ajuda do assistente para anotar o pênalti. D’Alessandro converteu aos 15. A pressão seguiu intensa, até Paulão, aos 36, emendar rebote de canhota e fazer um golaço da entrada da área.

A partir daí, o Inter relaxou. O Figueirense cresceu e conseguiu acertar a trave, em cobrança de falta de Marco Antônio. A reação ganhou contornos concretos quando o time saiu rápido no contragolpe. Everaldo recebeu livre e descontou, aos cinco minutos do segundo tempo. A virada espetacular viria mais tarde. Aos 20, Marco Antônio cobrou falta e contou com desvio de Fabrício, contra o sua meta. O gol abalou os mandantes. Tanto que, um minutos depois, Giovanni Augusto deslocou a marcação e bateu com categoria. O Beira-Rio, que Argel tão bem conhece, se transformou num caldeirão de lamúrias. O clima ruim ajudou o Figueira a deixar o tempo passar. Tempo que o time sempre soube domar neste domingo.

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

INTER APROVEITA NERVOSISMO DO VERDÃO, VENCE E VOLTA A SER SEGUNDO

Palmeiras x Inter (Foto: Marcos Ribolli)
Ídolo da torcida corintiana, Jorge Henrique conhece bem o Palmeiras. Sabe que, quando o time alviverde está numa fase ruim, a confiança vai embora. E que qualquer vacilo é capaz de acabar com o pouco de moral da equipe. Foi o que aconteceu neste sábado. Em mais uma falha do goleiro Fábio, Jorge Henrique aproveitou e fez o gol da vitória do Inter sobre o Verdão no Pacaembu.
O resultado de 1 a 0 foi magro e não condiz com o que foi o jogo. Vendo o desespero do Palmeiras, que luta contra o rebaixamento e se deixou abater demais com a nova falha de seu goleiro, antes dos 20 minutos de jogo, o Colorado soube ditar o ritmo e se mostrou soberano em campo. Criou várias chances, mas falhou nas finalizações - um pouco por conta de certo preciosismo, por perceber que poderia chegar à área palmeirense a qualquer momento.
Os gols perdidos acabaram não fazendo falta para o Inter, que, com a vitória, chegou aos 34 pontos, retomando a segunda posição - o time voltará a ser terceiro neste domingo caso o São Paulo vença o Figueirense em Florianópolis.
Já o Palmeiras, com 16 pontos, ainda dorme fora da zona da degola, na 16ª posição, mas podendo ser ultrapassado por Criciúma, Bahia, Coritiba e Vitória neste domingo. Um drama para um time que, em seu centenário, corre o risco de ser rebaixado pela terceira vez em sua história. O técnico argentino Ricardo Gareca pode deixar o comando do clube a qualquer momento. A torcida alviverde, ao menos, não dá mostras de que vá abandonar o time. O público pagante foi de 31.178 (total de 33.519), com renda de R$ 735.345,00.
- Não é brincadeira, estão acabando com a história do Palmeiras - gritou a torcida, depois do jogo.
Pelo Brasileirão, os dois times voltam a jogar no próximo domingo, às 18h30: o Palmeiras vai a Curitiba enfrentar o Atlético Paranaense, enquanto o Inter recebe o Figueirense no Beira-Rio. Antes, na quinta-feira, os times jogam em competições de mata-mata: o Verdão faz o jogo da volta contra o Atlético-MG em Belo Horizonte, pela Copa do Brasil (perdeu por 1 a 0 na partida de ida), e o Inter volta a encarar o Bahia, desta vez em Salvador, pela Copa Sul-Americana (tomou de 2 a 0 em Porto Alegre).
O jogo
Ricardo Gareca não vinha conseguindo bons resultados no Brasileirão, mas seguia com certa confiança da torcida e dos dirigentes porque, mesmo sem muitos jogadores de qualidade, montava um time que ao menos tentava se mostrar coeso em campo. Neste sábado, diante do Inter, o técnico argentino errou. E errou feio. Escalou um time que nunca treinou junto, com um único volante (Marcelo Oliveira), um meia pouco participativo (Mendieta) e quatro atacantes (Allione na direita, Mouche na esquerda, Cristaldo enfiado e Leandro fazendo mera figuração).
Gareca pode argumentar, claro, que seu trabalho foi prejudicado pelos desfalques (12 no total, sendo seis titulares). Mas o fato é que o Palmeiras ficou muito exposto - presa fácil para os contra-ataques do Inter. E como jogou o Inter!
Com jogadores bem mais experientes, Abel Braga montou o Colorado para jogar nos erros do adversário. E eles foram surgindo, um atrás do outro. No mais bizarro, cometido pelo goleiro Fábio (de novo!), surgiu o gol de Jorge Henrique, aos 19. O Inter mandava no jogo e só não liquidou a fatura ainda no primeiro tempo porque Eduardo Sasha perdeu gol feito.
No intervalo, Gareca fez o óbvio: colocou um volante (Eguren) no lugar do pior jogador de seu time (Leandro) para tentar cobrir o buraco à frente da zaga. A ideia era dar tranquilidade para a equipe, mas o uruguaio entrou pilhado demais. Tomou amarelo com menos de cinco minutos e deixou claro que poderia ser expulso a qualquer momento.
Enquanto isso, o Inter ia fazendo seu jogo, tocando a bola e se aproveitando do nervosismo do Palmeiras. Com Jorge Henrique deitando e rolando, o time criava chance atrás de chance, mas, por puro preciosismo, não marcava. A diferença técnica entre as equipes era tão grande que a impressão que pairava pelo Pacaembu era de que o Inter estava com pena do Palmeiras. Bruno César e Felipe Menezes, odiados pela torcida alviverde, ainda entraram em campo, mas não conseguiram dar jeito ao time de Gareca. Desespero palmeirense, alívio colorado.

HE-MAN FALHA, TARDELLI NÃO PERDOA: GALO BATE O INTER EM GRAMA CASTIGADA

Rafael Moura na partida contra o Atlético-MG (Foto: Alexandre Lops/Divulgação, Inter)
O Atlético-MG venceu novamente no Horto, mas desta vez teve de superar não apenas um rival organizado - o Internacional, vice-líder do Brasileirão - como também um gramado muito danificado no Independência, culpa de um show de axé realizado no último fim de semana. O time comandado por Levir Culpi ainda pode agradecer pela noite infeliz do atacante rival Rafael Moura, que, com o placar ainda em branco, perdeu duas grandes chances, a segunda beirando o inacreditável. Diego Tardelli, convocado para a Seleção e em grande fase, até perdeu uma oportunidade, mas na segunda não perdoou. Fuzilou o goleiro Dida aos 36 minutos do segundo tempo e deu ao Galo a vitória por 1 a 0.
O time da casa foi melhor que o rival no conjunto da obra, com um início de jogo sufocante e um segundo tempo mais na base da disposição do que da técnica. Assim superou um organizado Colorado, que só não teve sorte melhor devido à noite ruim de seu camisa 11. No fim das contas, quem também ficou satisfeito com o resultado no Horto foi o Cruzeiro, que viu o vice-líder perder pela segunda vez seguida. A vantagem para o Inter é de cinco pontos e pode pular para oito no domingo, quando a Raposa visita o Goiás. O Inter permanece, pelo menos até que a rodada se complete, em segundo lugar, com 31 pontos, enquanto o Galo sobe para sexto, com 26.
Agora os dois times deixam o Brasileirão de lado e voltam suas atenções para Copa do Brasil e Sul-Americana, respectivamente. O Atlético-MG vai até São Paulo para enfrentar o Palmeiras pelo torneio nacional. O jogo será na quarta, às 22h (de Brasília). No mesmo dia e horário, porém pela competição continental, o Colorado recebe o Bahia no Beira-Rio.
O Atlético-MG começou em ritmo alucinante e, com menos de 15 segundos de jogo, já dava um calor na defesa adversária. Passada a pressão inicial, o Inter começou a se organizar melhor em campo para armar os contragolpes. Aos 15 minutos, Leonardo Silva quase colocou para dentro da própria meta, o que seria o segundo gol contra em dois jogos. O domínio do Galo passou a ser apenas territorial, sem ameaçar de fato a meta de Dida. Na saída para o intervalo, um empate sem gols que era ruim para os dois lados.
He-Man falha, Tardelli não perdoa
Com Alex na vaga de D’Alessandro, o Inter tentou se manter com a bola nos pés. Rafael Moura, então, teve suas duas chances. Na primeira, parou em São Victor. Na segunda, com o goleiro já caído, o atacante colorado conseguiu perder de forma incrível: dentro da pequena área, mandou na trave, para desespero dos companheiros. Levir fez o que pôde com as peças de reposição. Aos poucos, lançou Luan, Marion e Jô nas vagas de Maicosuel, André e Rafael Carioca. O castigo para o He-Man veio pelos pés do melhor jogador do Galo, o selecionável Diego Tardelli. Ao receber do espoleta Luan um ótimo passe dentro da área, aos 36 minutos, o camisa 9 mandou uma pancada que Dida não teve condições de defender. Foi o gol de número 104 do jogador em 201 jogos com a camisa do clube. O gol que garantiu os três pontos no gramado castigado do Independência.

SÃO PAULO BATE INTER, ENTRA NO G-4 E MOSTRA SUA FORÇA NA BRIGA PELO TÍTULO

d'alesandro x kaka internacional são paulo (Foto: Getty Images)
Qualquer vitória no Campeonato Brasileiro vale três pontos. Mas o valor agregado ao triunfo conquistado pelo São Paulo nesta quarta-feira tem um impacto muito maior na tabela de classificação. Ao superar o Internacional por 1 a 0, no Beira-Rio, com gol de Ganso, o Tricolor ganhou outro status no Brasileirão: mostrou definitivamente a sua força para brigar pelo título – conquista para a qual o Colorado também é grande credenciado.
Agora com 29 pontos, o São Paulo subiu para a terceira colocação e colou no Inter, ainda na vice-liderança (se tivesse vencido, o time gaúcho dormiria no topo). Ao Tricolor, resta torcer para o Goiás surpreender o Corinthians nesta quinta-feira, o que o deixará na posição. De qualquer maneira, o time conseguiu um lugar no G-4 (já que o Fluminense perdeu para a Chapecoense).
O gol anotado por Paulo Henrique Ganso nesta quarta-feira, em Porto Alegre, ainda acabou com a invencibilidade de cinco jogos da defesa colorada.
Na próxima rodada do Brasileirão, o Inter joga fora de casa. Sábado, às 18h30 (de Brasília), o Colorado visita o Atlético-MG, no estádio Independência, em Belo Horizonte. O São Paulo tem compromisso no domingo, às 16h, contra o Santos, no Morumbi.

Caneta de Rafael Moura em Kaká. Vaias para Alexandre Pato. Chute de Alex que Rogério Ceni defendeu com os pés. A partida começou em tom vermelho, bem colorado. Mais consciente taticamente e com maior ímpeto ofensivo, o Internacional foi melhor na maior parte do primeiro tempo. Mas faltou qualidade na finalização.
Melhor para o São Paulo. Seguro na defesa e bem nos desarmes, o Tricolor soube aproveitar os erros bobos do rival. Mas com o setor ofensivo muito disperso, só conseguiu mudar o rumo da partida aos 35 minutos. Kaká tocou para Alvaro Pereira. O uruguaio chutou cruzado, e Ganso aproveitou a sobra para fazer 1 a 0.

Ao Internacional, restou partir para a pressão. E foi assim que os donos da casa começaram o segundo tempo. Rafael Moura chegou até a marcar, mas não valeu. A arbitragem marcou impedimento quando o atacante aproveitou rebote do chute de D’Alessandro. Persistente, o Colorado não desistiu. E seguiu no ataque.

Aplicado na defesa, o São Paulo se segurou. Esperou erros do Inter para tentar algo na frente. Kaká, Pato, Ganso... As estrelas tentaram, mas não conseguiram fazer a diferença no segundo tempo. Coube mesmo aos defensores domarem o ímpeto do Internacional para que o São Paulo assegurasse essa importante vitória.

INTER BATE O GOIÁS NO SERRA, VENCE A QUINTA SEGUIDA E DORME NA PONTA

Erik Goiás e Paulão Internacional Brasileirão (Foto: Agência Getty Images)
Goiás e Internacional não honraram o legado de Fernandão. Nenhuma das duas equipes, órfãs do ídolo morto em acidente de helicóptero no dia 7 de junho, mostrou faro de gol aguçado neste sábado, mas pelo menos o Colorado tem motivos para comemorar. O gol contra marcado pelo zagueiro Pedro Henrique no Serra Dourada já no fim da partida foi suficiente para dar a quinta vitória seguida ao time gaúcho no Campeonato Brasileiro, em partida que marcou a abertura da 16ª rodada. A campanha do Inter, sim, deixaria Fernandão orgulhoso. Com 31 pontos, o time de Abel Braga ultrapassa o Cruzeiro e dorme na liderança – a Raposa joga neste domingo, contra o Santos.
A diretoria do Goiás quis aproveitar a ocasião e prestou mais uma homenagem a Fernandão. Crianças formaram o número 9 no gramado antes de a bola rolar. Familiares receberam uma placa, e os jogadores utilizaram camisa personalizada com o rosto do jogador estampado na parte da frente. As homenagens não serviram de inspiração para o time da casa, que acumula a terceira derrota seguida, segue em queda livre após a Copa do Mundo e continua com o pior ataque da Série A, com apenas nove gols marcados. O Verdão, 10º colocado com 20 pontos, tentará reagir na próxima quinta-feira, às 21h, contra o Corinthians, em São Paulo. Na quarta, às 22h, o Internacional recebe o São Paulo em busca da sexta vitória seguida, marca que não alcança desde 2006.
Primeiro tempo sonolento
Embalado por quatro vitórias seguidas na Série A e com chance de assumir a liderança provisória, o Inter parecia jogar em casa nos primeiros minutos. Além da tímida presença de esmeraldinos nas arquibancadas do Serra Dourada - 4.256 pagantes -, o Colorado tomou a iniciativa e dominou completamente a posse de bola nos minutos iniciais. Arma letal de Abel Braga pelo lado direito, o chileno Aránguiz logo apareceu acionado por D´Alessandro e cruzou para Rafael Moura. O centroavante, um dos vários atletas que já defenderam as duas equipes, finalizou para fora. À medida que o tempo passava, o Goiás conseguia pelo menos equilibrar a posse de bola, que terminou em 59% a 41% para o Inter na etapa inicial.
O time goiano abusava dos passes errados e mostrava por que tem o pior ataque do Brasileirão. Mas a verdade é que, apesar da notória superioridade técnica, o Internacional não conseguia se impor e, aos poucos, começou a ceder território ao Verdão. A melhor chance da equipe gaúcha saiu dos pés de Alex, que surpreendeu a marcação ao girar para o lado direito e tirar tinta da trave com 19 minutos de bola rolando. Se o Inter tinha Aránguiz, o Goiás tinha Thiago Mendes, constantemente acionado por David nas costas de Fabrício pelo lado direito de ataque. Os zagueiros Ernando e Juan, com desarmes precisos, se encarregaram de evitar as finalizações de Erik e Bruno Mineiro e garantiram o 0 a 0 no placar no primeiro tempo.
Gol contra coloca o Inter na liderança
Abel Braga decidiu lançar Jorge Henrique na vaga de Ygor logo na volta do intervalo. A alteração deixou o meio-campo do Inter mais compacto, com maior participação de Aránguiz, D’Alessandro e Alex. O Colorado ficou mais objetivo e passou a fazer o que não tinha feito na primeira etapa: chutar a gol. Só que, mesmo com mais gente no campo de ataque, os visitantes não eram incisivos. Renan fazia poucas defesas e, do outro lado, Dida era um mero espectador. Quando os dois times conseguiram furar as defesas, a arbitragem marcou impedimentos equivocados de Fabrício, pelo lado do Inter, e de Erik, pelo Goiás.
Ricardo Drubscky então mexeu no time para tentar tirar o zero do marcador. Samuel, atacante emprestado pelo Fluminense, entrou na vaga de Bruno Mineiro, só que quem balançou as redes foi o Internacional. Aos 31 minutos, Fabrício fez boa jogada pela esquerda e cruzou. A bola passou por Jorge Henrique, que atrapalhou o goleiro Renan. Surpreso com a bola viva dentro da área, o zagueiro Pedro Henrique teve pouco tempo de reação e mandou para o fundo das próprias redes: 1 a 0 Internacional após o gol contra. O treinador do Goiás tentou as últimas cartadas lançando Tiago Real e Assuério em campo, mas o Esmeraldino não teve forças para empatar.

terça-feira, 26 de agosto de 2014

INTER BATE O GRÊMIO NA ESTREIA DE FELIPÃO E COLA NA PONTA DA TABELA: 2 A 0

Aránguiz comemora com D`Alessandro depois de marcar o primeiro gol do Inter (Foto: Diego Guichard/GloboEsporte.com)
O Gre-Nal 402 flertou o tempo todo entre o passado e o presente. Frente a frente, Abel Braga e Felipão, os técnicos mais vitoriosos da história dos dois clubes, buscavam caminhos diferentes. O colorado, de olho no futuro, mirava a ponta da tabela. O gremista ainda tentava se desgarrar do dolorido 7 a 1 para a Alemanha, na Copa do Mundo. E nesse clima saudosista, melhor para quem olhou para frente na tarde deste domingo, no Beira-Rio. O time comandando por Abel venceu o Grêmio por 2 a 0 e estampou em campo a distância atual entre os dois times, que agora é de nove pontos na tabela do Brasileirão. Aránguiz e Cláudio Winck marcaram os gols.

De volta ao Grêmio, o técnico Luiz Felipe Scolari não poupou mudanças no time. Foram seis alterações na equipe, com direito a surpresas como o garoto Walace, 19 anos, e Rodriguinho. As mexidas até surtiram efeito no primeiro tempo, quando o Tricolor foi melhor e perdeu uma grande chance com Dudu. Porém, assim como nos dois Gre-Nais da final do Gauchão, o Inter cresceu no segundo tempo, fez os seus gols, comandou o jogo e ampliou para dois anos a invencibilidade sobre o maior rival.


A vitória fez o Inter assumir a vice-liderança isolada com 28 pontos, a apenas dois do líder Cruzeiro. Já o time de Felipão estacionou nos 19, na 11ª colocação. Na próxima rodada, o Inter vai até Goiânia encarar o Goiás no sábado, às 18h30. Já o Grêmio recebe o Criciúma no domingo, na Arena, às 16h.

Com cara de Gre-Nal

O primeiro minuto de jogo já estampou toda a tensão que envolve o clássico. Com 10 segundos de jogo, D’Alessandro dominou a bola na intermediária defensiva do Inter e levou falta de Dudu. Segundos depois, Rodriguinho derrubou Willians e iniciou a primeira confusão do jogo. Depois de empurra-empurra, o meia levou cartão amarelo. E essa foi a tônica do início do jogo. Meio-campo muito truncado, poucas chances de gol e um leve predomínio do Inter, que mantinha a bola nos pés por mais tempo.

A partir dos 20 minutos, porém, o Grêmio se acertou em campo e deixou o jogo igual. As principais chegadas ao gol, inclusive, foram do time de Felipão. Na melhor delas, aos 37 minutos, Giuliano cruzou rasteiro, a zaga do Inter falhou, e a bola sobrou limpa para Dudu. O meia-atacante dominou dentro da área, mas bateu desajeitado, perdendo uma grande chance para abrir o marcador.

Na volta do intervalo veio a primeira mudança de Felipão como técnico do Grêmio: Fernandinho no lugar de Rodriguinho. Pelo Inter, Cláudio Winck entrou no lugar de Wellington Silva, que sentiu lesão. E os primeiros minutos deram a impressão de que a troca no Tricolor daria resultado. O time aparecia insinuante na frente, mas sempre pouco efetivo no arremate. Erro que o Inter não cometeu. Na primeira chance de gol no clássico, aos 16 minutos, não houve desperdício. Alex fez grande jogada pela esquerda e abriu para Fabrício, que cruzou com perfeição para Aránguiz. O chileno, que chegou a ser dúvida durante a semana, tocou de cabeça, sem chances para Marcelo Grohe.

Como se fora um déjà vu das finais do Estadual, o Inter cresceu depois do seu gol e passou a dominar a partida completamente. Com toques rápidos de um meio-campo muito técnico, o time de Abel chegou a ouvir “olé” da torcida antes de matar a partida. Em um contragolpe rápido, D’Alessandro deu grande passe para Cláudio Winck, que cortou Pará e decretou a terceira vitória seguida do Inter sobre o rival e deu à torcida colorada o direito de zombar com o estreante da tarde, que ouviu o coro de “Fica, Felipão, fica, Felipão”.

sexta-feira, 8 de agosto de 2014

INTER BATE O SANTOS EM PARTIDA COM DUAS EXPULSÕES E PULA PARA TERCEIRO

Rafael Moura sobe para fazer gol do Inter em cima do Santos (Foto: Wesley Santos/Agência PressDigital)
Num confronto direto por uma vaga no G-4, o Inter levou a melhor sobre o Santos, no Beira-Rio. Venceu por 1 a 0 e pulou para terceiro, ultrapassando o Corinthians, com 25 pontos. O Peixe ficou estacionado na sexta posição, com 20.
O jogo foi tenso, com duas expulsões. Paulão, que já tinha amarelo, levou o vermelho por reclamação. Para sorte do Inter, o gol saiu no lance seguinte, com Rafael Moura, de cabeça. O Colorado soube segurar a vantagem e viu seu trabalho ser facilitado depois que Eugenio Mena foi expulso, deixando o Peixe também com 10 jogadores em campo.
O jogo marcou o retorno de Leandro Damião ao Beira-Rio. Após quase três meses tratando de lesões, o atacante entrou aos 31 minutos do segundo tempo e teve chance clara para empatar, já nos acréscimos. Falhou feio e foi ainda mais vaiado por parte da torcida do Inter, que pegava no seu pé desde o momento em que entrou em campo. Vale lembrar que a transferência dele para o Santos foi a mais cara da história entre dois clubes nacionais - R$ 42 milhões, financiandos por um fundo de investimentos baseado em Malta, o Doyen Group.
Inter e Santos terão a semana livre para trabalhar para os clássicos regionais que terão na próxima rodada - o Colorado recebe o Grêmio no Beira-Rio, e o Peixe pega o Corinthians na Vila Belmiro. Os dois jogos serão no domingo, às 16h.
Domínio é colorado, mas trave salva o Santos. Duas vezes
O Inter dominou as ações em boa parte do primeiro tempo, controlando o meio-campo com toques rápidos, posse de bola (58%), forte marcação em Arouca e, principalmente, Lucas Lima. Isso obrigava Alison a atuar na criação como armador – o que não é a dele. Saíram de D'Alessandro as jogadas que furavam a defesa santista, como o passe que resultou em um chute na trave de Wellington e uma cobrança de falta nos acréscimos, que também parou no poste. Ao Peixe, a saída era apostar em eventual falha do adversário. Quase deu certo aos 38, quando Rildo aproveitou titubeada de Paulão mas, dentro da área, mandou por cima do gol.
No segundo tempo, o Santos adiantou a marcação para aproveitar a dificuldade na saída de jogo de Paulão, notada no primeiro tempo. O zagueiro recebeu um amarelo tentando conter Lucas Lima e, no lance seguinte, foi expulso por reclamação. Quando o cenário parecia se complicar para o Inter, veio o gol, com Rafael Moura, de cabeça, aos 11 - e na bola parada que tanto preocupava Oswaldo de Oliveira.
À frente no placar, o Inter recompôs sua linha defensiva com a entrada de Ernando no lugar de Alex. Se com um a mais estava complicado para o Santos furar o bem armado bloqueio gaúcho, a expulsão de Mena deixou a missão mais difícil. O Peixe tinha a bola, mas não conseguia criar. Damião entrou, mas não mudou a história da partida - enrolou-se com a bola quando teve oortunidade. Vitória justa do Internacional.

terça-feira, 29 de julho de 2014

Com ajuda de Marcelo Lomba, Inter vence o Bahia e acaba com jejum fora

A fonte Nova, de tantos bons jogos durante a Copa do Mundo, sofreu. Em um jogo marcado por muitos erros e pouco futebol, um deles foi decisivo para o resultado. Em uma falha do goleiro Marcelo Lomba, o Internacional acabou com o jejum de 13 jogos como visitante no Brasileirão e venceu o Bahia por 1 a 0, na noite deste sábado. A última vitória havia sido em 15 de setembro de 2013, ainda com Dunga, em jogo com o Criciúma, no Heriberto Hulse. O Tricolor se afundou na crise - foi o nono jogo sem vencer na competição.
Com o resultado, o Colorado vai aos 22 pontos e assume a vice-liderança de maneira momentânea. Já o Tricolor segue na zona de rebaixamento, com nove pontos. Na próxima rodada do Brasileiro, o Inter recebe o Santos no Beira-Rio, no próximo domingo, às 18h30. Já o Bahia vai a São Paulo enfrentar o Palmeiras, às 16h do mesmo dia.
JOGO COM MUITOS ERROS
Um time vem de uma sequência de oito jogos no Brasileirão sem vencer. Outro ainda não ganhou como visitante. Não se podia esperar um jogo daqueles que a Fonte Nova proporcionou no último mês, estádio das goleadas na Copa do Mundo. Apesar da nominata famosa, o Inter começou o primeiro tempo em marcha lenta. Parece ter se surpreendido com a postura do Bahia, que avançou e marcou a troca de passes de Juan e Paulão.
Rhayner e Kieza estiveram dentro da área, prestes a concluir no gol de Dida. Wellington Silva e Fabrício cobriram os zagueiros e salvaram Dida. No ataque, o Inter não conseguiu infiltrar a defesa rival. Com duas linhas de quatro, o Bahia criou uma barreira que impediu finalizações dos gaúchos durante toda a etapa inicial.
Sem confiança, os dois times também abusaram dos erros. Por alguns momentos, a bola parecia ser algo que os jogadores precisavam se livrar. O Bahia menos, o Inter mais. O Tricolor teve a chance de abrir o placar com Uelliton. O volante finalizou da altura da marca do pênalti após falta cobrada por Branquinho e desperdiçou oportunidade incrível. Antes do apito final da etapa, o Inter chegou com Wellington Silva ao fundo. O cruzamento, porém, não foi aproveitado por Rafael Moura e Alan Patrick.
FALHA DECIDE FIM DE JEJUM
O segundo tempo se encaminhava para o mesmo lado. O Inter perdeu D'Alessandro, com um incômodo na coxa esquerda, já sentido no treinamento de sexta-feira, ainda em Porto Alegre. Acabou preservado por Abel Braga e deu lugar a Eduardo Sasha. O Inter continuou errando muito na parte ofensiva. Só foi dar seu chute a gol aos 15 minutos, com Alex. Marcelo Lomba voou para espalmar e fazer a defesa. No ataque, o Bahia seguia especulando nos contra-ataques, mas só levou perigo em cobrança de falta de Uelliton.
Tudo se encaminhava para um empate. Em um jogo cheio de erros, só com uma falha grotesca para sair um gol. Foi o que aconteceu. Marcelo Lomba se posicionou para segurar firme a finalização de longe de Wellington Silva. Só que a bola passou por entre suas mãos e o Colorado abriu o placar no segundo chute a gol.
A falha de Lomba selou o final do jejum do Inter como visitante, que ainda não havia vencido nesta edição do Brasileirão longe do Rio Grande do Sul. O Bahia teve a chance do empate apenas em falta frontal, da altura da meia-lua, que Uelliton desperdiçou.
FICHA TÉCNICA
BAHIA 0 X 1 INTERNACIONAL
Local: Estádio da Fonte Nova - Salvador (BA)
Data-hora: 26/07 - 21h00
Árbitro: Héber Roberto Lopes (FIFA-SC)
Auxiliares: Kleber Lúcio Gil (FIFA-SC) e Carlos Berkenbrock (SC)
Público-Renda: 5.308 (5.221 pagantes)-R$ 154.076,00
Cartões amarelos: Uelliton (BAH) Alan Patrick, Juan (INT)
Gols: Wellington Silva - 20'/2°T (0-1)
BAHIA: Marcelo Lomba; Roniery, Adaílton, Titi e Pará; Uelliton, Léo Gago e Branquinho (William Barbio - 11'/2°T); Rhayner, (Rafinha - 40'/2°T) Henrique (Emanuel Biancucchi - 21'/2°T) e Kieza - Técnico: Marquinhos Santos.
INTER: Dida; Wellington Silva, Paulão, Juan e Fabrício; Willians, Wellington, D'Alessandro (Eduardo Sasha - intervalo), Alan Patrick (Cláudio Winck - 33'/2°T) e Alex (Ygor - 40'/2°); Rafael Moura - Técnico: Abel Braga.

quarta-feira, 23 de julho de 2014

Inter goleia o Flamengo por 4 a 0 em domingo de lembrança a Fernandão

Inter goleia o Flamengo por 4 a 0 em domingo de lembrança a Fernandão Ricardo Duarte/Agencia RBS
No retorno do Inter ao Beira-Rio, após a Copa do Mundo, uma atuação de luxo de D’Alessandro assegurou a goleada de 4 a 0 sobre o lanterninha do Brasileirão, Flamengo. Com o resultado, a equipe de Abel Braga voltou ao G-4 do campeonato. Mas, para se manter, precisa secar os adversários no complemento da rodada.
Antes do jogo, os telões do Beira-Rio mostravam gols históricos de Fernandão e, nas arquibancadas, os torcedores reagiam aos gritos de “uh, terror, Fernandão é matador”. Milhares vestiam as máscaras do ex-capitão. Trinta mil delas foram distribuídas pelo clube à torcida. 

Na entrada do campo, a viúva de Fernandão, Fernanda, recebeu os jogadores do Inter. Todos vestindo a camisa 9, em homenagem ao ex-jogador, morto em acidente de helicóptero em 7 de junho. Fernanda, com os filhos Enzo e Eloá, ambos com 11 anos, recebeu de Alex e de Índio as camisetas brancas em tributo ao ex-capitão. 

Após o minuto de silêncio a Fernandão, com os torcedores aplaudindo de pé o  ídolo, a partida teve início, com Aránguiz e D’Alessandro como armadores. Logo no início, o chileno recebeu uma pancada de André Santos no joelho direito, o mesmo lesionado desde a Copa do Mundo. Resistiu às dores, permaneceu em campo e, aos 13 minutos,  cruzou na área, Felipe falhou e Rafael Moura cabeceou para fora. 

Dois minutos depois, enfim, uma grande jogada ensaiada do Inter. Em cobrança de falta lateral, Alan Patrick encostou para D’Alessandro, que inverteu para a ponta da pequena área, onde Juan surgiu para devolver a bola para o meio da pequena área, onde Rafael Moura empurrou para o gol. Na sequência, Moura correu até o banco do Inter, recebeu a camisa 9, com o nome de Fernandão às costas, a estendeu no chão, se ajoelhou e, depois, apontou para o céu. Ganhou a torcida, que passou a gritar o nome de Fernandão. 

Aos 19, Aránguiz não suportou a contusão e foi substituído pelo argentino Martín Luque – que entrou com a missão de jogar na ponta-esquerda e também fechar pelo meio, quando necessário.   

Com a saída do chileno, o Inter passou a perder o meio-campo. Wellington e Willians passaram a recuar demais, permitindo o avanço carioca. Apesar da pressão, o Flamengo não conseguiu uma boa conclusão a gol. O Inter tentava o desafogo com Luque, que nas duas vezes em que foi lançado entrou em impedimento. Aos 38, uma nova boa chance: D’Alessandro cobrou falta, no ângulo, mas a bola foi para fora. 
Aos 45, o lance que definiu a partida. O pesadão Chicão deu um carrinho com as travas das chuteiras para cima acertando as pernas de Wellington Silva. Foi expulso e D’Alessandro fez o 2 a 0, cobrando o pênalti.

- É um dia para a gente lembrar o maior capitão da história do clube (Fernandão). Estamos vencendo por ele e por nós – disse o capitão D’Alessandro, no intervalo.

No segundo tempo, a chance de transformar vitória em goleada foi desperdiçada por Rafael Moura que, cara a cara com Felipe, cabeceou para fora. Aos 12, a goleada: D’Alessandro cruzou com perfeição para Fabrício, que pegou de primeira, bateu cruzado, sem chances para Felipe. 

Entregue, batido e levando “olé” das arquibancadas, o constrangedor Flamengo só esperava o jogo acabar. Um dominante Inter poderia ter transformado o clássico em um Alemanha x Brasil. Aos 32, Fabrício cruzou na área e Alex surgiu, bateu ainda correndo e marcou o quarto gol colorado. E em ritmo de treino, a vitória que os torcedores tanto queriam para o seu eterno capitão, foi confirmada.
Brasileirão — 11ª rodada — 20/7/2014
INTER 4Dida; Wellington Silva (Claudio Winck, 29’/2°) Paulão Juan Fabrício; Willians Wellington Aránguiz (Luque, 19’/1°) (Alex, 28’/2°) Alan Patrick D’Alessandro; Rafael Moura
Técnico: Abel Braga
FLAMENGO 0Felipe;Leo Moura, Chicão, Wallace e André Santos; Amaral (Negueba, 7’/2°T), Márcio Araújo, Recife, Lucas Mugni; Nixon (Fernando, int.) e Alecsandro (Luiz Antônio, 15’/2°T)
Técnico: Ney Franco
Arbitragem: Sandro Meira Ricci (MG), auxiliado por Emerson de Carvalho (SP) e Marcelo Van Gasse (SP)
Gols: Rafael Moura (I), aos 15min e D’Alessandro (I), aos 47min do 1°; Fabrício (I), aos 12min e Alex (I), aos 32min do 2°
Cartões amarelo: Amaral (F)
Cartões vermelho: Chicão (F)
Local: Estádio Beira-Rio.