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sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Flamengo fará todos seus jogos como mandante em 2013 no Maracanã

O Flamengo e a concessionária que administra o Maracanã assinaram um contrato na quinta-feira e o clube fará todos seus jogos como mandante até o fim do ano no estádio.
Serão no mínimo 10 jogos (incluindo o confronto da última quinta contra o Santos). Soma-se aí os oito jogos restantes no Campeonato Brasileiro e uma das partidas das quartas de final da Copa do Brasil contra o Botafogo. Caso a equipe avance nesta competição, as futuras partidas como mandante serão disputadas no Maracanã.
No acordo foi estabelecido que quanto maior for a renda bruta com a venda de ingressos, maior será a participação percentual do clube no resultado líquido do jogo. Ou seja, a torcida do clube poderá ajudar o Flamengo a fazer com que a decisão seja de fato lucrativa para os cofres do clube.
Desde o início do Campeonato Brasileiro houve negociações entre clube e concessionária para que o estádio fosse mais utilizado pelo Flamengo. Sem um acordo anterior, a diretoria rubro-negra preferiu mandar alguns de seus jogos em Brasília, no estádio Mané Garrincha, onde os jogos eram mais lucrativos. Foram cinco jogos como mandante na capital federal. 
"A diretoria do Flamengo e a concessionária trabalharam juntas nas últimas semanas para formatar um modelo de contrato que trouxesse benefícios ao clube e aos torcedores, além de garantir a manutenção da qualidade da operação do estádio. Esta é uma importante etapa para a construção de um acordo duradouro em um futuro próximo", disse o Flamengo em nota oficial. 

Dirigente descarta demissão de Dunga após novo tropeço do Inter no Brasileirão

As duas vitórias obtidas nos últimos dez jogos pelo Campeonato Brasileiro não são motivo suficiente para que o Internacional demita o técnico Dunga. Apesar dos gritos de "burro" dirigidos pelos torcedores ao treinador após o empate em 2 a 2 com o Vitória no Estádio do Vale, a direção colorada confirmou a permanência do Capitão do Tetra no comando da equipe.
"Se eu quisesse jogar para a torcida demitir seria a atitude mais fácil, pois há muitos treinadores bons no mercado. Mas não podemos abandonar a racionalidade nessas horas. Futebol se faz com convicção. Quando o dirigente deixa de lado o racional e passa a agir como torcedor, fazendo avaliações passionais, é a pior coisa que pode acontecer", resumiu o diretor de futebol Luís César Souto de Moura.
Indignada com mais um mau resultado do Inter dentro de casa, a torcida vaiou muito a equipe ao final da partida. O técnico Dunga, o volante Willians e os dirigentes de futebol do clube foram os mais visados. Souto de Moura e Marcelo Medeiros, vice de futebol, deixaram a cabine de onde viram a partida até o vestiário escoltados por seguranças.
O empate com o Vitória foi o décimo do Internacional em 20 rodadas do Brasileirão. Em redes sociais, torcedores criticaram bastante o desempenho da defesa colorada, que já sofreu 29 gols neste campeonato, sendo a quinta pior da competição. Em 11 jogos do certame (55% do total) o Inter levou dois ou mais gols.

Vaiado e chamado de 'burro', Dunga não se assusta e diz que cobrança é normal

Acostumado a superar adversidades e contestações desde os tempos de jogador, Dunga não se mostrou irritado ou assustado com as vaias da torcida do Internacional e os gritos de "burro" dirigidos a ele após o empate em 2 a 2 com o Vitória , na noite desta quinta, no Estádio do Vale. Segundo o treinador colorado, as cobranças da torcida são absolutamente normais.
"O torcedor tem esse direito, eles vêm aqui para ver o time vencer. A gente conseguiu virar mesmo numa situação difícil, mas é normal cobrar. A torcida não está preocupada se não tivemos tempo para treinar. Ela paga ingresso, quer a vitória e tem o direito de se expressar se ela não vier", contemporizou Dunga.
Assim como o volante Willians, que reclamou da forte sequência de jogos imposta pelo calendário, Dunga colocou na conta do cansaço o mau resultado obtido pelo Inter nesta quinta: "nós sabíamos que esse era um jogo de risco. Jogamos melhor contra o Santos, e sabíamos que desta vez não daria para ganhar só na técnica, tinha que ser na superação. Eles entraram só duas vezes na nossa área e fizeram dois gols", analisou.
Mesmo com apenas um ponto obtido nos últimos dois jogos dentro de casa, a direção colorada garantiu a permanência de Dunga no comando da equipe. O Inter, agora, terá duas partidas seguidas longe de Novo Hamburgo: domingo, joga no Heriberto Hülse, contra o Criciúma; quinta que vem, pega o Bahia, na Fonte Nova.

Cobrado por Muricy, Ganso assume protagonismo em vitória do São Paulo

Paulo Henrique Ganso recebeu a responsabilidade de ser o principal armador do São Paulo na reestreia de Muricy Ramalho como técnico do clube. E não decepcionou. Participativo e com belas assistências, o meia foi o melhor jogador em campo na vitória por 1 a 0 sobre a Ponte Preta na última quinta-feira, no Morumbi.
Todas as boas jogadas de ataque do time tricolor passaram pelos pés do camisa 8. Com 49 passes certos, segundo dados da Footstats, Ganso foi melhor que sua própria média no Brasileirão, que era de 35. Por outro lado, foi apenas um toque errado em todo o jogo. Ele ainda foi o segundo melhor são-paulino em lançamentos e cruzamentos.
No primeiro tempo, o meia deu pelo menos três passes que deixaram companheiros em situações claras de gol, impedidas pelo goleiro Roberto, da Ponte Preta. Na segunda etapa, foi dele o toque perfeito para que Luis Fabiano tivesse condições de balançar as redes e definir o triunfo no Morumbi.
“Hoje ele se movimentou bem. Principalmente no primeiro tempo, depois deu uma assistência boa”, elogiou Muricy, que já havia cobrado o jogador em sua apresentação como novo técnico do São Paulo, na última terça. “Tem que entrar mais na área, aparecer para o jogo. Não é possível que tenha se esquecido de jogar bola”, falou o treinador na ocasião.
A atuação defensiva também é destaque. Com três desarmes corretos, Ganso só não foi melhor neste fundamento que Rodrigo Caio e Paulo Miranda, atletas de defesa.
O São Paulo foi a 21 pontos na classificação. Embora ainda se mantenha na 18ª colocação, a diferença para o último adversário fora da zona de rebaixamento, o Fluminense, caiu de quatro para dois. O próximo desafio será no domingo, contra o Vasco, no Rio de Janeiro.

Flamengo freia ascensão do Santos e se afasta da zona do rebaixamento

Léo Moura fez o primeiro gol da equipe flamenguista no Maracanã Foto: Daniel Ramalho / Terra
O Flamengo não fez uma partida brilhante na noite desta quinta-feira, mas conseguiu o suficiente para se afastar da zona do rebaixamento do Campeonato Brasileiro. A equipe carioca, que podia acabar a rodada entre os quatro últimos em caso de derrota,  bateu o Santos por 2 a 1 no Maracanã, em duelo válido pela 20ª rodada. Já o time paulista viu a reação rumo ao G-4 brecada.
A vitória deixa a equipe do Rio de Janeiro em 11º lugar, com 25 pontos. O clube da Vila Belmiro, por sua vez, fica em sétimo, com 28 pontos, mais longe do sonho de ir ao G-4.
Na próxima rodada, o time carioca visita a Ponte Preta em Campinas, no domingo, às 16h (de Brasília), enquanto o Santos recebe o Botafogo no mesmo dia, mas mais tarde, às 18h30.
A equipe carioca começou o duelo com melhor postura e teve boas chances já nos primeiros minutos. O gol dos mandantes não demorou a sair: aos 19min, Léo Moura tabelou com Hernane e saiu na cara do gol para deixar o Flamengo na frente.
Com boa postura, a equipe rubro-negra praticamente não deixou os adversários jogarem na primeira etapa e sequer correu riscos de sofrer o empate - de fato, os flamenguistas criaram mais do que o Santos.
O segundo tempo começou com um ritmo muito mais acelerado do que a primeira etapa e, aos 9min, Hernane ampliou para o Flamengo. O atacante recebeu passe de Carlos Eduardo na cara do gol e só teve o trabalho de empurrar para as redes. Na comemoração, apontou para Carlos Eduardo, constantemente criticado pela torcida.
Apesar do Flamengo abrir boa vantagem, o Santos conseguiu diminuir logo depois. Samir derrubou Everton Costa na grande área e viu o juiz marcar pênalti. Na cobrança, Cícero bateu bem e deixou o jogo na vantagem mínima novamente. Mesmo depois de sofrer o gol, os donos da casa continuaram melhores e tentavam buscar o terceiro para "matar" o jogo.
Com o Flamengo ainda melhor, aos 38min, Carlos Eduardo fez grande jogada, mas Paulinho perdeu gol feito, que não fez falta para a vitória rubro-negra. Dois minutos mais tarde, em uma das raras chances santistas, Thiago Ribeiro foi lançado de frente para o goleiro Paulo Victor, mas chutou para fora, sacramentando a derrota. 

Com 3 gols de Jô, Atlético bate Coritiba, deixa Z4 e se reaproxima da torcida

Com três gols de Jô, que voltou foi titular da seleção brasileira nas vitórias sobre Austrália e Portugal, o Atlético-MG venceu o Coritiba, por 3 a 0, no Independência, na noite desta quinta-feira, iniciando bem o returno da competição, fazendo as pazes com a torcida e deixando para trás a zona de rebaixamento.  O alvinegro mineiro chegou a nove jogos sem derrota, com o terceiro triunfo nesse período de invencibilidade.
Atlético-MG e Coritiba entraram em campo sem titulares importantes, poupados pelo mesmo motivo: recuperar a forma física. Por isso, Diego Tardelli, que pediu esse tempo ao técnico Cuca, e Alex, preservado pelo treinador Marquinhos Santos, ficaram fora. No Coritiba, o atacante Keirrison, lesionado, foi desfalque de última hora, sendo substituído por Bill. No alvinegro mineiro, Marcos Rocha e Jô, que voltaram da seleção brasileira, e Réver e Pierre, que cumpriram suspensões, voltaram ao time.
O Atlético-MG começou o jogo pressionado por ter ingressado na zona de rebaixamento, após a vitória da Portuguesa, na véspera, por 2 a 0, sobre o Vasco. Mas, após levar um susto, quando foi salvo por duas defesas seguidas de Victor, o time atleticano encaminhou o seu sexto triunfo no Brasileirão nos 45 minutos iniciais, quando Jô foi o grande destaque. A seleção brasileira fez bem ao atacante, que reeditou a tradicional comemoração de gol junto com Ronaldinho Gaúcho, levando à loucura o torcedor alvinegro.
O Coritiba, por sua vez, manteve sua campanha fraca como visitante, quando só venceu o Grêmio, nessa condição, por 1 a 0. Depois de um início de Brasileiro em que chegou a liderar a competição, além de permanecer em boa parte do primeiro turno no G4, o time do Paraná iniciou o returno em busca de recuperação. A equipe vinha de vitória por 2 a 0 sobre o São Paulo, em casa, mas não conseguiu resultado positivo como visitante.
O primeiro tempo começou com o Atlético-MG buscando o ataque, demonstrando vontade e disposição. Apesar disso, nos 10 minutos iniciais, o alvinegro mineiro só chegou com perigo em bola parada, com cobranças de Ronaldinho Gaúcho. Especialmente aos 7 min, quando o camisa 10 atleticano cobrou a bola na cabeça de Fernandinho, que mandou a bola para fora. O Coritiba, por sua vez, iniciou a partida bastante recuado, mas quando se soltou levou mais perigo ao gol adversário.
Foi assim, aos 11 min, quando Robinho fez bela jogada individual e obrigou Victor a fazer duas grandes defesas consecutivas, evitando que o Coritiba saísse em vantagem no placar. No minuto seguinte, o zagueiro Chico recebeu a bola livre na área atleticana, girou e chutou, mas errou o alvo. A equipe visitante, apesar de priorizar a marcação, tornou-se mais perigosa no começo da partida, no Independência, assustando os torcedores atleticanos.
Com o passar do tempo, o Atlético-MG aumentou a pressão e o Coritiba se encolheu. Até o atacante Bill estava no campo defensivo do time paranaense, ajudando na marcação. Aos 22 min, Jô fez o gol do alvinegro mineiro, completando cruzamento de Fernandinho, da esquerda. Foi o primeiro gol do centroavante atleticano no Brasileiro, reeditando a comemoração ‘peito no peito’ com Ronaldinho Gaúcho. Três minutos depois, repetição da jogada. Ronaldinho serviu a Fenandinho pela esquerda, cruzamento e outro gol de Jô.
Nova comemoração dos amigos e parceiros, Ronaldinho e Jô. A torcida atleticana, que vinha criticando o comportamento da equipe, voltou a cantar feliz, ainda antes dos 30 minutos da etapa inicial: “O campeão voltou”.  Em campo, o Atlético-MG concentrava seus ataques pelo lado esquerdo, aproveitando-se da improvisação do meia Vinícius na lateral direita do Coritiba. Outras jogadas de perigo foram criadas por ali.
Perdendo por 2 a 0, o time paranaense se lançou ao ataque, tentando as jogadas pelo lado direito, tentando explorar as costas de Júnior César. Mas, foi o Atlético-MG que chegou ao gol. Aos 39 min, Marcos Rocha, que também esteve na seleção brasileira,  fez ótimo lançamento para Jô, que ajeitou e tocou por cobertura na saída do goleiro Vanderlei, colocando 3 a 0 no marcador. Dessa forma, em menos de uma semana, levando-se em conta os gols marcados pelo time canarinho, Jô fez seis gols.
“Estou um pouco cansado da viagem, mas para ajudar o Atlético a gente faz um sacrificiozinho, vale a pena, quando a gente joga em casa sabe da força, consegui fazer três gols no primeiro tempo, agora é manter no segundo tempo para a gente sair com os três pontos”, comentou Jô. Os jogadores do Coritiba deixaram o campo rapidamente para o intervalo. Na volta, o time visitante voltou com o volante Gil no lugar de Vinícius, em nova improvisação pelo lado direito de sua defesa.
O Atlético-MG retornou com o mesmo time e com a clara intenção de administrar a vantagem construída na etapa anterior. Dessa forma, o time da casa reduziu a velocidade, enquanto o Coritiba partiu para o ataque, buscando o seu primeiro gol, para que pudesse iniciar uma reação. Assim, a situação se inverteu em relação ao primeiro tempo e era o alvinegro que tentava explorar os contra-ataques, cabendo ao Coritiba a iniciativa de atacar mais.
Por reclamação, o ex-jogador Tcheco, assistente técnico do Coritiba foi expulso. Aos 24 min, Cuca descansou Jô, por causa do desgaste da viagem de volta dos Estados Unidos, onde estava com a seleção brasileira, para a entrada de Alecsandro, que se recuperou de lesão muscular. A equipe visitante também trocou os atacantes: saiu Bill para a entrada de Jãnio, que fez sua estreia. Sem forçar, o Atlético-MG ainda criou e desperdiçou algumas chances para ampliar o marcador, como aos 36 min, por exemplo, com Dátolo. O Coritiba tentou até o final marcar pelo menos um gol, mas parou em boas defesas de Victor, como aos 40 min, em chute do estreante Jânio.

Contra Vitória, Inter alcança 10º empate na Série A e fica longe do G-4

Inter chegou a virar confronto contra Vitória, mas diminuiu ritmo e cedeu empate na etapa final Foto: Ricardo Rimoli / Agência Lance
O Inter entrou em campo na noite desta quinta-feira em busca da vitória para encostar nos líderes do Campeonato Brasileiro, mas saiu de campo lamentando o décimo empate no torneio, o que faz a equipe se tornar recordista no quesito. O time colorado saiu atrás, chegou a virar contra o Vitória, mas diminuiu o ritmo no segundo tempo e cedeu o empate por 2 a 2, em duelo válido pela 20ª rodada da competição nacional e disputado em Novo Hamgurgo (RS).
A nova igualdade dos comandados de Dunga deixa o clube gaúcho provisoriamente em quinto, com 31 pontos, a quatro do quarto colocado Atlético-PR. Já o Vitória vai a 24 pontos, na 13ª posição.
Na próxima rodada, o Inter visita o Criciúma, no domingo, às 16h (de Brasília), enquanto o Vitória recebe o lanterna Náutico, no mesmo dia, só que mais tarde, às 18h30.
Na noite desta quinta, o Inter começou bem, mas não contava com um lance despretensioso do Vitória para sair atrás no placar. Aos 7min, Cáceres deu leve toque na bola dentro da área e conseguiu vencer o goleiro Alisson. O gol tomado desestabilizou o Inter por um tempo, mas a equipe colorada conseguiu chegar ao empate graças ao talento de D'Alessandro. O argentino cobrou bela falta aos 26min para deixar tudo igual.

Com o empate, o Inter partiu para cima em busca da virada e conseguiu apenas dois minutos mais tarde. De novo com o grande destaque do time: D’Alessandro recebeu bom passe de Leandro Damião, fez o giro na entrada da área e bateu forte para colocar a equipe gaúcha em vantagem. Ambos os times ainda tiveram boas chances nos minutos finais, mas o Inter foi para o intervalo comemorando a vantagem no placar.
O jogo voltou com um ritmo menos intenso para a etapa final. O Vitória quase empatou aos 5min, em cabeceada perigosa de Dinei.
Aos 19min, Marquinhos arriscou de fora e o time baiano não chegpu ao gol por centímetros. Mais incisivo na etapa final, o Vitória empatou aos 27min, com outro gol de Cáceres, que acertou um belo chute de fora da área.
A partir daí, a partida ficou aberta, com as equipes em busca da vitória, mas ninguém conseguiu o resultado desejado.