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quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

Presidente avisa: Atlético-MG não vai entrar em campo contra Chapecoense

Daniel Nepomuceno, presidente do Atlético-MG (Foto: Fernando Martins Y Miguel)
Desde a tragédia envolvendo o avião da Chapecoense, na madrugada da última terça-feira, algumas dúvidas em relação ao calendário da equipe catarinense apareceram. Como será definida a Sul-Americana? O que ficará decidido sobre o último jogo do time no Brasileirão, contra o Atlético-MG? O último ponto está decidido: o Galo não vai jogar. O presidente do clube mineiro, Daniel Nepomuceno, fez um pronunciamento oficial nesta quinta, na Cidade do Galo, para avisar que a delegação atleticana não vai viajar para Chapecó, mesmo sabendo que o clube deve, com isso, perder os três pontos.

- Vim aqui somente informar que o Atlético não irá jogar contra a Chapecoense, não irá para Chapecó jogar a ultima partida. A gente acredita no esporte, respeita a dor, não é o momento de cobrar de jogador nenhum a essência do esporte. Já comuniquei à CBF. Conversei com o presidente da CBF, Marco Polo, que concordou. Nessa partida, o Atlético não irá. Provavelmente, a maior punição é a perda dos três pontos. Isso não altera nada. É o mínimo que tem que ter pelos familiares, pela cidade e pelo país que está sofrendo com isso. Muito obrigado e bom dia à todos.


A posição do presidente é semelhante ao que os jogadores do Galo pensam. O zagueiro Gabriel lamentou bastante a tragédia e não vê clima algum para poder jogar na Arena Condá, em Chapecó.
Infelizmente aconteceu essa tragédia. Nós (jogadores) conversamos e pedimos pra que não houvesse esse jogo. Não tem clima pra jogo, pra comemoração, pra festa. Foi uma tragédia, a gente fica muito triste com isso. O presidente tomou uma decisão muito acertada. A CBF tem que entender, não tem como. Chegar em uma cidade depois de uma tragédia dessa. É muita tristeza, Não tem clima pra comemorar gol, entrar no estádio. Creio que a CBF vai entender o que o Atlético está pensando. É uma decisão muito importante que o presidente tomou.
O Atlético-MG já tem situação definida no Brasileirão. Independente do resultado contra a Chape, vai terminar a competição em quarto lugar. A Chapecoense também iria cumprir tabela na última rodada, já que não tem mais chances de terminar no G-6 e já se livrou matematicamente do rebaixamento.
Com a decisão da diretoria atleticana, resta apenas um jogo para o Galo fechar a temporada: a finalíssima da Copa do Brasil, contra o Grêmio, na próxima quarta-feira, na Arena do Grêmio. Diogo Giacomini, treinador interino do clube, segue comandando atividades no CT atleticano e preparando o time para a decisão. Na ida, o Atlético-MG foi derrotado por 3 a 1, no Mineirão.

terça-feira, 10 de março de 2015

Corinthians acredita ter estratégia melhor que Atlético-MG para ter Bernard

Bernard se recupera com lesão e tem jogado pouco no Shakhtar
O assunto é tratado com bastante cautela e o Corinthians, publicamente, ainda não admite a intenção de ter Bernard. Mas, depois de contatos com o estafe do jogador, entendeu que terá mais chances que o Atlético-MG no negócio que envolve um empréstimo do Shakhtar Donetsk-UCR. 
Em partes, porque a relação entre a direção atleticana e os ucranianos, ao final na transferência feita em 2013, foi difícil. À frente das negociações na época, o então presidente Alexandre Kalil exigiu 25 milhões de euros (na cotação do momento, R$ 78 milhões) por Bernard e não recuou em nenhum momento. Também por esse desgaste que, na recente tentativa do Atlético por um empréstimo, a receptividade no Shakhtar foi pequena. 
O Corinthians entende que já não iniciaria a negociação com uma rejeição desse tipo. Com o sinal verde de Bernard, os agentes Giuliano Bertolucci e Adriano Spadoto levarão o desejo corintiano pelo atleta até o Shakhtar nos próximos dias. Para a direção corintiana, as negociações bem sucedidas de Willian (em 2007) e Dentinho (em 2011) com o clube ucraniano são um bom cartão de visitas para abrir novas conversas. 
Conseguir a liberação de um empréstimo por baixo custo ainda é a grande chave para a operação tida por todos como difícil. A relação muito ruim entre Bernard e o treinador romeno Mircea Lucescu pode ter dois efeitos nessa negociação: ou facilitar a saída, ou torna-la ainda mais complicada. Historicamente, o Shakhtar faz jogo duro para liberar seus jogadores por empréstimo para clubes brasileiros ou mesmo para vender a europeus. 
Hoje, o salário de Bernard é de aproximadamente R$ 1 milhão por mês e a direção corintiana pretende pagar o mínimo possível - o Atlético, por exemplo, acenou com até 30%, mas não seduziu os ucranianos com isso.   
No que diz respeito a contrapartidas, o Atlético aparentemente pode sair em vantagem porque deve concluir a venda do centroavante Carlos para o Shakhtar nos próximos dias. Mas, vale lembrar, o mesmo clube ucraniano recentemente demonstrou interesse em Malcom, atacante corintiano. 

domingo, 30 de novembro de 2014

GALO BATE O PEIXE, PASSA POR TIMÃO E GRÊMIO E ASSUME O QUARTO LUGAR

Atlético-MG x Santos  (Foto: Agência Estado)
Com três vitórias consecutivas, o Atlético-MG arranca no Campeonato Brasileiro e termina a 24ª rodada no G-4. A vítima na noite desta quinta-feira, no estádio Independência, em Belo Horizonte, foi o Santos: 3 a 2, com dois gols de Tardelli e um de Cicinho (contra). O Galo foi a 40 pontos e ultrapassou Corinthians e Grêmio, entrando no grupo que garante vaga na Taça Libertadores do ano que vem. O Peixe cresceu muito no segundo tempo, descontou com Thiago Ribeiro e Geuvânio, criou outras boas chances, mas não teve tempo para empatar. Com 33 pontos, a equipe paulista está em nono lugar e segue com dificuldades atuando como visitante: de 39 pontos disputados fora de casa, o time da Vila Belmiro conquistou apenas nove.
A partida, com renda de R$ 306.245 e público pagante de 16.772 torcedores, teve bons lances. O Galo volta a campo no próximo domingo, às 16h (horário de Brasília), quando recebe o Vitória no estádio Independência. No mesmo dia, mas às 18h30, o Peixe encara o Goiás, em jogo que será disputado no estádio do Pacaembu.
Bom jogo
O Atlético-MG foi para o intervalo vencendo por 2 a 0, mas não seria exagerado se a vantagem fosse maior. O Santos tentou tomar a iniciativa, mas não teve força para pressionar. O time da casa assumiu logo o controle do jogo, se aproveitou do espaço existente entre defesa e meio de campo do adversário e foi criando chances. Aos 11, Tardelli, inspirado, tentou o cruzamento. Ninguém encostou na bola, e Aranha acabou enganado: 1 a 0. Desordenado, com dificuldades para sair jogando, o Santos era presa fácil. A tentativa de bicicleta de Leandro Damião, que obrigou Victor a fazer ótima defesa, foi apenas um lampejo. O Galo era dono do jogo, e o segundo gol não tardaria. Aos 23, Marcos Rocha desceu pela direita e cruzou. Cicinho tentou cortar e marcou contra. 
O Santos voltou para o segundo tempo sem Robinho, que sentiu dores musculares, mas Geuvânio, o substituto, entrou bem e ajudou a mudar o jogo.  Logo aos 3, o reserva do astro santista acertou a trave num contra-ataque puxado por Lucas Lima. Não demorou muito, porém, para o Atlético acordar e acuar o adversário novamente. Aos 8, Guilherme bateu falta rápida para Tardelli, que marcou o terceiro. A diferença para a etapa inicial é que, dessa vez, o Santos não desistiu, e, aos 15, Thiago Ribeiro diminuiu o prejuízo santista ao completar, de cabeça, cobrança de escanteio.
O gol fez os santistas irem ainda mais para cima em busca do empate. O jogo era franco, e Geuvânio desfilava. O garoto puxou contra-ataques, obrigou Victor a fazer uma grande defesa e ainda marcou um golaço, aos 38. Pena para os santistas que não havia mais tempo. O Galo conseguiu se segurar e conquistou mais uma vitória.

terça-feira, 23 de setembro de 2014

CARLOS BRILHA, E GALO QUEBRA DOMÍNIO DO LÍDER ABSOLUTO CRUZEIRO NO MINEIRÃO

Até este domingo, quando encerra a 23ª rodada do Brasileirão, nenhum time havia vencido o líder absoluto Cruzeiro no Mineirão. Aliás, nenhum time havia vencido a equipe celeste no Gigante da Pampulha a temporada inteira de 2014. Coube justamente a seu maior rival o belo feito. E o Galo precisou de garra, inteligência e um jogador em tarde inspirada. Com dois gols de Carlos, aproveitou os descuidos do adversário para sair vitorioso por 3 a 2. Diego Tardelli fez o outro gol do Atlético-MG, e Ricardo Goulart e Alisson marcaram os da Raposa. O resultado leva o Alvinegro para mais perto do G-4,. na quinta colocação, com 37 pontos.
A derrota não alterou a situação dos cruzeirenses: continuam na liderança folgada na competição, com 49 pontos, sete a mais que o vice-líder São Paulo, derrotado pelo Corinthians neste domingo também por 3 a 2. A partida acabou marcada também por incidentes nas arquibancadas, principalmente na área da torcida visitante. Apesar disso, a torcida atleticana, que só teve direito a 10% dos ingressos da carga total, fez a festa e saiu do Mineirão comemorando o fato de ter vencido o rival nos dois turnos e quebrado a invencibilidade celeste de 23 partidas no Gigante da Pampulha - o Cruzeiro não perdia uma partida ali desde 1º de dezembro de 2013, quando foi derrotado pelo Bahia..
Na próxima rodada, o Cruzeiro vai ao Couto Pereira enfrentar o Coritiba. A partida será quarta-feira, às 19h30 (de Brasília). O Atlético-MG joga só na quinta, quando, às 20h30, recebe o Santos, no Independência.
Emoções e confusão
Mesmo tendo como adversário o rival Atlético-MG, o Cruzeiro manteve o estilo de jogo ofensivo desde os minutos iniciais. O resultado foi domínio territorial absoluto, e maior posse de bola da Raposa. Mas a superioridade não foi traduzida em gols. Chegou a mandar uma bola na trave, no começo, com Alisson, mas ficou só nisso. Até porque foi o Galo que marcou primeiro. E em dose dupla. Aos 38 minutos, Carlos abriu o placar. Dois minutos depois, Tardelli ampliou. A torcida do Cruzeiro parecia não acreditar no que via, enquanto a atleticana, em meio à comemoração, estourava bombas e soltava sinalizadores, o que fez o árbitro da partida, Marcelo Lima Henrique, paralisar a partida por dois minutos.
Ao Cruzeiro não restava outra opção a não ser se mandar para o ataque. O prêmio pela coragem surgiu com um gol de Ricardo Goulart aos 46 minutos, depois de jogada de Éverton Ribeiro. O gol devolveu a Raposa ao jogo e deixou muita expectativa e emoções para o segundo tempo.
Sangue-frio
Era a injeção de ânimo da qual o Cruzeiro precisava. O time azul voltou com tudo em busca do empate, repetindo a blitz no início do primeiro tempo. O gol não demorou a sair. Aos seis minutos, Alisson marcou de voleio e mudou o panorama da partida. O técnico Levir Culpi pôs  Josué no lugar de Luan e deixou mais forte a marcação atleticana. O meio-campo congestionado dificultou a vida da Raposa, que dava espaços para o rival contra-atacar. E num rápido ataque nos acréscimos do jogo, saiu o gol da vitória atleticana. Leandro Donizete acertou cruzamento perfeito para o garoto Carlos, de cabeça, marcar seu segundo gol no jogo e o tornar herói do clássico. O sangue-frio alvinegro foi premiado com o resultado. Festa da minoria no Mineirão. Os 10% de atleticanos foram para a casa felizes da vida. Afinal, só o Galo venceu o Cruzeiro no Mineirão este ano.

sábado, 20 de setembro de 2014

TRIO OFENSIVO DECIDE NO PRIMEIRO TEMPO, E GALO VENCE GOIÁS POR 3 A 2

Goiás x Atlético-MG (Foto: Carlos Costa / Futura Press)
Em noite de gala de Dátolo, Guilherme e Carlos, o Atlético-MG atropelou o Goiás no primeiro tempo. Teve facilidade para criar oportunidades e marcou três vezes no Serra Dourada. O Alviverde melhorou na segunda metade, e Erik e Jackson descontaram, mas não evitaram a segunda derrota consecutiva, desta vez por 3 a 2. O time não pôde contar com o técnico Ricardo Drubscky, ausente por causa de virose.
Se o argentino Dátolo contribuiu com duas assistências, Guilherme marcou dois gols e ainda viu o companheiro Carlos praticamente decretar o triunfo, pela 22ª rodada do Campeonato Brasileiro. Sem seu comandante, o Goiás teve à beira do gramado o auxiliar Gilberto Fonseca, que apenas assistiu ao baile mineiro para 3.441 pagantes. Com direito a grito de "olé" por parte da torcida atleticana, já que a reação verde foi tardia e insuficiente.
Com a vitória, o Atlético-MG foi a 34 pontos e pulou para o sétimo lugar. Já o Goiás segue estacionado na 12ª colocação, com 27. Os goianos voltam a campo no domingo, às 18h30, e recebem o Palmeiras. No mesmo dia, mas às 16h, os mineiros têm pela frente o clássico com o Cruzeiro, no Mineirão.
Galo decide no primeiro tempo
O Goiás era o mandante, mas em momento algum o Atlético-MG se sentiu desamparado. Empurrado por uma torcida barulhenta, ainda que pequena, o time mineiro mandou desde o início do jogo e não demorou a criar boas oportunidades. Carlos foi o primeiro a assustar, mas coube a Guilherme abrir o placar. Aos 17 minutos, após ótimo lançamento de Dátolo, o atacante recebeu nas costas da defesa e encobriu Renan: 1 a 0.
O trio ofensivo formado por Dátolo, Guilherme e Carlos se mostrava infernal. Enquanto Erik e Samuel sequer conseguiam segurar a bola no ataque para o Goiás, o Atlético-MG se preparava para dar o bote. E o fez na reta final do primeiro tempo. Se Jô esteve discreto, Guilherme apareceu mais uma vez e, aos 41, completou cruzamento de Carlos para ampliar. Faltava o de Carlos. Três minutos depois, ele recebeu passe açucarado do meia argentino e bateu na saída de Renan: 3 a 0.
O Goiás, apático e desorganizado na primeira etapa, mudou de perfil após o intervalo. Cresceu, buscou o ataque e conseguiu neutralizar o Atlético-MG, que diminuiu o ritmo e agrediu menos. A reação esmeraldina deu frutos, ainda que tardia. Erik e Jackson descontaram, respectivamente, aos 33 e 48 minutos. O relógio já indicava o fim da partida, e a vitória mineira estava sacramentada.

NADA DE GOLS: ATLÉTICO-MG E GRÊMIO EMPATAM POR 0 A 0 NO INDEPENDÊNCIA

marcos rocha barcos  gremio x atletico-mg (Foto: Getty Images)
Pelo que o Atlético-MG mostrou por cerca de 35 minutos no primeiro tempo, em Belo Horizonte, poderia se esperar um jogo com gols no Independência, no encerramento da 21ª rodada do Campeonato Brasileiro. Mas o ataque flutuante e sem um homem de referência, já que Jô sequer foi relacionado para a partida, acabou batido pelo cansaço e também pela boa marcação do Grêmio, de Luiz Felipe Scolari. No fim, empate por 0 a 0. Ruim especialmente para os mineiros, que veem o G-4 cada vez mais longe. Já o Tricolor perdeu a chance de empatar com o arquirrival Internacional, que está na terceira posição, além de ter interrompido a sequência de quatro vitórias na competição.
Acabou sobrando para Levir Culpi. Ele ouviu gritos de burro dos torcedores durante e depois da partida - insatisfeitos com as alterações promovidas pelo treinador.

Na frieza dos números, é um ponto somado para o Tricolor, que estava longe de seus domínios, e contra um rival que tem no Horto uma de suas grandes virtudes. O time gaúcho chega aos 35, cai uma posição na tabela e agora está em sexto, um ponto atrás do G-4.
Com o resultado, o Galo fica estacionado na oitava posição, com 31 pontos. Na próxima rodada, as duas equipes entram em campo na quinta-feira. Às 19h30 (de Brasília), o Atlético-MG enfrenta o Goiás, no Serra Dourada. Uma hora depois, o Tricolor recebe o Santos em sua Arena. Será o reencontro entre a torcida gremista e o goleiro Aranha, que sofreu insultos racistas no local pela Copa do Brasil - o que resultou na exclusão do clube gaúcho da competição.
Sem gol, mas com bom futebol
Sem um homem de referência e com nova oportunidade para Carlos, que substituiu Jô, Levir parece ter encontrado a formação que considera ideal: um time leve, com muita movimentação do meio para frente. O Grêmio, por sua vez, não mudou o estilo que vem dando certo desde a chegada de Felipão. A equipe buscou se fechar, mas logo nos primeiros minutos teve a chance de balançar as redes. Giuliano parou em grande defesa de Victor. Passado o susto, o Galo colocou a bola no chão e, com muita velocidade, conseguiu envolver a defesa rival. Carlos teve as melhores chances. Na principal, driblou Grohe, mas com pouco ângulo, mandou para fora. Bem melhor que o rival, o Galo só deu trégua nos minutos finais, com o cansaço já visível.
A segunda etapa foi pior que a primeira. O Galo não conseguiu impor a velocidade e o toque de bola que envolviam a defesa gremista na etapa inicial. Sem a inspiração de Diego Tardelli, visivelmente desgastado pela grande sequência de jogos que vem tendo, a equipe alvinegra passou a assustar somente em bolas alçadas na área de escanteio ou faltas laterais. Em uma delas, Luan balançou as redes, mas o árbitro anulou o gol, marcando falta do time alvinegro, o que gerou reclamação do Galo. Numa delas, Rhodolfo jogou contra e acertou a trave de Marcelo Grohe. O Grêmio até melhorou e saiu um pouco mais para o jogo, sempre explorando a velocidade de Dudu pela esquerda, mas nada que fizesse Victor sujar o uniforme.

sábado, 13 de setembro de 2014

JULGADO NO STJD, PETROS MARCA SOBRE O GALO E RECOLOCA O TIMÃO NO G-4

Corinthians x  Atlético-MG (Foto: Marcos Ribolli)
Um gol no começo da partida e a solidez defensiva para segurar a vitória até o apito final. A velha receita corintiana voltou a funcionar após três rodadas sem vitórias no Brasileiro, na noite desta quinta-feira, na Arena de Itaquera. Com o 1 a 0 sobre o Atlético-MG, a equipe de Mano Menezes recupera seu lugar no G-4, perdido na noite anterior para o Grêmio. O clube paulista agora é o terceiro colocado, com 36 pontos. Com a derrota na 20ª rodada, o Galo manteve os 30 pontos, mas caiu uma posição, para oitavo.
O nome do jogo foi o autor do gol, Petros. Julgado e punido horas antes pelo Pleno do STJD com três jogos de suspensão (a pena anterior, de 180 dias, foi revista) por uma trombada no árbitro Raphael Claus no clássico com o Santos pelo primeiro turno, o meia foi a campo porque a punição só começa a valer a partir da publicação da decisão do tribunal, o que deve ocorrer nesta sexta-feira. Assim, Petros, que vinha atuando graças a um efeito suspensivo, desfalcará o Timão nos próximos jogos - mas vai para essa "pausa" com a sensação de dever cumprido.
O jogo na Arena foi uma prévia de uma das quartas de final da Copa do Brasil. Com 11 desfalques, o Atlético-MG apostou em Diego Tardelli, que defendeu a Seleção em dois amistosos nos EUA. O atacante, porém, teve atuação discreta e pouco fez para evitar a derrota em São Paulo. Elias e Gil, os corintianos que estiveram com o grupo de Dunga, também jogaram desde o começo.
Na próxima rodada, o Corinthians vai ao Rio de Janeiro enfrentar o Flamengo no Maracanã, às 16h de domingo. No mesmo dia, mas às 18h30, o Galo recebe o Grêmio no estádio Independência. As duas equipes voltam a se encontrar no dia 1º de outubro, desta vez por uma vaga nas semifinais da Copa do Brasil. A partida de ida será em Itaquera, e a de volta, no dia 15, em Belo Horizonte.
O jogo
Ambos alvinegros e com camisas listradas, Corinthians e Atlético-MG subiram ao gramado da Arena com uniformes bem parecidos. A semelhança obrigou os jogadores a voltarem aos vestiários para se trocarem, o que atrasou um pouco o início da partida. Com os donos da casa de preto e os visitantes de branco, a bola pôde, finalmente, rolar.
Convocados para os amistosos da Seleção contra Colômbia e Equador, Gil, Elias e Diego Tardelli começaram a partida. Mas os gringos selecionáveis do Corinthians - o uruguaio Lodeiro e o peruano Guerreiro - iniciaram no banco. Mano lançou Petros no campo, apesar da punição do STJD horas antes - a suspensão por três jogos só começa a valer nesta sexta. E foi ele quem abriu o placar, aos 13 minutos, ao completar cruzamento de Romero na área. Até então a partida se desenrolava sem grandes emoções, mas com o Galo mais à vontade. O gol animou o confronto, que ficou aberto, com oportunidades paras os dois lados. Apesar dos sustos sofridos por Cássio e Victor, a vantagem corintiana se manteve até o intervalo.
Com Guilherme no lugar de Carlos, Levir Culpi iniciou a etapa final disposto a transformar o amplo domínio da posse de bola (60% no primeiro tempo) em, ao menos, um empate. O cenário, porém, ficou inalterado: os mineiros comandavam o meio-campo, os paulistas partiam em velocidade - num contra-ataque, Renato Augusto quase ampliou num chute forte que tocou na trave. Resultado justo.

COM UM A MAIS NO SEGUNDO TEMPO, GALO BATE O BOTAFOGO NA JOGADA AÉREA

Atlético-mg X Botafogo (Foto: Bruno Cantini )
Muitos desfalques. Foram 15 no Atlético Mineiro - destaques para Diego Tardelli, que está na Seleção, além de Maicosuel, Pierre, Josué, Réver e Dátolo, machucados. O Botafogo também tinha os seus - Jefferson na Seleção, Emerson Sheik, Daniel, Airton, Carlos Alberto e Bruno Correa no departamento médico. Ainda por cima, muita marcação no meio de campo. O jeito era recorrer à bola parada, à jogada aérea. Quem fez isso melhor na tarde deste domingo, no Independência, no duelo pela 19ª rodada do Brasileirão, foi o Galo. Desde o primeiro tempo, buscou assim o gol, conseguido aos 24 minutos do segundo tempo, quando já tinha um jogador a mais. Dankler foi expulso no primeiro minuto da segunda etapa e facilitou a vitória do time da casa por 1 a 0, gol de Leonardo Silva.
A partida cresceu em boas jogadas nos minutos finais, quando o Botafogo, valente, buscou o empate, e o Galo também teve chance de ampliar. O resultado deixou a equipe mineira com 30 pontos, em sétimo na tabela. O time carioca, com 22, ocupa a 14ª posição. Na próxima rodada, o Galo enfrenta o Corinthians fora de casa, na quinta-feira. Antes, na quarta, o Botafogo pegará o São Paulo no Mané Garrincha, em Brasília.
O placar de 0 a 0 no primeiro tempo foi a mais completa tradução do jogo truncado e com poucas opções. Com tantos desfalques, os times rezaram a velha cartilha de um campeonato longo como o Brasileiro: o da casa toma a iniciativa, o visitante fica mais fechadinho, à espera do contra-ataque mortal. Em comum, a forte marcação. A alternativa melhor eram as jogadas de bola parada e aéreas, como o centro para a cabeçada de Leonardo Silva, dando o cartão de visitas do Galo.
Um choque de cabeças entre Edcarlos e Rogério forçou Vágner Mancini a mexer no Botafogo. Rogério saiu semiconsciente para a entrada de Yúri Mamute. Foi ruim para o Alvinegro carioca. Com dificuldade de entrar no toque de bola, as equipes jogavam bola cruzada. O Galo foi melhor nisso. Teve até lateral de Marcos Rocha que quase foi direto no gol. Leonardo Silva, sempre no ataque, cruzou para Carlos cabecear fraco. Marcos Rocha ia fácil à linha de fundo, como no centro que nem Luan nem Carlos alcançaram. O lado direito do ataque atleticano era o caminho. Para piorar o lado do Botafogo, o contra-ataque não encaixava pelo mau posicionamento de Wallyson, muito aberto pela esquerda. André Bahia, herói da classificação na Copa do Brasil, teve o melhor lance, numa cabeçada que Edcarlos atrapalhou. As duas equipes até apertaram no fim da primeira etapa, mas nada de gol.
Gol de cabeça
O Galo mexeu para o segundo tempo, com Guilherme no lugar de Eduardo, que sentiu o choque no ar com Wallyson. E demorou um minuto, apenas um minuto, para Dankler dar um presente de ouro para os anfitriões: o zagueiro deslocado para a lateral direita já tinha o cartão amarelo e deu entrada mais dura em Carlos. Levou o vermelho. Mancini foi obrigado a sacar Zeballos para pôr Rodrigo Souto e deslocou Gabriel para o setor. Com um a menos, a equipe carioca ficou com mais dificuldade ainda em atacar. Luis Ramírez procurava se virar em dois, mas sem sucesso.
Com Guilherme e vantagem numérica, o Atlético ganhou mais posse de bola, e Jô passou a ser mais acionado. Mas o time perdeu Rafael Carioca, com dores na coxa esquerda. Levir Culpi lançou Felipe Souto. O time mostrou mais equilíbrio. E a insistente jogada de bola parada acabou dando certo aos 24 minutos. Na cobrança de escanteio, Leonardo Silva, novamente ele, subiu mais que a defesa adversária e testou firme, sem defesa: 1 a 0. Carlos ainda perdeu gol feito, Wallyson por pouco não empatou numa bomba de fora da área, e o Galo só não ampliou graças à boa atuação de Andrey, defendendo chute de letra de Jô na pequena área. A partida ficou mais aberta, mas prevaleceu a estratégia da bola parada do Galo num jogo na maior parte do tempo truncado.

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

COXA E GALO NÃO SUPERAM TRAVE E EMPATAM DEBAIXO DE CHUVA FORTE

Dudu Diego Tardelli Coritiba x Atletico-MG (Foto: Getty Images)
Em partida equilibrada e marcada pela chuva torrencial durante os 90 minutos, Coritiba e Atlético-MG empataram sem gols, no Couto Pereira, neste domingo. Tardelli até que tentou se apresentar à Seleção com um gol, mas parou na trave de Vanderlei em duas oportunidades. Zé Love também acertou o poste, enquanto Keirrison parou em grande defesa de Victor. No fim, resultado foi justo, mas ruim para as duas equipes.
Desde o apito inicial, os times deram indícios de como seria a partida no Couto Pereira: muita disputa, pressão e equilibrio. Com paciência para atacar, o time de Marquinhos Santos teve maior posse de bola e foi dono das principais jogadas ofensivas do primeiro tempo, com 12 finalizações contra apenas três do time mineiro.
O Galo pecou tecnicamente e, quando conseguiu se infiltrar no campo adversário, não soube acertar a pontaria. Se na primeira etapa o Coxa foi superior e melhor ofensivamente, nos últimos 45 minutos, foi o Galo que ditou o ritmo de jogo. Com duas bolas na trave de Diego Tardelli, o time paranaense mais se defendeu do que atacou. Porém, os minutos finais reservaram fortes emoções, com defesa milagrosa de Victor e corte providencial do zagueiro Luccas Claro.
Com o empate, o time paranense chegou a 16 pontos e é o 18º colocado, mas pode acabar a rodada na lanterna. Já o Galo soma 27 pontos e caiu para a sétima posição.O Coritiba volta a campo no próximo domingo, contra o Bahia, às 18h30 (horário de Brasília), na Fonte Nova. Já o Atlético-MG joga em casa contra o Botafogo, às 16h, na Arena Independência.
Com a bola rolando, o Coritiba começou melhor, impôs seu ritmo de jogo e exigiu grande defesa de Victor aos dois minutos, em bela cobrança de falta de Alex. O Atlético-MG tinha dificuldade de entrar no campo alviverde. Com paciência para atacar, o time de Marquinhos Santos abusava de jogadas pelas laterais, com Zé Love e Carlinhos na esquerda e Dudu e Norberto pela direita.
O Galo pecava tecnicamente e tinha dificuldade de trocar passes no campo pesado do Couto Pereira, devido à forte chuva. Com apenas três finalizações, o time mineiro não conseguiu acertar a pontaria, exigindo pouco trabalho de Vanderlei. Superior durante toda a primeira etapa, o Coxa só não conseguiu abrir o placar em função da bem postada defesa atleticana e das boas defesas do goleiro alvinegro.
A segunda etapa começou ainda mais disputada do que a primeira. Com posturas francas e em busca do ataque, Coritiba e Atlético-MG conseguiram achar espaços e proporcionaram lances de emoção, exigindo trabalho dos goleiros Vanderlei e Victor. Porém, com o desgaste natural de jogo, as duas equipes caíram de rendimento após os 20 minutos e o jogo se resumiu a ligações diretas e muitos erros de passes.
Até que aos 28 minutos, em falha gritante da defesa alviverde, Tardelli acertou a trave direita do Coxa. A jogada acordou a equipe de Levir Culpi, que passou a dominar a partida. O camisa nove do Galo acertou mais uma bola na trave. Os minutos finais reservaram fortes emoções, com Victor fazendo defesa milagrosa em chute de Keirrison. Do lado do Coxa, Luccas Claro fez corte providencial para garantir o empate.

HE-MAN FALHA, TARDELLI NÃO PERDOA: GALO BATE O INTER EM GRAMA CASTIGADA

Rafael Moura na partida contra o Atlético-MG (Foto: Alexandre Lops/Divulgação, Inter)
O Atlético-MG venceu novamente no Horto, mas desta vez teve de superar não apenas um rival organizado - o Internacional, vice-líder do Brasileirão - como também um gramado muito danificado no Independência, culpa de um show de axé realizado no último fim de semana. O time comandado por Levir Culpi ainda pode agradecer pela noite infeliz do atacante rival Rafael Moura, que, com o placar ainda em branco, perdeu duas grandes chances, a segunda beirando o inacreditável. Diego Tardelli, convocado para a Seleção e em grande fase, até perdeu uma oportunidade, mas na segunda não perdoou. Fuzilou o goleiro Dida aos 36 minutos do segundo tempo e deu ao Galo a vitória por 1 a 0.
O time da casa foi melhor que o rival no conjunto da obra, com um início de jogo sufocante e um segundo tempo mais na base da disposição do que da técnica. Assim superou um organizado Colorado, que só não teve sorte melhor devido à noite ruim de seu camisa 11. No fim das contas, quem também ficou satisfeito com o resultado no Horto foi o Cruzeiro, que viu o vice-líder perder pela segunda vez seguida. A vantagem para o Inter é de cinco pontos e pode pular para oito no domingo, quando a Raposa visita o Goiás. O Inter permanece, pelo menos até que a rodada se complete, em segundo lugar, com 31 pontos, enquanto o Galo sobe para sexto, com 26.
Agora os dois times deixam o Brasileirão de lado e voltam suas atenções para Copa do Brasil e Sul-Americana, respectivamente. O Atlético-MG vai até São Paulo para enfrentar o Palmeiras pelo torneio nacional. O jogo será na quarta, às 22h (de Brasília). No mesmo dia e horário, porém pela competição continental, o Colorado recebe o Bahia no Beira-Rio.
O Atlético-MG começou em ritmo alucinante e, com menos de 15 segundos de jogo, já dava um calor na defesa adversária. Passada a pressão inicial, o Inter começou a se organizar melhor em campo para armar os contragolpes. Aos 15 minutos, Leonardo Silva quase colocou para dentro da própria meta, o que seria o segundo gol contra em dois jogos. O domínio do Galo passou a ser apenas territorial, sem ameaçar de fato a meta de Dida. Na saída para o intervalo, um empate sem gols que era ruim para os dois lados.
He-Man falha, Tardelli não perdoa
Com Alex na vaga de D’Alessandro, o Inter tentou se manter com a bola nos pés. Rafael Moura, então, teve suas duas chances. Na primeira, parou em São Victor. Na segunda, com o goleiro já caído, o atacante colorado conseguiu perder de forma incrível: dentro da pequena área, mandou na trave, para desespero dos companheiros. Levir fez o que pôde com as peças de reposição. Aos poucos, lançou Luan, Marion e Jô nas vagas de Maicosuel, André e Rafael Carioca. O castigo para o He-Man veio pelos pés do melhor jogador do Galo, o selecionável Diego Tardelli. Ao receber do espoleta Luan um ótimo passe dentro da área, aos 36 minutos, o camisa 9 mandou uma pancada que Dida não teve condições de defender. Foi o gol de número 104 do jogador em 201 jogos com a camisa do clube. O gol que garantiu os três pontos no gramado castigado do Independência.

NA CABEÇA DE EDUARDO DA SILVA, FLA VIRA SOBRE O GALO E SE AFASTA DO Z-4

eduardo da silva flamengo x atletico-mg (Foto: André Durão)
Mesmo sem ser titular ainda do Flamengo, Eduardo da Silva se candidata a herói. O roteiro do triunfo sobre o Sport se repetiu nesta quarta-feira, no Maracanã: cruzamento de João Paulo, cabeçada certeira do atacante, que garantiu a virada do Flamengo sobre o Atlético-MG por 2 a 1 - Léo Moura marcou o outro em pênalti sofrido pelo protagonista da noite, e Maicosuel abriu o placar. Empurrado por 37.726 pagantes (40.892 presentes), o Rubro-Negro conquista sua quarta vitória em cinco jogos com Vanderlei Luxemburgo, soma 19 pontos e abre quatro de folga para a zona de rebaixamento. Já o Galo perde uma sequência de quatro jogos invicto e uma boa oportunidade de se aproximar do G-4. A distância para a zona de classificação para a Libertadores aumentou de três para cinco pontos.
O resultado da partida no Maracanã, que teve renda de R$ 1.113.815,00, passa muito pelas substituições do jogo. No lado carioca, as entradas de Eduardo da Silva e Mugni deram nova vida ao time no segundo tempo, enquanto a saída de Maicosuel, com cãibras, deixou os mineiros sem força na etapa final. E os números mostram a força do Fla no estádio: dos cinco jogos disputados no local neste Brasileiro, foram quatro triunfos e apenas uma derrota. Aproveitamento de 80%.
Flamengo e Atlético-MG voltam a campo neste fim de semana. O Galo joga primeiro e recebe o Internacional no sábado, às 18h30 (de Brasília), no Independência. Já o Rubro-Negro entra em ação no domingo, às 16h, e tem pela frente o Criciúma no Heriberto Hülse.
Eduardo da Silva vira herói, e Victor, sem querer, o vilão
O Flamengo que se mostrou especialista em se defender e ficou os últimos três jogos sem sofrer gol mudou a postura para enfrentar o Atlético-MG. Atacou e deu espaços. Concedeu ao adversário um, dois, três... Nove contra-ataques no total. E as velocidades de Diego Tardelli e Maicosuel pelos lados do campo pareciam imparáveis. Foi assim que Maicosuel foi lançado em velocidade, passou por Cáceres, driblou Wallace e marcou um golaço logo aos nove minutos de bola rolando. Luxa reconheceu a deficiência e mexeu ainda no primeiro tempo. Colocou Nixon na vaga de Luiz Antonio e recuou Everton para fechar os espaços. Mas o Atlético-MG também se defendia bem e manteve a vantagem até o intervalo sem grandes sustos.
Os times não mexeram para a etapa final, e o jogo seguiu no mesmo ritmo até os 17 minutos. O Fla foi para o tudo ao nada com Mugni e Eduardo da Silva. O atacante no primeiro lance sofreu pênalti infantil de Pedro Botelho, e Léo Moura converteu com uma pitada de sorte. Victor acertou o canto, defendeu, mas caiu em cima da bola e colocou para dentro. O goleiro levou as mãos à cebeça lamentando, sem saber que o roteiro ainda se repetiria seis minutos depois. Ele defendeu a cabeçada de Eduardo da Silva, mas a bola bateu na trave, bateu nele de novo, e entrou. Motivos para se reclamar da sorte também teve Levir Culpi. Ao perder Maicosuel com cãibras, o Galo ficou sem forças, já que Diego Tardelli, completando 200 jogos pelo Alvinegro, cansou.

Já Paulo Victor não teve do que reclamar. Na cabeçada de André, que entrou no fim, o goleiro rubro-negrou salvou sem susto o que foi a última chance do adversário. O Fla mostra muita evolução no sistema defensivo. Segurou a vantagem e no quinto jogo com Luxemburgo sofreu apenas dois gols, enquanto nas 11 rodadas anteriores pelo Brasileiro a equipe foi vazada 19 vezes. A defesa ainda segue como uma das piores do campeonato, mas nada que o tempo não possa mudar.

FIGUEIRA EMPATA NO FIM E FRUSTRA GALO, QUE PERDE CHANCE DE COLAR NO G-4

Figueirense x Atlético-MG Victor e Leonardo Silva (Foto: Getty)
Figueirense e Atlético-MG jogavam as suas esperanças no Orlando Scarpelli, em Florianópolis. A dos catarinenses, que viviam sua melhor sequência no Brasileirão, de sair da zona de rebaixamento. No lado atleticano, a de se aproximar mais dos quatro primeiros. O empate por 2 a 2, pela 15ª rodada, foi mais comemorado pelos donos da casa, que conseguiram o resultado aos 48 minutos do segundo tempo.
A frustração estava nas caras dos jogadores atleticanos após o confronto, que foi marcado pelo alto número de cartões, 10, e a indecisão da arbitragem. Faltas e impedimentos duvidosos geraram muitas reclamações dos dois lados ao trio de abritragem formado por Felipe Gomes, Bruno Boschilla e Ivan Bohn.
O Galo saiu na frente, com belo gol de Dátolo na primeira etapa. O empate do Figueira veio ainda no primeiro tempo, com gol de Leonardo Silva, contra. De pênalti, Diego Tardelli recolocou os mineiros na frente. No entanto, após muita insistência, o garoto Clayton garantiu o 2 a 2 para a equipe de Argel Fucks, que chega ao seu terceiro jogo sem derrota.
O Alvinegro mineiro não perde há quatro jogos, mas desperdiçou ótima chance de colar no G-4. Com 23 pontos, é o sexto, com três pontos a menos que o Fluminense, quarto colocado. O Figueirense chegou aos 14 pontos, mas caiu para a 18ª posição. Na próxima rodada, os catarinenses recebem o Botafogo, também no Orlando Scarpelli, nesta quarta-feira. O Galo encara o Flamengo, no Maracanã, também na quarta.
Equilíbrio no início
Eram dois jogos sem levar gols. A melhor sequência do Figueirense no Brasileirão até agora. Mas o Atlético-MG levou apenas sete minutos para quebrar esse número. Jô e Dátolo inverteram os papéis para abrir o placar para o Galo. O atacante saiu da área e cruzou na cabeça do meia, que encobriu Tiago Volpi com bela cabeçada: 1 a 0. Os mineiros mantinham o domínio. Com boa troca de passes e jogadas pela direita, ameaçavam mais. Tardelli perdeu chance clara aos 23.
Mas o castigo veio no minuto seguinte. Jean Carlos, o nome mais perigoso do time catarinense no jogo até então, fez jogada pela direita, cruzou, e Leonardo Silva mandou para a própria rede: 1 a 1. O gol igualou o placar e equilibrou a partida. Dátolo e Tardelli se mantinham bem atuantes, mas a pontaria não estava boa. Os donos da casa usavam a bola parada e a ligação em velocidade para Jean Carlos, mas também sem sucesso.
Castigo para o Galo, alívio para o Figueira
O time catarinense retornou para a segunda etapa com o jovem Clayton na vaga de Jean Carlos e começou fulminante. O garoto fez duas boas jogadas em três minutos, mas Marcão, em ambas, não conseguiu finalizar. A partida seguiu com muita marcação e vários erros de passes. O Galo tentou apostar na velocidade de Luan e Marion, que entraram durante o segundo tempo, mas foi outro substituto quem decidiu o jogo.
Alex Silva, em boa jogada pela direita, sofreu pênalti de Cereceda, aos 27 minutos. Diego Tardelli cobrou e coroou a boa partida que fez em Florianópolis. O gol desanimou os donos da casa, que ficaram sem reação e sem o técnico Argel, expulso de campo após o tento atleticano. O Galo teve paciência. Até demais. E foi punido no fim. Após cobrança de escanteio de Marco Antônio, aos 48 da segunda etapa, Clayton aproveitou sobra e fez o gol de empate, celebrado como uma vitória pelos donos da casa.

terça-feira, 26 de agosto de 2014

ATLÉTICO-MG BATE PALMEIRAS "GRINGO" COM GOL DE ARGENTINO QUASE NO FIM

Datolo comemora gol do Atlético-mg contra o Palmeiras (Foto: Cristiane Mattos / Futura Press)
O Palmeiras é o "gringo" do Brasileirão, com oito estrangeiros no elenco (Cristaldo, o oitavo, será confirmado esta semana). E os argentinos são maioria na equipe comandada pelo também argentino Ricardo Gareca. Mas foi justamente um argentino o responsável por definir a vitória do Atlético-MG sobre o time paulista: Dátolo. De pé trocado, o direito, ele fez o gol decisivo para o 2 a 1 no estádio Independência, neste domingo à noite, pela 14ª rodada do Brasileirão. Antes, Tardelli, também de pé trocado, o esquerdo, abriu o placar com um golaço, e Henrique havia feito para a equipe alviverde.

O jogão em Belo Horizonte teve a bola rolando a todo momento e ainda polêmica com a arbitragem. No segundo tempo, Wagner do Nascimento Magalhães não marcou pênalti claro de Tobio em Luan, xodó da torcida atleticana que entrou no decorrer da partida. Ainda assim, o Galo venceu com drama, marcando aos 42 minutos do segundo tempo.
O resultado deixa o Atlético-MG com 22 pontos, a quatro do G4, e o Palmeiras agoniza com mais um jogo sem vitória. Agora são oito rodadas sem vencer no Brasileirão, estacionado com 14 pontos, na 14ª posição, apenas um ponto a mais do que o primeiro time na zona de rebaixamento.
Galo na frente com Tardelli
Não deu para piscar. Atleticanos e palmeirenses protagonizaram um primeiro tempo eletrizante no Independência, onde a bola praticamente não parou de rolar. Ainda que o equilíbrio tenha sido a tônica dos 20 minutos iniciais, o Galo aos poucos tomou conta do jogo. E merecidamente saiu na frente, porque tem jogadores tecnicamente mais qualificados.
Com o quarteto Diego Tardelli (esquerda), Jô (centralizado), Maicosuel (direita) e Guilherme (meia), o Galo pressionou de todas as formas. Retraído, o Palmeiras de Ricardo Gareca apostava nas investidas pela direita, com Weldinho e Allione, dupla que levou algum perigo para Victor.
Antes de a torcida atleticana comemorar o primeiro gol, Leandro e Tardelli marcaram, mas tiveram seus gols anulados corretamente. O atacante do Galo ainda chegou a exigir bela defesa de Fábio, em chute colocado de fora da área. E justamente desta forma, de longe, abriu o placar.
Após receber passe de Dátolo (substituiu Guilherme, com dores na coxa direita), ele ajeitou o corpo e finalizou de esquerda no ângulo de Fábio, aos 44 minutos. Festa no Independência e prêmio merecido ao time mais agressivo na etapa inicial (8 a 2 nas finalizações e , 56% a 44% na posse de bola).
Verdão empata com Henrique, mas Galo decide com Dátolo
O ritmo intenso do primeiro tempo seguiu no segundo. A diferença é que o Palmeiras equilibrou o jogo por mais tempo com o Atlético-MG. E conseguiu o empate logo de cara, com oportunismo de Henrique. Novamente explorando o lado direito, o Verdão cobrou escanteio com Allione, Felipe Menezes desviou e o centroavante completou para a rede, aos oito minutos. Na comemoração, saiu apontando para a área, como quem diz: “Aqui é o meu lugar”.
Henrique tinha razão. Porque os lances seguintes mostraram limitações do atacante para acertar jogadas fáceis. Primeiro perdeu grande contra-ataque ao perder na corrida e permitir o corte providencial de Pedro Botelho. Depois ao tentar encobrir sem sucesso Victor, que errou na saída de bola, revoltando Felipe Menezes, livre à espera do passe. E por fim ao perder outro contra-ataque, desta vez com a companhia de Mouche (substituiu Leandro). Os erros em sequência irritaram Gareca, que o substituiu por Diogo.
Do outro lado, Levi Culpi atendeu aos pedidos da torcida e trocou o improdutivo Maicosuel por Luan. O Galo ganhou em velocidade e teria a chance da virada, não fosse um erro claro do árbitro Wagner do Nascimento Magalhães. Ele não marcou pênalti de Tobio, que empurrou Luan dentro da área, revoltando a torcida atleticana, aos 19 minutos.
No final, o Palmeiras seguiu tentando puxar contra-ataques e o Atlético-MG foi para a pressão, Dátolo parou em Fábio na primeira vez. Mas não parou na segunda. Aos 42, Luan desceu pela direita e jogou a bola na área. Dátolo pegou a sobra, após uma rebatida, e empurrou para a rede de Fábio: 2 a 1 para o Galo.
Antes do gol do Atlético, ainda houve lance confuso, em que Victor Luis tocou a mão na bola dentro da área, mas nada foi marcado. O anfitrião garantiu a vitória nos minutos finais.

sexta-feira, 8 de agosto de 2014

GALO CONTA COM DOIS GOLS CONTRA PARA VENCER O ATLÉTICO-PR NO INDEPENDÊNCIA

Leonardo Silva Atlético-MG gol Atlético-PR Brasileirão (Foto: Agência Getty Images)
O Atlético-MG fez valer o apelido de vingador, deu o troco no Atlético-PR, seu único algoz no Independência em 2013, e ganhou por 3 a 1 na noite deste domingo. A vitória pela 13ª rodada do Brasileirão foi construída com grande contribuição do adversário: Léo Pereira e Deivid marcaram contra a partir dos 30 do segundo tempo, quando o placar apontava 1 a 1. Leonardo Silva abriu o placar no Independência, e Marcos Guilherme empatou em falha de Victor.
Levir Culpi ouviu vaias no segundo tempo e viu uma de suas apostas - a entrada de Luan - dar resultado, na jogada do segundo gol.
O Galo, que fez sua primeira partida após a saída de Ronaldinho Gaúcho, voltou a vencer no nacional depois de três rodadas e permaneceu na 11ª colocação, com 18 pontos. Se ganhar da Chapecoense na quarta-feira, em partida adiada da 10ª rodada, dará um salto para o quinto lugar. O Atlético-PR receberá o Botafogo no domingo, às 16h (de Brasília), na Arena da Baixada, em Curitiba.
Furacão? Só se for o Galo
Foi um bombardeio. O goleiro Santos não sabe até agora como demorou 34 minutos para ser vazado. Bola em cima da linha, bola no travessão, bola tirando tinta da trave. Mas o gol só saiu mesmo em um lance improvável, que se tornou arma poderosa do time nos últimos anos: a cobrança de lateral de Marcos Rocha. Leonardo Silva, quase sem ângulo, cabeceou no lado oposto do goleiro Santos - no intervalo, o zagueiro admitiu que a intenção não era concluir a gol.  Jô, que completou 115 dias de jejum, poderia ter ampliado num lindo contragolpe puxado por Maicosuel e Guilherme, mas chutou em cima de Santos.
Gols contra nos 15 minutos finais
No segundo tempo, o Atlético-PR não demorou para chegar ao gol. Aproveitou-se de falha do goleiro Victor no chute da intermediária de Marcos Guilherme, aos 10 minutos. Com a igualdade e a pressão da torcida, Levir Culpi resolveu mudar o Galo. Tirou Guilherme e Jô para as entradas de Luan e Dátolo, respectivamente. As mudanças levaram torcedores a vaiar a equipe e a xingar o treinador. E o Atlético-PR passou a tirar proveito do nervosismo do Galo.
Quando o empate parecia o resultado mais provável, os visitantes deram uma contribuição fundamental. Levir Culpi, que lançou recentemente o livro "Burro com Sorte", foi do inferno ao céu após a jogada de Luan. O atacante foi à linha de fundo e cruzou para a área. Léo Pereira tentou cortar e fez contra, aos 30. O jogo continuou equilibrado, mas aos 41 foi a vez de Deivid jogar contra o patrimônio para decretar o resultado final: 3 a 1.

terça-feira, 29 de julho de 2014

Para Ariano Suassuna: Sport vence o Atlético-MG na Ilha e encosta no G-4

sport x atlético-mg (Foto: Aldo Carneiro / Pernambuco Press)
Vestido de encarnado e preto, o bando dos pernambucanos, comandado por Severino de Aracaju (personagem do Auto da Compadecida trazido pelo zagueiro Durval na camisa), não se intimidou com a força da volante mineira e impôs uma derrota categórica aos forasteiros. Essa seria uma forma de Ariano Suassuna contar a história da vitória do Sport por 2 a 1, sobre o Atlético-MG, neste domingo, na Ilha do Retiro. Com os nomes de personagens dos seus livros às costas, os jogadores rubro-negros prestaram a maior homenagem que o escritor poderia receber. 
Venceram. Sem Ronaldinho Gaúcho, que deve ter seu futuro decidido na terça-feira, o Galo foi presa fácil e amargou sua terceira partida sem vencer na Série A.
O Sport chegou ao quinto jogo sem derrota, foi a 21 pontos e subiu para a quinta colocação. A equipe mineira, com 15 pontos, é a 11ª na tabela. Os gols saíram todos no segundo tempo. Felipe Azevedo aos 5 e Durval, aos 23. Tardelli descontou de pênalti, aos 39.
As duas equipes voltam a campo no próximo domingo, pela 13ª rodada do Brasileirão. O Leão encara o Figueirense, às 16h, no Orlando Scarpelli, enquanto o Galo recebe o Atlético-PB, às 18h30, no Independência.

Sobrou vontade, faltaram gols
O Atlético-MG vinha de uma decisão dura da Recopa, mas quem parecia estar cansado era o Sport, dono da casa. Com dois titulares suspensos, Eduardo Baptista mudou a formação do time e acabou vendo o Galo, mesmo sem Ronaldinho Gaúcho, criar mais oportunidades nos minutos iniciais. Diego Tardelli e Jô até chegaram a incomodar, mas pararam em Magrão. O Leão, com Neto Baiano apagado, só acordou na reta final e até teve uma chance clara de abrir o placar, desperdiçada por Zé Mário, que foi bastante criticado pela torcida.

Enfim, a rede balança
Dispostos a saírem de casa com a vitória, os jogadores do Sport voltaram para o segundo tempo lutando por todos os metros do campo. Se na técnica não conseguiam sobrepor o adversário, os pernambucanos buscaram o resultado na base da força. Foi assim que Felipe Azevedo abriu o placar aos cinco minutos, após belo passe de Durval. Com o nome de Severino de Aracaju, o cangaceiro do Auto da Compadecida às costas, o camisa 4 usou toda a truculência para invadir a área do Galo e ampliar aos 23. Mesmo sem criar muitas chances, o Galo conseguiu diminuir com Diego Tardelli, de pênalti, aos 39. O time mineiro ainda pressionou no final, mas não conseguiu mudar o placar.

quarta-feira, 23 de julho de 2014

Atlético-MG erra demais e empata com o Bahia no Independência

Atuando com um time misto, o Atlético-MG sabia que teria dificuldades contra o Bahia, mas jogando no Independência, esperava conquistar um resultado positivo, mas teve que se contentar com um empate em 1 a 1, diante da torcida. A falta de entrosamento, que gerou vários erros de passe foi o maior problema do Galo durante a partida.
O primeiro gol do jogo saiu em boa trama ofensiva do Bahia, que terminou com cruzamento perfeito de Rhayner, na cabeça do zagueiro Titi, que mostrou estilo para cabecear para as redes. O empate apareceu no segundo tempo, e veio da cabeça de Luan. Com o resultado, o Galo chega aos 15 pontos, enquanto o Bahia amarga mais um jogo sem vencer somando nove pontos.
Na sequência do Campeonato Brasileiro, o Atlético-MG terá compromisso contra o Sport, no próximo domingo, na Ilha Retiro, mas antes o Galo vai decidir o título da Recopa Sul-Americana contra o Lanús, da Argentina, jogo no Mineirão, na quarta-feira. Já o Bahia, joga no sábado contra o Internacional, na Fonte Nova.
O jogo – O duelo no Horto começou com muita entrega de ambos os lados, com o jogo chegando a ficar violento em alguns momentos. Atuando em casa, o Atlético-MG procurou tomar a iniciativa do confronto, mas o congestionamento de atletas no meio-campo fez a bola permanecer em disputa nesta parte do campo nos primeiros minutos.
Jogando com um time misto, o Galo sentiu um pouco a falta de entrosamento já que vários dos atletas que começaram o jogo nunca tinham atuado juntos. Com o passar do tempo, os mineiros melhoraram e conseguiram tocar a bola com mais qualidade. Com isso, os alvinegros passaram a ter mais volume de jogo.
Aos 14, Guilherme fez grande jogada, dando passe açucarado para Jô, que driblou o goleiro Marcelo Lomba, mas ficou sem ângulo para finalizar, errando o alvo no primeiro lance de real perigo da partida. O Bahia deu a resposta em cobrança de falta de Léo Gago, que assustou o goleiro Victor. Aos 24, a defesa atleticana deu espaço para o ataque baiano pela direita, Rhayner cruzou na medida, e o zagueiro Titi testou para as redes abrindo o placar.
O gol do Bahia deu moral para os visitantes, que passaram a valorizar a posse de bola no campo de ataque. Atrás no marcador, o Galo começou a errar muitos passes na ânsia de tentar chegar ao empate. Preocupado, o técnico Levir Culpi pedia calma para os comandados, mas o time atleticano seguiu com dificuldades.
Insatisfeito com o rendimento do time, o treinador alvinegro não quis saber de esperar e voltou para o segundo tempo com Pedro Botelho e Luan nas vagas de Alex Silva e Maicosuel, respectivamente. Além de mudar peças, o Atlético-MG mudou a postura em campo, sendo mais agressivo na busca pelo gol de empate.
Aos seis minutos, Guilherme deixou Jô na cara do gol, mas o atacante conseguiu mandar sobre o travessão de Marcelo Lomba. Aos dez, foi a vez de Guilherme mandar sobre o travessão. Errando menos passes, a esperada pressão atleticana aconteceu, mas o gol teimou em não sair. Percebendo mais vontade do time, a torcida passou a apoiar no Independência.
Se os erros de passe foram corrigidos, as falhas de finalização do ataque do Atlético-MG passaram a ficar evidentes até que aos 20, finalmente o Galo chegou ao gol através da cabeça de Luan, que aproveitou cruzamento de Jô para acertar o alvo do Bahia. Aos 24, a virada quase saiu com Leonardo Silva, que carimbou a trave de Marcelo Lomba, aumentando a pressão no Horto.
O empate deu confiança aos jogadores em campo e para a torcida, que passou a jogar ainda mais com a equipe da casa. Até o apito final, o Atlético-MG perseguiu a virada, tomando alguns sustos é verdade, mas com maior poder ofensivo, o gol, porém, não apareceu, e o empate ficou de bom tamanho para os dois lados.

sexta-feira, 2 de maio de 2014

Atlético-MG sai na frente, mas sofre gol irregular no fim e é eliminado no Horto

O dia do trabalho foi de sofrimento para a torcida do Atlético-MG. O time recebeu o Atlético Nacional no Horto nesta quinta-feira, em duelo que valia uma vaga nas quartas de final da Libertadores. Com gol de Fernandinho, abriu o placar ainda no primeiro tempo. Mas, no final, quando a definição do classificado caminhava para os pênaltis, Duque, em posição irregular, deixou tudo igual no placar. O placar de 1 a 1 decretou eliminação e o fim do sonho do bicampeonato dos mineiros.
O empate representou a eliminação do Atlético-MG por causa do resultado do primeiro confronto. Na Colômbia, o time foi derrotado por 1 a 0. A exemplo do que ocorreu nesta quinta-feira, o gol saiu no fim do jogo.
Fora da Libertadores, o Atlético-MG terá que concentrar forçar na disputa do Campeonato Brasileiro para voltar a disputar a competição continental em 2015. No domingo, os atleticanos vão receber o Goiás, no Independência, e um triunfo é importante já que o mineiros ainda não venceram na competição nacional.
O jogo
Precisando da vitória, o Atlético-MG iniciou a partida em alta rotação, pressionando o time colombiano em busca do gol. Quando conseguia recuperar a posse de bola, a equipe de Medellín tentava esfriar o jogo com o toque de bola e usando as inversões de lado de campo, que deram muito trabalho para os alvinegros no jogo de ida.
Após os primeiros minutos em que o Atlético-MG chegou a apresentar certo nervosismo, a equipe de Levir Culpi conseguiu acertar o posicionamento e passou a ser melhor no Horto. Os visitantes, porém, também mostram qualidade, principalmente nos contra-ataques, exigindo atenção total dos marcadores do Galo.
Com uma marcação intensa na saída de bola do Atlético Nacional, os brasileiros tentaram em várias ocasiões forçar o erro dos adversários, estratégia que funcionou, resultando na abertura do placar. Aos 20, Tardelli acertou a trave de Armani, no rebote, Fernandinho acertou chute preciso sem chances para o goleiro do time colombiano, explodindo o Independência em alegria.
O gol deu ainda mais confiança para o Atlético-MG, que intensificou a pressão em busca do tento que daria a classificação para os alvinegros. Com muita movimentação, Tardelli e Fernandinho conseguiram levar a melhor em cima dos zagueiros da Colômbia em algumas ocasiões, jogada que foi muita explorada pelos brasileiros.
A melhor chance do Atlético Nacional no primeiro tempo só apareceu aos 33, quando Valencia encontrou espaço para dominar a bola dentro da área alvinegra, mas errou na hora de finalizar, mandando pela linha de fundo. O Galo seguiu com as rédeas do confronto, mas o segundo gol não saiu até o fim do primeiro tempo.
Após o intervalo, o Atlético-MG seguiu exercendo pressão em cima dos visitantes. Aos três minutos, Ronaldinho cobrou falta e quase surpreendeu o goleiro Armani, que fez a defesa. Enquanto postura do Galo foi praticamente a mesma dos primeiros 45 minutos, o Atlético Nacional já passou a tomar mais cuidados defensivos.
Para controlar o ímpeto dos donos da casa, o técnico Juan Carlos Osório recuou as linhas de marcação, formando a zaga com três zagueiros para bloquear as jogadas alvinegras, em especial pelos lados do campo, explorado por Tardelli e Fernandinho com a ajuda dos laterais. A tática adotada obrigou o Atlético-MG a fazer um jogo de paciência, girando a bola de um lado para outro buscando os espaços.
Aos 28, o Atlético Nacional surpreendeu no contra-ataque, com Cárdenas saindo na cara de Victor, que operou milagre para salvar o Galo. Percebendo o crescimento dos colombianos no jogo, a torcida passou a jogar junto com o Galo, empurrando a equipe em busca da classificação. Aos 43, o improvável aconteceu, após cruzamento da esquerda, Victor tentou cortar e Duque completou para as redes, eliminando o Atlético-MG da Libertadores.
FICHA TÉCNICA - ATLÉTICO-MG 1 X 1 ATLÉTICO NACIONAL
Local:
 Estádio Independência, em Belo Horizonte (MG)
Data: 1º de maio de 2014, quinta-feira
Horário: 19h15 (de Brasília)
Árbitro: Patricio Loustau (ARG)
Assistentes: Diego Bonfa e Ivan Nuñez (ambos da Argentina)
Cartões amarelos: (Atlético-MG) Victor (Atlético Nacional) Mejía, Bernal, Henríquez
Gols
Atlético-MG:
 Fernandinho, aos 20 minutos do primeiro tempo
Atlético Nacional: Duque, aos 43 minutos do segundo tempo
ATLÉTICO-MG: Victor; Alex Silva, Leonardo Silva, Otamendi e Emerson Conceição; Pierre (Réver), Leandro Donizete, Tardelli (Guilherme) e Ronaldinho; Fernandinho (Marion) e Jô
Técnico: Levir Culpi.
ATLÉTICO NACIONAL: Armani; Peralta (Duque), Murrillo, Henríquez e Bocanegra; Bernal (Nájera), Mejía, Cardona e Cárdenas; Díaz (Arias) e Valência
Técnico: Juan Carlos Osório.