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quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Com o retorno dos estrangeiros, Flamengo se reapresenta no Ninho

O Flamengo se reapresentou na tarde desta quinta-feira, no Ninho do Urubu, em Vargem Grande, com uma novidade: o retorno dos três jogadores estrangeiros, que desfalcaram o Rubro-Negro nos últimos três partidas por estarem à serviço de suas seleções. O paraguaio Cáceres, o chileno González e o boliviano Marcelo Moreno fizeram um trabalho na academia do CT, ao lado dos atletas titulares no confronto contra o Bahia, da última quarta-feira, que fizeram um leve trabalho regenerativo no local.
No campo um do Ninho do Urubu, o técnico Jayme de Almeida comandou um treino coletivo dos reservas com os juniores do Flamengo. Sem poder contar na partida de domingo com João Paulo, com entorse no tornozelo direito, e André Santos, suspenso pelo terceiro cartão amarelo, o comandante rubro-negro improvisou o paraguaio Diego Fabián, de 20 anos, da base do clube, na posição de lateral-esquerdo dos profissionais. Vale destacar que a posição original dele é o meio de campo.
O próximo treinamento do Flamengo acontece na tarde desta sexta-feira, também no Ninho do Urubu. O Rubro-Negro volta a campo neste domingo, às 16h, diante do Atlético-MG, fora de casa.

Casillas diz que deixará o Real daqui a três meses se não jogar mais vezes

O goleiro da Espanha e do Real Madrid Iker Casillas afirmou nesta quinta-feira que pode deixar o único clube que defendeu na carreira se não passar a jogar mais vezes pela equipe. "Estou aqui desde criança, mas vai chegar o dia em que talvez uma decisão tenha de ser tomada", afirmou ele em um evento promocional em Madri.
O goleiro deu até prazo para se firmar novamente no time. "Decidi que desejo fazer parte deste elenco por bastante tempo, mas se a situação não mudar em três meses e você me perguntar essa mesma questão, talvez eu responda que estou planejando sair", declarou.
Casillas, de 32 anos, que foi titular absoluto do Real e da seleção por mais de 10 anos, perdeu a vaga de goleiro número 1 do clube após sofrer uma lesão na mão durante a temporada passada. O ex-técnico do Real José Mourinho, com quem Casillas tinha um relacionamento complicado, contratou Diego López, do Sevilla, que manteve-se como titular apesar da volta de Casillas após a contusão
Carlo Ancelotti, que substituiu Mourinho após a ida do português para o Chelsea, adotou uma política de rotação, em que López joga no Campeonato Espanhol e Casillas atua na Liga dos Campeões, o que gerou especulações sobre a saída do ex-capitão.
O técnico da Espanha, Vicente del Bosque, que também teve uma passagem como treinador do Real, defendeu Casillas apesar dos problemas no clube. Ele o escalou para o jogo decisivo de terça-feira das eliminatórias para a Copa do Mundo de 2014, em que a Espanha derrotou a Geórgia, deixando Victor Valdés, do Barcelona, na reserva.
O Real, que está cinco pontos atrás dos líderes Barcelona e Atlético de Madri no Campeonato Espanhol após oito rodadas, enfrenta o Málaga, no sábado, e depois pega a Juventus, na quarta-feira, pela Liga dos Campeões.

Maradona diz que gostaria de ser papa e que não usa drogas há quase 10 anos

Nesta quarta-feira, em entrevista cedida na redação do jornal italiano La Gazzeta dello Sport , o expoente máximo do futebol na Argentina, Diego Armando Maradona, afirmou estar há quase dez anos sem usar drogas. Além da revelação, o eterno camisa 10 relembrou os tempos de dor que causou aos amigos, à família e, sobretudo, à ex-mulher Cláudia Villafañe.
"Fiz com que minha família chorasse. Fiz mal a muitas pessoas", disse ele, que fez um apelo para que os jovens evitem o vício. "É uma dependência muito feia".
depois, bem-humorado, Maradona declarou que gostaria de ser papa. Ele ainda alfinetou as lideranças da Fifa, que considera ultrapassadas. "Os diretores da Fifa todos possuem mais de 95 anos. Como é que dá pra dirigir uma organização assim se não podem dirigir nem um carro?".

Dupla do Atlético-PR brilha, e Brasil goleia Eslováquia na estreia do sub 17

O entrosamento foi fundamental para a construção da fácil vitória da seleção brasileira sobre a Eslováquia nesta quinta-feira, em Abu Dhabi, na estreia da Copa do Mundo Sub 17. Com show de Mosquito e Nathan, companheiros de Atlético-PR, o Brasil não teve trabalhos para golear por 6 a 1 e iniciar a principal competição da categoria com o pé direito.
O triunfo foi garantido logo na primeira etapa. Nos 45 minutos iniciais, com dois gols de Mosquito e um de Nathan, o Brasil abriu 3 a 0 e já definiu a vitória. Na metade final do duelo, o objetivo foi o de ampliar o marcador para construir saldo de gols. O meia e o atacante do Furacão anotaram mais um tento cada, e Caio Rangel, jogador do Flamengo, fez o sexto. Quando o placar ainda mostrava 5 a 0, Vavro descontou para a Eslováquia.
Com o resultado, a Seleção Brasileira assumiu a liderança do Grupo A, que ainda conta com Emirados Árabes e Honduras. A equipe comandada pelo técnico Alexandre Gallo - que nesta quinta-feira assistiu à partida das arquibancadas após ser punido - volta a campo no domingo, quando enfrenta o selecionado árabe às 13 horas (de Brasília). Na próxima quarta-feira, o Brasil encerra sua participação na primeira fase diante dos hondurenhos, também às 13 horas (de Brasília).
Organizada pela Fifa a cada dois anos, a Copa do Mundo Sub-17 conta com 24 seleções dividas em seis grupos. Na primeira fase, as equipes enfrentam suas três rivais de chave, e as duas primeiras colocadas além das quatro melhores terceiras posicionadas avançam às oitavas de final. Daí para frente, jogos únicos e em mata-mata definirão o novo campeão mundial da categoria. O México é o atual detentor da taça, e o Brasil tem três conquistas - maior número, ao lado da Nigéria. Neste ano, a competição é realizada em Abu Dabhi, capital dos Emirados Árabes Unidos.
O jogo A Seleção Brasileira construiu a sua goleada ainda na primeira etapa. Logo aos 16 minutos, o meia Nathan fez linda jogada pela ponta esquerda e cruzou na medida para o atacante Mosquito chapar para o fundo do gol: 1 A 0. A partir daí, a Eslováquia, que não levava perigo no ataque, passou a parar a equipe verde e amarela na base das faltas. Somente nos primeiros 30 minutos, dezessete infrações haviam sido cometidas. O jogo, então, ficou truncado e só voltou a ter o placar movimentado aos 29.
Após Nathan ser derrubado dentro da área, Mosquito cobrou pênalti com perfeição e deslocou o goleiro para ampliar o marcador: 2 a 0. O Brasil passou a ter o domínio da partida e começou a assustar mais o arqueiro eslovaco. Aos 40 minutos, as estatísticas mostravam 63% de posse de bola para a Seleção canarinho contra apenas 37% dos europeus. Tal superioridade foi convertida em mais um gol aos 46. Autor dos dois primeiros tentos, Mosquito trabalhou como garçom e deixou Nathan na cara da meta para fazer 3 a 0.
No segundo tempo, a equipe comandada por Maurício Copertino (já que Alexandre Gallo, suspenso, teve que assistir ao duelo das arquibancadas), liquidou a fatura ainda cedo. Aos seis minutos, Abner avançou pela esquerda e cruzou para o meio. Grande nome do Brasil na partida, Nathan apareceu com espaço na pequena área e só completou para o fundo das redes: 4 a 0. Cinco minutos depois, Mosquito rolou na direita para Caio, que fuzilou e anotou um golaço.
A partir daí, o ritmo brasileiro diminuiu, e a partida esfriou. Copertino sacou Nathan para colocar Índio, e a Eslováquia descontou. Aos 22, Vavro aproveitou rebote do goleiro Marcos após chute de Hromada e só completou para o gol: 5 a 1. O Brasil, então, voltou a pressionar e marcou o sexto logo na sequência. Boschilia carregou pela direita e acertou grande passe para Mosquito. Frente a frente com o goleiro, o camisa 9 só teve o trabalho de deslocá-lo para anotar o seu terceiro gol. Fim de papo: Brasil 6 x 1 Eslováquia.

Marcelinho Carioca revela boicote de Luxa na seleção por caso com mulher

Um dos jogadores mais polêmicos dos anos 1990, o ex-meia Marcelinho Carioca revelou nesta quarta-feira o motivo de ter sido cortado da seleção brasileira por Vanderlei Luxemburgo em 1998. Segundo o ídolo corintiano, ele foi preterido no time nacional por ficar com uma garota que também era "alvo" do então treinador da equipe.
Questionado pelo apresentador Danilo Gentili, do programa Agora é Tarde da Rede Bandeirantes, Marcelinho confirmou a história. "Não sou hipócrita, essa história é verdade. Às vezes as pessoas chegam na TV e querem fazer cena. Para mim é papo de bar, eu sou muito transparente e sempre fou falar a verdade", afirmou.
Mesmo perdendo a chance de voltar a ser convocado, o ex-jogador não mostrou arrependimento com o episódio: "[A garota] era maravilhosa. Ele [Luxemburgo] me tirou da seleção, mas não tinha como deixar [de ficar com ela] não. Ela era maravilhosa e falou 'não quero o velho não, quero o pretinho'".
Marcelinho também revelou outro episódio obscuro da carreira ao comentar a relação com outro treinador, Emerson Leão. Ele elogiou o caráter e transparência do técnico, que o informou de sua dispensa do Corinthians dizendo que o clube estava dividido em um grupo do ex-presidente Alberto Dualib e outro do investidor iraniano Kia Joorabchian, que não o queria no grupo para não dividir as atenços com o argentino Tevez.
Ao longo de sua participação no programa, Marcelinho assistiu grandes momentos de sua carreira e aproveitou para enumerar feitos. "Conquistei dez títulos, sou o 10º maior artilheiro do Corinthians, marquei 206 gols pelo clube", relembro. Mas também teve lembranças tristes, já que o ex-jogador foi obrigado a assistir, por exemplo, o pênalti perdido diante do palmeirense Marcos na semifinal da Copa Libertadores de 1999.

Barcos diz sentir 'muito carinho' pelo Palmeiras e não descarta voltar um dia

Mais de oito meses já se passaram, mas a transferência do atacante Barcos do Palmeiras para o Grêmio ainda rende polêmicas. Um dia após ser o algoz do Corinthians em Porto Alegre, o argentino não quis voltar ao assunto, mas reforçou que até voltaria ao clube de Palestra Itália futuramente.
"Já falei o que aconteceu, fui muito claro, não tem mais o que falar. Se depender de mim, volto para lá um dia. Sentia muita coisa boa lá, muito carinho. Não tenho nada contra o Palmeiras. Quero o melhor pra eles. Não saí da melhor maneira, mas saí pra ajudar", disse Barcos aoSporTV.
Desde que deixou o Palmeiras, o centroavante nunca teve a mesma regularidade, parando de ser convocado para a seleção da Argentina. No entanto, os ex-companheiros Henrique, Valdivia e Leandro permaneceram no clube paulista e continuaram recebendo chances dos seus técnicos nacionais.
Sabendo que dificilmente terá chance com o treinador Alejandro Sabella, praticamente com um time definido para a disputa da Copa do Mundo de 2014, no Brasil, Hernán Barcos lamentou: "Sei que tem muitos jogadores lá. Quase todas as vagas já estão ocupadas, mas vou continuar trabalhando", finalizou.
Depois de trocar Palmeiras por Grêmio, Barcos foi muito criticado e até xingado por alguns torcedores do clube paulista, que se sentiram traídos. Dias antes da negociação, o argentino havia publicado um vídeo na internet em que se comprometia com o clube, mesmo na Série B do Brasileiro.
Mas, segundo Barcos, a diretoria palmeirense o forçou a aceitar a proposta tricolor. "Combinamos que seria em comum acordo, mas me traíram, falando que fui eu. Mas tinham me falado que, ‘aqui, não iria receber’, e pediram para eu sair", disparou, à época.

Corinthians desembarca sob tensão e sem garantia de permanência de Tite

Após a derrota para o Grêmio nesta quarta-feira em Porto Alegre, a delegação do Corinthians desembarcou no Aeroporto de Guarulhos por volta das 15h (de Brasília) no Aeroporto de Guarulhos bastante pressionada. O clima era de tensão pelos xingamentos e cobranças dos torcedores que compareceram ao local. Havia também no ar uma certa incerteza com relação ao futuro de Tite.
Edu Gaspar, gerente de futebol do clube, confirmou a realização de uma reunião no centro de treinamento. "Conversei com a diretoria e eles não falaram nada. A gente vai conversar agora à tarde e vamos discutir todas as possibilidades", afirmou. Ao ser questionado de forma mais direta sobre a permanência do treinador, ele preferiu se esquivar e não responder.
Os quatro jogos sem marcar um gol sequer e a queda na tabela de classificação do Brasileirão fizeram os torcedores no aeroporto pedirem para o time "voltar a jogar bola" e "voltar do Japão", em referência ao título mundial conquistado em 2012. Tite passou calado. "Não adianta perguntar porque não vou responder. Me respeitem", disse aos jornalistas.
Os jogadores não falaram muito mais que o treinador. "A gente tem que jogar bola. Quanto menos falar, melhor", afirmou o meia Danilo. Questionado se tinha medo do rebaixamento no Brasileirão, ele respondeu de forma direta: "Lógico".

Com apenas uma vitória nos últimos 12 confrontos, o Corinthians aparece na 13ª colocação do Campeonato Brasileiro com 37 pontos, a apenas cinco da zona de rebaixamento.