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quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Flamengo vence o Atlético-PR e é campeão no Maracanã


Foi mais do que o torcedor do Flamengo pediu. Depois de sofrer por 83 minutos, a segurar um 0 a 0 que lhe favorecia, o time carioca deixou para o fim o desfecho apoteótico de uma caminhada improvável rumo ao título da Copa do Brasil. Elias e Hernane balançaram as redes quando a conquistava estava mais ameaçada e selaram a vitória por 2 a 0 sobre o Atlético Paranaense, nesta quarta-feira à noite, no Maracanã.

Foi adequado que o volante e o artilheiro tenham coroado suas ótimas temporadas com os gols que vão ilustrar em reprises a terceira Copa do Brasil vencida pelo Flamengo. Elias e Hernane foram os pilares de um time que mudou de cara com a efetivação do técnico Jayme de Almeida. Eles apenas representaram na decisão o espírito coletivo de uma equipe que superou deficiências óbvias para derrubar favoritos ao longo do caminho até a homérica festa desta noite num estádio lotado, um Maracanã que reviveu seus dias históricos, com a primeira final de uma competição desde a reabertura.
Em sua caminhada até o tricampeonato, o Flamengo derrubou o campeão brasileiro (Cruzeiro), o atual vice-líder (o próprio Atlético), o quarto e o quinto colocados do Campeonato Brasileiro (Goiás e Botafogo). Não há como colocar senões no triunfo obtido pelo time rubro-negro do Rio.
Assim como Elias e Hernane, o time todo utilizou de coração e humildade, sim, mas também de aplicação tática e qualidade técnica, e uma precisão para marcar gols na hora em que eram mais necessários. Ao destemido time paranaense, os méritos por construir uma temporada em que superou qualquer projeção mais otimista. Deixou a Série B do ano passado para ser vice-campeão da Copa do Brasil e estar na disputa, com grandes chances, para conquistar uma vaga na Libertadores via Brasileiro.    
Libertadores para a qual o Flamengo garantiu seu posto. E a expectativa para a próxima temporada, quando a diretoria promete investimentos mais vultuosos, será muito maior. Pois esse time campeão jamais esteve em alta posição nas bolas de apostas brasileiras. E nele se destacam outros nomes sem o qual os flamenguistas não estariam celebrando mais uma conquista em âmbito nacional. Leonardo Moura, o capitão e líder por exemplo e por palavra do elenco. Não brilhou no Maracanã, mas a ele coube levantar o caneco, a primeira vez numa longa carreira.    
Paulinho foi outro que marcou seu nome na trajetória. De jogador "entra e sai", o atacante ligeiro e ágil tomou controle do lado esquerdo ofensivo e foi uma peste para as defesas. E foi ele quem abriu o caminho para a festa nesta noite, ao fazer uma linda jogada para o gol de Elias, já aos 43 da segunda etapa, quando o Atlético mais ameaçava a meta de Felipe e espalhava um terror palpável pelo Maracanã. André Santos e Ciro foram expulsos por atrito após o gol.
Outro destaque, da final e da reta final da temporada, o volante Luiz Antônio, que alia juventude com maturidade e qualidade técnica. Foi dele a responsabilidade de esfriar o ritmo quando a coisa esquentou. Em arrancada irresistível nos acréscimo, deu de presente um gol ao "Brocador", o 34º no ano, o 17º no Maracanã.  Foi o golpe de misericórdia na valentia paranaense. Era hora da festa nas arquibancadas, que não viram nenhum torcedor flamenguista deixar seu lugar até que a triunfal volta olímpica se concluiu.
FICHA TÉCNICA:
FLAMENGO 2 x 0 ATLÉTICO-PR
FLAMENGO - Felipe; Leonardo Moura (González), Samir, Wallace e André Santos; Amaral, Luiz Antônio, Elias (João Paulo) e Carlos Eduardo (Diego Silva); Paulinho e Hernane. Técnico: Jayme de Almeida.
ATLÉTICO-PR - Weverton; Juninho (Cleberson), Manoel, Luiz Alberto e Pedro Botelho; Deivid, Zezinho, Paulo Baier e Felipe (Dellatorre); Marcelo e Ederson (Ciro). Técnico:Vagner Mancini.
GOLS - Elias, aos 43, e Hernane, aos 48 minutos do segundo tempo.
CARTÕES AMARELOS - Samir (Flamengo); Dellatorre (Atlético-PR).
CARTÕES VERMELHOS - André Santos (Flamengo); Ciro (Atlético-PR).
ÁRBITRO - Leandro Pedro Vuaden (Fifa/RS).
RENDA - R$ 9.733.785,00.
PÚBLICO - 57.991 pagantes (68.857 no total).
LOCAL - Estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro (RJ).

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Ponte Preta bate São Paulo de virada no Morumbi na semifinal da Sul-Americana

A noite era de Rogério Ceni. Aos 40 anos, o goleiro que ainda não decidiu se irá se aposentar no fim desta temporada igualou o recorde de Pelé como o jogador que mais vezes atuou por um clube no Brasil: foi a 1116ª partida do capitão no time que defende há 23 anos. No entanto, a consagração foi da Ponte Preta, que venceu por 3 a 1 no Morumbi e saiu na frente pela vaga na final da Copa Sul-Americana. A equipe de Campinas conseguiu arrancar o empate e virou a partida no segundo tempo.
O jogo começou com um fato inusitado para o atacante Luis Fabiano. Após 12 anos, ele voltou pela primeira vez ao banco de reservas do São Paulo – a última vez aconteceu em 2001, em sua primeira passagem pelo clube, na temporada de estreia. O técnico Muricy Ramalho definiu o time com Aloísio como titular do setor ofensivo, e ainda surpreendeu com a escalação do jovem Lucas Evangelista, de 18 anos, no lugar de Douglas no meio de campo.
No primeiro tempo, a equipe tricolor jogou melhor e teve mais volume. O primeiro gol do jogo foi de Paulo Henrique Ganso, que recebeu na entrada da área após boa jogada de Aloísio. O camisa 8 chutou de perna direita, a bola bateu na trave esquerda de Roberto e entrou.
Pelo lado da Ponte Preta, o atacante Rildo foi o destaque e começou a importunar o São Paulo a partir do gol que abriu o placar. Pela ponta esquerda, Rildo fez do são-paulino Paulo Miranda um dos piores em campo. Ganhou quase todas as jogadas individuais que tentou sobre o lateral direito.
Em uma dessas jogadas, Rildo serviu Uendel após passar por Denilson. O lateral esquerdo cruzou para a área de Rogério Ceni e viu o zagueiro são-paulino Antonio Carlos empurrar a bola para o próprio gol.
O São Paulo repetiu o que tem acontecido em quase todas as partidas: diminuiu drasticamente a intensidade de jogo após marcar o primeiro gol. Desta vez, porém, foi punido por isso. O gol de empate saiu em momento em que o time de Muricy Ramalho parou de atacar e resolveu tocar de um lado para o outro. As jogadas ofensivas após o primeiro gol não mais aconteceram.
No intervalo, Muricy mudou o time. Tirou Lucas Evangelista, que ocupava a ponta esquerda, e inseriu o volante Wellington, para tentar fazer mais desarmes no meio de campo e evitar os ataques adversários. Não deu certo, Wellington entrou mal, cometeu diversos erros e o São Paulo só abriu mais espaço. Nos primeiros minutos da segunda etapa, Fernando Bob finalizou, Ceni fez boa defesa, mas espalmou para dentro da pequena área. Leonardo só teve o trabalho de empurrar para o gol e consumar a virada que já era imaginada.
Muricy Ramalho tentou reverter o placar com a alteração que a torcida pediu. Desacostumado ao banco de reservas do Morumbi, Luis Fabiano foi pedido pelas arquibancadas e chamado pelo treinador. Entrou em campo, mas pouco rendeu. Apareceu bem em cabeceio, que passou próximo ao travessão de Roberto, mas novamente teve pouca participação e mostrou falta de mobilidade.
Com a vantagem no placar, a Ponte Preta do técnico Jorginho adotou postura mais cautelosa. Com poucos ataques e mais controle da posse de bola, virou dona do jogo. Em novo erro do São Paulo, aproveitou para matar o confronto da primeira semifinal da Copa Sul-Americana: Uendel, novamente, encontrou todo o espaço que precisava na defesa são-paulina, avançou, finalizou e marcou o terceiro do time visitante. No trajeto, a bola que era rasteira desviou em Wellington e enganou Rogério Ceni, na noite em que comemoraria o recorde semelhante ao de Pelé pelo Santos.
No fim da partida o São Paulo ainda perdeu chance incrível. Luis Fabiano driblou o goleiro e a zaga da Ponte Preta evitou o gol debaixo do travessão. No rebote, o camisa 9 cruzou e Welliton finalizou, para novamente a defesa da Ponte tirar o perigo da área.
Com os três gols marcados fora de casa, a Ponte Preta impõe atuação de gala ao São Paulo. Não adiantará o time de Muricy vencer o segundo jogo por 2 a 0, pois a vaga na final ainda será da Ponte Preta. O placar exige que o São Paulo vença por três gols de diferença, ou por dois gols a partir de 4 a 2. Um novo 3 a 1, desta vez para o São Paulo, levará a decisão para os pênaltis. Contra a Ponte pode pesar a ausência do goleiro Roberto, que saiu chorando de campo por conta de um problema muscular e virou dúvida para a partida de volta.
A segunda partida acontecerá na próxima quarta-feira e deverá ser jogada no Romildo Ferreira, em Mogi Mirim. O local não está confirmado após o São Paulo ter conseguido vetar a utilização do Moisés Lucarelli, em Campinas, pelo estádio não contemplar capacidade mínima para 20 mil pessoas, segundo especificado no regulamento da Conmebol para confrontos entre oitavas e semifinais das competições. Do outro lado da chave, Libertad (PAR) e Lanús (ARG) decidem quem brigará pela taça.

Flamengo empata com Atlético-PR na final da Copa do Brasil


Atlético-PR e Flamengo empataram por 1 a 1 no primeiro jogo da final da Copa do Brasil. Jogando no Estádio Durival de Britto, o time de Curitiba chegou a sair na frente, mas não conseguiu sustentar a vantagem e os cariocas buscaram o empate, por 1 a 1, ainda no primeiro tempo. O resultado deixou o Flamengo com ligeira vantagem para o segundo jogo, na próxima quarta-feira, no Maracanã. O time carioca jogará por um empate sem gols, diante de sua torcida, para conquistar o título nacional, que dá vaga na Copa Libertadores. Para o Atlético, o empate só será favorável a partir do placar de 2 a 2. Em caso de novo 1 a 1, o duelo será definido nos pênaltis.

Atlético e Flamengo fizeram uma partida equilibrada nesta noite. Anfitrião, o time de Curitiba tentou se impor no início e jogou o Flamengo para a retranca nos primeiros minutos. Tentando apostar nas falhas de marcação dos rivais pelos lados, o Atlético era melhor e não demorou muito para mandar para as redes. Aos 17 minutos, o experiente Paulo Baier deu passe para Marcelo encher o pé e abrir o placar.
Sem o mesmo volume de jogo do rival, o Flamengo era mais tímido no ataque. Mas acabou buscando o empate mesmo assim. Em chute de longe do volante Amaral, igualou o marcador e aquietou a torcida. Foi o primeiro gol de Amaral com a camisa do Flamengo.
Para o segundo tempo, o Flamengo perdeu André Santos e Chicão, ambos por lesão. O duelo seguiu parelho, com maior iniciativa do Atlético. Mas sem a mesma pegada ofensiva da etapa inicial. O duelo acabou empatado em 1 a 1, mantendo a indefinição para o segundo jogo da final.
FICHA TÉCNICA:
ATLÉTICO-PR 1 x 1 FLAMENGO
ATLÉTICO-PR - Weverton; Juninho, Manoel, Luiz Alberto e Pedro Botelho (Dellatorre); Deivid, Zezinho, Éverton e Paulo Baier (Maranhão); Marcelo e Ederson (Ciro). Técnico: Vagner Mancini.
FLAMENGO - Felipe; Léo Moura, Chicão (Samir), Wallace e André Santos (João Paulo); Amaral, Luiz Antonio, Elias e Carlos Eduardo (Diego Silva); Paulinho e Hernane. Técnico: Jayme de Almeida.
GOLS - Marcelo, aos 17, e Amaral, aos 30 minutos do primeiro tempo.
CARTÕES AMARELOS - Pedro Botelho, Everton, Léo Moura e Elias.
ÁRBITRO - Paulo César de Oliveira (SP).
RENDA - R$ 780.080,00.
PÚBLICO - 16.936 pagantes.
LOCAL - Estádio Durival de Britto, em Curitiba (PR). 

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Atlético-PR segura pressão do Grêmio, empata e faz final inédita com Fla

O Atlético-PR teve menos posse, atuou praticamente o jogo todo em seu campo, foi pressionado, mas segurou. Nesta quarta-feira, o 0 a 0 com o Grêmio na Arena levou o time paranaense à final da Copa do Brasil graças à vitória por 1 a 0 em casa na semana passada. Pela primeira vez de sua história na decisão, o time de Curitiba enfrenta o Flamengo na final.

Foi a terceira Copa do Brasil seguida que acabou na semifinal para o Grêmio. Em 2010 o algoz foi o Santos, em 2012 o Palmeiras e agora o Atlético-PR. O time gaúcho amarga mais de 3 anos sem títulos e desde 2001 sem conquistas relevantes.

Enquanto isso, o Atlético-PR confirma uma temporada primorosa. Na final da Copa do Brasil, os comandados de Vagner Mancini também são vice-líderes do Brasileirão. Em Porto Alegre, seguraram o apoio de 43 mil gremistas, maior público já registrado em jogos oficiais do estádio recém inaugurado pelo Grêmio.

Renato Gaúcho cedeu à pressão da torcida e escalou Zé Roberto como titular do Grêmio. O camisa 10 repetidamente pedido pelo povo começou jogando no lugar de Vargas. A formação com um armador ampliou a posse de bola dos gaúchos no campo do adversário. Mandando no jogo, o Grêmio criou boa oportunidade com Barcos aos 12 minutos. Após receber de Zé, porém, o Pirata errou.

Enquanto isso, o Atlético-PR preferiu defender a vantagem que tinha pela vitória por 1 a 0 no jogo de ida. Dando prioridade à defesa, o rubro-negro de Curitiba apostou nos contra-ataques rápidos com Marcelo e Ederson.

A tensão gerada pela importância da partida tomou conta do gramado da Arena. O Grêmio trabalhou praticamente o tempo todo na intermediária do oponente, foi acuado eventualmente, mas pressionou muito nos minutos finais.

Souza, aos 36, bateu da entrada da área e o goleiro atleticano segurou firme. Três minutos mais tarde, Barcos se livrou da marcação e concluiu no ângulo. Novamente, Weverton evitou o gol gremista. E na sequência, aos 42, foi a vez de Alex Telles bater e novamente parar no camisa 1 atleticano. Mas ficou no quase e o Atlético-PR segurou o resultado que o favorecia no primeiro tempo.

"Temos que tocar a bola para tentar abrir o marcador. O time deles está bem fechado. Temos que tentar neutralizar este bloqueio", afirmou Zé Roberto do Grêmio. "São três volantes deles. É normal a dificuldade. Mas o time está se comportando bem. 
Esperávamos até mais pressão. Agora teremos outro propósito no segundo tempo. De repente tentar fazer o gol", opinou Paulo Baier, pelo Atlético-PR.

A tensão cresceu a cada minuto. O Atlético-PR voltou melhor para o segundo tempo e deixou a estratégia defensiva de lado. Assim, passou a frequentar o campo gremista eventualmente. Precisando do resultado, o time da casa ainda manteve o domínio do jogo, mas parou na forte retaguarda oponente.

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

CBF sorteia, e Flamengo ou Goiás irá decidir Copa do Brasil em casa

A final da Copa do Brasil será no Maracanã ou no Serra Dourada. Após sorteio na manhã desta quarta-feira na CBF (Confederação Brasileira de Futebol), ficou decidido que Flamengo ou Goiás farão o segundo jogo da decisão da competição nacional em casa, algo que só será mais definido depois da partida entre os dois times, na noite desta quarta.
Flamengo e Goiás se enfrentarão às 21h50 (de Brasília), no Rio de Janeiro. Os cariocas venceram a partida de ida fora de casa por 2 a 1. Do outro lado da chave, Grêmio e Atlético-PR medirão forças em Porto Alegre - os atleticanos levaram a melhor no primeiro duelo por 1 a 0.
As finais serão realizadas nos dias 20 e 27 de novembro. Elas coincidirão com as rodadas 35 e 36 do Campeonato Brasileiro. No dia 17, por exemplo, Grêmio e Flamengo se enfrentarão na Arena, pela Série A, e poderão se reencontrar três dias depois, na primeira final da Copa do Brasil.
A CBF também aproveitou para apresentar o troféu do torneio, visivelmente mais maciço do que o do ano passado, conquistado pelo Palmeiras e levantado pelo volante Marcos Assunção. A taça, porém, parece um pouco menor do que a da edição de 2012.


    quinta-feira, 31 de outubro de 2013

    Fla aproveita ausência de Walter, vence Goiás e fica a um empate de final


    Sem Walter, principal goleador e ausência por conta de lesão, o Goiás não foi o mesmo dentro de casa e não conseguiu ser páreo para o Flamengo. Na noite desta quarta-feira, o time goiano foi derrotado por 2 a 1, no Estádio Serra Dourada, resultado que deixa a equipe carioca em vantagem.
    Com o placar, o Flamengo vai jogar com a vantagem do empate no confronto de volta. Como fez dois gols fora de casa, até uma derrota classifica o time carioca, desde que seja por 1 a 0. Já o Goiás precisa de dois gols de vantagem ou triunfo por um gol de diferença a partir de 3 a 2. Se repetir o 2 a 1 fora, os goianos levarão a decisão para as penalidades.
    Goiás e Flamengo decidem a vaga na final da Copa do Brasil na quarta, às 21h50 (de Brasília), no Maracanã, no Rio de Janeiro. Pelo Campeonato Brasileiro, o time goiano enfrenta outro rival carioca: o Botafogo, às 17h do domingo, em Goiânia. Já os flamenguistas terão pela frente o clássico com o Fluminense, às 19h30, no Maracanã, no Rio.
    As duas equipes começaram em ritmo lento a partida no Estádio Serra Dourada, mas o Goiás demorou mais para se encontrar em campo. Assim, o Flamengo conseguiu abrir o placar na primeira boa oportunidade. Aos 26min, André Santos passou para Paulinho, que driblou o zagueiro Rodrigo na área e tocou na saída de Renan, inaugurando o marcador.
    O Goiás reagiu e foi para cima. Quase marcou aos 30min, em chute perigoso de Roni - a bola saiu à esquerda do gol -, e aos 31min, com finalização de Eduardo Sasha após cruzamento de Vitor - Paulo Victor fez boa defesa. Aos 39min, o time aproveitou falha de Elias na saída de bola. Eduardo Sasha passou para Vitor, que acertou bom chute cruzado para empatar o confronto.
    A vantagem, no entanto, durou apenas três minutos. Chicão mostrou talento na bola parada e, com precisão, mandou a bola no canto esquerdo para recolocar o visitante em vantagem. Antes do intervalo, Hugo perdeu grande chance de empatar, com cabeçada perigosa. No segundo tempo, o Goiás não conseguiu dominar as ações, e as chances se tornaram mais escassas.
    A partida também ficou mais tensa, com bate-bocas e entradas duras protagonizadas por jogadores de ambos os times. O Goiás não desistiu e conseguiu pressionar o rival nos minutos finais, embora, como provocação, tenha ouvido gritos de "olé" dos flamenguistas presentes no Serra Dourada.
    Aos 40min, o time da casa quase empatou em chute de Welinton Junior após passe de Renan Oliveira - a bola passou rente à trave. Aos 41min, um lance polêmico gerou reclamações: William Matheus cruzou da esquerda, e Welinton Junior concluiu de cabeça após se chocar com Diego Silva - os jogadores do Goiás ficaram reclamando de pênalti. Nem uma série de escanteio nos acréscimos serviu para o time evitar a derrota para o Flamengo.
    FICHA TÉCNICA 

    GOIÁS 1 X 2 FLAMENGO
    Local: 
    Estádio Serra Dourada, em Goiânia (GO).
    Data: 30 de outubro de 2013, quarta-feira.
    Horário: 21h50 (de Brasília).
    Árbitro: Wilson Luiz Seneme (Fifa-SP).
    Assistentes: Altemir Hausmann (Fifa-RS) e Bruno Boschilla (PR).
    Cartões Amarelos: Hugo (Goiás) e Chicão (Flamengo).
    Gols: GOIÁS: Vitor, aos 38 minutos do primeiro tempo.
    FLAMENGO: Paulinho, aos 25, e Chicão, aos 41 minutos do primeiro tempo.

    GOIÁS: Renan; Vítor, Ernando, Rodrigo e William Matheus; Thiago Mendes, David, Eduardo Sasha (Welinton), Hugo e Roni (Renan Oliveira); Júnior Viçosa (Paulo) 
    Técnico: Enderson Moreira.

    FLAMENGO: Paulo Victor; Léo Moura, Wallace, Chicão e André Santos; Amaral, Luiz Antônio, Elias e Carlos Eduardo (Diego Silva); Paulinho (Gabriel) e Hernane (Nixon) 
    Técnico: Jayme de Almeida.

    Atlético-PR vence Grêmio e leva vantagem para decidir vaga inédita na decisão

    Com a Vila Capanema lotada, o Atlético-PR bateu o Grêmio por 1 a 0 na primeira partida das semifinais da Copa do Brasil . Com o resultado, o time paranaense leva a vantagem do empate para o segundo embate, que pode valer uma classificação inédita para o final da competição.
    O Atlético-PR abriu o placar aos 36 minutos, com Dellatorre, que testou se chances para Dida após cruzamento na medida de Léo. No segundo tempo, o time da casa manteve o domínio das ações, mas não conseguiu ampliar a contagem. Do outro lado, o Grêmio segurou o resultado, confiando em uma virada.
    As equipes voltam a se enfrentar na próxima quarta-feira, dia 6 de novembro, na Arena do Grêmio, em Porto Alegre. Antes, as atenções se voltam para a rodada do final de semana pelo Campeonato Brasileiro.
    O jogo
    Sofrendo com um gramado ruim, as equipes mostravam dificuldade em tocar bola, deixando a partida truncada nos primeiro movimentos. Aos cinco minutos, Ramiro buscou um cruzamento mais fechado e Weverton deixou a meta para interceptar. O Tricolor marcava bem e tinha um volume de jogo maior.
    O Furacão chegou ao ataque pela primeira vez apenas aos 13 minutos, com Éderson que aproveitou chutão de Manoel para dominar e arriscar o chute. Dida defendeu bem. Se não dava para chegar com a bola em movimento, Paulo Baier arriscou em cobrança de falta, aos 21 minutos, e quase surpreendeu Dida, que só observou o tiro sair pela linha de fundo. Aos 27 minutos, o maestro tentou o chuveirinho, a defesa afastou e evitou o desvio de Luiz Alberto para as redes.
    O clima esquentou aos 32 minutos, depois de uma entrada mais dura de Ederson em Rhodolfo. Com os ânimos no lugar, o Tricolor teve grande chance para abrir o placar, aos 34 minutos, com Lucas Coelho, que recebeu de frente para o gol e chutou para fora. Porém, a resposta foi fatal. Aos 36 minutos, Dellatorre se antecipou a defesa e aproveitou cruzamento de Léo para testar para o fundo das redes. Aos 43 minutos, Éverton cobrou falta rasteiro e Dida fez milagre.
    Para a segunda etapa, nenhuma mudança nas duas equipes. Aos dois minutos, Léo chegou pela lateral e cruzou para a saída de Dida, que ficou com a bola. O troco veio com Alex Telles, que arriscou de fora da área, totalmente sem direção. Aos sete minutos, Éverton chutou, a bola desviou na zaga e sobrou para Dellatorre, que deu apenas um leve toque e quase enganou Dida.
    O Rubro-Negro voltou melhor para a etapa final e estava próximo do segundo. O técnico Renato Gaúcho apostou então na entrada de Elano no lugar de Lucas Coelho, povoando o meio-campo. Aos 17 minutos, Yuri Mamute invadiu a área, soltou o pé e carimbou a defesa atleticana. Aos 21 minutos, falta na entrada da área para Baier que, no entanto, praticamente recuou para Dida.
    Acreditando em um placar melhor, o técnico Vagner Mancini tirou Dellatorre para a entrada de Ciro. Aos 32 minutos, em uma rara chegada gaúcha, Paulinho bateu de bico e a bola subiu demais. Aos 36 minutos, Elano cabeceou fraco e Weverton fez a defesa sem maiores dificuldades. O Tricolor não se arriscava, se mostrando satisfeito com o resultado magro. Riveros, aos 46 minutos, ainda teve a chance de empatas, mas tocou para fora.
    FICHA TÉCNICA -   ATLÉTICO-PR 1 X 0 GRÊMIO 
    Local:
       Estádio Durival Britto e Silva, em Curitiba (PR) 
    Data:   30 de outubro de 2013, quarta-feira 
    Horário:   21h50 (de Brasília) 
    Árbitro:   Ricardo Marques Ribeiro (Fifa-MG) 
    Assistentes:   Carlos Berkenbrock (SC) e Carlos Augusto Nogueira Junior (SP) 
    Cartões amarelos:   Ederson (Atlético-PR); Alex Telles e Bressan (Grêmio)
    Gol: 
    ATLÉTICO-PR:   Dellatorre, aos 36 minutos do primeiro tempo
    ATLÉTICO-PR:   Weverton; Léo, Manoel, Luiz Alberto e Juninho; Deivid, Zezinho (João Paulo), Everton e Paulo Baier (Frán Mérida); Dellatorre (Ciro) e Ederson 
    Técnico:   Vagner Mancini.
    GRÊMIO:  Dida; Werley, Bressan e Rhodolfo; Pará, Souza, Ramiro, Riveros e Alex Telles; Lucas Coelho (Elano) e Yuri Mamute (Paulinho) 
    Técnico:  Renato Gaúcho.

    quarta-feira, 23 de outubro de 2013

    Em 'jogo de xadrez', Flamengo e Botafogo decidem vaga na semi da Copa do Brasil

    Depois de um empate por 1 a 1 no jogo de ida, Flamengo e Botafogo fazem nesta quarta-feira, às 21h50 (de Brasília), o confronto decisivo pelas quartas de final da Copa do Brasil. Apenas um dos times deixará o Maracanã classificado, enquanto o outro terá apenas o Campeonato Brasileiro para se preocupar.
    O clássico mexeu até com a estratégia dos dois treinadores para os jogos no fim de semana pelo Brasileirão. Jayme de Almeida poupou algumas peças e viu o Flamengo cair por 1 a 0 diante do Atlético-MG. Já Oswaldo de Oliveira foi mais radical, preservou praticamente todos os titulares e o Botafogo não conseguiu mais do que um 2 a 2 contra o Vasco.
    Como as duas partidas estão sendo disputadas no Maracanã, não há critério de gol marcado como visitante. Assim, independentemente do marcador, qualquer empate forçará a disputa de pênaltis nesta quarta-feira, enquanto que o ganhador avançará de forma direta. O classificado pegará na próxima etapa quem sair do duelo entre Vasco e Goiás, que jogam nesta quinta-feira, no Rio de Janeiro. Na ida, os goianos venceram por 2 a 1.
    O regulamento que prevê pênaltis em qualquer empate não está sendo levado muito em consideração pelos jogadores dos dois times, que entendem que o segredo é entrar em campo pensando em ganhar.
    "Acho que quando falamos de um clássico não vale muito isso de jogar pelo empate ou por uma vitória por um determinado número de gols. A rivalidade fala alta e todos buscam a vitória. Acho que vai ser mais um grande jogo e temos que estar preparados para tudo o que este tipo de partida reserva", disse o volante botafoguense Renato.
    O goleiro flamenguista Felipe concorda. "Vai ser um jogo aberto, com os dois times buscando a vitória. Assim foram todos os encontros entre Flamengo e Botafogo este ano, e não espero nada muito diferente disso agora", disse Felipe.
    Jayme de Almeida concorda com seu atleta, mas mostra otimismo para o clássico. "Espero uma partida equilibrada, como tem sido a marca do clássico. Mas o Flamengo vem mostrando que pode enfrentar e vencer qualquer adversário e isso me deixa otimista para este jogo. Temos plenas condições de impormos o nosso estilo e deixarmos o gramado com o triunfo e a classificação", disse.
    Já Oswaldo de Oliveira espera um jogo de xadrez nesta quarta-feira. O treinador listou uma série de fatores que tornam o clássico mais atraente. "Será um jogo com muitos ingredientes que o tornam decisivo. O fato de valer vaga nas semifinais, poder ser decidido nos pênaltis, ser um clássico, enfim, são muitos componentes que tornam o duelo atípico, e precisamos estar preparados. Temos que colocar em prática tudo o que foi trabalhado", receitou o treinador.
    Com o retorno dos titulares, Oswaldo terá que mexer apenas na lateral-direita, já que Edilson recebeu o terceiro cartão amarelo na partida de ida e cumprirá suspensão. O jovem Gilberto assume o posto.
    Pelo lado do Flamengo, Jayme de Almeida conta com os seus jogadores considerados titulares e deverá manter a base que vinha jogando antes do jogo com o Galo.
    As duas equipes já se enfrentaram cinco vezes esse ano, e o Botafogo leva vantagem. A única vitória flamenguista foi por 1 a 0 no primeiro duelo, na fase de classificação da Taça Guanabara. Pela semifinal do mesmo duelo, o Bota eliminou o rival, ganhando por 2 a 0. No Brasileiro houve empate por 1 a 1 no primeiro turno, enquanto que o Botafogo fez 2 a 1 no returno. Além disso, aconteceu o 1 a 1 do duelo de ida da Copa do Brasil.
    FICHA TÉCNICA 
    FLAMENGO X BOTAFOGO 

    Local: Maracanã, no Rio de Janeiro (RJ) 
    Data: 23 de outubro de 2013, quarta-feira 
    Horário: 21h50 (de Brasília) 
    Árbitro: Paulo César de Oliveira (Fifa-SP) 
    Assistentes: Emerson de Carvalho (Fifa-SP) e Fábio Pereira (Fifa-TO) 

    FLAMENGO: Felipe; Leonardo Moura, Wallace, Chicão e André Santos; Amaral, Luiz Antonio, Elias e Carlos Eduardo; Paulinho e Hernane 
    Técnico: Jayme de Almeida .

    BOTAFOGO: Jéfferson; Gilberto, Dória, Bolívar e Julio Cesar; Marcelo Mattos, Renato, Gegê, Seedorf e Lodeiro; Rafael Marques 
    Técnico: Oswaldo de Oliveira.

    Corinthians conta com 'empatite' com gols em decisão com o Grêmio

    Houve um tempo em que Tite se incomodava com o termo "empatite", criado para ironizar a grande quantidade de empates acumulada pelo Corinthians. Para disfarçar, o técnico até citava o neologismo espontaneamente, de modo bem-humorado. A partir de 21h50 (de Brasília) desta quarta-feira, em Porto Alegre, ele não irá se importar nem um pouco se voltar a justificar a brincadeira diante do Grêmio, no jogo de volta das quartas de final da Copa do Brasil, desde que o seu time marque gols.
    Como o Corinthians empatou (como de hábito) com o rival gaúcho por 0 a 0 em São Paulo, uma igualdade por qualquer outro placar garantirá a classificação para a equipe de Tite - novo marcador zerado levará a decisão para a disputa de pênaltis. "Se for uma empatite com gols, está ótimo. Temos que fazer gols. Gol é bom! Vamos inchar a perna dos caras de tanto chutar. Façam gol! Ou pelo menos acertem naquele negocinho!", sorriu Tite, usando os seus dedos indicadores para desenhar traves no ar.
    Gol pode ser bom, como diz o treinador, mas não tem sido um objetivo tão fácil de ser alcançado pelo Corinthians na temporada. O time só balançou as redes 23 vezes em 30 jogos no Campeonato Brasileiro. Só o ataque do lanterna Náutico (20) foi menos efetivo. Aliada à "empatite" (foram 13 igualdades na competição, a maior marca), a ineficácia ofensiva corintiana deixou o time próximo da zona de rebaixamento e ameaçou o emprego de Tite.
    O Grêmio, ao contrário, chegou à vice-liderança do Brasileiro sob o comando do ídolo Renato Gaúcho e é apontado por atletas corintianos como favorito a avançar às semifinais da Copa do Brasil. O que não iludiu o lateral esquerdo Alex Telles. "A gente conhece a qualidade que o elenco do Corinthians tem. É o atual campeão do mundo e conta com atletas de seleção, além de um grande treinador. Esperamos uma partida complicada", respeitou.
    Os gremistas também foram elogiados em São Paulo. Campeão da Copa do Brasil pelo rival em 2001, quando superou justamente o Corinthians na final, o gaúcho Tite foi um dos que mais enalteceram o adversário. Sem se esquecer de que enfrentará um time contrário ao empate. "Faremos um jogo extremamente aberto e igual. O Grêmio terá que fazer o gol, então vai se expor mais. Sabemos que o 0 a 0 não serve para ninguém, mas o empate com gols é nosso", repetiu.
    Já que precisa ser ofensivo, o Grêmio voltará a atuar com três atacantes (na quarta-feira passada, o esquema tático escolhido por Renato Gaúcho contra o Corinthians foi o 3-5-2). Kleber e Vargas, dois destaques gremistas no empate por 2 a 2 com o Internacional, estão confirmados ao lado de Barcos, o argentino responsável por vazar o goleiro Cássio na vitória por 1 a 0 da penúltima rodada do Brasileiro.
    Renato ainda terá o reforço do zagueiro Rhodolfo, que não atuou no Gre-Nal do último domingo por sentir dores musculares. Por outro lado, Werley, outro titular do sistema defensivo, sofreu uma lesão no decorrer do clássico e tem chances remotas de começar o confronto com o Corinthians. Bressan deverá ser o seu substituto.Tite também tem problemas. O goleiro Cássio contundiu a coxa direita na vitória por 1 a 0 sobre o Criciúma e cederá lugar para o seu sósia Walter, credenciado por um bom retrospecto em cobranças de pênalti. No ataque, a principal baixa ainda é a do peruano Paolo Guerrero, que não escapou de uma cirurgia no pé esquerdo. Tite comporá o setor com Romarinho e Alexandre Pato, já que decidiu deixar Emerson no banco de reservas. A dúvida está no meio de campo, onde Renato Augusto substituirá Edenílson se o técnico sentir segurança em suas condições físicas.
    FICHA TÉCNICA 
    GRÊMIO X CORINTHIANS
    Local: Arena do Grêmio, em Porto Alegre (RS) 
    Data: 23 de outubro de 2013, quarta-feira 
    Horário: 21h50 (de Brasília) 
    Árbitro: Paulo Godoy Bezerra (SC) 
    Assistentes: Márcio Eustáquio Santiago (MG) e Fabrício Vilarinho da Silva (GO)
    GRÊMIO: Dida; Pará, Rhodolfo, Bressan e Alex Telles; Souza, Ramiro e Riveros; Kleber, Barcos e Vargas 
    Técnico: Renato Gaúcho.
    CORINTHIANS: Walter; Alessandro, Gil, Paulo André e Fábio Santos; Ralf, Guilherme, Edenílson (Renato Augusto), Douglas e Romarinho; Alexandre Pato 
    Técnico: Tite.

    sexta-feira, 27 de setembro de 2013

    Inter arranca empate contra Atlético-PR no fim, e está vivo na Copa do Brasil

    O Internacional conquistou um empate no fim do jogo contra o Atlético-PR, que terminou em 1 a 1, no Estádio do Vale. Aos 44 do segundo tempo, Otávio marcou o tento que dá tranquilidade ao técnico Dunga para trabalhar até o fim de semana, entretanto, o comandante segue na corda bamba.
    A partida começou quente em Novo Hamburgo. No quarto minuto de jogo, falta a favor do Furacão. O interminável Paulo Baier foi para a cobrança, e alçou a bola na direção do gol. A pelota cruzou toda a extensão da área, quicou à frente de Muriel, e morreu caprichosamente nas redes coloradas. Ceder o gol em casa - critério de desempate na Copa do Brasil - tão cedo mexeu com o brio dos jogadores do Inter. Nada parecia dar certo para a equipe vermelha, que forçava à frente, mas dava espaços para os contra-ataques.
    Em um dos contragolpes, Ederson, artilheiro do Campeonato Brasileiro, desperdiçou uma chance de ouro. Aos 29, o centroavante invadiu a área adversária completamente desmarcado. Teve tempo para dominar a bola, observar o posicionamento do goleiro e escolher o canto. Colocou sem força à direita de Muriel, para deslocar o goleiro. Já corria para o abraço, mas a pelota saiu raspando a trave e saiu, deixando o atacante em desespero. Contra o abatido time de Dunga, este tento poderia selar o resultado, e até mesmo a classificação.
    Na segunda etapa, o Inter voltou com tudo. Com Otávio e Scocco, nos lugares de Damião e Josimar, os gaúchos vieram para o tudo ou nada. Logo no primeiro minuto, após cruzamento da esquerda, a nova dupla de ataque resolveu mostrar serviço. Otávio cabeceou na trave, e no rebote, Scocco bateu para Weverton protagonizar um verdadeiro milagre no Estádio do Vale.
    O Colorado melhorou à frente, mas continuava descuidado atrás. As bolas paradas, então, foram um eterno suplício para os zagueiros anfitriões. Pedro Botelho e Marcelo tiveram boas chances de ampliar a vantagem, mas desperdiçaram. Do outro lado, o goleiro Weverton brilhava em novo chute de Scocco e cabeçada à queima-roupa de Juan.
    Aos 30, Paulo Baier cobrou falta magistral, no ângulo, mas com muito esforço, Muriel saltou para salvar o gol. No minuto seguinte, o Inter respondeu. Caio entrou em velocidade, chamou Luiz Alberto para dançar, invadiu a área e bateu na saída do arqueiro adversário. Para fora.
    Já no final da partida, quando nem a torcida colorada parecia acreditar mais no time, com um a mais desde os 40 - quando João Paulo foi expulso - veio o empate. Aos 44, Manoel falhou após lançamento de Scocco, Otávio agradeceu o presente e encheu o pé para igualar o jogo. Apesar de chegar ao gol, o resultado foi bom para o Atlético-PR, que aposta na fortaleza de Vila Capanema para conseguir a classificação. Em casa, o Furacão nunca foi derrotado sob o comando de Vagner Mancini.
    FICHA TÉCNICA
    INTERNACIONAL 1 X 1 ATLÉTICO-PR
    Local: Estádio do Vale, em Novo Hamburgo (RS)
    Hora/Data: 26/9/2013 – 21h (de Brasília)
    Árbitro: Sandro Meira Ricci (Fifa-PE)
    Auxiliares: Alessandro A Rocha de Matos (Fifa-BA) e Emerson Augusto de Carvalho (Fifa-SP)
    Público e Renda: Não divulgados
    Cartões amarelos: Léo, João Paulo, Pedro Botelho, Fran Mérida (CAP) Willians, Forlán. Scocco (INT)
    Cartões vermelhos: João Paulo e Fran Mérida (CAP)
    Gols: Paulo Baier - 4'/1°T (0-1), Otávio - 43'/2°T (1-1)
    INTERNACIONAL: Muriel; Gabriel, Índio, Juan e Kleber; Josimar (Otávio - intervalo), Willians, Jorge Henrique e D’Alessandro; Forlán (Caio - 23'/2°T) e Leandro Damião (Scocco - intervalo) – Técnico: Dunga.
    ATLÉTICO-PR: Weverton; Léo, Manoel, Luiz Alberto e Pedro Botelho; Deivid (Marcelo Palau - 41'/2°T), João Paulo, Everton e Paulo Baier (Fran Mérida - 33'/2°T); Marcelo e Ederson (Dellatorre - 24'/2°T) – Técnico: Vagner Mancini.

    quinta-feira, 26 de setembro de 2013

    Na "estreia" de técnico, Flamengo segura empate com Botafogo pelas quartas



    Edilson (à esq.) e André Santos marcaram os gols por Botafogo e Flamengo, respectivamente Foto: Alexandre Vidal/Flaimagem / Divulgação
    Jayme de Andrade soube minutos antes da partida de ida das quartas de final da Copa do Brasil que seria efetivado como técnico do Flamengo. Na "estreia" no cargo, o ex-interino conseguiu um bom resultado: segurou empate por 1 a 1 em clássico com o Botafogo disputado no Maracanã.

    Como os dois confrontos serão realizados no Maracanã, excepcionalmente não haverá vantagem por gol dentro ou fora de casa. Assim, quem vencer a volta fica com a vaga. Em caso de novo empate, a decisão vai para os pênaltis.
    Botafogo e Flamengo só voltam a se encontrar quase um mês depois da primeira partida: a volta está marcada para 23 de outubro, uma quarta. Pelo Campeonato Brasileiro, ambos jogam no Maracanã no final de semana: os botafoguenses enfrentam a Ponte Preta às 21h (de Brasília) do sábado, enquanto os flamenguistas pegam o Criciúma às 16h do domingo.
    ​​Botafogo e Flamengo começaram o jogo criando boas chances, mas logo aos 11min o time que jogava como visitante no Maracanã levou a melhor. João Paulo chegou pela esquerda do ataque flamenguista e cruzou na segunda trave, onde Paulinho se esticou para tocar a bola com os pés e mandar na cabeça de André Santos, que completou para as redes, vencendo Jefferson.
    O Flamengo então assumiu o controle da partida e quase marcou com Léo Moura, aos 27min, Luiz Antônio, aos 32min, e Carlos Eduardo, aos 39min. Na primeira e na terceira oportunidade, Jefferson fez boas defesas, salvando os anfitriões. No segundo tempo, a situação mudou: o Botafogo se acertou e assustou aos 9min, com chute perigoso de Rafael Marques após passe de Seedorf. Aos 13min veio o empate.
    Hyuri carregou a bola no ataque e tocou na direita para Edilson, que bateu cruzado e contou com desvio de Samir, tirando Felipe da jogada. O empate animou os botafoguenses, que partiram para cima e passaram a dominar. Aos 19min, Rafael Marques quase marcou em chute forte da entrada da área.
    Mais cansado, o Botafogo se segurou na defesa para buscar o contra-ataque. Sem pressa, o time administrou o resultado tentando surpreender no final. Já o Flamengo não conseguiu desempatar, mesmo se atirando para cima do adversário no Maracanã.

    Corinthians e Grêmio ficam no 0 a 0 e Tite é vaiado em 'despedida' do Pacaembu

    Corinthians e Grêmio não saíram do zero no primeiro jogo das quartas de final da Copa do Brasil, no Pacaembu. Como ficou comum aos jogos do time de Tite no estádio municipal, o grito de gol ficou entalado na garganta dos quase 30 mil que enfrentaram o frio paulistano nesta quarta-feira. Um gol mal anulado de Guerrero, aos 14 do primeiro tempo, foi o único momento de alegria para o torcedor.
    O Grêmio, melhor no segundo tempo, jogará em casa a partida da volta, dia 23 de outubro, em Porto Alegre. Empate com gols classifica o Corinthians. Novo 0 a 0 leva a partida para os pênaltis.
    A partida foi a sétima sem vitória do Corinthians somadas as seis seguidas no Brasileirão, quatro no Pacaembu. Com o 0 a 0 contra o Grêmio, o Corinthians mantém a marca de um gol em sete jogos. Com vaias, o time e o técnico Tite deixaram o Pacaembu. O time paulista só volta a jogar no estádio em novembro, por conta da perda de quatro mandos de jogos no Brasileirão.
    O jogo
    O espírito do mata-mata fez bem ao insosso Corinthians das últimas seis rodadas do Brasileirão. Mais aplicado e ciente de que a Copa do Brasil apresenta a única chance de título no segundo semestre, o time de Tite foi para cima do Grêmio, que teve três atacantes (Vargas, Kleber e Barcos) na sua formação inicial.
    Com marcação avançada e com Douglas bem nos desarmes, o Corinthians teve o domínio do primeiro quarto de jogo, ainda que com poucas finalizações.Na melhor chance, aos 14, Guerrero recebeu passe de Douglas e, livre na área, acertou o chute no canto direito de Dida. O gol foi mal anulado por impedimento. O peruano estava na mesma linha da defesa gremista.
    Melhor, o Corinthians chegou mais uma vez com perigo aos 22 minutos. Douglas cruzou, Emerson desviou de cabeça e Rhodolfo salvou em cima da linha. O Grêmio, com três volantes, teve dificuldade de criar jogadas e ao longo de todo o primeiro tempo chegou apenas em faltas próximas à área corintiana.
    Ainda que o Corinthians tenha jogado melhor, Dida precisou trabalhar mesmo apenas uma vez, aos 35 minutos, em chute de fora da área de Emerson. O atacante teve chance mais clara aos 40, mas depois de entrar na área chutou ao lado direito do gol de Dida. O primeiro tempo terminou com seis finalizações do Corinthians e duas do Grêmio. A posse de bola foi de 66% do Corinthians.
    O cenário favorável ao Corinthians se inverteu logo início do segundo tempo. A postura do Grêmio, mais defensiva na primeira metade da partida, foi bem diferente. Já nos cinco minutos iniciais o time gaúcho teve duas chances claras, suas melhores no jogo, com Barcos e Vargas. No intervalo Tite tirou Maldonado para dar chance a Ibson e a ausência do primeiro volante foi sentida.
    Depois de alguns minutos de adaptação, o jogo ficou novamente igual. E com o equilíbrio também veio a falta de emoção. Marcando bem, trocando muitas faltas, os dois times travaram o jogo. Ricardo Marques Ribeiro, o árbitro da partida, colaborou para o jogo ter mais faltas. O clima quente entre os jogadores só atrapalhou o futebol que as equipes poderiam oferecer.
    Aos 15 minutos, Tite fez outra substituição. Guerrero, que nervoso já recebera um cartão amarelo (um dos cinco do Corinthians no jogo), deu lugar a Alexandre Pato. A mudança deu mais velocidade ao time, mas o Grêmio foi quem dominou o restante do jogo. Vargas obrigou Cássio a fazer duas defesas difíceis e com boa movimentação do trio de ataque adversário, o Corinthians não se encontrou.
    Aos 31, Romarinho entrou no lugar de Douglas. Renato Gaúcho trocou Vargas e Barcos, que faziam bom jogo, por Paulinho e Elano. Mudou o esquema do time dando mais qualidade ao meio campo, mas o efeito foi nulo.
    O 0 a 0 persistiu até o fim. Em 23 de outubro, desta vez em Porto Alegre, os dois times tentarão voltar a marcar.
    FICHA TÉCNICA 
    CORINTHIANS 0 x 0 GRÊMIO
    Local: Pacaembu, em São Paulo (SP) 
    Data: 25 de setembro de 2013, quarta-feira 
    Horário: 21h50 (de Brasília) 
    Árbitro: Ricardo Marques Ribeiro (MG) 
    Assistentes: Marcio Eustáquio Santiago (MG) e Kleber Lucio Gil (SC)
    Renda: R$ 921.633,00
    Público: 28.351 pagantes
    Cartões amarelos: Danilo, Guerrero, Ibson, Gil, Emerson, Danilo Fernandes (COR); Souza, Barcos, Paulinho, Elano (GRE)
    CORINTHIANS: Cássio; Edenílson, Gil, Paulo André e Igor; Maldonado (Ibson) e Ralf; Danilo, Douglas (Romarinho) e Emerson; Guerrero (Pato) 
    Técnico: Tite.
    GRÊMIO: Dida; Pará, Rhodolfo, Bressan e Alex Telles; Souza, Ramiro e Riveros; Vargas (Paulinho), Kleber e Barcos (Elano) Técnico: Renato Gaúcho.

    quarta-feira, 25 de setembro de 2013

    Confronto entre Corinthians e Grêmio tem 24 mil ingressos vendidos

    O confronto entre Corinthians e Grêmio , marcado para as 21h50 (de Brasília) de quarta-feira, no Pacaembu, pelas quartas de final da Copa do Brasil, teve 24 mil ingressos vendidos até a noite de terça. Ainda há bilhetes para todos os setores do estádio municipal, exceto o das arquibancadas.
    A comercialização terá sequência no dia do jogo, nas bilheterias do portão principal do estádio. Também será feita exclusivamente na Praça Charles Miller a entrega das entradas compradas antecipadamente pela internet.
    Por determinação da Polícia Militar, a carga destinada aos torcedores do Grêmio será disponibilizada no sistema de bilheteria expressa. Os tricolores poderão comprar seus ingressos a partir das 19h e terão de entrar imediatamente em seu setor, a arquibancada com entrada no portão 22.
    Confira os ingressos disponíveis:
    Tobogã: R$ 30 (meia-entrada: R$ 15) 
    Cadeira laranja: R$ 70 (R$ 35) 
    Numerada: R$ 100 (R$ 50) 
    Setor VIP: R$ 180 (R$ 90) 
    Visitante: R$ 30 (R$ 15).

    terça-feira, 24 de setembro de 2013

    Fracasso no Brasileiro aumenta pressão do Corinthians na Copa do Brasil

    Os maus resultados das seis últimas rodadas e a distância de 19 pontos para o Cruzeiro no Campeonato Brasileiro forçam o Corinthians a fazer o que Tite já alertara após a classificação para as quartas de final da Copa do Brasil: priorizar uma competição. No jogo de ida contra o Grêmio, nesta quarta-feira, o time paulista joga por um bom resultado e pela única chance real de ainda conquistar um título em 2013. 
    "Não tivemos sequência de equipe, isso nos prejudicou, e agora está muito encaminhado o título para Cruzeiro e Botafogo, tendo depois o Grêmio. Vender falsa ilusão? Aqui não", disse o técnico Tite depois da derrota para o Botafogo, uma das quatro na série sem vitórias do time.
    Fora da briga pelo título, o Corinthians ainda tem oito pontos de distância para o quarto colocado, o Grêmio, seu rival na Copa do Brasil. Com seis jogos sem vitória e apenas um gol marcado nestas partidas, a possibilidade de ganhar um título e ter a vaga para a Libertadores é muito mais palpável na Copa do Brasil.  
    "O trabalho é para classificar para a Libertadores e brigar pelo título, principalmente o da Copa do Brasil, já que do Brasilero ficou mais complicado", disse Duílio Monteiro Alves, diretor adjunto de futebol do Corinthians. "O Corinthians tem de estar na Libertadores do ano que vem. Isso sim eu entendo como uma obrigação ou o primeiro objetivo a ser conquistado agora", completou.
    O Corinthians entrou no mês de setembro com cinco pontos para a liderança do Brasileirão e já classificado para as quartas de final da Copa do Brasil. Hoje são 19 pontos para o Cruzeiro. Até o jogo da volta contra o Grêmio, dia 23 de outubro, em Porto Alegre, o Corinthians jogará sete partidas do Campeonato Brasileiro.  

    quinta-feira, 29 de agosto de 2013

    Após perder na ida, Goiás bate o Fluminense por 2 a 0 e avança

    Nesta quarta-feira, o Goiás garantiu vaga nas quartas de final da Copa do Brasil ao reverter a vantagem do Fluminense nas oitavas com uma vitória por 2 a 0 atuando em casa.
    O meia Renan Oliveira abriu o placar com um golaço em jogada individual, arrancando da intermediária e invadindo a área aos 46 minutos do primeiro tempo.
    O Flu tentou avançar na etapa final e acabou sofrendo o segundo gol no contra-ataque, com Walter dando belo passe para William Matheus ampliar aos nove minutos.
    Na próxima fase, o Goiás encara o vencedor do duelo entre Vasco e Nacional-AM. No jogo de ida, em Manaus, o time carioca venceu por 2 a 0. As equipes voltam a se enfrentar nesta quinta-feira, em São Januário.
    O jogo
    A partida teve um início lento, com o Goiás passando a maior parte do tempo no campo ofensivo mas criando poucas oportunidades. A primeira finalização de destaque, porém, foi do Fluminense, com Eduardo batendo por cima do gol em sobra de bola após cobrança de escanteio.
    Aos 23 minutos, o Goiás assustou pela primeira vez com chute de média distância de Hugo que saiu à esquerda do gol. Aos 44 minutos, o meia teve nova chance, mas cabeceou na trave um cruzamento de Vítor.
    O Goiás abriu o placar dois minutos depois, quando Renan Oliveira arrancou da intermediária em jogada individual, passando por Anderson, invadindo a área e batendo rasteiro para a rede.
    Os mandantes precisaram de apenas nove minutos no segundo tempo para ampliar, com Walter dando passe em profundidade para William Matheus dominar na corrida e finalizar na área.
    O Goiás ainda teve uma grande chance de abrir 3 a 0 de vantagem dois minutos depois, mas Walter furou e perdeu um gol incrível após cruzamento para trás da direita de Hugo.
    O Fluminense foi para cima tentando garantir a classificação e criou uma boa chance em troca rápida de passes aos 18 minutos, mas Renan saiu bem do gol para chutar para longe um bom passe de Fred para Samuel.
    Aos 33 minutos, o camisa 9 deixou o papel de garçom para tentar marcar um gol próprio ao chutar mascado de primeira na área e acertar a trave direita de Renan. O Fluminense tentou pressionar nos minutos finais, mas não conseguiu mais criar chances para se classificar.
    FICHA TÉCNICA 
    GOIÁS 2 X 0 FLUMINENSE
    Local: Estádio Serra Dourada, em Goiânia (GO) 
    Data: 28 de agosto de 2013, quarta-feira 
    Horário: 19h30 (de Brasília) 
    Árbitro: Luiz Flavio de Oliveira (SP) 
    Assistentes: Anderson José de Moraes Coelho (SP) e Celso Barbosa de Oliveira (SP) 
    Cartões amarelos: David, Ernando e Dudu Cearense (Goiás); Rafael Sobis, Fred, Igor Julião e Willian (Fluminense) 
    Gols: GOIÁS: Renan Oliveira, aos 46 minutos do primeiro tempo, e William Matheus, aos nove minutos do segundo tempo
    GOIÁS: Renan; Vítor, Ernando, Rodrigo e William Matheus; David, Dudu Cearense, Renan Oliveira, Ramon e Hugo; Walter 
    Técnico: Enderson Moreira.
    FLUMINENSE: Diego Cavalieri; Igor Julião, Gum, Leandro Euzébio e Carlinhos; Edinho, Diguinho (Willian) e Eduardo (Felipe); Biro Biro, Fred e Rafael Sobis 
    Técnico: Vanderlei Luxemburgo.