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sexta-feira, 2 de maio de 2014

Fla libera Rodolfo para Ponte Preta por empréstimo até o fim do ano

rodolfo flamengo x madureira (Foto: Alexandre Vidal / Flaimagem)
A Ponte Preta é o novo destino de Rodolfo. Fora dos planos de Jayme de Almeida, o meia segue para o time de Campinas por empréstimo até o fim da temporada para disputa da Série B do Brasileirão. O jovem de 21 anos é esperado no Moisés Lucarelli para realizar exames médicos nesta terça-feira. A negociação vai encontro dos desejos de ambos os clubes: enquanto o Rubro-Negro tenta enxugar o elenco colocando as pratas da casa para jogar outros times, a Macaca carecia de um meia em seu plantel. 
Há cerca de dez dias, o Flamengo tinha conversado com o Bahia para liberar Rodolfo. O Tricolor da Boa Terra, por sua vez, recusou a negociação após entender que há muitas opções para o setor ofensivo em seu elenco. No início do ano, o treinador Marquinhos Santos tinha solicitado as contratações de três rubro-negros: o atacante Rafinha, o zagueiro Welinton e o próprio Rodolfo. Só o primeiro seguiu para Salvador. Já o defensor também não está mais na Gávea, seguiu para o Coritiba por empréstimo. O Bahia, por sinal, foi o destino de outro atleta sem espaço com Jayme de Almeida: Feijão. 
A chegada de um meia-armador era um dos desejos de Dado Cavalcanti para encorpar o elenco da Ponte para a Série B. No momento, apenas o veterano Adrianinho e o jovem Léo Cittadini são opções para o setor. Rodolfo é o segundo reforço da Macaca nesta semana. O primeiro foi o atacante Vinicius, vice-artilheiro do Paranaense pelo Arapongas. Agora, só falta um lateral-esquerdo para a diretoria preencher as principais carências do elenco. 
Destaque no início de 2013, quando foi uma das revelações do Carioca, Rodolfo não conseguiu se firmar. Após um período de volta aos juniores, foi reintegrado por Jayme de Almeida neste ano e entrou em campo cinco vezes no estadual. No total, são 18 partidas no time profissional.

sábado, 25 de janeiro de 2014

Sem Vargas, Santos acerta com Rildo para reforçar o ataque

Um dos principais destaques da Ponte Preta na temporada passada, o atacante Rildo, de 24 anos, acertou sua transferência para o Santos, por empréstimo de um ano. Os clubes ainda não confirmaram o acordo, mas o atleta é aguardado neste sábado, 25, no CT Rei Pelé para realização de exames médicos.
Além do Santos, o atacante também era pretendido pelo Atlético-MG, que após acertar bases salariais com atleta, desistiu da negociação após não se acertar com a Ponte Preta. O fundo de investimento Doyen Sports tentou a contratação definitiva do jogador, porém o time de Campinas só aceitou liberar Rildo por empréstimo.
Os valores da transação não foram divulgados, mas o Santos arcará com os vencimentos mensais do atleta (cerca de R$ 60 mil), além de uma compensação financeira a Ponte Preta. O time de Campinas continuará com 50% dos direitos econômicos do jogador, enquanto a outra metade está dividida entre o atacante e o seu empresário, José Galante.
Ficou acertado entre Santos e Ponte Preta, que em caso de proposta de outro clube pelo o atacante, a equipe alvinegra tem até 72 horas para igualar essa proposta. Caso contrário a Macaca venderá o jogador. A multa rescisória do atleta é de R$ 9,6 milhões. Rildo era opção B do Peixe, mas após a desistência pelo chileno Vargas, a direção do Santos voltou a negociar com o pontepretano.

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Zagueiro ponte-pretano protagoniza dérbi entre Inter e Milan

César foi um dos destaques do vice-campeonato da Sul-Americana, pela Ponte Preta.
O surpreendente vice-campeonato da Copa Sul-Americana ainda está repercutindo nos bastidores da Ponte Preta. Titular na campanha histórica da Macaca, o zagueiro César, de 21 anos, está sendo disputado por dois rivais italianos: Inter e Milan. A informação surgiu no programa Speciale Calciomercato, do canal "Sky Sports". De acordo com os jornalistas do veículo, o clube Rossonero está disposto a pagar 3,5 milhões de euros pelo defensor. Porém, os Nerazurris teriam feito uma consulta aos dirigentes campineiros, o que protagoniza um verdadeiro dérbi pelo jovem de Mairinque-SP.

No Moisés Lucarelli, o interesse dos rivais por César foi concebido com bons olhos, já que a Macaca procura reforçar suas finanças. O rebaixamento para a Série B do Campeonato Brasileiro fez com que os patrocínios ponte-pretanos diminuíssem, bem como as cotas de televisão. Neste contexto, o presidente Márcio Della Volpe pregou a política contensão de gastos, que culminou na saída de peças importantes do elenco. Dentre elas, o técnico Jorginho.
Entretanto, quando questionado sobre os rumores, o defensor não se empolgou e adotou um discurso enfático: "Esse tipo de situação eu deixo pro meu empresário resolver. Estou apenas pensando na Ponte Preta e na preparação para o Campeonato Paulista, que é uma competição muito importante na temporada", afirmou.
Cria do Atlético de Sorocaba-SP, César chegou à Macaca em 2013, mas não foi unanimidade com Guto Ferreira no comando. A chegada de Paulo César Carpegiani no comando ponte-pretano rendeu mais oportunidades ao jogador, que se consagrou tendo Jorginho à beira do campo. Dentre suas atuações mais destacadas, está a vitória diante do Vélez Sarsfield-ARG, em Buenos Aires, pelo placar de 2 a 0. O embate foi válido pelas quartas de final da Copa Sul-americana.

sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

Rildo é o primeiro reforço do Galo na temporada

Atacante Rildo, da Ponte Preta
Atlético-MG fechou com seu primeiro reforço para a temporada de 2014. O atacante da Ponte Preta, Rildo, foi o escolhido pela diretoria atleticana. Depois de algumas semanas de especulação acerca do futuro do jogador, o Galo conseguiu se acertar com o representante do atleta. Falta somente a definição da Ponte Preta, em conjunto com o Galo, quais jogadores entre aqueles disponibilizados pelo time mineiro serão levados pro time de Campinas como forma de abatimento do valor da multa rescisória de Rildo - avaliada em 9,6 milhões de reais.

Enquanto a diretoria atleticana vê a necessidade da chegada de Rildo, vê também a possibilidade de dispensa de alguns de seus jogadores. O Atlético colocou a disposição da Ponte Preta uma lista de jogadores que poderiam ser envolvidos na negociação do atacante Rildo. Todos os nomes que constam na lista apresentada são atletas que retornam de empréstimos à Belo Horizonte e não fazem parte dos planos do novo técnico atleticano, Paulo Autuori. Além da permanência de Leonardo, que havia sido emprestado ao time paulista na temporada passada, a diretoria da Macaca também mostrou interesse na contratação do lateral-esquerdo Eron. 

Além desses dois jogadores, a Ponte ainda deverá escolher mais um ou dois jogadores para envolver nessa negociação. A lista disponibilizada pelo Galo conta com nomes como: o meia Nikão, os volantes Alê e Serginho e o lateral Guilherme Santos. 

José Galante, empresário de Rildo, detém 50% dos direitos econômicos do jogador. Ele admitiu o acerto e falou sobre a pendência de alguns detalhes finais a serem definidos pelas diretorias dos clubes envolvidos na negociação. 

"Entre o jogador e o clube está tudo certo. Está faltando apenas a Ponte Preta acertar com o Atlético-MG quais serão os jogadores que entrarão no negócio, mas isso não é comigo. É com a diretoria da Ponte Preta e do Atlético-MG", explicou.

sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Lanús vence Ponte e conquista Sul-Americana

O sonho da Ponte Preta de conquistar o primeiro título internacional logo em sua primeira oportunidade caiu por terra nesta quarta-feira. Após um primeiro tempo irreconhecível da Macaca, o Lanús venceu por 2 a 0, no estádio Ciudad de Lanús, e se sagrou campeão da Copa Sul-Americana.  O jogo de ida, no Pacaembu, na semana passada, havia terminado empatado por 1 a 1.
Com um primeiro tempo muito apático, a Ponte Preta acabou levando dois gols e teve o técnico Jorginho expulso ainda antes do intervalo e não conseguiu reagir na segunda etapa. Victor Ayala abriu o placar, aos 25, e Ismael Blanco ampliou, aos 48.
O resultado ainda foi determinante para as pretensões do Botafogo, que terminou o Campeonato Brasileiro na quarta colocação e dependia do fracasso da equipe brasileira, rebaixada este ano para a Série B, para ir à Copa Libertadores da América.
Assim, o futebol brasileiro teve os seus seis times participantes da Libertadores definidos: Atlético-MG (atual campeão), Flamengo (campeão da Copa do Brasil), Cruzeiro, Grêmio, Atlético-PR e Botafogo (quatro melhores colocados no Brasileirão). Os dois últimos ainda precisam disputar a fase preliminar eliminatória da competição continental.
Em 2014, ela primeira vez em 15 anos, o futebol paulista não terá um representante na Libertadores.

Ficha Técnica
Lanús 2 x 0 Ponte Preta
Estádio: Néstor Díaz Pérez, em Lanús, na periferia sul de Buenos Aires.
Público: 40.000
Árbitro: Enrique Osses. Auxiliares: Carlos Astroza e Sergio Román (trio Chileno).
Gols: Lanús: Ayala (24), Blanco (45+3)
Cartões amarelos
Lanús: Ayala (25), Somoza (35), Blanco (27 do segundo tempo)
Ponte Preta: Fellipe Bastos (39 do segundo tempo)
Lanús: Agustín Marchesín; Carlos Araujo, Paolo Goltz, Carlos Izquierdoz, Maximiliano Velázquez; Diego González, Leandro Somoza, Víctor Ayala; Ismael Blanco (Jorge Ortiz), Santiago Silva e Oscar Benítez (Nicolás Pasquín). Técnico: Guillermo Barros Schelotto.
Ponte Preta: Roberto; Artur (Ferrugem), César, Diego Sacoman, Fernando Bob; Magal (Adailton), Baraka, Fellipe Bastos; Elías; Rildo (William) e Leonardo. Técnico: Jorginho.

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Internacional escapa, mas decepciona diante dos reservas da Ponte Preta

Neste domingo, em partida válida pela última rodada do Campeonato Brasileiro, o Internacional recebeu a Ponte Preta, no estádio Centenário, em Caxias do Sul-RS, e empatou sem gols. Com o resultado, o Colorado chega aos 48 pontos, terminando a elite nacional no 15º posto. Por sua vez, a Macaca campineira, já rebaixada, terminou a sua participação na Série A amargando a vice-lanterna, com 37 somados.

O jogo

Nos primeiros instantes, o Internacional envolveu os reservas da Ponte Preta e criou boas chances de gol. Logo no minuto inaugural, após investida ofensiva de Otávio, Josimar aproveitou a sobra de bola e finalizou firme, encobrindo a meta campineira. Aos seis, após cobrança de escanteio, o experiente zagueiro Índio testou firme e exigiu grande defesa de Daniel, que se esticou para espalmar a bola no canto esquerdo. A resposta da Macaca veio apenas com 11 jogados, em finalização de Matheus Olavo, que passou rente ao ângulo esquerdo de Muriel.

Aos 20 minutos, Otávio recuperou a bola no campo de ataque e acionou Juan na área. Porém, o zagueiro finalizou para fora, à direita da meta ponte-pretana. Com 33, o Internacional, por pouco, não abriu o placar em grande estilo: Leandro Damião recebeu na área e escorou de letra para D’Alessandro, mas viu o meia argentino finalizar à esquerda de Daniel.

Porém, nos minutos finais, a torcida colorada, já impaciente, viu a Ponte Preta ser superior e ditar o ritmo de jogo. A chance mais clara criada pelos visitantes veio aos 40 minutos, quando Adrianinho, em cobrança de falta na meia direita, exigiu uma defesa milagrosa de Muriel, que foi buscar a bola em seu ângulo esquerdo.

No intervalo, o técnico Clêmer atendeu os pedidos dos torcedores e promoveu a entrada do uruguaio Diego Forlán, no lugar de Jorge Henrique. A alteração surtiu efeito imediato e fez com que o Colorado criasse sua primeira chance de gol no primeiro minuto: após cruzamento na área, o zagueiro Raphael Silva se atrapalhou e deixou Josimar livre pra finalizar. O volante concluiu firme, à queima-roupa, e viu Daniel realizar uma defesa de puro reflexo para salvar a Ponte Preta.

A resposta da Ponte Preta à pressão do Colorado veio aos sete minutos: Ferrugem avançou pela meia esquerda, invadiu a área e finalizou firme. A bola desviou e exigiu boa defesa de Muriel, que evitou a conclusão de Ademir, que fechava para concluir. Na sequência do lance, Adrianinho chutou forte e encobriu o travessão.

Embora tenha esboçado uma reação no início da primeira etapa, o Internacional foi inoperante no restante de suas ações ofensivas. Aos 42 minutos, Clêmer sacou o contestado Josimar e promoveu a entrada do meia Alex, mas a alteração de nada adiantou. Para a decepção de seus torcedores, o Colorado, em solo gaúcho, não passou de um empate com a vice-lanterna do torneio, que atuou com seu elenco reserva.

domingo, 8 de dezembro de 2013

Após “jogo de xadrez” em casa, Ponte planeja armadilhas para o Lanús

A Ponte Preta suou para buscar o empate em 1 a 1 com o Lanús na primeira partida da final da Copa Sul-Americana. Segundo o técnico Jorginho, as dificuldades encontradas no Pacaembu podem ser explicadas pela dedicação que as duas comissões técnicas tiveram para estudar as equipes. Para o duelo decisivo na Argentina, porém, o comandante da Macaca se vê em vantagem em relação ao rival Guillermo Schelotto.
Desde o início da fase internacional, o time de Campinas só foi derrotado como visitante nas oitavas de final, diante do Deportivo Pasto. Depois de cair por 1 a 0 na Colômbia, a Veterana bateu o Vélez Sarsfield por 2 a 0 em Buenos Aires e passou por cima do atual campeão São Paulo por 3 a 1 em pleno Morumbi. Tudo isso graças aos contra-ataques programados por Jorginho.
"Eles vão ter que sair por jogarem em casa e essa é a melhor forma para nosso time jogar, aproveitando o contragolpe. Eles vão se abrir como tivemos que fazer hoje (quarta-feira). Também jogaram muito em bola longa, mas lá não poderão fazer isso o tempo todo. A partir daí a gente pode ter oportunidades de vencer em uma bola. Lá eles vão sofrer", explicou o treinador, que admitiu que Rildo e Uendel foram anulados pela defesa argentina.
O pensamento de Jorginho é compartilhado por Fellipe Bastos. O autor do único gol ponte-pretano no primeiro jogo fez elogios ao Lanús, principalmente ao volante Leandro Somoza e ao centroavante uruguaio Santiago Silva. À espera de mais uma partida estudada, o meio campista aposta todas as fichas nos contra-ataques."O futebol é como um jogo de xadrez, muito tático. Eles sabiam dos nossos pontos fortes e fracos. São qualificados e têm jogadores experientes. Temos que continuar concentrados sabendo que fora de casa a gente se sente mais à vontade. É ir concentradinho e bem postado ali atrás para defender bem e tentar achar um gol. Depois vai ser difícil furar nossa defesa", projetou o jogador contratado junto ao Vasco da Gama.
E a Macaca tem até cartilha para seguir em La Fortaleza. De acordo com Jorginho, a equipe deve lembrar de todos os detalhes do triunfo sobre o Vélez no José Amalfitani, em que se fechou atrás, pouco foi ameaçada pelos atacantes argentinos e ainda balançou as redes em dois contragolpes: um com Elias e outro com Fernando Bob.
"Temos que lembrar daquele jogo, é o nosso jeito de atuar mesmo. Vamos jogar fechadinhos para buscar aquela bola que pode decidir o jogo", resgatou o técnico, mais uma vez reforçado por Fellipe Bastos: "Sabemos das nossas limitações e nossas qualidades. Temos que marcar forte e sair rápido para o contra-ataque. Vamos fazer isso de novo, sem mudar nada. E aí tentar um golzinho para atrapalhar a vida deles de vez".

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Fellipe Bastos exalta torcida e diz que a Ponte se sentiu em casa no Pacaembu

Autor do gol da Ponte Preta no empate por 1 a 1 com o Lanús, quarta-feira, no Pacaembu, o volante Fellipe Bastos destacou a presença e o apoio do torcedor no jogo de ida da final da Copa Sul-Americana. Por não atender a capacidade mínima exigida pela Conmebol para receber a final, o Moisés Lucarelli, em Campinas, deu lugar ao estádio paulistano como casa do time campineiro.
"A gente se sentiu em casa. Perguntávamos no vestiário: ‘Pô, será que a torcida vai vir?’. Quando entramos para fazer o aquecimento, vimos que o torcedor compareceu e fez uma festa muito bonita durante 90 minutos. Nos ajudou mesmo, foi o 12º jogador. Quando levamos o gol, eles não pararam de cantar. Isso foi muito importante", disse o volante ao canal Sportv.
Bastos também falou sobre uma cobrança de falta sua que acertou o travessão adversário na segunda etapa, quando o jogo contra o Lanús já estava 1 a 1. O lance aconteceu pouco depois de o volante empatar o jogo, também em bola parada.
"Eu pensei ali na segunda falta em fazer o mesmo que o zagueiro do Lanús fez contra a gente, porque ele conseguiu bater de uma maneira que o Roberto (goleiro da Ponte) se mexeu para um lado e ele conseguiu colocar a bola no outro. Achei que o goleiro deles iria fazer o mesmo, mas acabei tentando caprichar demais e a bola acertou a trave", comentou.
Sessão de autógrafos
Fellipe Bastos, o lateral-esquerdo Uendel e o atacante Leonardo participarão de uma sessão de autógrafos aberta ao público, entre 11h e 12h de sexta-feira, na Loja da Macaca, localizada dentro do estádio Moisés Lucarelli, em Campinas.
A fornecedora de material esportivo do clube, Pulse, ainda vai sortear cinco camisas da Macaca autografadas pelos jogadores. Além disso, os torcedores terão oportunidade de deixar mensagens de incentivo aos atletas em um painel interativo.
No dia 11, a Ponte Preta entra em campo para enfrentar o Lanús pela partida de volta da final da Copa Sul-americana. O jogo será no estádio La Fortaleza, na cidade de Lanús, localizada na província de Buenos Aires. Como no regulamento da competição não há vantagem de gols marcados fora na final, o vencedor da partida será o campeão. Em caso de empate, a decisão será nos pênaltis.



quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Portuguesa faz 2 a 0 na Ponte Preta e praticamente escapa da degola

Portuguesa chegou à 12.ª vitória no Brasileirão - Guilherme Dorigatti/PontePress
Só a maior tragédia da história do Canindé faria a Portuguesa ser rebaixada no Campeonato Brasileiro. Na tarde deste domingo, a Lusa derrotou a degolada Ponte Preta, por 2 a 0, no Estádio Moisés Lucarelli, em Campinas, pela penúltima rodada do Brasileirão e ficou muito perto de confirmar a presença por mais um ano na elite.

Com o resultado, a Portuguesa chegou aos 47 pontos, em 13.º lugar, mas ainda não está matematicamente livre. Para cair, precisaria perder do Grêmio no Canindé, domingo, e que Vasco, Criciúma e Coritiba vencessem seus jogos. Além disso, o time carioca, que joga contra o Atlético-PR em Curitiba, precisaria reverter uma diferença de 11 gols de saldo em favor à Lusa, algo inimaginável para um time em vias de cair.
Rebaixada no sábado com o empate do Fluminense, por 2 a 2, com o Atlético Mineiro, em penúltimo lugar com 36 pontos, a Ponte Preta encerra sua participação na elite contra o Internacional, fora de casa. E na quarta-feira começa a decidir o título da Copa Sul-Americana contra o Lanús, da Argentina. O primeiro jogo será realizado no Pacaembu.
O JOGO
Única preocupada com o resultado da partida, já que a Ponte entrou em campo rebaixada, a Lusa foi para cima desde o início. Logo aos 7 minutos, Gilberto e Henrique criaram boa jogada, mas a defesa do time campineiro acabou evitando o gol em cima da linha.
Jogando por uma bola com o atacante William, a Ponte Preta pouco criou. Sendo assim, a Portuguesa aproveitou para abrir o placar. Aos 15 minutos, após cobrança de escanteio, Henrique apareceu livre no segundo pau e desviou de cabeça para o fundo das redes.
Sem forças para reagir, a Ponte viu a rival quase ampliar antes do intervalo. Luis Ricardo passou por três jogadores e bateu cruzado. A bola explodiu no travessão antes de entrar. O técnico da Lusa, Guto Ferreira, voltou com Wanderson na vaga de Souza, mas a Lusa não mudou seu padrão de jogo. Aos três minutos, mesmo tendo acabado de entrar, o meia arriscou de longe e Daniel teve que se virar para mandar para escanteio.
O lance assustou a Ponte, que soube se controlar e voltar à partida. Sempre pelo lado esquerdo da defesa da Portuguesa, Régis e Magal apareceram pelo setor, mas a defesa adversária conseguiu neutralizar as jogadas quando foi preciso. Tranquila no jogo, a Portuguesa encaixou uma boa sequência de passes e ampliou. Henrique recebeu lançamento de Bruno Henrique, dominou e rola para Wanderson. Com o gol vazio, o meia só teve o trabalho de empurrar para o fundo das redes aos 19 minutos.
FICHA TÉCNICA:
PONTE PRETA 0 X 2 PORTUGUESA
PONTE PRETA - Daniel; Régis (Ferron), Betão, Raphael Silva e Chiquinho; Magal, Ferrugem (Rafael Ratão), Alef e Adrianinho; William (Luizinho) e Adaílton. Técnico - Jorginho.
PORTUGUESA - Lauro; Luis Ricardo, Lima, Valdomiro e Rogério; Ferdinando, Bruno Henrique (Muralha), Moisés e Souza (Wanderson); Gilberto e Henrique (Correa). Técnico - Guto Ferreira.
GOLS - Henrique, aos 15 minutos do primeiro tempo, e Wanderson, aos 19 minutos do segundo tempo.
ÁRBITRO - Márcio Chagas da Silva (RS).
CARTÕES AMARELOS - Betão, Chiquinho (Ponte Preta); Rogério, Bruno Henrique (Portuguesa).
RENDA - R$ 18.693,00.
PÚBLICO 2.390 pagantes.

LOCAL - Estádio Moisés Lucarelli, em Campinas (SP) . 

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Herói da semifinal, Leonardo admite rebaixamento e espera o Lanús

Assim como os torcedores da Ponte Preta, Leonardo vive mistura inexplicável de sentimentos. Enquanto não vê saída para escapar do rebaixamento no Campeonato Brasileiro, o centroavante que foi decisivo nos dois confrontos com o São Paulo ao marcar na capital e em Mogi Mirim festeja a classificação história para a final da Copa Sul-Americana.
"A gente acabou pagando no Brasileiro por querer disputar bem a Sul-americana. Acabou ficando pesado, pois tivemos viagens na sexta-feira à noite para jogar no domingo. Estou feliz apesar do rebaixamento na Série A estar praticamente definido. Agora o foco é todinho na final", exaltou o camisa 29 ao canal SporTV.
Se admitiu a tarefa quase impossível no Brasileirão, Leonardo também não mediu as palavras para dizer que o Lanús será o adversário da grande decisão. Os argentinos bateram o Libertad no Paraguai no primeiro confronto por 2 a 1 e jogam às 22h15 (de Brasília) desta quinta com o apoio da torcida em La Fortaleza.
O centroavante fez história ao anotar o segundo da Macaca na vitória por 3 a 1 sobre o São Paulo na semana passada e o único do empate em 1 a 1 desta quarta no Romildão E quer mais. "Vamos continuar assim, porque o torcedor ponte-pretano merece. Falta uma paginazinha ainda, um adversário difícil, que deve ser o Lanús. Queremos ganhar esse titulo para essa alegria da toricda continuar", projetou.
Um dos destaques do duelo com os são-paulinos, Elias também mostrou ambição. O armador lamentou o veto dos tricolores ao estádio Moisés Lucarelli - ironizado pela torcida da Macaca com gritos de "chupa, Juvenal (Juvêncio)" para o presidente rival - e valorizou o feito dos companheiros ao eliminar o atual campeão da Copa Sul-americana.
"É claro que queríamos ter jogado lá em Campinas, mas viemos para Mogi Mirim encarando da melhor forma. Tirar o São Paulo não foi fácil, por isso todos estão de parabéns. Queremos ser campeões, mas sempre respeitando o adversário", ressaltou o maestro da Veterana, que chega a uma final logo na primeira participação em torneios internacionais.

Presidente da Ponte confirma final da Sul-Americana no Pacaembu

Após a histórica classificação da Ponte Preta para a final da Copa Sul-Americana, o presidente Márcio Della Volpe confirmou: o time mandará o seu jogo no Pacaembu, já que continuará não podendo usar o Moisés Lucarelli por conta da exigência da Conmebol - o mínimo é de 20 mil pessoas.
"Vou conversar com a Federação Paulista, mas vai ser no Pacaembu. Conversei com a Conmebol e fiz a perguntinha, se não tinha jeito. Eles falaram que não deixaram o Atlético-MG (jogar) no Independência, então não vão deixar a Ponte", disse o mandatário para a Rádio CBN.
Uma reunião nesta quinta-feira deverá selar oficialmente o estádio da capital paulista como palco de uma das decisões da competição continental. "Não está confirmado oficialmente, mas iremos até a sede da Federação Paulista para acertar tudo", acrescentou.
A Macaca tentou usar o Moisés Lucarelli contra o São Paulo nas semifinais, mas ouviu um "não" da diretoria tricolor. Caso os são-paulinos aceitassem jogar em Campinas (SP), a Conmebol poderia ceder, assim como fez com o Libertad, que atuou no Nicolás Leosz, de pouco mais de 10 mil pessoas.
Depois do empate por 1 a 1 com o São Paulo, em Mogi Mirim (SP), a torcida alvinegra comemorou e se lembrou do presidente Juvenal Juvêncio. Com o apito final, o dirigente tricolor não escapou: "Chupa, Juvenal" e "imagina se fosse no Majestoso" foram alguns cantos pontepretanos.
Lanús e Libertad voltarão a medir forças nesta quinta, a partir das 22h15 (de Brasília), e decidirão o adversário da Ponte na final da Sul-Americana. Os argentinos têm a vantagem, após vitória de 2 a 1 em plena Assunção, capital paraguaia.

Ponte Preta empata com o São Paulo e alcança final internacional inédita

Se o rival Guarani se orgulha de ser o único campeão brasileiro do interior, a Ponte Preta está cada vez mais perto de se tornar o primeiro time do interior a vencer um torneio internacional. E logo na sua primeira experiência fora do País. Nesta quarta-feira a equipe alvinegra de Campinas empatou com o São Paulo por 1 a 1, em Mogi Mirim, e se classificou para a decisão da Copa Sul-Americana.
Como venceu por 3 a 1 no Morumbi, quarta-feira passada, a Ponte entrou em campo podendo perder por até 2 a 0. Fechou-se no campo de defesa e confiava num contra-ataque. Abriu o placar com Leonardo, no finalzinho do primeiro tempo, e matou o jogo. Luis Fabiano entrou, empatou, mas não evitou que o clube onde se formou chegasse a uma decisão inédita.
A final da Sul-Americana será contra Lanús ou Libertad. Na primeira partida, no Paraguai, os argentinos venceram por 2 a 1 e jogarão pelo empate em Buenos Aires, nesta quinta-feira. Como ambos têm estádios acanhados, não deverão vetar o Moisés Lucarelli. Assim, a Ponte deve mandar em Campinas o primeiro jogo da decisão, quarta-feira que vem.
Ao São Paulo resta tentar encerrar o ano com dignidade. A equipe encara o ameaçado Criciúma, domingo, em Santa Catarina, e fecha a temporada recebendo o Coritiba. No Brasileirão, a Ponte precisa de um milagre para não ser rebaixada (recebe a Portuguesa e visita o Inter).
O JOGODesde o primeiros minutos de jogo os dois times deixavam claras suas posturas. O São Paulo tentava roubar a bola no campo de ataque. A Ponte Preta esperava o rival e, quando tinha a bola, tentava ameaçar rápido em contra-ataque. Com isso a partida se concentrava numa metade só do campo.
Nela, poucas jogadas que mereciam ser transformadas em gol. Logo a 2 minutos, Rogério Ceni teve falta para bater quase na linha da grande área. Mandou no meio da barreira. Era o sintoma de que a noite não era tricolor. Outra prova disso: quando Roberto escorregou e ficou no chão, Aloísio teve o gol aberto, mas arriscou de primeira, desequilibrado, e mandou para longe.
O São Paulo rodava a bola e, quando chegava, não levava grande perigo. Ademilson, quando teve a oportunidade, mandou à direita do gol. Douglas, pelo alto, cabeceou por cima. Rodrigo Caio também tentou de cabeça, mas nas mãos de Roberto.
O goleiro, quase um espectador, trabalhou na única grande jogada do ataque tricolor. Tabela entre Ademilson e Reinaldo, o lateral teve espaço e cruzou para Aloísio. Roberto saiu bem e tirou da cabeça do centroavante.
E aí vale aquela máxima do "quem não faz, toma". Até quando o resultado é o inesperado para uma decisão entre São Paulo e Ponte Preta o clichê vale. E o time tricolor tomou. Aos 42, Uendel cruzou, Rodrigo Caio tirou. Leonardo tentou e o zagueiro salvou de novo. Na terceira chance, com a zaga do São Paulo batida, a bola do centroavante foi direto para as redes.
SEGUNDO TEMPOTeoricamente o gol não deveria mudar muita coisa. O São Paulo continuava precisando fazer três gols. Mas o baque psicológico, aliado ao cansaço de um time mal preparado fisicamente, impediu a equipe de Muricy Ramalho de tentar a classificação.
Até Luis Fabiano e Welliton entrarem, aos 16 minutos do segundo tempo, o São Paulo sequer havia ameaçado chegar ao empate. Como Denilson havia saído, com indisposição estomacal, para dar lugar a Wellington no primeiro tempo, Muricy não podia mais mexer no time e tinha 30 minutos para conseguir três gols.
Conseguiu um só, com Luis Fabiano, aos 38. No lance, Diego Sacoman errou na tentativa de corte e levantou a bola para o centroavante cabecear para o gol. Pelo menos uma despedida honrosa do atual campeão da Sul-Americana, que vai voltar à Copa do Brasil no ano que vem. Libertadores, talvez só em 2015.
FICHA TÉCNICA:
PONTE PRETA 1 X 1 SÃO PAULO
PONTE PRETA - Roberto; Artur, César, Diego Sacoman e Uendel; Baraka, Fernando Bob, Fellipe Bastos e Elias (Adailton); Rildo e Leonardo (Magal). Técnico - Jorginho.
SÃO PAULO - Rogério Ceni; Paulo Miranda (Luis Fabiano), Rodrigo Caio, Antônio Carlos e Reinaldo; Denilson (Wellington), Maicon, Douglas e Paulo Henrique Ganso; Ademilson (Welliton) e Aloísio. Técnico - Muricy Ramalho.
GOL - Leonardo, aos 42 minutos do primeiro tempo; Luis Fabiano, aos 38 minutos do segundo tempo.
ÁRBITRO - Carlos Vera (Equador).
CARTÕES AMARELOS - Diego Sacoman, Wellington, Dogulas e Antônio Carlos.
RENDA - R$ 210.587,00.
PÚBLICO - 12.161 pagantes.
LOCAL - Estádio Romildo Ferreira, o Romildão, em Mogi Mirim (SP). 

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Ponte Preta empata com o Grêmio e fica mais perto da Série B

Na tarde deste domingo, em partida válida pela 36ª rodada do Campeonato Brasileiro, a Ponte Preta empatou com o Grêmio, no estádio Moisés Lucarelli, pelo placar de 1 a 1. A Macaca inaugurou o marcador aos 15 minutos da primeira etapa, com Adaílton, mas viu o Tricolor deixar o placar na igualdade aos nove da etapa complementar, com o chileno Vargas. Assim, os comandados de Jorginho chegam aos 36 pontos, seguindo na vice-lanterna da competição, e com chances remotas de escapar do rebaixamento. Por sua vez, o Grêmio atinge os 60 somados, deixando a vice-liderança a cargo do Atlético-PR.
O jogo - Nos primeiros instantes, o Grêmio adiantou a marcação e dificultou a saída de bola da Ponte Preta, que errava muitos passes. Jogando no erro da Macaca, o Tricolor criou sua primeira chance de gol, aos 14 minutos: após receber na ponta esquerda, o lateral Alex Telles invadiu a área e cruzou para trás, procurando Kleber. O atacante finalizou de primeira e exigiu grande intervenção de Édson Bastos, substituto de Roberto, que espalmou para escanteio.
Porém, no minuto seguinte, em contragolpe rápido, a Ponte Preta inaugurou o marcador em solo campineiro: Adaílton arrancou pela ponta esquerda, invadiu a área e finalizou cruzado, para vencer o experiente goleiro Dida.
Mesmo com o placar em favor dos mandantes, a partida continuou a ser disputada de maneira franca: aos 21 minutos, Adaílton recebeu na área, limpou a marcação e cruzou para Adrianinho. O camisa 10 cabeceou, mas a bola não atingiu velocidade e facilitou a defesa de Dida. Quatro minutos mais tarde, aproveitando bola espirrada pela defesa ponte-pretana, o chileno Vargas finalizou de primeira e carimbou a trave esquerda de Édson Bastos.
No final da primeira etapa, o Grêmio dominou a Ponte Preta e criou boas chances de empate: aos 39, Barcos invadiu a área pelo setor esquerdo, mas finalizou para fora, à direita da trave. Dois minutos mais tarde, novamente o capitão tricolor avançou pelo setor, cortou Diego Sacoman e cruzou para trás. Porém, nenhum gremista estava na área em condições de finalizar.
Logo aos nove minutos da etapa complementar, os comandados de Renato Gaúcho conseguiram o gol de empate: após receber cruzamento de Zé Roberto na área, Vargas tentou ajeitar de cabeça, mas viu a bola desviar em Uendel e tirar o goleiro Édson Bastos da jogada. Mesmo com o toque no defensor ponte-pretano, o tento foi creditado para o atacante chileno.
Necessitando do resultado, a Macaca se lançou ao ataque, mas não conseguia superar a forte marcação implementada pelos visitantes. Além do mais, os espaços deixados em seu setor defensivo foram aproveitados pelo Grêmio, que desperdiçou a chance da virada aos 31: após cruzamento de Bressan, Barcos fez o pivô e rolou para Maxi Rodríguez, mas o meia finalizou fraco, facilitando a defesa de Édson Bastos. A chance mais clara de desempate da Ponte Preta veio aos 37 minutos: após cruzamento da ponta esquerda, Artur desviou de cabeça e viu Rafael Ratão, embaixo da trave, testar por cima da meta de Dida.
Aos 48 minutos, no último lance da partida, o goleiro Édson Bastos praticou uma defesa milagrosa, em cabeçada do zagueiro Bressan, e foi responsável por evitar o gol que rebaixaria a equipe campineira nesta rodada. Após a precisa intervenção, o árbitro Dewson Fernando Freitas da Silva encerrou o embate.
Na próxima rodada, ambas equipes entram em campo no domingo: às 17 horas (de Brasília), a Ponte Preta recebe a Portuguesa, no estádio Moisés Lucarelli, em Campinas. Por sua vez, às 19h30, o Grêmio tem pela frente o Goiás, em Porto Alegre.

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Ponte Preta bate São Paulo de virada no Morumbi na semifinal da Sul-Americana

A noite era de Rogério Ceni. Aos 40 anos, o goleiro que ainda não decidiu se irá se aposentar no fim desta temporada igualou o recorde de Pelé como o jogador que mais vezes atuou por um clube no Brasil: foi a 1116ª partida do capitão no time que defende há 23 anos. No entanto, a consagração foi da Ponte Preta, que venceu por 3 a 1 no Morumbi e saiu na frente pela vaga na final da Copa Sul-Americana. A equipe de Campinas conseguiu arrancar o empate e virou a partida no segundo tempo.
O jogo começou com um fato inusitado para o atacante Luis Fabiano. Após 12 anos, ele voltou pela primeira vez ao banco de reservas do São Paulo – a última vez aconteceu em 2001, em sua primeira passagem pelo clube, na temporada de estreia. O técnico Muricy Ramalho definiu o time com Aloísio como titular do setor ofensivo, e ainda surpreendeu com a escalação do jovem Lucas Evangelista, de 18 anos, no lugar de Douglas no meio de campo.
No primeiro tempo, a equipe tricolor jogou melhor e teve mais volume. O primeiro gol do jogo foi de Paulo Henrique Ganso, que recebeu na entrada da área após boa jogada de Aloísio. O camisa 8 chutou de perna direita, a bola bateu na trave esquerda de Roberto e entrou.
Pelo lado da Ponte Preta, o atacante Rildo foi o destaque e começou a importunar o São Paulo a partir do gol que abriu o placar. Pela ponta esquerda, Rildo fez do são-paulino Paulo Miranda um dos piores em campo. Ganhou quase todas as jogadas individuais que tentou sobre o lateral direito.
Em uma dessas jogadas, Rildo serviu Uendel após passar por Denilson. O lateral esquerdo cruzou para a área de Rogério Ceni e viu o zagueiro são-paulino Antonio Carlos empurrar a bola para o próprio gol.
O São Paulo repetiu o que tem acontecido em quase todas as partidas: diminuiu drasticamente a intensidade de jogo após marcar o primeiro gol. Desta vez, porém, foi punido por isso. O gol de empate saiu em momento em que o time de Muricy Ramalho parou de atacar e resolveu tocar de um lado para o outro. As jogadas ofensivas após o primeiro gol não mais aconteceram.
No intervalo, Muricy mudou o time. Tirou Lucas Evangelista, que ocupava a ponta esquerda, e inseriu o volante Wellington, para tentar fazer mais desarmes no meio de campo e evitar os ataques adversários. Não deu certo, Wellington entrou mal, cometeu diversos erros e o São Paulo só abriu mais espaço. Nos primeiros minutos da segunda etapa, Fernando Bob finalizou, Ceni fez boa defesa, mas espalmou para dentro da pequena área. Leonardo só teve o trabalho de empurrar para o gol e consumar a virada que já era imaginada.
Muricy Ramalho tentou reverter o placar com a alteração que a torcida pediu. Desacostumado ao banco de reservas do Morumbi, Luis Fabiano foi pedido pelas arquibancadas e chamado pelo treinador. Entrou em campo, mas pouco rendeu. Apareceu bem em cabeceio, que passou próximo ao travessão de Roberto, mas novamente teve pouca participação e mostrou falta de mobilidade.
Com a vantagem no placar, a Ponte Preta do técnico Jorginho adotou postura mais cautelosa. Com poucos ataques e mais controle da posse de bola, virou dona do jogo. Em novo erro do São Paulo, aproveitou para matar o confronto da primeira semifinal da Copa Sul-Americana: Uendel, novamente, encontrou todo o espaço que precisava na defesa são-paulina, avançou, finalizou e marcou o terceiro do time visitante. No trajeto, a bola que era rasteira desviou em Wellington e enganou Rogério Ceni, na noite em que comemoraria o recorde semelhante ao de Pelé pelo Santos.
No fim da partida o São Paulo ainda perdeu chance incrível. Luis Fabiano driblou o goleiro e a zaga da Ponte Preta evitou o gol debaixo do travessão. No rebote, o camisa 9 cruzou e Welliton finalizou, para novamente a defesa da Ponte tirar o perigo da área.
Com os três gols marcados fora de casa, a Ponte Preta impõe atuação de gala ao São Paulo. Não adiantará o time de Muricy vencer o segundo jogo por 2 a 0, pois a vaga na final ainda será da Ponte Preta. O placar exige que o São Paulo vença por três gols de diferença, ou por dois gols a partir de 4 a 2. Um novo 3 a 1, desta vez para o São Paulo, levará a decisão para os pênaltis. Contra a Ponte pode pesar a ausência do goleiro Roberto, que saiu chorando de campo por conta de um problema muscular e virou dúvida para a partida de volta.
A segunda partida acontecerá na próxima quarta-feira e deverá ser jogada no Romildo Ferreira, em Mogi Mirim. O local não está confirmado após o São Paulo ter conseguido vetar a utilização do Moisés Lucarelli, em Campinas, pelo estádio não contemplar capacidade mínima para 20 mil pessoas, segundo especificado no regulamento da Conmebol para confrontos entre oitavas e semifinais das competições. Do outro lado da chave, Libertad (PAR) e Lanús (ARG) decidem quem brigará pela taça.

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Com time misto, Cruzeiro empata com a Ponte no triângulo mineiro

Em clima de festa, o Cruzeiro recebeu a desesperada Ponte Preta no Parque do Sabiá. A partida foi realizada em Uberlândia por conta da perda do mando de campo imposto ao Cruzeiro pelo STJD. Sem a força do Mineirão ao lado e repleto de jogadores poupados (Dedé, Nilton, Egídio e Dagoberto, além de Borges, suspenso), o time celeste encontrou dificuldades em manter o mesmo ritmo das rodadas anteriores à confirmação do título. 
Em jogo marcado pelo domínio celeste, a Raposa saiu atrás do marcador, virou o jogo, mas descuidou nos minutos finais e permitiu o empate. Placar final, 2 a 2. Com o resultado, a Raposa segue na ponta, folga, com 75 pontos. Já a Ponte, caminha a passos largos para a segunda divisão, mantendo-se na 19ª posição com 35 pontos.
Ponte surpreende com gol logo no início
O Cruzeiro começou melhor a partida, embora mais desligado dentro de campo, faltando pegada. Quem aproveitou o sono celeste foi a Ponte, inaugurando o marcador logo antes do cinco minutos. Em sua primeira descida pelo setor direito, Artur cruzou no primeiro poste, Fábio rebateu a finalização de Fillipe Bastos e o atacante Leonardo pegou a sobra, apenas empurrando para as redes. O gol acordou o time mineiro, que passou a adotar uma postura mais interessada na partida.
Aos poucos, os anfitriões foram amadurecendo em campo e tomaram as rédeas da partida. O ataque celeste, no entanto, não chegava com a mesma rapidez que foi uma de suas marcas ao longo do campeonato. A Ponte Preta, à frente do placar, mostrou-se satisfeita muito cedo, o que contribuiu para que o jogo se tornasse um ataque contra defesa desde os primeiros minutos do primeiro tempo. A Macaca só voltou a atacar aos 27 minutos, em chute a longa distância de Artur, que Fábio defendeu em dois tempos.
O desespero da Ponte era tanto que com menos de meia hora de jogo o goleiro Roberto já perguntava quanto tempo ainda restaria para o intervalo. O Cruzeiro permanecia com o domínio do jogo, mas a transição do meio campo para o ataque ainda apresentava falhas. Atuando mais à frente, Goulart participava pouco do jogo, distante dos companheiros, dentre eles, Júlio Baptista, que não conseguia imprimir a mesma velocidade do setor ofensivo como de costume.
Antes do intervalo, por duas vezes em apenas uma descida, a Ponte Preta quase marcou o segundo. Em jogada de contra-ataque, Fellipe Bastos não conseguiu aproveitar o rebote de Fábio dentro da área. No lance seguinte, o volante cabeceou bem o escanteio pela esquerda, mas Fábio caiu bem no canto para espalmar a bola. O Cruzeiro responderia com aquele que seria o melhor ataque do primeiro tempo, em batida de Willian no canto direito. Roberto pegou.
Cruzeiro acorda, vira o jogo, mas descuida no final
O segundo tempo começou em ritmo parecido com o da etapa inicial. Com mais volume de jogo, o Cruzeiro seguiu em cima. Antes dos 10 minutos, o time celeste já tinha chegado perigosamente com Everton, em finalização de dentro da área, e Paulão, carimbando a trave direita de Roberto. Pouco mais tarde, Willian finalizou sem ângulo, mas próximo à meta direita do camisa 1 alvinegro. Antes de deixar o campo para a entrada de Élber, Júlio Baptista ficou bem próximo de empatar o jogo. Na batida de falta pela direita, o goleiro Roberto impediu que a bola do camisa 10 entrasse em sua meta. Tinha endereço.
Quando a torcida no triângulo mineiro já começava a esboçar os primeiros sinais de impaciência, o Cruzeiro chegou ao gol de empate. Mais uma vez pelo alto, grande ponto forte da equipe, a Raposa chegou à igualdade. Éverton Ribeiro cobrou o escanteio pela direita e quando a bola começava a cair, Souza subiu bem e cabeceou para o chão, no canto direito de Roberto. Tudo igual em Uberlândia.
Com domínio completo da partida, o gol da virada celeste tornou-se apenas questão de tempo. Nos últimos dez minutos de jogo, Vinícius Araújo tabelou bonito com Éverton Ribeiro, recebeu na entrada da área e soltou um foguete no ângulo esquerdo de Roberto. O goleiro da Ponte até chegou a tocar na bola, mas o chute de primeira do jovem cruzeirense saiu forte demais para ser bloqueado.
Sem perder as esperanças, a Ponte Preta não desanimou e apostou suas últimas fichas em pelo menos um empate. E ele veio. Aos 45 minutos, a defensiva celeste dormiu no ponto e Leonardo, mais uma vez, recebeu lançamento na entrada da área, tocou na saída de Fábio e deixou tudo igual. Placar final, 2 a 2.
CRUZEIRO 2 x 2 PONTE PRETA
Local: Parque do Sabiá, Uberlândia (MG)
Data-Hora: 17/11/2013 – 17h (de Brasília)
Árbitro: Claudio Francisco Lima E Silva (SE)
Auxiliares: Cleriston Clay Barreto Rios (SE) e Ailton Farias da Silva (SE)
GOLS: Leonardo, 4'/1ºT (0-1); Souza, 29'/2ºT (1-1); Vinícius Araújo, 38'/2ºT (2-1) e Leonardo, 45'/2ºT (2-2)
Público/Renda: Ainda não divulgados.
Cartões amarelos: Ceará (CRU), Fellipe Bastos, Adrianinho e Artur (PPR)
Cartão vermelho: Não teve.
CRUZEIRO: Fábio; Ceará, Léo, Paulão e Everton (Luan - 32'/2ºT); Souza, Henrique (Vinícius Araújo - 17'/2ºT), Éverton Ribeiro, Júlio Baptista (Élber - 16'/2ºT), Williane e Ricardo Goulart. Técnico: Marcelo Oliveira.
PONTE PRETA: Roberto, Artur, Cesar, Ferron e Uendel; Baraka, Fellipe Bastos (Magal - intervalo), Rildo e Adrianinho (Elias - 29'/2ºT); Fernando Bob e Leonardo. Técnico: Jorginho.

sexta-feira, 15 de novembro de 2013

Goiás vence, afunda Ponte Preta e segue vivo na luta por vaga na Libertadores

No duelo de opostos, o Goiás confirmou o favoritismo sobre a Ponte Preta e conquistou vitória por 2 a 0, no Serra Dourada. O resultado mantém o time vivo na briga por uma vaga na próxima Libertadores. Já a equipe de Campinas segue cada vez mais próxima de disputar a Série B do Campeonato Brasileiro em 2014.
Os gols da partida foram marcados por Eduardo Sasha e Ramon, em um espaço de apenas três minutos. Aos 23 do primeiro tempo, o atacante apareceu livre na entrada da área após cobrança de falta e chutou forte e cruzado para abrir o placar. Dois minutos depois, Ramon aproveitou a sobra na finalização do companheiro e teve apenas o trabalho de tocar para o gol vazio.
Há nove jogos sem perder no Brasileirão, o Goiás chega aos 56 pontos e ganha força na luta por uma vaga no G4. O time pode até mesmo terminar a rodada entre os quatro primeiros colocados, caso o Botafogo tropece em casa contra a Portuguesa. Já a Ponte Preta segue com 34, na vice-lanterna.
Às 17h (de Brasília) do próximo domingo, a Macaca tem dura missão contra o líder Cruzeiro, no Mineirão. No mesmo dia, mas às 19h30, o Goiás recebe o Internacional no Serra Dourada. As partidas são válidas pela 35ª rodada do Campeonato Brasileiro.
O jogo
Logo no primeiro minuto, William cruzou da direita e Adailton aproveitou vacilo de Renan para cabecear com muito perigo. Este, no entanto, seria o único bom lance da Ponte Preta no primeiro tempo.
Após alguns minutos sem emoções, o Goiás passou a tocar bem a bola e mandar na partida. Aos 16, Ramon cabeceou bem e obrigou Roberto a fazer boa defesa. No lance, o goleiro bateu o braço na trave e precisou ser atendido no gramado.
Sete minutos depois, Renan Oliveira cobrou falta na área e a zaga afastou mal. Na sobra, Eduardo Sasha soltou uma bomba de primeira para abrir o placar no Serra Dourada.O gol animou o Goiás. Apenas dois minutos depois, uma boa troca de passes acabou nos pés de Eduardo Sasha, que chutou na zaga. Na sobra, Ramon apareceu livre na segunda trave para tocar para o gol vazio.
Em vantagem, o time da casa esfriou o jogo e passou a se defender com ainda mais eficiência. Acuada, a Ponte Preta pouco perigo ofereceu e ainda viu o Esmeraldino chegar bem nos contra-ataques. Em um deles, Walter recebeu de Renan Oliveira e, da marca do pênalti, chutou à esquerda do gol.
Com o atacante Rildo no lugar do zagueiro Diego Sacoman, a Ponte Preta voltou trocando mais passes no segundo tempo. O time de Campinas, no entanto, esbarrou na boa marcação do Goiás e só conseguiu finalizar aos dez minutos, em chute de fora da área de Alef que saiu muito acima do gol.
A partir daí, porém, o Goiás equilibrou as investidas e passou a atuar mais no campo de ataque. Nem mesmo as alterações do técnico Jorginho foram capazes de deixar a Macaca mais ofensiva.
Com isso, o jogo seguiu com poucos lances de perigo até os minutos finais, quando a Ponte esboçou uma pressão. Em dois lances, o segundo deles um belo voleio que explodiu na trave, Rafael Ratão quase diminuiu o placar. O susto acordou o Goiás, que recuou ainda mais e administrou a vantagem com tranquilidade até o apito final.
FICHA TÉCNICA - GOIÁS 2 X 0 PONTE PRETAEstádio: Serra Dourada, em Goiânia-GO
Data: Quarta-feira, 13 de novembro de 2013
Horário: 19h30 (de Brasília)
Árbitro: Cláudio Mercante Júnior-PE
Assistentes: Marrubson Melo Freitas-DF e Ricardo Bezerra Chianca-PE
Cartões Amarelos: Diego Sacoman, Artur e Magal (Ponte Preta)
GOLS: Eduardo Sasha, aos 23, e Walter, aos 25 minutos do primeiro tempo
GOIÁS: Renan; Vítor, Rodrigo, Ernando e William Matheus; Amaral, David, Eduardo Sasha (Roni), Ramon (Thiago Mendes), Renan Oliveira e Eduardo Sasha; Walter (Léo Bonatini)
Técnico: Enderson Moreira.
PONTE PRETA: Roberto; Artur, César, Ferron e Diego Sacoman (Rildo); Magal, Fernando Bob, Alef e Elias (Adrianinho); Adailton e William (Rafael Ratão)
Técnico: Jorginho.