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domingo, 30 de novembro de 2014

RAILAN MARCA, BAHIA SUPERA O SPORT E DEIXA A ZONA DE REBAIXAMENTO

Railan e Ibson, Bahia X Sport (Foto: Eduardo Martins / Futura Press)
O Bahia confirmou a boa fase que vive nos jogos dentro de casa no Campeonato Brasileiro. Ao bater o Sport por 1 a 0, na noite desta quarta-feira, na Arena Fonte Nova, o Tricolor alcançou a marca de cinco jogos de invencibilidade como mandante: são três vitórias e dois empates nas últimas rodadas. Railan, aproveitando boa jogada de William Barbio, marcou o único gol da partida, válida pela 24ª rodada da Série A.
Os três pontos alçaram o Bahia para a 15ª colocação na tabela, com 26 pontos, fora da zona de rebaixamento. Já o Sport perdeu mais uma oportunidade de se aproximar do grupo dos quatro primeiros colocados. Os pernambucanos permanecem na 8ª colocação, com 35 pontos.
Sem tempo para descansar, Bahia e Sport voltam a campo neste fim de semana, pelo Brasileirão. No próximo sábado, o Leão da Ilha tem uma missão complicada diante do líder Cruzeiro, às 18h30 (horário de Brasília), na Arena Pernambuco. No domingo, o Tricolor recebe o Flamengo, às 16h, na Arena Fonte Nova.
Visitantes à vontade

O Sport não se intimidou por estar jogando longe de Pernambuco e se sentiu à vontade na Arena Fonte Nova. Foram dos pernambucanos as melhores chances da primeira etapa, principalmente com Neto Baiano e Diego Souza, que deram muito trabalho aos donos da casa. Aproveitando-se dos espaços cedidos pela defesa tricolor, os dois construíam boas jogadas de ataque, como o chute perigoso de Ibson que passou tirando tinta da trave de Marcelo Lomba. Do outro lado, o Bahia não encontrava espaços na defesa adversária e abria o jogo pelas laterais, mas sem criar chances efetivas de gol. Uma cabeçada de Kieza por cima da meta foi o mais perto que os baianos chegaram da meta defendida por Magrão.
Barbio brigador, Railan artilheiro

O Bahia voltou a campo para a etapa final com outra postura. Com Emanuel Biancucchi na vaga de Marcos Aurélio, mais uma vez improdutivo, o Tricolor ganhou mais volume no meio-campo, adiantou a marcação e impôs dificuldade à saída de bola do adversário. Chances de gol, porém, continuavam escassas. Foi aí que Gilson Kleina resolveu colocar William Barbio na vaga de Diego Macedo. A torcida não gostou, vaiou, mas o atacante de vasta cabeleira mostrou a que veio: fez grande jogada pela esquerda, superou a marcação e deixou Railan em condições abrir o placar. Na comemoração, Barbio se dirigiu aos torcedores e vibrou com raiva, como se fosse ele próprio o autor do gol. Com o placar a seu favor, os baianos passaram a trocar passes e buscar o contra-ataque. O Leão da Ilha ainda tentou o empate em chutes de Ananias e Rithely, mas Marcelo Lomba tratou de assegurar o triunfo do Bahia. Antes do apito final, o técnico Gilson Kleina foi expulso por reclamação.

terça-feira, 23 de setembro de 2014

ADEUS, TABUS! VITÓRIA IGNORA HISTÓRICO, VENCE BA-VI DE VIRADA E COMPLICA RIVAL

Bahia x Vitória (Foto: Romildo de Jesus / Futura Press)
Um dia para implodir tabus. Esse foi o domingo do Vitória. Na lanterna do Campeonato Brasileiro, o Rubro-Negro tinha contra si muitos números. Mas, diante de 25 mil torcedores, tratou de mandar às favas os números e tabus para fechar o torneio particular de Ba-Vis de 2014 mostrando que quem ri por último ri muito melhor. Na Arena Fonte Nova, o Leão da Barra venceu de virada o Bahia pelo placar de 2 a 1, em partida válida pela 23ª rodada do Campeonato Brasileiro. Kadu e Luiz Gustavo balançaram as redes pelo time de Ney Franco. Kieza descontou para o Tricolor.
O último triunfo do Vitória diante do maior rival na Série A tinha acontecido em 2003. Apesar dos longos anos, o número de jogos neste período era pequeno: apenas três. Em números absolutos, outra marca incomodava: o Leão não vencia o Bahia havia oito partidas. O úlltimo triunfo sobre o rival havia sido no dia 12 de maio de 2013, na goleada de 7 a 3 pelo Campeonato Baiano, também na Fonte Nova. Só neste ano, foram cinco clássicos, com dois triunfos do Bahia e três empates. Além disso, Ney Franco nunca havia vencido um Ba-Vi. Neste domingo, o Vitória tratou de mudar a história e, com uma atuação perfeita, saiu de campo merecedor do resultado. De quebra, o Leão deixou a lanterna do Campeonato Brasileiro e ainda ultrapassou o Bahia, adversário direto na luta contra o rebaixamento.
Com o resultado, o Rubro-Negro chegou a 24 pontos e subiu para a 14ª posição - pela primeira vez em sete rodadas, deixa a zona de rebaixamento. Já o Bahia manteve os 23 pontos e agora é o 18º colocado. Na próxima quinta-feira, o Vitória vai até São Paulo enfrentar o Palmeiras, no Pacaembu. O Tricolor joga um dia antes, na quarta, outra vez na Fonte Nova, desta vez diante do Sport.
Ba-Vi elétrico de Kieza e Kadu
Bahia e Vitória começaram o clássico com emoção digna de suas grandezas: antes dos dez minutos de jogo, as duas torcidas gritaram gol. Aos cinco, a defesa do Vitória bateu cabeça, e Pará achou Kieza livre de marcação para abrir o placar. A torcida tricolor ainda comemorava, quando o erro mudou de lado. A defesa do Bahia falhou, e Lomba saiu mal. O suficiente para Kadu empurrar para as redes e empatar três minutos depois. Após o gol, o Vitória melhorou na partida e passou a criar mais. Dono do meio-campo, Richarlyson distribuiu as ações pelo lado vermelho e preto. Dinei, Roger Carvalho e Léo Gago ameaçaram por suas equipes, e o primeiro tempo chegou ao fim com um Vitória melhor e dono das ações, diante de um Bahia que viu na velocidade de Rafinha sua opção de fuga.
Ba-Vi de um time só
O Tricolor começou o segundo tempo tentando reagir. Kleina trocou Léo Gago por Maxi Biancucchi, e a atuação da equipe melhorou em relação ao primeiro tempo. Ainda assim, o Bahia seguia dando espaços. Em um desses erros, Luiz Gustavo chutou fraco de fora da área, a bola bateu na trave, nas costas de Lomba e morreu no fundo das redes. Com o gol, o Vitória cresceu e encurralou o seu maior rival. Como numa luta de boxe, restou ao Tricolor sofrer nas cordas diante da superioridade do maior rival. Acuado, o Bahia quase levou o terceiro, após cabeçada do baixinho Juan e, assim como na primeira etapa, tentou usar a velocidade para chegar ao gol. Destaque pelo esforço, Rafinha chegou perto do empate, mas o Tricolor não teve inspiração semelhante dos demais atletas. No fim, restaram tentativas desesperadas de um time que jogou pouco, diante da cadência de um Vitória que soube ser vibrante, calculista e decisiva para vencer.

sábado, 20 de setembro de 2014

EXPULSÕES, BRONCA DO SHEIK E GOLS: BAHIA VIRA SOBRE O BOTAFOGO NO RIO

Emerson, Botafogo X Bahia (Foto: Vitor Silva / SSpress)
Dois minutos. É pouco tempo para realizar a maioria das tarefas diárias de qualquer atividade. Mas no futebol a cronologia é diferente. Em dois minutos, é improvável, mas não impossível, por exemplo, sair mais de um gol. Não é comum também ter dois jogadores expulsos. Porém, assim o Botafogo teve seu time desestruturado na noite desta quarta-feira, no Maracanã com o pequeno público de 4.678 pagantes, com 5.216 presentes (renda de R$ 106.275,00). Perdeu Ramírez e Emerson Sheik em sequência por cartão vermelho. O Bahia ganhou a superioridade numérica em campo. E no placar. De tanto tentar, aos 45 minutos do segundo tempo, os baianos fecharam em 3 a 2, pela 22ª rodada do Campeonato Brasileiro.
Parecia que a noite seria de Emerson Sheik para o protagonismo do bem. O atacante voltou ao time após ausência por problemas médicos durante três rodadas. Marcou os dois gols alvinegros, um deles de pênalti. No entanto, a expulsão no segundo tempo mudou tudo. Ele se irritou, disse para as câmeras que a CBF "é uma vergonha" e não pôde ver os gols de Maxi Biancucchi e Branquinho - Dankler, contra, marcou no primeiro tempo. Ramírez, dois minutos antes, havia levado vermelho também. Julio Cesar, assim que soou o apito final, foi outro a ser expulso. Os jogadores tentaram evitar falar. O capitão Jefferson aceitou conversar com a imprensa e considerou "um roubo" o que aconteceu.

Com a vitória, o Tricolor baiano fugiu da zona de rabaixamento do Campeonato Brasileiro, com 23 pontos. Empurrou justamente o Alvinegro para o Z-4, agora em 17º, com 22. O Botafogo volta a campo no sábado, às 21h (horário de Brasília), no Heriberto Hülse, contra o Criciúma. O Bahia tem um clássico contra o Vitória, na Fonte Nova, no domingo, às 16h.
Sheik brilha, Dankler falha
O desafogo encontrado pelos dois times foi jogar pelas laterais. O meio de campo congestionado dificultou a criatividade. E os times passaram a apostar mais nos cruzamentos. No primeiro tempo, 13 bolas levantadas pelo Botafogo e cinco pelo Bahia. Os cariocas arriscaram mais. Acabaram recompensados com a bola na medida levantada por Ramírez e concluída por Emerson Sheik de cabeça: 1 a 0.
Só que a fase alvinegra não é das melhores. Dankler escorou contra a própria meta e enganou Jefferson ao tentar cortar um cruzamento. O Glorioso finalizava mais, tinha 56% de posse de bola. Até que conseguiu desempatar. Ao defender o chute de Zeballos, Marcelo Lomba evitou o gol, mas a bola resvalou na mão de Railan. Em lance duvidoso, o árbitro Igor Junio Benevenuto assinalou a infração. Sheik converteu novamente, desempatando.
Polêmicas e vitória baiana

Gilson Kleina voltou do intervalo disposto a mandar o time para a frente. Trocou dois meias por dois atacantes: Maxi Biancucchi no lugar de Léo Gago e Emanuel Biancucchi por Marcos Aurélio. Destacou-se, porém, um volante. Uelliton dividiu a bola com Ramírez. O botafoguense se irritou, empurrou o adversário e foi expulso direto. Emerson Sheik, já com um amarelo por reclamação, cometeu falta dois minutos depois, aos 14, e também acabou punido com o cartão vermelho. O camisa 7 saiu revoltado, procurou a câmera e disse taxativamente: “CBF, você é uma vergonha! Vergonha! Vergonha!”
Julio Cesar mostrou que com menos dois ainda é possível assustar. O lateral penetrou na área, fez boa jogada e chutou. Lomba defendeu. O Botafogo, naturalmente, recuou. Era, talvez, a única opção. O Bahia demorou até achar o caminho certo. Maxi Biancucchi aproveitou a tabelinha com Guilherme para empatar. A pressão seguiu. Kieza chegou a virar, sozinho na pequena área. O impedimento marcado gerou dúvidas. A dúvida acabou aos 45 minutos. Branquinho virou, e o Bahia venceu e passou o Botafogo na tabela. 

CRICIÚMA BATE O GOIÁS E ACABA COM JEJUM DE DEZ PARTIDAS SEM VENCER

Giovanni criciuma x goias (Foto: Fernando Ribeiro/Futura Press/Agência Estado)
O Heriberto Hülse vibra e balança por causa de um gol e uma vitória do Criciúma. Fazia tempo que a cena não ocorria. O Tigre bateu o Goiás por 1 a 0 neste domingo e encerrou o jejum de dez partidas sem vencer e de 699 minutos sem balançar as redes no Campeonato Brasileiro. Graça ao gol de canhota do lateral-direito Luís Felipe. Apesar de acabar com a recuperação que os goianos viviam na competição, o time catarinense não conseguiu sair da zona de rebaixamento.
O placar foi curto diante do domínio dos mandantes no primeiro tempo, freado pelo goleiro Renan, que parou as investidas principalmente de Baier. Na etapa final, o Goiás truncou o meio e teve chance nos vacilos do Criciúma, que escorregava no nervosismo de mais um jogo sem vencer. Foi quando o lateral trocou o cruzamento pelo tiro cruzado de fora da área, e de canhota. Luís Felipe fez o estádio criciumense chacoalhar.
Ainda no Z-4, na 17ª colocação, o Criciúma volta a campo na quarta-feira, às 21h, para encarar o Figueirense no Orlando Scarpelli. O Goiás vai para casa e enfrenta o Atlético-MG às 19h30 de quinta-feira, no Serra Dourada. A equipe goiana está no 12º lugar.
O jogo
Apenas um volante de origem, três meias, dois atacantes e Paulo Baier próximo do gol. O Criciúma queria encerrar o jejum de 10 jogos sem vencer e entrou jogando no campo de ataque. A intermediária esmeraldina foi ocupada por jogadores de camisa preta, uniforme 3 do Tigre que estreou neste domingo. Não à toa terminou a primeira etapa com 60% de posse de bola. Foram cinco chances reais de gol para os mandantes, a maioria num duelo particular entre Baier e o goleiro Renan, que levou a melhor e manteve a rede intacta. A equipe de branco jogava por uma bola. No primeiro tempo teve apenas uma mesmo, num cochilo seguido de passes errados na defesa do Carvoeiro que Samuel botou fora.
Ainda que tivesse dois atacantes, o Goiás jogava no 4-1-4-1 em que o próprio Samuel era figura isolada e as duas linhas não estiveram bem fechadas. Foi por meio delas que passaram as jogadas do Criciúma, ou na ousadia de Silvinho, atuando como um ponta. A torcida da casa reconheceu o empenho e cantou alto na saída do Tigre para os vestiários no intervalo. O Goiás voltou com o meio reforçado pela entrada do volante Amaral e truncou o espaço em que o adversário tramava suas jogadas, neutralizou a pressão.

Foi por isso que o técnico Gilmar Dal Pozzo mandou o atacante Lucca e o meia Ricardinho saírem do banco, para que a equipe tivesse três atacantes e melhora no passe. Não deu resultado, mas o Criciúma conseguiu balançar a rede e acabar com a esperança do Goiás, que teve chances a partir de falhas do Tigre. Depois de ter deixado seu lado sem cobertura, Luís Felipe apareceu na frente e fez o que o Carvoeiro pouco faz, bater de longe. Ele foi feliz, e a maioria dos 8.113 torcedores também. O resultado poderia ser maior caso a arbitragem tivesse assinalado uma penalidade máxima em que um defensor esmeraldino botou a mão na bola. Não fez falta, aos mandantes bastava a vitória, independentemente do placar.

KIEZA MARCA DOIS, E BAHIA INTERROMPE SEQUÊNCIA INVICTA DO FIGUEIRENSE

Bahia x Figueirense - comemoração de gol (Foto: Repodução)
Era um estádio muito engraçado. Quase não tinha gramado, quase não tinha nada. Foi no Joia da Princesa, em Feira de Santana, que o Bahia bateu o Figueirense por 3 a 0 pela 21ª rodada do Campeonato Brasileiro. O estádio, que foi palco de superlotação no jogo contra o Santos, pela 8ª rodada, levou à punição do Tricolor baiano com um jogo de portões fechados e outro longe de Salvador. Por ironia, o castigo foi cumprido exatamente no seu local de origem, que voltou a receber um duelo de Série A na tarde deste domingo.
Habituadas à qualidade das grandes arenas da Copa, as equipes penaram para fazer a bola rolar em um campo em péssimas condições, e a torcida ajudou a piorar o espetáculo no interior baiano. Em campo, um triunfo importante para o mandante, que interrompeu uma sequência de oito jogos de invencibilidade do Figueira, com direito a golaço de Kieza: o atacante balançou a rede adversária duas vezes ainda no primeiro tempo, e Maxi completou o placar no finalzinho. Na arquibancada, novo episódio lamentável de violência entre torcidas e prisão de oito pessoas. No início da partida, torcedores do Bahia arrancaram uma faixa da torcida adversária, pulando com facilidade o alambrado que separava os grupos. A Polícia Militar agiu com rapidez.
Com o resultado, o Bahia alcançou 20 pontos e estacionou na 18ª posição, ainda na zona de rebaixamento, mas em local mais confortável que a lanterna ocupada antes de a bola rolar. O Figueirense fica na 12ª colocação, com 25 pontos. Na próxima rodada, o Tricolor enfrenta o Botafogo no Maracanã, enquanto o Figueira recebe o Criciúma, no Orlando Scarpelli.
Com o gramado em péssimas condições, prevaleceu quem soube aproveitar as oportunidades criadas. Apesar do baixo nível técnico do duelo, o Tricolor baiano conseguiu superar o adversário no primeiro tempo, com dois gols de Kieza. O primeiro deles, aos 17 minutos, surgiu a partir da uma falha da zaga catarinense, que deixou o atacante livre na pequena área para mandar para o gol. O segundo, seis minutos depois, foi uma pintura: Kieza recebeu na área e bateu milimetricamente rumo à meta de Volpi. Uma bola com curva que morreu no fundo da rede, depois de quase raspar pela segunda trave. Apesar da desvantagem, o Figueira não esmoreceu e procurou o empate. As melhores chances foram de Giovanni Augusto, que mandou um chute pela linha de fundo e outro para defesa de Marcelo Lomba.
Na segunda etapa, o Figueirense voltou disposto a superar as dificuldades do gramado e partir para o ataque. No entanto, o Bahia, com postura defensiva, fez a sua parte para frustrar o ímpeto inicial do adversário. A partir dos 10 minutos, o desenrolar do jogo não foi dos melhores para a audiência, que assistiu a diversos erros de passe e poucas chances criadas. Giovanni Augusto e Pablo ameaçaram pelo lado catarinense, com bela defesa de Lomba após um chute do atacante com endereço certo. Uelliton assustou Volpi em uma bela cabeçada. O Bahia teve desempenho levemente superior ao adversário e ainda ampliou aos 39, com gol de Maxi Biancucchi, que não marcava desde a 3ª rodada. Henrique ainda poderia ter feito o quarto, se não estivesse impedido quando mandou a bola para o fundo da rede.

sábado, 13 de setembro de 2014

DE VIRADA, CRUZEIRO BATE BAHIA E MANTÉM VANTAGEM NA LIDERANÇA

Cruzeiro x Bahia (Foto: Bruno José / Futura Press)
O Cruzeiro precisou mais do que inspiração para vencer o Bahia por 2 a 1, de virada, na noite desta quinta-feira, no Mineirão, na 20ª rodada do Campeonato Brasileiro. O futebol vistoso apresentado ao longo da competição deu lugar à garra e à raça dos jogadores, que suaram a camisa para superar as dificuldades encontradas no primeiro tempo e conseguir o resultado no segundo, quando entraram perdendo. A reviravolta veio dos pés dos recém-chegados dos amistosos da Seleção nos Estados Unidos: Éverton Ribeiro e Ricardo Goulart. O gol do Bahia foi marcado por Rafael Miranda, na primeira etapa. O público pagante foi de 20.861, e proporcionou renda de R$ 767.253,00.
O resultado deixa o Cruzeiro disparado na liderança do Brasileirão com 46 pontos, sete a mais que o vice-líder São Paulo. As duas equipes se enfrentam no domingo, às 16h (de Brasília), no Morumbi. No mesmo dia e horário, o Bahia, que segue na lanterna com apenas 17 pontos, recebe o Figueirense no Estádio Joia da Princesa, em Feira Santana-BA.
O jogo

O Cruzeiro começou a partida pressionando, mas esbarrava no bloqueio eficiente montado pela defesa do Bahia. Tanto que as melhores chances dos mineiros na etapa inicial – duas bolas no travessão – foram em lances de bola parada. Ao perceber que sua missão defensiva estava sendo bem cumprida, o Bahia resolveu se arriscar no ataque e acabou sendo premiado com um gol aos 29 minutos. Após cruzamento da esquerda feito por Guilherme Santos, Rafael Miranda chutou rasteiro no canto esquerdo de Fábio. Em vantagem, a equipe recuou ainda mais e conseguiu levar o 1 a 0 para o vestiário.
No segundo tempo, a postura do Cruzeiro foi ainda mais ofensiva. O goleiro Marcelo Lomba já havia feito grande defesa numa cabeçada de Manoel, quando o gol da Raposa saiu, em pênalti contestado pelos baianos e bem cobrado por Éverton Ribeiro. Após o lance, Titi acabou expulso. Com um a mais em campo, o domínio cruzeirense ficou ainda maior. O gol da vitória foi marcado por Ricardo Goulart, após passe de Marcelo Moreno. Os dois agora dividem a artilharia do Brasileirão, com dez gols. Ao final da partida, após muitas reclamações com o árbitro da partida, Fahel também foi expulso.

SEM PÚBLICO E COM POUCO FUTEBOL, BAHIA E CORITIBA EMPATAM POR 0 A 0

Zé Love é derrubado por Lucas Fonseca, na partida do Coritiba contra o Bahia (Foto: Diego Marinelli/ Site oficial do Coritiba)
Bahia e Coritiba entraram em campo iguais e saíram da mesma forma. Com um futebol sofrível e sem público, as duas equipes empataram por 0 a 0, neste domingo, na Arena Fonte Nova. No dia de comemoração da independência do Brasil, o Bahia até vestiu amarelo para celebrar a data, que também marca o primeiro aniversário das eleições democráticas no clube, mas, assim como o Coxa, demonstrou apenas uma enorme dependência de um futebol de qualidade.
Em um jogo de baixo nível técnico, o momento de maior relevância foi a desmarcação de um pênalti para o Coritiba pelo árbitro Francisco Carlos Nascimento, após consulta a seus auxiliares.
A partida foi realizada com portões fechados, sem a presença do torcedor, por conta da punição recebida pelo Bahia - por  superlotação do estádio Joia da Princesa, em Feira de Santana, na partida contra o Santos, pela 8ª rodada.

Com o resultado, o Bahia chegou a 17 pontos e segue na 19ª posição, enquanto o Coritiba tem drama semelhante, com os mesmos 17 pontos e na 18ª colocação. Na próxima rodada, o Bahia vai até Belo Horizonte enfrentar o líder Cruzeiro, no Mineirão, na quinta-feira, às 20h30 (horário de Brasília). O Coritiba joga um dia antes, na quarta, no Couto Pereira, diante da Chapecoense, às 21h (horário de Brasília).
O jogo
Em situação ruim na tabela, Bahia e Coritiba entraram em campo sabendo da necessidade da vitória para tentar fugir da zona de rebaixamento. Sem o apoio do torcedor, o Bahia começou o jogo perdido, repetindo velhos erros, além de demonstrar a constante falta de criatividade no meio de campo. Enquanto isso, o Coritiba passou a dominar as ações. Conhecedor do elenco do Bahia, clube onde trabalhou até o final de julho, Marquinhos Santos armou o Coxa explorando as falhas do Tricolor. Posicionado nas costas do lateral Roniery, Zé Love foi um dos principais jogadores alviverdes na primeira etapa.

Ao Bahia, restaram os chutes de longa distância e, após o domínio verde-branco, algumas jogadas de contra-ataque. O goleiro Vanderlei só foi importunado em um chute de longa distância, feito por Léo Gago, e em um lance rápido de ataque desperdiçado por Diego Macedo. Melhor em campo, o Coritiba teve duas grandes chances, ambas com Zé Love, uma de cabeça e outra em chute forte, que passou perto do gol de Lomba. Aos 35 minutos, Lucas Fonseca derrubou Zé Love fora da área, mas o árbitro Francisco Carlos Nascimento marcou pênalti. Após muita reclamação por parte dos tricolores, e alguns consultas a seus assistentes, o árbitro voltou atrás e desmarcou a anotação - para desespero dos paranaenses. O mesmo árbitro já havia passado por essa situação, na Série B de 2012, quando desmarcou um pênalti que havia assinado a favor do Joinville diante do Atlético-PR.
Kleina muda, mas Coritiba segue melhor
Pressionado para conseguir o resultado dentro de casa, Kleina mudou o Bahia no intervalo. O técnico Gilson Kleina sacou Fahel e Roniery para as entradas de Henrique e Guilherme Santos. As mudanças pouco ajudaram, e o Bahia seguiu sem criatividade. Por outro lado, o Coritiba diminuiu o ritmo, mas se manteve com o domínio da parte. Diante da inoperância baiana, voltou a criar chances de gol. E levar perigo ao gol de Lomba.

Na segunda metade da etapa final, o Bahia voltou ao jogo, mas mais uma vez esbarrando na falta de criatividade. Na base do abafa, o Tricolor conseguiu chegar com perigo em uma cabeçada de Henrique. Léo Gago também tentou de longe, mas parou em Vanderlei. A grande chance do 
Bahia caiu nos pés de Kieza, que, livre de marcação, chutou em cima do goleiro do Coritiba. Sem público e com um futebol sofrível, Bahia e Coritiba terminaram a partida iguais no placar e no drama.

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

EM NOITE CONTRA RACISMO, GRÊMIO FAZ 1 A 0 E ENCERRA SÉRIE INVICTA DO BAHIA

barcos gremio x bahia (Foto: Diego Guichard)
Não eram poucos os desafios do Grêmio na noite deste domingo na Arena. Precisava se recuperar em campo e fora dele. No primeiro duelo após as injúrias raciais de torcedores contra o goleiro santista Aranha, o Tricolor conseguiu boa parte de seus objetivos. Venceu o Bahia por 1 a 0, gol de Barcos, pela 18ª rodada do Brasileirão, e deu exemplo de conscientização com campanhas institucionais e cartazes erguidos espontaneamente pelos torcedores. Porém, nem tudo foi festa: o time de Felipão não convenceu e parte, mesmo que pequena, da torcida insistiu com cânticos polêmicos, como o que chama os colorados de "macacos". A minoria acabou vaiada.
Alheio a tudo isso, o Bahia fracassou na tentativa de embalar o oitavo jogo sem conhecer a derrota. O time de Gilson Kleina não atuou mal, pelo contrário. Inclusive chegou a ser superior em parte do primeiro tempo. Mas passará mais uma rodada na zona de rebaixamento - é vice-lanterna, com 16 pontos.
O Grêmio subiu, é sexto, com 28 pontos e, no sábado, enfrenta o Flamengo, no Rio de Janeiro. Antes, jogaria a partida da volta da Copa do Brasil contra o Santos, mas ela foi suspensa pelo STJD até que o clube seja julgado pelas ofensas a Aranha - o que ocorrerá na quarta. O meio de semana será agitado em campo para o Bahia. Na quinta, recebe o Inter, após vencer o Colorado em Porto Alegre por 2 a 0, e tem grandes chances de avançar na Sul-Americana. No domingo, recebe o Coritiba, pelo nacional, em confronto direto contra o fantasma do Z-4.

Vitória minguada na Arena
Grêmio e Bahia entraram em campo com astral bem diferente. O Tricolor tentava se refazer da polêmica partida contra o Santos, de derrota e episódio de injúrias raciais de torcedores contra o goleiro Aranha. Antes de a bola rolar, a primeira parte foi feita, com campanhas, faixas e cartazes de repúdio ao racismo. Quando o jogo começou… passou a prevalecer o embalo baiano, vindo de vitória diante do rival gremista, o Inter, pela Sul-Americana.
A melhor chance do primeiro tempo foi do Bahia, bem liderado por Emanuel Bianchucci. Aos 15 minutos, Rhodolfo perdeu a bola e Guilherme Santos finalizou fraco, com boa defesa de Marcelo Grohe. Sobraram ao Grêmio posse de bola e insistências. Faltou, no entanto, a tão cobrada eficácia. Isolado, Barcos conseguiu um arremate perigoso, aos 17 minutos, que passou perto da meta. Quem também tentou Lomba foi Dudu, mas suas finalizações foram fracas. O 0 a 0 no intervalo deixou a torcida inquieta.
Por falar em torcida, a maioria presente na Arena vaiou os cânticos que surgiram do setor da Geral do Grêmio, que se referiram aos colorados como “macacos”. Numa noite de pouco futebol, alguma tensão e muito a se falar extracampo, o gremista conseguiu sorrir apenas aos 13 minutos do segundo tempo. Giuliano cruzou, Dudu, na raça, escorou, e Barcos, com o gol vazio, abriu o placar: 1 a 0. Depois, os mandantes se recolheram e trataram de manter o resultado. O importante era vencer. E, claro, melhorar a própria imagem.

ATLÉTICO-PR E BAHIA EMPATAM EM JOGO SONOLENTO NA ARENA DA BAIXADA: 0 A 0

jogo Atlético-PR e Bahia  (Foto: Joka Madruga / FuturaPress)
Um jogo sonolento e com fraco nível técnico. Assim foi o empate por 0 a 0 entre Atlético-PR e Bahia, na noite deste domingo, na Arena da Baixada. A última partida com portões fechados no estádio, fruto da pancadaria entre torcedores do Furacão e do Vasco no ano passado, foi marcada pelas raras chances de gol, pelo festival de passes errados - foram 80 - e pela disputa truncada no meio-campo. No fim, as equipes saíram de campo com a certeza que precisam fazer muito para melhorar no Campeonato Brasileiro.
De um lado, o empate foi ruim para o Atlético-PR, que vê distante o pelotão dos primeiros colocados. Com o resultado, a equipe atleticana continua na nona posição, agora com 24 pontos. O resultado complicou ainda mais a vida do Tricolor, que segue na zona de rebaixamento, com 16.
Pelo Brasileirão, os dois times voltam a jogar no próximo fim de semana, e como visitantes. O Furacão visita o Goiás, no domingo (31), às 18h30, no Serra Dourada. No mesmo dia e no mesmo horário, o Bahia enfrenta o Grêmio em Porto Alegre. A equipe atleticana ainda encara o América-RN na quarta-feira, às 19h30, na Arena das Dunas, pelas oitavas de final da Copa do Brasil.
Ritmo lento e pouca inspiração
Os primeiros minutos de bola rolando na Arena da Baixada davam sinais de que o jogo seria sonolento em Curitiba. Com muito bate-rebate e os times tentando buscar o ataque, o Atlético-PR buscava pressionar a saída de bola, enquanto o Bahia tentava impor seu ritmo na partida. E o que se viu em campo foi um festival de passes errados e pouca criatividade. 
Sem nenhuma chance de gols, as equipes seguiram maltratando a bola. Melhor para os goleiros, que não foram acionados nos primeiros 45 minutos.
Jogo melhora, mas placar segue zerado
Sem alterações, as equipes retornaram para a etapa final com a mesma apatia do primeiro tempo. Com a tática do contra-ataque, os baianos seguiram bem postados defensivamente, mas esbarrando na falta de criação. Com dificuldades para furar a marcação adversária, o Atlético-PR colocou em campo o vice-artilheiro do Brasileirão, o atacante Douglas Coutinho, que substituiu o meia Bady. Buscando impor velocidade, o Bahia trocou o meia Léo Gago pelo lateral-direito Diego Macedo.
A mudança surtiu efeito primeiro para os visitantes, que exigiram do goleiro Weverton a primeira defesa da partida, aos 22 minutos, no arremate de Diego Macedo. O Rubro-Negro poderia ter tirado o zero do placar em pelo menos duas oportunidades, com Douglas Coutinho, perdendo a melhor chance do jogo, e depois com Bruno Mendes. Mas a rede não balançou, e o marcador ficou mesmo no 0 a 0.

BAHIA E CRICIÚMA CONFIRMAM POBREZA OFENSIVA E EMPATAM SEM GOLS

Bahia x Criciúma (Foto: Getty Images)
Bahia e Criciúma fizeram um jogo digno de dois dos piores ataques do Campeonato Brasileiro. Com pouca criatividade e muitos erros de passes de lado a lado, as duas equipes apresentaram um futebol abaixo da média e ficaram no empate sem gols na noite desta quarta-feira, na Arena Fonte Nova, em partida válida pela 16ª rodada do Campeonato Brasileiro. Os baianos, com 11 gols marcados, e os catarinenses, com nove, seguem fazendo feio no quesito.
O resultado é pior para o Bahia, que, jogando em casa, deixa escapar mais uma chance de somar três pontos e continua afundado na zona do rebaixamento – é o 18º colocado, com 15 pontos. A vida também não está fácil para o Criciúma. Há seis jogos sem saber o que é vencer, o Tigre chega a 17 pontos e ocupa a 13ª posição na tabela.
Bahia e Criciúma nem terão tempo para refletir sobre o jogo desta noite. No final de semana, as duas equipes já voltam a campo. No domingo, às 18h30 (horário de Brasília), o Tricolor vai até a Arena da Baixada, onde encara o Atlético-PR. No mesmo dia, às 16h, o Tigre recebe o Flamengo no Heriberto Hülse.
O jogo
Jogo pegado, marcação forte, pouca criatividade e muitos erros de passe. Os primeiros 25 minutos não agradaram aos torcedores que compareceram à Arena Fonte Nova. Na metade da etapa inicial, porém, a partida melhorou. O Bahia se lançou ao ataque, começou a jogar pelos lados, com Railan e Guilherme Santos, e insistiu nas viradas de jogo para abrir a defesa adversária. Só que o gol não saiu. Em um lance, Kieza demorou demais e foi desarmado quase na marca do pênalti. Em outra oportunidade, o camisa 9 tricolor e Marcos Aurélio se atrapalharam dentro da pequena área e não conseguiram mandar a bola para as redes. O Criciúma, por sua vez, não soube aproveitar os espaços cedidos pelos donos da casa para contra-atacar com eficiência. Isolado na frente, Danilo Alves foi presa fácil para Titi e Demerson quando a bola chegou. No lance mais perigoso do Tigre, Silvinho recebeu na entrada da área, caprichou no chute, mas a bola saiu pela linha de fundo.
O primeiro lance do segundo tempo deu a impressão de que as coisas poderiam ser diferentes para o Criciúma. Com apenas um minuto de jogo, Silvinho apareceu livre na área após bom passe de Wellington Bruno, chutou forte, e Marcelo Lomba fez grande defesa. Mas foi só impressão. O Bahia continuou melhor no jogo, comandando as ações ofensivas e insistindo nas jogadas pelos lados do campo. O problema é que faltava qualidade ao time da casa para acertar o último passe. E, quando os homens de frente apareciam em boas condições, a bola queimava no pé de cada um deles. Ou os próprios jogadores se atrapalhavam entre si. Os dois últimos lances de perigo, no entanto, foram dos catarinenses. Danilo Alves e Maurinho tiveram a chance de marcar, mas desperdiçaram.

TIMÃO CONFIRMA FAMA DE ROBIN HOOD E FICA SÓ NO EMPATE COM O BAHIA

Ralf corinthians e Fahel Bahia Brasileirão (Foto: Agência Getty Images)
O Corinthians confirmou sua fama de "Robin Hood" - aquele que rouba dos grandes e dá aos pequenos -, na noite deste sábado, na Arena de Itaquera. Ficou apenas no empate em 1 a 1 com o Bahia, em novo tropeço contra times que estão na parte de baixo da tabela.
Em 18 pontos possíveis nos jogos contra os seis últimos colocados (Bahia, Vitória, Figueirense, Botafogo, Flamengo e Coritiba), o Timão conseguiu só sete, frustrando mais de 30 mil torcedores que foram à Arena sob chuva e frio (o público foi de 30.819 pagantes, com renda de R$ 2.096.556,50).
- A gente não podia perder estes pontos para uma equipe que está lutando para não cair - lamentou o volante Elias, na saída do campo.
Para o Bahia, que ainda reclamou de um pênalti não marcado de Gil em Branquinho no fim, o resultado foi bom. No primeiro jogo sob o comando de Gilson Kleina, o Tricolor baiano mostrou consistência defensiva e força no contra-ataque. Saiu na frente com Kieza, mas tomou o empate num cruzamento de Guerrero para Gil.
Com o resultado, o Bahia vai a 14 pontos e dorme fora do Z-4, mas ainda pode ser ultrapassado por Figueirense, Botafogo, Flamengo e Coritiba, que jogam neste domingo.
Já o Corinthians, com 28 pontos, fica a três do Internacional, que dorme na liderança após a vitória sobre o Goiás no Serra Dourada. O Cruzeiro, que tem 30, encara o Santos no Mineirão, também neste domingo.
Foi o terceiro confronto entre os dois times em menos de um mês. Nos outros dois, pela Copa do Brasil, o Corinthians venceu um por 3 a 0 e perdeu outro por 1 a 0, classificando-se no saldo de gols.
Os dois times voltam a jogar pelo Brasileirão no meio da semana. Na quarta-feira, às 21h, o Bahia recebe o Criciúma na Arena Fonte Nova. No dia seguinte, o Timão joga novamente como mandante, em Itaquera - pega o Goiás, às 19h30.
O jogo
Sob chuva e frio, com gramado molhado, o jogo fluía com velocidade. Elias, Jadson, Petros e Romero se movimentavam pela intermediária do Bahia, buscando espaços e tentando encurralar o adversário. Foi só depois dos 20 minutos que o time baiano começou a se soltar em direção ao ataque, até com certa facilidade para encaixar alguns contragolpes, já que havia um buraco entre a linha defensiva corintiana e o meio-campo.
O Bahia acabou abrindo o placar num lance de bola parada, com Kieza desviando de cabeça um cruzamento de Emanuel Biancucchi, aos 35. O gol não chegou a abalar o Corinthians - mas fez com que Guerrero mudasse seu estilo de jogo. O peruano deixou de esperar a bola na área e passou a dar opção pelos cantos. Foi numa dessas jogadas que, aos 42, pegando sobra de um escanteio batido por Jadson, ele cruzou na medida para Gil aparecer de surpresa na área e empatar o jogo, também de cabeça.
Mano Menezes mexeu bastante na formação ofensiva do Corinthians, na tentativa de superar a retranca do Bahia. Guerrero teve seu posicionamento alterado - iniciou o segundo tempo como um ponta-esquerda, mas depois voltou a ser centroavante quando Renato Augusto substituiu Petros. Mano ainda colocou Romarinho e Luciano nos lugares de Jadson e Romero. Sem sucesso. Mostrando-se bem mais forte do que nos confrontos válidos pela Copa do Brasil, o Bahia, agora com Kleina, segurou bem o Corinthians e voltou para Salvador com um ponto merecido na bagagem - e só não saiu com uma vitória porque o árbitro Anderson Daronco não deu um pênalti de Gil em Branquinho, já no fim.

terça-feira, 26 de agosto de 2014

NA BASE DA FÉ: COM GOL DE FAHEL, BAHIA VENCE O GOIÁS NA FONTE NOVA

Fahel comemora gol do Bahia contra o Goias (Foto: Getty Images)
Nas últimas semanas, as preces dos torcedores do Bahia contaram com um novo item na lista de pedidos. Com o time na zona de rebaixamento, a recuperação da equipe na Série A ocupava um lugar entre o "Livrai-me de todo mal" e o "Amém". Com fervor, a torcida reforçou as orações nesta noite, das arquibancadas da Arena Fonte Nova, no duelo contra o Goiás. E na terra de todos os santos, Deus resolveu dar uma forcinha ao time azul, vermelho e branco. E como se diz entre os torcedores do Bahia que "Deus é Fahel", o único gol da partida saiu da cabeça do volante: o Tricolor venceu o Esmeraldino pela 14ª rodada do Campeonato Brasileiro e encerrou o jejum de dez jogos sem triunfos dentro da competição nacional. Técnico interino, Charles Fabian se mantém invicto no Bahia, com três jogos, dois triunfos e um empate.
O gol nasceu de lance polêmico: um escanteio que não foi escanteio, precedido por falta a favor do Bahia, levou ao cabeceio de Fahel. E, apesar da vitória, o time baiano ainda não deixou a zona de rebaixamento: subiu para a 16ª colocação com 13 pontos, mesma pontuação do Botafogo, primeiro time fora da área de degola e que leva vantagem no saldo de gols. A equipe carioca ainda joga neste domingo, no complemento da rodada, e pode se afastar da briga contra a Série B. Na próxima rodada, o Tricolor encara o Corinthians, em São Paulo.
Enquanto o torcedor baiano comemora a prece parcialmente atendida, o do Goiás olha para o céu e pergunta o que fez de errado. Com duas derrotas consecutivas, o Esmeraldino estaciona nos 20 pontos e perde a oportunidade de se aproximar do G-4 do Brasileiro. A equipe goiana ocupa a 8ª colocação, mas pode terminar a rodada na parte de baixo da tabela de classificação com o complemento da rodada. No próximo sábado, o Goiás enfrenta o Internacional no Serra Dourada.
Nervosismo e gol de Fahel
Como se 11 jogadores do lado rival não bastassem, Bahia e Goiás acharam um novo adversário: o nervosismo. Com mais transpiração do que criatividade, os dois times iniciaram a partida com vontade, mas erros bobos estragaram boas chances de gol. Um pouco superior, o Bahia ameaçava principalmente quando a bola passava pelos pés de Léo Gago. O gol, no entanto, saiu da jogada de outro volante: Fahel subiu mais que a defesa esmeraldina aos 30 minutos, após cobrança de um escanteio controverso - que não havia sido, de fato, lance para escanteio e que foi precedido por uma falta de Erik sobre o lateral tricolor Roniery.
Mas o jogo seguiu e, a partir daí, o Bahia se sentiu à vontade e se sobrepôs ao adversário. Apesar de uma boa tentativa de Bruno Mineiro de cabeça – em que Lomba fechou a meta tricolor –, o Bahia poderia ter fechado a etapa com vantagem maior, se Rhayner tivesse um pouco mais de sorte no chute colocado ou se Renan tivesse falhado na cobrança de falta de Marcos Aurélio. Do lado de fora da Arena, dezenas de torcedores não puderam assistir às chances perdidas pelo Bahia: devido a um problema em uma das bilheterias, muitos desistiram de entrar no estádio e outros só conseguiram ver parte do segundo tempo.

Evolução do Goiás
Em time que está ganhando não se mexe. Já no que está perdendo... Atrás no marcador, Ricardo Drubsky decidiu fazer duas substituições para o segundo tempo. Ramon foi substituído por Murilo, enquanto Tiago Real entrou no lugar de Rodrigo. As mudanças surtiram efeito, e o Esmeraldino melhorou. Em bobeira de Guilherme Santos, Murilo chutou de longe e obrigou Lomba a fazer boa defesa. Para conter o ímpeto do Goiás, o Bahia jogava com seriedade. Os defensores tricolores lutavam para ocupar espaço e impedir a criação das jogadas adversárias. A dedicação empolgou o torcedor, que cantava a plenos pulmões na Fonte Nova. O gol de Fahel, ainda no primeiro tempo, foi o lance que decidiu a partida. Para os tricolores, preces atendidas. Agradecimentos a Deus e ao volante. Ou ao dois ao mesmo tempo.

sexta-feira, 8 de agosto de 2014

SEM VENCER DESDE MAIO NO BRASILEIRO, PALMEIRAS E BAHIA FICAM NO EMPATE

Palmeiras x Bahia (Foto: Marcos Ribolli)
Sem vencer no Brasileiro desde maio, Palmeiras e Bahia se enfrentaram no Pacaembu. E o jogo saiu sem um vencedor. O empate por 1 a 1 amplia o jejum de vitórias das duas equipes e as mantém em situação complicada no Brasileirão - o Verdão é o 14º, com 14 pontos, a três da zona do rebaixamento, e o Tricolor baiano é o penúltimo, com 10.
A última vitória do Palmeiras no Brasileirão foi em 22 de maio, ainda sob o comando do interino Alberto Valentim - 1 a 0 sobre o Figueirense. Com Ricardo Gareca, o time só venceu pela Copa do Brasil (Avaí) e na Copa EuroAmericana (Fiorentina).
O jejum do Bahia é ainda maior. A última vitória foi em 4 de maio - 1 a 0 sobre o Botafogo. Contra o Verdão, o time foi comandado pelo diretor Charles Fabian. Um treinador deve ser contratado nos próximos dias.
Henrique abriu o placar para o Palmeiras, aos 15 do segundo tempo, completando cruzamento de Victor Luis - o melhor do Verdão em campo. O Bahia empatou dois minutos depois, com Kieza, aproveitando boa jogada de Pará. O público pagante foi de 15.208 pessoas (com renda de R$ 632.000). Parte da torcida vaiou o time palmeirense na saída de campo.
Na quarta-feira, o Palmeiras encara o Avaí, às 19h30, no Pacaembu, pela Copa do Brasil. Pela mesma competição, o Bahia recebe o Corinthians, também na quarta, às 22h, na Fonte Nova. Já pelo Brasileirão, os baianos recebem o Goiás, às 18h30 de sábado. O Palmeiras visita o Atlético-MG, domingo, às 18h30, no estádio Independência.
O jogo
Palmeiras e Bahia fizeram um primeiro tempo de baixo nível técnico. Em várias ocasiões, a bola voou de uma intermediária para outra, sem que ninguém tentasse ao menos colocá-la no chão para tentar uma tabela. Victor Luis e Mouche, pelo setor esquerdo de ataque do Verdão, pareciam ser a exceção. Quando acionados, buscavam uma jogada bem costurada - tinham espaço para isso. Faltava a qualidade no passe final. Nenhuma bola chegou redonda no pé do finalizador, Henrique. De fora da área, Wesley tentou, mas sem perigo.
O Bahia jogava com a zaga muito recuada, quase na linha da grande área, deixando o Verdão propor o jogo e esperando um erro do adversário para sair no contra-ataque. Desta forma, conseguiu a melhor chance da etapa final, com Marcos Aurélio servindo Kieza - o goleiro Fábio saiu bem e abafou.
No segundo tempo, o Bahia voltou melhor do que o Palmeiras e teve outra chance clara de gol, com Kieza tomando a bola de Marcelo Oliveira dentro da área e rolando para Marcos Aurélio, livre, chutar para fora. Mas foi o Verdão quem abriu o placar, aos 15, com Henrique completando cruzamento de Victor Luis. O empate veio dois minutos depois, com Kieza finalizando jogada armada por Pará.
Ricardo Gareca mexeu no time - Patrick Vieira no lugar de Felipe Menezes, Mendieta na vaga de Mouche. A melhor opção continuou sendo os avanços de Victor Luis pela esquerda. Sinal dos tempos: um garoto, recém-promovido ao time titular, parecia o único lúcido no time alviverde. O Bahia continuou apostando nos contra-ataques. Kieza deitava e rolava em cima de Marcelo Oliveira. Mas o placar permaneceu inalterado. Empate ruim para os dois times, mas pior para o time baiano, que segue afundado na zona do rebaixamento.

terça-feira, 29 de julho de 2014

Com ajuda de Marcelo Lomba, Inter vence o Bahia e acaba com jejum fora

A fonte Nova, de tantos bons jogos durante a Copa do Mundo, sofreu. Em um jogo marcado por muitos erros e pouco futebol, um deles foi decisivo para o resultado. Em uma falha do goleiro Marcelo Lomba, o Internacional acabou com o jejum de 13 jogos como visitante no Brasileirão e venceu o Bahia por 1 a 0, na noite deste sábado. A última vitória havia sido em 15 de setembro de 2013, ainda com Dunga, em jogo com o Criciúma, no Heriberto Hulse. O Tricolor se afundou na crise - foi o nono jogo sem vencer na competição.
Com o resultado, o Colorado vai aos 22 pontos e assume a vice-liderança de maneira momentânea. Já o Tricolor segue na zona de rebaixamento, com nove pontos. Na próxima rodada do Brasileiro, o Inter recebe o Santos no Beira-Rio, no próximo domingo, às 18h30. Já o Bahia vai a São Paulo enfrentar o Palmeiras, às 16h do mesmo dia.
JOGO COM MUITOS ERROS
Um time vem de uma sequência de oito jogos no Brasileirão sem vencer. Outro ainda não ganhou como visitante. Não se podia esperar um jogo daqueles que a Fonte Nova proporcionou no último mês, estádio das goleadas na Copa do Mundo. Apesar da nominata famosa, o Inter começou o primeiro tempo em marcha lenta. Parece ter se surpreendido com a postura do Bahia, que avançou e marcou a troca de passes de Juan e Paulão.
Rhayner e Kieza estiveram dentro da área, prestes a concluir no gol de Dida. Wellington Silva e Fabrício cobriram os zagueiros e salvaram Dida. No ataque, o Inter não conseguiu infiltrar a defesa rival. Com duas linhas de quatro, o Bahia criou uma barreira que impediu finalizações dos gaúchos durante toda a etapa inicial.
Sem confiança, os dois times também abusaram dos erros. Por alguns momentos, a bola parecia ser algo que os jogadores precisavam se livrar. O Bahia menos, o Inter mais. O Tricolor teve a chance de abrir o placar com Uelliton. O volante finalizou da altura da marca do pênalti após falta cobrada por Branquinho e desperdiçou oportunidade incrível. Antes do apito final da etapa, o Inter chegou com Wellington Silva ao fundo. O cruzamento, porém, não foi aproveitado por Rafael Moura e Alan Patrick.
FALHA DECIDE FIM DE JEJUM
O segundo tempo se encaminhava para o mesmo lado. O Inter perdeu D'Alessandro, com um incômodo na coxa esquerda, já sentido no treinamento de sexta-feira, ainda em Porto Alegre. Acabou preservado por Abel Braga e deu lugar a Eduardo Sasha. O Inter continuou errando muito na parte ofensiva. Só foi dar seu chute a gol aos 15 minutos, com Alex. Marcelo Lomba voou para espalmar e fazer a defesa. No ataque, o Bahia seguia especulando nos contra-ataques, mas só levou perigo em cobrança de falta de Uelliton.
Tudo se encaminhava para um empate. Em um jogo cheio de erros, só com uma falha grotesca para sair um gol. Foi o que aconteceu. Marcelo Lomba se posicionou para segurar firme a finalização de longe de Wellington Silva. Só que a bola passou por entre suas mãos e o Colorado abriu o placar no segundo chute a gol.
A falha de Lomba selou o final do jejum do Inter como visitante, que ainda não havia vencido nesta edição do Brasileirão longe do Rio Grande do Sul. O Bahia teve a chance do empate apenas em falta frontal, da altura da meia-lua, que Uelliton desperdiçou.
FICHA TÉCNICA
BAHIA 0 X 1 INTERNACIONAL
Local: Estádio da Fonte Nova - Salvador (BA)
Data-hora: 26/07 - 21h00
Árbitro: Héber Roberto Lopes (FIFA-SC)
Auxiliares: Kleber Lúcio Gil (FIFA-SC) e Carlos Berkenbrock (SC)
Público-Renda: 5.308 (5.221 pagantes)-R$ 154.076,00
Cartões amarelos: Uelliton (BAH) Alan Patrick, Juan (INT)
Gols: Wellington Silva - 20'/2°T (0-1)
BAHIA: Marcelo Lomba; Roniery, Adaílton, Titi e Pará; Uelliton, Léo Gago e Branquinho (William Barbio - 11'/2°T); Rhayner, (Rafinha - 40'/2°T) Henrique (Emanuel Biancucchi - 21'/2°T) e Kieza - Técnico: Marquinhos Santos.
INTER: Dida; Wellington Silva, Paulão, Juan e Fabrício; Willians, Wellington, D'Alessandro (Eduardo Sasha - intervalo), Alan Patrick (Cláudio Winck - 33'/2°T) e Alex (Ygor - 40'/2°); Rafael Moura - Técnico: Abel Braga.

quarta-feira, 23 de julho de 2014

Atlético-MG erra demais e empata com o Bahia no Independência

Atuando com um time misto, o Atlético-MG sabia que teria dificuldades contra o Bahia, mas jogando no Independência, esperava conquistar um resultado positivo, mas teve que se contentar com um empate em 1 a 1, diante da torcida. A falta de entrosamento, que gerou vários erros de passe foi o maior problema do Galo durante a partida.
O primeiro gol do jogo saiu em boa trama ofensiva do Bahia, que terminou com cruzamento perfeito de Rhayner, na cabeça do zagueiro Titi, que mostrou estilo para cabecear para as redes. O empate apareceu no segundo tempo, e veio da cabeça de Luan. Com o resultado, o Galo chega aos 15 pontos, enquanto o Bahia amarga mais um jogo sem vencer somando nove pontos.
Na sequência do Campeonato Brasileiro, o Atlético-MG terá compromisso contra o Sport, no próximo domingo, na Ilha Retiro, mas antes o Galo vai decidir o título da Recopa Sul-Americana contra o Lanús, da Argentina, jogo no Mineirão, na quarta-feira. Já o Bahia, joga no sábado contra o Internacional, na Fonte Nova.
O jogo – O duelo no Horto começou com muita entrega de ambos os lados, com o jogo chegando a ficar violento em alguns momentos. Atuando em casa, o Atlético-MG procurou tomar a iniciativa do confronto, mas o congestionamento de atletas no meio-campo fez a bola permanecer em disputa nesta parte do campo nos primeiros minutos.
Jogando com um time misto, o Galo sentiu um pouco a falta de entrosamento já que vários dos atletas que começaram o jogo nunca tinham atuado juntos. Com o passar do tempo, os mineiros melhoraram e conseguiram tocar a bola com mais qualidade. Com isso, os alvinegros passaram a ter mais volume de jogo.
Aos 14, Guilherme fez grande jogada, dando passe açucarado para Jô, que driblou o goleiro Marcelo Lomba, mas ficou sem ângulo para finalizar, errando o alvo no primeiro lance de real perigo da partida. O Bahia deu a resposta em cobrança de falta de Léo Gago, que assustou o goleiro Victor. Aos 24, a defesa atleticana deu espaço para o ataque baiano pela direita, Rhayner cruzou na medida, e o zagueiro Titi testou para as redes abrindo o placar.
O gol do Bahia deu moral para os visitantes, que passaram a valorizar a posse de bola no campo de ataque. Atrás no marcador, o Galo começou a errar muitos passes na ânsia de tentar chegar ao empate. Preocupado, o técnico Levir Culpi pedia calma para os comandados, mas o time atleticano seguiu com dificuldades.
Insatisfeito com o rendimento do time, o treinador alvinegro não quis saber de esperar e voltou para o segundo tempo com Pedro Botelho e Luan nas vagas de Alex Silva e Maicosuel, respectivamente. Além de mudar peças, o Atlético-MG mudou a postura em campo, sendo mais agressivo na busca pelo gol de empate.
Aos seis minutos, Guilherme deixou Jô na cara do gol, mas o atacante conseguiu mandar sobre o travessão de Marcelo Lomba. Aos dez, foi a vez de Guilherme mandar sobre o travessão. Errando menos passes, a esperada pressão atleticana aconteceu, mas o gol teimou em não sair. Percebendo mais vontade do time, a torcida passou a apoiar no Independência.
Se os erros de passe foram corrigidos, as falhas de finalização do ataque do Atlético-MG passaram a ficar evidentes até que aos 20, finalmente o Galo chegou ao gol através da cabeça de Luan, que aproveitou cruzamento de Jô para acertar o alvo do Bahia. Aos 24, a virada quase saiu com Leonardo Silva, que carimbou a trave de Marcelo Lomba, aumentando a pressão no Horto.
O empate deu confiança aos jogadores em campo e para a torcida, que passou a jogar ainda mais com a equipe da casa. Até o apito final, o Atlético-MG perseguiu a virada, tomando alguns sustos é verdade, mas com maior poder ofensivo, o gol, porém, não apareceu, e o empate ficou de bom tamanho para os dois lados.