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domingo, 30 de novembro de 2014

INTER VENCE FÁCIL O CRICIÚMA COM BOA ATUAÇÃO DE SASHA E É VICE-LÍDER

Internacional x Criciúma - Aránguiz  (Foto: Vinicius Costa / Futura Press)
O Inter encarava como uma obrigação vencer o Criciúma em casa na noite desta quarta-feira. Pelos três pontos e também para tentar embalar após o recente período irregular no Beira-Rio. E assim o fez. Passou pela instabilidade dos primeiros minutos da partida e pelas defesas do goleiro Bruno até encontrar seu futebol e carimbar a vitória por 3 a 0. O resultado faz o Colorado subir para 44 pontos e ultrapassar o São Paulo, ficando com a segunda posição.
O ponto negativo ficou pelo pênalti perdido por Rafael Moura, quando a vitória já estava encaminhada. O atacante, que recentemente reclamou de perseguição de colorados e marcou na vitória sobre o Atlético-PR na rodada passada, tentava se reconciliar de vez com a torcida. Foi substituído quatro minutos depois e ouviu algumas vaias.
No primeiro tempo, Aránguiz abriu o placar. No segundo, Eduardo Sasha e D'Alessandro anotaram um gol cada.  O Criciúma se mantém com 23 pontos e em 19º lugar. Cairá para a lanterna se o Palmeiras ao menos empatar com o Vitória nesta quinta. O próximo adversário do Colorado é o Coritiba, novamente no Beira-Rio. O Tigre encara a Chapecoense na Arena Condá.
Jogo amarrado, pressão no fim e gol
Com toque de bola, o Criciúma conseguiu encurtar os espaços do Inter nos primeiros minutos. O Tigre só não contava com o azar. Dois jogadores se machucaram em sequência. Lucca levou encontrão de Gilberto, foi atendido e voltou. O pior aconteceu com Silvinho, que em uma dividida com Aránguiz sentiu lesão no joelho. Saiu do gramado e voltou mancando. Chorando muito, teve de dar lugar a Bruno Lopes. O Inter, por sua vez, marcava, fechado atrás. Faltava finalizar. E aos 13 minutos veio a primeira chance real de gol aos colorados. Em jogada de Alex, Gilberto recebeu e mandou o chute. O goleiro Bruno defendeu no reflexo.
A melhora do Inter ficou nítida da metade para o fim do primeiro tempo. Apesar de momentos amarrados no meio-campo, com muitas faltas, Alex escapou e acertou a trave. Ia no ângulo. O goleiro Bruno teve bastante trabalho na sequência. Fez uma bela defesa em cabeceio de Rafael Moura na cara do gol, pegou outra finalização de He-Man, e depois de Sasha. Não teve sucesso na tentativa de Aránguiz. Livre, quando o Inter pressionava, o chileno não desperdiçou. Foi aos 40 minutos. A primeira etapa teve um total de nove finalizações do Inter (cinco chances reais),e três do Criciúma (nenhuma real). Somente no primeiro tempo foram contabilizadas 16 faltas.
He-Man perde pênalti, mas Inter vence
O Criciúma voltou com Paulo Baier no lugar de Serginho. Mas quem apareceu logo de cara foi Sasha. Aos dois minutos ele anotou o segundo gol do Inter, em lançamento de Rafael Moura, que ainda tocou em Alex. O jogo ficava mais tranquilo para os colorados, que em seguida encontraram espaço aberto para o terceiro. D'Alessandro bateu colocado após passe de Sasha - que comandou o ataque nesta noite. O Criciúma sucumbia no gramado do Beira-Rio.
Foi na bola parada que o Tigre tentou a recuperação, aos 24. Lucca cobrou bem, no canto, mas Dida mandou para escanteio. A posse de bola até se igualava, com 50% para cada equipe, mas era o Inter que aproveitava suas chegadas. Só não foi feliz no pênalti assinalado aos 28. D'Alessandro deu a bola para Rafael Moura bater. Tentando se recuperar após a má fase, amenizada com gol na partida anterior, ele errou. Bruno defendeu. O time de Abel Braga ainda teve outras oportunidades, mas o placar não se mexeu mais até o apito final.

terça-feira, 23 de setembro de 2014

COM GOLS DE PÊNALTI, CRICIÚMA E BOTA EMPATAM E SEGUEM AMEAÇADOS

Zeballos do Botafogo RJ e Rodrigo Souza do Criciúma (Foto: Fernando Ribeiro / Ag. Estado)
Não foi desta vez que o Botafogo voltou a vencer, tampouco foi agora que o Criciúma saiu da zona do rebaixamento. Na noite deste sábado, no Heriberto Hülse, o Tigre até pressionou bastante, mas esbarrou na ótima atuação do goleiro Jefferson, em um erro da arbitragem - que anulou gol legal de Paulo Baier no segundo tempo - e na falta de criatividade de seus atacantes. O placar de 1 a 1 foi ruim para os dois times, que não conseguem respirar no Campeonato Brasileiro e continuam ameaçados pela queda. Zeballos e Paulo Baier, ambos de pênalti, fizeram os gols da noite.
Para a equipe carioca o resultado acabou sendo melhor. Além de ter atuado fora de casa, o Alvinegro foi a campo sem cinco titulares, todos suspensos. Esfacelado, atuou com improvisações e suportou enorme pressão durante os 90 minutos. O ponto conquistado o deixou com 23, encerrando a noite fora da zona do rebaixamento, em 15º lugar. No entanto, pode voltar ao Z-4 após a conclusão da rodada no domingo.
Sair da zona do rebaixamento era o que o Criciúma apostava em conseguir diante de seus torcedores. O time, com força máxima, até teve o controle do jogo, o qual terminou com 70% da posse de bola. Porém, perdeu alguns gols fáceis, abusou muito dos cruzamentos e deixou o campo revoltado com o gol mal anulado de Paulo Baier aos 27 da segunda etapa, quando o placar já apontava 1 a 1. O Tigre tem os mesmos 23 pontos do Botafogo, mas leva a pior nos critérios de desempate e é o 18º colocado. Se Vitória e Palmeiras vencerem no domingo, termina na lanterna.
Os dois times voltam a campo no meio de semana, pela 24ª rodada do Brasileirão. Na quarta-feira, às 19h30, o Criciúma vai até Porto Alegre enfrentar o Internacional, no Beira-Rio. No dia seguinte, no mesmo horário, o Botafogo encara o Goiás, no Maracanã.

Quem não faz...

Assim que a bola rolou, o Botafogo deixou claro qual seria sua postura: ficar fechado, esperando o Criciúma e apostando em esporádicos contra-ataques puxados por Rogério ou Wallyson. O Tigre, empurrado pelo torcedor, foi ao ataque. Teve 70% de posse de bola no primeiro tempo e superioridade em quase todas as estatísticas. Levantou 14 bolas na área contra duas dos visitantes. Finalizou nove vezes, contra cinco dos cariocas. Os números, no entanto, não se transformaram em gol. Faltou criatividade aos mandandes. No lance mais perigoso, Lucca cabeceou no travessão, aos 27 minutos. Coube a Jefferson, então, mostrar por que é titular também da Seleção. Fez, com as mãos, primoroso lançamento para Wallyson aos 35. O atacante correu todo o campo de ataque até ser derrubado na área por João Vitor. Pênalti, que Zeballos bateu com força para abrir o placar.
Água mole em pedra dura...
O Criciúma voltou para o segundo tempo com Cortez no lugar de Giovanni. O lateral, ex-jogador do Botafogo, deixou o time mais agressivo e veloz. Logo no primeiro minuto, Silvinho perdeu chance incrível na frente de Jefferson, que fez defesa espetacular. Pouco depois, Paulo Baier entrou no Tigre. O veterano deu mais qualidade ao toque de bola catarinense. Com ele, subiu de produção Cleber Santana e a pressão aumentou. Aos 23, Bolatti derrubou Lucca na área. Pênalti bem cobrado por Paulo Baier, que quatro minutos depois também correu para festejar outro gol, mas a arbitragem marcou impedimento inexistente. A pressão prosseguiu até o fim, mas a defesa alvinegra se portou bem e cortou a maioria das 28 bolas que o Tigre levantou contra sua área.

sábado, 20 de setembro de 2014

FIGUEIRA E TIGRE EMPATAM EM NOITE DE ERROS E HERÓIS ÀS AVESSAS EM FLORIPA

Fabio Ferreira, Figueirense X Criciúma  (Foto: Getty Images)
Dois nomes saíram do banco de reservas para entrar e alterar os rumos do encontro entre Figueirense e Criciúma, na noite desta quarta-feira, pela 22ª rodada do Campeonato Brasileiro. Não para o bem, mas para o mal e para o empate por 1 a 1. William Cordeiro e Paulo Baier foram os heróis às avessas no Orlando Scarpelli. As mudanças deram outro panorama para o jogo, mas não na tabela para alvinegros e tricolores.
O Criciúma tinha o jogo nas mãos, o controle e a vantagem no placar, com o gol de Silvinho, ainda na primeira etapa principalmente por conta do buraco no lado esquerdo da defesa do Figueirense, com a saída de Cereceda e a entrada de William Cordeiro, improvisado. Contudo, no segundo tempo, Dal Pozzo colocou Paulo Baier e sacou Silvinho, que era o escape da velocidade do Tigre, e atraiu o Figueira. Dentro da área e na pressão, o empate alvinegro acabou acontecendo, com a cabeçada de Thiago Heleno.
Um empate, diante das circunstâncias, valioso para o Figueira. Para o Tigre, que chegou a deixar momentaneamente o Z-4, não, porque, após a vitória do Coritiba sobre o São Paulo por 3 a 1, o time voltou a ficar na zona de rebaixamento. Na próxima rodada, o Figueirense viaja até São Paulo para encarar o Santos, na Vila Belmiro, no domingo, às 18h30. Um dia antes, no sábado, o Criciúma recebe o Botafogo, no Heriberto Hülse, às 21h.
O jogo

O duelo regional teve o seu começo disputado a cada palmo do gramado. Talvez até demais. O excesso fez da primeira etapa um festival de faltas - vinte e duas ao todo. Mais organizado, o Criciúma manteve a bola no seu pé - 54% da posse - e conduziu o ritmo da partida, principalmente nos pés de Cleber Santana e João Vitor. Quis o destino que Roberto Cereceda se lesionasse e William Cordeiro tivesse que atuar novamente improvisado pelo lado esquerdo. Uma improvisação que custaria caro ao Figueira em dois momentos cruciais: na penalidade que ele cometeria e Zé Carlos desperdiçaria, aos 30 minutos, e no gol do Tigre marcado por Silvinho, que avançou nas suas costas para empurrar para as redes. Melhor, o Criciúma foi para o intervalo com uma vantagem justa no placar.
Na volta do intervalo, uma mudança de cada lado: Pablo, pelo Figueira, e Paulo Baier, pelo lado do Tigre, no lugar de Silvinho, que era quem dava velocidade. A entrada do ídolo tricolor não fez bem ao time, um preço caro pago por Gilmar Dal Pozzo. Com mais pressa e ofensividade dos donos da casa, o lado tricolor perdeu o controle do jogo. No abafa, os donos da casa passariam a assustar e empatariam num lance de bola aérea. Thiago Heleno, aos 17 minutos, botou na rede após cobrança de escanteio.  Na pressão, o Figueirense buscou o gol da virada a todo custo, mas o empate parecia satisfatório para o Tigre, que praticamente não assustou mais Tiago Volpi. O 1 a 1 ficou de bom tamanho para os excessos de erros e poucos acertos das duas equipes que seguem na luta contra o rebaixamento.

    CRICIÚMA BATE O GOIÁS E ACABA COM JEJUM DE DEZ PARTIDAS SEM VENCER

    Giovanni criciuma x goias (Foto: Fernando Ribeiro/Futura Press/Agência Estado)
    O Heriberto Hülse vibra e balança por causa de um gol e uma vitória do Criciúma. Fazia tempo que a cena não ocorria. O Tigre bateu o Goiás por 1 a 0 neste domingo e encerrou o jejum de dez partidas sem vencer e de 699 minutos sem balançar as redes no Campeonato Brasileiro. Graça ao gol de canhota do lateral-direito Luís Felipe. Apesar de acabar com a recuperação que os goianos viviam na competição, o time catarinense não conseguiu sair da zona de rebaixamento.
    O placar foi curto diante do domínio dos mandantes no primeiro tempo, freado pelo goleiro Renan, que parou as investidas principalmente de Baier. Na etapa final, o Goiás truncou o meio e teve chance nos vacilos do Criciúma, que escorregava no nervosismo de mais um jogo sem vencer. Foi quando o lateral trocou o cruzamento pelo tiro cruzado de fora da área, e de canhota. Luís Felipe fez o estádio criciumense chacoalhar.
    Ainda no Z-4, na 17ª colocação, o Criciúma volta a campo na quarta-feira, às 21h, para encarar o Figueirense no Orlando Scarpelli. O Goiás vai para casa e enfrenta o Atlético-MG às 19h30 de quinta-feira, no Serra Dourada. A equipe goiana está no 12º lugar.
    O jogo
    Apenas um volante de origem, três meias, dois atacantes e Paulo Baier próximo do gol. O Criciúma queria encerrar o jejum de 10 jogos sem vencer e entrou jogando no campo de ataque. A intermediária esmeraldina foi ocupada por jogadores de camisa preta, uniforme 3 do Tigre que estreou neste domingo. Não à toa terminou a primeira etapa com 60% de posse de bola. Foram cinco chances reais de gol para os mandantes, a maioria num duelo particular entre Baier e o goleiro Renan, que levou a melhor e manteve a rede intacta. A equipe de branco jogava por uma bola. No primeiro tempo teve apenas uma mesmo, num cochilo seguido de passes errados na defesa do Carvoeiro que Samuel botou fora.
    Ainda que tivesse dois atacantes, o Goiás jogava no 4-1-4-1 em que o próprio Samuel era figura isolada e as duas linhas não estiveram bem fechadas. Foi por meio delas que passaram as jogadas do Criciúma, ou na ousadia de Silvinho, atuando como um ponta. A torcida da casa reconheceu o empenho e cantou alto na saída do Tigre para os vestiários no intervalo. O Goiás voltou com o meio reforçado pela entrada do volante Amaral e truncou o espaço em que o adversário tramava suas jogadas, neutralizou a pressão.

    Foi por isso que o técnico Gilmar Dal Pozzo mandou o atacante Lucca e o meia Ricardinho saírem do banco, para que a equipe tivesse três atacantes e melhora no passe. Não deu resultado, mas o Criciúma conseguiu balançar a rede e acabar com a esperança do Goiás, que teve chances a partir de falhas do Tigre. Depois de ter deixado seu lado sem cobertura, Luís Felipe apareceu na frente e fez o que o Carvoeiro pouco faz, bater de longe. Ele foi feliz, e a maioria dos 8.113 torcedores também. O resultado poderia ser maior caso a arbitragem tivesse assinalado uma penalidade máxima em que um defensor esmeraldino botou a mão na bola. Não fez falta, aos mandantes bastava a vitória, independentemente do placar.

    sábado, 13 de setembro de 2014

    PALMEIRAS BATE CRICIÚMA COM SOTAQUE ESPANHOL EM JOGO FRACO TECNICAMENTE

    Fábio Palmeiras Criciúma (Foto: Marcos Ribolli/GloboEsporte.com)
    Palmeirenses, obrigado em espanhol é gracias. É assim que vocês têm de agradecer ao argentino Cristaldo pela vitória desta quarta-feira, por 1 a 0, sobre o Criciúma, no Pacaembu, pela 20ª rodada do Brasileirão. O gol saiu graças ao oportunismo do atacante, em falha da defesa do time catarinense. Porque o jogo, olha...
    Tem ficado cada vez mais claro, a cada rodada, por que Verdão e Tigre estão em situação delicada no Campeonato Brasileiro. Lutar contra o rebaixamento para a Série B parece ser a missão de ambos até o fim da competição. A atuação dos dois times no Pacaembu é a prova disso. Pouca criatividade, técnica e também organização.
    De qualquer maneira, os três pontos em casa mantêm o Palmeiras fora da zona do rebaixamento, mas ainda namorando com ela. No Criciúma, a situação é pior. O time agoniza no Z-4 e segue sem vencer como visitante. Além disso, tem o pior ataque do Brasileiro, com apenas nove gols marcados. Na próxima rodada do Brasileirão, o Palmeiras vai ao Rio para duelo contra o Flu, sábado, às 18h30, no Maracanã. O Criciúma joga no domingo, às 18h30. Vai receber o Goiás, no Heriberto Hülse.
    O jogo
    Duas baixas no primeiro tempo. Duas por lesão muscular. Uma de cada lado. Ronaldo Alves saiu no Criciúma para a entrada de Gualberto. E Tobio foi substituído por Eguren no Palmeiras. A qualidade do jogo foi tão baixa que essas mudanças podem ser consideradas momentos de “emoção”.
    Sem forças para criar jogadas de perigo, Verdão e Tigre chegaram pouco ao ataque. A melhor chance do Palmeiras foi com Leandro. Após boa tabela de Diogo com Juninho, ele recebeu na área, bateu mal e perdeu gol incrível. Ótima oportunidade teve também o Criciúma, mas Fábio defendeu cobrança de falta de Lucca. Impaciente, a torcida alviverde pegou no pé de Leandro pelos erros nas finalizações e pediu a saída do jogador. Ao fim da primeira etapa, vaias para o time todo.
    O clima ruim com a torcida fez Dorival Júnior sacar Leandro no intervalo e mandar a campo Felipe Menezes. Nada mudou. O Palmeiras seguiu sem criação. E o Criciúma, que não alterou o time, também não modificou a postura. Continuou esperando um erro do adversário para tentar o contra-ataque.

    Ao longo da segunda etapa, o jogo ficou ainda pior do que no primeiro tempo. A proximidade com o fim da partida fez as duas equipes saírem para o ataque de maneira desorganizada. Passes errados, furadas, lançamentos ruins... e chutões. Foi num deles que saiu o gol de Cristaldo, aos 36, para dar a vitória ao Verdão. Ele aproveitou lambança da zaga e marcou.

    EM JOGO DE TEMPOS DISTINTOS, TIGRE E TIMÃO FICAM ZERADOS EM CRICIÚMA

    Luis Felipe e Petros, Corinthians X Criciuma (Foto: Fernando Ribeiro / Agência estado)
    Com cada time dominando um tempo da partida, o empate entre Criciúma e Corinthians, neste domingo, no Heriberto Hülse, em Santa Catarina, pela 19ª rodada do Brasileirão, acabou sendo justo. Só que o placar poderia ter sido melhor. Os dois times criaram oportunidades, deram trabalho aos goleiros, mas não conseguiram acertar o gol. No fim, um 0 a 0 ruim para as duas partes.
    O Tigre precisava vencer para tentar se afastar da zona de rebaixamento. Com o ponto conquistado, foi a 18, mesmo número do Palmeiras. Mas como tem uma vitória a menos que o time alviverde (4 a 5), termina o turno em 17º, abrindo o Z-4.
    Já o Timão queria os três pontos para tentar se aproximar do líder Cruzeiro. Com 33, o time paulista se manteve em quarto lugar. A Raposa, que empatou com o Fluminense, tem 43. A equipe paulista teve problemas com desfalques, principalmente no ataque, que foi formado pelos novatos Malcom e Romero.
    O jogo
    O jogo começou estudado, com o Corinthians mais retraído, esperando para ver o que o Criciúma faria. O time da casa, porém, não conseguiu pressionar, apesar de ter a bola na maior parte do tempo (terminou a etapa inicial com 53% da posse). Nervoso, o Tigre errava passes e abusava das faltas. Assim, o Timão não demorou a tomar conta do jogo. Com 18 minutos, já havia obrigado o goleiro Luiz a fazer três boas defesas, em dois chutes de Fábio Santos e numa cabeçada de Romero. Aos poucos, o time paulista foi diminuindo o ritmo, e o jogo ficou mais equilibrado, com as equipes tentando se aproximar da área, mas sem capricho para concluir as jogadas.
    O segundo tempo foi do Criciúma. Com uma alteração, o técnico estreante Gilmar Dal Pozzo mudou o comportamento de sua equipe: o veterano meia Paulo Baier saiu do banco para entrar no lugar do atacante Lucca. O Tigre ganhou o meio-campo, empurrando o Corinthians para o seu campo de defesa, e criou chances de gol. Baier fez de tudo: armou, chutou a gol e até chegou a balançar a rede, aos 27, mas estava impedido. O lance foi invalidado. Em seguida, o veterano aproveitou-se de bobeira da zaga corintiana, recebeu na direita e mandou uma bomba. Cássio salvou o Corinthians.
    Apesar da pressão, o Criciúma não conseguiu chegar ao gol. Sem força para sair de trás, restou ao Corinthians se segurar e torcer para o relógio andar mais rápido. Conseguiu, e o 0 a 0 acabou prevalecendo.

    quinta-feira, 4 de setembro de 2014

    SPORT SE RECUPERA NO SEGUNDO TEMPO E VENCE O CRICIÚMA NA ILHA DO RETIRO

    Neto Baiano e Danilo comemoram gol na Ilha do Retiro contra o Criciúma (Foto: Aldo Carneiro (GloboEsporte.com/Pernambuco Press))
    O Sport precisou de seis minutos do segundo tempo para fazer tudo que não fez nos 45 iniciais da partida contra o Criciúma, neste domingo, pela 18ª rodada da Série A do Campeonato Brasileiro. Depois de uma primeira etapa horrível e de sair vaiado pelo torcedor, os rubro-negros acordaram e com Neto Baiano e Danilo fizeram 2 a 0. Com a vantagem, o clima pesado do primeiro tempo se transformou em festa e os três pontos foram muito comemorados na Ilha do Retiro.
    A vitória fez o Sport chegar aos 28 pontos, na sexta colocação. Já o Criciúma permanece na 17ª colocação e ainda não conseguiu se afastar da zona de rebaixamento.
    Na Sport e Criciúma voltam a campo na próxima quarta-feira, mas não pelo Brasileiro. As duas equipes possuem compromissos internacionais, pela Copa Sul-americana. O Sport vai até Salvador enfrentar o Vitória e precisa vencer se quiser seguir na competição. Os catarinenses enfrentam o São Paulo no Morumbi, onde jogam pelo empate.
    Leão dominado
    Com quatro mudanças, o Sport entrou em campo tentando apagar a atuação do meio da semana, contra o Vitória, mas o que se viu foi um time ainda pior. A expectativa da mudança recaía sobre Diego Souza, que se lesionou e foi substituído antes dos dez minutos. O Criciúma se mostrou muito tranquilo e assustou com Cléber Santana, que comandava o meio de campo.
    O Sport só foi reagir perto dos 30, com Rithely, Zé Mário e Renê, mas sempre em chutes de fora da área. Os catarinenses, que passaram um tempo sem incomodar, pressionaram no fim a primeira etapa e acertaram a trave de Magrão duas vezes. Primeiro com Rafael Costa e depois com Fábio Ferreira. A inoperância do Sport fez com que o time fosse muito vaiado na saída para o intervalo.
    Acordou
    As vaias do fim do primeiro tempo fizeram o técnico Eduardo Baptista mexer no time. Ele sacou Zé Mário, que havia entrado no primeiro tempo, para a entrada de Patric. E o Sport mudou. Mostrando mais vontade, precisou de seis minutos para construir a vitória. Sem marcar há oito jogos, Neto Baiano aproveitou cruzamento de Patric e abriu o placar aos quatro. Dois minutos 
    depois, Felipe Azevedo armou um bom contra-ataque e serviu Danilo para ampliar o marcador. Com a vantagem, o Leão apenas administrou o placar e somou mais três pontos.

    MAIS UMA VEZ BRILHA ESTRELA DE LUXA, E FLAMENGO BATE O CRICIÚMA POR 2 A 0

    Eduardo da Silva comemora gol Criciúma x Flamengo (Foto: Fernando Ribeiro / Futura Press)
    Pode-se dizer que a partida na tarde deste domingo foi uma espécie de replay para o Flamengo. E mais uma vez brilhou a estrela do comandante Vanderlei Luxemburgo. Tal como na vitória sobre o Atlético Mineiro, na última quarta-feira, por 2 a 1, o técnico pôs o meia argentino Mugni e o atacante Eduardo da Silva no segundo tempo, quando o Criciúma até dominava as ações. O time melhorou e virou a situação. E tudo começou com mais um pênalti para os rubro-negros. Mugni cobrou com categoria, em vez de Léo Moura na partida anterior, e fez 1 a 0. Depois, novamente Eduardo da Silva marcou o segundo e garantiu a quarta vitória seguida, desta vez fora de casa, no Heriberto Hülse, por 2 a 0, que fez a equipe dar novo salto no Brasileirão na 17ª rodada.
    O time, que ganhou a quinta partida em seis jogos sob o comando de Vanderlei, pulou para o 11º lugar, com 22 pontos, e se distanciou mais do grupo que briga contra o rebaixamento. O oposto do Criciúma, que, com a derrota em casa, continua na incômoda 17ª posição e amarga a sétima rodada sem triunfo, o que deve aumentar a crise no clube. Na próxima rodada, o Rubro-Negro volta a jogar fora, contra o Vitória, no domingo. O Criciúma sai para encarar o Sport, no mesmo dia.
    Poderia ser um primeiro tempo com vantagem rubro-negra no Heriberto Hülse. Com um meio de campo marcando bem e uma defesa bem posicionada, o Flamengo levou poucos sustos nos primeiros 45 minutos. Mas a limitação do ataque e a trave impediram o grito de gol. Se Canteros dominou as ações e teve até então nos primeiros 45 minutos sua melhor atuação desde que chegou ao clube, Arthur continuava devendo, e muito. O atacante pouco se desmarcava, e quando ficava livre batia mal a gol. Léo Moura e João Paulo até avançaram bem pelas laterais, mas não encontraram também em Nixon, que chegou atrasado num centro do lateral-esquerdo, o homem da conclusão. A cabeçada de Marcelo na trave e o voleio de Léo Moura no travessão mostraram que a defesa levava mais perigo do que o ataque.
    O Criciúma começou a partida querendo ter o domínio. Mas perdeu terreno. Cleber Santana aparecia, mas ainda não parecia inteiro fisicamente. O mesmo acontecia com outro estreante, o atacante Souza. O maior perigo continuava sendo a bola parada de Paulo Baier. Silvinho, pela esquerda, ensaiava contra-ataques rápidos, mas se preocupava mais em cavar faltas. Eduardo avançou bem pela direita, mas concluiu mal. A melhor chance foi um lançamento para Paulo Baier. Aí pesou a idade. Acabou alcançado por Márcio Araújo, que protegeu a bola para a defesa de Paulo Victor. E nada mais o Tigre fez na primeira etapa.
    No segundo tempo, o time da casa voltou até melhor e dominando as ações. Logo aos dois minutos, Silvinho, que já infernizava na primeira etapa, poderia ter mudado o curso da partida se tivesse tocado pelo alto de Paulo Victor com menos força. A bola subiu um pouco, e foi-se uma chance de ouro para o Tigre. O Flamengo segurou o rojão até que, aos 12 minutos, Vanderlei repetiu a dose do jogo contra o Galo. Entraram de uma vez só Mugni e Eduardo da Silva nos lugares de Márcio Araújo e Arthur, este em outra fraca atuação. E a equipe até chegou a ser dominada, pois Canteros, recuado para a função de segundo volante, caiu de rendimento.
    Mas o Flamengo se recompôs e, aos 30, Mugni foi derrubado na pequena área por João Victor, que foi expulso. O árbitro marcou, e o argentino pediu a bola para cobrar. Léo Moura permitiu e não se arrependeu: o meia argentino bateu com categoria, mandando o goleiro para um lado e a bola para o outro, aos 32. Logo depois, aos 36, Eduardo da Silva, mais uma vez bem colocado, pegou sobra de chute de Everton e não desperdiçou: 2 a 0. Foi o terceiro gol do croata-brasileiro desde sua estreia. Novamente ele, novamente Vanderlei mostraram uma estrela que faltava ao Flamengo neste Brasileiro.

    BAHIA E CRICIÚMA CONFIRMAM POBREZA OFENSIVA E EMPATAM SEM GOLS

    Bahia x Criciúma (Foto: Getty Images)
    Bahia e Criciúma fizeram um jogo digno de dois dos piores ataques do Campeonato Brasileiro. Com pouca criatividade e muitos erros de passes de lado a lado, as duas equipes apresentaram um futebol abaixo da média e ficaram no empate sem gols na noite desta quarta-feira, na Arena Fonte Nova, em partida válida pela 16ª rodada do Campeonato Brasileiro. Os baianos, com 11 gols marcados, e os catarinenses, com nove, seguem fazendo feio no quesito.
    O resultado é pior para o Bahia, que, jogando em casa, deixa escapar mais uma chance de somar três pontos e continua afundado na zona do rebaixamento – é o 18º colocado, com 15 pontos. A vida também não está fácil para o Criciúma. Há seis jogos sem saber o que é vencer, o Tigre chega a 17 pontos e ocupa a 13ª posição na tabela.
    Bahia e Criciúma nem terão tempo para refletir sobre o jogo desta noite. No final de semana, as duas equipes já voltam a campo. No domingo, às 18h30 (horário de Brasília), o Tricolor vai até a Arena da Baixada, onde encara o Atlético-PR. No mesmo dia, às 16h, o Tigre recebe o Flamengo no Heriberto Hülse.
    O jogo
    Jogo pegado, marcação forte, pouca criatividade e muitos erros de passe. Os primeiros 25 minutos não agradaram aos torcedores que compareceram à Arena Fonte Nova. Na metade da etapa inicial, porém, a partida melhorou. O Bahia se lançou ao ataque, começou a jogar pelos lados, com Railan e Guilherme Santos, e insistiu nas viradas de jogo para abrir a defesa adversária. Só que o gol não saiu. Em um lance, Kieza demorou demais e foi desarmado quase na marca do pênalti. Em outra oportunidade, o camisa 9 tricolor e Marcos Aurélio se atrapalharam dentro da pequena área e não conseguiram mandar a bola para as redes. O Criciúma, por sua vez, não soube aproveitar os espaços cedidos pelos donos da casa para contra-atacar com eficiência. Isolado na frente, Danilo Alves foi presa fácil para Titi e Demerson quando a bola chegou. No lance mais perigoso do Tigre, Silvinho recebeu na entrada da área, caprichou no chute, mas a bola saiu pela linha de fundo.
    O primeiro lance do segundo tempo deu a impressão de que as coisas poderiam ser diferentes para o Criciúma. Com apenas um minuto de jogo, Silvinho apareceu livre na área após bom passe de Wellington Bruno, chutou forte, e Marcelo Lomba fez grande defesa. Mas foi só impressão. O Bahia continuou melhor no jogo, comandando as ações ofensivas e insistindo nas jogadas pelos lados do campo. O problema é que faltava qualidade ao time da casa para acertar o último passe. E, quando os homens de frente apareciam em boas condições, a bola queimava no pé de cada um deles. Ou os próprios jogadores se atrapalhavam entre si. Os dois últimos lances de perigo, no entanto, foram dos catarinenses. Danilo Alves e Maurinho tiveram a chance de marcar, mas desperdiçaram.

    À MODA FELIPÃO, GRÊMIO MORDE E BATE TIGRE NA ESTREIA DO TÉCNICO NA ARENA

    Luan Grêmio gol Criciúma Brasileirão (Foto: Marcos Cunha / Agência Estado)
    Só mudou o estádio. Em vez do velho Olímpico, a moderna Arena. De resto, uma viagem ao passado. Na estreia de Felipão na nova casa em sua terceira passagem como técnico do Grêmio, ressurgiu diante de um esforçado Criciúma um Tricolor mais brigador, de pegada e brios, como sempre pregou Scolari nos vencedores anos 1990. O resultado também foi reconfortante como aquela época de ouro: o 2 a 0, gols de Luan e Lucas Coelho, encerra uma série de três partidas sem vencer. Já o Tigre ruma ao seu quinto jogo em que desconhece vitórias.
    O salto gaúcho na tabela, de três posições, indo para oitavo, com 22 pontos, foi bem mais gigantesco do que a atuação da equipe. Se sobraram raça e entrega, é verdade que faltou mais lucidez no meio-campo, povoado com três volantes, em formação bem distinta à do Gre-Nal. O trio de ataque acabou, portanto, isolado. Defeitos que o Criciúma, agora 15º com 16 pontos,  não soube aproveitar. Normalmente perigosos, os meias Martinez e Paulo Baier ficaram devendo na condução dos catarinenses a uma reação. Um cenário de tensão minimizado pela torcida gremista, que foi em bom público à Arena - mais de 28 mil - e pouco ligou para a fraca inspiração. Estão todos fechados com o ídolo Felipão.
    O próximo desafio, no entanto, é ainda mais complicado e sem o carinho dos tricolores de perto: o líder Cruzeiro, na quinta-feira, no mesmo Mineirão no qual Felipão conheceu sua maior derrota, o 7 a 1 para a Alemanha, na Copa do Mundo. A recuperação do Criciúma terá que ser perseguida na quarta, contra o Bahia, na Fonte Nova.

    Tigre tenta, mas Grêmio é fatal
    O clima de "revival" dos anos 1990 também cabia ao Criciúma - afinal foi o clube em que Felipão se tornou campeão nacional pela primeira vez, com a Copa do Brasil de 1991. Outra: Zé Roberto foi alçado a titular da lateral esquerda, posição na qual fora revelado pela Portuguesa, em 1996. E aprovou. No meio, Fellipe Bastos se destacou, embora muito mais pela abnegação do que pela perícia em armar o time. Tornou-se, ao final do primeiro tempo, um resumo perfeito da postura do novo 4-3-3 de Felipão. Que fora premiado logo cedo. Aos oito minutos, Lucas Coelho não desistiu do lançamento e acabou atropelado por Alberto. Luan converteu: 1 a 0.
    O primeiro tempo se arrastou, sem mais chances de gol. É verdade que o Criciúma melhorou, aproveitando-se dos defeitos de marcação do lateral Matías Rodríguez, estreante como titular no Grêmio. No entanto, sem assustar Marcelo Grohe. Na etapa final, Fellipe Bastos, enfim, conseguiu aliar raça à técnica. Roubou a bola com a defesa rival desguarnecida. E ofereceu a Lucas Coelho. Desta vez, o substituto do lesionado Barcos não sofreu falta e acertou preciso chute no canto: 2 a 0, aos três minutos. E descortina-se o Grêmio de Felipão. Mais suor do que brilho - até porque o Tigre assustou bastante depois. Mas não menos fatal. Em resumo: uma pitada de anos 1990 na moderna Arena.

    terça-feira, 26 de agosto de 2014

    LÍDER SOB PRESSÃO: CRICIÚMA SEGURA O CRUZEIRO, QUE SECA OS RIVAIS NO G-4

    Criciúma e Cruzeiro (Foto: Fernando Ribeiro / Futura press)
    A liderança ainda é garantida, mas a folga pode ficar menor. O Cruzeiro empatou a segunda partida seguida diante de um esforçado Criciúma, que até ameaçou terminar na frente, mas também acumulou duas igualdades na competição. Na noite deste sábado, no Heriberto Hülse, o placar não saiu do 0 a 0, e a Raposa agora passa o resto do fim de semana secando os rivais dentro do G-4. O time catarinense suportou a pressão de enfrentar o atual campeão nacional e segurou o resultado, apesar de os celestes terem terminado com o dobro de finalizações no confronto pela 14ª rodada, 10 a 5.
    Isolado na ponta de cima do campeonato, o Cruzeiro finalizou o dobro no primeiro tempo (6 a 3), mas encontrou resistência na marcação tricolor. Porém, o mandante não se limitou a travar o rival. Chegou na frente e levou algum perigo em bolas paradas, sua principal jogada. Isso até os 35, quando a agressividade das equipes diminuiu. O Tigre voltou melhor, mais agressivo. Mas aos poucos, e com o acréscimo de dois atacantes pelos cruzeirenses, os papéis se inverteram. Só não mexeu o placar.
    Ainda defendendo a liderança, a Raposa volta ao Mineirão para encarar o Santos, domingo, dia 17, às 16h (de Brasília). Mesma data e horário do compromisso do Tigre na 15ª rodada, diante do Grêmio, na Arena. Os catarinenses ocupam a 12ª colocação na tabela.
    Começa bem e termina mal
    O Cruzeiro começou o jogo ciente de que encontraria um adversário fechado. O Criciúma priorizou a marcação, nítida com a pouca presença de seus laterais no campo de ataque. Postura que não incomodou os visitantes, com alguma aceitação no decorrer do primeiro tempo. O Tigre chegou a pressionar no campo adversário para tentar retomar a bola próximo do gol e finalizar rapidamente. Mas as principais jogadas foram a característica bola parada, enquanto os de azul assustaram algumas vezes em chutes de fora da área.

    Paulo Baier levou perigo a Fábio em cobranças de escanteio. Do outro lado, Luiz fez duas defesas consecutivas, aos 25, nas melhores oportunidades da Raposa abrir o marcador. Nos últimos 10 minutos a partida ficou truncada, e o que os times construíram no primeiro tempo foi por terra. O jogo que começou com bons lances e ficou feio até o fim da etapa.
    Pressão azul

    O Criciúma voltou do intervalo com uma proposta diferente. Avançou a equipe e deu os contragolpes aos cruzeirenses. Porém, pouco aproveitou, até que técnico Marcelo Oliveira colocou o atacante de velocidade William. Logo em seguida, a Raposa colocou uma bola na trave, em finalização de Everton Ribeiro que o goleiro Luiz ainda conseguiu desviar. Em seguida, a rede balançou, mas havia sido marcado impedimento. O golpe fez o Tigre responder com substituição: Baier saiu visivelmente desgostoso por ter que dar lugar a Lucca.

    O Cruzeiro seguiu em cima, ainda mais com a entrada de Dagoberto, que fazia a equipe líder do Brasileirão ter mais presença no campo de ataque. O Criciúma suportava e dava sinais de que, àquela altura, a igualdade teria cara de triunfo. Ainda assim, empurrado pela torcida barulhenta, se assanhou no finzinho do jogo e também suportou o último fôlego dos cruzeirenses. A Raposa sai frustrada porque teve mais posse de bola (57%) e o dobro de finalizações, mas não conseguiu fazer com que o placar terminasse sem nenhuma mexida.

    sexta-feira, 8 de agosto de 2014

    CRICIÚMA ARRANCA EMPATE NO MORUMBI, E SÃO PAULO SAI VAIADO

    Rafael Toloi São Paulo e Cricúma (Foto: Marcos Ribolli)
    Mais um time catarinense aprontou para cima do São Paulo no Morumbi. Duas semanas depois de a Chapecoense vencer o Tricolor por 1 a 0, foi a vez de o Criciúma arrancar um empate por 1 a 1, diante de mais de 46 mil torcedores, pela 13ª rodada do Brasileirão.
    Muitos deles compraram ingresso imaginando que veriam Kaká. Mas o meia, machucado, não jogou. Viu de camarote o São Paulo ter mais posse de bola (60% a 40%), finalizar muito mais (20 a 6), mas, de novo, não conseguiu vencer no Morumbi um adversário que mostrou força defensiva e se aproveitou de uma falha do Tricolor para chegar ao gol - o seu primeiro como visitante neste campeonato.
    A torcida vaiou. Aos 22 minutos do segundo tempo, quando o jogo ainda estava 0 a 0, já pedia "raça". Antes, ainda na etapa inicial, gritava o nome de "Luis Fabiano" a cada vez que Pato perdia uma chance de gol - e não foram poucas.
    É o terceiro jogo seguido do São Paulo sem vitória no Brasileiro. Com isso, o time vai se afastando do G-4. Com 20 pontos, pode ver os rivais Corinthians, Fluminense e Inter abrirem larga vantagem no complemento da rodada, neste domingo. Já o Criciúma, com 12 pontos, só entra na zona de rebaixamento se Chapecoense (ou Flamengo) e Coritiba vencerem seus jogos.
    Os dois times terão a semana livre para trabalhar. Na próxima rodada, o Criciúma encara o líder Cruzeiro, em Santa Catarina, no sábado, às 18h30. Já o São Paulo volta a jogar em casa - recebe o Vitória, domingo, às 18h30, no Morumbi.
    O jogo
    O Criciúma veio ao Morumbi sonhando repetir o feito de outro time catarinense, a Chapecoense, há duas semanas. A ideia era se fechar na defesa, deixando o São Paulo ficar com a posse de bola, esperando um erro para se lançar no contra-ataque. Foi assim que o time de Chapecó venceu o Tricolor, por 1 a 0. A diferença é que o Tigre não mostrou a mesma qualidade na hora de agredir o São Paulo. Só Silvinho tentava alguma coisa. E sem nenhum brilho.
    Com três volantes (Denilson, Souza e Maicon), a ordem de Muricy era para que os laterais jogassem como alas. Douglas e Alvaro Pereira tiveram uma liberdade que não vinham tendo. Mas o Tricolor insistiu muito nas jogadas pelo centro, com Ganso, Pato e Kardec ocupando todos uma faixa de uns 30 metros quadrados. Mesmo assim, criou várias chances. Só Pato teve pelo menos três. Errou. E ouviu a torcida gritar "Luis Fabiano" - o camisa 9 se recupera de lesão na coxa direita e ainda não tem data para voltar.
    Mas o São Paulo não jogava mal. Tinha mais posse de bola e criava uma chance atrás da outra. A torcida, porém, demonstrava impaciência. E levou um susto quando Alvaro Pereira se chocou com Bruno Lopes e caiu de cara no chão, desacordado. A ambulância chegou a ser acionada. Mas o lateral, assim como fez na Copa do Mundo (em jogada com Stearling, da Inglaterra), se recusou a sair de campo. Voltou e acabou iniciando a jogada que culminou no gol de Kardec - desarmou, passou para Souza, que deu para Ganso deixar o ex-palmeirense na cara do gol.
    Com a vantagem, o São Paulo recuou. O castigo veio aos 35, numa cobrança de falta da direita. A bola alçada na área pegou Ceni de susto - no rebote do goleiro, Rodrigo Souza marcou. O placar de 1 a 1 acabou sendo injusto para o São Paulo, que propôs o jogo desde o início e teve várias chances para marcar. Mas caiu como uma luva para o Criciúma.

    terça-feira, 29 de julho de 2014

    Vitória vence a segunda e complica o Criciúma


    O Vitória desembarcou em Criciúma tendo vencido apenas uma partida no Campeonato Brasileiro da Série A, diante do Fluminense, quando ainda era dirigido por Ney Franco. Porém, neste sábado, sob o comando de Jorginho, o Leão da Barra surpreendeu e derrotou o clube da casa, pelo placar de 3 a 1. Os gols do triunfo foram anotados por Ayrton, cobrando falta, e Caio, duas vezes. Serginho descontou para o Tricolor.

    Com o resultado, o Rubro-negro chega aos 11 pontos e deixa, provisoriamente, a zona de rebaixamento, ocupando a 16ª posição. Curiosamente, deixando o rival Bahia na degola. Por sua vez, a equipe carvoeira segue com a mesma soma, aparecendo no 14º posto.

    A equipe de Salvador volta a campo no próximo sábado, às 21 horas (de Brasília), diante do Grêmio, no Barradão. Já o Tigre visita o São Paulo, no mesmo dia, mas às 18h30, no Morumbi.

    O jogo
    Para conter o criativo meio-campo do Criciúma, formado por Paulo Baier e Rafael Costa, o Vitória apostou no esquema com três volantes, escalando Adriano, Richarlyson e Marcelo. A iniciativa deu certo e fez com que as poucas chances criadas pelo Tigre fossem nas laterais, com Eduardo e Bruno Cortez.

    Dominando o meio-campo, o Leão da Barra inaugurou o marcador aos 18 minutos. Em jogada bem trabalhada, o lateral-esquerdo Euller invadiu a área em velocidade e cruzou na referência, procurando Dinei. O centroavante rubro-negro dominou entre os zagueiros e teve calma para encontrar Caio, que balançou a rede sem muito trabalho.

    Com 26 jogados, o ‘garçom’ Euller evitou o empate mandante, ao interceptar providencialmente um cruzamento de Silvinho para Danilo Alves. Três minutos mais tarde, o clube da casa criou uma impressionante sequência de chances. Após bela triangulação com Danilo Alves, Serginho invadiu a área e cruzou na referência. Bem posicionado, Paulo Baier finalizou firme, mas parou em boa defesa de Wilson. Na sequência, o goleiro visitante voltou a trabalhar, em chute de Silvinho.

    Porém, em menos de dois minutos, o Criciúma sofreu quatro cartões – sendo um deles, o vermelho. Primeiramente, foram advertidos com o amarelo os volantes João Vítor e Serginho, que, suspensos, não medem forças com o São Paulo. Na sequência, o argentino Escudero acabou expulso. Mesmo após sofrer a primeira tarjeta, o zagueiro continuou a protestar com veemência e foi excluído pelo árbitro carioca Marcelo de Lima Henrique.

    Após a perda, o técnico Wagner Lopes sacou o estreante centroavante Danilo Alves, que entrou no lugar do lesionado Michael, e promoveu a entrada do zagueiro Ronaldo Alves, para recompor seu setor defensivo. Com um homem a menos, o Tigre se lançou ao ataque e criou boas chances. Aos 15 minutos, Paulo Baier partiu com liberdade pela intermediária e serviu Silvinho, no setor direito. O atacante invadiu a área, mas demorou para finalizar e, quando chutou, carimbou a marcação, revoltando os torcedores carvoeiros.

    Aos 20 minutos, o camisa 10 Marcinho criou a primeira boa chance da etapa final para o Vitória, finalizando da intermediária e exigindo defesa providencial de Luiz, que voou no ângulo direito. Porém, no escanteio, veio o segundo tento. Em cobrança efetuada por Richarlyson, Caio aproveitou um desvio na primeira trave para concluir firme, no canto esquerdo.

    Quando o resultado já parecia encaminhado, o Leão da Barra encontrou o terceiro gol, contando com uma ajuda carvoeira. Aos 39 minutos, em cobrança de falta à média distância, Ayrton finalizou firme, no canto direito, e contou com a falha de Luiz para ampliar. Com 44 jogados, veio o tento de honra mandante: Lucca cobrou escanteio na esquerda e viu Serginho, com liberdade, testar forte para vencer Wilson.

    CRICIÚMA 1X3 VITÓRIA

    CRICIÚMA
    Luiz; Eduardo, Fábio Ferreira, Escudero e Bruno Cortez; Serginho, João Vítor, Paulo Baier (Lucca) e Rafael Costa; Silvinho e Michael (Danilo Alves, depois Ronaldo Alves)
    Técnico: Wagner Lopes

    VITÓRIA
    Wilson; Ayrton, Alemão, Kadu e Euller; Adriano, Richarlyson (William Henrique) e Marcelo (Luiz Gustavo); Marcinho; Caio (Willie) e Dinei
    Técnico: Jorginho

    Gols: Caio (aos 18’ do 1T e aos 21' do 2T), Ayrton (aos 38' do 2T) e Serginho (aos 44 do 2T)
    Local: Estádio Heriberto Hulse, em Criciúma-SC
    Data: 26 de julho de 2014, sábado
    Árbitro: Marcelo de Lima Henrique (Fifa-RJ)
    Assistentes: Luiz Cláudio Regazone (Asp. Fifa-RJ) e Gilberto Stina Pereira-RJ
    Cartões amarelos: Escudero, João Vítor e Serginho (Criciúma-SC); Adriano, Luiz Gustavo e Wilson (Vitória-BA)
    Cartão vermelho: Escudero (Criciúma-SC)

    quarta-feira, 23 de julho de 2014

    Em esvaziado reencontro com Arena e Baier, Atlético-PR vence Criciúma e entra no G-4 do Brasileiro

    O Atlético-PR venceu em casa o Criciúma por 2 a 0 neste domingo, em Curitiba, em confronto válido pela 11ª rodada do Campeonato Brasileiro. Com o resultado, o time rubro-negro chegou aos 19 pontos, subiu três posições e agora é o quarto colocado. Já o time tricolor permaneceu com 11 pontos, caiu um posto e agora está na 14ª colocação.
    Essa foi uma partida de reencontros: além de voltar a jogar oficialmente em seu estádio - desde dezembro de 2011, quando venceu o arquirrival Coritiba por 1 a 0, o Atlético-PR não atuava por uma competição na Arena -, o time de Curitiba reencontrou o meia Paulo Baier, que até ano passado era um dos principais jogadores da equipe.
    O confronto, que merecia festa maior - o time rubro-negro ainda cumpre punição imposta pelo STJD por conta da confusão entre sua torcida e vascaínos no ano passado e jogou sem torcida -, terminou melhor para o time paranaense: com gols de Marcelo, aos sete minutos do segundo tempo, e Douglas Coutinho, aos 13, os donos da casa garantiram a vitória.
    Na próxima rodada, o Atlético-PR recebe o Fluminense, enquanto o Criciúma joga em casa com o Vitória.
    O jogo
    O primeiro tempo do confronto sem torcedores presentes começou muito truncado e, portanto, a partida ficou concentrada no meio-campo. O Criciúma armou muito bem a defesa e teve mais chances de chegar ao gol adversário. Enquanto isso, o Atlético-PR tentava encontrar espaços.
    Apesar disso, a primeira grande chance de gol foi com o Furacão. Aos 20 minutos do primeiro tempo, Éderson cruzou rasteiro e Fábio Ferreira tentou tirar a bola, que subiu e foi em direção ao gol. Atento no lance, Bruno deu um tapa, mandando para linha de fundo.
    O Criciúma respondeu com Paulo Baier aos 23 da etapa incial. O meio-campo experiente lançou para Bruno Lopes, que descolou um ótimo cruzamento na marca do pênalti. Nenhum jogador do Tigre conseguiu alcançar a bola e a zaga do Atlético-PR conseguiu afastar o perigo.
    Chegando mais vezes à área dos adversários, o time catarinense seguiu atacando com perigo. Aos 28 minutos do primeiro tempo, Bruno Lopes tocou para Silvinho na meia-lua; o jogador avançou e tentou o tiro para o gol, mas a bola acabou saindo pela esquerda do gol de Weverton.
    No fim do jogo, o Atlético começou a chegar com perigo. Aos 41 minutos da etapa inicial, Marcelo recebeu bom passe próximo à entrada da grande área e chutou à longa distância. A bola desviou e foi para o canto direito do goleiro Bruno, que agarrou a bola, impedindo o gol do Furacão.
    No segundo tempo, o Atlético-PR retornou com outra postura e foi ao ataque, surpreendendo o Criciúma. Aos 7 minutos da etapa complementar, Douglas Coutinho recebeu na direita e cruzou para a área; Marcelo subiu sozinho e mandou para o fundo das redes, inaugurando o marcador pelo Furacão.
    Valorizando a posse de bola em busca de um espaço certeiro na defesa do Tigre, o Furacão seguiu trocando passes. Aos 13 do segundo tempo, Suéliton cruzou pela direita e Douglas Coutinho cabeceou para o gol, mas Bruno defendeu. No rebote, o atacante tentou de novo e, com um forte chute, estufou as redes da equipe catarinense.
    O Criciúma respondeu com Paulo Baier. Aos 17 da etapa complementar, o meio-campo experiente cobrou falta no canto direito do goleiro Weverton e a bola foi para a trave e seguiu para a linha de fundo. Aos 33, Bruno Lopes cruzou no meio da área e Michael subiu sozinho para cabecear, mas a bola acabou indo fraca demais para o gol e Weverton fez a defesa.
    FICHA TÉCNICA
    ATLÉTICO-PR 2 X 0 CRICIÚMA-SC
    Local: Arena da Baixada, em Curitiba (PR)
    Data: 20 de julho de 2014, domingo 
    Horário: 18h30 (de Brasília) 
    Árbitro: Claudio Francisco Lima e Silva (SE) 
    Assistentes: Cleriston Clay Barreto Rios (Fifa-SE) e Ivaney Alves de Lima (SE) 
    Cartões Amarelos:
    GOLS
    ATLÉTICO-PR: Marcelo aos 7 minutos do segundo tempo e Douglas Coutinho, aos 13
    ATLÉTICO-PR: Weverton; Sueliton, Cleberson, Léo Pereira e Natanael; Deivid, Otávio e Marcos Guilherme; Marcelo (Cléo), Ederson (João Paulo) e Douglas Coutinho (Mosquito).
    Técnico: Doriva
    CRICIÚMA: Bruno; Maicon Silva, Fábio Ferreira, Ronaldo Alves e Bruno Cortez; Serginho, Rodrigo Souza (Michael), João Vitor e Paulo Baier (Rafael Costa); Silvinho (Maurinho) e Bruno Lopes.
    Técnico: Wagner Lopes

    Paulo Baier faz dois, dá assistência, e Criciúma vence o Fluminense

    Paulo Baier gol Criciúma (Foto: Fernando Ribeiro / Ag. Estado)
    O Fluminense não havia levado três gols em uma única partida durante nove rodadas do Campeonato Brasileiro. O Criciúma só tinha marcado, no máximo, uma vez nos seus jogos. Na volta da Copa do Mundo, tudo mudou. Os catarinenses fizeram três e venceram por 3 a 2 os tricolores na noite desta quarta-feira no Heriberto Hülse. Muito em função do seu camisa 10. Paulo Baier sofreu um pênalti bem duvidoso, converteu a cobrança, fez outro e ainda deu assistência para Serginho. Poderia ter marcado o terceiro, mas parou em Diego Cavalieri. E, no fim, ficou do banco de reservas pedindo o término da partida, já que os cariocas, em dois minutos, conseguiram diminuir com Conca e Matheus Carvalho, aos 38 e 40 do segundo tempo, e pressionaram nos últimos instantes.
    Cristóvão Borges apostou no jogo mais cadenciado, no toque de bola. Porém, não foi possível chegar à vitória e ficar na cola do líder Cruzeiro. O Flu segue com 16 pontos, caindo de segundo para o quarto lugar. Agora, o time se prepara para o jogo contra o Santos, domingo, no Raulino de Oliveira, às 18h30. Wagner Lopes recuou o time do Tigre, chamou o Flu para o seu campo e soube aproveitar os espaços. Agora com 11 pontos, distanciou-se da zona de rebaixamento. E tentará seguir crescendo na competição também no domingo, contra o Atlético-PR, na Arena da Baixada.
    Pênalti duvidoso
    Nem sempre o placar é justo. Não foi no primeiro tempo. Desde os primeiros minutos, o Fluminense tocou a bola, explorou a qualidade nos passes dos seus dois volantes e passou a ditar o ritmo de jogo - foi para o vestiário com 66% de posse. Cícero quase fez de cabeça, Carlinhos ficou cara a cara... A bola não entrou. A de Paulo Baier, por sua vez, parou na rede. Um pênalti batido no meio, com força. Mas o lance marcado pelo árbitro Rodrigo Batista Raposo foi bem duvidoso. Não fica visível nenhum toque do zagueiro Henrique, apenas o trançar das pernas do veterano meia do Criciúma.

    Camisa 10 decide

    O que não há dúvida é a qualidade do jogador de 39 anos. Sabe a hora certa de aparecer na frente. Assim aproveitou um segundo rebote de Diego Cavalieri para ampliar. Cruzou ainda uma falta na área que Serginho mandou de cabeça: 3 a 0. O jogo ficou quente, com empurra-empurra, dicussões. E gols. Cristóvão fez alterações. Tirou Walter no intervalo e depois Cícero para entradas de Matheus Carvalho e Kenedy. Se não havia espaço na defesa adversária, Conca, apagado até então, apelou para uma linda jogada individual para diminuir, aos 38 minutos. Aos 40, Matheus Carvalho fez o segundo, de cabeça. Aí o Tigre foi todo para o campo defensivo. Só que a noite era de Paulo Baier, e o Flu, por mais que tenha tentado, não furou pela terceira vez a solidez dos catarinenses. 

    segunda-feira, 21 de abril de 2014

    Jogando mal e com arbitragem duvidosa, Palmeiras vence Criciúma fora

    Leandro comemora o primeiro gol do Palmeiras contra o Criciúma
    A terceira camisa do Palmeiras também pesa. Foi na força dela, estreante, homenagem ao centenário, que a equipe virou o jogo contra o Criciúma e fez 2 a 1 nos minutos finais. Foi no talento de Fernando Prass, autor de quatro defesas difíceis, e na competência de Alan Kardec, que cabeceou sozinho aos 42 do segundo tempo. Mas o resultado tem também a parcela do árbitro André Luiz de Freitas Castro, que não viu o zagueiro Tiago Alves cometer dois pênaltis no mesmo lance - deu uma voadora em Silvinho e pôs a mão na bola - quando o Criciúma vencia por 1 a 0, gol de Paulo Baier.
    Não se pode deixar um jogador como Kardec livre na área. Faltava pouco para o fim do jogo, e ele subiu sozinho na área, observado por três adversários, após boa cobrança de falta de Wesley, que entrou no intervalo no lugar de Marcelo Oliveira. Leandro, autor do primeiro gol, cinco minutos antes, também iniciou o segundo tempo saindo do banco, na vaga de Marquinhos Gabriel. A estrela do técnico Gilson Kleina brilhou.
    A vitória fora de casa deixa o Palmeiras com três pontos. O próximo jogo, no sábado, será contra o Fluminense, no Pacaembu. Já o Criciúma, castigado, terá pela frente o Goiás no domingo, em Itumbiara.
    Foram 11.768 barulhentos torcedores. O minuto de silêncio em homenagem a Luciano do Valle teve emocionantes aplausos. A posse de bola no primeiro tempo foi do Palmeiras: 62% traduzidos em quase nada. Paulo Baier bateu falta, Kardec desviou de cabeça para trás, e o árbitro deu gol para o camisa 10 do Criciúma, que chegou a 103 na era dos pontos corridos.
    Apoiado na velocidade do lateral Eduardo e na implacável marcação de Serginho em Valdivia, o Tigre voltou ainda melhor na etapa final. Fernando Prass ia impedindo uma vitória até folgada. Quando nada indicava uma reação do Palmeiras, Escudero, de quem sempre se espera emoção, se jogou na bola no chute de Leandro e enganou o goleiro Bruno. Minutos depois, veio a virada de Kardec. Ao time de Caio Júnior, restaram reclamações no apito final.