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domingo, 30 de novembro de 2014

VERDÃO BATE O VITÓRIA, SAI DA LANTERNA, MAS OS DOIS TIMES SOFREM NO Z-4

Lucio gol Palmeiras (Foto: Marcos Ribolli)
Ainda foi pouco para amenizar o desespero da zona da degola. Mas o torcedor do Palmeiras ao menos comemorou nesta quinta. Após a impiedosa goleada sofrida para o Goiás por 6 a 0 no fim de semana, o time reagiu, bateu por 2 a 0 o Vitória, no Pacaembu, pela 24ª rodada do Brasileirão - gols de Lúcio e Henrique -, saiu da lanterna e tenta recuperar a confiança. O Rubro-Negro baiano vê freada sua sequência de duas vitórias e volta a agonizar.
Agora com 25 pontos, o Verdão segue na zona de rebaixamento – é o 17º colocado. O time baiano retornou ao Z-4. Com 24, aparece no 18º lugar. As duas equipes voltam a campo pelo Brasileirão no domingo. O Vitória joga mais uma vez fora de casa, contra o Atlético-MG, às 16h, no Independência, em Belo Horizonte. E o Palmeiras, às 18h30, visita o Figueirense, no estádio Orlando Scarpelli, em Florianópolis.
O jogo
A goleada de 6 a 0 para o Goiás mexeu com o Palmeiras. Fora de campo, protestos. Dentro dele, mudanças. Principalmente de postura. Nesta quinta-feira, contra o Vitória, apesar da limitação técnica, o Verdão conseguiu propor mais o jogo. O Vitória jogou na base do contra-ataque. Sem sucesso.
Melhor para o Palmeiras. Com mais posse de bola, o Alviverde chegou ao gol com Lúcio, aos 25 minutos. O zagueiro aproveitou cobrança de escanteio de Victor Luis e fez de cabeça. O Vitória tentou responder à altura com William Henrique, mas ele perdeu gol incrível. Valdivia ainda teve chance de ampliar, mas pegou mal na bola.
O chileno, porém, não errou no segundo tempo, ao iniciar a jogada do segundo gol do Palmeiras. Ele tocou para Cristaldo. O argentino passou para Bernardo, que rolou para Henrique completar para o gol. Jogada bem trabalhada do Verdão. Sem força, o Vitória sentia dificuldade na tentativa de uma reação.
Mais solto do que em outras ocasiões, o Verdão até arriscou jogadas ousadas, com melhor toque de bola. Teve até passe de costas de Valdivia – algo que irritou os jogadores do Vitória. Sem conseguir ter o domínio da partida, o time baiano passou a se defender mais do que tentar atacar. A derrota já estava sacramentada.

terça-feira, 23 de setembro de 2014

ADEUS, TABUS! VITÓRIA IGNORA HISTÓRICO, VENCE BA-VI DE VIRADA E COMPLICA RIVAL

Bahia x Vitória (Foto: Romildo de Jesus / Futura Press)
Um dia para implodir tabus. Esse foi o domingo do Vitória. Na lanterna do Campeonato Brasileiro, o Rubro-Negro tinha contra si muitos números. Mas, diante de 25 mil torcedores, tratou de mandar às favas os números e tabus para fechar o torneio particular de Ba-Vis de 2014 mostrando que quem ri por último ri muito melhor. Na Arena Fonte Nova, o Leão da Barra venceu de virada o Bahia pelo placar de 2 a 1, em partida válida pela 23ª rodada do Campeonato Brasileiro. Kadu e Luiz Gustavo balançaram as redes pelo time de Ney Franco. Kieza descontou para o Tricolor.
O último triunfo do Vitória diante do maior rival na Série A tinha acontecido em 2003. Apesar dos longos anos, o número de jogos neste período era pequeno: apenas três. Em números absolutos, outra marca incomodava: o Leão não vencia o Bahia havia oito partidas. O úlltimo triunfo sobre o rival havia sido no dia 12 de maio de 2013, na goleada de 7 a 3 pelo Campeonato Baiano, também na Fonte Nova. Só neste ano, foram cinco clássicos, com dois triunfos do Bahia e três empates. Além disso, Ney Franco nunca havia vencido um Ba-Vi. Neste domingo, o Vitória tratou de mudar a história e, com uma atuação perfeita, saiu de campo merecedor do resultado. De quebra, o Leão deixou a lanterna do Campeonato Brasileiro e ainda ultrapassou o Bahia, adversário direto na luta contra o rebaixamento.
Com o resultado, o Rubro-Negro chegou a 24 pontos e subiu para a 14ª posição - pela primeira vez em sete rodadas, deixa a zona de rebaixamento. Já o Bahia manteve os 23 pontos e agora é o 18º colocado. Na próxima quinta-feira, o Vitória vai até São Paulo enfrentar o Palmeiras, no Pacaembu. O Tricolor joga um dia antes, na quarta, outra vez na Fonte Nova, desta vez diante do Sport.
Ba-Vi elétrico de Kieza e Kadu
Bahia e Vitória começaram o clássico com emoção digna de suas grandezas: antes dos dez minutos de jogo, as duas torcidas gritaram gol. Aos cinco, a defesa do Vitória bateu cabeça, e Pará achou Kieza livre de marcação para abrir o placar. A torcida tricolor ainda comemorava, quando o erro mudou de lado. A defesa do Bahia falhou, e Lomba saiu mal. O suficiente para Kadu empurrar para as redes e empatar três minutos depois. Após o gol, o Vitória melhorou na partida e passou a criar mais. Dono do meio-campo, Richarlyson distribuiu as ações pelo lado vermelho e preto. Dinei, Roger Carvalho e Léo Gago ameaçaram por suas equipes, e o primeiro tempo chegou ao fim com um Vitória melhor e dono das ações, diante de um Bahia que viu na velocidade de Rafinha sua opção de fuga.
Ba-Vi de um time só
O Tricolor começou o segundo tempo tentando reagir. Kleina trocou Léo Gago por Maxi Biancucchi, e a atuação da equipe melhorou em relação ao primeiro tempo. Ainda assim, o Bahia seguia dando espaços. Em um desses erros, Luiz Gustavo chutou fraco de fora da área, a bola bateu na trave, nas costas de Lomba e morreu no fundo das redes. Com o gol, o Vitória cresceu e encurralou o seu maior rival. Como numa luta de boxe, restou ao Tricolor sofrer nas cordas diante da superioridade do maior rival. Acuado, o Bahia quase levou o terceiro, após cabeçada do baixinho Juan e, assim como na primeira etapa, tentou usar a velocidade para chegar ao gol. Destaque pelo esforço, Rafinha chegou perto do empate, mas o Tricolor não teve inspiração semelhante dos demais atletas. No fim, restaram tentativas desesperadas de um time que jogou pouco, diante da cadência de um Vitória que soube ser vibrante, calculista e decisiva para vencer.

sábado, 20 de setembro de 2014

BLITZ EM NOVE MINUTOS: VITÓRIA VIRA E SEGURA O FLU, MAS FICA NA LANTERNA

comemoração do Vitória contra o Fluminense (Foto: Getty Images)
A fórmula de pontos corridos pode até ser criticada por, em alguns momentos, deixar a desejar em emoção. Porém, mostra com exatidão o que ocorre em qualquer campeonato. Separa times com mais e menos qualidade. O barato do futebol é que isto, nem sempre, determina o resultado de um jogo. É o caso de Vitória 3 x 1 Fluminense, na noite desta quarta-feira, em Salvador, no Barradão, pela 22ª rodada do Campeonato Brasileiro. Uma virada construída em nove minutos de um time que luta para sair da zona do rebaixamento sobre outro que sonha entrar na zona da Libertadores.
O clima era tenso antes da partida. A crise e a derrota parcial geraram discussão entre os torcedores do Vitória – dois deles passaram dos limites no intervalo e foram retirados pela polícia. Mas o público no Barradão viu algo raro: o time da casa vencer em seus domínios. Pela terceira vez em 11 duelos, o Rubro-Negro triunfou como mandante. Só não conseguiu sair da lanterna pois concorrentes da parte de baixo, como Bahia e Coritiba, também venceram: é o 20º, agora, com 21 pontos. Amarga o Z-4 há 11 rodadas. O Flu que, além de não mostrar o futebol exuberante de outras jornadas, pecou na marcação. Perdeu a chance de voltar ao G-4 e, ao permanecer em quinto, com 35 pontos, pode ser ultrapassado pelo Grêmio.
Na próxima rodada, domingo, às 16h (de Brasília), as duas equipes tem clássicos estaduais. O Flu encara o Flamengo no Maracanã enquanto, na Fonte Nova, o Vitória desafia o Bahia.
Pressão dá certo
A situação na tabela ditou o ritmo do começo da partida. Precisando do resultado, o Vitória partiu ao ataque. Nos primeiros cinco minutos, chegou a ter 60% de posse de bola. Mas...  faltou acertar passes, posicionamento e finalização para o domínio que se estendeu até os 18 minutos surtir efeito. Foi quando o Fluminense, que se mostrou um tanto burocrático para quem almejava chegar ao G-4, abriu o placar, com Cícero, que completou cruzamento de Conca. À exceção de chutes de Fred e de Caceres, um de cada time, nada de melhor ocorreu até o intervalo. Muito pela quantidade de erros de passes: 13 a 19 em favor do time carioca.
Com o atacante William Henrique no lugar do volante José Welison, o Vitória voltou mais ofensivo. Pecou, novamente, na falta de conclusão. Tanto que a primeira finalização na segunda etapa foi do Flu: com Cícero, após passe de Rafael Sobis. Um passe errado de Diguinho, interceptado por William Henrique, gerou o primeiro lance de perigo rubro-negro- Diego Cavalieri fez boa defesa. Pois o gol foi sair, com Dinei de cabeça, após escanteio cobrado por Marcinho, aos 21, em erro de marcação. E gerou uma blitz. A zaga do Flu voltou a falhar na virada protagonizada por William Henrique, aos 25, sem marcação, que aparou, de primeira, cruzamento da direita, de Nino Paraíba. Abatido e sem Fred, sacado por Cristóvão Borges, o Flu mal teve reação. Sobis desperdiçou boa chance, defendida por Fernandez, e perdeu a chance de ingressar no G-4. Até porque a pá de cal, em novo contragolpe, com Vinícius, determinou o 3 a 1 aos 30 minutos.

ATLÉTICO-PR BATE O VITÓRIA EM CASA E VOLTA A VENCER DEPOIS DE SEIS JOGOS

Jogadores do Atlético-PR comemoram gol (Foto: Getty)
O Atlético-PR mandou para longe a sequência de seis jogos sem vencer no Campeonato Brasileiro. Jogando na Arena da Baixada neste domingo, o Furacão se impôs e venceu o Vitória por 2 a 0, em jogo válido pela 21ª rodada. O atacante Marcelo e o volante Hernani anotaram os gols da vitória rubro-negra em Curitiba e reabilitaram a equipe atleticana na competição.
Com o resultado, o Atlético-PR sobe para a 11ª posição, agora com 28 pontos na tabela. Já o Vitória continua complicado no Brasileiro, estacionando nos 18 pontos e segurando a lanterna do campeonato.
Na próxima rodada, os dois times jogam na quarta-feira, às 19h30. O Furacão visita o líder Cruzeiro no Mineirão, enquanto o Vitória recebe o Fluminense no Barradão.
Com domínio do jogo, Furacão sai na frente
Com uma formação ofensiva, com Dellatorre, Douglas Coutinho e Marcelo, o Atlético-PR começou a partida pressionando o Vitória e levando perigo pelos lados. Em oito minutos foram duas grandes chances para abrir o placar na Arena da Baixada, primeiro no chute de primeira de Bady, e depois no desvio de Douglas Coutinho. Mais organizado e trocando mais passes em campo, aos poucos o Vitória conseguiu diminuir o ímpeto do Furacão.
Mas a tranquilidade dos baianos durou até os 30 minutos. Após um cochilo da zaga, Marcelo disparou pela direita, saiu cara a cara com o goleiro Roberto Fernández e finalizou forte para as redes, abrindo o placar em Curitiba. Mesmo com maior posse de bola (54% contra 46% dos paranaenses, o Vitória não conseguiu assustar o Furacão, que jogou de forma compacta e saiu de campo em vantagem para a etapa final.
Vitória assusta, mas Atlético-PR amplia
Superior no primeiro tempo, o Atlético-PR voltou com tudo para o segundo tempo, mas perdeu o atacante Dellatorre, que saiu lesionado de campo e obrigou o técnico Claudinei Oliveira a fazer a primeira substituição na equipe, colocando Mosquito no jogo. E foi o camisa 25 que quase ampliou o placar para o Furacão, aos 21. Bastaram mais quatro minutos para a equipe atleticana reencontrar as redes.
Aproveitando a falta de rendimento do Vitória, o Rubro-Negro paranaense marcou o segundo com o volante Hernani, após chute certeiro de longe. Com dificuldades para chegar ao ataque, o Vitória continuou com maior posse de bola, mas abusou dos constantes erros no último passe e amargou a 11ª derrota no Campeonato Brasileiro, do qual agora é o lanterna.

sábado, 13 de setembro de 2014

VITÓRIA SE IMPÕE EM CASA SOBRE INTER E VOLTA A VENCER DEPOIS DE SEIS JOGOS

Richarlyson gol Vitória x Internacional (Foto: Getty Images)
O Vitória mandou para o espaço a sequência de seis jogos sem vencer que o mantinha na lanterna do Campeonato Brasileiro. Mandou para o espaço também a fama de anfitrião generoso que se espalhou entre os outros 19 times da competição. Com uma atuação segura, o Leão baiano se impôs no Barradão, fez 2 a 0 no Internacional e subiu duas posições na tabela. Richarlyson, de falta, e Marcinho, de cabeça, marcaram os gols da partida, realizada na noite desta quarta-feira, válida pela 20ª rodada da Série A.
Só que o triunfo não foi suficiente para tirar o Leão baiano da zona do rebaixamento. Com as duas posições que ganhou, os baianos chegaram ao 18º lugar e passaram a lanterna provisoriamente para as mãos do maior rival, o Bahia, que entra em campo nesta quinta-feira. Já o Internacional permanece na terceira posição, mas vê o Grêmio chegar aos mesmos 34 pontos e, além disso, terá que torcer por um tropeço do Corinthians diante do Atlético-MG, um dos jogos que complementam a rodada.
Vitória e Internacional voltam a campo já no fim de semana para mais uma rodada do Brasileirão. No domingo, às 16h (horário de Brasília), o Colorado recebe o Botafogo no estádio Beira-Rio, em Porto Alegre. No mesmo dia, às 18h30, o Rubro-Negro baiano vai até a Arena da Baixada, onde mede forças com o Atlético-PR, em Curitiba.
Richarlyson anota golaço
A decisão do técnico Ney Franco de iniciar o jogo com cinco homens no meio-campo se mostrou acertada logo nos primeiros minutos do duelo. Com boa movimentação e troca de passes, principalmente entre os estrangeiros Cáceres e Escudero, o Vitória dominou o setor e impôs dificuldade ao adversário. E o gol não demorou a sair. Em cobrança de falta pela lateral, Richarlyson resolveu bater direto, surpreendeu Dida e marcou por cobertura. O Internacional demorou um pouco para assimilar o golpe. Quando resolveu acordar, pressionou os donos da casa, mas faltou qualidade para explorar as trapalhadas da defesa rubro-negra. Antes que o primeiro tempo fosse encerrado, o Colorado tentou o empate com Ernando e Wellignton Paulista. Sem sucesso.
Marcinho fecha placar
Se o Inter tinha a pretensão de iniciar logo cedo uma pressão sobre o rival pelo gol do empate, ela foi aniquilada logo aos dez minutos da segunda etapa. Marcinho, aproveitando belo cruzamento de Escudero, subiu mais alto do que Fabrício e usou a cabeça para vencer o goleiro Dida. O gol foi um duro golpe jamais assimilado pelo time de Abel Braga, que em momento algum encontrou forças para reagir na partida. Com maturidade, O Vitória controlava o jogo e quase voltou a marcar com Kadu, novamente pelo alto. O Colorado só voltou a assustar os donos da casa já nos acréscimos, com Valdívia, aos 46, e Wellington Paulista, aos 48. Mas não conseguiram diminuir o placar.

COM DOIS GOLS DE DAVID BRAZ, SANTOS VENCE NO PACAEMBU E AFUNDA VITÓRIA

Comemoração do Santos contra o Vitória (Foto: Leandro Martins / Agência estado)
Após uma primeira etapa sonolenta, sem nenhuma inspiração, o Santos despertou mais disposto no segundo tempo, marcou três vezes e venceu o Vitória, por 3 a 1, neste sábado à noite, no Pacaembu. Com o triunfo, o Peixe interrompe sequência de duas derrotas seguidas, vai a 26 pontos e está na nona posição do Campeonato Brasileiro. Já o Leão segue seu calvário na competição. Acumulou a 10ª derrota e segue na lanterna, com apenas 15 pontos.
O destaque do jogo foi o zagueiro David Braz, que marcou os dois primeiros gols santistas em jogadas semelhantes: cobranças de escanteio de Lucas Lima, Dracena ajeitando e Braz completando. Nunca o defensor santista havia marcado dois gols em uma mesma partida. Damião completou para o Peixe, e Dinei fez para o Vitória. Um bom início para Enderson Moreira, que estreou no comando do Santos.
Os dois times voltam a campo na próxima quarta-feira, pelo início do returno. O Peixe encara o Sport, às 21h (horário de Brasília), na Arena Pernambuco. Às 22h, o Vitória recebe o Internacional, no Barradão.
Um primeiro tempo duro de assistir. Os dois times, demonstrando problemas de relacionamento com a bola, protagonizaram um festival de chutões, passes errados, entradas duras. O Vitória teve mais a bola (65% da posse na etapa inicial), esteve bem posicionado e, em certos momentos, dominou a partida. No entanto, não foi efetivo no ataque. Já o Santos, sob nova direção, deixou de ser veloz. Embora estivesse jogando no contra-ataque, o Peixe amarrou as jogadas. Quando tentou ser rápido, apostou nas bolas esticadas sem direção. Ainda assim, o time da casa criou mais chances: em um chute de Thiago Ribeiro, que raspou a rede, em falta cobrada com perigo por Souza, e em cabeçada de David Braz.

O Santos acordou no segundo tempo e, aos 6 minutos, já vencia por 2 a 0. Os dois gols saíram em jogadas idênticas: escanteio cobrado por Lucas Lima, bola ajeitada por Dracena, e lance concluído por David Braz. O Peixe agora tinha tranquilidade para tocar a bola. Assim, girava o jogo, criava chances (Damião perdeu oportunidade clara chutando para fora com o gol aberto), mas deixava espaços atrás. E aí o Vitória se aproveitou, com Dinei, de cabeça, diminuindo o placar após jogada pela direita de Nino Paraíba, aos 19.
Esqueça a pasmaceira do primeiro tempo. O segundo foi bem mais movimentado. Ainda que seguissem apresentando problemas técnicos, os times agora tinham vontade, acertavam um pouco mais de passes e, assim, criavam chances. O Peixe ampliou com Damião, aos 30, mas o Vitória seguia perigoso nos contra-ataques às costas do lateral-esquerdo do Peixe, Zé Carlos. Cicinho salvou o Peixe rebatendo chute de Willie a centímetros da linha fatal.
Aos poucos, o Leão foi perdendo o seu ímpeto, permitindo que o Santos relaxasse mais um pouco, esperando o tempo passar até o apito final.

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

FLA VENCE QUINTA SEGUIDA E MANTÉM VITÓRIA NA LANTERNA DO BRASILEIRÃO

marcelo vitoria x flamengo (Foto: Romildo Jesus/Futura Press)
O Flamengo cresce no mesmo embalo em que o Vitória despenca no Campeonato Brasileiro. No começo da noite deste domingo, no Barradão, o time carioca venceu sua quinta partida seguida na competição e manteve os baianos na lanterna da disputa. O triunfo por 2 a 1 teve gols de Marcelo, de cabeça, e Alecsandro, de pênalti. Caio fez para o Vitória, que desperdiçou a chance da igualdade ao perder uma penalidade com Juan, ex-Fla. Paulo Victor defendeu.
Com o resultado, alicerçado em grande atuação de Everton, o Flamengo pulou para a nona colocação, com 25 pontos. São sete de distância para o G-4 e oito de afastamento para a zona de rebaixamento. O Vitória, com 15, está isolado em último, com um ponto a menos do que o Bahia, seu rival, vice-lanterna - o Palmeiras, primeiro fora do Z-4, tem 17.
Na próxima rodada, a última do primeiro turno, o Flamengo recebe o Grêmio no Maracanã. O jogo é sábado, às 18h30. Nos mesmos dia e horário, o Vitória visita o Santos. Antes disso, porém, os cariocas enfrentam o Coritiba, quarta-feira, no Maracanã, pela Copa do Brasil. Os baianos jogam no mesmo dia contra o Sport, pela Copa Sul-Americana, no Barradão.
O jogo
Foi um belo primeiro tempo. Vitória e Flamengo jamais abdicaram de atacar, usaram bastante os lados, não desfizeram suas estruturas. E criaram repetidas chances. Caio, no time baiano, e Everton, pelos cariocas, simbolizaram a movimentação da etapa. Foram as figuras mais ativas das duas equipes. E, não por acaso, participaram dos dois gols do justo empate por 1 a 1.

Everton já havia acertado a trave em chute cruzado pela esquerda e incomodado um bocado a defesa adversária quando, aos 32 minutos, cobrou o escanteio que resultou em cabeceio certeiro, preciso de Marcelo: gol do Flamengo. A vantagem, porém, durou pouco - e graças a Caio. O atacante recebeu cobrança de lateral de Ayrton e, entre três zagueiros, se livrou da marcação e bateu na bola do jeito que deu: meio de canela, desengonçado, mas o suficiente para encobrir Paulo Victor e empatar a partida. Dinei teve outras três chances ao longo do período, mas sem sucesso na finalização - a exemplo de Paulinho e Alecsandro no Flamengo.
No segundo tempo, o Flamengo venceu, em grande parte, graças a seu goleiro. Se "Gatito" Fernández evitou duas vezes que Márcio Araújo fizesse para o time de Vanderlei Luxemburgo, o goleiro do Fla fez o mesmo contra os baianos. Defendeu cabeceio à queima-roupa de Caio e depois salvou pênalti batido por Juan. A infração foi anotada por toque no braço de Marcelo, mesma razão que fez o árbitro Anderson Daronco marcar pênalti para o Flamengo, em cruzamento de Mugni e toque de Juan. A diferença é que Alecsandro não perdoou: 2 a 1 e mais três pontos para o Fla.

FIGUEIRA IGNORA ESCUDERO, BATE O VITÓRIA E ENGATA 5º JOGO SEM DERROTA

Vitória e Figueirense iniciaram o duelo no Barradão, na tarde deste domingo, em situações parecidas, mas em momentos distintos. Com campanhas similares em números de pontos conquistados, o time catarinense vinha de quatro jogos sem derrotas, enquanto o baiano acumulava três partidas sem triunfos. Noventa minutos depois, se alguém esperava mudança de realidade, saiu decepcionado. Com gol de Everaldo, o Figueira venceu por 1 a 0 e engatou seu quinto jogo sem ser batido no Brasileirão, enquanto o Rubro-Negro amargou o quarto duelo sem conquistar três pontos.
Pelo lado baiano, o Vitória teve o retorno de Escudero, após seis meses longe dos gramados por causa de uma lesão no joelho. Era a esperança de que o time baiano fosse se reencontrar em campo e iniciar o caminho rumo à saída da zona de rebaixamento. Mas a alegria pela volta do argentino foi substituída pela euforia catarinense, depois que o artilheiro da equipe, Everaldo, marcou o gol do duelo no segundo tempo. A torcida do time baiano ainda viu Juan perder um pênalti, e a chance do empate saiu pela linha de fundo.
Até a conclusão da rodada, na noite deste domingo, o Rubro-Negro baiano é o lanterna do Brasileirão, com 15 pontos. O Alvinegro catarinense chegou à 12ª posição, com 20 pontos. O Vitória volta a campo no próximo domingo, quando enfrenta o Flamengo no Barradão. Já o Figueirense recebe o São Paulo no mesmo dia, no Orlando Scarpelli.
Equilíbrio: Vitória tem posse de bola, mas Figueira marca e explora contragolpes
A partida começou com um Vitória mais agressivo, que pressionou e acuou o Figueirense. Mas a pressão durou pouco e, por volta dos 15 minutos, o equilíbrio já se instalava no Barradão. O Rubro-Negro baiano tentou aproveitar a maior posse de bola que tinha, mas esbarrava na marcação apertada da equipe catarinense e tinha dificuldade nas finalizações. O Figueira, por sua vez, conseguiu aproveitar bem os contra-ataques e teve oportunidades mais claras de gol.
Para piorar o lado baiano, o zagueiro Kadu ainda sofreu diante dos ataques de Marcão e Clayton, que quase abriram o placar. Marcão aproveitou a falha do defensor no meio da primeira etapa, mas Wilson defendeu. Clayton encerrou os 45 minutos com um belo chute que passou entre as pernas de Kadu e raspou a trave rubro-negra. Pelo lado do Vitória, as chances perdidas foram de Luis Aguiar, que tentou após cruzamento de Nino Paraíba e mandou por cima do gol, e de Caio, que fez um belo giro e mandou de fora da área para grande defesa de Tiago Volpi.
Escudero volta, Everaldo marca e Juan perde pênalti
O Vitória voltou do intervalo mais ofensivo e organizado e com uma novidade que fez tremer as arquibancadas do Barradão: após seis meses fora de combate, Escudero estava de volta. Com o meia, o Rubro-Negro conseguiu melhorar seu rendimento e atuar de forma mais convincente. O Leão ameaçou com uma bela jogada entre Juan e o argentino, além de um belo chute de Luis Aguiar. Mas a entrada de Everaldo no Figueirense, aos 18 minutos, faria toda a diferença: ele aproveitou o passe errado de Neto Coruja para Luis Aguiar e abriu o placar aos 29 minutos. Para infelicidade da torcida do Vitória, a equipe ainda perdeu a chance de empatar minutos depois, quando Juan cobrou um pênalti e mandou a bola para fora.

CORITIBA VENCE PRIMEIRA NO COUTO E AFUNDA VITÓRIA NA TABELA DO BRASILEIRO

Dudu Comemora gol do Coritiba contra o Vitória (Foto: Getty Images)
Demorou quatro meses, mas o Coritiba ganhou no Couto Pereira pelo Campeonato Brasileiro. Jogando com o ameaçado Vitória, na noite desta quarta-feira, a equipe alviverde foi superior e venceu por 2 a 0, com gols do meia Dudu e do atacante Keirrison, um em cada tempo. Foi a primeira vitória do Coxa jogando em casa na competição. Mesmo com o triunfo, na partida válida pela 16ª rodada, o Verdão segue na zona de rebaixamento, a exemplo do Leão baiano.
Com o resultado, o Coxa deixa a lanterna com o Palmeiras, que perdeu nesta quarta-feira para o Sport, na Ilha do Retiro, e vai a 15 pontos. Já o Vitória, com a derrota, estaciona na mesma pontuação da equipe paranaense, na vice-lanterna.
O Coritiba volta a campo no próximo sábado, diante do Palmeiras, às 21h, no Pacaembu. Já o Vitória joga em casa, contra o Figueirense, às 16h do próximo domingo, no Barradão.
Dudu arrisca e marca golaço no Couto
Pressionados, Coritiba e Vitória entraram em campo com a proposta de impor velocidade e buscar as jogadas laterais. À procura de espaços, a equipe alviverde ainda tentava encaixar o posicionamento quando o Leão teve a chance de abrir o placar. Apostando no contra-ataque, os rubro-negros chegaram com perigo aos 13: Willie cabeceou, e Vanderlei salvou. A resposta dos donos da casa foi em grande estilo. Livre de marcação, Dudu recebeu na intermediária, arriscou e acertou no ângulo do goleiro Wilson, marcando um golaço. A vantagem animou a equipe alviverde, que persistiu nas jogadas pelos lados e aproveitou o espaço deixado pelos visitantes. Sentindo a falta de um centroavante e com dificuldades para chegar à frente, o Vitória abusou dos erros na saída de bola e foi para o intervalo com o revés no placar.

À frente no placar, o Coritiba voltou com tudo no segundo tempo e ditou o ritmo das jogadas. Após Celso Roth trocar Norberto por Reginaldo, a equipe teve chances com Zé Love, Dener e Zé Rafael. Na tentativa de ter um homem de referência no ataque, Jorginho colocou Guillermo Beltrán no lugar de Marcinho, mas a estratégia não funcionou. Com bastante espaço, o Coxa chegou ao segundo gol após Keirrison sofrer pênalti de Kadu. Aos 17, o camisa 9 converteu. Mesmo com três atacantes - Willie, William Henrique e Guillermo Beltrán -, a bola não chegou para o Vitória, que acabou envolvido pelo domínio alviverde.

VITÓRIA E CHAPECOENSE EMPATAM EM JOGO SONOLENTO NO BARRADÃO: 0 A 0

Caio Vitória e Chapecoense Brasileirão (Foto: Agência Getty Images)
Um jogo sonolento e com nível técnico que reflete a situação de Vitória e Chapecoense na tabela. Assim foi o empate por 0 a 0 entre as duas equipes neste domingo, no Barradão. Poucas chances de gol, muitos erros de passes e uma certeza: Vitória e Chapecoense precisam fazer muito para melhorar na competição. O empate foi ruim para as duas equipes, que seguem próximas da zona de rebaixamento.
O placar não estava nos planos dos baianos, que contavam com os três pontos para abrir distância do Z-4. As vaias da torcida no fim do jogo evidenciaram a decepção dos rubro-negros. Se para os catarinenses o placar também não foi dos melhores, fica ao menos o fato de ter somado um ponto fora de casa.
O Vitória chega a 15 pontos e é o 15º colocado. A Chapecoense vai a 16 pontos e ocupa a 12ª posição. Na próxima rodada, as duas equipes jogam na quarta-feira. O Vitória vai até o Paraná enfrentar o Coritiba, mais um rival direto na briga contra a degola, às 21h (de Brasília), e a Chapecoense recebe o Fluminense, às 22h (horário de Brasília), na Arena Condá, em Chapecó.
O jogo
A partida teve poucas chances de gol. Em um dos raros momentos de perigo, o Vitória chegou a balançar a rede da Chapecoense, mas Dinei estava em posição irregular, e a jogada foi anulada. A chance mais clara do time catarinense caiu nos pés de Dedé, mas, livre de marcação, o jogador chutou para fora a boa jogada de ataque. O Vitória teve mais domínio de bola e maior parte do controle das ações, mas em muitos momentos ficou exposto ao contragolpe da Chapecoense. Para sorte dos baianos, a qualidade do passe do time verde impedia qualquer chance real de gol.
No segundo tempo, a chuva caiu forte no Barradão e, junto com ela, o nível técnico da partida, que foi pior do que o primeiro tempo. Os erros de passe das duas equipes no meio de campo deixaram a partida truncada e sonolenta em boa parte da etapa final. A Chapecoense só conseguiu levar algum perigo em poucos chutes de longa distância. A melhor chance de tirar o zero do placar caiu nos pés de Caio, mas o atacante do Vitória chutou para fora. No fim, restaram as vaias da torcida baiana inconformada com o espetáculo ruim, principalmente pela apresentação do Vitória.

terça-feira, 26 de agosto de 2014

PATO BRILHA, SÃO PAULO ENCOSTA NO G-4 E DEIXA VITÓRIA SOB RISCO: 3 A 1

Pato São Paulo - morumbi (Foto: Rodrigo Gazzanel / Futura Press)
Kaká era a principal atração, mas quem brilhou na noite deste domingo, no Morumbi, foi Alexandre Pato. Depois de ser criticado pela torcida do São Paulo pelos gols perdidos no empate com o Criciúma, na rodada passada, o camisa 11 colocou o pé na fôrma e, com dois gols, foi o protagonista do triunfo de 3 a 1 sobre o Vitória, que cometeu muitos erros. A zaga falhou, o meio-campo deu espaço na marcação, e o ataque, quando teve a chance de abrir o placar, também deixou a desejar.

O Tricolor interrompeu uma sequência de três jogos sem vitória no Brasileirão e foi ao quinto lugar, com 23 pontos, três a menos que o Fluminense, que fecha o G-4. Já o Rubro-Negro baiano, que tinha dois triunfos consecutivos, segue na 15ª colocação, com 14 pontos, apenas um à frente da zona de rebaixamento.

Os dois times voltarão a campo pelo Brasileirão no próximo fim de semana. O São Paulo fará o clássico paulista da rodada contra o Palmeiras, no Pacaembu. Já o Vitória buscará a reabilitação diante da Chapecoense, em Salvador. Mas o Tricolor, no meio de semana, muda o foco e decide sua vida na Copa do Brasil, diante do Bragantino, no Morumbi. Na primeira partida, a vitória foi são-paulina: 2 a 1.

Pato decide

O início da partida foi todo do Vitória. Caio, com menos de um minuto, perdeu um gol inacreditável, cara a cara com Rogério Ceni. Até Pato abrir o placar, aos 16, o São Paulo não havia levado perigo. O gol só saiu após Alemão falhar e Ganso brilhar com um passe genial. Com a vantagem, o Tricolor acordou e jogou como quis. Kardec, em chute cruzado aos 31, e Pato, buscando o canto aos 38, ampliaram. Nos acréscimos da primeira etapa, Kadu aproveitou falha de Denilson, que errou  na linha do impedimento, para diminuir a vantagem paulista.
No segundo tempo, o jogo foi bem mais equilibrado. O Vitória teve um atacante a mais - Willie havia entrado ainda no primeiro tempo. Em seu primeiro lance na partida, ele exigiu grande defesa de Ceni. O São Paulo, que passou a jogar no contra-ataque, voltou a mostrar a irregularidade que tem sido constante no Brasileiro. Ao mesmo tempo em que poderia ter aumentado sua vantagem, já que teve chances para isso, a equipe passou a vacilar na marcação. O Vitória, se tivesse mais capricho no último passe, poderia ter complicado a partida para o Tricolor.

sexta-feira, 8 de agosto de 2014

COM GOLS POLÊMICOS, VITÓRIA BATE O GRÊMIO E ENCERRA JEJUM EM CASA

Lance de Vitória e Grêmio Série A (Foto: Agência Getty Images)
Fim de jejum para o Vitória dentro de seus domínios. Neste sábado, o Rubro-Negro venceu o Grêmio no Barradão de virada pelo placar de 2 a 1, em partida válida pela 13ª rodada do Campeonato Brasileiro. Caio, com dois gols, foi o principal nome do triunfo rubro-negro, o primeiro como mandante na Série A. Até então, o Leão havia disputado outros seis jogos em casa, com três empates e três derrotas. Barcos balançou as redes pelo Tricolor gaúcho e se aproximou de Ricardo Goulart na briga pela artilharia da competição nacional. O argentino tem cinco gols no campeonato, contra sete do cruzeirense.
A partida foi recheada de lances polêmicos. Nos três gols, reclamações dos dois times. Na avaliação dos jogadores do Vitória, Barcos teria dominado com o braço antes de estufar as redes de Wilson. Na opinião dos gremistas, Caio cometeu falta antes de marcar seu primeiro gol, e Dinei se atirou no gramado no lance do pênalti que resultou no gol da virada rubro-negra.
Além de encerrar um tabu, o triunfo conquistado em Salvador alivia a pressão do Vitória na briga para se afastar da zona de rebaixamento. O Rubro-Negro alcançou 14 pontos, quatro a mais que o primeiro time da área de degola, e ocupa a 12ª colocação da tabela de classificação. O próximo compromisso do time baiano será contra o São Paulo, no Morumbi.
No Grêmio, fica a impressão de que Luiz Felipe Scolari terá bastante trabalho para recolocar o time na briga por uma vaga no G-4. De volta ao clube gaúcho após 18 anos, Felipão precisará dar unidade a um time que tem nomes de peso, mas ainda não consegue atender às expectativas. Na próxima rodada do Brasileiro, o Grêmio tem o clássico contra o Internacional, partida que marcará a reestreia do técnico no Tricolor.
Festival de passes errados e gol do Pirata
Passes errados em excesso e muita marcação. O início do duelo entre Vitória e Grêmio era uma promessa de partida com poucas emoções. Com dez minutos de jogo, somente o uruguaio Luis Aguiar, estreante da noite, tinha levado perigo com um chute de fora da área defendido por Marcelo Grohe. Era preciso um pouco mais de ousadia, uma pitada de criatividade da qual Dudu se encarregou. O meia tirou a bola dos pés de Riveros e lançou para Barcos dominar meio no ombro, meio no braço e inaugurar o placar. 
Armado para jogar no contra-ataque, o Vitória precisou se lançar contra a defesa do Grêmio para tentar o empate. Faltava ao time baiano, no entanto, vocação ofensiva para romper a barreira tricolor. E cada vez que um atleta do time gaúcho roubava a bola, escancarava a fragilidade do Leão. O Rubro-Negro tinha um buraco no meio de campo. E como um pouco mais de precisão, o Grêmio poderia ter deixado o primeiro tempo com uma vantagem bem maior do que apenas um gol.
Vitória vai ao ataque e vira o jogo
Em desvantagem no placar, o Vitória precisava atacar. Em busca do empate, Jorginho decidiu abrir mão de um dos três volantes da equipe. Na volta para o segundo tempo, o treinador colocou o atacante William Henrique no lugar de Richarlyson. A alteração fez efeito e o time baiano passou a frequentar mais o campo de ataque. Em cruzamento, Caio acertou a trave de Grohe. Apenas um ensaio do que estava por vir. Pouco tempo depois, o atacante recebeu cruzamento de Euller, se apoiou nas costas de Geromel e cabeceou para empatar o jogo. O gol pareceu acordar o Grêmio. 
O time gaúcho passou a atacar mais. No entanto, em lance polêmico, o Vitória conseguiu virar a partida. Em bola levantada na área, Dinei aproveitou o contato de Edinho e caiu. Sandro Meira Ricci marcou pênalti. Cobrador oficial, Ayrton se aproximou para bater a penalidade. Caio, no entanto, pediu para chutar. O atacante mandou no canto esquerdo, mas Grohe defendeu. No rebote, o próprio Caio tratou de balançar as redes. O Grêmio ainda tentou o empate, mas Wilson impediu que o Tricolor deixasse Salvador com uma boa impressão para Felipão.

terça-feira, 29 de julho de 2014

Vitória vence a segunda e complica o Criciúma


O Vitória desembarcou em Criciúma tendo vencido apenas uma partida no Campeonato Brasileiro da Série A, diante do Fluminense, quando ainda era dirigido por Ney Franco. Porém, neste sábado, sob o comando de Jorginho, o Leão da Barra surpreendeu e derrotou o clube da casa, pelo placar de 3 a 1. Os gols do triunfo foram anotados por Ayrton, cobrando falta, e Caio, duas vezes. Serginho descontou para o Tricolor.

Com o resultado, o Rubro-negro chega aos 11 pontos e deixa, provisoriamente, a zona de rebaixamento, ocupando a 16ª posição. Curiosamente, deixando o rival Bahia na degola. Por sua vez, a equipe carvoeira segue com a mesma soma, aparecendo no 14º posto.

A equipe de Salvador volta a campo no próximo sábado, às 21 horas (de Brasília), diante do Grêmio, no Barradão. Já o Tigre visita o São Paulo, no mesmo dia, mas às 18h30, no Morumbi.

O jogo
Para conter o criativo meio-campo do Criciúma, formado por Paulo Baier e Rafael Costa, o Vitória apostou no esquema com três volantes, escalando Adriano, Richarlyson e Marcelo. A iniciativa deu certo e fez com que as poucas chances criadas pelo Tigre fossem nas laterais, com Eduardo e Bruno Cortez.

Dominando o meio-campo, o Leão da Barra inaugurou o marcador aos 18 minutos. Em jogada bem trabalhada, o lateral-esquerdo Euller invadiu a área em velocidade e cruzou na referência, procurando Dinei. O centroavante rubro-negro dominou entre os zagueiros e teve calma para encontrar Caio, que balançou a rede sem muito trabalho.

Com 26 jogados, o ‘garçom’ Euller evitou o empate mandante, ao interceptar providencialmente um cruzamento de Silvinho para Danilo Alves. Três minutos mais tarde, o clube da casa criou uma impressionante sequência de chances. Após bela triangulação com Danilo Alves, Serginho invadiu a área e cruzou na referência. Bem posicionado, Paulo Baier finalizou firme, mas parou em boa defesa de Wilson. Na sequência, o goleiro visitante voltou a trabalhar, em chute de Silvinho.

Porém, em menos de dois minutos, o Criciúma sofreu quatro cartões – sendo um deles, o vermelho. Primeiramente, foram advertidos com o amarelo os volantes João Vítor e Serginho, que, suspensos, não medem forças com o São Paulo. Na sequência, o argentino Escudero acabou expulso. Mesmo após sofrer a primeira tarjeta, o zagueiro continuou a protestar com veemência e foi excluído pelo árbitro carioca Marcelo de Lima Henrique.

Após a perda, o técnico Wagner Lopes sacou o estreante centroavante Danilo Alves, que entrou no lugar do lesionado Michael, e promoveu a entrada do zagueiro Ronaldo Alves, para recompor seu setor defensivo. Com um homem a menos, o Tigre se lançou ao ataque e criou boas chances. Aos 15 minutos, Paulo Baier partiu com liberdade pela intermediária e serviu Silvinho, no setor direito. O atacante invadiu a área, mas demorou para finalizar e, quando chutou, carimbou a marcação, revoltando os torcedores carvoeiros.

Aos 20 minutos, o camisa 10 Marcinho criou a primeira boa chance da etapa final para o Vitória, finalizando da intermediária e exigindo defesa providencial de Luiz, que voou no ângulo direito. Porém, no escanteio, veio o segundo tento. Em cobrança efetuada por Richarlyson, Caio aproveitou um desvio na primeira trave para concluir firme, no canto esquerdo.

Quando o resultado já parecia encaminhado, o Leão da Barra encontrou o terceiro gol, contando com uma ajuda carvoeira. Aos 39 minutos, em cobrança de falta à média distância, Ayrton finalizou firme, no canto direito, e contou com a falha de Luiz para ampliar. Com 44 jogados, veio o tento de honra mandante: Lucca cobrou escanteio na esquerda e viu Serginho, com liberdade, testar forte para vencer Wilson.

CRICIÚMA 1X3 VITÓRIA

CRICIÚMA
Luiz; Eduardo, Fábio Ferreira, Escudero e Bruno Cortez; Serginho, João Vítor, Paulo Baier (Lucca) e Rafael Costa; Silvinho e Michael (Danilo Alves, depois Ronaldo Alves)
Técnico: Wagner Lopes

VITÓRIA
Wilson; Ayrton, Alemão, Kadu e Euller; Adriano, Richarlyson (William Henrique) e Marcelo (Luiz Gustavo); Marcinho; Caio (Willie) e Dinei
Técnico: Jorginho

Gols: Caio (aos 18’ do 1T e aos 21' do 2T), Ayrton (aos 38' do 2T) e Serginho (aos 44 do 2T)
Local: Estádio Heriberto Hulse, em Criciúma-SC
Data: 26 de julho de 2014, sábado
Árbitro: Marcelo de Lima Henrique (Fifa-RJ)
Assistentes: Luiz Cláudio Regazone (Asp. Fifa-RJ) e Gilberto Stina Pereira-RJ
Cartões amarelos: Escudero, João Vítor e Serginho (Criciúma-SC); Adriano, Luiz Gustavo e Wilson (Vitória-BA)
Cartão vermelho: Escudero (Criciúma-SC)

quarta-feira, 23 de julho de 2014

Corinthians empata com Vitória e deixa Cruzeiro disparar

O Vitória recebeu o Corinthians no Barradão neste domingo e ficou em um empate por 0 a 0, que refletiu exatamente o que foi a sonolenta partida. As duas equipes pouco criaram ao longo dos 90 minutos e protagonizaram um futebol pouco atrativo durante a maior parte, em partida válida pela 11ª rodada do Campeonato Brasileiro.
Os mandantes até mostraram algo a mais e tiveram um gol de Léo Costa corretamente anulado por impedimento de Alemão, que participou do lance. O time rubro-negro ainda acertou a trave em duas oportunidades. Uma delas não valeu, já que havia impedimento na jogada. No fim do jogo, os paulistas responderam e exigiram duas boas defesas de Wilson, mas era tarde para imepdir a igualdade.
Com o resultado, o Corinthians chega a 20 pontos, fica na segunda posição e vê o líder Cruzeiro, que superou o Palmeiras neste domingo, somar 25 pontos e abrir uma diferença ainda maior na tabela. Já o Vitória, com oito pontos, até sobe para o 17º lugar, mas segue na zona de rebaixamento.
Além de permanecer nas últimas colocações da classificação, a equipe baiana ainda viu seu jejum de vitórias ampliar. São oito jogos sem saber o que é vencer, sendo quatro derrotas e quatro empates. O último triunfo veio em 3 de maio, contra o Fluminense, por 2 a 1, fora de casa.
Pela próxima rodada do Campeonato Brasileiro, o Vitória irá ao Heriberto Hulse encarar o Criciúma, no sábado, às 18h30 (de Brasília). Um dia depois, o Corinthians fará clássico contra o Palmeiras na Arena Corinthians, às 16h. Antes, na quarta-feira, a equipe alvinegra receberá o Bahia, pela 3ª fase da Copa do Brasil, às 22h.
O jogo - Quando pisou no gramado do Barradão, o técnico Mano Menezes já se adiantou para alertar que o Corinthians não poderia encarar a partida contra o Vitória como uma extensão do jogo com o Internacional. "Não podemos nos acomodar", disse. Seus jogadores, no entanto, não mudaram tanto o estilo desinteressado do segundo tempo da rodada passada na primeira etapa em Salvador.
Mesmo entusiasmado pelo bom reinício de Campeonato Brasileiro, o Corinthians encontrou dificuldades de criação diante do Vitória. O time da casa marcou sob pressão desde os minutos iniciais de jogo, sem economizar nos carrinhos, o que irritou o centroavante Paolo Guerrero.
Do outro lado, o Corinthians também não se intimidou para conter o ímpeto adversário com jogadas mais ríspidas. Uma delas fez o lateral esquerdo Fábio Santos se machucar logo no primeiro minuto. Ele ainda mancou durante um tempo, porém conseguiu permanecer em campo.
Fagner era bem mais acionado do que Fábio Santos. Empolgado com o gol que marcou sobre o Inter, o lateral buscou bastante o jogo pela direita, alternando tabelas com Jadson e Guerrero. Dentro da área, Luciano se mostrou pouco eficaz para completar as jogadas, na maioria das vezes interceptadas pela zaga do Vitória.
Como resposta, a equipe rubro-negra apostou em alguns lançamentos longos. E ficou constantemente em posição de impedimento, o que deixou ainda mais parado e monótono os 45 minutos iniciais de partida.
Para tentar dar maior mobilidade ao Vitória nos 45 finais, o técnico Jorginho trocou Richarlyson por Cáceres. Mano Menezes retornou a campo conversando com Renato Augusto, mas decidiu esperar um pouco mais para fazer alguma alteração. Afinal, dizia-se satisfeito com a posse de bola do Corinthians até então.
Como ter volume de jogo continuou a não significar oportunidades de gol, Mano trocou Petros por Renato Augusto aos dez minutos. E levou um susto pouco depois, quando Caio (em posição de impedimento) cabeceou a bola na trave. Em consequência ou não, voltou a mexer em seguida, com Romarinho na vaga de Luciano. O Vitória foi de Josa no lugar de Adriano.
As mudanças não se refletiram no panorama da partida, ainda sem graça. Dinei deu um dos raros chutes a gol aos 18 minutos e enfim obrigou Cássio a trabalhar. Wilson, por sua vez, sujava ainda menos o uniforme. O Corinthians até ganhou velocidade com Romarinho, mas insistia nas ligações diretas para o ataque e quase não incomodava o goleiro do Vitória.
Nos minutos finais, as duas equipes usaram as suas últimas forças em busca do resultado positivo. Quem mais chegou perto do gol foi o paraguaio Romero, substituto de Jadson, que deu uma boa cabeçada em cobrança de falta e parou em bela defesa de Wilson. No último lance do jogo, Guerrero ainda exigiu outra bela intervenção do arqueiro após cabeceio em levantamento de Renato Augusto.
FICHA TÉCNICA
VITÓRIA 0 X 0 CORINTHIANS
Local: Estádio Barradão, em Salvador (BA)
Data: 20 de julho de 2014, domingo
Horário: 16 horas (de Brasília)
Árbitro: Heber Roberto Lopes (SC)
Assistentes: Kleber Lucio Gil e Carlos Berkenbrock (ambos de SC)
Cartões amarelos: José Welison (Vitória); Jadson (Corinthians)
VITÓRIA: Wilson; Ayrton, Kadu, Alemão e Euller; Adriano (Josa), José Welison, Richarlyson (Cáceres) e Léo Costa (William Henrique); Caio e Dinei
Técnico: Jorginho
CORINTHIANS: Cássio; Fagner, Cleber, Gil e Fábio Santos; Ralf, Elias, Petros (Renato Augusto) e Jadson (Romero); Luciano (Romarinho) e Guerrero
Técnico: Mano Menezes

Com gol contra de Alemão, Cruzeiro vence Vitória e segue líder do BR-14

Cruzeiro x Vitória (Foto: Gil Leonardi/LANCE!Press)
Palco da maior goleada da Copa do Mundo 2014, a vitória da Alemanha por 7 a 1 diante do Brasil, o Mineirão voltou a receber uma partida com muitos gols. O triunfo do Cruzeiro sobre o Vitória, por 3 a 1, pela 10ª rodada do Campeonato Brasileiro, contou inclusive com o gol contra de um Alemão, zagueiro do Rubro-Negro que ostenta um sobrenome austríaco – Berger.

A vitória do time comandado por Marcelo Oliveira o mantém na primeira colocação do torneio, com 22 pontos conquistados. Já a equipe de Salvador segue na zona de rebaixamento – 19ª posição, com sete pontos.

A etapa inicial do confronto foi totalmente sem brilho. As chances inexistentes refletiram no placar: 0 a 0. Cada equipe contou com uma oportunidade. O atual campeão nacional teve a sua melhor ocasião em uma finalização de Lucas Silva que parou na cabeça de Ayrton. O Leão, por sua vez, criou em finalização de longa distância do meio-campista José Welison.
Os contornos da partida foram desenhados no tempo complementar. No estádio acostumado a dar alegrias a alemães, o zagueiro Alemão foi infeliz ao tentar cortar cruzamento de Éverton Ribeiro e estufou a meta de Wilson.

O efeito do gol foi semelhante ao da partida entre Brasil e Alemanha. O time que abriu o placar, responsável por dominar as ações, criou ainda mais oportunidades e, em cinco minutos, marcou mais dois gols.

Ricardo Goulart, artilheiro da Raposa na temporada, recebeu cruzamento de Egídio e, de cabeça, empurrou a bola para o fundo da rede. O terceiro gol cruzeirense saiu em finalização de Éverton Ribeiro. O craque recebeu na entrada da área e acertou uma pancada no canto esquerdo de Wilson.

Mero espectador no tempo final, o Vitória ainda deixou a sua marca. Ayrton acertou 
cobrança de falta e garantiu o gol de honra para a equipe comandada por Jorginho.

FICHA TÉCNICA

CRUZEIRO 3 X 1 VITÓRIA
Local: Mineirão, em Belo Horizonte (MG)
Data-hora: 17/7/2014 – às 21h
Árbitro: Péricles Bassols Pegado Cortez (Fifa-RJ)
Auxiliares: Rodrigo F. Henrique Corrêa (RJ) e Eduardo de Souza Couto (RJ)
Público presente: 25.810 pessoas
Cartão amarelo: Richarlyson, Alemão, José Welison (VIT)
Gols: Alemão, contra – 17’/2ºT (1-0); Ricardo Goulart – 25’/2ºT (2-0); Éverton Ribeiro – 30’/2ºT (3-0); Ayrton – 46’/2ºT (3-1)
CRUZEIRO: Fábio; Ceará, Léo, Manoel e Egídio; Henrique, Lucas Silva, Éverton Ribeiro (Tinga – 39’/2ºT) e Ricardo Goulart; Marquinhos (Dagoberto – 9’/2ºT) e Marcelo Moreno (Júlio Baptista – 32’/2ºT). Técnico: Marcelo Oliveira.
VITÓRIA: Wilson; Ayrton, Kadu, Alemão e Danilo Tarracha; Adriano, Josa, Richarlyson (Vander – 18’/2ºT) e José Welison; Caio (Willie – 27’/2ºT) e Dinei. Técnico: Jorginho.

quarta-feira, 11 de junho de 2014

Volante Adriano realiza exames médicos para assinar com o Vitória

Adriano; Vitória (Foto: Divulgação/EC Vitória)
O Vitória deve anunciar oficialmente em breve a contratação de um reforço para o Campeonato Brasileiro. O volante Adriano realizou a primeira parte dos exames médicos na Toca do Leão, viajou para o Rio Grande do Sul e retorna a Salvador na sexta-feira, quando deve assinar contrato com o clube até o fim da temporada. O jogador de 27 anos é a primeira contratação desde que o técnico Jorginho chegou ao Rubro-Negro.   
Adriano passou pela avaliação de Wilson Vasconcelos, pelo fisioterapeura Clício Alves, pelo fisiologista Valter Abrantes e realizou teste de esforço com o dr. Carlos Martan. Na terça-feira, o jogador deve fazer um teste na máquina isocinética.   
O volante começou a carreira nas categorias de base do Santos e estreou pelo profissional em 2006. Três anos depois, foi emprestado ao São Caetano e retornou ao Peixe em 2010, quando foi campeão paulista e da Libertadores. No ano passado, Adriano defendeu o Grêmio. No início deste ano, ele chegou a ser anunciado pelo Coritiba, mas a transferência não foi concretizada.

"Pequenos detalhes" separam Marcos Junior do Vitória, diz vice-presidente

Marcos Júnior e Edson Treino Fluminense (Foto: Bruno Haddad/Fluminense F.C.)
A diretoria do Vitória continua trabalhando para reforçar o elenco para a sequência do Campeonato Brasileiro. E o próximo reforço está muito perto de desembarcar na Toca do Leão. Trata-se do atacante Marcos Junior, que pertence ao Fluminense. De acordo com Epifânio Carneiro, vice-presidente rubro-negro, ‘pequenos detalhes’ separam o anúncio oficial, que deve ser feito nos próximos dias.
- Faltam pequenos detalhes com o procurador. Até amanhã deverá estar tudo acertado. Já há uma acordo entre os clubes – afirmou Carneiro em entrevista à Rádio Brasil, do Rio de Janeiro.
A contratação de Marcos Junior visa suprir a carência deixada no elenco desde a saída de Marquinhos, atacante de velocidade que atua pelos lados do campo – Marquinhos assinou contrato com o Cruzeiro. Inicialmente, o empréstimo seria até o final deste ano, mas com possibilidade de compra ao término do vínculo, como explica o dirigente do Leão.
- Empréstimo até o fim do ano com possibilidade de compra posteriormente. Tudo pode acontecer – diz.
Além de Marcos Junior, o Vitória ainda tenta a contratação de outro atleta do Fluminense: Martinuccio, meia argentino que retornou às Laranjeiras após um período no Cruzeiro. No entanto, o alto salário do atleta é um empecilho à negociação.