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domingo, 30 de novembro de 2014

FIGUEIRA MARCA NO FIM, SE AFASTA DA ZONA DE RISCO E TIRA O TIMÃO DO G-4

Marcos Pedroso e Guerrero Corinthians x Figueirense (Foto: Getty Images)
Um jogo arrastado, com muitos erros de passe, pouca criatividade, que se encaminhava para um 0 a 0 justo. Até que, num lampejo, o Figueirense, com Marcão, se aproveitou de falha da defesa do Corinthians, já aos 38 do segundo tempo, para marcar o único gol e quebrar a monotonia da partida. Um gol importante para os catarinenses, que sobem para a 12ª colocação, com 29 pontos, abrindo seis da zona de rebaixamento. Já o Timão, com 40, sai do G-4. Tem a mesma pontuação do Grêmio, que leva vantagem no número de vitórias (11 a 10) e fecha o grupo que garante vaga na Libertadores. Pode ser ultrapassado também pelo Atlético-MG, que joga nesta quinta contra o Santos. Desde a oitava rodada a equipe do Parque São Jorge não saía do grupo de elite.
O Figueirense volta a campo no próximo domingo, quando recebe o Palmeiras, às 18h30, no Orlando Scarpelli. Já o Corinthians, também no domingo, mas às 16h, enfrenta o Atlético-PR, na Arena da Baixada, em Curitiba.
O jogo
O Corinthians tomou a iniciativa da partida. Teve a bola, acertou passes, abriu a defesa do Figueirense, com Danilo comandando as ações no meio. Faltou ao Alvinegro, porém, chutar a gol. Malcom, bem marcado, não conseguiu se mexer em campo. Guerrero, isolado, mal pegou na bola. O Figueira, por sua vez, foi mais incisivo. Jogando com objetividade, sabia o que fazer com a bola. Tanto que criou as melhores oportunidades da primeira etapa. Sob o comando Giovanni Augusto, o time da casa obrigou Cássio a salvar o Timão com duas defesas em sequência, em chutes de Pablo e Marco Antônio. Os catarinenses ainda reclamaram de uma bola na mão de Danilo dentro da área, mas a arbitragem mandou o lance seguir.
O segundo tempo foi amarrado, com os dois times errando passes demais - foram 74 na partida (39 dos mandantes e 35 dos visitantes). Sem um pingo de criatividade, com jogadas equivocadas, as equipes torturaram quem assistia à partida. Apenas o rápido Clayton, atacante do Figueirense, se dispôs a fazer alguma coisa: partiu para cima de Anderson Martins em alguns lances, que, no entanto, não deram em nada.
De repente, os jogadores acordaram. Aos 38, Luciano, que entrou na vaga de Malcom, achou Guerrero livre pela esquerda. O peruano mandou uma bomba de pé direito, que explodiu no travessão. Era a primeira vez que o Timão chegava na etapa final. A resposta do Figueira foi imediata. No mesmo minuto, em cobrança de escanteio da esquerda, Gil não subiu, Cássio não cortou, e Marcão cabeceou firme para marcar o único gol da partida.

terça-feira, 23 de setembro de 2014

LUCAS LIMA BRILHA, E SANTOS VENCE O FIGUEIRENSE NA VILA BELMIRO

Robinho e Leandro Damião gol Santos (Foto: Delamonica / Ag. Estado)
O Santos tem um ataque badalado, que conta com nomes como Robinho, Leandro Damião e Gabriel. Mas, neste domingo, quem brilhou foi o responsável por armar as jogadas para eles: Lucas Lima. O meia fez um golaço e deus duas assistências na vitória por 3 a 1 sobre o Figueirense, na Vila Belmiro. Damião e Robinho completaram o marcador, enquanto Giovanni Augusto descontou para os visitantes, em mais um pênalti de bola na mão. Com o resultado, o Peixe chegou aos 33 pontos, a sete do G-4, na 9ª posição no Campeonato Brasileiro. Já o Figueira segue com 26, em 13º, a três pontos do Z-4.
Mas, se serve como consolo, a atuação dos catarinenses é para dar esperança de que o time pode se distanciar da luta contra o rebaixamento. Mesmo como visitante, o Figueirense dominou boa parte do confronto, jogou ofensivamente e não teve melhor sorte por conta das chances desperdiçadas. O Peixe fez a parte dele. Não brilhou, mas foi efetivo e soube fazer os gols.
Na próxima rodada, o Santos enfrenta o Atlético-MG, quinta-feira, às 20h30, no Independência. Já o Figueira recebe o Corinthians, na quarta, às 22h, no Orlando Scarpelli.
O jogo
Em 25 minutos, 10 finalizações do Figueirense, contra quatro do Santos. Esse número mostra bem o que foi o primeiro tempo do jogo. Os catarinenses pareciam estar em casa. Trocavam passes como queriam, chegavam com perigo, chutavam, driblavam... Teve bola na trave, pênalti dicutível não marcado - mais uma vez a bola na mão... Apático, o Peixe foi totalmente dominado. Os três atacantes não significaram poder ofensivo, pelo contrário.
O que o time santista teve de bom foi a efetividade. Pouco chegou, mas, quando o fez, marcou: com Leandro Damião, de cabeça, após cruzamento de Lucas Lima, aos 40. Mas o gol não mudou a partida. O Figueira seguiu em cima e chegou ao empate aos 48, em pênalti (outra bola na mão) cobrado por Giovanni Augusto. Justiça pelo que a equipe jogou na etapa inicial.
O segundo tempo não teve nada de muito diferente do que foi o primeiro. Mais uma vez quem estava na Vila viu o Figueirense tocar bem a bola e ser melhor que o Santos em quase toda a etapa. Mas também viu a eficiência do Peixe, que chegou ao segundo gol em lindo chute de fora da área de Robinho, aos 11 minutos, após boa jogada de Lucas Lima.
A vantagem não fez o time paulista se impôr em campo. Pelo contrário. O Figueira seguiu bem no confronto e desperdiçou ótimas chances. Everaldo até perdeu gol na cara de Aranha. Pouco depois, aos 43, Lucas Lima mostrou como se faz, com toque por cima de Tiago Volpi, fechando o placar.  E garantindo mais três pontos para o Santos, apesar da atuação apagada. O sonho de encostar no G-4 segue vivo.

sábado, 20 de setembro de 2014

FIGUEIRA E TIGRE EMPATAM EM NOITE DE ERROS E HERÓIS ÀS AVESSAS EM FLORIPA

Fabio Ferreira, Figueirense X Criciúma  (Foto: Getty Images)
Dois nomes saíram do banco de reservas para entrar e alterar os rumos do encontro entre Figueirense e Criciúma, na noite desta quarta-feira, pela 22ª rodada do Campeonato Brasileiro. Não para o bem, mas para o mal e para o empate por 1 a 1. William Cordeiro e Paulo Baier foram os heróis às avessas no Orlando Scarpelli. As mudanças deram outro panorama para o jogo, mas não na tabela para alvinegros e tricolores.
O Criciúma tinha o jogo nas mãos, o controle e a vantagem no placar, com o gol de Silvinho, ainda na primeira etapa principalmente por conta do buraco no lado esquerdo da defesa do Figueirense, com a saída de Cereceda e a entrada de William Cordeiro, improvisado. Contudo, no segundo tempo, Dal Pozzo colocou Paulo Baier e sacou Silvinho, que era o escape da velocidade do Tigre, e atraiu o Figueira. Dentro da área e na pressão, o empate alvinegro acabou acontecendo, com a cabeçada de Thiago Heleno.
Um empate, diante das circunstâncias, valioso para o Figueira. Para o Tigre, que chegou a deixar momentaneamente o Z-4, não, porque, após a vitória do Coritiba sobre o São Paulo por 3 a 1, o time voltou a ficar na zona de rebaixamento. Na próxima rodada, o Figueirense viaja até São Paulo para encarar o Santos, na Vila Belmiro, no domingo, às 18h30. Um dia antes, no sábado, o Criciúma recebe o Botafogo, no Heriberto Hülse, às 21h.
O jogo

O duelo regional teve o seu começo disputado a cada palmo do gramado. Talvez até demais. O excesso fez da primeira etapa um festival de faltas - vinte e duas ao todo. Mais organizado, o Criciúma manteve a bola no seu pé - 54% da posse - e conduziu o ritmo da partida, principalmente nos pés de Cleber Santana e João Vitor. Quis o destino que Roberto Cereceda se lesionasse e William Cordeiro tivesse que atuar novamente improvisado pelo lado esquerdo. Uma improvisação que custaria caro ao Figueira em dois momentos cruciais: na penalidade que ele cometeria e Zé Carlos desperdiçaria, aos 30 minutos, e no gol do Tigre marcado por Silvinho, que avançou nas suas costas para empurrar para as redes. Melhor, o Criciúma foi para o intervalo com uma vantagem justa no placar.
Na volta do intervalo, uma mudança de cada lado: Pablo, pelo Figueira, e Paulo Baier, pelo lado do Tigre, no lugar de Silvinho, que era quem dava velocidade. A entrada do ídolo tricolor não fez bem ao time, um preço caro pago por Gilmar Dal Pozzo. Com mais pressa e ofensividade dos donos da casa, o lado tricolor perdeu o controle do jogo. No abafa, os donos da casa passariam a assustar e empatariam num lance de bola aérea. Thiago Heleno, aos 17 minutos, botou na rede após cobrança de escanteio.  Na pressão, o Figueirense buscou o gol da virada a todo custo, mas o empate parecia satisfatório para o Tigre, que praticamente não assustou mais Tiago Volpi. O 1 a 1 ficou de bom tamanho para os excessos de erros e poucos acertos das duas equipes que seguem na luta contra o rebaixamento.

    KIEZA MARCA DOIS, E BAHIA INTERROMPE SEQUÊNCIA INVICTA DO FIGUEIRENSE

    Bahia x Figueirense - comemoração de gol (Foto: Repodução)
    Era um estádio muito engraçado. Quase não tinha gramado, quase não tinha nada. Foi no Joia da Princesa, em Feira de Santana, que o Bahia bateu o Figueirense por 3 a 0 pela 21ª rodada do Campeonato Brasileiro. O estádio, que foi palco de superlotação no jogo contra o Santos, pela 8ª rodada, levou à punição do Tricolor baiano com um jogo de portões fechados e outro longe de Salvador. Por ironia, o castigo foi cumprido exatamente no seu local de origem, que voltou a receber um duelo de Série A na tarde deste domingo.
    Habituadas à qualidade das grandes arenas da Copa, as equipes penaram para fazer a bola rolar em um campo em péssimas condições, e a torcida ajudou a piorar o espetáculo no interior baiano. Em campo, um triunfo importante para o mandante, que interrompeu uma sequência de oito jogos de invencibilidade do Figueira, com direito a golaço de Kieza: o atacante balançou a rede adversária duas vezes ainda no primeiro tempo, e Maxi completou o placar no finalzinho. Na arquibancada, novo episódio lamentável de violência entre torcidas e prisão de oito pessoas. No início da partida, torcedores do Bahia arrancaram uma faixa da torcida adversária, pulando com facilidade o alambrado que separava os grupos. A Polícia Militar agiu com rapidez.
    Com o resultado, o Bahia alcançou 20 pontos e estacionou na 18ª posição, ainda na zona de rebaixamento, mas em local mais confortável que a lanterna ocupada antes de a bola rolar. O Figueirense fica na 12ª colocação, com 25 pontos. Na próxima rodada, o Tricolor enfrenta o Botafogo no Maracanã, enquanto o Figueira recebe o Criciúma, no Orlando Scarpelli.
    Com o gramado em péssimas condições, prevaleceu quem soube aproveitar as oportunidades criadas. Apesar do baixo nível técnico do duelo, o Tricolor baiano conseguiu superar o adversário no primeiro tempo, com dois gols de Kieza. O primeiro deles, aos 17 minutos, surgiu a partir da uma falha da zaga catarinense, que deixou o atacante livre na pequena área para mandar para o gol. O segundo, seis minutos depois, foi uma pintura: Kieza recebeu na área e bateu milimetricamente rumo à meta de Volpi. Uma bola com curva que morreu no fundo da rede, depois de quase raspar pela segunda trave. Apesar da desvantagem, o Figueira não esmoreceu e procurou o empate. As melhores chances foram de Giovanni Augusto, que mandou um chute pela linha de fundo e outro para defesa de Marcelo Lomba.
    Na segunda etapa, o Figueirense voltou disposto a superar as dificuldades do gramado e partir para o ataque. No entanto, o Bahia, com postura defensiva, fez a sua parte para frustrar o ímpeto inicial do adversário. A partir dos 10 minutos, o desenrolar do jogo não foi dos melhores para a audiência, que assistiu a diversos erros de passe e poucas chances criadas. Giovanni Augusto e Pablo ameaçaram pelo lado catarinense, com bela defesa de Lomba após um chute do atacante com endereço certo. Uelliton assustou Volpi em uma bela cabeçada. O Bahia teve desempenho levemente superior ao adversário e ainda ampliou aos 39, com gol de Maxi Biancucchi, que não marcava desde a 3ª rodada. Henrique ainda poderia ter feito o quarto, se não estivesse impedido quando mandou a bola para o fundo da rede.

    sábado, 13 de setembro de 2014

    COM EMOÇÃO ATÉ O FIM, FIGUEIRENSE E FLUMINENSE EMPATAM EM FLORIPA

    Bruno, Fluminense x Figueirense (Foto: Marco Dutra / Photocâmera)
    Figueirense e Fluminense, no total, entraram com 15 desfalques em campo. Cada time teve um atleta expulso no segundo tempo. As equipes, juntas, erraram mais de 60 passes. Com tantas coincidências, o resultado nesta quarta-feira, em Florianópolis, pela 20ª rodada do Campeonato Brasileiro – a primeira do returno – não poderia ter sido diferente. Empate em 1 a 1. Everaldo, pelos Catarinenses, e Cícero, para os cariocas, marcaram. A igualdade agora faz parte de um retrospecto nada agradável para os anfitriões desta noite: são nove anos sem vencer o Tricolor, com oito derrotas e cinco empates neste período. O último triunfo foi o 1 a 0 em casa pelo Brasileirão de 2006.
    Cada time pode até deixar o gramado do Orlando Scarpelli lamentando. O Figueira por ter saído na frente no primeiro tempo e cedido o empate no fim. O Flu por ter atuado boa parte do segundo tempo com um a mais, mas conseguindo balançar as redes somente quando houve igualdade numérica. Leandro Silva e Bruno foram expulsos.
    Como resultado, os catarinenses têm motivo para comemorar. Depois de passar boa parte do primeiro turno na zona do rebaixamento – foram seis rodadas na lanterna –, o Alvinegro respira. A igualdade o deixa com 25 pontos, na zona intermediária da competição. O Tricolor, no entanto, perde a quinta posição para o Grêmio e é o sexto, com 32 pontos. O time ainda pode ser ultrapassado por outros rivais até o fim da rodada.
    Os dois times voltam a jogar no próximo fim de semana. No sábado, às 18h30, o Fluminense recebe o Palmeiras, no Maracanã. No dia seguinte, o Figueirense vai até Salvador enfrentar o Bahia, às 16h, no estádio Joia da Princesa, em Feira de Santana.
    Improvisos, expulsões e emoção
    Os muitos desfalques obrigaram os treinadores a improvisarem em seus times. Como reflexo, o resultado foi um primeiro tempo fraco tecnicamente, com 40 erros de passes – 20 para cada lado. Cada equipe teve uma grande oportunidade para marcar. Mais competentes, os donos da casa foram para o intervalo em vantagem. Aos 38, Everaldo apareceu livre na área tricolor e chutou rasteiro, por entre as pernas de Elivélton e Diego Cavalieri. Cinco minutos depois, Conca teve a chance de empatar. Porém, com o goleiro Luan Polli batido, mandou no travessão.
    As improvisações deram o tom da segunda etapa. O Flu voltou com Biro Biro na vaga de Elivélton. Com isso, o volante Diguinho foi para a zaga tricolor. O Figueira perdeu Leandro Silva expulso aos sete minutos. Os visitantes, então, controlaram o jogo. O time carioca terminou a partida com 64% de posse de bola, contra 36% dos mandantes. Cícero, que atuava como centroavante no lugar de Fred, poupado, acertou a trave aos 14. 
    A vantagem numérica carioca terminou aos 25, quando Bruno recebeu o vermelho. No entanto, os mandantes abdicaram do ataque. A pressão do Fluminense foi premiada aos 38. Kenedy chutou, a bola desviou na zaga e bateu no travessão. Cícero, de cabeça, aproveitou a sobra e mandou para o fundo da rede. O jogo então ficou aberto. Marco Antônio perdeu chance clara para o Figueira, em chute cruzado que saiu por pouco. O Flu não se acanhou e partiu para cima, abrindo espaço para contragolpes. Mas não houve tempo para mais gols.

    INTER ABRE 2 A 0, MAS FIGUEIRA VENCE DE VIRADA E "AJUDA" O LÍDER CRUZEIRO

    Everaldo comemora gol do Figueirense contra o Internacional (Foto: Luciano Leon / Agência estado)
    Cria da base do Inter, o ex-zagueirão Argel Fucks mostrou que ainda conhece os atalhos do Beira-Rio, mesmo que o estádio esteja remodelado e agora ele tenha outra função. O treinador viu o seu Figueirense virar uma partida em que era dominado pelo Inter no primeiro tempo. Com dois gols em dois minutos na etapa final, o time catarinense venceu por 3 a 2, ampliou sua série invicta para sete partidas e aumentou a pressão sobre Abel Braga. O Colorado vem de duas eliminações, na Copa do Brasil e na Sul-Americana, e ainda perdeu a chance de encostar no Cruzeiro nesta 19ª rodada, no encerramento do turno do Brasileirão.
    Quando D’Alessandro e Paulão fizeram o 2 a 0 no primeiro tempo, o Inter começou a acreditar numa reação no campeonato. Ficaria a seis pontos do líder, que só empatara com o Fluminense mais cedo e acabou beneficiado, uma vez que está a sete pontos do novo vice-líder, o São Paulo. Mas Everaldo, Marco Antônio e Giovanni Augusto marcaram na etapa final, o que fez os mandantes ficarem em terceiro, com 34 pontos. Já o Figueirense saltou para 12º com 24 pontos, afastando-se de vez do Z-4.

    O embalo poderá ser mantido na quarta-feira, quando o time de Argel recebe o Fluminense, no Orlando Scarpelli - e com desfalques certos. O atacante Marcão deslocou dedos da mão direita e precisou sair no intervalo. Cereceda foi expulso no fim. Já o Inter não terá Alex para visitar o Vitória no Barradão, também na quarta, e tentar a recuperação. O meia levou o terceiro cartão amarelo.

    Inter abre 2 a 0, mas Figueira reage
    Parece que o tropeço do Cruzeiro, que vencia o Fluminense até os minutos finais do Maracanã e permitiu o 3 a 3, injetou ânimo extra ao Inter. Os primeiros movimentos foram de extrema intensidade. Conseguiu manter a posse de bola quase sempre próxima dos 70%. O prêmio chegou logo depois. O goleiro Tiago Volpi se atrapalhou com o lateral Leandro Silva, soltou a bola e agarrou Fabrício. Marcelo Aparecido de Souza contou com a ajuda do assistente para anotar o pênalti. D’Alessandro converteu aos 15. A pressão seguiu intensa, até Paulão, aos 36, emendar rebote de canhota e fazer um golaço da entrada da área.

    A partir daí, o Inter relaxou. O Figueirense cresceu e conseguiu acertar a trave, em cobrança de falta de Marco Antônio. A reação ganhou contornos concretos quando o time saiu rápido no contragolpe. Everaldo recebeu livre e descontou, aos cinco minutos do segundo tempo. A virada espetacular viria mais tarde. Aos 20, Marco Antônio cobrou falta e contou com desvio de Fabrício, contra o sua meta. O gol abalou os mandantes. Tanto que, um minutos depois, Giovanni Augusto deslocou a marcação e bateu com categoria. O Beira-Rio, que Argel tão bem conhece, se transformou num caldeirão de lamúrias. O clima ruim ajudou o Figueira a deixar o tempo passar. Tempo que o time sempre soube domar neste domingo.

    quinta-feira, 4 de setembro de 2014

    FIGUEIRENSE E SÃO PAULO EMPATAM EM TARDE INSPIRADA DE TIAGO VOLPI E CENI

    kaka figueirense x são paulo (Foto: Getty Images)
    Quando tem jogo do São Paulo e um goleiro é protagonista, o nome que logo vem à cabeça é o de Rogério Ceni, certo? Mas desta vez o camisa 1 do Tricolor teve companhia. Tiago Volpi, do Figueirense, foi tão (ou mais) decisivo quanto o experiente são-paulino no empate por 1 a 1 entre as equipes, em Florianópolis. A igualdade breca a reação tricolor. O time de Muricy Ramalho vinha de quatro vitórias no Campeonato Brasileiro.
    Tiago Volpi evitou três gols. Em chute e cabeçada de Alan Kardec e em finalização de Kaká – bom para ele, que está na mira do clube do Morumbi para 2015. Ceni, com sua experiência, fez defesas importantes também. Mas seu principal lance foi empatar em cobrança de pênalti. Giovanni Augusto fez para o Figueira.
    A partida ainda teve outro pênalti não marcado para o São Paulo e a justa expulsão de Michel Bastos. Com a igualdade, o Tricolor esfria a perseguição ao líder Cruzeiro, chega aos 33 pontos e cai para a terceira colocação. O Figueirense, com 21, continua em zona intermediária, mais próximo da zona de rebaixamento.
    O jogo

    Na mira do São Paulo, Tiago Volpi resolveu reforçar os motivos do interesse. Foi um belo primeiro tempo do goleiro do Figueirense. Não fossem duas importantes defesas, uma em chute de Kardec, aos 15, e outra em finalização de Kaká, aos 27, o Tricolor teria terminado a etapa com boa vantagem.
    Mas não foi só o São Paulo que atacou em Florianópolis. A equipe de Muricy Ramalho foi melhor, sim, mas o Figueirense também levou algum perigo a Rogério Ceni. Principalmente com Clayton. Houve ainda um lance polêmico na etapa inicial. Aos 17, o árbitro deixou de marcar pênalti de Marquinhos em Alan Kardec.
    Clayton merecia atenção. E o São Paulo bobeou. Logo aos dois minutos do segundo tempo, o garoto deu belo passe para Giovanni Augusto. O meia chutou, viu Ceni defender, mas aproveitou o rebote e marcou. Foi o segundo gol dele no Brasileirão. O primeiro foi contra o Corinthians, na inauguração da Arena em Itaquera.
    Abaixo do que mostrou nos primeiros 45 minutos, o São Paulo teve que sair em busca da reação. Mas parou, de novo, em Tiago Volpi. Alan Kardec cabeceou aos 10 minutos, e o goleiro fez espetacular defesa. Volpi, porém, não conseguiu segurar Rogério Ceni. O goleiro são-paulino empatou, de pênalti, aos 31 minutos, após falta de Paulo Roberto em Osvaldo dentro da área.

    Mais técnico do que o Figueirense, o time paulista foi para o ataque em busca da virada. Mas foi freado pela expulsão de Michel Bastos, aos 42 minutos, após disputa de lance no chão com Leandro Silva. O jogador do Tricolor tentou acertar o pé no rosto do adversário e levou cartão vermelho.
    O São Paulo volta a campo pelo Campeonato Brasileiro no próximo domingo, às 16h, contra o Sport, no Morumbi. E o Figueirense, às 18h30 do mesmo dia, visita o Internacional, no estádio Beira-Rio, em Porto Alegre.

    FIGUEIRA IGNORA ESCUDERO, BATE O VITÓRIA E ENGATA 5º JOGO SEM DERROTA

    Vitória e Figueirense iniciaram o duelo no Barradão, na tarde deste domingo, em situações parecidas, mas em momentos distintos. Com campanhas similares em números de pontos conquistados, o time catarinense vinha de quatro jogos sem derrotas, enquanto o baiano acumulava três partidas sem triunfos. Noventa minutos depois, se alguém esperava mudança de realidade, saiu decepcionado. Com gol de Everaldo, o Figueira venceu por 1 a 0 e engatou seu quinto jogo sem ser batido no Brasileirão, enquanto o Rubro-Negro amargou o quarto duelo sem conquistar três pontos.
    Pelo lado baiano, o Vitória teve o retorno de Escudero, após seis meses longe dos gramados por causa de uma lesão no joelho. Era a esperança de que o time baiano fosse se reencontrar em campo e iniciar o caminho rumo à saída da zona de rebaixamento. Mas a alegria pela volta do argentino foi substituída pela euforia catarinense, depois que o artilheiro da equipe, Everaldo, marcou o gol do duelo no segundo tempo. A torcida do time baiano ainda viu Juan perder um pênalti, e a chance do empate saiu pela linha de fundo.
    Até a conclusão da rodada, na noite deste domingo, o Rubro-Negro baiano é o lanterna do Brasileirão, com 15 pontos. O Alvinegro catarinense chegou à 12ª posição, com 20 pontos. O Vitória volta a campo no próximo domingo, quando enfrenta o Flamengo no Barradão. Já o Figueirense recebe o São Paulo no mesmo dia, no Orlando Scarpelli.
    Equilíbrio: Vitória tem posse de bola, mas Figueira marca e explora contragolpes
    A partida começou com um Vitória mais agressivo, que pressionou e acuou o Figueirense. Mas a pressão durou pouco e, por volta dos 15 minutos, o equilíbrio já se instalava no Barradão. O Rubro-Negro baiano tentou aproveitar a maior posse de bola que tinha, mas esbarrava na marcação apertada da equipe catarinense e tinha dificuldade nas finalizações. O Figueira, por sua vez, conseguiu aproveitar bem os contra-ataques e teve oportunidades mais claras de gol.
    Para piorar o lado baiano, o zagueiro Kadu ainda sofreu diante dos ataques de Marcão e Clayton, que quase abriram o placar. Marcão aproveitou a falha do defensor no meio da primeira etapa, mas Wilson defendeu. Clayton encerrou os 45 minutos com um belo chute que passou entre as pernas de Kadu e raspou a trave rubro-negra. Pelo lado do Vitória, as chances perdidas foram de Luis Aguiar, que tentou após cruzamento de Nino Paraíba e mandou por cima do gol, e de Caio, que fez um belo giro e mandou de fora da área para grande defesa de Tiago Volpi.
    Escudero volta, Everaldo marca e Juan perde pênalti
    O Vitória voltou do intervalo mais ofensivo e organizado e com uma novidade que fez tremer as arquibancadas do Barradão: após seis meses fora de combate, Escudero estava de volta. Com o meia, o Rubro-Negro conseguiu melhorar seu rendimento e atuar de forma mais convincente. O Leão ameaçou com uma bela jogada entre Juan e o argentino, além de um belo chute de Luis Aguiar. Mas a entrada de Everaldo no Figueirense, aos 18 minutos, faria toda a diferença: ele aproveitou o passe errado de Neto Coruja para Luis Aguiar e abriu o placar aos 29 minutos. Para infelicidade da torcida do Vitória, a equipe ainda perdeu a chance de empatar minutos depois, quando Juan cobrou um pênalti e mandou a bola para fora.

    FIGUEIRA VENCE, AMPLIA SÉRIE INVICTA E SAI DO Z-4; BOTAFOGO SE COMPLICA

    Pablo e Edilson, Figueirense X botafogo (Foto: Getty Images)
    São três vitórias e um empate com o técnico Argel Fucks. Uma série invicta de quatro jogos que tirou o Figueirense da incômoda zona do rebaixamento. Com o triunfo construído nos primeiros dois minutos, os catarinenses venceram o Botafogo no Orlando Scarpelli, em Florianópolis, por 1 a 0, e avançaram provisoriamente seis posições na tabela. A equipe de Vagner Mancini, por outro lado, não conseguiu manter o bom desempenho demonstrado no clássico contra o Fluminense, no fim de semana, e voltou a derrapar. Assim, pode retornar ao Z-4 ainda nesta rodada, dependendo dos resultados paralelos.
    O Figueirense conta com o atual retrospecto para seguir pontuando na competição. O próximo adversário é o Vitória, em Salvador, no domingo, às 16h, no Barradão. O Botafogo, por sua vez, duela com a Chapecoense, às 18h30, e aposta no fator casa para um placar positivo no Maracanã.
    Movimentação, erros de passe e gol cedo
    A motivação em alta era uma característica das duas equipes antes do começo do duelo. O Figueirense tinha uma série invicta de três jogos, enquanto o Botafogo vinha de uma vitória em clássico carioca. Quem entrou com maior disposição em campo, porém, foram os catarinenses, que pressionaram os dois primeiros minutos de jogo, o suficiente para garantir a vitória. O jovem Clayton, de 19 anos, chutou sozinho após cruzamento de Marcão na área e marcou o único gol do confronto.
    O tento logo cedo obrigou o Botafogo a correr atrás durante toda a partida. A equipe foi esforçada. Contudo, não contava com jogadas ensaiadas, não havia criação no meio-campo e a quantidade de passes errados era grande - demérito, este, de ambos os times. A marcação do Figueirense, por outro lado, era forte e impediu momentos de maiores perigos por parte do adversário. Poucos foram os lances de perigo do Bota. A grande chance do jogo, aliás, quem teve foram os donos da casa. Aos 40 minutos do primeiro tempo, Marquinhos teve a oportunidade de ampliar, quando cabeceou com força e a bola explodiu na trave superior de Jefferson.
    Os 90 minutos foram de grande movimentação pelas equipes no Orlando Scarpelli. Ambas deixaram muito espaço para que o adversário pudesse criar jogadas, e os erros eram constantes. A equipe de Argel Fucks chegava em velocidade no contra-ataque, encontrando uma defesa do Bota ainda desorganizada. Os cariocas pressionaram, especialmente no fim, mas não conseguiram vencer a boa marcação. Dois minutos acabaram sendo decisivos para o placar final da partida.

    FIGUEIRA EMPATA NO FIM E FRUSTRA GALO, QUE PERDE CHANCE DE COLAR NO G-4

    Figueirense x Atlético-MG Victor e Leonardo Silva (Foto: Getty)
    Figueirense e Atlético-MG jogavam as suas esperanças no Orlando Scarpelli, em Florianópolis. A dos catarinenses, que viviam sua melhor sequência no Brasileirão, de sair da zona de rebaixamento. No lado atleticano, a de se aproximar mais dos quatro primeiros. O empate por 2 a 2, pela 15ª rodada, foi mais comemorado pelos donos da casa, que conseguiram o resultado aos 48 minutos do segundo tempo.
    A frustração estava nas caras dos jogadores atleticanos após o confronto, que foi marcado pelo alto número de cartões, 10, e a indecisão da arbitragem. Faltas e impedimentos duvidosos geraram muitas reclamações dos dois lados ao trio de abritragem formado por Felipe Gomes, Bruno Boschilla e Ivan Bohn.
    O Galo saiu na frente, com belo gol de Dátolo na primeira etapa. O empate do Figueira veio ainda no primeiro tempo, com gol de Leonardo Silva, contra. De pênalti, Diego Tardelli recolocou os mineiros na frente. No entanto, após muita insistência, o garoto Clayton garantiu o 2 a 2 para a equipe de Argel Fucks, que chega ao seu terceiro jogo sem derrota.
    O Alvinegro mineiro não perde há quatro jogos, mas desperdiçou ótima chance de colar no G-4. Com 23 pontos, é o sexto, com três pontos a menos que o Fluminense, quarto colocado. O Figueirense chegou aos 14 pontos, mas caiu para a 18ª posição. Na próxima rodada, os catarinenses recebem o Botafogo, também no Orlando Scarpelli, nesta quarta-feira. O Galo encara o Flamengo, no Maracanã, também na quarta.
    Equilíbrio no início
    Eram dois jogos sem levar gols. A melhor sequência do Figueirense no Brasileirão até agora. Mas o Atlético-MG levou apenas sete minutos para quebrar esse número. Jô e Dátolo inverteram os papéis para abrir o placar para o Galo. O atacante saiu da área e cruzou na cabeça do meia, que encobriu Tiago Volpi com bela cabeçada: 1 a 0. Os mineiros mantinham o domínio. Com boa troca de passes e jogadas pela direita, ameaçavam mais. Tardelli perdeu chance clara aos 23.
    Mas o castigo veio no minuto seguinte. Jean Carlos, o nome mais perigoso do time catarinense no jogo até então, fez jogada pela direita, cruzou, e Leonardo Silva mandou para a própria rede: 1 a 1. O gol igualou o placar e equilibrou a partida. Dátolo e Tardelli se mantinham bem atuantes, mas a pontaria não estava boa. Os donos da casa usavam a bola parada e a ligação em velocidade para Jean Carlos, mas também sem sucesso.
    Castigo para o Galo, alívio para o Figueira
    O time catarinense retornou para a segunda etapa com o jovem Clayton na vaga de Jean Carlos e começou fulminante. O garoto fez duas boas jogadas em três minutos, mas Marcão, em ambas, não conseguiu finalizar. A partida seguiu com muita marcação e vários erros de passes. O Galo tentou apostar na velocidade de Luan e Marion, que entraram durante o segundo tempo, mas foi outro substituto quem decidiu o jogo.
    Alex Silva, em boa jogada pela direita, sofreu pênalti de Cereceda, aos 27 minutos. Diego Tardelli cobrou e coroou a boa partida que fez em Florianópolis. O gol desanimou os donos da casa, que ficaram sem reação e sem o técnico Argel, expulso de campo após o tento atleticano. O Galo teve paciência. Até demais. E foi punido no fim. Após cobrança de escanteio de Marco Antônio, aos 48 da segunda etapa, Clayton aproveitou sobra e fez o gol de empate, celebrado como uma vitória pelos donos da casa.

    terça-feira, 26 de agosto de 2014

    O REENCONTRO 36 ANOS DEPOIS: FIGUEIRA DERROTA A CHAPECOENSE E DEIXA O Z-4

    comemoração do Figueirense contra o Chapecoense (Foto: Getty Images)
    Chuteiras coloridas, meiões esticados ao joelho e cabelos estilosos. Dentro e fora de campo, o futebol mudou muito nos últimos 36 anos. Chapecoense e Figueirense também. O tempo passou desde os dois primeiros duelos entre os catarinenses pelo Campeonato Brasileiro, em 1978 – com uma vitória para cada lado. Se antes eram meros coadjuvantes entre 74 clubes de uma só divisão, em 2014 as agremiações ocupam papéis de "protagonistas" e tentam se manter entre os 20 únicos representantes da elite. Na noite desde domingo, Marquinhos colocou o Figueirense em vantagem no restrospecto com o 1 a 0 do time visitante, além de ser o responsável por tirar o Alvinegro da zona de rebaixamento.

    Aos 41 minutos do segundo tempo, após escanteio, o zagueiro de 1,97m pegou o rebote e bateu firme, da linha da pequena área, para decretar a vitória. Bola essa responsável por garantir não apenas o inédito triunfo em sequência do time da capital catarinense, mas também a sua saída do grupo dos quatro últimos colocados – agora Botafogo, Bahia, Flamengo e Coritiba. Com 13 pontos, o Figueirense sobe para a 16º colocação, enquanto a Chape desce um degrau e fica em 13º lugar, com dois pontos a mais.

    O estádio Índio Condá, fundado em 1976, não recebeu nenhum dois jogos dos catarinenses do Campeonato Brasileiro de 1978 – ambos foram na capital. Porém, a espera valeu a pena, afinal, Chapecoense e Figueirense jogaram pela primeira vez entre si na elite do futebol brasileiro nos atuais moldes, na era dos pontos corridos, e fizeram uma partida movimentada, principalmente no primeiro tempo, com algumas alternativas.


    Como esperado, neste domingo, com equipes que lutam contra o rebaixamento, a marcação e a força física deram o tom durante o confronto. A bola aérea e os chutes de média distância foram algumas das alternativas num dia de pouca criatividade no meio de campo. Apesar disso, foram ao menos quatro oportunidades claras de gols na primeira etapa – três do Figueirense e uma da Chapecoense – , além de um cabeceio perigoso de Bruno Rangel, mas invalidado pelo auxiliar por causa da posição irregular do centroavante.
    Com mais posse de bola nos primeiros 45 minutos, 65%, o time da casa até tentou pressionar, mas sempre esbarrou numa zaga bem armada do visitante. Dedé foi obrigado a tentar de fora da área, quando obrigou Volpi a fazer bela defesa. Marquinhos teve chance de dentro da área, mas do outro lado, com bom trabalho do goleiro Danilo, em cabeceio.
    Necessidade alvnegra
    A rivalidade estadual passou esquentar principalmente na segunda etapa. Cada disputa  ficou mais ríspida, e as discussões, mais enérgicas. Em 18º ao fim da rodada anterior, mas na lanterna quando entrou em campo por conta das vitórias de Bahia e Flamengo, o Figueirense alterou a sua postura. Com uma marcação mais adiantada, conseguiu pressionar os donos da casa e cresceu na partida com a entrada de Giovanni Augusto no lugar de Léo Lisboa. Ele destribuiu o jogo e deu mais mobilidade ao meio de campo, com mais criação. Clayton também foi uma alternativa de Argel que deu mais movimentação na frente.

    Os chutes de longa distância voltaram a ser usados como armas, e mais uma vez Danilo e Volpi se mostraram atentos para não deixá-las entrar. Até que, aos 41 minutos, a história mudou. Depois de pegar uma bela finalização de Marco Antônio, Danilo não evitou o chute do zagueiro Marquinhos. Um gol que só poderia sair em bola parada, tão trabalhada ao longo da semana pelas duas equipes. Entretanto, a zaga da Chapecoense falhou, e o ataque alvinegro não perdoou. Marquinhos, zagueiro, deu uma ajuda para o sistema ofensivo como também ao Figueirense uma vantagem que não seria mais perdida.

    sexta-feira, 8 de agosto de 2014

    BASE DECIDE, FIGUEIRA VENCE PRIMEIRA EM CASA E ACABA COM SÉRIE DO SPORT

    Gol de Clayton Figueirense x Sport (Foto: Renan Koerich)
    Depois de 25 contratações na temporada, o Figueirense contou com duas crias da casa para conquistar a primeira vitória como mandante no Orlando Scarpelli neste Campeonato Brasileiro. Em uma tarde ensolarada de domingo na capital catarinense, o time local, que não havia conquistado um ponto sequer jogando em Florianópolis, acabou com a sequência de cinco jogos de invencibilidade do Sport ao vencer por 3 a 0. Um garoto de 18 anos e outro de 20, Clayton e Léo Lisboa, foram os responsáveis por tirar o Figueira da lanterna, com um gol cada na vitória - Marco Antônio marcou o outro.
    Tudo começou quando Argel Fucks transformou uma baixa em alta. A lesão do experiente Kleber antes dos 10 minutos do primeiro tempo pesou, mas de forma positiva. Ao trocar, por obrigação, um atleta de 34 anos por um garoto, ele mudou a cara do jogo. Léo Lisboa fez mais que seu primeiro gol como profissional: abriu caminho para os três pontos do Furacão, freou o sonho de G-4 do Rubro-Negro pernambucano e, de quebra, tirou o clube que representa do último lugar da tabela. Agora, o Figueira é o 18º, com 10 pontos, enquanto o Leão da Ilha do Retiro segue na cola dos primeiros colocados, em quinto, com 21 pontos.
    Com a semana livre pela frente, os dois clubes só voltam a campo no próximo domingo pelo Brasileirão. O Figueirense sai de casa, mas segue em Santa Catarina, onde enfrenta a Chapecoense no Oeste do estado, às 18h30. O Sport segue como visitante e, às 16h, entra no duelo de rubro-negros contra o Flamengo no Maracanã.
    O jogo

    O Figueirense começou a partida com uma postura diferente daquela apresentada em seus últimos compromissos, apesar de contar com menos de 6 mil torcedores em dia de ingresso a R$ 1 - fruto da campanha ruim. Lanterna e sem conquistar um ponto em casa na competição até o início do jogo, foi para cima do Sport, que não perdia no Brasileiro desde o dia 25 de maio. Logo aos 10 minutos, Argel Fuck precisou tirar seu jogador mais experiente, o meia Kleber, que sentiu o músculo após uma cobrança de falta. No seu lugar, o jovem Léo Lisboa entrou para colocar fogo no jogo. Mas antes de a partida ganhar ânimo, a torcida do Sport fez feio papel na arquibancada do Scarpelli: em pequeno número, brigou entre si até que policiais interviessem.

    Em campo, duas chances claríssimas para o time da casa. O jovem Léo Lisboa participou de ambas. Responsável pelas bola paradas, ele colocou Thiago Heleno em posição privilegiada, mas Magrão fez milagre. No minuto seguinte, o goleiro do Sport ficou batido nas finalizações de Jean Carlos, de voleio, e Rivaldo, de cabeça, mas Renê e Patric apareceram para salvar a pátria do Leão. Aos 41, porém, nem arqueiro nem defensores puderam evitar o pior para a equipe pernambucana. Depois de gingar na frente do adversário, o garoto de 20 anos acertou um belo chute no cantinho direito, sem chances para o camisa 1.
    O Sport nem parecia vir de cinco jogos invicto. Sem qualidade no primeiro tempo, Eduardo Baptista não mudou suas peças, apenas o uniforme - o time visitante havia começado de branco e terminou com o uniforme tradicional rubro-negro. O Figueira ainda teria mais uma chance, exatamente com o autor do primeiro gol, antes de o time pernambucano se impor em campo na busca do empate. Danilo e Renan Oliveira entraram poucos minutos antes de o segundo quase empatar, de cabeça, aos 16 da etapa final. Volpi fez defesa importante. A bola ainda beijou a trave.

    Mas Argel Fucks tinha mais um garoto na manga. Clayton, ou Claytinho, que ainda não completou 19 anos, entrou aos 22 da etapa complementar e, aos 30, deu tranquilidade ao Alvinegro. Recebeu lançamento exatamente do companheiro Léo Lisboa e mandou entre as pernas de Magrão para ampliar. Aos 38, Marco Antônio sacramentou. De cabeça, após cruzamento de Cereda, deu números finais à partida, para empolgar e dar esperanças aos 5.796 torcedores que estiveram no Scarpelli.

    terça-feira, 29 de julho de 2014

    Líder Cruzeiro supera Figueirense e campo encharcado para golear

    Lucas Silva comemoração jogo Cruzeiro x Figueirense (Foto: Cristiane Mattos / Futura Press)
    Nem o Figueirense nem o gramado encharcado do Mineirão foram capazes de parar o líder Cruzeiro. O time celeste sofreu no primeiro tempo, diante de um adversário valente, mas voltou tão avassalador na etapa final que fez até parar de chover: 5 a 0, gols de Lucas Silva, Marquinhos, Dedé, que voltava ao time após lesão, Ricardo Goulart, artilheiro do Brasileirão com oito gols, e Dagoberto. Nona vitória do time mineiro em 12 jogos, a quarta seguida, para delírio dos 21.190 torcedores presentes no Mineirão, que não se cansaram de gritar que o "Cruzeiro é melhor que a Seleção".
    Com a vitória, a Raposa chega aos 28 pontos e aumenta para oito pontos, ainda que temporariamente, a diferença para os vice-líderes Santos e Corinthians (o Timão joga contra o Palmeiras neste domingo). O time mineiro volta a campo no próximo sábado. Vai até o Rio de Janeiro, onde encara o Botafogo, às 18h30 (de Brasília), no Maracanã. Na zona de rebaixamento, com sete pontos, o Figureirense pode até terminar a rodada na lanterna, caso Coritiba e Flamengo pelo menos empatem. Os catarinenses pegam o Sport na próxima rodada. O jogo será no domingo, às 16h, no Orlando Scarpelli, em Florianópolis.
    Apesar do placar final, o jogo foi duro para a Raposa no primeiro tempo. A chuva que caiu desde o dia anterior em Belo Horizonte deixou o gramado do Mineirão encharcado, o que criou dificuldades para o técnico time azul. O Figueira teve até mais chances na primeira etapa, mas viu Lucas Silva marcar em pênalti duvidoso. Na etapa final, o Cruzeiro repetiu o que havia feito diante do Palmeiras, na rodada anterior: foi para campo avassalador, marcou dois gols em poucos minutos, com Marquinhos e Dedé, e definiu a parada. Ricardo Goulart e Dagoberto, que entrou no segundo tempo, transformaram a vitória em goleada. Valente no início do jogo, o Figueira dos minutos finais parecia pedir para a partida acabar logo.
    Gol na força
    O jogo começou fraco tecnicamente, muito por conta do campo encharcado. O Cruzeiro tentava tomar a iniciativa, mas tinha dificuldade para trocar passes. A primeira chance só foi ocorrer com Marquinhos, aos 15 minutos, em chute de fora da área. Pouco depois o Figueira deu o troco e chegou duas vezes com perigo, ambas com Pablo. O jogo era muito duro para a equipe da casa. Mais técnico e interessado em buscar o gol, o time mineiro era quem mais sofria com o estado do gramado. Os catarinenses tiveram outras duas chances, com Ricardo Bueno, de cabeça, e Cereceda, em chute que Fábio defendeu.
    Se não ia na técnica, o Cruzeiro tentou na força e deu certo. Ricardo Goulart disputou a bola no ar, o árbitro viu falta em cima dele e marcou o pênalti, num lance duvidoso. Lucas Silva cobrou e abriu o placar - a bola ainda bateu na trave. O gol tornou o jogo melhor. O zagueiro Marquinhos quase empatou na sequência, após escanteio, mas mandou para fora. Depois, Moreno, duas vezes, esteve muito perto de ampliar. Fim de primeira etapa. Um jogo disputado, mas feio. A drenagem do Mineirão, um dos palcos da Copa do Mundo, deixou a desejar.
    Cruzeiro faz até parar de chover
    A pressão celeste na volta para o segundo tempo deu certo de cara. Com um minuto, Marquinhos emendou um chute de primeira da entrada da área e ampliou o placar. O Figueirense nem teve tempo de assimilar o golpe. Três minutos depois, Éverton Ribeiro cobrou falta da direita, e Dedé marcou de cabeça.
    Os dois gols tiraram o Figueirense do jogo, e o líder do Brasileirão parece ter feito até a chuva parar. Assim, o time de Marcelo Oliveira pôde jogar ao seu feitio. Aos 27 minutos, após troca passes a partir do campo de defesa, a bola chegou para Ricardo Goulart marcar de cabeça. Oitavo gol do artilheiro do campeonato.
    Sem muito esforço, o Cruzeiro chegou ao quinto. Perdido em campo, o Figueirense viu, aos 33, Mayke cruzar da direita, e Dagoberto aparecer livre no segundo poste para desviar para o fundo das redes. Goleada confirmada e mais três pontos na conta do líder. Ao Figueira, resta juntar os cacos para tentar fugir do Z-4.

    quarta-feira, 23 de julho de 2014

    Figueirense 0 x 1 Grêmio: Giuliano marca o seu primeiro gol na volta ao Brasil e Grêmio dorme no G4

    Principal reforço do Grêmio para a segunda metade da temporada, o meia Giuliano foi o responsável por encerrar uma seca de quatro jogos do ataque do clube gaúcho sem marcar e derrotou o Figueirense por 1 a 0. Com o resultado positivo, o time tricolor dorme esse sábado no G-4 do Brasileirão, com 19 pontos. O Figueirense segue no 17º lugar, o primeiro da zona de rebaixamento da competição, com apenas sete pontos.

    O jogo

    O Jogo começou quente, com muita movimentação. O Grêmio chegou ao ataque no primeiro minuto de jogo e logo em seguida o Figueirense deu a resposta. Mas logo aos quatro minutos, o tricolor conseguiu abrir o placar com Giuliano. O meia marcou o seu primeiro gol com a camisa do time gaúcho. Progressivamente, o confronto perdeu velocidade e ficou marcado com a tentativa de lançamento e por erros de passes. O Figueira não conseguiu pressionar e Alan Ruiz quase ampliou em lance de sorte, mas não aconteceu mais nada no primeiro tempo.

    O segundo tempo começou devagar, com o Grêmio ditando o ritmo da partida. Aos 18min, Thiago Heleno derrubou Alan Ruiz por trás na lateral e, enquanto o gremista estava caído no chão, deu um chute no adversário. Atento ao lance, o árbitro Marcelo de Lima Henrique expulsou o zagueiro e deixou o Figueirense com um homem a menos. 
    Sem ser ameaçado na defesa, o Grêmio administrou a vantagem mínima para sair vitorioso de Florianópolis.

    Na próxima rodada, o Grêmio encara o Coritiba na Arena, em partida agendada para o próximo domingo, às 18h30. O Figueirense, por sua vez, vai a Minas enfrentar o Líder do Brasileiro, o Cruzeiro, no sábado, às 18h30.

    Figueirense vence o Coritiba no Couto Pereira


    O figueirense derrotou o Coritiba por 2 a 0 nesta quarta feira, no Couto Pereira, pela 10ª rodada do Brasileiro, e conseguiu sua segunda vitória neste Brasileiro fora de casa. Os gols de Thiago Heleno e Everaldo deram a vitória ao Figueira, que chegou aos 7 pontos, subindo para a 17ª colocação, ainda figurando a zona de rebeixamento, enquanto o time do técnico Celso Roth caiu para a 19ª colocação, também com 7 pontos, e dependendo dos resultados até o fim da rodada, pode ocupar a lanterna do BR-2014.

    Logo aos cinco minutos do primeiro tempo, Léo Lisboa bateu escanteio e em uma bela antecipação, Thiago Heleno abriu o placar para o time catarinense. O Figueirense continuou melhor no início, e novamente em bola parada, Kléber cobrou falta da entrada da área, obrigando o goleiro Vanderlei fazer uma grande defesa. O Coxa equilibrou a partida com um pouco mais de posse de bola, e teve três boas chances com Alex. Aos 20 minitos, Elber cruzou pela direita e o veterano chegou de carrinho, mas a bola passou raspando na trave do time catarinense. Já aos 32, em jogada parecida, o camisa 10 do Coxa só precisava empurrar para o gol, mas o toque não foi suficiente para o empate. Alex ainda cobrou uma falta da entrada da área e Tiago Volpi salvou o Figueira, que mostrava uma postura defensiva, até por estar vencendo a partida fora de casa.
    O panorâma no segundo tempo não mudou. O Coritiba continuava buscando o empate e aos 10 minutos da etapa final, Robinho alçou a bola na área, Baraka ganhou no alto de Guilherme Lazaroni e estufou as redes de Tiago Volpi, mas o árbitro Charles Hebert Cavalcante marcou falta do volante na disputa com o lateral, anulando o gol do Coxa. O sistema defensivo do Figueirense estava bem aplicado na partida e levava perigo nos contra ataques. Em uma bobeira da zaga, Ricardo Bueno passou para Everaldo, que driblou Leandro Almeida e tocou na saída de Vanderlei, liquidando a fatura e confirmando a segunda vitória do Figueira na competição.
    No próximo sábado, as duas equipes tem compromissos pela 11ª rodada do Campeonato Brasileiro. O time do técnico Guto Ferreira, recebe o Grêmio no Orlando Scarpelli, às 18h30, buscando a primeira vitória em seu domínio neste Brasileirão, já que os únicos triunfos da equipe foram na Arena Corinthians e no Couto Pereira. Já o Coxa, viaja até o Rio de Janeiro, mais precisamente em Volta Redonda, procurando a primeira vitória fora de casa, quando enfrenta o Botafogo, no Raulino Oliveira, às 21h.
    FICHA TÉCNICA
    Local: Couto Pereira, Curtiba (PR)
    Data/Hora: 16/7/2014, às 19h30 (horário de Brasília)
    Árbitro: Charles Hebert Cavalcante Ferreira (AL)
    Auxiliares: Pedro Santos de Araújo (AL) e Otávio Correia de Araújo (AL)
    Público e Renda: (presentes)
    Cartões Amarelos: Dener (1'-2ºT) / Luan (6'-2ºT) (Figueirense)
    Cartões vermelhos: -
    Gols: Thiago Heleno (5'-1T) / Everaldo (23'-2T) (Figueirense)
    Coritiba: Vanderlei; Reginaldo, Welinton, Leandro Almeida, Dener Assunção(Carlinhos Int-2T); Gil, Baraka, Robinho, Alex; Elber(Matinuccio 26'-2T) e Keirrison (Julio Cesar 16'-2T). Técnico: Celso Roth
    Figueirense: Thiago Volpi; Luan, Nirley, Thiago Heleno, Guilherme Lazaroni; Paulo Roberto, Dener(Nem 18'-2T), Kléber(Rivaldo 33'-2T) e Léo Lisboa(Everaldo 36'-1T); Pablo e Ricardo Bueno. Técnico: Guto Ferreira

    sexta-feira, 2 de maio de 2014

    Após saída de Vinícius Eutrópio, Marcos Assunção deixa o Figueirense

    Marcos Assunção Figueirense x Metropolitano (Foto: Luiz Henrique/Figueirense F.C)
    O volante Marcos Assunção não é mais jogador do Figueirense. O atleta de 37 anos solicitou ao clube o seu desligamento logo depois da saída do técnico Vinícius Eutrópio. Em uma reunião,  com a diretoria do clube, na tarde desta quarta-feira, Assunção manifestou o desejo de sair da equipe. O Figueirense, em seu site oficial, confirmou o desligamento do jogador. 

    A saída de Marcos Assunção surpreende por conta da maneira com que ocorreu. Até a última terça, antes da demissão de Vinícius Eutrópio, o volante foi o nome escolhido para ir até a sala de imprensa falar aos jornalistas. Entretanto, com a saída do treinador, e a chegada de Guto Ferreira, o jogador se posicionou e solicitou a sua rescisão. 

    Marcos Assunção chegou ao Figueirense no começo de janeiro, no dia 17 de janeiro para ser a marca da experiência da equipe no Brasileiro 2014. Depois de aprimorar a parte física, o volante fez a sua estreia na terceira rodada do Catarinense, no dia 3 de fevereiro, na vitória sobre o Metropolitano, por 3 a 2.

    Homem das bolas paradas, Assunção teve papel importante na caminhada do time na campanha que levou o clube de volta à final do estadual. Com lesão na coxa, o jogador ficou de fora da primeira partida contra o Joinville, na Arena. No segundo duelo, porém, o experiente volante esteve em campo e auxiliou o clube a erguer a taça que não chegava ao Orlando Scarpelli havia  seis anos.


    O jogador, depois da conquista do Catarinense, revelou que aquele seria o seu último estadual e que em 2014 pensa em deixar o futebol. Se o torcedor esperava encontrar um novo ídolo ou então ver Marcos Assunção encerrar a carreira pelo clube alvinegro, não entanto, não será assim o desfecho.    

    - Último título é sempre importante, esse está sendo o meu último título, vou ter a alegria de levantar uma taça novamente, depois de um ano tão ruim que eu passei em 2013 - disse Assunção, ainda no gramado do Orlando Scarpelli, depois do título estadual.

    Comunicado oficial do Figueirense
    "Em uma reunião na tarde desta quarta-feira com o departamento de futebol ficou decidido em comum acordo que o meia Marcos Assunção não defenderá mais as cores do Figueirense na temporada 2014.

    A diretoria do Figueirense agradece todo o esforço e empenho demonstrado pelo atleta nas partidas em que defendeu a camisa do Clube"
    .

    segunda-feira, 21 de abril de 2014

    Fluminense estreia com vitória sobre Figueirense. Confira os gols da primeira rodada

    Fred (9) comemora seu gol, Fluminense 2x0, durante partida entre Fluminense x Figueirense, válida pela 1ª rodada do Campeonato Brasileiro, no Maracanã
    Com estádio do Maracanã cheio, o Fluminense estreiou com bom saldo de gols neste sábado. O time marcou 3 a 0 contra o Figueirense pela 1ª rodada do Campeonato Brasileiro. Rafael Sóbis abriu o placar após um começo de jogo difícil. Aos 43 minutos do primeiro tempo, Wagner entrou na área pela esquerda e trombou com Thiago Heleno. O juiz marcou pênalti, que Fred bateu para fazer 2 a 0.
    O Fluminense teve 61% de posse de bola no primeiro tempo, o que fez Figueirense voltar com duas alterações para o segundo. Paulo Roberto e Nem entraram no lugar de Marcos Assunção e Lúcio Maranhão, respectivamente, o que reforçou o meio de campo da equipe de Santa Catarina.

    Nos primeiros dez minutos, as alterações deram certo. O Figueirense equilibrou o jogo e segurou o ímpeto do Fluminense. Aos poucos, porém, a equipe do técnico Cristóvão Borges voltou controlar o jogo e não tardou para ampliar. Aos 14 minutos do segundo tempo, Rafael Sóbis tentou chutar da linha de fundo para o meio da área. Na segunda tentativa, Nirley acabou desviando e marcou gol contra.
    Mesmo com a vitória praticamente garantida, o Fluminense não diminuiu o ritmo. Da mesma forma, o Figueirense melhorou ofensivamente com a entrada de Vitor Júnior, mas, sem uma referência na área, teve poucas chances claras de diminuir a diferença.

    Já no estádio Beira-Rio, em Porto Alegre, Rio Grande do Sul, o Internacional abriu a 1ª rodada do Campeonato Brasileiro contra o Vitória da Bahia. O time gaúcho marcou 1 a 0 nos primeiros cinco minutos de jogo, com gol do chileno Aránguiz, eleito o melhor jogador do Campeonato Gaúcho, em 2014.

    O Inter pressionou o time baiano no primeiro tempo, mas por pouco não sofreu o empate no primeiro minuto do segundo tempo, quando Dinei mandou a bola rente a trave. Aos vinte minutos, o Vitória teve outro ataque, mas Dinei chutou em cima de Dida.

    Série B — Com poucos torcedores nas arquibancadas, o Vasco estreou na série B do Campeonato Brasileiro contra o América-MG. Desfalcado de Rodrigo, Guiñazu, Pedro Ken e Edmilson, todos lesionados, o Vasco marcou 1 a 0 no primeiro tempo no estádio de São Januário. Os dois times fizeram um jogo burocrático no primeiro tempo, com excesso de passes dos dois lados e poucos chutes a gol.

    Antes do início do segundo tempo, o árbitro Paulo Henrique de Godoy Bezerra pediu um minuto de silêncio em homenagem ao narrador esportivo Luciano do Valle, que morreu neste sábado. Quando o jogo recomeçou, o Vasco precisou de apenas dois minutos para Reginaldo marcar 1 a 0. Sem se abalar, o América-MG seguiu o jogo com forte marcação e jogadas de ataque bem construídas. Aos 15 minutos, Andrei passou a bola para Obina, que marcou o gol do empate.