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sexta-feira, 26 de outubro de 2012

STJD decide manter perda de mando de campo para Flamengo e Atlético-MG


Por unanimidade, o Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STDJ) decidiu nesta quinta-feira pela manutenção da perda de mando de campo para Flamengo e Atlético-GO. As equipes haviam sido punidas após a torcida do rubro-negro carioca ter atirado rojões no gramado, durante partida entre os dois times, no Serra Dourada. O Fla conseguiu um efeito suspensivo que o liberou de cumprir a pena na partida contra o São Paulo, na última rodada, mas não ficou livre de perder um jogo no Engenhão. As duas equipes ainda terão de pagar multa no valor de R$ 10 mil.
Com isso o Flamengo terá de enfrentar o Figueirense, no dia 3 de novembro, em Volta Redonda, pela 34ª rodada do Brasileirão. O local do jogo entre Atlético-GO e Corinthians, em 4 de novembro, porém, será definido até segunda-feira, mas deverá ser em Taguatinga.
 

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Atlético-MG será denunciado pelo STJD após protestos da torcida contra CBF e arbitragem


O Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) entrou mais uma vez em cena nesse Brasileirão. Segundo informou o portal ESPN na tarde desta terça-feira, o procurador-geral Paulo Schimitt irá apresentar uma denúncia contra o Atlético-MG por conta dos protestos da torcida que foi ao Independência no último domingo fazendo críticas à arbitragem e à Confederação Brasileira de Futebol (CBF). 
"Esta manifestação levantando a hipótese que existe corrupção na CBF tem de ser levada ao Tribunal pelo menos. Não vou defender que tenha absolvição ou condenação, mas a Corregedoria tem de levar para o conhecimento do Tribunal", afirmou Schimitt ao portal.
Fora o show de bola exibido no gramado, o jogo de domingo ficou marcado pelo uso de cartazes, nariz de palhaço e um mosaico com as cores do Fluminense, por parte da torcida alvinegra, que reclamou ainda de um gol de Ronaldinho Gaúcho anulado em cobrança de falta. Na ocasião, o árbitro Jailson Macedo Freitas apontou falta de Leonardo Silva na barreira.    
"Agora tem esse caso do Atlético-MG, que está gerando polêmica, mas não é uma coisa que a gente esteja fazendo de forma direcionada ou sem critério, é cumprindo rigorosamente o que tem na lei", acrescentou Schimitt.
 

domingo, 14 de outubro de 2012

Vigilância excessiva do STJD escancara incoerências e suja imagem do Brasileirão


Jogadores talentosos, grandes lances, fortes rivalidades e coração a mil. Tudo isso faz do Campeonato Brasileiro um enorme atrativo aos amantes do bom futebol. Polêmicas envolvendo arbitragem, bate-boca no gramado e certa dose de provocações, ainda que não sejam as condutas mais exemplares, também são e sempre foram parte de toda a brincadeira. Porém, em meio aos componentes tradicionais, uma entidade do nosso esporte vem roubando a cena de forma frequente e abalando a imagem da principal competição do futebol nacional.
Em todo momento, a notícia de novas punições aplicadas pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) a jogadores, técnicos e árbitros toma conta dos noticiários esportivos. Muitas são facilmente contestáveis se comparadas a tantos outros casos que ocorrem no dia a dia e terminam sem qualquer penalidade. Quando tais medidas, além de contraditórias, começam a influenciar o rumo das competições – o Brasileirão vive um de seus momentos mais delicados - o público passa a questionar a independência dos “guardiões” da justiça dos gramados.  
Caso Ronaldinho evidencia gravidade dos problemas
O caso que escancarou as suspeitas foi o que envolveu Ronaldinho Gaucho, punido por um jogo de suspensão por causa de uma agressão ao atacante Kléber, do Grêmio, em partida válida pela 26ª rodada do Brasileirão. Na ocasião, o jogador do Galo ergueu demais a perna direita e acertou o adversário, num lance que não mereceu sequer um cartão amarelo na visão do árbitro Heber Roberto Lopes. Se a decisão foi correta ou não, fato é que não resultou em nada mais do que uma leve reclamação dos gremistas, que logo esqueceram o caso e se concentraram na disputa, que terminou empatada em 0 a 0.
Muitas penas já vinham sendo aplicadas anteriormente e haviam levado torcedores e atletas à fúria. No entanto, o caso de R49 foi marcante. Dias depois da partida, a procuradoria do STJD anunciou o enquadramento por agressão física e, na última terça-feira (9), véspera do confronto entre Internacional e Atlético-MG, o atacante foi julgado e punido. O árbitro do jogo também foi indiciado por omissão, mas acabou absolvido, deixando uma suspeita no ar. Ora, se o lance foi tão absurdo a ponto de levar um atleta à suspensão, como a falta de iniciativa do juiz passou em branco pelas cadeiras do tribunal? De fora de uma partida decisiva em que o Galo acabou derrotado pelos gaúchos, ficando a nove pontos de distância do líder Fluminense na tabela, Ronaldinho nada pôde fazer para ajudar sua equipe.
Quando a interferência do STJD parecia ter extrapolado os limites aceitáveis da vigilância excessiva, eis que surge um novo fato para apimentar ainda mais a história: o auditor responsável pela punição de R49, Jonas Lopes de Carvalho, foi flagrado em seu Facebook fazendo alusões provocativas ao mesmo jogador, além de se dizer flamenguista. O caso deixou claro para muita gente que o relator guardava mágoas do ex-camisa 10 do Rubro-Negro carioca, o que poderia ter influenciado na decisão de puni-lo. Não cabe responsabilizar todo o incidente pela derrota do Galo para o Colorado, mas o conjunto de fatores que se acumulam em torno de um mesmo acontecimento é mais do que suficiente para abalar já desgastada imagem do tribunal em questão.
Contradições que vem de longa data
Não é de hoje que o STJD ganha destaque na imprensa após uma série de polêmicas. Em 2005, no ápice da interferência do tribunal numa competição, 11 partidas do Campeonato Brasileiro chegaram a ser anuladas, após acusações envolvendo o árbitro Edílson Pereira de Carvalho, no episódio conhecido como "Máfia do Apito". Segundo apontaram as investigações, ele manipulava resultados para beneficiar empresários de sites de apostas, mas não houve comprovação de irregularidades em todos os jogos. O então presidente do tribunal, Luiz Zveiter, responsável pelos cancelamentos, acabou destituído do cargo. Desde então, o órgão vem sendo visto com olhares tortos por inúmeros torcedores do mais diversos clubes.
Em 2012, além do caso Ronaldinho, outros jogadores foram alvos de decisões superiores decretadas fora dos gramados. Ao comemorar um gol pelo Figueirense, em partida contra o Flamengo, o uruguaio Loco Abreu beijou o escudo do Botafogo, seu ex-clube, estampado numa camisa que vestia por dentro do uniforme do time catarinense. A atitude, posteriormente, foi interpretada como hostil e rendeu ao centroavanete um jogo de suspensão. Adryan, do Flamengo, Emerson Sheik, do Corinthians e Luis Felipe Scolari, ex-técnico do Palmeiras, são outros exemplos de envolvidos em lances polêmicos que terminaram em penas contestáveis.
Até onde vai o STJD? É o que se pergunta o torcedor comum, o admirador do bom futebol. Aquele que espera, sim, que punições sejam impostas em casos extremos. Mas que não quer, de forma alguma, a presença de um campeonato paralelo, onde auditores determinam de maneiras obscuras o rumo da competição mais prestigiada do país.
 

domingo, 7 de outubro de 2012

Wallace é absolvido pelo STJD e joga sábado


Julgado hoje pelo STJD, o zagueiro Wallace, do Corinthians, foi absolvido e vai poder enfrentar o Náutico, sábado, em Recife. O jogador havia sido enquadrado no artigo 254, por ter pisado no atacante palmeirense Hernán Barcos no clássico entre os rivais.
Com isso, a estreia do veterano Anderson Polga será adiada, porque Wallace vem substituindo Chicão, afastado por causa de uma hérnia inguinal. Se Wallace não pudesse jogar, Polga seria o substituto.
 

Ronaldinho será indiciado pelo STJD por agressão a Kléber


Mais um jogador do Atlético-MG será indiciado pelo STJD. Agora é a vez de Ronaldinho Gaúcho, que se envolveu em lance polêmico ao acertar um chute no peito do atacante Kléber, do Grêmio, em jogo válido pela 26ª rodada do Brasileirão, disputado no Independência. Na ocasião, R49 tentou desarmar o adversário e acabou elevando demais a perna. O árbitro Heber Roberto Lopes não apontou nenhuma irregularidade na ação no meia e também deverá ser julgado.
O jogador será enquadrado por tentativa de agressão física e poderá pegar de 4 a 12 jogos de gancho. Na mesma partida, o técnico Cuca foi expulso após reclamar com o árbitro que Neto Berola havia sofrido duas faltas não marcadas. O comandante também será indiciado. Já o zagueiro Réver, que se envolveu numa polêmica com o volante Cáceres, do Flamengo, na partida adiada da 14ª rodada, irá a julgamento na próxima segunda-feira. Os dois também foram denunciados por agressão física e podem ser suspensos por até 12 jogos.
 

STJD vai julgar Flamengo e Cáceres por incidentes no jogo contra Atlético-MG

Sempre presente, o Superior Tribunal de Justiça Desportiva já tem os seus próximos alvos: o Flamengo e o volante paraguaio Victor Cáceres. Ambos serão julgados por incidentes durante a partida entre o Rubro-Negro e o Atlético-MG, vencida pelos cariocas por 2 a 1, no Engenhão.
O Flamengo será enquadrado no artigo 213 do Código Brasileiro de Justica Desportiva (CBJD) por causa do uso de lasers pela torcida. A maior punição possível é uma multa de R$100 mil.
Já Cáceres será julgado pelo artigo 254-A, por causa de um suposto soco que o volante teria dado no zagueiro Réver, do Atlético-MG. Na sequência do lance, Réver acertou uma cotovelada no volante e foi expulso. A pena varia de 4 a 12 jogos.
 

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

STJD denuncia Loco Abreu pelo beijo no escudo do Botafogo

Loco Abreu será julgado por provocar o público durante partida. Foto: Agência Lance
Loco Abreu será julgado por "provocar o público durante partida".

A Procuradoria do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) denunciou o atacante Loco Abreu, hoje no Figueirense, por beijar o escudo do Botafogo diante da torcida do Flamengo, durante a partida entre os clubes no Orlando Scarpelli. O atacante, que pode pegar até seis jogos de suspensão, será julgado na próxima terça pela Segunda Comissão Disciplinar.
A denúncia partiu do advogado do Flamengo, Marco Aurélio Assef, durante o julgamento do dia 30 de agosto, quando o clube rubro-negro foi absolvido da pena pelos xingamentos da torcida direcionados a Loco Abreu na mesma partida, pela 15ª rodada do Campeonato Brasileiro.
Depois de analisar as imagens da partida, a procuradoria do STJD destacou que os gestos feitos pelo atacante à torcida do Flamengo fizeram com que os torcedores revidassem com xingamentos ao atleta.
Loco Abreu será julgado por "provocar o público durante partida", conforme o artigo 258-A do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD). Caso seja condenado, a pena do atacante é de suspensão de duas a seis partidas.