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sábado, 13 de setembro de 2014

COM DOIS GOLS DE DAVID BRAZ, SANTOS VENCE NO PACAEMBU E AFUNDA VITÓRIA

Comemoração do Santos contra o Vitória (Foto: Leandro Martins / Agência estado)
Após uma primeira etapa sonolenta, sem nenhuma inspiração, o Santos despertou mais disposto no segundo tempo, marcou três vezes e venceu o Vitória, por 3 a 1, neste sábado à noite, no Pacaembu. Com o triunfo, o Peixe interrompe sequência de duas derrotas seguidas, vai a 26 pontos e está na nona posição do Campeonato Brasileiro. Já o Leão segue seu calvário na competição. Acumulou a 10ª derrota e segue na lanterna, com apenas 15 pontos.
O destaque do jogo foi o zagueiro David Braz, que marcou os dois primeiros gols santistas em jogadas semelhantes: cobranças de escanteio de Lucas Lima, Dracena ajeitando e Braz completando. Nunca o defensor santista havia marcado dois gols em uma mesma partida. Damião completou para o Peixe, e Dinei fez para o Vitória. Um bom início para Enderson Moreira, que estreou no comando do Santos.
Os dois times voltam a campo na próxima quarta-feira, pelo início do returno. O Peixe encara o Sport, às 21h (horário de Brasília), na Arena Pernambuco. Às 22h, o Vitória recebe o Internacional, no Barradão.
Um primeiro tempo duro de assistir. Os dois times, demonstrando problemas de relacionamento com a bola, protagonizaram um festival de chutões, passes errados, entradas duras. O Vitória teve mais a bola (65% da posse na etapa inicial), esteve bem posicionado e, em certos momentos, dominou a partida. No entanto, não foi efetivo no ataque. Já o Santos, sob nova direção, deixou de ser veloz. Embora estivesse jogando no contra-ataque, o Peixe amarrou as jogadas. Quando tentou ser rápido, apostou nas bolas esticadas sem direção. Ainda assim, o time da casa criou mais chances: em um chute de Thiago Ribeiro, que raspou a rede, em falta cobrada com perigo por Souza, e em cabeçada de David Braz.

O Santos acordou no segundo tempo e, aos 6 minutos, já vencia por 2 a 0. Os dois gols saíram em jogadas idênticas: escanteio cobrado por Lucas Lima, bola ajeitada por Dracena, e lance concluído por David Braz. O Peixe agora tinha tranquilidade para tocar a bola. Assim, girava o jogo, criava chances (Damião perdeu oportunidade clara chutando para fora com o gol aberto), mas deixava espaços atrás. E aí o Vitória se aproveitou, com Dinei, de cabeça, diminuindo o placar após jogada pela direita de Nino Paraíba, aos 19.
Esqueça a pasmaceira do primeiro tempo. O segundo foi bem mais movimentado. Ainda que seguissem apresentando problemas técnicos, os times agora tinham vontade, acertavam um pouco mais de passes e, assim, criavam chances. O Peixe ampliou com Damião, aos 30, mas o Vitória seguia perigoso nos contra-ataques às costas do lateral-esquerdo do Peixe, Zé Carlos. Cicinho salvou o Peixe rebatendo chute de Willie a centímetros da linha fatal.
Aos poucos, o Leão foi perdendo o seu ímpeto, permitindo que o Santos relaxasse mais um pouco, esperando o tempo passar até o apito final.

FELIPÃO MEXE BEM, GRÊMIO É SUPERIOR E VENCE FLA POR 1 A 0 NOS ACRÉSCIMOS

Flamengo X Grêmio - Maracanã (Foto: Dhavid Normando / Futura Press)
Maracanã lotado. Quase 60 mil pessoas - foram 59.680 presentes e 51.858 pagantes. Recorde no Brasileiro. Renda de R$ 1.756.965,00. O clima, quente. Mas os últimos episódios envolvendo as injúrias racistas de alguns torcedores gremistas contra o goleiro Aranha, na partida contra o Santos, respingaram apenas fora das quatro linhas neste Flamengo x Grêmio, na noite deste sábado, pela 19ª rodada do Brasileirão.  Em campo, a partida foi disputadíssima, mas sem marcas de violência - exceto uma discussão entre Dudu e Recife. O Tricolor Gaúcho foi melhor na maior parte do jogo, com superioridade técnica e tática. O Rubro-Negro mostrou valentia na segunda etapa. Mas a estrela de Felipão decidiu. Ele pôs Fernandinho, que deu o passe, e Luan, autor do gol nos acréscimos, aos 46: 1 a 0 com justiça
Tanto ao redor do estádio antes da partida como nas arquibancadas, ainda que em dose menor, houve tensão. Se rubro-negros batiam palmas a cada mensagem no placar eletrônico contra o preconceito, houve até pedido de casamento de um flamenguista para uma tricolor do time do Sul, quebrando um pouco a hostilidade. Mas máscaras de macaco usadas por torcedores do Fla e latas de cerveja jogadas nos gaúchos no lado de fora criaram uma atmosfera que, felizmente, não causou lances ríspidos no campo.
O resultado - primeira vitória de Felipão fora de casa - fez o time gaúcho pular para 31 pontos, em sexto lugar. Na próxima quarta-feira, o Tricolor Gaúcho recebe o Atlético-PR. Os anfitriões, em 10º, com 25 pontos, perderam sequência de cinco vitórias e enfrentam também na quarta-feira o Goiás na Arena Pantanal, em Cuiabá.
Grêmio melhor
O primeiro tempo teve uma equipe bem mais organizada, consistente, que dominou amplamente, ocupando o campo rubro-negro, apertando nas saídas de bola. Esse foi o Grêmio. Bem nas laterais, marcador como nunca no meio de campo e com um Dudu onipresente. Estreando o terceiro uniforme, de camisa vermelha com detalhes pretos, o Flamengo, além do apoio da torcida, teve um Paulo Victor que, se errou na hora de socar as bolas nas saídas de gol, debaixo das traves foi sensacional, com três defesas salvadoras, principalmente a terceira.
Primeiro nos dois belos petardos de Fellipe Bastos, um em cobrança de falta aos 8, outro num tiro de fora da área aos 15 minutos. Depois, a grande defesa. Após dar rebote em chute de Dudu, voltou para espalmar a escanteio o toque pelo alto de Giuliano, aos 37. Seria um golaço. E se Dudu, Giuliano e Zé Roberto - este com fôlego de garoto - brilhavam do lado gremista, pelo rubro-negro Mugni pouco criava, Léo Moura era envolvido pelo seu lado, e Alecsandro estava apático ao lado de um fraco Arthur. Sem Everton, sem Paulinho, não havia contra-ataque veloz. O time saiu no lucro com o empate por 0 a 0.
Luan decide
Começou a segunda etapa, e o Grêmio em cima novamente, acuando o Fla. Mas, desde uma tentativa de bicicleta de Alecsandro que não deu certo, o time da casa se agigantou. E aí foi a vez da muralha Marcelo Grohe brilhar. Primeiro num chute de fora da área de Recife. Depois, após matada no peito e raquetada de Marcelo. Paulo Victor já tinha aparecido bem numa saída em que tirou o ângulo de Dudu - o gremista saiu com bola e tudo. E foi só Eduardo da Silva entrar no lugar de Arthur para a torcida se empolgar. Um bombardeio do Grêmio fez o Maracanã ficar calado até a cabeçada de Alecsandro raspando a trave. Gabriel e Amaral entraram do lado do Fla, Luan e Fernandinho, no Grêmio. O segundo começou a linda jogada pela direita para o primeiro fazer fila e marcar, aos 46, o gol da vitória bem comemorada pelos valentes torcedores que enfrentaram manifestos. Saíram do Maracanã com a alma lavada.

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

Água no chope alemão: regida por Di María, Argentina vence "revanche"

Di Maria comemora quarto gol da Argentina contra a Alemanha (Foto: AFP)
Não foi exatamente uma revanche, mas a Argentina colocou água no chope da festa alemã. Pouco menos de dois meses após decidirem a Copa do Mundo no Maracanã, argentinos e alemães voltaram a se enfrentar. Desta vez, porém, a Albiceleste levou a melhor. Em Düsseldorf, venceu por 4 a 2 os campeões mundiais e, de certa forma, esvaziou a bonita festa de 50 mil torcedores. Regidos por Di María, que deixou sua marca, Agüero, Lamela e Fede Fernández marcaram para os visitantes. Schürrle e Götze descontaram. 
Apesar de vários nomes que estiveram no Maracanã no dia 14 de julho, não foram exatamente os mesmos times. Aposentados da seleção, Philipp Lahm, Klose e Mertesacker entraram no gramado apenas para serem homenageados antes do apito inicial.  Machucados, Schweinsteiger e Özil não foram convocados. Gotze e Müller começaram no banco e entraram somente na etapa final.  
Por outro lado, o técnico estreante Tata Martino não contou com seu principal astro. Com uma lesão na coxa, Lionel Messi foi cortado do amistoso. Mas diferentemente de Sabella na decisão da Copa, Tata teve Di María. Lesionado, ele ficou fora da decisão do Mundial. Nesta quarta, Di María fez de tudo. Nome do jogo, marcou um gol e deu três assistências, participando de todos os gols da Argentina. Certamente seus compatriotas devem estar imaginando se a história seria diferente caso o novo reforço do Manchester United estivesse em campo no Maracanã, no dia 14 de julho.  
Na derrota alemã, Mario Gomez foi eleito o vilão. Fora da Copa por lesão, ele substituiu o aposentado (da seleção) Klose e fez a torcida sentir (muita) falta do maior artilheiro da história das Copas. Gomez teve pelo menos três chances claras de marcar na etapa inicial, quando a Argentina foi para o intervalo vencendo por 2 a 0.
Na etapa final, quatro minutos que fizeram alguns brasileiros, por mais incrível que possa parecer, sonharem com uma vitória histórica da Argentina. Aos quatro minutos, os argentinos já haviam ampliado para 4 a 0, com gols de Fede Fernández e Di María. Por alguns instantes, foi possível imaginar a badalada Alemanha sendo goleada em casa, assim ela própria impôs ao Brasil a maior derrota de sua história na semifinal da Copa (7a 1). No entanto, Schürrle e Götze - autor do gol do título mundial - descontaram e trouxeram um pouco de normalidade para um jogão surreal.  

Fla reverte vantagem, vence Coritiba nos pênaltis e avança na Copa BR

O Flamengo surpreendeu até o seu torcedor mais otimista na noite desta quarta-feira. Mesmo após colocar a Copa do Brasil de lado na primeira partida e perder por 3 a 0, o Rubro-negro se recuperou e reverteu a vantagem do Coritiba no Maracanã. O time venceu por 3 a 0 - gols de Alecsandro (2) e Eduardo da Silva - no tempo normal e também bateu o rival nos pênaltis por 3 a 2. Zé Love, Helder, Dudu e Carlinhos desperdiçaram para o Coxa. O goleiro Paulo Victor fez duas defesas. Alecsandro e João Paulo erraram no lado dos donos da casa.
Com isso, os cariocas avançaram às quartas de final e estão vivos na luta pelo tetracampeonato do torneio. O adversário na próxima fase será o América-RN, que eliminou o Atlético-PR. Antes, porém, os comandados de Vanderlei Luxemburgo concentram-se novamente no Campeonato Brasileiro. No sábado, o time recebe o Grêmio, às 18h30, no Maracanã. Já o Coritiba visita o Bahia, domingo, às 18h30, na Fonte Nova.
Fases do jogo: Ao contrário do esperado, o Flamengo não partiu com tudo para reverter a boa vantagem do Coritiba. O dono da casa teve dificuldades para criar e esbarrou na boa cobertura paranaense. Além disso, o técnico Vanderlei Luxemburgo teve problemas e precisou fazer logo duas alterações. Luiz Antônio e Paulinho saíram lesionados e foram substituídos por Leo Moura e Everton, respectivamente.
Mas um jogo que caminhava para o empate no primeiro tempo deu um gás extra ao Rubro-negro já na parte final. Aos 48min, Alecsandro colocou os cariocas na frente depois de pênalti cometido por Zé Love em João Paulo. O gol inflamou a torcida para a segunda etapa e renovou a esperança na classificação.
E o Flamengo ampliou logo no início do segundo tempo. O árbitro assinalou novo pênalti após cruzamento de João Paulo que tocou no braço de Norberto, aparentemente sem intenção. Aos 11min, Alecsandro cobrou, marcou e colocou ainda mais fogo no jogo. O Coritiba sentiu o gol, mas o Rubro-negro também parou. Aos 35min, o esperado tento apareceu. Everton conseguiu bela arrancada e cruzou. Eduardo da Silva estufou a rede de Vanderlei e assinalou o terceiro do Flamengo na partida.
Foi o suficiente para levar a disputa da vaga para os pênaltis e o Maracanã ao delírio. Zé Love, Helder, Dudu e Carlinhos erraram as cobranças para o Coritiba. Alecsandro e João Paulo desperdiçaram para o Flamengo. Coube ao argentino Canteros cobrar a penalidade da vaga depois de duas defesas do goleiro Paulo Victor. Festa da torcida em uma noite que terminou com a classificação histórica na Copa do Brasil.
O melhor: Alecsandro - Teve frieza para cobrar os dois pênaltis no tempo normal e deixar o Flamengo vivo na luta pela classificação.
O pior: Paulinho - Segue sem render o esperado na temporada. Errou bastante e saiu machucado para a entrada de Everton.
Chave do jogo: O segundo pênalti assinalado pela arbitragem a favor do Flamengo foi fundamental para colocar o time carioca na briga pela vaga.
Para lembrar: O Flamengo teve cinco pênaltis a favor nos últimos cinco jogos. Todos foram convertidos em cobranças de Leo Moura, Mugni e Alecsandro (3).
FLAMENGO (3) 3 X 0 (2) CORITIBA

Local: Maracanã, no Rio de Janeiro (RJ)
Árbitro: Marcelo Aparecido de Souza (SP)
Auxiliares: Emerson Augusto de Carvalho (SP) e Danilo Ricardo Simon Manis (SP)
Renda: R$ 477.610,00
Público: 18.559 pagantes; 20.450 presentes
Cartões amarelos: Chicão, Everton e Samir (Flamengo); Rosinei, Zé Love, Gil e Alex (Coritiba)
Gols: Alecsandro, aos 48min do primeiro tempo e aos 11min do segundo tempo, Eduardo da Silva, aos 35min do segundo tempo
FLAMENGO
Paulo Victor; Luiz Antônio (Leo Mora), Chicão, Samir e João Paulo; Recife, Márcio Araújo, Canteros e Gabriel (Eduardo da Silva); Paulinho (Everton) e Alecsandro
Técnico: Vanderlei Luxemburgo.

CORITIBA
Vanderlei; Norberto, Luccas Claro, Leandro Almeida e Carlinhos; Gil (Robinho), Helder, Rosinei (Baraka) e Dudu; Martinuccio (Alex) e Zé Love
Técnico: Marquinhos Santos.

Com virada, Botafogo passa pelo Ceará na Copa do Brasil

O Botafogo conseguiu uma façanha nesta quarta-feira ao marcar dois gols nos dois minutos finais do jogo e assim derrotar o Ceará por 4 a 3, em Fortaleza, para se classificar às quartas de final da Copa do Brasil. O time nordestino tinha vencido o primeiro confronto, na semana passada, por 2 a 1, no Rio, e atuou em casa com ampla vantagem para conseguir a vaga. A partida esteve interrompida por cerca de 20 minutos no segundo tempo, por causa de um apagão na Arena Castelão, um dos estádios da Copa do Mundo.
O time carioca começou disposto a desfazer a imagem da outra partida. Abriu logo o placar em uma bela cobrança de falta de Edílson. Mas teve pouco tempo para comemorar. Bill empatou e Magno Alves virou o placar logo em seguida. Ainda assim, a equipe visitante teve fôlego para buscar o empate ainda no primeiro tempo, em um gol de Mamute, que, quase caído, conseguiu concluir de peixinho.
Com o placar de 2 a 2, bastava ao Botafogo apenas mais um gol para se classificar. E no segundo tempo o time carioca foi mais ofensivo. Teve algumas chances para marcar, mas dava espaços para os contra-ataques do Ceará.
Magno Alves chegou a ter um gol mal anulado e Bill voltou a aparecer, aos 30 minutos, depois de uma falha do goleiro Andrey para fazer 3 a 2 para o Ceará.
Quem imaginava que o jogo estava decidido, se enganou. Ainda reservava muitas emoções, principalmente para os torcedores do Botafogo. Nos acréscimos, aos 49 minutos, Ramirez empatou. E, aos 50, André Bahia fez um golaço em um chute de fora da área e classificou o time carioca. A torcida do Ceará, atônita, ficou em silêncio, enquanto que os botafoguenses, emocionados, comemoravam no gramado.

COM TRÊS GOLS DE ERIK, GOIÁS BATE O ATLÉTICO-PR E ENCERRA JEJUM DE VITÓRIAS

erik goias x atletico-pr (Foto: CARLOS COSTA/Futura Press/Agência Estado)
Fim do jejum esmeraldino. Depois de cinco derrotas seguidas no Campeonato Brasileiro e uma na Copa Sul-Americana, o Goiás se reencontrou com a vitória neste domingo e bateu o Atlético-PR por 3 a 1 no estádio Serra Dourada, com apenas 1.544 pagantes. A noite foi de Erik. O atacante de 20 anos justificou a escolha do técnico Ricardo Drubscky e marcou os três gols da equipe, que sobe para a 12ª colocação da Série A, com 23 pontos. Cléo fez o de honra do Furacão, que não vence há quatro rodadas e cai para o 10º lugar, com um ponto a mais.
Os donos da casa foram amplamente superiores no primeiro tempo, quando abriram dois gols de vantagem. O Atlético-PR só melhorou na etapa final com a entrada de Douglas Coutinho, mas não teve forças para buscar o empate. Antes de pensarem na última rodada do primeiro turno, goianos e paranaenses voltarão as atenções para as copas no meio de semana. Na quarta-feira, às 19h30, o Furacão recebe o América-RN pelas oitavas de final da Copa do Brasil com a difícil missão de reverter o placar de 3 a 0 construído pelo time potiguar no jogo de ida. Também na quarta, o Goiás recebe o Fluminense, às 22h, precisando reverter o placar de 2 a 1 para avançar à fase internacional da Copa Sul-Americana.
Goiás domina o primeiro tempo
O primeiro gol demorou a sair, mas o Goiás fez por merecer desde o apito inicial. Com 10 minutos de bola rolando, a posse de bola do time esmeraldino era de 80%. Quando o primeiro tempo terminou, o Verdão já tinha finalizado 10 vezes contra apenas três do Atlético-PR. Esquerdinha e Erik se movimentavam bastante e dificultavam muito a vida dos marcadores. A primeira chance clara de gol foi de Samuel, aos 22 minutos, após cobrança de falta pelo lado direito. O atacante cabeceou nas mãos de Weverton.
O tempo passava e o cenário do jogo era o mesmo. O Furacão só ameaçou aos 34 minutos, quando Natanael roubou a bola de Valmir Lucas no campo de defesa, avançou até a linha de fundo e cruzou na cabeça de Cléo, que finalizou por cima do gol. Cinco minutos depois o Goiás foi premiado com Erik, que fez boa jogada dentro da área, limpou para o pé esquerdo e chutou no canto, sem chances para o goleiro rival: 1 a 0 Goiás. Não demorou muito e o prejuízo do Atlético-PR aumentou antes mesmo do fim do primeiro tempo. Aos 42, Erik recebeu belo passe de Esquerdinha e chutou cruzado para ampliar o marcador: Goiás 2 a 0.
Furacão reage, mas Erik marca pela terceira vez
O técnico Leandro Ávila tinha feito três alterações com relação ao time que perdeu do América-RN na Copa do Brasil, mas a saída de Douglas Coutinho não foi a opção mais acertada. O artilheiro do time na temporada entrou no segundo tempo e em apenas cinco minutos já havia finalizado mais do que todo time na etapa inicial. Coutinho, Marcelo e Cléo ditaram a mudança de postura do Furacão, que passou a ser bem mais presente no campo de ataque. Logo no primeiro minuto, após cruzamento rasteiro de Marcelo, Douglas Coutinho finalizou por cima do gol, com perigo.
A posse de bola, que chegou a ser amplamente favorável ao Goiás, ficava mais equilibrada a cada minuto. A primeira finalização esmeraldina no segundo tempo foi apenas aos 16 minutos, quando Erik saiu na cara do gol e chutou em cima de Weverton. No contra-ataque, o Atlético-PR descontou. Sueliton fez ótima jogada, deixou Erik no chão e cruzou. Cléo cabeceou com perfeição, sem chances para Renan: 2 a 1. Preocupado com o bom momento do adversário, o técnico Ricardo Drubscky lançou Tiago Real e Liniker em campo. O Goiás continuou sem força ofensiva na etapa final até os 38 minutos, quando Thiago Mendes achou Erik, que tocou na saída de Weverton e marcou seu terceiro gol: Goiás 3 a 1.

EM NOITE CONTRA RACISMO, GRÊMIO FAZ 1 A 0 E ENCERRA SÉRIE INVICTA DO BAHIA

barcos gremio x bahia (Foto: Diego Guichard)
Não eram poucos os desafios do Grêmio na noite deste domingo na Arena. Precisava se recuperar em campo e fora dele. No primeiro duelo após as injúrias raciais de torcedores contra o goleiro santista Aranha, o Tricolor conseguiu boa parte de seus objetivos. Venceu o Bahia por 1 a 0, gol de Barcos, pela 18ª rodada do Brasileirão, e deu exemplo de conscientização com campanhas institucionais e cartazes erguidos espontaneamente pelos torcedores. Porém, nem tudo foi festa: o time de Felipão não convenceu e parte, mesmo que pequena, da torcida insistiu com cânticos polêmicos, como o que chama os colorados de "macacos". A minoria acabou vaiada.
Alheio a tudo isso, o Bahia fracassou na tentativa de embalar o oitavo jogo sem conhecer a derrota. O time de Gilson Kleina não atuou mal, pelo contrário. Inclusive chegou a ser superior em parte do primeiro tempo. Mas passará mais uma rodada na zona de rebaixamento - é vice-lanterna, com 16 pontos.
O Grêmio subiu, é sexto, com 28 pontos e, no sábado, enfrenta o Flamengo, no Rio de Janeiro. Antes, jogaria a partida da volta da Copa do Brasil contra o Santos, mas ela foi suspensa pelo STJD até que o clube seja julgado pelas ofensas a Aranha - o que ocorrerá na quarta. O meio de semana será agitado em campo para o Bahia. Na quinta, recebe o Inter, após vencer o Colorado em Porto Alegre por 2 a 0, e tem grandes chances de avançar na Sul-Americana. No domingo, recebe o Coritiba, pelo nacional, em confronto direto contra o fantasma do Z-4.

Vitória minguada na Arena
Grêmio e Bahia entraram em campo com astral bem diferente. O Tricolor tentava se refazer da polêmica partida contra o Santos, de derrota e episódio de injúrias raciais de torcedores contra o goleiro Aranha. Antes de a bola rolar, a primeira parte foi feita, com campanhas, faixas e cartazes de repúdio ao racismo. Quando o jogo começou… passou a prevalecer o embalo baiano, vindo de vitória diante do rival gremista, o Inter, pela Sul-Americana.
A melhor chance do primeiro tempo foi do Bahia, bem liderado por Emanuel Bianchucci. Aos 15 minutos, Rhodolfo perdeu a bola e Guilherme Santos finalizou fraco, com boa defesa de Marcelo Grohe. Sobraram ao Grêmio posse de bola e insistências. Faltou, no entanto, a tão cobrada eficácia. Isolado, Barcos conseguiu um arremate perigoso, aos 17 minutos, que passou perto da meta. Quem também tentou Lomba foi Dudu, mas suas finalizações foram fracas. O 0 a 0 no intervalo deixou a torcida inquieta.
Por falar em torcida, a maioria presente na Arena vaiou os cânticos que surgiram do setor da Geral do Grêmio, que se referiram aos colorados como “macacos”. Numa noite de pouco futebol, alguma tensão e muito a se falar extracampo, o gremista conseguiu sorrir apenas aos 13 minutos do segundo tempo. Giuliano cruzou, Dudu, na raça, escorou, e Barcos, com o gol vazio, abriu o placar: 1 a 0. Depois, os mandantes se recolheram e trataram de manter o resultado. O importante era vencer. E, claro, melhorar a própria imagem.