Tudo Sobre Futebol

Tudo Sobre Futebol
...

Páginas

sábado, 20 de setembro de 2014

FIGUEIRA E TIGRE EMPATAM EM NOITE DE ERROS E HERÓIS ÀS AVESSAS EM FLORIPA

Fabio Ferreira, Figueirense X Criciúma  (Foto: Getty Images)
Dois nomes saíram do banco de reservas para entrar e alterar os rumos do encontro entre Figueirense e Criciúma, na noite desta quarta-feira, pela 22ª rodada do Campeonato Brasileiro. Não para o bem, mas para o mal e para o empate por 1 a 1. William Cordeiro e Paulo Baier foram os heróis às avessas no Orlando Scarpelli. As mudanças deram outro panorama para o jogo, mas não na tabela para alvinegros e tricolores.
O Criciúma tinha o jogo nas mãos, o controle e a vantagem no placar, com o gol de Silvinho, ainda na primeira etapa principalmente por conta do buraco no lado esquerdo da defesa do Figueirense, com a saída de Cereceda e a entrada de William Cordeiro, improvisado. Contudo, no segundo tempo, Dal Pozzo colocou Paulo Baier e sacou Silvinho, que era o escape da velocidade do Tigre, e atraiu o Figueira. Dentro da área e na pressão, o empate alvinegro acabou acontecendo, com a cabeçada de Thiago Heleno.
Um empate, diante das circunstâncias, valioso para o Figueira. Para o Tigre, que chegou a deixar momentaneamente o Z-4, não, porque, após a vitória do Coritiba sobre o São Paulo por 3 a 1, o time voltou a ficar na zona de rebaixamento. Na próxima rodada, o Figueirense viaja até São Paulo para encarar o Santos, na Vila Belmiro, no domingo, às 18h30. Um dia antes, no sábado, o Criciúma recebe o Botafogo, no Heriberto Hülse, às 21h.
O jogo

O duelo regional teve o seu começo disputado a cada palmo do gramado. Talvez até demais. O excesso fez da primeira etapa um festival de faltas - vinte e duas ao todo. Mais organizado, o Criciúma manteve a bola no seu pé - 54% da posse - e conduziu o ritmo da partida, principalmente nos pés de Cleber Santana e João Vitor. Quis o destino que Roberto Cereceda se lesionasse e William Cordeiro tivesse que atuar novamente improvisado pelo lado esquerdo. Uma improvisação que custaria caro ao Figueira em dois momentos cruciais: na penalidade que ele cometeria e Zé Carlos desperdiçaria, aos 30 minutos, e no gol do Tigre marcado por Silvinho, que avançou nas suas costas para empurrar para as redes. Melhor, o Criciúma foi para o intervalo com uma vantagem justa no placar.
Na volta do intervalo, uma mudança de cada lado: Pablo, pelo Figueira, e Paulo Baier, pelo lado do Tigre, no lugar de Silvinho, que era quem dava velocidade. A entrada do ídolo tricolor não fez bem ao time, um preço caro pago por Gilmar Dal Pozzo. Com mais pressa e ofensividade dos donos da casa, o lado tricolor perdeu o controle do jogo. No abafa, os donos da casa passariam a assustar e empatariam num lance de bola aérea. Thiago Heleno, aos 17 minutos, botou na rede após cobrança de escanteio.  Na pressão, o Figueirense buscou o gol da virada a todo custo, mas o empate parecia satisfatório para o Tigre, que praticamente não assustou mais Tiago Volpi. O 1 a 1 ficou de bom tamanho para os excessos de erros e poucos acertos das duas equipes que seguem na luta contra o rebaixamento.

    EM NOITE POUCO INSPIRADA, SPORT E INTER EMPATAM SEM GOLS NA ARENA PE

    Sport x Internacional Série A (Foto: Aldo Carneiro / Pernambuco Press)
    Muita determinação e pouca inspiração. O futebol apresentado por Sport e Internacional na noite desta quarta-feira foi digno do placar de 0 a 0. O Leão esbarrou na falta de criatividade do seu meio de campo, mas foi beneficiado pela pouca qualidade do ataque colorado. O resultado é um balde de água fria nas pretensões do time pernambucano, que, após a derrota do Fluminense para o Vitória, sonhava em encostar nos primeiros colocados da Série A. Objetivo ainda ao alcance do Internacional. Mesmo sem vencer, o Colorado manteve-se no G-4.

    O equilíbrio visto dentro de campo se alinha ao retrospecto recente dos dois times. Sport e Internacional chegaram à Arena Pernambuco após três vitórias e duas derrotas - não nesta ordem - nas últimas cinco rodadas.Nesta quinta-feira, Leão e Colorado podem perder duas posições no complemento da 22ª rodada. Corinthians e Grêmio ameaçam tirar o Inter do G-4, enquanto Atlético-MG e Santos têm a chance de ultrapassar o Sport.  No próximo sábado, o Inter visita o Atlético-PR, na Arena da Baixada, às 18h30. Domingo, o Sport recebe o Coritiba na Ilha do Retiro, às 16h.
    Jogo parelho e insosso

    Um duelo da força contra a técnica. Assim pode ser resumido o primeiro tempo na Arena Pernambuco. Sem criatividade no meio de campo, o Sport apostou em jogadas de velocidade, mas esbarrou na falta de objetividade do seu ataque. Enquanto isso, o Colorado, que teve em D'Alessandro seu principal articulador, conseguiu achar espaços na defesa rubro-negra.

    Só não abriu o placar devido à falta de pontaria de Wellington Paulista, que perdeu uma chance incrível logo nos primeiros minutos. Foi a grande oportunidade do Colorado, apenas burocrático no decorrer da primeira etapa. Com Diego Souza de volta, após três rodadas de molho por uma lesão na coxa, o Sport não conseguiu acertar o setor ofensivo. Diego atuou adiantado, mas não rendeu o esperado como centroavante.

    Se na primeira etapa o Internacional conseguiu pôr um pouco de qualidade no jogo, o mesmo não aconteceu na segunda etapa. Com as duas equipes dando mais ênfase à força física do que ao toque de bola, as chances de gols ficaram escassas. Pior para os donos da casa, que deixaram o campo com o empate por 0 a 0 e longe do sonhado G-4. Na reta final, o técnico Eduardo Baptista ainda oiviu o coro de "burro" ao substituir Diego Souza por Neto Baiano. O detalhe é que a própria torcida pediu a entrada do atacante, que nada acrescentou nos poucos minutos em campo.

    BLITZ EM NOVE MINUTOS: VITÓRIA VIRA E SEGURA O FLU, MAS FICA NA LANTERNA

    comemoração do Vitória contra o Fluminense (Foto: Getty Images)
    A fórmula de pontos corridos pode até ser criticada por, em alguns momentos, deixar a desejar em emoção. Porém, mostra com exatidão o que ocorre em qualquer campeonato. Separa times com mais e menos qualidade. O barato do futebol é que isto, nem sempre, determina o resultado de um jogo. É o caso de Vitória 3 x 1 Fluminense, na noite desta quarta-feira, em Salvador, no Barradão, pela 22ª rodada do Campeonato Brasileiro. Uma virada construída em nove minutos de um time que luta para sair da zona do rebaixamento sobre outro que sonha entrar na zona da Libertadores.
    O clima era tenso antes da partida. A crise e a derrota parcial geraram discussão entre os torcedores do Vitória – dois deles passaram dos limites no intervalo e foram retirados pela polícia. Mas o público no Barradão viu algo raro: o time da casa vencer em seus domínios. Pela terceira vez em 11 duelos, o Rubro-Negro triunfou como mandante. Só não conseguiu sair da lanterna pois concorrentes da parte de baixo, como Bahia e Coritiba, também venceram: é o 20º, agora, com 21 pontos. Amarga o Z-4 há 11 rodadas. O Flu que, além de não mostrar o futebol exuberante de outras jornadas, pecou na marcação. Perdeu a chance de voltar ao G-4 e, ao permanecer em quinto, com 35 pontos, pode ser ultrapassado pelo Grêmio.
    Na próxima rodada, domingo, às 16h (de Brasília), as duas equipes tem clássicos estaduais. O Flu encara o Flamengo no Maracanã enquanto, na Fonte Nova, o Vitória desafia o Bahia.
    Pressão dá certo
    A situação na tabela ditou o ritmo do começo da partida. Precisando do resultado, o Vitória partiu ao ataque. Nos primeiros cinco minutos, chegou a ter 60% de posse de bola. Mas...  faltou acertar passes, posicionamento e finalização para o domínio que se estendeu até os 18 minutos surtir efeito. Foi quando o Fluminense, que se mostrou um tanto burocrático para quem almejava chegar ao G-4, abriu o placar, com Cícero, que completou cruzamento de Conca. À exceção de chutes de Fred e de Caceres, um de cada time, nada de melhor ocorreu até o intervalo. Muito pela quantidade de erros de passes: 13 a 19 em favor do time carioca.
    Com o atacante William Henrique no lugar do volante José Welison, o Vitória voltou mais ofensivo. Pecou, novamente, na falta de conclusão. Tanto que a primeira finalização na segunda etapa foi do Flu: com Cícero, após passe de Rafael Sobis. Um passe errado de Diguinho, interceptado por William Henrique, gerou o primeiro lance de perigo rubro-negro- Diego Cavalieri fez boa defesa. Pois o gol foi sair, com Dinei de cabeça, após escanteio cobrado por Marcinho, aos 21, em erro de marcação. E gerou uma blitz. A zaga do Flu voltou a falhar na virada protagonizada por William Henrique, aos 25, sem marcação, que aparou, de primeira, cruzamento da direita, de Nino Paraíba. Abatido e sem Fred, sacado por Cristóvão Borges, o Flu mal teve reação. Sobis desperdiçou boa chance, defendida por Fernandez, e perdeu a chance de ingressar no G-4. Até porque a pá de cal, em novo contragolpe, com Vinícius, determinou o 3 a 1 aos 30 minutos.

    SEM DIFICULDADES, LÍDER CRUZEIRO BATE O FURACÃO E AMPLIA VANTAGEM NA PONTA

    Atlético-PR perde para o Cruzeiro no Mineirão (Foto: Maurício Mano/ Site oficial Atlético-PR)
    Quem pensou ver um Cruzeiro abatido após a derrota para o São Paulo, no último domingo, se enganou. Na noite desta quarta-feira, com tranquilidade absoluta e domínio total, o líder do Brasileiro bateu o Atlético-PR por 2 a 0, no Mineirão, com gols de Alisson e Marcelo Moreno. O Furacão correu, lutou e se esforçou muito, mas em nenhum momento levou perigo ao goleiro Fábio ou ameaçou a vitória cruzeirense, que teve no lateral Egídio e no meia Alisson os principais nomes.
    Com o resultado da partida, válida pela 22ª rodada da Série A, o Cruzeiro voltou a ampliar a vantagem sobre o vice-líder São Paulo para sete pontos, 49 a 42, já que o time paulista acabou derrotado para o Coritiba por 3 a 1. O Atlético-PR fica estacionado no meio da tabela, com 28 pontos, na 11ª colocação.

    Os dois times voltam a jogar no fim de semana. Domingo, às 16h, o Cruzeiro faz o clássico com o rival Atlético-MG, no Mineirão. Antes, o Atlético-PR recebe o Internacional, sábado, às 18h30 (de Brasília), na Arena da Baixada, em Curitiba.
    Domínio absoluto

    O Cruzeiro começou o jogo sufocando o Atlético-PR no campo de defesa desde os primeiros minutos. A volta de Egídio ao time, após seis partidas se recuperando de uma fratura na mão esquerda, fez o time variar as jogadas pelos dois lados do campo, o que confundiu muito a defesa paranaense. Com o jovem Alisson inspirado, os mineiros foram amplamente superiores em toda a primeira etapa. Prova disso é que chegaram a ter 75% de posse de bola.

    Tanta pressão não poderia ter outra consequência: um gol do Cruzeiro. O autor foi justamente Alisson. Aos 26 minutos, ele foi premiado pelo futebol ofensivo e ousado apresentado até então. O Furacão não conseguia se desvencilhar do domínio. A única válvula de escape do Rubro-Negro, o atacante Marcelo, pouco produziu nos primeiros 45 minutos.

    Mais um do artilheiro

    A volta para o segundo tempo deu a impressão de que o Atlético-PR mudaria o panorama do jogo e equilibraria as ações. Mas foi só uma impressão. Com Willian no lugar do machucado Júlio Baptista, o que se viu em campo foi o domínio do Cruzeiro mantido. Em alguns momentos, até foi maior. O segundo gol não demorou a sair, aos 10 minutos, com Marcelo Moreno, pela primeira vez artilheiro isolado do Brasileirão, com 11 gols.

    Nem com dois gols de desvantagem o Furacão saiu para o jogo. Um pouco por tentar evitar uma goleada e também por faltar força e futebol na noite desta quarta. Como o Cruzeiro "tirou o pé" nos minutos finais - satisfeitíssimo com o resultado e se poupando para o clássico de domingo -, o fim do jogo foi morno. O que não diminuiu em nada a festa dos cruzeirenses no Mineirão, uma rotina neste Campeonato Brasileiro.

      CRICIÚMA BATE O GOIÁS E ACABA COM JEJUM DE DEZ PARTIDAS SEM VENCER

      Giovanni criciuma x goias (Foto: Fernando Ribeiro/Futura Press/Agência Estado)
      O Heriberto Hülse vibra e balança por causa de um gol e uma vitória do Criciúma. Fazia tempo que a cena não ocorria. O Tigre bateu o Goiás por 1 a 0 neste domingo e encerrou o jejum de dez partidas sem vencer e de 699 minutos sem balançar as redes no Campeonato Brasileiro. Graça ao gol de canhota do lateral-direito Luís Felipe. Apesar de acabar com a recuperação que os goianos viviam na competição, o time catarinense não conseguiu sair da zona de rebaixamento.
      O placar foi curto diante do domínio dos mandantes no primeiro tempo, freado pelo goleiro Renan, que parou as investidas principalmente de Baier. Na etapa final, o Goiás truncou o meio e teve chance nos vacilos do Criciúma, que escorregava no nervosismo de mais um jogo sem vencer. Foi quando o lateral trocou o cruzamento pelo tiro cruzado de fora da área, e de canhota. Luís Felipe fez o estádio criciumense chacoalhar.
      Ainda no Z-4, na 17ª colocação, o Criciúma volta a campo na quarta-feira, às 21h, para encarar o Figueirense no Orlando Scarpelli. O Goiás vai para casa e enfrenta o Atlético-MG às 19h30 de quinta-feira, no Serra Dourada. A equipe goiana está no 12º lugar.
      O jogo
      Apenas um volante de origem, três meias, dois atacantes e Paulo Baier próximo do gol. O Criciúma queria encerrar o jejum de 10 jogos sem vencer e entrou jogando no campo de ataque. A intermediária esmeraldina foi ocupada por jogadores de camisa preta, uniforme 3 do Tigre que estreou neste domingo. Não à toa terminou a primeira etapa com 60% de posse de bola. Foram cinco chances reais de gol para os mandantes, a maioria num duelo particular entre Baier e o goleiro Renan, que levou a melhor e manteve a rede intacta. A equipe de branco jogava por uma bola. No primeiro tempo teve apenas uma mesmo, num cochilo seguido de passes errados na defesa do Carvoeiro que Samuel botou fora.
      Ainda que tivesse dois atacantes, o Goiás jogava no 4-1-4-1 em que o próprio Samuel era figura isolada e as duas linhas não estiveram bem fechadas. Foi por meio delas que passaram as jogadas do Criciúma, ou na ousadia de Silvinho, atuando como um ponta. A torcida da casa reconheceu o empenho e cantou alto na saída do Tigre para os vestiários no intervalo. O Goiás voltou com o meio reforçado pela entrada do volante Amaral e truncou o espaço em que o adversário tramava suas jogadas, neutralizou a pressão.

      Foi por isso que o técnico Gilmar Dal Pozzo mandou o atacante Lucca e o meia Ricardinho saírem do banco, para que a equipe tivesse três atacantes e melhora no passe. Não deu resultado, mas o Criciúma conseguiu balançar a rede e acabar com a esperança do Goiás, que teve chances a partir de falhas do Tigre. Depois de ter deixado seu lado sem cobertura, Luís Felipe apareceu na frente e fez o que o Carvoeiro pouco faz, bater de longe. Ele foi feliz, e a maioria dos 8.113 torcedores também. O resultado poderia ser maior caso a arbitragem tivesse assinalado uma penalidade máxima em que um defensor esmeraldino botou a mão na bola. Não fez falta, aos mandantes bastava a vitória, independentemente do placar.

      NADA DE GOLS: ATLÉTICO-MG E GRÊMIO EMPATAM POR 0 A 0 NO INDEPENDÊNCIA

      marcos rocha barcos  gremio x atletico-mg (Foto: Getty Images)
      Pelo que o Atlético-MG mostrou por cerca de 35 minutos no primeiro tempo, em Belo Horizonte, poderia se esperar um jogo com gols no Independência, no encerramento da 21ª rodada do Campeonato Brasileiro. Mas o ataque flutuante e sem um homem de referência, já que Jô sequer foi relacionado para a partida, acabou batido pelo cansaço e também pela boa marcação do Grêmio, de Luiz Felipe Scolari. No fim, empate por 0 a 0. Ruim especialmente para os mineiros, que veem o G-4 cada vez mais longe. Já o Tricolor perdeu a chance de empatar com o arquirrival Internacional, que está na terceira posição, além de ter interrompido a sequência de quatro vitórias na competição.
      Acabou sobrando para Levir Culpi. Ele ouviu gritos de burro dos torcedores durante e depois da partida - insatisfeitos com as alterações promovidas pelo treinador.

      Na frieza dos números, é um ponto somado para o Tricolor, que estava longe de seus domínios, e contra um rival que tem no Horto uma de suas grandes virtudes. O time gaúcho chega aos 35, cai uma posição na tabela e agora está em sexto, um ponto atrás do G-4.
      Com o resultado, o Galo fica estacionado na oitava posição, com 31 pontos. Na próxima rodada, as duas equipes entram em campo na quinta-feira. Às 19h30 (de Brasília), o Atlético-MG enfrenta o Goiás, no Serra Dourada. Uma hora depois, o Tricolor recebe o Santos em sua Arena. Será o reencontro entre a torcida gremista e o goleiro Aranha, que sofreu insultos racistas no local pela Copa do Brasil - o que resultou na exclusão do clube gaúcho da competição.
      Sem gol, mas com bom futebol
      Sem um homem de referência e com nova oportunidade para Carlos, que substituiu Jô, Levir parece ter encontrado a formação que considera ideal: um time leve, com muita movimentação do meio para frente. O Grêmio, por sua vez, não mudou o estilo que vem dando certo desde a chegada de Felipão. A equipe buscou se fechar, mas logo nos primeiros minutos teve a chance de balançar as redes. Giuliano parou em grande defesa de Victor. Passado o susto, o Galo colocou a bola no chão e, com muita velocidade, conseguiu envolver a defesa rival. Carlos teve as melhores chances. Na principal, driblou Grohe, mas com pouco ângulo, mandou para fora. Bem melhor que o rival, o Galo só deu trégua nos minutos finais, com o cansaço já visível.
      A segunda etapa foi pior que a primeira. O Galo não conseguiu impor a velocidade e o toque de bola que envolviam a defesa gremista na etapa inicial. Sem a inspiração de Diego Tardelli, visivelmente desgastado pela grande sequência de jogos que vem tendo, a equipe alvinegra passou a assustar somente em bolas alçadas na área de escanteio ou faltas laterais. Em uma delas, Luan balançou as redes, mas o árbitro anulou o gol, marcando falta do time alvinegro, o que gerou reclamação do Galo. Numa delas, Rhodolfo jogou contra e acertou a trave de Marcelo Grohe. O Grêmio até melhorou e saiu um pouco mais para o jogo, sempre explorando a velocidade de Dudu pela esquerda, mas nada que fizesse Victor sujar o uniforme.

      ATLÉTICO-PR BATE O VITÓRIA EM CASA E VOLTA A VENCER DEPOIS DE SEIS JOGOS

      Jogadores do Atlético-PR comemoram gol (Foto: Getty)
      O Atlético-PR mandou para longe a sequência de seis jogos sem vencer no Campeonato Brasileiro. Jogando na Arena da Baixada neste domingo, o Furacão se impôs e venceu o Vitória por 2 a 0, em jogo válido pela 21ª rodada. O atacante Marcelo e o volante Hernani anotaram os gols da vitória rubro-negra em Curitiba e reabilitaram a equipe atleticana na competição.
      Com o resultado, o Atlético-PR sobe para a 11ª posição, agora com 28 pontos na tabela. Já o Vitória continua complicado no Brasileiro, estacionando nos 18 pontos e segurando a lanterna do campeonato.
      Na próxima rodada, os dois times jogam na quarta-feira, às 19h30. O Furacão visita o líder Cruzeiro no Mineirão, enquanto o Vitória recebe o Fluminense no Barradão.
      Com domínio do jogo, Furacão sai na frente
      Com uma formação ofensiva, com Dellatorre, Douglas Coutinho e Marcelo, o Atlético-PR começou a partida pressionando o Vitória e levando perigo pelos lados. Em oito minutos foram duas grandes chances para abrir o placar na Arena da Baixada, primeiro no chute de primeira de Bady, e depois no desvio de Douglas Coutinho. Mais organizado e trocando mais passes em campo, aos poucos o Vitória conseguiu diminuir o ímpeto do Furacão.
      Mas a tranquilidade dos baianos durou até os 30 minutos. Após um cochilo da zaga, Marcelo disparou pela direita, saiu cara a cara com o goleiro Roberto Fernández e finalizou forte para as redes, abrindo o placar em Curitiba. Mesmo com maior posse de bola (54% contra 46% dos paranaenses, o Vitória não conseguiu assustar o Furacão, que jogou de forma compacta e saiu de campo em vantagem para a etapa final.
      Vitória assusta, mas Atlético-PR amplia
      Superior no primeiro tempo, o Atlético-PR voltou com tudo para o segundo tempo, mas perdeu o atacante Dellatorre, que saiu lesionado de campo e obrigou o técnico Claudinei Oliveira a fazer a primeira substituição na equipe, colocando Mosquito no jogo. E foi o camisa 25 que quase ampliou o placar para o Furacão, aos 21. Bastaram mais quatro minutos para a equipe atleticana reencontrar as redes.
      Aproveitando a falta de rendimento do Vitória, o Rubro-Negro paranaense marcou o segundo com o volante Hernani, após chute certeiro de longe. Com dificuldades para chegar ao ataque, o Vitória continuou com maior posse de bola, mas abusou dos constantes erros no último passe e amargou a 11ª derrota no Campeonato Brasileiro, do qual agora é o lanterna.