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quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Grêmio vence o líder Cruzeiro na Arena e entra no G4 do Brasileiro


Enfim, o Grêmio obteve duas vitórias seguidas no Campeonato Brasileiro. Depois de vencer o Bahia na Fonte Nova, aplicou 3 a 1 no líder Cruzeiro na noite desta quarta-feira, na Arena, e com isso adentrou o G4 do Brasileirão. Werley, Barcos e Kleber marcaram para o time da casa, e Nílton descontou para a equipe mineira, que atuou por um homem a menos desde os 36 da etapa inicial.
O Cruzeiro dominou o primeiro tempo e teve a grande chance de marcar com Everton Ribeiro, de pênalti, mas Dida defendeu. Minutos depois, Souza foi expulso e deixou o time mineiro com um a menos, mudando o panorama da partida. Na etapa final, o Grêmio se aproveitou da superioridade numérica, dominou o adversário e chegou à vitória com naturalidade.
Com a vitória, o time gaúcho entra no G4, na quarta colocação, com 22 pontos. O Cruzeiro segue dividindo a ponta com o Botafogo, que enfrenta o Internacional nesta quinta, com 25. As duas equipes voltam a campo no sábado. O Grêmio visita o Vasco, em São Januário, enquanto o Cruzeiro receberá o Vitória, no Mineirão.
O jogo
Elano e Adriano, lesionados, foram desfalques de última hora no Grêmio. Com isso, Souza e Maxi Rodríguez começaram a partida - o uruguaio foi titular pela primeira vez, e foi o dono do primeiro arremate perigoso da partida, aos três minutos, em chute que bateu na zaga e saiu para escanteio. No minuto seguinte, Vinícius Araújo arrematou cruzado e Dida defendeu com segurança.
O Cruzeiro teve mais iniciativa nos minutos iniciais e começou em cima do Grêmio. Aos 10 minutos: Everton Ribeiro costurou a defesa gremista a dribles e arrematou para boa defesa de Dida. Na jogada seguinte, Luan e Vinícius Araújo tiveram a chance na área, mas o time gaúcho conseguiu se safar. O Grêmio respondeu aos 23: Maxi Rodríguez cobrou escanteio e Werley desviou de cabeça com perigo.
Aos 27, Vinícius Araújo recebeu cruzamento de Ceará e cabeceou nas mãos de Dida. Três minutos depois, o Grêmio levou perigo em lançamento de Maxi Rodríguez para Kleber, que chutou na zaga e Fábio agarrou firme. Aos 31, após Vinícius Araújo e Ricardo Goulart perderem chance dentro da área, o árbitro Paulo César de Oliveira marcou pênalti em toque na mão de Bressan. Everton Ribeiro cobrou no canto esquerdo de Dida, que se esticou e defendeu.
O Grêmio se animou com a defesa. Aos 36, novo golpe duro no time mineiro: Souza puxou Barcos por trás no meio de campo e recebeu o segundo amarelo, sendo expulso. Marcelo Oliveira retirou Vinícius Araújo para recompor o meio com Leandro Guerreiro. No entanto, o time gaúcho não conseguiu pressionar no final do primeiro tempo.
O início do segundo tempo atrasou cerca de 15 minutos devido a uma queda de energia elétrica parcial na Arena. O Grêmio voltou mais aceso para o segundo tempo, mas com dificuldade para levar perigo ao time visitante. Na primeira chegada, porém, marcou: após escanteio cobrado, a zaga afastou e um novo cruzamento foi feito para Rhodolfo. Ele cabeceou, Fábio deu rebote e Werley mandou para as redes: 1 a 0.
Aos 16, o Grêmio encaminhou de vez sua vitória: Barcos recebeu lançamento na área e tirou de Fábio com categoria para fazer o segundo. Willian, que recém entrara no lugar de Everton Ribeiro, respondeu com um belo chute cruzado que Dida espalmou. Aos 21, o time mineiro descontou: Nílton bateu falta da intermediária, a bola desviou no meio do caminho e entrou.
Aos 27, o Grêmio definiu a parada: Alex Telles cobrou falta rasteiro, Fábio defendeu, mas Kleber apareceu no rebote e fez o terceiro gol gremista. O Cruzeiro ainda tentou chegar numa cabeçada de Bruno Rodrigo, aos 36, mas Dida defendeu. Feliz com a vitória, o torcedor gremista gritou "olé" a cada toque de bola do Tricolor, cenário bem diferente das vaias após a derrota para o Coritiba, na semana passada.
FICHA TÉCNICA 
GRÊMIO 3 x 1 CRUZEIRO 

Local: Arena do Grêmio, em Porto Alegre (RS) 
Data: 14 de agosto de 2013, quarta-feira 
Horário: 21h50 (de Brasília) 
Árbitro: Paulo César de Oliveira (SP) 
Assistentes: Kleber Lúcio Gil (SC) e Vicente Romano Neto (SP) 
Público: 17.330 (16.529 pagantes) 
Renda: R$ 508.415,00 
Cartões amarelos: Bressan e Rhodolfo (Grêmio); Luan, Souza e Bruno Rodrigo (Cruzeiro) 
Cartão vermelho: Souza (Cruzeiro) 

Gols: 
GRÊMIO: Werley, aos 12, Barcos, aos 16, e Kleber, aos 27 minutos do segundo tempo 
CRUZEIRO: Nílton, aos 21 minutos do segundo tempo 

GRÊMIO: Dida; Werley, Rhodolfo e Bressan (Guilherme Biteco); Pará, Souza, Ramiro, Maxi Rodríguez (Matheus Biteco) e Alex Telles; Kleber (Paulinho) e Barcos 
Técnico: Renato Gaúcho.

CRUZEIRO: Fábio; Ceará, Dedé, Bruno Rodrigo e Egídio; Nilton (Lucas Silva), Souza, Everton Ribeiro (Willian) e Ricardo Goulart; Luan e Vinícius Araújo (Leandro Guerreiro) 
Técnico: Marcelo Oliveira.

Corinthians empata com Fluminense e volta a ficar fora do G4 do Brasileirão

Em um jogo de poucas oportunidades, no qual só partiu ao ataque nos minutos finais, com um homem a mais, o Corinthians não conseguiu nada além de um empate com o Fluminense por 0 a 0. O placar foi o mais justo no Maracanã e impediu a equipe paulista de dar um novo salto no Campeonato Brasileiro .
Com o resultado, o time dirigido por Tite perdeu a oportunidade de subir para terceiro lugar e ficar, ao menos até o complemento da rodada, a um ponto do líder. Agora, após uma só rodada no grupo dos quatro primeiros, o campeão mundial está em sexto, posição que pode perder na quinta-feira. Já o Fluminense é o 14º, com 15 pontos.
Com desfalques importantes, os donos da casa colocaram Edinho como terceiro zagueiro, fecharam o espaço em frente à área e impediram o rival de ficar com a bola. Os visitantes só foram com maior ímpeto ao ataque após a expulsão de Gum, aos 33 minutos do segundo tempo. Tite abriu mão do zagueiro Paulo André para buscar o gol e apareceram duas oportunidades para Emerson, que parou em ótima defesa de Diego Cavalieri já nos acréscimos.
Na próxima rodada, o Fluminense enfrenta o Náutico em Pernambuco, no sábado. Já o Corinthians recebe a visita do Coritiba no domingo.
O jogo
Sem Jean, Carlinhos e Fred, Vanderlei Luxemburgo procurou dar força ao Fluminense e proteção aos jovens laterais Igor Julião e Ronan. Foram escalados três volantes. Um deles, Edinho, atuava praticamente como um terceiro zagueiro, no auxílio a Gum e a Leandro Euzébio.
O Corinthians adotou o seu 4-2-3-1 tradicional, com Renato Augusto no lugar do desgastado Danilo, e sofreu com uma arma que usa às vezes. A marcação adiantada do Fluminense criou problemas para os visitantes, dominados nos 15 minutos iniciais do confronto.
No período, os donos da casa criaram uma boa jogada, em passe de Felipe que deixou Diguinho em boa posição dentro da área. Mas a zaga conseguiu cortar o cruzamento rasteiro, e a equipe alvinegra começou a se encontrar, chegando finalmente ao campo de ataque, onde trocou passes curtos.
Na jogada de maior perigo do Timão até o intervalo, Alexandre Pato recebeu no mano a mano, encarou a marcação e parou em Diego Cavalieri no chute forte de pé esquerdo. Houve pouco além disso, em um primeiro tempo de poucas jogadas agudas dos dois lados.
O jogo seguiu morno após o intervalo, mas o Fluminense voltou a se estabelecer no campo de ataque. Até a marca dos 20 minutos, Igor Julião foi quem esteve mais perto do gol, em chute forte do bico da área. Cássio defendeu, e Samuel --- substituto de Kennedy --- desperdiçou o rebote, tendo a sorte de um impedimento ser mal marcado.
Também entraram Wagner e Biro-Biro. Do outro lado, Tite trocou Pato por Douglas, que achou bom lançamento para Emerson. Gum parou a jogada com um carrinho muito violento e foi expulso, aos 33 minutos. Pouco depois, o treinador corintiano resolveu tentar a vitória com Danilo no lugar de Guilherme.
O ataque se tornou prioridade ainda maior com a troca do zagueiro Paulo André pelo meio-campista Ibson. Ralf foi para a defesa, e bons passadores tentaram levar o Corinthians à frente. Emerson teve uma chance e foi travado no giro. Em outra oportunidade, no penúltimo lance, o Sheik ficou com sobra e bateu no canto direito de Diego Cavalieri. O goleiro salvou o Fluminense com ótima defesa.
FICHA TÉCNICA - FLUMINENSE 0 X 0 CORINTHIANS 
Local:
 Estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro (RJ) 
Data: 14 de agosto de 2013, quarta-feira 
Horário: 21h50 (de Brasília) 
Árbitro: André Luiz de Freitas Castro (GO) 
Assistentes: Altemir Hausmann (RS) e José Antônio Chaves Franco Filho (RS) 
Público: 10.558 pagantes 
Renda: R$ 341.740,00 
Cartões amarelos: Edinho, Igor Julião (Fluminense); Guilherme (Corinthians) 
Cartão vermelho: Gum (Fluminense)
FLUMINENSE: Diego Cavalieri; Igor Julião, Gum, Leandro Euzébio e Ronan; Edinho, Diguinho, Willian e Felipe (Wagner); Rafael Sobis (Biro-Biro) e Kennedy (Samuel) 
Técnico: Vanderlei Luxemburgo.
CORINTHIANS: Cássio; Edenílson, Gil, Paulo André (Ibson) e Fábio Santos; Ralf e Guilherme (Danilo); Romarinho, Renato Augusto e Emerson; Alexandre Pato (Douglas) 
Técnico: Tite.

Palmeiras começa a se preocupar por não ter patrocínio, mas não diminui pedida



O Palmeiras está há 93 dias sem nenhum patrocinador no peito e nas costas de seu uniforme. E a diretoria, enfim, admitiu estar preocupada com a ausência de uma importante renda. Exatamente no mês em que o marketing deseja iniciar campanhas visando o centenário, que será completado em 26 de agosto de 2014, o clube ainda justifica o fato dizendo que não aceitará ceder o espaço mais chamativo de sua camisa por um valor pequeno.
"O Palmeiras não pode entrar no varejo, tem que valorizar a sua camisa. Isso demora um tempo, mas vai acontecer", apostou o diretor executivo José Carlos Brunoro, que finalmente assume a apreensão dos dirigentes com o caso. "Preocupa, lógico que nos preocupa. Qualquer clube precisa de um patrocinador máster. É uma preocupação, não vou esconder."
Atualmente, a única patrocinadora na camisa palmeirense é a TIM, que expõe sua marca nos números. Desde junho, o BMG não está mais nas mangas e a Kia é um exemplo das dificuldades do clube. A empresa ficou no peito e nas costas até maio pagando R$ 500 mil mensais - até dezembro do ano passado, os sul-coreanos desembolsavam R$ 1,4 milhão por mês tendo também a barra da camisa à disposição.
Desde então, a meta de receber R$ 30 milhões anuais pelo maior espaço do uniforme, mesmo dando como opção contratos que variavam de oito a 20 meses desde maio, ficou longe de ser cumprida. No momento, os rumores são de que a Fiat deve virar parceira até o fim de 2014, mas o mesmo já se comentava sobre a Caixa Econômica Federal há algumas semanas.
"Os outros clubes tiveram dificuldade enorme de conseguir um patrocinador máster. Estamos em um momento no qual o País passa por problemas, as empresas querem se reestruturar, e não são patrocínios baratos", argumentou Brunoro, insistindo que o crescimento do Avanti diminui os prejuízos da falta de patrocínio.
"O Palmeiras não fica parado. Saímos de 8 mil sócios-torcedores para quase 30 mil. Na proporção em que ainda não conseguimos o máster, trabalhamos em atividades paralelas para compensar e temos tido sucesso com um aumento na arrecadação mensal", comemorou o diretor executivo, ressaltando a espera por patrocínio para fazer investimentos mais ousados no time.
"Às vezes o pessoal fala: ‘tem que fazer dívida mesmo, que se dane!’. Mas o Paulo (Nobre, presidente) e eu pensamos diferente. Tem que ser um futebol com pés no chão. Se conseguirmos passar essa filosofia, o futebol vai ser sustentável, sempre crescendo. Isso que é importante. É o que queremos passar no Palmeiras", ensinou o dirigente.

Jerome Valcke visita obras em São Paulo, Curitiba e Manaus na próxima semana

A primeira visita da Fifa ao Brasil depois da Copa das Confederações está agendada para a próxima semana. O secretário-geral da entidade, Jerome Valcke, tem vistorias confirmadas para estádios de três sedes da Copa do Mundo : São Paulo, Curitiba e Manaus.
O dirigente, que é o responsável da Fifa para acompanhar as obras do Mundial, será acompanhado por Ronaldo e Bebeto, membros do Conselho de Administração do Comitê Organizador Local (COL), e pelo ministro do Esporte, Aldo Rebelo.
O primeiro ponto de vistoria será a cidade que fará a abertura da Copa de 2014. Assim, a comitiva chega à capital paulista na manhã de segunda, onde Valcke observará as obras do estádio do Corinthians e também do Complexo Viário do Polo Institucional de Itaquera. No local, o dirigente da Fifa e os demais participantes da visita conversarão com o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, e o prefeito da cidade, Fernando Haddad.
Em seguida, a comitiva seguirá ainda na segunda para Curitiba, onde será recepcionada pelo governador do Paraná, Beto Richa, e o prefeito da cidade, Gustavo Fruet. Durante a visita à Arena da Baixada, do Atlético-PR, Valcke assistirá à apresentação de projetos dos embaixadores da capital paranaense para a Copa.
Já a terceira cidade que receberá o grupo ficará para terça-feira. O secretário-geral se encontrará com o governador do Amazonas, Omar Aziz, e o prefeito Arthur Virgílio Neto, para avaliar o andamento da Arena da Amazônia, no início da tarde. Valcke também visitará projetos de inclusão para jovens que esperam oportunidades durante a Copa do Mundo.
"Nas três sedes, Jerome Valcke entregará ingressos simbólicos a representantes dos trabalhadores. Todos que ajudaram a construir ou reformar os 12 estádios da Copa do Mundo da Fifa vão receber ingressos para um jogo da Copa do Mundo de 2014 em suas respectivas sede", informou trecho do comunicado emitido pela entidade máxima do futebol.
Com a avaliação nas cidades encerrada, o secretário-geral ainda terá uma reunião do Comitê Organizador Local na quinta-feira, no Rio de Janeiro. A cidade é uma das que já têm estádio pronto para o Mundial, pois o Maracanã foi até utilizado na Copa das Confederações.

Neymar desabafa após polêmica sobre anemia: "Ninguém sabe de nada"

Após a derrota da seleção brasileira para a Suíça, por 1 a 0, na tarde desta quarta-feira, Neymar resolveu desabafar. De acordo com o atacante do Barcelona, a anemia tomou proporções exageradas, já que a perda de peso era esperada depois da cirurgia para remoção de suas amígdalas.
"Quem tem boca fala o que quer. Ninguém vive ou mora comigo. Não é um problema de comida. Criam cada história que não tem nada a ver, muita besteira, e ninguém sabe a verdade. O povo fala demais, fica arrumando pelo em ovo", criticou o camisa 10, visivelmente irritado.
Neymar fez questão de explicar a polêmica. "Perdi seis quilos, mas já recuperei tudo. Essa perda já era esperada após a cirurgia. Já estou treinando e jogando normalmente", afirmou. A questão fez CBF e Barça se alfinetarem, com cada um jogando o problema para o outro.
Enquanto Felipão criticou o clube espanhol pela falta de informações sobre o físico do jogador nos exames médicos, os catalães se defenderam, garantindo que ele já estava anêmico na disputa da Copa das Confederações. No entanto, o atleta resolveu não se aprofundar mais sobre este tema.
Bem alimentado ou não, Neymar estará em campo novamente neste final de semana, quando o Barça estreia no Campeonato Espanhol e começa a defender o título, diante do Levante, no Camp Nou. Até agora, Neymar jogou três jogos e marcou dois gols pelo novo time.

Tite espera exames para definir se Pato volta ao banco corintiano no domingo

Bem no triunfo do Corinthians sobre o Vitória, Alexandre Pato não repetiu o desempenho no empate com o Fluminense. Agora, com a volta de Paolo Guerrero da seleção peruana, o camisa 7 pode retornar ao banco de reservas na partida de domingo, contra o Coritiba, no Pacaembu.
"É um desafio ser justo para caramba. Busco todo dia. Às vezes, não vou conseguir, porque sou um ser humano, mas tenho como ideia a coerência. Vou ver agora a resposta física, ver os atletas à disposição para não correr riscos em demasia", afirmou o técnico Tite.
Como de praxe, o treinador ficará de olho nos exames de sangue que apontam desgaste muscular a ser feitos na sexta-feira. Guerrero, que estava viajando, pode apresentar limitações, e o próprio Pato, sempre cercado de cuidados por seu histórico de lesões, também.
Certo é que Guilherme não estará à disposição. O volante recebeu o terceiro cartão amarelo no Rio de Janeiro e sofreu uma lesão muscular na coxa esquerda que o afastará por um bom período. A exata gravidade da contusão ainda será aferida por meio de exames de imagem.
Já Danilo, que estava desgastado e atuou apenas no finalzinho da partida de quarta, estará provavelmente à disposição para os 90 minutos. Para escalá-lo novamente, Tite terá de sacar alguém da linha de armadores formada por Romarinho, Renato Augusto e Emerson.

Derrota para o Atlético-PR deixará SP com pior campanha entre grandes rebaixados

O São Paulo vive situação inédita em sua história neste Brasileirão. Depois de somar cinco derrotas seguidas em casa pela competição nacional, o time do Morumbi encara a ameaça real do rebaixamento. E a comparação com as campanhas de outros grandes clubes que caíram mostra que novo tropeço nesta quinta-feira, diante do Atlético-PR, pode ser catastrófico.
A equipe dirigida por Paulo Autuori conquistou nove pontos em 12 rodadas. Uma derrota frente aos paranaenses deixará os são-paulinos com o pior início de torneio do que os cinco grandes que já foram para a Série B na era dos pontos corridos.
Primeiro a cair, o Grêmio ainda não sofria com o fantasma da segunda divisão após completar 13 jogos em 2004. A equipe tinha marcado 15 pontos e era o 17º colocado na tabela – na época, o Brasileirão era disputado por 24 clubes e eram rebaixados do 21º em diante. Os gaúchos entraram na zona da degola pela primeira vez na 29ª das 46 rodadas.
O ano seguinte foi marcado pela queda do Atlético-MG, que na mesma altura da atual disputa já dava pinta de que iria cair. Com somente 11 pontos, o time era o vice-lanterna depois de 13 partidas. Ainda assim, o aproveitamento era melhor do que o São Paulo de 2013.
O Corinthians foi rebaixado em 2007, mas ainda não frequentava a zona da degola na 13ª rodada. A equipe tinha 17 pontos e ocupava a 15ª posição, em um campeonato já com 20 clubes, modelo idêntico ao de hoje. A primeira visita dos alvinegros ao Z4 foi somente na 27ª jornada.
Na temporada de 2008 foi a vez do Vasco. Se fazia campanha pior que a dos corintianos, a situação era aparentemente mais tranquila: com 15 pontos, os cariocas estavam no 12º lugar. Bastaram mais seis jogos, porém, para que o clube cruz-maltino entrasse pela primeira vez na zona de rebaixamento.
Último grande a ser degolado, o Palmeiras passou a maior parte do Brasileirão do ano passado entre os rebaixados. Depois de passar as primeiras partidas focado somente na Copa do Brasil, o time do Palestra Itália chegou a seu 13º compromisso com apenas dez pontos e na 18ª colocação.
Mesmo se vencer o Atlético-PR nesta quinta, o São Paulo continuará na vice-lanterna do Brasileirão. Os adversários, no entanto, terão realizado um jogo a mais. Já o clube paranaense assumirá a quarta posição em caso de triunfo no Morumbi.