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segunda-feira, 2 de março de 2015

Novo titular, Willians passa a receita antes da estreia no Mineirão

Volante foi apresentado em fevereiro, mas só realizou um jogo até o momento
Contratado para repor a saída de Lucas Silva no Cruzeiro, a chegada do volante Willians também foi proveitosa para que o clube ganhasse mais um pilar para a Copa  Libertadores, grande objetivo celeste neste primeiro semestre de 2015. Aos 29 anos, o jogador já conhece a competição. Na edição de 2012, Willians entrou em campo por seis vezes pelo Flamengo, e teve sua experiência sobre os segredos e armadilhas do torneio.
"A libertadores é uma competição muito aguerrida. Já disputei duas, tenho experiência. Dentro de casa temos que fazer nosso papel, errar o mínimo, para poder sair do estádio com a vitória. Espero que possamos fazer um grande jogo na terça-feira", comentou o volante, que já sabe que vai começar a partida no time principal.
Os 45 minutos jogados na estreia do Cruzeiro, diante do Universitário Sucre, já foram o suficiente para que o volante conquistasse a confiança do treinador Marcelo Oliveira. No compromisso do último sábado, diante do Tupi, em Juiz de Fora, o comandante deixou Willians de fora justamente para poupá-lo, enquanto o antigo titular Willian Farias foi para a reserva.
"Desde quando eu cheguei vim em busca dessa titularidade, respeitando todos, então espero que eu possa fazer um grande jogo na terça-feira. Mas temos que ficar atento dentro de campo porque a concorrência é grande", completou.
No jogo desta terça-feira, Willians também fará sua estreia em casa pelo Cruzeiro. Até o momento, o jogador só entrou em campo pela Libertadores, durante o segundo tempo do jogo na Bolívia. Pelo Campeonato Mineiro, o volante ainda não foi utilizado pelo treinador celeste.

domingo, 30 de novembro de 2014

CRUZEIRO VENCE, AUMENTA VANTAGEM NA LIDERANÇA E MANTÉM CORITIBA NO Z-4

coritiba x cruzeiro couto pereira (Foto: Geraldo Bubniak / Light Press)
Em partida marcada por reencontros e despedidas, o Cruzeiro venceu o Coritiba por 2 a 1, na noite desta quarta-feira, no Couto Pereira. No último encontro de Alex com um dos principais clubes da sua carreira - foi o destaque do título nacional de 2003 -, o jogador até que tentou conter o ímpeto mineiro, mas viu Marcelo Moreno e Éverton Ribeiro garantirem mais uma vitória do líder do Brasileirão. O time soma 52 pontos e aumenta sua vantagem sobre o vice-líder: tem oito a mais do que o Inter.  O São Paulo, que empatou em casa com o Famengo, caiu para o terceiro lugar, com 43.
O Cruzeiro, derrotado no clássico com o Atlético-MG, voltou a ganhar fora de casa, após empatar com o Fluminense e perder para o São Paulo. Já o Coritiba fracassou na tentativa de sair do Z-4 e caiu para a 18ª colocação - pode terminar a rodada em 19º se o Palmeiras ao menos empatar com o Vitória nesta quinta.
Com mais recursos técnicos do que o Coritiba, o time de Marcelo Oliveira tomou as rédeas do jogo e marcou de pênalti logo aos sete minutos. Em contra-ataque mortal, aumentou ainda na primeira etapa, com Everton Ribeiro, aplaudido por torcedores de seu ex-time. O Coritiba de Marquinhos Santos se manteve organizado taticamente, mas as deficiências técnicas e o nervosismo minaram as suas possibilidades. O gol do Coxa veio aos 16 minutos do segundo tempo, com Martinuccio, em lampejo de reação. Os jogadores ainda saíram de campo reclamando de um pênalti em Zé Love no fim da partida, quando foi agarrado na área.
Na próxima rodada, o Coritiba enfrenta o Internacional, às 18h30 (de Brasília) de domingo, no Beira Rio. O Cruzeiro encara o Sport, no sábado, às 18h30, na Arena Pernambuco.
O jogo
Os primeiros minutos da etapa inicial já foram suficientes para mostrar a qualidade e superioridade do Cruzeiro. Mesmo atuando fora de casa, a equipe mineira dominava as ações e, logo aos sete minutos, viu o volante Germano agarrar Nilton dentro da área. De pênalti, o artilheiro Marcelo Moreno abriu o placar no Couto Pereira e marcou pela 12ª vez no campeonato, gerando muita reclamação dos donos da casa. Everton Ribeiro ampliou o marcador, aos 38 minutos, após cruzamento de Ceará.
A necessidade de vencer fez o Coritiba voltar mais ofensivo para o segundo tempo, com a entrada do atacante Martinuccio na vaga do volante Germano. E o argentino precisou de 16 minutos para diminuir a vantagem mineira. Após cruzamento de Alex, a zaga do Cruzeiro afastou mal, e Martinuccio soltou uma bomba no rebote para vencer Fábio.
A Raposa seguia com a mesma proposta do primeiro tempo: deixava o adversário avançar e chegava com perigo em contra-ataques. Aos 21 minutos, em bela jogada envolvendo os dois marcadores da noite, Ricardo Goulart assustou o goleiro Vanderlei. O Coxa apostou em bolas levantadas na área (foram 22 na partida), e numa delas reclamou de agarrão em Zé Love dentro da área.

terça-feira, 23 de setembro de 2014

CARLOS BRILHA, E GALO QUEBRA DOMÍNIO DO LÍDER ABSOLUTO CRUZEIRO NO MINEIRÃO

Até este domingo, quando encerra a 23ª rodada do Brasileirão, nenhum time havia vencido o líder absoluto Cruzeiro no Mineirão. Aliás, nenhum time havia vencido a equipe celeste no Gigante da Pampulha a temporada inteira de 2014. Coube justamente a seu maior rival o belo feito. E o Galo precisou de garra, inteligência e um jogador em tarde inspirada. Com dois gols de Carlos, aproveitou os descuidos do adversário para sair vitorioso por 3 a 2. Diego Tardelli fez o outro gol do Atlético-MG, e Ricardo Goulart e Alisson marcaram os da Raposa. O resultado leva o Alvinegro para mais perto do G-4,. na quinta colocação, com 37 pontos.
A derrota não alterou a situação dos cruzeirenses: continuam na liderança folgada na competição, com 49 pontos, sete a mais que o vice-líder São Paulo, derrotado pelo Corinthians neste domingo também por 3 a 2. A partida acabou marcada também por incidentes nas arquibancadas, principalmente na área da torcida visitante. Apesar disso, a torcida atleticana, que só teve direito a 10% dos ingressos da carga total, fez a festa e saiu do Mineirão comemorando o fato de ter vencido o rival nos dois turnos e quebrado a invencibilidade celeste de 23 partidas no Gigante da Pampulha - o Cruzeiro não perdia uma partida ali desde 1º de dezembro de 2013, quando foi derrotado pelo Bahia..
Na próxima rodada, o Cruzeiro vai ao Couto Pereira enfrentar o Coritiba. A partida será quarta-feira, às 19h30 (de Brasília). O Atlético-MG joga só na quinta, quando, às 20h30, recebe o Santos, no Independência.
Emoções e confusão
Mesmo tendo como adversário o rival Atlético-MG, o Cruzeiro manteve o estilo de jogo ofensivo desde os minutos iniciais. O resultado foi domínio territorial absoluto, e maior posse de bola da Raposa. Mas a superioridade não foi traduzida em gols. Chegou a mandar uma bola na trave, no começo, com Alisson, mas ficou só nisso. Até porque foi o Galo que marcou primeiro. E em dose dupla. Aos 38 minutos, Carlos abriu o placar. Dois minutos depois, Tardelli ampliou. A torcida do Cruzeiro parecia não acreditar no que via, enquanto a atleticana, em meio à comemoração, estourava bombas e soltava sinalizadores, o que fez o árbitro da partida, Marcelo Lima Henrique, paralisar a partida por dois minutos.
Ao Cruzeiro não restava outra opção a não ser se mandar para o ataque. O prêmio pela coragem surgiu com um gol de Ricardo Goulart aos 46 minutos, depois de jogada de Éverton Ribeiro. O gol devolveu a Raposa ao jogo e deixou muita expectativa e emoções para o segundo tempo.
Sangue-frio
Era a injeção de ânimo da qual o Cruzeiro precisava. O time azul voltou com tudo em busca do empate, repetindo a blitz no início do primeiro tempo. O gol não demorou a sair. Aos seis minutos, Alisson marcou de voleio e mudou o panorama da partida. O técnico Levir Culpi pôs  Josué no lugar de Luan e deixou mais forte a marcação atleticana. O meio-campo congestionado dificultou a vida da Raposa, que dava espaços para o rival contra-atacar. E num rápido ataque nos acréscimos do jogo, saiu o gol da vitória atleticana. Leandro Donizete acertou cruzamento perfeito para o garoto Carlos, de cabeça, marcar seu segundo gol no jogo e o tornar herói do clássico. O sangue-frio alvinegro foi premiado com o resultado. Festa da minoria no Mineirão. Os 10% de atleticanos foram para a casa felizes da vida. Afinal, só o Galo venceu o Cruzeiro no Mineirão este ano.

sábado, 20 de setembro de 2014

SEM DIFICULDADES, LÍDER CRUZEIRO BATE O FURACÃO E AMPLIA VANTAGEM NA PONTA

Atlético-PR perde para o Cruzeiro no Mineirão (Foto: Maurício Mano/ Site oficial Atlético-PR)
Quem pensou ver um Cruzeiro abatido após a derrota para o São Paulo, no último domingo, se enganou. Na noite desta quarta-feira, com tranquilidade absoluta e domínio total, o líder do Brasileiro bateu o Atlético-PR por 2 a 0, no Mineirão, com gols de Alisson e Marcelo Moreno. O Furacão correu, lutou e se esforçou muito, mas em nenhum momento levou perigo ao goleiro Fábio ou ameaçou a vitória cruzeirense, que teve no lateral Egídio e no meia Alisson os principais nomes.
Com o resultado da partida, válida pela 22ª rodada da Série A, o Cruzeiro voltou a ampliar a vantagem sobre o vice-líder São Paulo para sete pontos, 49 a 42, já que o time paulista acabou derrotado para o Coritiba por 3 a 1. O Atlético-PR fica estacionado no meio da tabela, com 28 pontos, na 11ª colocação.

Os dois times voltam a jogar no fim de semana. Domingo, às 16h, o Cruzeiro faz o clássico com o rival Atlético-MG, no Mineirão. Antes, o Atlético-PR recebe o Internacional, sábado, às 18h30 (de Brasília), na Arena da Baixada, em Curitiba.
Domínio absoluto

O Cruzeiro começou o jogo sufocando o Atlético-PR no campo de defesa desde os primeiros minutos. A volta de Egídio ao time, após seis partidas se recuperando de uma fratura na mão esquerda, fez o time variar as jogadas pelos dois lados do campo, o que confundiu muito a defesa paranaense. Com o jovem Alisson inspirado, os mineiros foram amplamente superiores em toda a primeira etapa. Prova disso é que chegaram a ter 75% de posse de bola.

Tanta pressão não poderia ter outra consequência: um gol do Cruzeiro. O autor foi justamente Alisson. Aos 26 minutos, ele foi premiado pelo futebol ofensivo e ousado apresentado até então. O Furacão não conseguia se desvencilhar do domínio. A única válvula de escape do Rubro-Negro, o atacante Marcelo, pouco produziu nos primeiros 45 minutos.

Mais um do artilheiro

A volta para o segundo tempo deu a impressão de que o Atlético-PR mudaria o panorama do jogo e equilibraria as ações. Mas foi só uma impressão. Com Willian no lugar do machucado Júlio Baptista, o que se viu em campo foi o domínio do Cruzeiro mantido. Em alguns momentos, até foi maior. O segundo gol não demorou a sair, aos 10 minutos, com Marcelo Moreno, pela primeira vez artilheiro isolado do Brasileirão, com 11 gols.

Nem com dois gols de desvantagem o Furacão saiu para o jogo. Um pouco por tentar evitar uma goleada e também por faltar força e futebol na noite desta quarta. Como o Cruzeiro "tirou o pé" nos minutos finais - satisfeitíssimo com o resultado e se poupando para o clássico de domingo -, o fim do jogo foi morno. O que não diminuiu em nada a festa dos cruzeirenses no Mineirão, uma rotina neste Campeonato Brasileiro.

    SÃO PAULO SUPERA CRUZEIRO EM CASA E DIMINUI DIFERENÇA NA BRIGA PELO TÍTULO

    rogerio ceni são paulo x cruzeiro (Foto: Marcos Ribolli)
    São Paulo e Cruzeiro fariam a “final” do Brasileirão. A afirmação foi feita por torcedores, especialistas, curiosos, amantes do futebol... Menos pelos técnicos e jogadores envolvidos na partida. Tudo bem, compreensível. Mas que o duelo no Morumbi teve tudo que uma decisão de campeonato tem, ah, isso teve. A vitória do Tricolor por 2 a 0 sobre o líder do campeonato teve vários elementos que comprovam isso. Estádio cheio, lances bonitos, polêmica e futebol de alto nível.
    Para aqueles que decretavam a edição 2014 do Campeonato Brasileiro como definida, um aviso: a disputa pela liderança pode esquentar entre são-paulinos e cruzeirenses. É verdade que o time de Minas Gerais segue isolado na ponta, com 46 pontos, mas agora vê o segundo colocado São Paulo mais perto, apenas quatro atrás. Ainda faltam 17 rodadas. Tempo suficiente para o Tricolor tentar diminuir ainda mais essa distância ou para a Raposa tentar aumentar.
    Rogério Ceni foi um dos principais destaques da partida. Fez o primeiro gol do Tricolor (Alan Kardec fez o outro) e salvou o time em defesas importantes, parando as sensações Ricardo Goulart e Everton Ribeiro. O tropeço do Cruzeiro no Morumbi foi apenas o terceiro do time de Marcelo Oliveira na competição - a Raposa não perdia desde a oitava rodada.
    Líder e vice-líder voltam a campo pelo Brasileirão na quarta-feira. O time mineiro recebe o Atlético-PR, no Mineirão, às 19h30. E a equipe paulista joga com o Coritiba, às 22h, no estádio Couto Pereira.
    O jogo

    Não é à toa que São Paulo e Cruzeiro são os dois melhores times do Brasileirão atualmente. Quem tiver alguma dúvida precisa rever a partida deste domingo. Que belo jogo os dois times protagonizaram no Morumbi. Praticamente todos os lances de ataque foram perigosos. Não houve meio termo. Everton Ribeiro e Ricardo Goulart foram agudos contra o Tricolor no primeiro tempo. Pararam, porém, na pontaria e em grande defesa de Rogério Ceni em chute de Goulart aos 28 minutos. O São Paulo arriscou com Ganso, com Pato e... com Toloi. O zagueiro perdeu gol incrível após passe do camisa 10, aos 16.
    O São Paulo demorou a engrenar. Mas quando encaixou o jogo foi, é claro, pelo quarteto Kaká, Ganso, Pato e Kardec. Aos 33, Ganso recebeu belo passe na direita da grande área e foi derrubado por Dedé. Pênalti. Os são-paulinos pediram o segundo amarelo para o zagueiro do Cruzeiro. Mas o árbitro não deu. Na cobrança, aos 35, Rogério Ceni fez o gol número 120 de sua carreira. E o sétimo em Fábio, maior vítima do goleiro-artilheiro. Na sequência da partida, o Cruzeiro pressionou com qualidade. E o Tricolor só não ampliou porque Alexandre Pato foi fominha em dois contra-ataques.
    Preocupado com Dedé, que já tinha amarelo e saiu ileso do pênalti cometido em Ganso, o técnico Marcelo Oliveira mexeu na zaga do Cruzeiro, colocando Manoel em seu lugar. O São Paulo não mexeu e continuou ofensivo. Só não ampliou aos quatro minutos, com Kardec, porque o atacante chutou para fora na pequena área. Na sequência, o Cruzeiro teve a chance de empatar com Everton Ribeiro. Ceni, mais uma vez, fez linda defesa. Levemente melhores na etapa final, os donos da casa dominavam as ações. Até o zagueiro Edson Silva tentou de longe. Fábio defendeu.

    Assim como Ceni, o goleiro do Cruzeiro estava fazendo grande partida. Mas não conseguiu parar Alan Kardec aos 25 minutos. Após cobrança de escanteio de Ganso, Marcelo Moreno desviou e a bola sobrou para o atacante. O cruzeirense fez linda defesa na primeira, mas não segurou a segunda: 2 a 0. Com a vantagem no placar, o Tricolor cresceu ainda mais na partida. Teve várias chances com Kaká, com Toloi, com Pato... mas não fez o terceiro. O Cruzeiro bem que tentou uma reação, mas a defesa do adversário estava bem postada.

    sábado, 13 de setembro de 2014

    DE VIRADA, CRUZEIRO BATE BAHIA E MANTÉM VANTAGEM NA LIDERANÇA

    Cruzeiro x Bahia (Foto: Bruno José / Futura Press)
    O Cruzeiro precisou mais do que inspiração para vencer o Bahia por 2 a 1, de virada, na noite desta quinta-feira, no Mineirão, na 20ª rodada do Campeonato Brasileiro. O futebol vistoso apresentado ao longo da competição deu lugar à garra e à raça dos jogadores, que suaram a camisa para superar as dificuldades encontradas no primeiro tempo e conseguir o resultado no segundo, quando entraram perdendo. A reviravolta veio dos pés dos recém-chegados dos amistosos da Seleção nos Estados Unidos: Éverton Ribeiro e Ricardo Goulart. O gol do Bahia foi marcado por Rafael Miranda, na primeira etapa. O público pagante foi de 20.861, e proporcionou renda de R$ 767.253,00.
    O resultado deixa o Cruzeiro disparado na liderança do Brasileirão com 46 pontos, sete a mais que o vice-líder São Paulo. As duas equipes se enfrentam no domingo, às 16h (de Brasília), no Morumbi. No mesmo dia e horário, o Bahia, que segue na lanterna com apenas 17 pontos, recebe o Figueirense no Estádio Joia da Princesa, em Feira Santana-BA.
    O jogo

    O Cruzeiro começou a partida pressionando, mas esbarrava no bloqueio eficiente montado pela defesa do Bahia. Tanto que as melhores chances dos mineiros na etapa inicial – duas bolas no travessão – foram em lances de bola parada. Ao perceber que sua missão defensiva estava sendo bem cumprida, o Bahia resolveu se arriscar no ataque e acabou sendo premiado com um gol aos 29 minutos. Após cruzamento da esquerda feito por Guilherme Santos, Rafael Miranda chutou rasteiro no canto esquerdo de Fábio. Em vantagem, a equipe recuou ainda mais e conseguiu levar o 1 a 0 para o vestiário.
    No segundo tempo, a postura do Cruzeiro foi ainda mais ofensiva. O goleiro Marcelo Lomba já havia feito grande defesa numa cabeçada de Manoel, quando o gol da Raposa saiu, em pênalti contestado pelos baianos e bem cobrado por Éverton Ribeiro. Após o lance, Titi acabou expulso. Com um a mais em campo, o domínio cruzeirense ficou ainda maior. O gol da vitória foi marcado por Ricardo Goulart, após passe de Marcelo Moreno. Os dois agora dividem a artilharia do Brasileirão, com dez gols. Ao final da partida, após muitas reclamações com o árbitro da partida, Fahel também foi expulso.

    ENTRE ALTERNATIVAS, GOLS E BOM FUTEBOL, FLU E CRUZEIRO EMPATAM NO MARACANÃ

    Fred e Dede, Fluminense X Cruzeiro (Foto: Getty Images)
    Quando ocorre o encontro entre dois times que gostam de jogar futebol e se entregam em campo em busca da vitória, o resultado é um jogo cercado de alternativas e com gols em profusão. Assim, Fluminense, em busca de uma vaga entre os quatro primeiros colocados, e Cruzeiro, líder absoluto, com 43 pontos, empataram por 3 a 3, neste domingo, no Maracanã, em confronto digno de clubes que se prepararam para estar entre os melhores do Campeonato Brasileiro. O público pagante foi de 23.534 (27.194 presentes), para uma renda de R$ 617.185,00.
    Para seguir sua caminhada na busca do tetracampeonato, o Cruzeiro, que segue sem vencer no novo Maracanã em seis jogos disputados, vai enfrentar o Bahia, quinta-feira, no Mineirão. Mesmo com o empate deste domingo, o time fechou o primeiro turno com a melhor campanha dos pontos corridos desde 2006, quando a competição passou a ter 20 clubes: 43 pontos. Já o Fluminense, quinto colocado, com 31, joga contra o Figueirense, em Florianópolis.
    O jogo
    A previsão de um grande jogo entre times que entram em busca de uma vitória se confirmou rapidamente. O Fluminense recebeu o líder Cruzeiro disposto a mostrar que a vantagem aberta pelo clube mineiro na liderança da competição ainda é passível de redução. Para isso, manteve seus jogadores com características ofensivas.
    Líder do Brasileiro, o Cruzeiro foi para o jogo com uma série de desfalques importantes, como seus dois principais jogadores: Everton Ribeiro e Ricardo Goulart. Apesar das perdas, o técnico Marcelo Oliveira ainda conseguiu colocar em campo um time forte.
    Apesar da capacidade ofensiva dos dois times, o jogo começou estudado e o primeiro gol saiu em um erro de Cícero. Por imprudência, arriscou uma voadora para cortar um lançamento dentro da área e acertou Samudio. Pênalti batido por Júlio Baptista para abrir o placar, aos 14 minutos.
    Samudio entrou em campo graças a um pedido do Cruzeiro de liberação da seleção paraguaia, já que também não poderia contar com Egídio, machucado. Valeu a pena por alguns minutos, já que em seguida deixou o campo com um problema no joelho esquerdo para a entrada de Ceará.
    No mesmo lance em que fez a substituição, Marcelo Oliveira viu seu time sofrer o empate, aos 17. 
    Conca cobrou escanteio, Elivélton ganhou de Dedé e cabeceou na direção de Wagner, que completou para o gol, em condição legal graças ao posicionamento de Mayke ao lado da trave.
    O jogo cresceu e o Fluminense aproveitou o momento de desestabilidade do adversário para virar o jogo. Conca recebeu a bola pelo lado esquerdo, aproveitou o espaço aberto depois de um choque entre Fred e Dedé e tocou para Cícero virar o jogo, aos 22.
    Conca perde chance
    O Cruzeiro começou a se complicar e graças a duas grandes defesas de Fábio na mesma jogada não sofreu o gol. Aos 41, Bruno deu bom passe para Fred chutar para Fábio defender. Na sequência, a bola bateu na trave e sobrou limpa para Conca chutar novamente e o goleiro do Cruzeiro reagir rapidamente e salvar mais uma vez.
    O castigo ao Fluminense veio em seguida. Aos 44, depois de uma falta cobrada da direita, a bola sobrou para Júlio Baptista chutar fraco, mas suficientemente no canto para vencer Klever e empatar o confronto.
    O início do segundo tempo abriu oportunidades para os dois lados. Em menos de 10 minutos, Fluminense Cruzeiro já poderiam ter feito o terceiro gol, com Fred e Willian, respectivamente. Os ataques passaram a levar vantagem sobre as defesas com mais facilidade, faltando capricho no último passe e nas finalizações.
    E quem marcou primeiro foi o Cruzeiro. Em contra-ataque fulminante, Mayke paraceu livre na frente de Klever, que fez uma grande defesa, mas na sequência Marlone cruzou, Elivélton errou o corte de cabeça, e Marcelo Moreno acertou um belo voleio para fazer 3 a 2, aos 13 minutos do segundo tempo.
    O Fluminense passou a se lançar ao ataque. No entanto, as chances foram escassas, com exceção da reclamação de um pênalti de Nilton em Wagner e uma finalização de Conca dentro da área que Fábio salvou. Por outro lado, o Cruzeiro representou intenso perigo nos contra-ataques. O jogo permaneceu até o fim com a expectativa de que poderia ter uma mudança de placar. E aconteceu. Kenedy, aos 43, empatou o jogo e fechou o placar em 3 a 3.

    quinta-feira, 4 de setembro de 2014

    CRUZEIRO LEVA SUSTO, VIRA SOBRE A CHAPE E AUMENTA FOLGA NA LIDERANÇA

    marcelo moreno cruzeiro x chapecoense (Foto: GUSTAVO THEZA/BRAZIL PHOTO PRESS/Agência Estado)
    Nada como uma boa conversa para resolver os problemas. Este hábito, tão típico dos mineiros, foi essencial para que o Cruzeiro vencesse a Chapecoense por 4 a 2 na noite deste sábado no Mineirão. Os catarinenses saíram na frente e suportaram a pressão da Raposa durante todo o primeiro tempo. Mas o papo do técnico Marcelo Oliveira com os jogadores no intervalo foi fundamental na mudança de postura do time no segundo tempo. Além disto, a entrada do jovem meia Alisson deu outra dinâmica ao Cruzeiro, que tomou as rédeas do jogo e construiu a vitória com naturalidade. Os gols foram marcados por Marcelo Moreno (2), Léo e Alisson para os mineiros; Zezinho e Bruno Rangel fizeram para os catarinenses.

    O resultado deixa o Cruzeiro tranquilo na ponta do Brasileirão, com 42 pontos, oito mais que o Internacional, vice-líder. A Chape fica com 19, na 15ª colocação. A Raposa lidera também a lista de artilheiros da competição. E em dose dupla, já que Ricardo Goulart e Marcelo Moreno agora têm nove gols cada. O jogo teve público pagante de 26.682 pessoas, que proporcionaram renda de R$ 1.203.320,00.


    Na próxima rodada, a última do turno, o Cruzeiro vai ao Rio de Janeiro enfrentar o Fluminense no Maracanã. A partida será no domingo, às 16h (de Brasília). A Chapecoense jogará em casa. No sábado, às 21h, recebe o Goiás, na Arena Condá. Antes, porém, o Cruzeiro tem compromisso pela Copa do Brasil. Quarta-feira, às 19h30, pega o Santa Rita-AL, em Arapiraca, pelo jogo de volta das oitavas de final. A Raposa tem a classificação encaminhada, já que goleou o time alagoano por 5 a 0 no jogo de ida.

    O jogo

    Antes de a bola rolar, a Chapecoense não escondeu de ninguém que viria ao Mineirão para jogar fechada e buscar o empate. A postura dos catarinenses não indicava falta de ambição, mas sim respeito, porque, afinal, o Cruzeiro não perdeu no Mineirão este ano. Retrancada, com duas linhas paralelas de quatro homens protegendo a defesa, a Chapecoense cumpriu o roteiro, que ficou ainda melhor para ela quando, aos 10 minutos, Zezinho abriu o placar. Após um chute despretensioso do volante Dedé, o atacante da Chape desviou a bola, que entrou no canto direito do gol de Fábio.

    No restante do primeiro tempo, só deu Cruzeiro. O time mineiro encurralou o adversário no campo de defesa e teve pleno domínio do jogo e da posse de bola. O problema é que a Raposa não conseguiu concretizar a superioridade em jogadas efetivas que assustassem o goleiro Danilo. Com muitos erros de passe e excessivo número de cruzamentos para a área, o Cruzeiro não teve nenhum lance que realmente assustasse a Chapecoense antes do intervalo.

    Superação e virada
    No intervalo, o técnico Marcelo Oliveira chamou a rapaziada para um papo reto, daqueles que acordam qualquer time. Além disso, mandou Alisson para o jogo, no lugar de Willian. A conversa e entrada do jovem meia foram fundamentais para mudar a cara do Cruzeiro e o rumo da partida. Em 12 minutos, o time fez três gols e praticamente assegurou a vitória no Mineirão. Curiosamente, os dois primeiros gols nasceram de cruzamentos na área, jogada que o time tentou várias vezes sem sucesso no primeiro tempo: o do empate, aos quatro minutos, com Léo, e o da virada, aos seis, com Marcelo Moreno.

    Alisson fez 3 a 1 aos 12 minutos. A Chapecoense ainda diminuiu o placar aos 24, com Bruno Rangel, que não marcava há 10 jogos. Os catarinenses, porém, não tiveram tempo para comemorar, porque o Cruzeiro fez o quarto gol um minuto depois, novamente com Marcelo Moreno. Os minutos finais do jogo serviram para a torcida celebrar a fase do time e gritar o nome dos jogadores que tiveram que suar muito para bater a valente equipe da Chapecoense e manter a liderança tranquila do Brasileirão.

    CRUZEIRO BATE GOIÁS, GARANTE "TÍTULO" DO 1º TURNO E ABRE SETE PONTOS NO TOPO

    Sem o artilheiro Ricardo Goulart, com incômodo muscular e com outros dois titulares poupados, o Cruzeiro venceu o Goiás, por 1 a 0, na noite deste domingo, no Serra Dourada, em Goiânia, conquistando com duas rodadas de antecedência o título simbólico de campeão do primeiro turno. Os jogadores celestes aproveitaram para homenagear o volante Tinga, que se recupera de cirurgia na perna direita. Com sua 12ª vitória no Brasileirão, a quarta como visitante, o time celeste atingiu 39 pontos abrindo sete de vantagem sobre o São Paulo, novo vice-líder, que não poderá descontar essa diferença nos dois jogos que ainda restam aos participantes na primeira metade da competição. A equipe esmeraldina ainda desperdiçou a cobrança de pênalti, aos 50 min, por meio de David.
    E o triunfo contra o Goiás fez o Cruzeiro voltar a vencer como visitante, o que não havia acontecido nos dois últimos jogos nessa condição, quando aconteceram empates diante de Botafogo e Criciúma. Já a equipe esmeraldina sofreu a quinta derrota consecutiva, a segunda dentro de casa, aumentando ainda mais o jejum, que completará um mês. O último trinfo da equipe, que segue com 20 pontos, foi em 27 de julho, sobre o São Paulo, por 2 a 1. Depois, perdeu para Fluminense, Bahia, Internacional, Corinthians e, agora, Cruzeiro. Dessa forma, Ricardo Drubscky tem seu cargo cada vez mais ameaçado.
    As fases do jogo: O Cruzeiro custou a engrenar. Pressionado por quatro derrotas consecutivas, o Goiás começou no ataque e criou duas boas chances de gol. Na melhor delas, David arriscou chute forte, defendido com dificuldade por Fábio, que deu rebote, não aproveitado pelos jogadores do time da casa. Aos poucos, o líder do Brasileirão foi se ligando ao jogo, explorando os espaços concedidos pelo Goiás para contra-atacar. Assim, chegou ao gol, aos 25 min, quando Everton Ribeiro lançou Marcelo Moreno, que bateu cruzado. Em vantagem, a equipe de Marcelo Oliveira administrou o restante dessa etapa, jogada sob forte calor e em campo de grandes dimensões. O time esmeraldino tentou uma pressão nos minutos finais, mas não conseguiu o gol.
    Ao longo da segunda etapa, o Cruzeiro desperdiçou muitas chances para ampliar sua vantagem e confirmar a vitória sem riscos. Mas, os celestes não conseguiram aproveitar essas oportunidades e deixaram o jogo aberto até o final, estimulando o Goiás a buscar o empate, muitas vezes na base da vontade, tentando pressionar o time mineiro. Aos 34 min, a equipe da casa quase empatou, em cobrança de falta de David, que foi desviada por Fábio, bateu no travessão e saiu a escanteio. Para melhorar a marcação, Marcelo Oliveira colocou o volante Henrique, em princípio poupado, no lugar do atacante Willian. Mas o Goiás pressionou e Fábio foi decisivo, novamente, aos 40 min, em chute de Eric. Aos 48 min, a arbitragem viu pênalti de Dedé, em esquerdinha, Mas David errou a cobrança, mandando a bola para fora.
    O melhor: Fábio – A exemplo do que aconteceu contra o Grêmio, o goleiro voltou a se destacar com defesas fundamentais, em momentos decisivos do jogo, garantindo o triunfo celeste pelo placar mínimo, pela segunda vez consecutiva.
    O piorDavid – O meia do Goiás teve a chance de interromper a série de derrotas consecutivas, mas desperdiçou a cobrança de pênalti de Dedé em Esquerdinha, aos 50 min da etapa final.
    A chave do jogo: Contra-ataque celeste – O Cruzeiro não costuma variar muito a sua forma de jogar em casa e como visitante, procurando quase sempre tomar a iniciativa das ações ofensivas. Contra o Goiás, no entanto, a equipe celeste optou em jogar pelo contra-ataque, especialmente no primeiro tempo, tentando tirar proveito do desespero esmeraldino. Já na segunda etapa, em alguns momentos, o time de Marcelo Oliveira adiantou sua marcação e atacou mais, como forma de manter a posse de bola no ataque.
    Toque dos técnicos: Por jogar em um campo enorme para os atuais padrões do futebol brasileiro, o técnico Marcelo Oliveira se preocupou em poupar Mayke e Henrique, que estavam desgastados, substituindo-os por Ceará e Nilton, mais descansados, além de optar pelo jovem e veloz Alisson na vaga do lesionado Ricardo Goulart. Dessa forma, ele armou o Cruzeiro para jogar no contra-ataque, atraindo o Goiás, que, mesmo com escalação cautelosa no papel, na prática lançou-se ao ataque em razão da difícil situação na tabela de classificação. E foi em um contra-ataque que Marcelo Moreno definiu o jogo.

    CRUZEIRO SUPERA MARCAÇÃO DO GRÊMIO, MARCA NO FIM E AMPLIA FOLGA NA PONTA

    Lucas Silva Cruzeiro x Grêmio (Foto: Bruno José / Futura Press)
    Se não dá para ser na técnica, vai na raça. Foi assim que o Cruzeiro conseguiu a difícil vitória por 1 a 0 sobre o Grêmio, na noite desta quinta-feira, no Mineirão, com gol de Dagoberto aos 40 minutos do segundo tempo. A jogada decisiva da partida teve origem numa roubada de bola no campo de defesa pelo zagueiro Dedé, que arrancou pela direita e fez cruzamento perfeito para a cabeçada certeira do atacante, que entrou na segunda etapa. O jogo, que marcou a volta de Felipão ao Mineirão após a derrota de 7 a 1 para a Alemanha com a seleção brasileiras, na semifinal da Copa do Mundo, teve público de 32.294 pagantes, com renda de R$ 1.424.807.

    O resultado manteve o Cruzeiro, com impressionantes 91% de aproveitamento em casa, na liderança do Campeonato Brasileiro, com 36 pontos, ampliando para cinco a vantagem sobre Internacional e Corinthians, que dividem a segunda posição – o Timão perde para o Colorado nos critérios de desempate. O Grêmio é apenas o décimo colocado, com 22 pontos.

    Na próxima rodada, o Cruzeiro vai ao Serra Dourada, em Goiânia, enfrentar o Goiás, domingo, às 18h30 (de Brasília). No mesmo dia, mas às 16h, o Grêmio recebe o Corinthians na Arena, em Porto Alegre.
    Domínio tricolor
    O jogo correspondeu às expectativas criadas antes de a bola rolar. Os dois times entraram em campo com propostas ofensivas. Logo de cara, Felipão tratou de anular um dos principais pontos fortes do Cruzeiro: o apoio dos laterais. Com Luan e Dudu abertos pelas pontas, Mayke e Egídio tiveram pouca liberdade para chegar ao campo de ataque. Isso forçou o time mineiro a concentrar as jogadas pelo meio, o que sobrecarregou Éverton Ribeiro, que pouco conseguiu mostrar por que foi lembrado por Dunga na recente convocação para a Seleção.

    O destaque do Grêmio no primeiro tempo foi Dudu. Revelado nas categorias de base do Cruzeiro, o atacante bagunçou o sistema defensivo do ex-clube, com jogadas de habilidade e velocidade. Foram dele as duas principais jogadas dos primeiros 45 minutos. Em ambas, Fábio brilhou para evitar o gol gaúcho. Com o placar em branco, as emoções ficaram mesmo para o segundo tempo.
    Acreditar até o fim

    A partida ganhou em velocidade e emoção na etapa final. Marcelo Oliveira e Felipão mexeram nos times para acertar falhas na marcação e, principalmente, para aumentar o poder de fogo. Com Dagoberto de um lado e Fernandinho do outro, o jogo ficou aberto e com chances para os dois times. Mas o Grêmio continuava a impedir a maior parte das jogadas vindas dos convocados de Dunga, Éverton Ribeiro e Ricardo Goulart.

    Quando o 0 a 0 parecia que não sairia do placar, Dedé roubou uma bola na defesa e disparou para o ataque. O zagueiro olhou para a área, viu a movimentação de Dagoberto e acertou um cruzamento certeiro na cabeça do atacante, que não perdoou Marcelo Grohe e fez o Mineirão explodir numa incrível festa. Felipão ainda teve que ouvir as provocações da torcida nos minutos finais. O Mineirão realmente não é um estádio que lhe traz sorte.

    ÉVERTON RIBEIRO REGE O LÍDER CRUZEIRO NA VITÓRIA DE 3 A 0 SOBRE O SANTOS

    Marcelo Moreno cruzeiro gol santos  (Foto: Washington Alves / Light Press )
    Os 90 minutos de bola no Mineirão fizeram jus às expectativas de uma boa partida. Com seu inconfundível toque de bola,  no 100º jogo de Marcelo Oliveira no comando, o Cruzeiro parecia uma orquestra afinadíssima. Os 3 a 0 sobre o Santos neste domingo espantaram os dois últimos empates que deixaram o Inter encostar na tabela e até tomar a liderança por um dia. Mas no fim da 15ª rodada do Brasileirão a liderança ficou mantida com os 33 pontos e mostras mais uma vez de superioridade técnica e tática. Éverton Ribeiro, novamente ele, regeu a equipe como um grande maestro, com série de toques rápidos e deslocamentos em velocidade que confundem sempre a defesa adversária. Marcelo Moreno, Ricardo Goulart e Julio Baptista marcaram os gols. O de Julio Baptista surgiu após arrancada sensacional de Éverton.
    O Santos saiu do Mineirão amargando a terceira derrota seguida e fica no décimo lugar, com 20 pontos ganhos. E o time, que melhorou com Robinho, já começou pressionado no Mineirão. Desde o começo a Raposa avisou ao Peixe que iria à caça. E Éverton Ribeiro, mais à direita, encontrou em Mayke um bom parceiro por aquele setor. Antes do polêmico primeiro gol, Egídio mostrava bastante vigor pela esquerda. No meio de campo, Lucas Silva e Henrique eram soberanos no desarme e distribuição de jogo. Dedé garantia segurança à zaga.
    O Santos não conseguia encaixar o contra-ataque. Robinho tentava, mas não desenvolvia as tramas com Cicinho pela direita e Mena pela esquerda. Bom para a Raposa. Éverton Ribeiro já havia desperdiçado um lance de perigo logo aos oito minutos. Depois, Marcelo Moreno desperdiçou a primeira boa chance ao bater fraco em cima de Aranha. Éverton Ribeiro, ele novamente, mandou a bola para a rede mas tocou a mão na bola. O gol foi bem anulado pelo árbitro.
    E dos pés do camisa 17 saiu o lance polêmico e decisivo da primeira etapa. Aos 24 minutos, ele cobrou falta na área. Marcelo Moreno raspou de cabeça, e Ricardo Goulart, à frente da linha da zaga, tentou tocar na bola, mas não conseguiu. Aranha falhou, a bola morreu na rede, e o gol valeu. O comentarista de arbitragem da TV Globo Paulo César de Oliveira achou correta a validação do lance.
    O gol deu mais segurança ao Cruzeiro, que no entanto passou a assistir ao despertar de Robinho. Na companhia do veloz  Lucas Lima e Thiago Ribeiro, o Peixe começou a assustar e teve duas boas chances, a principal com o camisa 11. A bola foi para fora. Assustou, mas ainda era pouco para parar o Cruzeiro.
    No segundo tempo repetiu-se a estratégia da primeira etapa. Com uma vantagem: o Cruzeiro chegou rápido ao segundo gol. Demorou dois minutos para o Santos ver mais minadas as chances de reação na veloz  jogada que começou com Egídio e teve o ponto forte no toque na medida de Willian, de volta com boa atuação, para Ricardo Goulart mandar com violência para o fundo da rede. O Peixe, que já entrara com duas mexidas no time, ficou confuso. Até tentou, tanto com as arrancadas de Cicinho ou com as ultrapassagens de Lucas Lima para Mena. A bola ia ao fundo, mas encontrava uma zaga do Cruzeiro bem colocada. Quando Thiago Ribeiro conseguiu se livrar, perdeu a chance. Fábio brilhou.
    Julio Baptista entrou no lugar do cansado Marcelo Moreno. Willian ainda perdeu chance numa linda jogada de toques. Robinho também fez das suas e assustou Fábio. Quando o Peixe ensaiava reação no fim, o golpe de misericórdia: Éverton Ribeiro arrancou, arrancou, arrancou. E tocou para Julio Batista. O camisa 10 se livrou de Arouca e, aos 42, fez o gol que deu fecho à partida e mandou pelos ares as chances do Peixe de reagir. Mais uma vitória de luxo. No centésimo jogo sob comando de Marcelo Oliveira, o Cruzeiro parece uma orquestra cada vez mais afinada.

    terça-feira, 26 de agosto de 2014

    LÍDER SOB PRESSÃO: CRICIÚMA SEGURA O CRUZEIRO, QUE SECA OS RIVAIS NO G-4

    Criciúma e Cruzeiro (Foto: Fernando Ribeiro / Futura press)
    A liderança ainda é garantida, mas a folga pode ficar menor. O Cruzeiro empatou a segunda partida seguida diante de um esforçado Criciúma, que até ameaçou terminar na frente, mas também acumulou duas igualdades na competição. Na noite deste sábado, no Heriberto Hülse, o placar não saiu do 0 a 0, e a Raposa agora passa o resto do fim de semana secando os rivais dentro do G-4. O time catarinense suportou a pressão de enfrentar o atual campeão nacional e segurou o resultado, apesar de os celestes terem terminado com o dobro de finalizações no confronto pela 14ª rodada, 10 a 5.
    Isolado na ponta de cima do campeonato, o Cruzeiro finalizou o dobro no primeiro tempo (6 a 3), mas encontrou resistência na marcação tricolor. Porém, o mandante não se limitou a travar o rival. Chegou na frente e levou algum perigo em bolas paradas, sua principal jogada. Isso até os 35, quando a agressividade das equipes diminuiu. O Tigre voltou melhor, mais agressivo. Mas aos poucos, e com o acréscimo de dois atacantes pelos cruzeirenses, os papéis se inverteram. Só não mexeu o placar.
    Ainda defendendo a liderança, a Raposa volta ao Mineirão para encarar o Santos, domingo, dia 17, às 16h (de Brasília). Mesma data e horário do compromisso do Tigre na 15ª rodada, diante do Grêmio, na Arena. Os catarinenses ocupam a 12ª colocação na tabela.
    Começa bem e termina mal
    O Cruzeiro começou o jogo ciente de que encontraria um adversário fechado. O Criciúma priorizou a marcação, nítida com a pouca presença de seus laterais no campo de ataque. Postura que não incomodou os visitantes, com alguma aceitação no decorrer do primeiro tempo. O Tigre chegou a pressionar no campo adversário para tentar retomar a bola próximo do gol e finalizar rapidamente. Mas as principais jogadas foram a característica bola parada, enquanto os de azul assustaram algumas vezes em chutes de fora da área.

    Paulo Baier levou perigo a Fábio em cobranças de escanteio. Do outro lado, Luiz fez duas defesas consecutivas, aos 25, nas melhores oportunidades da Raposa abrir o marcador. Nos últimos 10 minutos a partida ficou truncada, e o que os times construíram no primeiro tempo foi por terra. O jogo que começou com bons lances e ficou feio até o fim da etapa.
    Pressão azul

    O Criciúma voltou do intervalo com uma proposta diferente. Avançou a equipe e deu os contragolpes aos cruzeirenses. Porém, pouco aproveitou, até que técnico Marcelo Oliveira colocou o atacante de velocidade William. Logo em seguida, a Raposa colocou uma bola na trave, em finalização de Everton Ribeiro que o goleiro Luiz ainda conseguiu desviar. Em seguida, a rede balançou, mas havia sido marcado impedimento. O golpe fez o Tigre responder com substituição: Baier saiu visivelmente desgostoso por ter que dar lugar a Lucca.

    O Cruzeiro seguiu em cima, ainda mais com a entrada de Dagoberto, que fazia a equipe líder do Brasileirão ter mais presença no campo de ataque. O Criciúma suportava e dava sinais de que, àquela altura, a igualdade teria cara de triunfo. Ainda assim, empurrado pela torcida barulhenta, se assanhou no finzinho do jogo e também suportou o último fôlego dos cruzeirenses. A Raposa sai frustrada porque teve mais posse de bola (57%) e o dobro de finalizações, mas não conseguiu fazer com que o placar terminasse sem nenhuma mexida.

    sexta-feira, 8 de agosto de 2014

    BOTA DRIBLA CRISE E QUEBRA SEQUÊNCIA DE VITÓRIAS DO CRUZEIRO: 1 A 1

    Marquinhos cruzeiro e Emerson Sheik Botafogo (Foto: Agência Getty Images)
    O líder do Campeonato Brasileiro somou mais um ponto em sua escalada em busca do segundo título nacional consecutivo. Neste sábado, no Maracanã, empatou por 1 a 1 com o Botafogo, que conseguiu driblar sua enorme crise para, com vigor em campo e apoio da torcida, quebrar a sequência de quatro vitórias seguidas do adversário. Edílson, improvisado como meia, abriu o placar para os cariocas no primeiro tempo. O zagueiro Léo, na etapa final, empatou para os mineiros, que ainda não venceram no novo Maracanã.
    O resultado não chega a ser injusto – o Cruzeiro, porém, mereceria mais a vitória. O Botafogo teve o mérito de praticamente anular o envolvente setor ofensivo do adversário na etapa inicial. Depois, a Raposa cresceu muito, controlou o jogo, teve mais posse (57% a 43%) e muito mais finalizações (18 a 8). Jefferson salvou o Alvinegro repetidas vezes.
    Com o empate, o Botafogo foi a 13 pontos, na 13ª colocação. O Cruzeiro, com 29, é o líder. Na próxima rodada, os mineiros visitam o Criciúma no sábado, e os cariocas encaram o Atlético-PR em Curitiba no domingo.
    O jogo
    O Cruzeiro não fez bom primeiro tempo. Não conseguiu repetir o dinamismo dos jogos anteriores. Foi bem anulado pelo Botafogo, que impediu o habitual encaixe de peças como Everton Ribeiro, Ricardo Goulart e Egídio. Diante de um adversário obviamente superior, a equipe de Vagner Mancini teve o mérito de equilibrar os movimentos e ainda alcançar o gol em lance pelo alto.
    Foi aos 25 minutos. Lucas, da direita, mandou na área. Edílson, improvisado como meio-campista, apareceu bem para mandar de cabeça no canto de Fábio, que escorregou e, por isso, não conseguiu alcançar a bola.
    Os minutos finais do primeiro tempo, porém, já começaram a mostrar aquilo que aconteceria no restante do jogo: Cruzeiro na pressão, Botafogo se segurando atrás e tentando sair em velocidade. A Raposa foi ao ataque e, de tanto insistir, alcançou o gol do empate. Léo, aos 14, aproveitou desvio de Dedé, após cruzamento de Everton Ribeiro, e mandou para a rede. Willian, pouco antes, mandara chute no travessão.
    O restante da partida foi de soberania no Cruzeiro. Mas o Botafogo se controlou bem. Quando deu espaços, viu Jefferson trabalhar com perfeição, como em chute cara a cara com Dagoberto.

    terça-feira, 29 de julho de 2014

    Líder Cruzeiro supera Figueirense e campo encharcado para golear

    Lucas Silva comemoração jogo Cruzeiro x Figueirense (Foto: Cristiane Mattos / Futura Press)
    Nem o Figueirense nem o gramado encharcado do Mineirão foram capazes de parar o líder Cruzeiro. O time celeste sofreu no primeiro tempo, diante de um adversário valente, mas voltou tão avassalador na etapa final que fez até parar de chover: 5 a 0, gols de Lucas Silva, Marquinhos, Dedé, que voltava ao time após lesão, Ricardo Goulart, artilheiro do Brasileirão com oito gols, e Dagoberto. Nona vitória do time mineiro em 12 jogos, a quarta seguida, para delírio dos 21.190 torcedores presentes no Mineirão, que não se cansaram de gritar que o "Cruzeiro é melhor que a Seleção".
    Com a vitória, a Raposa chega aos 28 pontos e aumenta para oito pontos, ainda que temporariamente, a diferença para os vice-líderes Santos e Corinthians (o Timão joga contra o Palmeiras neste domingo). O time mineiro volta a campo no próximo sábado. Vai até o Rio de Janeiro, onde encara o Botafogo, às 18h30 (de Brasília), no Maracanã. Na zona de rebaixamento, com sete pontos, o Figureirense pode até terminar a rodada na lanterna, caso Coritiba e Flamengo pelo menos empatem. Os catarinenses pegam o Sport na próxima rodada. O jogo será no domingo, às 16h, no Orlando Scarpelli, em Florianópolis.
    Apesar do placar final, o jogo foi duro para a Raposa no primeiro tempo. A chuva que caiu desde o dia anterior em Belo Horizonte deixou o gramado do Mineirão encharcado, o que criou dificuldades para o técnico time azul. O Figueira teve até mais chances na primeira etapa, mas viu Lucas Silva marcar em pênalti duvidoso. Na etapa final, o Cruzeiro repetiu o que havia feito diante do Palmeiras, na rodada anterior: foi para campo avassalador, marcou dois gols em poucos minutos, com Marquinhos e Dedé, e definiu a parada. Ricardo Goulart e Dagoberto, que entrou no segundo tempo, transformaram a vitória em goleada. Valente no início do jogo, o Figueira dos minutos finais parecia pedir para a partida acabar logo.
    Gol na força
    O jogo começou fraco tecnicamente, muito por conta do campo encharcado. O Cruzeiro tentava tomar a iniciativa, mas tinha dificuldade para trocar passes. A primeira chance só foi ocorrer com Marquinhos, aos 15 minutos, em chute de fora da área. Pouco depois o Figueira deu o troco e chegou duas vezes com perigo, ambas com Pablo. O jogo era muito duro para a equipe da casa. Mais técnico e interessado em buscar o gol, o time mineiro era quem mais sofria com o estado do gramado. Os catarinenses tiveram outras duas chances, com Ricardo Bueno, de cabeça, e Cereceda, em chute que Fábio defendeu.
    Se não ia na técnica, o Cruzeiro tentou na força e deu certo. Ricardo Goulart disputou a bola no ar, o árbitro viu falta em cima dele e marcou o pênalti, num lance duvidoso. Lucas Silva cobrou e abriu o placar - a bola ainda bateu na trave. O gol tornou o jogo melhor. O zagueiro Marquinhos quase empatou na sequência, após escanteio, mas mandou para fora. Depois, Moreno, duas vezes, esteve muito perto de ampliar. Fim de primeira etapa. Um jogo disputado, mas feio. A drenagem do Mineirão, um dos palcos da Copa do Mundo, deixou a desejar.
    Cruzeiro faz até parar de chover
    A pressão celeste na volta para o segundo tempo deu certo de cara. Com um minuto, Marquinhos emendou um chute de primeira da entrada da área e ampliou o placar. O Figueirense nem teve tempo de assimilar o golpe. Três minutos depois, Éverton Ribeiro cobrou falta da direita, e Dedé marcou de cabeça.
    Os dois gols tiraram o Figueirense do jogo, e o líder do Brasileirão parece ter feito até a chuva parar. Assim, o time de Marcelo Oliveira pôde jogar ao seu feitio. Aos 27 minutos, após troca passes a partir do campo de defesa, a bola chegou para Ricardo Goulart marcar de cabeça. Oitavo gol do artilheiro do campeonato.
    Sem muito esforço, o Cruzeiro chegou ao quinto. Perdido em campo, o Figueirense viu, aos 33, Mayke cruzar da direita, e Dagoberto aparecer livre no segundo poste para desviar para o fundo das redes. Goleada confirmada e mais três pontos na conta do líder. Ao Figueira, resta juntar os cacos para tentar fugir do Z-4.

    quarta-feira, 23 de julho de 2014

    Cruzeiro ganha por 2 a 1 e Palmeiras segue sem vencer sob comando do técnico Ricardo Gareca


    Quinto jogo sem vencer, o segundo sob o comando do técnico argentino Ricardo Gareca, que estreou com derrota para o Santos FC-SP. Este é o quadro do Palmeiras-SP após disputar a 11ª rodada do Campeonato Brasileiro. Desta vez contra o “mais líder que nunca” Cruzeiro-MG, o Verdão demonstrou as mesmas deficiências de sempre e novamente passou longe de sair de campo com a vitória, perdendo por 2 a 1. Bom para os mineiros que, atuais campeões, seguem tranqüilos para o bicampeonato da competição, agora com cinco pontos de vantagem sobre o segundo colocado. O duelo dos “palestras” aconteceu na tarde de domingo (20), no Estádio Paulo Carvalho de Machado (Pacaembu), em São Paulo (SP).

    A partida começou eletrizante, mas não para o time da casa. Cada vez mais líder, o Cruzeiro-MG foi logo mostrando que é o grande favorito ao título, ao bicampeonato. Em 10 minutos a Raposa já vencia o Palmeiras-SP por 2 a 0, com gols de Ricardo Goulart e Manoel. Com a vantagem, os mineiros começaram a tocar mais a bola e também a administrar o resultado. O desentrosamento do Verdão, mesmo com o técnico Ricardo Gareca à frente da equipe durante toda a parada da Copa, fez o jogo ficar bem morno.

    Nos instantes finais do primeiro tempo, o Palmeiras assustou com bolas na área alçadas por Mendieta e uma cabeçada na trave do volante cruzeirense Henrique, contra, mostrando sinais de reação em busca do empate.A equipe alviverde veio para o segundo tempo com o mesmo pique do término da primeira etapa: pressionava os mineiros em seu campo de defesa. De tanto pressionar, aos 8 minutos, Tobio diminuiu a diferença no placar e incendiou ainda mais a torcida, que jogou junto com o time. As chances palmeirenses foram esmagadoras na segunda parte do certame, mas a disposição não evitou a negatividade no Pacaembu. O técnico argentino do Verdão emplaca sua segunda derrota seguida e, mais uma vez, saiu de campo com a ciência de que terá muito trabalho.

    O Palmeiras-SP ocupa a 13ª colocação do Brasileirão 2014 com 13 pontos. São quatro vitórias, um empate e seis derrotas. O próximo compromisso alviverde será no domingo (27), às 16 horas, no clássico contra o Corinthians-SP, na Arena Corinthians. Já o líder com 25 pontos Cruzeiro-MG pega, no sábado (26), às 18h30, no Estádio Governador Magalhães Pinto (Mineirão), em Belo Horizonte, o Figueirense-SC.

    Campeonato Brasileiro 2014
    Palmeiras 1 x 2 Cruzeiro
    Data: 20/07/2014, às 16 horas
    Local: Estádio Paulo Machado de Carvalho (Pacaembu), em São Paulo (SP)
    Arbitragem: Wilton Pereira Sampaio (GO/FIFA), auxiliado por Fabricio Vilarinho da Silva (GO/FIFA) e Bruno Raphael Pires GO)
    Cartões amarelos: Lucas Silva, Henrique, Egídio, Fábio e Willian Farias (CRU) / Lucio, Henrique, Mendieta (PAL).

    Gols: Ricardo Goulart (7min/1ºT) e Manoel (10min/1ºT) / Tobio (8min/2ºT).

    Palmeiras: Fábio; Wendel, Lúcio, Tobio e William Matheus; Renato, Eguren (Felipe Menezes) e Mendieta (Erik); Leandro (Mouche), Diogo e Henrique.Técnico: Ricardo Gareca.

    Cruzeiro: Fábio; Ceará, Manoel, Leo e Egídio (Samudio); Henrique, Lucas Silva (Willian Farias), Everton Ribeiro e Ricardo Goulart; Marquinhos (Tinga) e Marcelo Moreno. Técnico: Marcelo Oliveira.

    Com gol contra de Alemão, Cruzeiro vence Vitória e segue líder do BR-14

    Cruzeiro x Vitória (Foto: Gil Leonardi/LANCE!Press)
    Palco da maior goleada da Copa do Mundo 2014, a vitória da Alemanha por 7 a 1 diante do Brasil, o Mineirão voltou a receber uma partida com muitos gols. O triunfo do Cruzeiro sobre o Vitória, por 3 a 1, pela 10ª rodada do Campeonato Brasileiro, contou inclusive com o gol contra de um Alemão, zagueiro do Rubro-Negro que ostenta um sobrenome austríaco – Berger.

    A vitória do time comandado por Marcelo Oliveira o mantém na primeira colocação do torneio, com 22 pontos conquistados. Já a equipe de Salvador segue na zona de rebaixamento – 19ª posição, com sete pontos.

    A etapa inicial do confronto foi totalmente sem brilho. As chances inexistentes refletiram no placar: 0 a 0. Cada equipe contou com uma oportunidade. O atual campeão nacional teve a sua melhor ocasião em uma finalização de Lucas Silva que parou na cabeça de Ayrton. O Leão, por sua vez, criou em finalização de longa distância do meio-campista José Welison.
    Os contornos da partida foram desenhados no tempo complementar. No estádio acostumado a dar alegrias a alemães, o zagueiro Alemão foi infeliz ao tentar cortar cruzamento de Éverton Ribeiro e estufou a meta de Wilson.

    O efeito do gol foi semelhante ao da partida entre Brasil e Alemanha. O time que abriu o placar, responsável por dominar as ações, criou ainda mais oportunidades e, em cinco minutos, marcou mais dois gols.

    Ricardo Goulart, artilheiro da Raposa na temporada, recebeu cruzamento de Egídio e, de cabeça, empurrou a bola para o fundo da rede. O terceiro gol cruzeirense saiu em finalização de Éverton Ribeiro. O craque recebeu na entrada da área e acertou uma pancada no canto esquerdo de Wilson.

    Mero espectador no tempo final, o Vitória ainda deixou a sua marca. Ayrton acertou 
    cobrança de falta e garantiu o gol de honra para a equipe comandada por Jorginho.

    FICHA TÉCNICA

    CRUZEIRO 3 X 1 VITÓRIA
    Local: Mineirão, em Belo Horizonte (MG)
    Data-hora: 17/7/2014 – às 21h
    Árbitro: Péricles Bassols Pegado Cortez (Fifa-RJ)
    Auxiliares: Rodrigo F. Henrique Corrêa (RJ) e Eduardo de Souza Couto (RJ)
    Público presente: 25.810 pessoas
    Cartão amarelo: Richarlyson, Alemão, José Welison (VIT)
    Gols: Alemão, contra – 17’/2ºT (1-0); Ricardo Goulart – 25’/2ºT (2-0); Éverton Ribeiro – 30’/2ºT (3-0); Ayrton – 46’/2ºT (3-1)
    CRUZEIRO: Fábio; Ceará, Léo, Manoel e Egídio; Henrique, Lucas Silva, Éverton Ribeiro (Tinga – 39’/2ºT) e Ricardo Goulart; Marquinhos (Dagoberto – 9’/2ºT) e Marcelo Moreno (Júlio Baptista – 32’/2ºT). Técnico: Marcelo Oliveira.
    VITÓRIA: Wilson; Ayrton, Kadu, Alemão e Danilo Tarracha; Adriano, Josa, Richarlyson (Vander – 18’/2ºT) e José Welison; Caio (Willie – 27’/2ºT) e Dinei. Técnico: Jorginho.