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domingo, 22 de setembro de 2013

Cruzeiro vence Botafogo por 3 a 0 e dispara na liderança do Brasileirão

Nesta quarta-feira (18), o Cruzeiro deu mostras que realmente é o time a ser batido no Campeonato Brasileiro. No confronto com o vice-líder Botafogo, a equipe treinada por Marcelo Oliveira não tomou conhecimento do adversário e venceu por 3 a 0. Os gols da partida foram marcados por Nílton e Júlio Baptista (duas vezes).

No início do jogo, o Cruzeiro mostrou por que é o líder do campeonato. O time da casa pressionou muito o Botafogo, mas Jefferson salvou o time visitante muitas vezes. Pelo o que se percebia, o gol seria apenas questão de tempo. Mas estava demorando para sair.

Tanto que o gol só saiu no apagar das luzes do primeiro tempo. Após cobrança de escanteio, Nilton apareceu sozinho no meio da área. Enquanto todos esperavam que ele cabecearia, o zagueiro deixou a bola cair e acertou com a parte externa do pé direita. Foi o chamado “gol de chaleira” aos 46 minutos do primeiro tempo.

No segundo tempo, o Botafogo mostrou que poderia reagir. Após alguns minutos de pressão, a grande chance do empate apareceu. Aos 7 minutos do segundo tempo, Bruno Rodrigo acertou Rafael Marques na entrada da grande área. Pênalti. Na cobrança, Seedorf (que é especialista em cobranças de pênaltis) chutou para fora.
O ritmo do time carioca diminuiu após o pênalti desperdiçado. O Cruzeiro aproveitou e começou a cadenciar o jogo. Quando a partida parecia que ficaria no 1 a 0, o líder do campeonato matou o jogo. Em jogada individual, Éverton Ribeiro foi derrubado na área. Mais um pênalti. Júlio Baptista bateu mal, mas conseguiu marcar.

Já com o Botafogo nocauteado, o time casa ainda marcou mais um. Em boa jogada de ataque, Júlio Baptista tabelou com Dagoberto e bateu rasteiro no canto direito de Jefferson aos 41 minutos do segundo tempo. No final, Cruzeiro 3 x 0 Botafogo.
Com o resultado, o Cruzeiro foi para 49 pontos e disparou na liderança do campeonato. Na próxima rodada, o time mineiro enfrenta o Corinthians no Pacaembu. Já o Botafogo ficou com 42 pontos na segunda colocação. Na próxima rodada, o alvinegro recebe o Bahia.

Ponte vence Corinthians, que cai pela terceira vez seguida

Alexandre Pato lamenta chance perdida na derrota para a Ponte Preta
A crise chegou de vez ao Corinthians. Nesta quarta-feira, em mais uma atuação sofrível, o time comandado por Tite foi derrotado pela Ponte Preta por 2 a 0, no estádio Moisés Lucarelli, em Campinas, pela 22ª rodada do Campeonato Brasileiro, e conheceu a sua terceira derrota consecutiva - antes para Botafogo e Goiás. Com apenas um ponto ganho nos últimos 15 disputados, o Corinthians segue com 30 pontos, mas caiu para a sétima colocação, longe da zona de classificação à Libertadores.
Um sintoma de que a fase é muito ruim apareceu depois do jogo, com torcedores encostados no alambrado do Moisés Lucarelli gritando: "Ou joga por amor, ou por terror" e "Não é mole não, já tá na hora de voltar lá do Japão". Os jogadores, de cabeça quente, desceram rápido para o vestiário. Um cenário que há tempos o campeão do mundo não via.
A equipe de Campinas, desesperada para fugir do rebaixamento à Série B, pode respirar um pouco. Ainda está na penúltima colocação, com 19 pontos, mas diminuiu a diferença para o primeiro time fora da zona de degola, o Criciúma, que tem 24.
O jogo – Apesar do primeiro tempo terminar em 0 a 0, até ali o jogo mostrava a Ponte Preta desperdiçando uma sequência de gols, do apito inicial ao intervalo. Com Chiquinho, o nome do jogo, para o bem e para o mal, Adrianinho e Alef. Foram eles contra Cássio, vendido em todos os lances. A facilidade com que a Ponte encurralou o Corinthians teve relação direta com as falhas que o time de Tite apresentou nas laterais, principalmente pelo lado direito da defesa, e no meio de campo, aliás a ausência dele.
A aposta em Maldonado só reforçou o discurso daqueles que criticaram a sua contratação. Ele começou jogando no meio de campo pelo lado esquerdo. Tinha praticamente uma função nula pelo setor. Nem marcou nem criou. O outro lado da defesa viveu 45 minutos de pura emoção. Os espaços que havia ali foram tantos que Chiquinho invadiu à área por pelo menos três vezes, na cara de Cássio, e ele só não abriu por falta de sorte e, também, de competência.
Tite, solitário na área técnica, gritou menos com o time do que de costume, embora tenha tentado de tudo para arrumar a equipe com a bola rolando. Chamou Maldonado e mandou o chileno à lateral direita. E pediu para que ele não saísse mais dali, em uma tentativa de minar a principal jogada da Ponte Preta.
Edenílson foi jogar no setor onde ele erra menos, no meio de campo. E Alexandre Pato e Romarinho inverteram de lado no ataque para vencer a marcação. Mas não adiantou. Foram presas fáceis para os laterais da Ponte Preta e os zagueiros seguravam Guerrero, autor do único chute na direção de Roberto no primeiro tempo. Mas a melhor chance, no entanto, com Pato, e depois Ralf, nasceu de uma bola parada.
As alterações feitas por Tite no intervalo, sacando Alexandre Pato e Romarinho, pelo menos conseguiram com que a equipe equilibrasse as forças. O time encorpou com Danilo e Emerson. Edenílson voltou à lateral e Maldonado, ao meio, como volante. A Ponte Preta parou, mas só até os 30 minutos.
A parti daí, a equipe de Campinas melhorou e foi para cima. Adailton chutou e o Cássio defendeu. Uma, duas vezes. Nova chance, mais uma vez com Adailton, e Maldonado, de carrinho, colocou para escanteio. Sufoco e pressão que se traduziram no gol de Fellipe Bastos, de falta, aos 42 minutos. No final, aos 48, Adailton ganhou na corrida de Gil, dividiu com Cássio e sacramentou a vitória da Ponte Preta.

São Paulo vence o Atlético-MG e se afasta da zona de rebaixamento

O São Paulo respira cada vez mais aliviado no Campeonato Brasileiro. Na noite desta quarta-feira, no Morumbi, a equipe venceu o Atlético-MG por 1 a 0, chegou a 27 pontos e viu a diferença para a zona de rebaixamento, que antes não existia, ir para três. O Atlético-MG, por sua vez, estacionou nos 28 pontos.
Essa foi a terceira vitória seguida do Tricolor. A terceira após a chegada de Muricy Ramalho ao comando do time de coração. E que coração forte que aguenta tanto nervosismo do treinador à beira do campo. No fim, veio a recompensa: viu os cerca de 28 mil torcedores gritarem seu nome.
Agora, na próxima rodada, São Paulo visita o Goiás, no domingo, às 16h, no Serra Dourada. No mesmo dia, às 18h30, o Atlético recebe o Vasco, no Independência.
O JOGO
Com o incentivo da torcida, o São Paulo começou a partida pressionando o Atlético-MG em seu campo de defesa. O Galo se fechava bem atrás, e o Tricolor encontrava dificuldades para abrir espaços. Aos 10, após ótimo lançamento para Welliton, o goleiro Victor saiu bem do gol e evitou que o atacante saísse livre.
O Atlético-MG quase não conseguia criar. Ronaldinho tentou, assim como Fernandinho, mas sem levar perigo algum para Rogério Ceni. Aos poucos, os visitantes iam se soltando no jogo e ficando mais com a posse de bola.
Quando o confronto estava equilibrado, e até truncado no meio de campo, o São Paulo abriu o placar, em uma bobeada da defesa atleticana. Aos 26 minutos, Luis Fabiano recebeu na direita, fez o giro em cima do marcador e cruzou. O lateral-direito Marcos Rocha cortou para trás, a bola bateu em Victor e sobrou para Welliton, que mandou para o fundo da rede.
Depois de abrir o placar, o Tricolor passou a ser mais cauteloso, enquanto o Galo partiu para o ataque. Fernandinho se movimentava muito e era ótima opção no ataque, assim como Junior Cesar. E foi pelo lado esquerdo que o time quase conseguiu o empate. Jô fez boa jogada e cruzou para Marcos Rocha, que, livre, mandou para fora e perdeu uma chance inacreditável.
No segundo tempo, as equipes voltaram sem alterações. A postura também era igual em relação ao fim da etapa inicial: o São Paulo mais fechado, valorizando a troca de passes, e o Atlético-MG buscando as jogadas pelos lados. Mas o Tricolor tem o técnico Muricy Ramalho, especialista em pontos corridos, que sabe como armar o time para segurar a vitória. Aliás, importantíssima vitória, a terceira seguida da equipe que não sabe o que é perder pontos desde que o treinador assumiu.
O tempo passava e o panorama não mudava. O Galo tomava a iniciativa, sempre pelos lados. Sempre, também, sem levar muito perigo à sólida defesa tricolor. O São Paulo cada vez mais abandonava o ataque, e o Atlético-MG ia trocando passes laterais. Em um dos raros momentos dos mandantes no setor ofensivo, Jadson mandou para fora.
O atual campeão da Libertadores encontrava-se sem alternativas. Quando tentava infiltrar na defesa tricolor, era barrado pelos monstros Denilson, Antonio Carlos e Rodrigo Caio, além de Paulo Miranda e Reinaldo, que fechavam os espaços pelos lados. O técnico Cuca colocou Leandro Donizete, Luan e Dátolo, mas nada adiantada.
Aos poucos, a pressão atleticana diminuía. Muito por conta de Ganso, que soube cadenciar a bola no meio de campo. Mais ainda em razão do nervosismo dos jogadores do Galo.
Confusões, cartões amarelos para ambos os lados, e o cronômetro rodando. O fim de jogo foi de deixar qualquer torcedor aflito. Mas a aflição deu lugar à felicidade para os são-paulinos.
SÃO PAULO 1x0 ATLÉTICO-MG
Data - Hora: 18/09/13 - 21h50 (de Brasília)
Estádio: Morumbi, em São Paulo (SP)
Árbitro: Leandro Vuaden (RS)
Assistentes: Rodrigo Pereira Joia (RJ) e Wagner de Almeida Santos (RJ).
Renda / Público: R$ 338.735,00 / 28.503 pagantes
Cartões amarelos: Maicon, Fabrício, Rogério Ceni (SPO), Pierre, Josué e Leandro Donizete (ATL)
Cartões vermelhos: Não houve.
Gol: Welliton, 26/1T (1-0)
SÃO PAULO: Rogério Ceni; Paulo Miranda, Rodrigo Caio, Antônio Carlos e Reinaldo; Denilson, Maicon (Fabrício, 30/2T), Ganso e Jadson; Welliton (Aloisio, 9/2T) e Luis Fabiano. Técnico: Muricy Ramalho
ATLÉTICO-MG: Victor; Marcos Rocha, Leonardo Silva, Réver e Junior Cesar (Dátolo, 30/2T); Pierre (Leandro Donizete, 25/2T), Josué, Diego Tardelli (Luan, 25/2T), Ronaldinho e Fernandinho; Jô. Técnico: Cuca.

Coritiba empata com Goiás, volta a tropeçar em casa e pressão aumenta

Alex teve chance em cobrança de falta, mas mandou por cima Foto: Giuliano Gomes / Gazeta Press
O Coritiba voltou a deixar a torcida decepcionada no Estádio Couto Pereira nesta quarta-feira. O time chegou a levar a virada do Goiás, buscou o empate por 2 a 2 no segundo tempo e saiu com apenas um ponto do duelo válido pela 22ª rodada do Campeonato Brasileiro. Lincoln e Robinho fizeram os gols dos anfitriões, enquanto o time goiano foi às redes com Roni e Eduardo Sasha.

Foi o segundo tropeço em casa consecutivo do Coritiba, que já havia ficado no 2 a 2 com o Bahia na rodada passada. A equipe paranaense tenta a recuperação no sábado, contra o Fluminense, no Maracanã. Já o Goiás recebe no domingo o São Paulo, no Serra Dourada.

O empate não ajudou muito nenhum dos times. Ambos foram a 30 pontos na tabela, a cinco de distância do Atlético-PR, primeiro time dentro da zona de classificação para a Copa Libertadores da América. Já a zona de rebaixamento está seis pontos abaixo - o 17º é o Vasco, com 24.

O jogo
O Coritiba começou jogando bem e abriu o placar com Lincoln. Aos 5min, o meio-campista recebeu cruzamento de Escudero pela esquerda e chutou para defesa de Renan. Na continuação do lance, Victor Ferraz pegou pela direita e alçou para a área novamente. Dessa vez o camisa 99 antecipou-se aos marcadores e estufou as redes.

Aos 29min, o Goiás assustou pela primeira vez. Depois de bobeira da zaga, Renan Oliveira invadiu a área livre e finalizou na saída de Vanderlei. A bola explodiu na trave e ainda atravessou toda a extensão da área antes de sair. O Coritiba respondeu imediatamente: em bela jogada pela direita, Lincoln cruzou para Robinho encher o pé e acertar o travessão. No rebote, Alex emendou chute de primeira, outra vez na trave.
Quando o Coritiba começava a dominar a partida, veio o empate. David disparou pelo meio, tirou o marcador e lançou Roni, que bateu cruzado, deslocando Vanderlei. Luccas Claro ainda tentou tirar, mas a bola passou entre as pernas: 1 a 1.
O jogo mudou no segundo tempo quando Enderson Moreira promoveu a entrada de Eduardo Sasha no Goiás. O atacante era incisivo, e quase virou após cobrança de escanteio e falha de Vanderlei. Até que, aos 25min, Walter recebeu excelente lançamento, invadiu a área e tocou para Sasha completar para o fundo das redes, sem goleiro, virando o jogo.
No entanto, os donos da casa não tardaram a responder. Após bate-rebate na área do Goiás, Robinho matou no peito e emendou para as redes, deixando tudo igual no placar pela última vez.

Bruno tem noite de artilheiro e Fluminense vence Criciúma de virada no Sul


O Fluminense manteve a boa fase e vence por 2 a 1 o Criciúma, nesta quarta-feira, no Heriberto Hulse, pelo Campeonato Brasileiro. Com o resultado, os cariocas chegaram a 29 pontos e começam a sonhar em se aproximar da parte de cima da classificação. Já os catarinenses, continuam com 24 e estão ameaçados pela zona de rebaixamento.

O Criciúma teve a chance de abrir vantagem ao desperdiçar um pênalti, com Marcel, que viu Cavalieri defender. No entanto, os donos da casa abriram o placar com Lins. Antes do intervalo, Bruno igualou o marcador. Na etapa final, novamente o lateral direito marcou para dar números finais.

Na próxima rodada, o Fluminense vai receber o Coritiba, no Maracanã, no sábado. Já o Criciúma vai até a Vila Belmiro para enfrentar o Santos, no dia seguinte.

O jogo
A partida começou com as duas equipes buscando o ataque, mas sem muito sucesso. Tanto que a primeira boa chance aconteceu aos 22 minutos, quando Diguinho derrubou Marlon dentro da área. O árbitro marcou pênalti, mas na cobrança Marcel buscou o meio do gol e viu Diego Cavalieri fazer a defesa.

Depois disso, o duelo ficou mais aberto e os donos da casa criaram nova chance aos 31 minutos. Lins cruzou para Marcel, que cabeceou e quase encobriu Cavalieri. No entanto, o goleiro carioca conseguiu espalmar para escanteio. Só que aos 38 não teve jeito. Após cruzamento e corte errado da zaga, Lins chutou e a bola desviou em dois jogadores do Fluminense antes de ir para a rede.

A resposta do Fluminense veio ainda antes do intervalo. Aos 44 minutos, Carlinhos fez boa jogada pela esquerda e cruzou rasteiro. O lateral direito Bruno apareceu de surpresa e tocou para a rede e colocar o placar em igualdade no intervalo.

Os visitantes voltaram melhores e buscaram mais o ataque. Rafael Sóbis, Carlinhos e Rhayner tentaram a virada para os cariocas, mas foram impedidos pelo goleiro Helton. De tanto insistir, o Fluminense chegou ao segundo gol, aos 25 minutos. Rafael Sóbis finalizou na trave e no rebote, Bruno apareceu para cabecear para a rede.

Depois do revés, o Criciúma voltou a ficar mais ofensivo, em busca do empate. Os donos da casa tiveram chance de empatara aos 32 minutos. Após escanteio, Matheus Ferraz cabeceou e Diego Cavalieri fez grande defesa.

Nos minutos finais, o Criciúma ainda tentou a igualdade, mas esbarrou na boa marcação do Fluminense. Assim, os cariocas conseguiram a vitória fora de casa e começam a sonhar em encostar nos primeiros colocados.

CRICIÚMA 1 X 2 FLUMINENSE
Local:
 Estádio Heriberto Hülse, em Criciúma (SC)

Data: 18 de setembro de 2013, quarta-feira
Árbitro: Jean Pierre Gonçalves Lima (RS)
Assistentes: Alessandro Rocha de Matos (Fifa-BA) e Emerson Augusto de Carvalho (Fifa-SP)
Renda: R$ 141.065,00
Público: 10.344 presentes
Cartões amarelos: André Gava, Elton e Marlon (Criciúma); Diguinho e Edinho (Fluminense)
Gols:
CRICIÚMA: Lins, aos 38 minutos do primeiro tempo
FLUMINENSE: Bruno, aos 44 minutos do primeiro tempo e aos 25 minutos do segundo tempo

CRICIÚMA
Helton Leite; Suéliton, Matheus Ferraz, Leonardo e Marlon (Gílson); Ewerton Páscoa, Elton e João Vitor; Fabinho (André Gava), Lins e Marcel (Wellington Paulista)
Técnico: Sílvio Criciúma.

FLUMINENSE
Diego Cavalieri; Bruno, Gum, Anderson e Carlinhos; Edinho, Diguinho (Felipe), Rafinha (Biro Biro) e Wagner (Fábio Braga); Rhayner e Rafael Sobis
Técnico: Vanderlei Luxemburgo.

Em jogo morno, Grêmio e Santos empatam no Sul


Grêmio e Santos fizeram um confronto bastante equilibrado e de poucas emoções nesta quarta-feira. As duas equipes foram a campo cautelosas, o que deixou a partida morna, sem grandes oportunidades. Já no segundo tempo, cada uma achou um gol e, no fim, o empate por 1 a 1, em Porto Alegre, pela 22.ª rodada do Campeonato Brasileiro, ficou de bom tamanho.

O resultado levou o Grêmio aos 38 pontos, ainda na terceira colocação, mas cada vez mais distante do Botafogo, vice-líder, e Cruzeiro, líder, que têm, respectivamente, 42 e 46 pontos. Já o Santos chegou ao terceiro jogo seguido sem vitória, foi a 29 pontos e é o oitavo colocado. Na próxima rodada, os gaúchos pegam o Vitória, sábado, no Barradão. Já o time da Vila Belmiro enfrenta o Criciúma, domingo, em casa.

Grêmio e Santos repetiram o resultado do primeiro turno, quando também empataram em 1 a 1, na Vila Belmiro. O jogo desta quarta dava toda impressão de que se encaminhava pra um 0 a 0 sem graça, sem nenhuma criatividade das duas equipes, mas as alterações dos técnicos mudaram o panorama. Elano, que havia entrado na vaga de Bressan, abriu o placar para o Grêmio, mas Willian José, que substituiu Montillo, deixou tudo igual.
O JOGOMesmo jogando fora de casa, o Santos começou dominando as ações e encurralando o Grêmio. Cícero e Thiago Ribeiro tentaram de longe, mas foi Gabriel, aos nove minutos, que levou perigo pela primeira vez ao gol de Dida, em chute da entrada da área que desviou em Rhodolfo e saiu.
Apesar de estar em casa, o Grêmio esperava o Santos em seu campo de defesa e tentava sair nos contra-ataques. Aos poucos, no entanto, o time gaúcho equilibrou as ações e a posse de bola. Aos 27, criou seu primeiro momento de perigo, quando Gabriel cruzou da direita, Kleber desviou, mas Barcos não conseguiu finalizar.
O Grêmio já era dono do jogo, pelo menos no que diz respeito ao tempo com a bola, mas tinha dificuldades para armar jogada. Zé Roberto, bem marcado por Arouca, pouco aparecia. Com isso, as jogadas da equipe se limitavam a lançamentos longos da defesa e, principalmente, cruzamentos dos laterais, todos rebatidos pela defesa santista.
A melhor oportunidade de todo o primeiro tempo, no entanto, foi do Santos. Alison recebeu a bola na entrada da área, deu linda finta de corpo para cima de Rhodolfo e bateu forte. A bola explodiu na trave de Dida, que só ficou olhando e nada poderia fazer.
SEGUNDO TEMPO
O segundo tempo começou como o primeiro: o Santos tinha mais posse de bola e chegava em chutes de longe, como o de Cícero, aos dez minutos, que Dida defendeu. Aos 21, Galhardo recebeu pela direita e bateu com perigo. O Grêmio até levava perigo nos contra-ataques, mas errava o último passe e tinha dificuldade para chegar ao gol de Aranha.
O jogo seguia morno até a entrada de Vargas aos 26 minutos, na vaga de Zé Roberto. Logo em seu primeiro lance, o chileno recebeu de Kleber, arrancou, passou por dois marcadores e rolou para Elano. Sozinho, o meia bateu de primeira, da entrada da área, sem chances para Aranha. O Grêmio abria o placar aos 27 minutos.
Logo na sequência, Elano cruzou da direita, Kleber se antecipou a Aranha e desviou de cabeça. A bola passou raspando a trave. O Grêmio dava mostras de ter o jogo nas mãos, mas em uma única ida ao ataque o Santos chegou ao empate. Aos 39 minutos, Willian José recebeu na meia-lua, dominou e bateu cruzado, no canto direito de Dida, que não alcançou.
FICHA TÉCNICA:
GRÊMIO 1 X 1 SANTOS
GRÊMIO - Dida; Gabriel, Rhodolfo e Bressan (Elano); Pará, Souza, Riveros, Zé Roberto (Vargas) e Alex Telles; Barcos (Yuri Mamute) e Kleber. Técnico: Renato Gaúcho.
SANTOS - Aranha; Galhardo (Bruno Peres), Edu Dracena, Gustavo Henrique e Mena; Alison (Pedro Castro), Arouca, Cícero e Montillo (Willian José); Thiago Ribeiro e Gabriel.Técnico: Claudinei Oliveira.
GOLS - Elano, aos 26, e Willian José, aos 39 minutos do segundo tempo.
ÁRBITRO - Péricles Bassols Pegado Cortez (Fifa/RJ).
CARTÕES AMARELOS - Cícero, Alison (Santos).
RENDA - R$ 341.829,00.
PÚBLICO - 12.447 pagantes (13.641 total).

LOCAL - Arena Grêmio, em Porto Alegre (RS). 

Vitória ganha de virada no Rio e aumenta crise no Vasco

Vasco é o 17.º colocado - Divulgação
Vasco tinha o jogo nas mãos, mas levou o empate e a virada do Vitória nesta quarta-feira, em São Januário, e caiu por 2 a 1. Com o resultado, o time carioca continua na zona de rebaixamento, com 24 pontos. Por outro lado, os baianos estão na sétima posição, com 30 pontos.

Após dominar a partida no primeiro tempo, o Vasco levou o empate aos 35 minutos da etapa final, e a virada aos 44. A equipe carioca deixou São Januário, mais uma vez, sob as vaias da torcida.

Foi a terceira derrota seguida do time treinado por Dorival Júnior, as duas últimas dentro de casa. O time foi do céu ao inferno. Depois de um ótimo primeiro tempo, em que dominou o jogo sem dar chances ao rival, os vascaínos foram para o intervalo com 1 a 0 no placar e de bem com a torcida. Mas a equipe recuou a partir da metade da segunda etapa, e o Vitória aproveitou.
"É difícil. Saí daqui no primeiro tempo dizendo que havia sido muito bom, voltamos e não conseguimos manter o ritmo. Até os 30 do segundo tempo, o jogo era nosso, ainda. Tomamos o empate e um time, quando está nessa situação, desmorona muito fácil", disse Juninho Pernambucano. "Mas não há nada acabado. Se jogarmos mais uma vez como foi no primeiro tempo, dá para escapar dessa situação".
O JOGONo primeiro tempo, só o Vasco criou. A primeira chance foi logo no primeiro minuto, com Marlone, mas o goleiro Wilson defendeu e Juninho não alcançou no rebote. Aos 7, o gol vascaíno: Fagner avançou com a bola e cruzou para André, que passou por trás da defesa e cabeceou sem chances para o goleiro do time baiano.
E os vascaínos poderiam ter ampliado na primeira etapa. André, aos 16, recebeu sozinho passe de Juninho dentro da área; o atacante pareceu não acreditar que estava em posição legal e demorou a finalizar, para fora.
SEGUNDO TEMPODepois do intervalo, o Vitória tentou mudar o jogo. Após erro da defesa vascaína, Renato Cajá dominou a bola sozinho, mas chutou por cima do gol de Michel Alves. Em ótima cobrança de falta de Juninho, na diagonal, Wilson teve de se esticar para evitar o segundo gol do time da casa.
O Vasco começou a recuar e o Vitória, a crescer no jogo. Foram minutos só de ataque baiano, que surtiu efeito aos 35. Juan cobrou lateral para a área e Dinei desviou de cabeça; a bola sobrou para Alemão, que havia entrado momentos antes. O atacante chutou forte, no canto, e Michel Alves não conseguiu alcançar.
Marlone quase marcou para o Vasco, mas aos 44 Marquinhos se livrou da marcação e acertou um belo chute forte no ângulo, calando São Januário. Mas só por alguns segundos, já que logo depois começaram as vaias e gritos de protesto contra a diretoria do time.
FICHA TÉCNICA:
VASCO 1 X 2 VITÓRIA
VASCO - Michel Alves; Fagner, Cris, Rafael Vaz e Yotún; Wendel (Edmilson), Pedro Ken, Juninho Pernambucano e Dakson (Montoya); Marlone e André (Tenorio). Técnico: Dorival Júnior.
VITÓRIA - Wilson; Ayrton, Victor Ramos, Kadu e Juan; Michel (Vander, depois Alemão), Luís Alberto, Renato Cajá (Leilson) e Escudero; Marquinhos e Dinei. Técnico: Ney Franco.
GOLS - André, aos 7 minutos do primeiro tempo. Alemão, aos 35, e Marquinhos, aos 44 minutos do segundo tempo.
ÁRBITRO - Célio Amorim (SC).
CARTÃO AMARELO - Renato Cajá e Ayrton (Vitória); Montoya (Vasco).
RENDA - R$ 85.560,00.
PÚBLICO - 3.508 pagantes.

LOCAL - Estádio São Januário, no Rio (RJ).