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sábado, 28 de setembro de 2013

Flamengo prorroga acordo e fecha para jogar no Maracanã até 2016

Fla teve atritos com o consórcio que gere o Maracanã, mas resolveu as questões para seguir no estádio
O Flamengo fechou um acordo com a concessionária que administra o Maracanã para utilizar o estádio até 2016. O clube prorrogou o vínculo que tinha até o final desta temporada e utilizará o local como casa nos próximos três anos.
A informação foi divulgada pelo Jornal Extra e confirmada pelo departamento de comunicação da equipe carioca.
Após dias de reuniões e discussões de modelo de contrato, Flamengo e Maracanã S/A chegaram a um acordo no final da última quinta-feira. O contrato, porém, só poderá ser assinado na próxima semana, após reunião para aprovação no Conselho Deliberativo da Gávea.
O clube carioca já havia assinado novo acordo no dia 13 deste mês, onde aumentava a participação na receita líquida do jogo de acordo com a maior presença de público. Antes, o clube tinha apenas 50% da renda. Agora, essa será a fatia inicial para jogos pequenos. Com um estádio cheio, esse percentual pode ultrapassar 70%.
No acordo que terá validade a partir de janeiro de 2014, o Flamengo manteve as bases de gastos e lucros utilizadas no contrato atual. Uma das mudanças será a "liberação" para que o clube mande até dez jogos longes do Maracanã, possibilitando arrecadação em outras praças e cidades, como ocorreu em Brasília em 2013. 
Ainda de acordo com informações do jornal, que teve acesso ao novo contrato entre os clubes, a concessionária será responsável por coordenação de venda de ingressos e acesso. O vínculo poderá ser rescindido se as cláusulas não forem cumpridas, caso o Governo do Estado cancele a concessão ou de forma unilateral, sem multa prevista, desde haja aviso prévio.

Pelaipe muda postura e usa simpatia para evitar possível queda no Fla

Diretor Paulo Pelaipe modificou seu comportamento no Flamengo para evitar possível demissão
Em baixa nos bastidores, Paulo Pelaipe sabe que uma saída do Flamengo antes do final de seu contrato – final de 2013 – não seria nenhuma surpresa. E disposto a evitar um final infeliz em sua passagem pelo clube, o diretor executivo mudou o comportamento no dia a dia do departamento de futebol rubro-negro.
Se antes era conhecido como "grosso e turrão", Pelaipe agora tenta passar uma nova imagem. Mesmo "fritado" nos bastidores, o dirigente tem esbanjado bom humor e simpatia no relacionamento com as pessoas no Centro de Treinamento Ninho do Urubu.
Alguns jogadores perceberam a aproximação e chegaram a brincar com o diretor. "Está cheio de amores, chefe", brincou um dos atletas mais experientes do elenco.
Até mesmo no relacionamento com a imprensa, aonde Paulo Pelaipe não tinha o melhor dos trânsitos, a postura mudou. Calado em diversos momentos de crise e buscando sempre evitar pronunciamentos que poderiam gerar polêmica, ele resolveu falar e ser mais solícito.
Na última sexta-feira, sem que ninguém fizesse uma prévia solicitação, apareceu na sala de imprensa do Ninho do Urubu para uma entrevista coletiva. "Resolvi aparecer aqui hoje. Estou à disposição de vocês".
Durante a conversa, ele comentou as seguidas notícias de uma possível saída e afirmou que não pretende "se entregar".
"Por conta própria, eu não vou sair. Não sou covarde para fazer isso. Aceitei um desafio e a diretoria sempre foi muito correta comigo. Quando acharem que não sirvo mais, vão falar. E vou sair da maneira que entrei", disse, antes de mostrar que uma possível demissão não o preocupa.
"Tenho mercado no futebol brasileiro para trabalhar. Quando vocês dizem que vou cair, recebo ligação de outros dois ou três clubes para saber minha situação. Estou tranquilo", contou.
Apesar de toda a calma, a cabeça de Paulo Pelaipe é pura preocupação. O diretor sabe que parte da alta cúpula defende sua saída. Se no Ninho do Urubu a relação tem melhorado, na Gávea a situação não é das mais tranquilas.
No entanto, enquanto a diretoria não chega a um consenso para o nome de um substituto, o cartola segue sua rotina, agora cheia de simpatia, no Flamengo. 

Muricy pede mais gols de meias e Hugo se coloca à disposição do SP

Hugo teve seu melhor ano no São Paulo em 2008: marcou 14 gols no Brasileirão e foi campeão
O meia Hugo pode não ser unanimidade entre os torcedores são-paulinos, mas carregou mais fãs do que críticos após três anos no Morumbi, dois títulos do Brasileirão e muitos gols – alguns decisivos, mais frescos na memória da torcida. Ele jogou no São Paulo de Muricy Ramalho, um de seus maiores fãs, que tem cobrado gols dos meias e conversado com Paulo Henrique Ganso por maior participação. Para 2014, ele já sabe que poderá contar com a antiga solução: Hugo se coloca à disposição para voltar ao Morumbi.
"São Paulo é um baita clube, não tem nem o que falar. Com certeza, um convite do São Paulo eu estou disposto a encarar. Minha carreira está mais próxima do fim e seria uma boa", afirmou Hugo, ao UOL Esporte.
Aos 32 anos, Hugo tem contrato até maio de 2014 com o Goiás, é titular e enfrentou o São Paulo no último domingo, no jogo em que o também ex-são-paulino Rodrigo marcou gol de falta nos acréscimos e deu a Muricy sua primeira derrota após o retorno.
"Dei um abraço nele no domingo, falei para lembrar de mim quando estiver no paraíso", brinca Hugo, sobre o reencontro com o técnico no Serra Dourada. "Era uma brincadeira que a gente fazia com ele no São Paulo, quando achávamos que ele sairia para a Seleção. Dizia para ele lembrar de mim quando estivesse lá", acrescenta o meia.
Nesse Brasileirão, Hugo fez apenas dois gols – um deles há duas semanas, contra o antigo rival Corinthians –, mas carrega bom histórico pelo São Paulo. Sob o comando de Muricy, atingiu marcas melhores.
Hugo jogou no São Paulo entre 2007 e 2009, mas teve sua melhor fase em 2008, quando foi titular absoluto. Ele era peça fundamental do esquema de Muricy Ramalho. Era o meia que, na teoria, teria de armar o time, mas que na prática funcionava como um ponta de lança e alternativa para balançar as redes. Muitas vezes de cabeça, em cruzamentos de Jorge Wagner. Foram 14 gols marcados pelo jogador naquela temporada – só fez menos que Borges (26) e Adriano (17).
"Era um pedido do Muricy. Ele falava para mim que eu tinha que entrar mais na área e fazia trabalho diário de finalização, sempre após o s treinamentos. Chute a gol e cabeceio. A gente fazia isso quase todos os dias, direto. Fui aperfeiçoando, isso me deu mais tempo de bola. As cobranças dele são essas, meia tem que entrar na área", conta Hugo, sobre os ensinamentos de Muricy.
Atualmente, Muricy tem reclamado que a equipe tem feito poucos gols. São cinco gols em cinco jogos, e apenas contra o Vasco o time conseguiu marcar mais de um. A Paulo Henrique Ganso, que cumpre a função de Hugo atualmente, o treinador tem pedido entradas na área adversária mais frequentes e atenção para ficar sempre em posição de receber a bola para fazer gols.
Ganso tem apenas três gols no ano. Nesse Brasileirão, ainda não conseguiu balançar as redes. Seu último gol foi contra o Kashima Antlers, na derrota são-paulina por 3 a 2 na disputa da Copa Suruga Bank, no início de agosto.
Para Hugo, que teve bom rendimento com Muricy, Ganso tem condições para desempenhar o mesmo papel e fazer mais gols: "Dá, ele é jovem, ele ainda pode aperfeiçoar isso. Acho que até mesmo na parte física isso vai ajuda-lo, tem que ter força para dar o passe e chegar na área. A qualidade que ele tem dispensa comentários, poucos jogadores têm o talento dele.  Se ele conseguir fazer o que o Muricy está pedindo, ele vai ser mais completo", observa o meia do Goiás.
Jadson, que também tem sido titular com Muricy, mas joga pelo lado direito do ataque, tem dez gols na temporada, mas não marca nenhum há quatro meses. A diretoria do São Paulo não fala sobre qualquer intenção de recontratar Hugo, mas já sabe que, se quiser, terá em 2014 meia que já fez sucesso no São Paulo e com Muricy Ramalho.

Com terceiro técnico diferente no São Paulo, Osvaldo completa 7º mês sem gol

Faz sete meses neste sábado que Osvaldo comemorou pela última vez um gol seu pelo São Paulo . O atacante balançou a rede em 28 de fevereiro, em vitória sobre o The Strongest, pela fase de grupos da Copa Libertadores, e desde então acumula um jejum incompreensível, sob comando de três treinadores diferentes.
Depois de Ney Franco e Paulo Autuori, desta vez é Muricy Ramalho quem tenta entendê-lo. Há quem acredite que o jogador se deslumbrou com as convocações à seleção brasileira - uma contradição, dado seu perfil humilde. Outra via pensa que ele caiu de rendimento por não ter se transferido para o exterior quando recebeu propostas milionárias do futebol ucraniano.
"É função do técnico conversar com jogador que não apresenta o desempenho que apresentava. Tem que ver o que está acontecendo. Às vezes é posicionamento errado, insatisfação com alguma coisa. Tem de colocar para fora", disse Muricy, ao adiantar que já procurou ouvir o atleta.
"Já conversamos, depende dele. Jogador de futebol, quando não está bem, tem que lutar. Essa luta, ele não pode perder. Ele tem que entender que, se não está bem, o adversário não vai poder jogar. Tem que ajudar seu time taticamente, de alguma forma. Só existe um jeito de se recuperar: querendo", opinou.
Desde aquele dia em que aproveitou rebote na área e contou com ajuda do goleiro, Osvaldo passou em branco em outras 36 partidas (cinco pela Libertadores, cinco pelo Campeonato Paulista, duas pela Recopa Sul-americana, uma pela Sul-americana, duas pela Copa Audi, uma pela Copa Eusébio e 20 pelo Brasileiro).
O pior é que o camisa 17 se destacou no clube não exatamente pelos gols, mas sim por dribles e assistências principalmente a Luis Fabiano. Nem isso, porém, tem conseguido. Na quinta-feira, ele entrou em campo no segundo tempo e, ao arriscar jogadas individuais, foi facilmente anulado pelos defensores da Universidad Católica, nas oitavas de final da Sul-americana.
"Mas, daqui a pouco volta, acha o caminho de novo. Não pode ter esquecido aquilo que ele fez no passado", espera Muricy, às vésperas de duelo com o Grêmio, no domingo, quando Osvaldo provavelmente iniciará a partida no banco de reservas do Morumbi.

Kleina torce para Henrique representar Palmeiras na Copa do Mundo

A nova convocação de Henrique para a seleção brasileira foi comemorada pelo técnico Gilson Kleina. Apesar de perder seu capitão em três rodadas desta Série B do Campeonato Brasileiro, o treinador tem esperança de ver o atleta na Copa do Mundo de 2014.
"Torço para que isso ocorra. Não só porque é nosso capitão, mas por estar passando por uma fase muito boa com a equipe. Ele demonstrou que, mesmo estando em uma competição inferior, tem condições de chegar à seleção quando mantém o comprometimento", afirmou.
O nome de Henrique foi confirmado por Luiz Felipe Scolari na convocação divulgada na quinta-feira, para os amistosos contra Coreia do Sul (no dia 12 de outubro, em Seul) e Zâmbia (dia 15 do mesmo mês, em Pequim). Portanto, o zagueiro desfalcará o Palmeiras nos jogos diante de Figueirense, Guaratinguetá e Icasa.
Apesar de ter atravessado uma fase inconstante este ano, o zagueiro palmeirense já havia sido chamado por Felipão para ser reserva nos amistosos contra Austrália e Portugal, no início deste mês. Admirador do futebol do jogador, Kleina constata um esforço do atleta na busca por evolução.
"Ele sempre busca a melhora individual e tem uma qualidade técnica espetacular. Assim como todos, ele quer estar com o Palmeiras na Série A no ano que vem e pode representar o clube na seleção brasileira", acrescentou.
Henrique era jogador de confiança de Felipão na época em que o treinador passou pelo Palmeiras. Na Copa do Brasil do ano passado, o técnico acertou o meio de campo quando improvisou o zagueiro como volante, caminhando até o título do torneio. No amistoso contra Portugal, inclusive, o treinador só colocou o atleta no gramado no decorrer do segundo tempo, posicionando-o um pouco à frente da dupla de zaga.

Roger Guerreiro volta ao Brasil após oito anos para defender o Guaratinguetá

Depois de fechar a contratação do zagueiro Marcus Vinícius e dos meias Thiaguinho e Rafinha, o Guaratinguetá acertou com mais um reforço para as rodadas finais da Série B do Campeonato Brasileiro. O meio-campista Roger Guerreiro, que já defendeu a seleção da Polônia, defenderá o clube paulista até o fim de 2014.
O contrato com o jogador de 31 anos foi assinado nesta sexta-feira, mesmo dia em que o time não saiu de empate em 1 a 1 com o Joinville pela 25ª rodada da segunda divisão nacional. O novo contratado ficou oito temporadas no futebol europeu, passando por Légia Varsóvia-POL e AEK-GRE - em 2005 defendeu o Celta de Vigo-ESP --, e não vê a hora de voltar a atuar em solo brasileiro.
"É uma felicidade enorme poder jogar no Brasil depois de tanto tempo fora. Saí daqui ainda jovem, como lateral esquerdo, e amadureci muito atuando na Europa como meia. Defendi a seleção da Polônia, disputei Eurocopa (2008) e joguei ao lado de jogadores como o Levandowski (atacante polonês do Borussia Dortmund), que é sensação hoje", destacou o ex-jogador de São Caetano, Corinthians, Flamengo e Juventude.
Roger já está integrado ao elenco do Guaratinguetá após passar por exames médicos, mas ainda não tem data prevista para estrear no time do técnico Leandro Campos, mas já promete chamar a responsabilidade: "Estou muito empolgado com o novo desafio e agradeço muito ao Guaratinguetá pela oportunidade. É uma chance para que todos me conheçam como meia. Não vejo a hora de vestir a camisa e entrar em campo. Estou trabalhando firme para readquirir ritmo de jogo e estar à disposição o quanto antes".
Em 2003, quando defendia as cores do Corinthians, Roger viveu dias de vilão após eliminação na Copa Libertadores da América. No duelo de volta das oitavas de final contra o River Plate e ainda como lateral esquerdo, Guerreiro teve de substituir o titular Kléber, expulso na Argentina, no Morumbi. Na beira do gramado, o técnico Geninho pediu: "pega, pega". Roger 'pegou' o rival e também recebeu o cartão vermelho na derrota por 2 a 1.
Confira a ficha técnica do novo reforço do Guaratinguetá:
Nome: Roger Guerreiro 
Naturalidade: São Paulo-SP 
Nascimento: 25/5/1982 
Peso: 82kg 
Altura: 1,87m 

Clubes: 
São Caetano (1997-2002), Corinthians (2002-2003), Flamengo (2004), Celta de Vigo (2005), Juventude (2005), Legia Varsóvia (2006-2009), AEK (2009-2013)
Títulos: 
2002: Copa do Brasil e Torneio Rio-São Paulo 
2003: Campeonato Paulista 
2004: Campeonato Carioca 
2006: Campeonato Polonês 
2008: Copa da Polônia e Supercopa da Polônia 
2011: Copa da Grécia.

Ronaldinho para por três meses e médico fala em "desafio" para tê-lo no Mundial

É delicada a situação de Ronaldinho Gaúcho com relação ao Mundial de Clubes. O meia sofreu uma ruptura no músculo adutor da coxa esquerda e ficará três meses afastado dos gramados. Desta forma, dificilmente terá condições para defender o Atlético-MG na principal competição do ano, que será realizada em dezembro, no Marrocos.
“O Ronaldo sentiu uma dor no adutor da coxa esquerda. Depois de exames de imagem, percebemos que ele teve uma ruptura e já está em tratamento intensivo”, afirmou Rodrigo Lasmar, médico atleticano, em entrevista coletiva concedida na tarde desta sexta-feira na Cidade do Galo.
Ciente do prazo apertado para a recuperação do craque, Lasmar definiu como um desafio deixar o camisa 10 em condições de jogar o Mundial. O Atlético-MG estreia no torneio em 18 de dezembro e a final, possivelmente contra o Bayern de Munique, está marcada para o dia 21.
“A gente tem um cuidado para falar em tempo quando se trata de lesão muscular. Depende muito do jogador. É uma lesão grave e o tempo de recuperação não é curto. Gira em torno de três meses, três e meio, dois e meio. Eu acredito na possibilidade dele jogar o Mundial. Vai ser feito o esforço. Se ele vai estar presente ou não, é um desafio”, disse o médico.
Não vamos medir esforços. O presidente disse que o que precisar ser feito, será feito. O atleta tem que estar disposto de se entregar a um tratamento enfadonho e cansativo. Eu acredito que ele tenha condições de estar presente”, completou Lasmar.
Ronaldinho foi poupado da última partida do Atlético-MG, na última quarta diante do Criciúma, justamente por estar desgastado fisicamente na opinião do técnico Cuca. A lesão na coxa esquerda foi sentida no treino da quinta, do qual participaram apenas os jogadores que não atuaram no empate com os catarinenses.