O primeiro gol do Palmeiras na vitória por 2 a 0 sobre o Oeste teve um toque de Valdivia com a mão antes de ajeitar a bola com o calcanhar e dar a assistência para Leandro balançar as redes. O chileno, porém, não disse nem que a vantagem irregular na jogada foi involuntária. Alegou amnésia.
"Não lembro muito do lance, não sei", afirmou o jogador, frequentemente desfalque da equipe e que apontou uma dor na face como argumento para esquecer o que fez antes de dar o passe para Leandro em São José do Rio Preto.
"Eu estava com as duas mãos, sentindo muita dor na mandíbula porque levei um golpe, não sei se foi a bola, uma porrada, um cotovelo, um soco, uma perna... Estou com dor até agora", apontou.
Durante sua entrevista ainda na saída do campo do estádio Benedito Teixeira, o chileno, na verdade, logo mostrou a inutilidade da discussão sobre o seu toque de mão. "Vou ver depois, mas já está lá: o que consta no laudo do juiz é 2 a 0. Então, fica só no lamento. Se foi mão ou não, conversamos amanhã", sorriu.
Além da dor na mandíbula que alegou, Valdivia saiu do gramado mancando, mesmo tendo sido substituído no segundo tempo para não se desgastar, de acordo com Gilson Kleina. "Faz parte sair mancando", minimizou o meia, sem culpar o gramado cheio de buracos em São José do Rio Preto.
"Estava feio para os dois lados, mas prevaleceu a nossa qualidade. Essa vitória nos deixa mais perto do acesso, mas não podemos parar. Tem que continuar do mesmo jeito, porque estamos jogando bem", falou o jogador mais caro do elenco, desfalque nas quatro próximas rodadas, a primeira delas por estar suspensão após levar cartão amarelo por reclamação nesta terça-feira.
Valdivia sorri após suspensão
Valdivia já desfalcaria o Palmeiras contra Figueirense, Guaratinguetá e Icasa por estar com a seleção chilena e antecipou sua ausência em mais um jogo: por reclamação, levou seu terceiro amarelo diante do Oeste e, por isso, cumprirá suspensão contra o ABC, no sábado, em Natal. O jogador sorriu ao comentar se forçou o cartão.
"Não, não foi", sorriu na saída do campo, após a vitória por 2 a 0, ao ser questionado pelo SporTV. O meia chegou a ser punido pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) após admitir ter forçado o cartão e ficar fora quando já seria desfalque do time por estar com a seleção.
Na sequência das entrevistas, contudo, o camisa 10 lembrou como se revoltou após o árbitro ter lhe mostrado o amarelo. "Foi um cartão no qual o juiz quis dar o cartão porque quis. Um jogador adversário veio na minha direção e tentei sair, mas não deu. Pela minha reação, dá para entender que eu queria jogar no sábado. Quero jogar todas. Infelizmente, vou ficar fora", falou, em tom de lamento, o atleta que sempre deixou clara sua prioridade à seleção nesta temporada.
Apesar de negar a busca pelo amarelo, Valdivia sabia de um acordo sem detalhes revelados publicamente entre a diretoria do Palmeiras e a comissão técnica do Chile. A seleção do meia o liberou de amistoso contra a Espanha, no mês passado, lembrando que precisaria do jogador para as duas últimas rodadas das Eliminatórias para a Copa do Mundo, contra Colômbia, no dia 11, e Equador, no dia 15.
Ainda não está confirmado se Valdivia será liberado mais cedo para viajar ao Chile. O meia, porém, foi poupado ao sair no segundo tempo, mesmo sem ter nenhum jogo a fazer até o dia 11. "Pela intensidade do jogo, em um gramado fofo, poderia existir um desgaste maior. Ele aguentaria, mas, com um jogador a menos, em campo grande, cresceriam os espaços e o desgaste seria maior. Temos a preocupação de ter o Valdivia bem até o final do ano", argumentou Gilson Kleina.
O treinador também se preocupou em ter mais um expulso além de Leandro. O árbitro deu uma bronca quando Valdivia já tinha recebido amarelo pouco antes de o técnico trocá-lo por Serginho, que entrou e fez o segundo gol. "O Valdivia tomou cartão e, de repente, acontece uma discussão e perdemos um jogador como ele, que é muito importante", imaginou Kleina.
Embora não tenha reclamado, o jogador mais caro do Palmeiras garantiu que foi sacado a contragosto. "Não quero sair nunca, não gosto de sair por motivo nenhum. Mas é uma decisão do Kleina, então já foi. O importante é que tanto eu como o grupo estamos fazendo por merecer este acesso à Série A", afirmou o chileno.
Além de Valdivia, outro jogador que será desfalque na próxima semana antecipou em um jogo sua ausência. Henrique levou seu terceiro amarelo nos últimos segundos do jogo desta terça-feira e cumprirá suspensão contra o ABC. Na madrugada de domingo, o zagueiro embarcará com a Seleção Brasileira para enfrentar a Coreia do Sul, no dia 12, e a Zâmbia, no dia 15.
Líder com folga do Campeonato Brasileiro, o Cruzeiro recebe a Portuguesa nesta quarta-feira, às 19h30, no Mineirão, para ampliar a diferença de pontos em cima dos principais concorrentes ao título. O discurso dos jogadores e da comissão técnica é de pés no chão, mas internamente todos sabem que a conquista está muito perto.
Se superar a Lusa, e Botafogo e Grêmio tropeçarem, o Cruzeiro abre 14 pontos de frente e praticamente encaminha a conquista do título nacional, que chegaria dez anos depois do último troféu. O atacante Willian se tornou peça importante do esquema tático e não quer ver surpresas no final da competição, mas julga cedo para antecipar a festa de campeão.
"É cedo falar em título encaminhado. Mas claro que a gente não espera ter uma surpresa. Sabemos que não tem nada definido. Tem que manter humildade, pois tem muita água para rolar. Mas a gente tem tudo para concretizar no final do ano", declarou.
Além da motivação para se aproximar ainda mais do título, o duelo contra a Portuguesa vai marcar a partida de número 50 do técnico Marcelo Oliveira no comando do Cruzeiro. O treinador tem feito um bom trabalho na equipe celeste e é dono de números bastante expressivos desde que chegou a Raposa no início da temporada.
Nas 49 partidas como técnico do Cruzeiro até agora, Marcelo Oliveira obteve 38 vitórias, seis empates e apenas cinco derrotas, com aproveitamento de nada menos que 81,6% dos pontos disputados. Com ele no comando, a equipe celeste marcou 116 gols (média de 2,4 por partida) e sofreu 38 (média de 0,8).
Para o confronto contra a Lusa, Marcelo Oliveira poderá contar com os retornos do volante Lucas Silva e do meia-atacante Ricardo Goulart, que estavam suspensos na rodada passada. O armador Júlio Baptista, com uma lesão na panturrilha, e o argentino Martinuccio estão entregues ao departamento médico e fora do jogo contra a Portuguesa. O meia-atacante Alisson vai cumprir suspensão, mas o jogador é reserva da equipe.
Se o Cruzeiro vive um momento mágico no Campeonato Brasileiro, a situação da Portuguesa também é boa, principalmente pelo resultado conquistado na rodada passada, quando a Lusa aplicou uma sonora goleada de 4 a 0 em cima do Corinthians. O time do Canindé é apenas o 12º colocado com 31 pontos, mas derrubar o líder motiva os atletas da equipe paulista.
O meia Moisés conhece bem o futebol mineiro, e avisa que a Lusa não vai temer a Raposa atuando no Gigante da Pampulha, que deverá receber grande público. "Nada melhor que pegar o líder fora e consolidar esse nosso momento. Sabemos das dificuldades, mas vamos tentar. Estou ansioso por essa partida, joguei no Mineirão velho e agora vou jogar no novo", declarou.
O técnico da Portuguesa, Guto Ferreira, vai cumprir suspensão e não poderá orientar os atletas a beira do gramado, função que será de Alexandre Faganello. O volante Muralha, os meias Henrique e Washington e os atacantes Diego Viana, Diogo e Romão estão entregues ao departamento médico e são desfalques certos. Em compensação, Luis Ricardo cumpriu suspensão e retorna ao time.
FICHA TÉCNICA CRUZEIRO X PORTUGUESA
Local: Mineirão, em Belo Horizonte (MG) Data: 02 de outubro de 2013, quarta-feira Horário: 19h30 (de Brasília) Árbitro: Jean Pierre Gonçalves Lima Assistentes: Kleber Lúcio Gil e Luís Carlos Camara Bezerra
CRUZEIRO: Fábio; Ceará, Dedé, Bruno Rodrigo e Egídio; Nilton, Lucas Silva, Everton Ribeiro e Ricardo Goulart; Willian e Borges Técnico: Marcelo Oliveira.
PORTUGUESA: Lauro; Corrêa, Moisés Moura, Valdomiro e Rogério; Ferdinando, Moisés, Luís Ricardo e Souza; Bérgson e Gilberto Técnico: Alexandre Faganello.
Embalado pela goleada de 4 a 1 sobre o Criciúma no domingo passado, o Flamengo volta a campo nesta quarta-feira, às 21h50 (de Brasília), para visitar o Coritiba no Estádio Couto Pereira, em Curitiba (PR), pela 25ª rodada do Campeonato Brasileiro . O adversário do outro lado está em queda livre na tabela de classificação e contará com a estreia do técnico Péricles Chamusca, substituto de Marquinhos Santos.
Em 15º lugar do Brasileirão com 30 pontos, o Flamengo segue próximo da zona de rebaixamento, apesar da vitória na última rodada. O Coritiba, que começou o campeonato entre os líderes, tem apenas um ponto a mais e está sem vencer já há cinco jogos.
"Infelizmente ainda estamos em uma situação nada confortável na tabela de classificação e precisamos afastar de vez o risco de rebaixamento", disse Jayme de Almeida, técnico do Flamengo. "Para isso é importante pegarmos uma grande sequência. Serve de alívio o fato de que estamos encontrando a melhor maneira de jogar e nos posicionar dentro de campo, como mostramos diante do Criciúma. Se repetirmos o desempenho daquela partida temos grandes chances de deixar o gramado mais uma vez com os três pontos, mesmo sabendo que o Coritiba vai nos dar ainda mais trabalho."
Os jogadores do Flamengo estão fechados com o treinador sobre a necessidade de uma vitória neste confronto. Sendo assim, o duelo contra o Coritiba está sendo tratado como chave para a sequência no Campeonato Brasileiro.
"Para nós trata-se de um jogo muito importante, estratégico, pois ganhando vamos emplacar a segunda vitória consecutiva e, se a rodada ajudar, nos distanciaremos ainda mais da parte de baixo da tabela de classsificação. Ganhar como visitante é algo que pode acabar fazendo toda a diferença em uma competição marcada pelo equilíbrio, em que os clubes tentam sempre fazer prevalecer o próprio mando de campo. Estamos felizes após a goleada diante do Criciúma, mas sabemos que ganhar do Coritiba é fundamental", disse o lateral direito Leonardo Moura.
Em termos de escalação Jayme não poderá contar com o goleiro Felipe, que foi expulso diante do Criciúma e terá que cumprir suspensão. Paulo Victor, que entrou no decorrer do duelo, permanecerá no posto. O zagueiro Samir, que deixou a partida de domingo ainda no primeiro tempo com dores na região pubiana, foi vetado e Chicão permaneça ao lado de Wallace no setor.
Embalado pela goleada de 4 a 1 sobre o Criciúma no domingo passado, o Flamengo volta a campo nesta quarta-feira, às 21h50 (de Brasília), para visitar o Coritiba no Estádio Couto Pereira, em Curitiba (PR), pela 25ª rodada do Campeonato Brasileiro . O adversário do outro lado está em queda livre na tabela de classificação e contará com a estreia do técnico Péricles Chamusca, substituto de Marquinhos Santos.
Em 15º lugar do Brasileirão com 30 pontos, o Flamengo segue próximo da zona de rebaixamento, apesar da vitória na última rodada. O Coritiba, que começou o campeonato entre os líderes, tem apenas um ponto a mais e está sem vencer já há cinco jogos.
"Infelizmente ainda estamos em uma situação nada confortável na tabela de classificação e precisamos afastar de vez o risco de rebaixamento", disse Jayme de Almeida, técnico do Flamengo. "Para isso é importante pegarmos uma grande sequência. Serve de alívio o fato de que estamos encontrando a melhor maneira de jogar e nos posicionar dentro de campo, como mostramos diante do Criciúma. Se repetirmos o desempenho daquela partida temos grandes chances de deixar o gramado mais uma vez com os três pontos, mesmo sabendo que o Coritiba vai nos dar ainda mais trabalho."
Os jogadores do Flamengo estão fechados com o treinador sobre a necessidade de uma vitória neste confronto. Sendo assim, o duelo contra o Coritiba está sendo tratado como chave para a sequência no Campeonato Brasileiro.
"Para nós trata-se de um jogo muito importante, estratégico, pois ganhando vamos emplacar a segunda vitória consecutiva e, se a rodada ajudar, nos distanciaremos ainda mais da parte de baixo da tabela de classsificação. Ganhar como visitante é algo que pode acabar fazendo toda a diferença em uma competição marcada pelo equilíbrio, em que os clubes tentam sempre fazer prevalecer o próprio mando de campo. Estamos felizes após a goleada diante do Criciúma, mas sabemos que ganhar do Coritiba é fundamental", disse o lateral direito Leonardo Moura.
Em termos de escalação Jayme não poderá contar com o goleiro Felipe, que foi expulso diante do Criciúma e terá que cumprir suspensão. Paulo Victor, que entrou no decorrer do duelo, permanecerá no posto. O zagueiro Samir, que deixou a partida de domingo ainda no primeiro tempo com dores na região pubiana, foi vetado e Chicão permaneça ao lado de Wallace no setor.
Do outro lado, o Coritiba começa a preocupar. Por isso, a diretoria alviverde optou por um ‘choque’ no elenco, com a saída de Marquinhos Santos e a chegada de Péricles Chamusca. O novo comandante, entretanto, ainda não teve muito tempo para trabalhar e pouco deve mudar em relação a escalação montada pelo interino Marcelo Serrano, apostando, no entanto, em outra postura do grupo.
"A gente trabalha muito pouco porque não existe essa condição. É mais recuperação dos atletas. Não é o ideal para desenvolver a equipe. Estou chegando já tentando interagir o máximo possível nesse contexto para a gente tentar introduzir", afirmou o treinador que já sabe o que cobrar dos atletas em um primeiro momento. "Espírito de grupo e comprometimento. Queremos um trabalho assim. Que o grupo esteja envolvido e comprometido", completou.
No gol, Vanderlei, que cumpriu suspensão automática, está de volta no lugar de Vaná. A zaga também pode ter novidade, já que Luccas Claro foi liberado pelo departamento médico, treinou e está à disposição. O volante Germano, anunciado no último final de semana como reforço, pode ganhar um lugar no meio-campo, já que a proteção da zaga se tornou um problema com as lesões de William, Uelliton e Júnior Urso, este ultimo com grandes chances de retonar.
As más notícias, entretanto, voltam a desfalcar a equipe coxa-branca. A derrota para o lanterna Náutico, além de abalar o clima no Alto da Glória, ainda tirou três jogadores da partida. O meia Bottinelli, o volante Gil, com três cartões amarelos, e o lateral/zagueiro Escudero, expulso de campo, cumprem suspensão.
FICHA TÉCNICA - CORITIBA X FLAMENGO Local: Estádio Couto Pereira, em Curitiba (PR) Data: 2 de outubro de 2013, quarta-feira Horário: 21h50 (de Brasília) Árbitro: Paulo César de Oliveira (Fifa-SP) Assistentes: Cristhian Sorence (GO) e José Silveira (RS)
CORITIBA: Vanderlei; Victor Ferraz, Luccas Claro, Chico e Diogo (Ibérbia); Junior Urso, Germano, Robinho e Alex; Vitor Júnior e Bill Técnico: Péricles Chamusca.
FLAMENGO: Felipe; Leonardo Moura, Wallace, Chicão e João Paulo; Amaral, Elias, André Santos e Luiz Antonio; Paulinho e Hernane Técnico: Jayme de Almeida.
Com seu estádio 90% pronto e com a finalização das obras prevista para janeiro, o Corinthians vai começar a comercialização de cadeiras entre o final de outubro e o início de novembro. A venda será feita em um sistema de leilão pela internet que está sendo finalizado pelo clube.
"É uma forma diferente, que a gente não tinha feito ainda. Vai ser um leilão virtual, por temporada. O torcedor vai dar o seu lance, provavelmente por três ou cinco temporadas. É um processo on-line, supertransparente", disse o gerente de marketing alvinegro, Caio Campos, em entrevista à Band News FM.
Esse sistema é inicialmente restrito ao setor oeste da arena, chamado de "o mais chique" por quem acompanha as obras. Será lá que ficarão os principais camarotes e serão cobrados os maiores preços. "Vamos começar por ali. As outras áreas são mais populares", comentou Campos.
O leilão vale apenas para jogos do Corinthians. Comprar a cadeira dará lugar em um número estimado de 35 a 42 partidas do time, mas não assegurará a ninguém espaço nos confrontos da Copa do Mundo - que será aberta em Itaquera - ou em outros eventos organizados pela Fifa.
A ideia do clube é que não haja mais a abertura de bilheterias. Entre as cadeiras leiloadas por temporada e os ingressos vendidos aos sócios-torcedores - que terão prioridade no leilão -, a expectativa é que se esgote a carga de bilhetes. Até a Copa, o estádio terá capacidade de 68 mil espectadores. Depois, 48 mil.
"Quem não for sócio-torcedor e não tiver cadeira, provavelmente não vai assistir aos jogos. Nossa intenção é vender o máximo possível por temporada, como se faz lá fora. A gente está acreditando muito que, para ver o jogo, o cara vai ter que ter cadeira ou ser sócio", repetiu o gerente de marketing.
O estádio Cícero Pompeu de Toledo, popularmente conhecido como Morumbi, completa 53 anos de idade nesta terça-feira, dia 2 de outubro. Atualmente, a casa do São Paulo não vem dando muitas alegrias para o time tricolor - na temporada 2013, a equipe perdeu dez vezes jogando em casa -, mas o clube já viveu algumas glórias no local.
Não só o São Paulo, mas outros times também escreveram história no Morumbi. Ao longo dos anos, o estádio viu muita coisa acontecer. Foram muitas polêmicas, títulos, decepções, despedidas e até tragédia. Certamente, o capítulo mais triste desses 53 anos de existência foi a morte do zagueiro Serginho, do São Caetano , durante uma partida do Brasileirão de 2004.
Curiosamente, desde a inauguração do estádio em 1960, ainda parcialmente construído, o Morumbi recebeu dez partidas do São Paulo justamente no dia do aniversário. E o time paulista tem um retrospecto amplamete favorável, já que venceu oito vezes e perdeu apenas duas.
Apesar de ser a casa são-paulina, outros clubes guardam boas lembranças do Morumbi. Corinthians, Grêmio, Vasco, Palmeiras e Inter de Limeira já levantaram taças no local, além, claro, do próprio São Paulo. A equipe tricolor conquistou duas Libertadores em seu estádio e foi campeão do Brasileirão outras duas vezes diante da torcida.
Para celebrar o aniversário do Morumbi, o iG listou os 53 jogos inesquecíveis que o estádio recebeu desde 1960. Veja abaixo as partidas em ordem cronológica:
1. São Paulo 1 x 0 Sporting Lisboa (02/10/1960) No primeiro jogo da história do Morumbi, Peixinho foi o autor do gol que fez a festa dos quase 65 mil torcedores que foram ao estádio assistir o amistoso internacional.
2. São Paulo 1 x 1 Porto (25/01/1970) Outro time português foi convidado para a inauguração total do Morumbi, que teve aproximadamente 100 mil pessoas presentes no empate. Entre os espectadores estavam o presidente da República, Emílio Médici, e o governador de São Paulo, Roberto de Abreu Sodré.
3. Brasil 1 x 1 Áustria (11/07/1971) O jogo amistoso ficou marcado pelo último gol de Pelé com a camisa da seleção brasileira em jogos oficiais. A festa só não ficou completa porque o atacante austríaco Jara também balançou as redes, impedindo o triunfo verde-amarelo.
4. Portuguesa 0 x 0 Santos (26/08/1973) O empate sem gols levou a decisão do Paulistão daquele ano para os pênaltis. Porém, ninguém imaginava que o árbitro Armando Marques fosse errar nas contas das cobranças, fazendo com que o título ficasse dividido entre as equipes.
5. Ponte Preta 2 x 1 Corinthians (09/10/1977) A segunda partida da decisão do Paulistão de 77 registrou o maior público de toda história do Morumbi em partidas de futebol. Exatamente 146.082 pessoas viram ao triunfo do time de Campinas sobre o alvinegro da capital.
6. Corinthians 1 x 0 Ponte Preta (13/10/1977) O jejum de títulos já durava 22 anos, oito meses e seis dias. O empate no tempo normal e na prorrogação já servia para a equipe corintiana, mas, aos 36 minutos do segundo tempo, Basílio anotou o gol da vitória que garantiu o título do Campeonato Paulista.
7. Palmeiras 2 x 3 Internacional (13/12/1979) Naquele dia, o Morumbi assistiu a uma verdadeira atução de gala do volante Falcão. O jogador colorado marcou duas vezes contra o Palmeiras, aos 19 e 25 do segundo tempo, virando a partida e conduzindo o Inter ao título do Brasileirão.
8. São Paulo 3 x 2 Botafogo (26/04/1981) Na semifinal do Brasileiro, o time paulista precisava vencer os cariocas, mas viu o rival abrir 2 a 0 antes dos 20 minutos de jogo. Porém, em tarde inspirada de Éverton, que marcou duas vezes, o São Paulo virou o duelo e se classificou à decisão.
9. São Paulo 0 x 1 Grêmio (03/05/1981) Nem a heroica vitória na semifinal foi suficiente para embalar o São Paulo na final contra o Grêmio. O time precisava vencer, mas foi derrotado com um gol de Baltazar, que calou os 95 mil torcedores presentes no Morumbi. Grêmio campeão!
10. Palmeiras 1 x 2 Inter de Limeira (03/09/1986) Um time do interior jamais havia ganhado o Paulistão. Mas a história foi reescrita em 86, quando a Inter de Limeira surpreendeu o favorito Palmeiras, ficando com o título. Uma façanha história para o time comandado por Pepe, na ocasião.
11. São Paulo 0 x 1 Vasco (16/12/1989) Mais uma vez o time paulista decepcionou sua torcida e deixou escapar o título do Brasileirão em seus domínios. O gol do atacante Sorato, logo no início do segundo tempo, garantiu a conquista nacional para a equipe carioca.
12. São Paulo 0 x 1 Corinthians (16/12/1990) A decisão do Brasileirão colocou frente a frente duas equipes paulistas. Melhor para o alvinegro, que contou com gol do talismã Tupãzinho, aos nove minutos da etapa final, para celebrar seu primeiro título nacional.
13. São Paulo 1 x 0 Bragantino (05/06/1991) O azarão Bragantino chegou à final do Brasileirão como franco atirador. E o São Paulo sofreu para vencer a primeira partida da decisãol. O time de Telê Santana contou com um gol espírita de Mário Tilico para levar a vantagem ao segundo duelo (que terminou empatado e com título para o São Paulo)
14. Corinthians 0 x 3 São Paulo (08/12/1991) Raí, Raí e Raí. O meio-campista deu show e fez, simplesmente, os três gols da vitória no primeiro jogo da final do Paulistão. Um dia inesquecível para os são-paulinos, que comemorariam o título uma semana depois, após empate sem gols.
15. São Paulo 1 (3) x (2) 0 Newell's Old Boys (17/06/1992) Raí fez, de pênalti, o gol são-paulino no tempo normal, levando a decisão da Libertadores para as penalidades. Na disputa da marca da cal, brilhou a estrela de Zetti, que defendeu a cobrança de Gamboa e garantiu o primeiro título do torneio para o clube.
16 . São Paulo 2 x 0 Sevilla (27/03/1993) Um amistoso que, aparentemente, não merecia destaque, mas que ganhou importância devido a presença de ninguém menos que Maradona pelo lado do time espanhol. Porém, foi o camisa 10 brasileiro que brilhou. Raí fez os dois gols do triunfo tricolor.
17. São Paulo 5 x 1 Universidad Católica (19/05/1993) Com show de Raí e Müller, o São Paulo não tomou conhecimento dos chilenos na primeira partida da final da Libertadores e levou grande vantagem para o jogo de volta. Em Santiago, derrota por 2 a 0, mas bicampeonato assegurado.
18. Palmeiras 4 x 0 Corinthians (12/06/1993) O alviverde não sabia o que era ser campeão há 16 anos. Mas, comandado por Vanderlei Luxemburgo, o Palmeiras goleou o arquirrival na final do Paulistão (3 a 0 no tempo normal e 1 a 0 na prorrogação) e saiu da incômoda fila.
19. São Paulo 2 (5) x (3) 2 Flamengo (24/11/1993) A final da Supercopa foi simplesmente espetacular. Leonardo e Juninho Paulista fizeram os gols tricolores, com Renato Gaúcho e Marquinhos anotando os tentos do rubro-negro. Nos pênaltis, Marcelinho Carioca desperdiçou sua cobrança e a taça ficou no Morumbi.
20. Palmeiras 2 x 0 Vitória (12/12/1993) Embalado pela conquista do Paulistão, o Palmeiras tomou gosto por ganhar títulos e faturou mais um no mesmo ano, para esquecer de vez o jejum anterior. Evair e Edmundo foram os grandes nomes do alviverde na decisão diante dos baianos.
21. São Paulo 4 x 0 Araçatuba (29/07/1994) O jogo pela Copa Bandeirante ficou marcado por ter registrado o menor público da história do Morumbi. Foram 29 testemunhas - sendo 24 pagantes e outros cinco que não pagaram - que viram a goleada com tentos de Danilo, Douglas, Pereira e Claudio Moura. A renda foi de R$ 66.
22. São Paulo 1 (3) x (5) 0 Vélez Sarsfield (31/08/1994) Era a chance do tricampeonato da Libertadores, mas o sonho acabou diante da equipe argentina. Depois da vitória no tempo normal, gol de Müller, a decisão foi para os pênaltis. E ai brilhou a estrela do goleiro paraguaio Chilavert, que defendeu a cobrança de Palhinha e calou o Morumbi.
23. São Paulo 2 x 2 Palmeiras (30/10/1994) No clássico válido pelo Brasileirão, após um empate bastante movimentado, o atacante Edmundo iniciou uma briga com o lateral são-paulino André Luiz, que logo se generalizou com quase todos os jogadores de ambos os lados. O jogo acabou ali.
24. São paulo 3 x 1 Sporting Cristal e São Paulo 3 x 1 Grêmio (16/11/1994) Por conta do bizarro calendário brasileiro, o São Paulo teve que jogar duas vezes no Morumbi no mesmo dia. Pela Conmebol, triunfo sobre os peruanos, e pelo Campeonato Brasileiro, vitória sobre os gaúchos. Juninho Paulista participou dos dois jogos, entrando no segundo tempo em ambos.
25. São Paulo 3 x 1 Corinthians (10/05/1998) Na final do Paulistão, o São Paulo contou com um providencial reforço de última hora. O meia Raí havia acabado de acertar seu retorno ao Morumbi, fez sua reestreia sem sequer treinar com a equipe, e ainda fez um gol e deu uma assistência. Título garantido.
26. Palmeiras 2 x 0 Cruzeiro (30/05/1998) Na final da Copa do Brasil, Paulo Nunes abriu o placar para o alviverde ainda no primeiro tempo, resultado que seguiu até os minutos finais e levava a decisão para os pênaltis. Porém, o atacante Oséas, praticamente sem ângulo, fez o gol da vitória alviverde aos 44 do segundo tempo.
27. Corinthians 2 x 0 Cruzeiro (23/12/1998) Comandado por Vanderlei Luxemburgo, o time paulista conquistou seu segundo título brasileiro, o segundo dentro do Morumbi. Edílson e Marcelinho Carioca anotaram os gols da partida e deram o presente da Natal antecipado aos torcedores do Corinthians.
28. Palmeiras 2 x 2 Corinthians (20/06/1999) Com o título paulista praticamente garantido com o empate, Edílson provocou o rival fazendo embaixadas no fim do jogo. O lateral Júnior e o atacante Paulo Nunes não gostaram e partiram para cima do corintiano, desencadeando uma briga generalizada em campo. O juiz Paulo César de Oliveira resolveu encerrar a partida ali mesmo.
29. São Paulo 2 x 3 Corinthians (28/11/1999) O time da casa precisava vencer para se classificar à decisão do Brasileirão e até teve chance para isso. Porém, em tarde inspirada do goleiro Dida, que defendeu duas cobranças de pênalti de Raí, o Corinthians garantiu vaga na final do nacional.
30. Corinthians 0 x 0 Atlético-MG (22/12/1999) Não foi uma partida boa tecnicamente, mas o empate sem gols garantiu o tricampeonato brasileiro ao Corinthians, mais uma vez dentro do estádio do Morumbi, assim como aconteceu em 1990 e 1998.
31. Corinthians 2 x 2 Real Madrid (07/01/2000) O jogo foi válido pelo primeiro Mundial Interclubes organizado pela Fifa. Além da grande apresentação em campo, o duelo ficou marcado pelo golaço de Edilson, que aplicou um drible entre as pernas de Karembeu antes de balançar as redes. O detalhe é que na véspera do jogo, o atleta do Real disse que não sabia quem era o atacante corintiano. Conheceu da pior forma possível para ele.
32. Palmeiras 3 (5) x (4) 2 Corinthians (06/06/2000) Era semifinal da Libertadores e dois arquirrivais estavam frente a frente. O alviverde levou a melhor no tempo normal e também nos pênaltis. O fato mais marcante desse dia ficou por conta da penalidade desperdiçada por Marcelinho Carioca e defendida pelo goleiro Marcos, para delírio dos palmeirenses.
33. Palmeiras 0 (2) x (4) 0 Boca Juniors (21/06/2000) A final da Libertadores foi bastate tensa, tanto que terminou empatada sem gols e foi para os pênaltis. O sonho do bicampeonato palmeirense terminou quando Asprilla e Roque Júnior perderam suas cobranças e deixaram o título com os argentinos, comandados por Riquelme e Palermo.
34. Brasil 3 x 1 Argentina (26/07/2000) O time de Vanderlei Luxemburgo disputava as eliminatórias da Copa do Mundo de 2002 e recebeu a arquirrival Argentina no Morumbi lotado. Com uma atuação de gala do meia Alex, que fez um gol, e do volante Vampeta, que anotou duas vezes, a seleção brasileira deixou o estádio ovacionada e rumo ao pentacampeonato. No final das contas, Luxa saiu para entrada de Felipão.
35. São Paulo 10 x 0 Botafogo-PB (28/03/2001) França (3), Luis Fabiano (2), Julio Baptista (2), Gustavo Nery, Kaká e Fabiano Souza. Esses foram os autores dos gols do massacre tricolor na Copa do Brasil. Até hoje, é o maior placar registrado em jogos oficiais no estádio do Morumbi.
36. Corinthians 2 x 1 Santos (13/05/2001) O empate por 1 a 1 persistiu até os 47 minutos do segundo tempo, resultado que classificava o Santos para a final do Paulistão. A torcida santista já comemorava a classificação no Morumbi, quando Ricardinho acertou um belo chute de fora da área para levar os corintianos à loucura.
37. Corinthians 1 x 3 Grêmio (17/06/2001) Um empate sem gols ou até por um gol dava o título da Copa do Brasil ao Corinthians, mas os gaúchos mostraram sua força e, comandados por Marcelinho Paraíba e pelo experiente meia Zinho, calaram o Morumbi e comemoraram o título nacional.
38. São Paulo 2 x 4 Palmeiras (20/03/2002) A torcida palmeirense jamais esquecerá esse jogo válido pelo Torneio Rio-São Paulo. Além de golear o rival dentro de seu próprio estádio, o meia Alex, atualmente na Turquia, marcou um gol antológico ao chapelar o zagueiro Emerson e, depois, aplicar novo chapéu em Rogério Ceni antes de balançar as redes. Um verdadeiro gol de placa.
39. São Paulo 3 x 2 Santos (16/10/2002) Na comemoração do segundo gol santista, o meia Diego fez festa em cima do escudo do São Paulo que fica ao lado do meio de campo no Morumbi, provocando os adversários. Então, no final do jogo, o time da casa virou com gol de Ricardinho, que também comemorou sobre o símbolo tricolor, agora sob aplausos da torcida.
40. Corinthians 2 x 3 Santos (15/12/2002) O título santista na final do último Brasileirão antes do sistema de pontos corridos consagrou a geração de Robinho e Diego. Quem não se lembra das pedaladas que o jovem atacante santista, na época com apenas 17 anos, deu sobre o lateral direito corintiano Rogério?
41. Corinthians 1 x 2 River Plate (14/05/2003) Liédson abriu o placar para o time brasileiro e deu esperanças à torcida corintiana. Porém, com D'Alessandro e Coudet inspirados, o time argentino virou e eliminou o alvinegro nas oitavas da Libertadores. O fato bizarro do dia ficou por conta do torcedor corintiano que, ao tentar trocar de setor no Morumbi, ficou com a perna presa em uma lança de proteção. Lamentável.
42. Santos 1 x 3 Boca Juniors (02/07/2003) A equipe brasileira precisava vencer por dois gols de diferença para levar a decisão da Libertadores para os pênaltis. Mas o atacante Tevez não estava disposto a fazer a alegria dos santistas e foi o principal nome do time argentino na conquista dentro do Morumbi.
43. São Paulo 2 (2) x (4) 0 River Plate (03/12/2003) Depois de vencer em casa, a partida semifinal da Copa Sul-Americana foi para os pênaltis. Antes das cobranças, porém, os jogadores dos dois times se envolveram em uma briga generalizada no gramado e a cena de Luis Fabiano acertando uma voadora no rival argentino é emblemática.
44. São Paulo 0 x 0 São Caetano (27/10/2004) Aos 14 minutos do segundo tempo, o zagueiro Serginho, do São Caetano, sofreu uma parada cardíaca dentro de campo e morreu logo após chegar ao hospital São Luiz, que fica a poucos metros do estádio do Morumbi. A partida foi suspensa e remarcada para alguns dias depois - o São Paulo venceu por 4 a 2 nos 30 minutos restantes.
45. São Paulo 4 x 0 Atlético-PR (14/07/2005) A Copa Libertadores daquele ano foi a primeira que contou com duas equipes do mesmo país na final. E na decisão brasileira, o São Paulo goleou o Atlético-PR no segundo jogo (o primeiro tinha sido 1 a 1) e faturou o tricampeonato continental. Até então, um feito inédito com equipes daqui.
46. São Paulo 1 x 2 Internacional (09/08/2006) O sonho do tetra da Libertadores começou a ser desfeito logo na primeira partida da decisão. Rafael Sóbis fez os dois gols do Inter e calou o Morumbi. Segundo o narrador gaúcho Pedro Ernesto, o atacante colorado "humilhou e rasgou a camisa do campeão mundial". Nem o gol de Edcarlos foi suficiente para animar o time paulista a buscar o título no Beira-Rio, na semana seguinte.
47. São Paulo 1 x 1 Atlético-PR (19/11/2006) Depois de passar 15 anos sem levantar o título do Campeonato Brasileiro, o São Paulo voltou a vencer o torneio nacional com o empate diante dos paranaenses, no lotado Morumbi. A conquista veio com duas rodadas de antecedência.
48. Brasil 2 x 1 Uruguai (21/11/2007) Luis Fabiano foi o grande protagonista do duelo pelas Eliminatórias da Copa de 2010. O atacante fez os dois gols da seleção brasileira e ainda foi comemorar um dos tentos ajoelhado no escudo do São Paulo que fica na lateral do Morumbi, fora de campo. A imagem está fresca na memória dos tricolores.
49. São Paulo 3 x 0 América-RN (31/10/2007) Mais uma vez sob a batuta de Muricy Ramalho, o São Paulo levou o Brasileirão dentro do Morumbi. Dessa vez, com quatro rodadas de antecedência. Hernanes, Miranda e Dagoberto anotaram os gols da fácil vitória sobre o lanterna, que garantiu o pentacampeonato nacional à equipe paulista.
50. São Paulo 2 x 1 Internacional (05/08/2010) Apesar da vitória em casa na segunda partida da semifinal da Libertadores, o placar foi insuficiente para levar o São Paulo à decisão do torneio. Neste duelo, foi registrada a maior renda em um jogo de futebol no Morumbi - R$ 4.484.282,25.
44. São Paulo 0 x 0 São Caetano (27/10/2004) Aos 14 minutos do segundo tempo, o zagueiro Serginho, do São Caetano, sofreu uma parada cardíaca dentro de campo e morreu logo após chegar ao hospital São Luiz, que fica a poucos metros do estádio do Morumbi. A partida foi suspensa e remarcada para alguns dias depois - o São Paulo venceu por 4 a 2 nos 30 minutos restantes.
45. São Paulo 4 x 0 Atlético-PR (14/07/2005) A Copa Libertadores daquele ano foi a primeira que contou com duas equipes do mesmo país na final. E na decisão brasileira, o São Paulo goleou o Atlético-PR no segundo jogo (o primeiro tinha sido 1 a 1) e faturou o tricampeonato continental. Até então, um feito inédito com equipes daqui.
46. São Paulo 1 x 2 Internacional (09/08/2006) O sonho do tetra da Libertadores começou a ser desfeito logo na primeira partida da decisão. Rafael Sóbis fez os dois gols do Inter e calou o Morumbi. Segundo o narrador gaúcho Pedro Ernesto, o atacante colorado "humilhou e rasgou a camisa do campeão mundial". Nem o gol de Edcarlos foi suficiente para animar o time paulista a buscar o título no Beira-Rio, na semana seguinte.
47. São Paulo 1 x 1 Atlético-PR (19/11/2006) Depois de passar 15 anos sem levantar o título do Campeonato Brasileiro, o São Paulo voltou a vencer o torneio nacional com o empate diante dos paranaenses, no lotado Morumbi. A conquista veio com duas rodadas de antecedência.
48. Brasil 2 x 1 Uruguai (21/11/2007) Luis Fabiano foi o grande protagonista do duelo pelas Eliminatórias da Copa de 2010. O atacante fez os dois gols da seleção brasileira e ainda foi comemorar um dos tentos ajoelhado no escudo do São Paulo que fica na lateral do Morumbi, fora de campo. A imagem está fresca na memória dos tricolores.
49. São Paulo 3 x 0 América-RN (31/10/2007) Mais uma vez sob a batuta de Muricy Ramalho, o São Paulo levou o Brasileirão dentro do Morumbi. Dessa vez, com quatro rodadas de antecedência. Hernanes, Miranda e Dagoberto anotaram os gols da fácil vitória sobre o lanterna, que garantiu o pentacampeonato nacional à equipe paulista.
50. São Paulo 2 x 1 Internacional (05/08/2010) Apesar da vitória em casa na segunda partida da semifinal da Libertadores, o placar foi insuficiente para levar o São Paulo à decisão do torneio. Neste duelo, foi registrada a maior renda em um jogo de futebol no Morumbi - R$ 4.484.282,25.
De titular a reserva. De imprescindível a pouco importante. A vida do meio-campista Elano neste ano de 2013 sofreu uma reviravolta com as constantes lesões - no joelho e na coluna - e, principalmente, com chegada de Renato Gaúcho ao Grêmio . O experiente atleta de 32 anos vem sendo preterido no time titular e entra somente no decorrer de alguns jogos do Brasileirão .
Com Vanderlei Luxemburgo, Elano era peça fundamento no esquema de jogo em 2012 e no começo da atual temporada. Tanto que o meia fez 25 jogos pelo Grêmio no ano passado, sendo 24 deles como titular. Em 2013, das 14 partidas que o atleta já fez pelo time gaúcho, quatro deles foram como suplentes e em uma oportunidade ele nem entrou em campo, ficando no banco de reservas.
Atualmente, a concorrência no meio de campo gremista é grande. E Elano, sendo reserva, piorou bastante seu desempenho nas principais estatísticas do campeonato, de acordo com números do Footstats.
No ano passado, pelo Grêmio, o meia esteve em campo por quase 1800 minutos, marcou sete gols e deu oito assistências que resultaram em gols. Na atual edição do Brasileirão, são 918 minutos jogados, a grande maioria ainda com Luxemburgo no comando, apenas três gols anotados e nenhuma assistência registrada.
Veja a comparação dos números de Elano em 2012 e 2013 :
Ano
Gols
Passes certos
Finalizações
Desarmes
Faltas recebidas
Assistências
Jogos
2012
7
470
73
18
49
8
25
2013
3
242
29
12
21
0
14
*Footstats
Questionado sobre a manutenção de Elano entre os reservas, o técnico Renato Gaúcho deu a entender de que manterá o meia como suplente. "Você tem que ser inteligente e saber administrar. Não trabalho com time, mas grupo. No contrato destes jogadores (Elano e Zé Roberto) não tem cláusula que obrigue o técnico a escalá-los. Eu tenho um grupo e procuro colocar em campo o que é melhor para o clube para buscar os melhores resultados, que estão aí. Não importa quem jogar, mas a entrega do time", disse o comandante.
A Fifa se reuniu nesta quarta-feira, em Zurique, para decidir quais são os 23 candidatos iniciais à Bola de Ouro, o prêmio de melhor jogador do mundo. E de acordo com o jornal espanhol "Mundo Deportivo" , dois atletas brasileiros - e do Barcelona - integram esta disputa preliminar: Neymar e Daniel Alves. A lista oficial será divulgada no dia 29 de outubro.
Segundo a publicação, estão presentes também outros cinco jogadores do Barcelona, entre eles o vencedor das últimas quatro edições da Bola de Ouro, Lionel Messi. Cristiano Ronaldo, que levou o prêmio em 2008, é outro a integrar a lista, ao lado de Sergio Ramos, colega de Real Madrid.
Apesar de o jornal não ter confirmado todos os 23 nomes, o jornal garantiu ainda que atletas como Robert Lewandowski (Borussia Dortmund), Franck Ribery (Bayern de Munique), Yaya Touré (Manchester City) e Didier Drogba (Galatasaray) também estão entre os candidatos.
Na disputa entre os técnicos, o jornal publicou que Vicente Del Bosque (Espanha), Jupp Heynckes (ex-Bayern de Munique), Pep Guardiola (Bayern de Munique), Alex Fergunson (ex-Manchester United) e José Mourinho (Chelsea) estão na disputa.
A partir da reunião realizada nesta quarta-feira pela comissão da Fifa, a lista será repassada para a revista "France Football", também com participação na escolha entre os 23 atletas e os dez técnicos, que serão divulgados oficialmente no dia 29 de outubro. Em seguida, serão escolhidos três jogadores e dez treinadores a partir dos candidatos selecionados inicialmente. Os vencedores serão anunciados no dia 13 de janeiro.