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quinta-feira, 20 de junho de 2013

Fla busca novas lideranças no mercado após forçar saída de medalhões

Experiente, o volante Renato Abreu foi dispensado na última segunda-feira
A reformulação no elenco do Flamengo promovida pela diretoria criou uma situação contraditória. Após decidir pela saída de quatro medalhões, o Rubro-negro busca justamente jogadores experientes e capazes de liderar o grupo hoje formado em grande maioria por jovens e atletas em suas primeiras oportunidades em um clube de expressão nacional.
Desde que assumiu o comando do Flamengo, no começo do ano, a atual diretoria já afastou quatro veteranos do elenco: Vagner Love, Ibson, Renato Abreu e Alex Silva. Destes atletas, apenas o último não tinha histórico de forte identificação com a torcida rubro-negra. O argumento mais utilizado pela administração foi o do alto custo de alguns jogadores. Além deles, o volante Cleber Santana deixou a Gávea rumo ao Avaí em maio.
Agora, no entanto, o time da Gávea irá ao mercado para contratar jogadores veteranos e preencher as lacunas abertas com a reformulação. Até aqui, o Flamengo investiu em alguns reforços de menor rodagem, como Diego Silva e Paulinho, do XV de Piracicaba; Bruninho, do Atlético Sorocaba, e Val, do Mogi Mirim. O quarteto do interior paulista chegou ao Rubro-negro acompanhado do atacante Marcelo Moreno, que veio justamente para ocupar a vaga deixada por Vagner Love no começo do ano.
“Precisamos de jogadores mais experientes para mesclar com os mais jovens. Trouxemos os meninos do interior de São Paulo e temos os garotos da base. A avaliação do Mano Menezes é de que precisamos de mais veteranos até para ajudar a formar esses jovens dentro do Flamengo”, disse o vice-presidente de futebol do Flamengo, Wallim Vasconcellos.
O último medalhão do qual a diretoria abriu mão foi Renato Abreu, dispensado na última segunda-feira. Aos 35 anos, o volante era um dos jogadores com maior tempo de casa: seis temporadas divididas em duas passagens pelo clube. Assim como Alex Silva, o jogador continuará recebendo salários do Rubro-negro até que encontre um novo time para atuar. Se interessados não surgirem, o prejuízo com a dupla pode superar R$ 4 milhões.
Ao lado de Renato Abreu, Ibson também figurava entre os atletas com mais tempo de Flamengo. Sem a dupla, apenas Léo Moura e Felipe têm mais que dois anos de Gávea, com exceção dos jovens revelados pelas categorias de base, como Adryan e Mattheus. O lateral e o goleiro são duas das poucas referências atuais no elenco, junto do recém-chegado e experiente volante Elias.

Santos protesta na CBF por ida do São Paulo à Copa Audi; entenda o caso

Santos de Montillo ficou fora da Copa Audi
O Santos alega que foi convidado antes do São Paulo para participar da Copa Audi, que será realizada entre os dias 31 de julho e 1º de agosto deste ano. No entanto, o clube praiano reclama que foi impedido de participar por determinação da CBF. Os dirigentes, portanto, reclamam de um tratamento especial dado ao São Paulo.

Conforme publicou o Blog do Juca, o Santos enviou um protesto à CBF, documentando sua insatisfação com a principal entidade do futebol brasileiro neste caso. Até o momento, a entidade não respondeu ao clube.

O São Paulo, por sua vez, conseguiu toda a documentação e a liberação necessárias por causa da Copa Suruga. O time do Morumbi alegou na entidade que cuida do futebol brasileiro que precisava de uma folga entre os dias 31 de julho e 7 de agosto para disputar a competição no Japão, que é oficial, para poder organizar toda a logística. Como o prazo era bem maior e o jogo no Oriente acontece só em agosto, o time do Morumbi conseguiu espaço no calendário para entrar na competição da marca de automóveis.

Além de São Paulo e Bayern de Munique, o torneio ainda contará com as participações de Manchester City e Milan. O duelo entre ingleses e italianos abre a competição no mesmo dia, às 13h15, também estádio em Munique.
Comunicado Do Santos:
“Para enorme surpresa e, por que não dizer, indignação, tem sido amplamente veiculado na mídia a participação do São Paulo Futebol Clube no mencionado torneio e em substituição ao Santos Futebol Clube.
Vimos, por meio deste NOTIFICAR para que caso seja confirmada a participação de qualquer outro clube brasileiro, o que prefere não crer, afinal seria uma ofensa à nossa centenária entidade de prática desportiva que tanto honra o futebol brasileiro, fique ciente dos prejuízos materiais e morais causados ao SANTOS FUTEBOL CLUBE.
Com objetivo precípuo de preservar seus direitos, fica esta entidade desde já informada que a cota participação na “Copa Audi/2013″ é de Trezentos mil euros, além da exposição na mídia mundial e consequentemente valorização da marca e de seus atletas.”

Após faltar a treino para cuidar da macaca, Emerson se reapresenta ao Corinthians

Emerson Sheik justificou a ausência no treino com o dever de cuidar da macaca Cuta
Emerson voltou a treinar no Corinthians. Como o combinado com os dirigentes do clube, o jogador se reapresentou um dia após ser liberado da atividade por alegar necessidade de cuidar da macaca de estimação. 
 
O atacante participou das mesmas atividades dos demais companheiros. A ausência de Emerson no dia anterior foi justificada pelo mesmo horas depois através de suas contas no Twitter e Instagram.
 
"Hoje (quarta-feira), às 07h da manhã, quando eu estava saindo de casa, fui dar um beijo na Cuta, como de costume (minha macaca) e percebi que a mesma estava com comportamento diferente, como se estivesse doente, imediatamente liguei para o veterinário. Assim que desliguei o telefone, entrei em contato com o gerente de futebol (Edu Gaspar) e nosso diretor (Duílio). Os dois rapidamente se mostraram preocupados com o acontecido e me deixaram com a manhã livre para resolver essa questão. A cuta está bem. Graças a Deus!", afirmou ele.
 
Emerson faltou ao treino do clube justamente em um período em que negocia a permanência. Com contrato até o fim da temporada, o jogador ainda discute a possibilidade de renovação.
 
“Já tivemos uma primeira conversa e foram colocadas várias situações. Mas foi apenas o início. A gente aguarda os próximos dias para resolver isso”, disse o diretor-adjunto do Corinthians, Duílio Monteiro Alves.

Atletas movem processos milionários por direito de arena contra grandes de SP

Felipe, Dagoberto, Pierre e Bruno Aguiar acionaram ex-clubes na Justiça
Interpretações distintas sobre a porcentagem de recolhimento de direitos de arena geraram escalada de processos de jogadores contra clubes brasileiros. Os quatro grandes de São Paulo são réus de dezenas de processos milionários na Justiça relacionados a direito de arena.
São denominados direitos de arena os valores que os clubes têm de repassar aos atletas pelo ganho proveniente dos contratos televisivos. Uma porcentagem do valor obtido com contratos televisivos deve ser destinado aos jogadores que tiveram imagens exibidas na TV.
Em nada têm a ver com o direito de imagem, que se trata de outro tipo de acordo feito entre em ambas as partes.
  • O atacante Dagoberto, por exemplo, entrará com processo contra o São Paulo pedindo R$ 2,5 milhões por não recebimento integral dos direitos de arena.

    Pierre acionará a Justiça pedindo R$ 1,5 mi do Palmeiras pelo mesmo motivo.

    Denílson, atualmente comentarista da Band (foto), entrou com processo em que pede R$ 600 mil ao Palmeiras. Por direito de arena, o zagueiro Bruno Aguiar cobra R$ 1 milhão ao Santos.

    O goleiro Felipe está na Justiça pedindo R$ 1,7 milhão ao Corinthians.

    'A gente tinha direito a 20%, mas recebemos 5%. Quem ficou com os 15%? No Corinthians ninguém sabe dizer. O processo está tramitando', declarou o ex-jogador Perdigão, que move processo contra o Corinthians.
A briga acontece porque a legislação previa que 20% do ganho do clube vindo da cota de TV deveria ser repartido entre os jogadores que atuaram. A alteração aconteceu em 1998, na Lei Pelé. Uma nova regulamentação, em 2011, baixou o repasse aos atletas de 20% para 10%.
Os times paulistas se defendem, justificando que firmaram acordos com Sindicato dos Atletas do Estado em que seriam repassados 5% dos direitos de arena. O Sindicato recebe o valor dos clubes e fica encarregado de entregar os 5% aos atletas.
A grande maioria dos processos movidos por jogadores reivindica os 15% que deveriam ter recebido conforme regulamentação anterior.
Advogados de jogadores informam que esse acordo firmado para repasse de 5% entre sindicato e clube é inválido
“Os sindicatos não fizeram assembleia para ter o apoio dos jogadores e poderes para fazer esse acordo. E se tivesse havido assembleia, esse acordo deveria ter sido feito na Justiça do Trabalho. Nenhum acordo coletivo pode reduzir direitos dos trabalhadores, sem ao menos uma contrapartida. Só houve prejuízos aos jogadores”, explicou Robson de Oliveira, advogado de Leandro “Giannechini”, ex-atleta do São Paulo.
“O atleta que ficou no banco também tem direito aos direitos de arena referente ao jogo exibido na TV. Não há um posicionamento claro dos clubes na questão do pagamento”, diz o advogado Leonardo Laporta, que representa vários atletas na Justiça.  
UOL Esporte tentou contato durante uma semana com o presidente do Sindicato dos Atletas, Rinaldo Martorelli, para explicar o acordo costurado com os clubes. Mas Martorelli não retornou aos chamados.

O que os grandes paulistas dizem
O Palmeiras informou ao UOL Esporte que não se pronunciará. O departamento jurídico do Santos passa por reformulação e não se pronunciou. O São Paulo alega que cumpriu o acordo feito com o Sindicato dos Atletas (5%).
“O São Paulo faz acordo com os jogadores de acordo com o que o Sindicato dos Jogadores determina. Depois que eles saem, eles entram na Justiça e pedem o valor que é maior do que o combinado. Nós temos êxito na maioria das ações porque temos isso sempre documentado”, disse o departamento jurídico do São Paulo.
O Corinthians endossa o discurso da defesa do São Paulo.
“Quando o atleta é contratado, já conversamos com ele sobre isso [arena], baseado no acordo com o sindicato e homologado pela Justiça. Veja, não foi um acordo feito em uma sala escondida, tem base jurídica. Para nós o acordo é válido. Nas ações que temos, procuramos conversar com os atletas, porque sabemos que é uma coisa polêmica, mas esperamos o Tribunal Superior do Trabalho resolver”, explicou Fernando Abraão, advogado do Corinthians.
Risco calculado dos clubes

Profissionais do direito esportivo entendem que polêmica mostra que os clubes de futebol têm atitudes semelhantes à de muitas empresas que deixam de cumprir com algumas obrigações para com os funcionários sabendo que existe o risco de penalização na Justiça. Mas tudo é calculado.

“Penso que os clubes fazem como muitas empresas brasileiras na tentativa de fugir de encargos trabalhistas pesados.  Eles criam formas de diminuir encargo trabalhistas. O clube pensa assim: ‘Se amanhã ele for à Justiça e ganhar, eu vou pagar o que devo, sem prejuízo, se ele não for, me dou bem’. É um risco calculado”, opinou Gustavo Pires, mestre e professor de direito esportivo e integrante do Instituto Brasileiro de Direito Desportivo.
Este acordo é visto por muitos juristas como inválido, inclusive pela impossibilidade de renúncia de direitos por parte dos atletas. Por essa razão e entendendo que o valor a que teriam direito os atletas era de 20% e não somente 5%, o Tribunal Superior do Trabalho tem concedido essa diferença aos atletas que ingressam com ações na Justiça do Trabalho”, disse Leonardo Andreotti, diretor do Instituto Brasileiro de Direito Desportivo.

ALGUNS ATLETAS QUE MOVEM PROCESSO CONTRA O SP POR DIREITO DE ARENA

  • Fabão (foto)

    Lenílson - R$ 700 mil (valor pedido na Justiça)

    Arouca - R$ 800 mil

    Zé Luís - R$ 1,1 milhão

    Joílson - R$ 650 mil

    Dagoberto - R$ 2,5 milhões.

    Ramalho, Junior Cesar, Renato Silva e Washington - não revelado

ALGUNS ATLETAS QUE PROCESSARAM O CORINTHIANS POR DIREITO DE ARENA

  • Marinho (foto)

    Felipe (goleiro) - R$ 1,7 milhão

    Carlos Alberto (atualmente no Vasco) - prescreveu

    Carlos Alberto (lateral-direito)

    Perdigão - R$ 500 mil

    Tcheco - R$ 350 mil

    Moacir - R$ 440 mil.

ALGUNS ATLETAS QUE PROCESSARAM O PALMEIRAS POR DIREITO DE ARENA

  • Alex Mineiro (foto)

    Pierre - R$ 1,5 milhão

    Denílson (hoje na Band) - R$ 600 mil

    Marcão (lateral), Rivaldo (lateral-esquerdo), Gioino, Munhoz e Jumar - não revelado valor

    Marcinho Guerreiro - R$ 1,8 milhão.
     

ALGUNS ATLETAS QUE PROCESSAM O SANTOS POR DIREITO DE ARENA

  • Triguinho (foto)

    Dionísio - R$ 450 mil

    Bruno Aguiar - R$ 1,1 milhão

    Wendel e Adoniran - não revelado valor

    Ávalos - R$ 1 milhão.

Felipão privilegia TV Globo para evitar perseguição em caso de fracasso na Copa

Para toda ação há uma reação. Essa máxima, válida em muitas situações do cotidiano, será usada por Luiz Felipe Scolari até o fim da participação brasileira na Copa do Mundo de 2014 . O técnico vai agir em favor de quem forma a opinião para ao menos tentar receber afagos de volta. O técnico quer evitar qualquer clima beligerante com a Rede Globo para que não aconteça com ele o mesmo que sofreu o técnico Dunga em 2010 após a eliminação na África do Sul. Principalmente se o título da Copa em casa não for conquistado.
O treinador até já começou a privilegiar a emissora carioca na cobertura. Dunga e Globo, em 2010, tiveram grandes desentendimentos por conta das restrições ao trabalho da imprensa na cobertura diária da seleção. Comodetentora dos direitos de transmissão da Copa em TV aberta, a Globo tem privilégios. Dunga cortou alguns. Felipão não seguirá o mesmo caminho.
A primeira amostra deste novo relacionamento foi dada na segunda-feira. Felipão conversou ao vivo por cerca de duas horas com Galvão Bueno em programa do Sportv, canal a cabo da emissora. O narrador contestou muito a decisão da CBF de trocar o comando da seleção a menos de dois anos da Copa. Mano Menezes era defendido por Galvão, principal voz da emissora para o grande público. Felipão não vai comprar a briga.
O acesso aos jogadores será mais restrito, mas a Felipão e aos seus auxiliares diretos, como Carlos Alberto Parreira, coordenador da CBF, será menos restringente. Não se quer também uma repetição do cenário da Copa de 2006 quando, com Parreira, houve excessos na exposição do time antes da chegada à Alemanha na cidade suíça de Weggis. “Vamos encontrar um equilíbrio”, disse Felipão.
O técnico aceita o papel de “bombeiro” para apagar quaisquer incêndios que possam afetar a preparação para a Copa. Na visão do técnico, os jogadores não podem ficar excessivamente expostos para a imprensa sob o risco de o clima de euforia por conta da realização da Copa no Brasil influenciar negativamente o ritmo de treinos.
Na Copa das Confederações há uma relativa exposição do time aos torcedores. Foi assim em Fortaleza, no treino de segunda-feira passada no estádio Presidente Vargas, e também no hotel da delegação. Em Brasília as restrições foram maiores, mas a CBF culpa a Fifa pelo acesso controlado. A entidade brasileira argumenta que pelo fato de a Copa ser no Brasil será impossível privar torcedores ao menos de alguns treinos abertos.
A Copa das Confederações é uma amostra de como será a relação dos jogadores com os veículos de comunicação. Foi montado um esquema em que todos os dias, fora da janela de entrevistas obrigatórias da Fifa, ao menos dois jogadores dão entrevistas. Dunga as proibiu em 2010 e atitude não foi bem aceita pela imprensa, principalmente a TV Globo. O técnico também se indispôs ofendendo o jornalista Alex Escobar durante entrevista.
Felipão sempre teve sangue quente, mas tem se segurado para não dar motivos à imprensa de ir contra ele por conta de sua postura. Perguntas mais duras ou irônicas são tratadas com respostas lacônicas. Escaldado, Felipão vê que seu trabalho ficará mais difícil se houver conflitos.
“Nós estamos tentando nos aproximar agora e criar um ambiente de seleção e povo muito estreito. Nós, onde jogamos, fomos muito bem recebidos. Mas algumas normas não são nossas, são impostas e não vale a pena ficar brigando. À medida do possível vamos deixar as pessoas verem o treinamento, mas no ano que vem terá de ser diferente”, disse o técnico.

Botafogo treina sem Fellype Gabriel, que viaja para concluir transferência

O elenco do Botafogo se reapresentou na manhã desta terça-feira, em General Severiano. O meia Fellype Gabriel, que viajou aos Emirados Árabes para acertar os últimos detalhes de sua transferência com o Sharjah FC, e o holandês Clarencer Seedorf, que está na Holanda resolvendo problemas particulares, não participaram do treinamento.

Os jogadores voltaram a trabalhar depois de ganharem nove dias de folga. A viagem para Pinheiral, programada para esta terça, foi cancelada, e o time deve fazer a preparação para o restante da temporada no Rio de Janeiro. A justificativa da diretoria para mudar os planos foi a contenção de gastos. Também foi especulado que os atletas, por causa de alguns pagamentos atrasados, teriam se recusado a viajar.

Sem poder treinar no campo anexo do Engenhão, onde geralmente costuma trabalhar, a comissão técnica do Botafogo estuda alternativas dentro do próprio Rio de Janeiro. O campo de treinamentos ficará à disposição da Fifa ao longo da Copa das Confederações. O Botafogo volta a jogar apenas no dia 7 de julho, no clássico contra o Fluminense, válido pela sexta rodada do Brasileirão. O local da partida ainda não está definido.

Santos confirma altos valores e praticamente descarta volta de Robinho

Sonho da torcida do Santos , o atacante Robinho é tido como uma missão praticamente impossível pela diretoria do clube praiano. Isto porque, os altos valores pretendidos pelo Milan, time do Rei das Pedaladas, e o próprio jogador, inflacionaram a negociação e deixaram a cúpula do Santos pessimista com relação a uma possível volta do ídolo santista para a Vila Belmiro.
Os rossoneros querem receber 10 milhões de euros (cerca de R$ 28 milhões) pela liberação de Robinho. O atacante, por sua vez, gostaria de ganhar um salário mensal de aproximadamente R$ 1,3 milhão.
"As cifras levantadas pelo representante do Milan, que conversou conosco, são consideradas elevadas. Isto vale tanto para os valores destinados ao Milan, quanto ao Robinho. Nos valores propostos, fica muito difícil qualquer tipo de negociação", afirmou Odílio Rodrigues, vice-presidente e mandatário em exercício, com Luis Álvaro de Oliveira Ribeiro afastado, por problemas de saúde.
O dirigente explicou que, em virtude de questões burocráticas, o Milan não abaixou a pedida para autorizar a transferência do Rei das Pedaladas, mesmo com o vínculo do atleta sendo válido até a metade de 2014 - Robinho pode assinar um pré-contrato a partir de janeiro do próximo ano.
"O Milan alega que o valor do ativo só se altera no fim do ano, pois o ano fiscal deles coincide com o ano civil. É diferente do que acontece em outros clubes europeus, onde a alteração é realizada em agosto. Portanto, o valor dos 10 milhões de euros continua estipulado", comentou Odílio.
A situação já foi exposta pela cúpula alvinegra para membros de torcidas organizadas do Santos, que entenderam as dificuldades da operação. Odílio Rodrigues ainda aproveitou para rechaçar a possibilidade de envolver um jogador na transação. "O Milan não tem interesse em nenhum atleta do Santos", resumiu.