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domingo, 30 de novembro de 2014

Resumão Da 25° Rodada

GALO BATE O PEIXE, PASSA POR TIMÃO E GRÊMIO E ASSUME O QUARTO LUGAR

Atlético-MG x Santos  (Foto: Agência Estado)
Com três vitórias consecutivas, o Atlético-MG arranca no Campeonato Brasileiro e termina a 24ª rodada no G-4. A vítima na noite desta quinta-feira, no estádio Independência, em Belo Horizonte, foi o Santos: 3 a 2, com dois gols de Tardelli e um de Cicinho (contra). O Galo foi a 40 pontos e ultrapassou Corinthians e Grêmio, entrando no grupo que garante vaga na Taça Libertadores do ano que vem. O Peixe cresceu muito no segundo tempo, descontou com Thiago Ribeiro e Geuvânio, criou outras boas chances, mas não teve tempo para empatar. Com 33 pontos, a equipe paulista está em nono lugar e segue com dificuldades atuando como visitante: de 39 pontos disputados fora de casa, o time da Vila Belmiro conquistou apenas nove.
A partida, com renda de R$ 306.245 e público pagante de 16.772 torcedores, teve bons lances. O Galo volta a campo no próximo domingo, às 16h (horário de Brasília), quando recebe o Vitória no estádio Independência. No mesmo dia, mas às 18h30, o Peixe encara o Goiás, em jogo que será disputado no estádio do Pacaembu.
Bom jogo
O Atlético-MG foi para o intervalo vencendo por 2 a 0, mas não seria exagerado se a vantagem fosse maior. O Santos tentou tomar a iniciativa, mas não teve força para pressionar. O time da casa assumiu logo o controle do jogo, se aproveitou do espaço existente entre defesa e meio de campo do adversário e foi criando chances. Aos 11, Tardelli, inspirado, tentou o cruzamento. Ninguém encostou na bola, e Aranha acabou enganado: 1 a 0. Desordenado, com dificuldades para sair jogando, o Santos era presa fácil. A tentativa de bicicleta de Leandro Damião, que obrigou Victor a fazer ótima defesa, foi apenas um lampejo. O Galo era dono do jogo, e o segundo gol não tardaria. Aos 23, Marcos Rocha desceu pela direita e cruzou. Cicinho tentou cortar e marcou contra. 
O Santos voltou para o segundo tempo sem Robinho, que sentiu dores musculares, mas Geuvânio, o substituto, entrou bem e ajudou a mudar o jogo.  Logo aos 3, o reserva do astro santista acertou a trave num contra-ataque puxado por Lucas Lima. Não demorou muito, porém, para o Atlético acordar e acuar o adversário novamente. Aos 8, Guilherme bateu falta rápida para Tardelli, que marcou o terceiro. A diferença para a etapa inicial é que, dessa vez, o Santos não desistiu, e, aos 15, Thiago Ribeiro diminuiu o prejuízo santista ao completar, de cabeça, cobrança de escanteio.
O gol fez os santistas irem ainda mais para cima em busca do empate. O jogo era franco, e Geuvânio desfilava. O garoto puxou contra-ataques, obrigou Victor a fazer uma grande defesa e ainda marcou um golaço, aos 38. Pena para os santistas que não havia mais tempo. O Galo conseguiu se segurar e conquistou mais uma vitória.

VERDÃO BATE O VITÓRIA, SAI DA LANTERNA, MAS OS DOIS TIMES SOFREM NO Z-4

Lucio gol Palmeiras (Foto: Marcos Ribolli)
Ainda foi pouco para amenizar o desespero da zona da degola. Mas o torcedor do Palmeiras ao menos comemorou nesta quinta. Após a impiedosa goleada sofrida para o Goiás por 6 a 0 no fim de semana, o time reagiu, bateu por 2 a 0 o Vitória, no Pacaembu, pela 24ª rodada do Brasileirão - gols de Lúcio e Henrique -, saiu da lanterna e tenta recuperar a confiança. O Rubro-Negro baiano vê freada sua sequência de duas vitórias e volta a agonizar.
Agora com 25 pontos, o Verdão segue na zona de rebaixamento – é o 17º colocado. O time baiano retornou ao Z-4. Com 24, aparece no 18º lugar. As duas equipes voltam a campo pelo Brasileirão no domingo. O Vitória joga mais uma vez fora de casa, contra o Atlético-MG, às 16h, no Independência, em Belo Horizonte. E o Palmeiras, às 18h30, visita o Figueirense, no estádio Orlando Scarpelli, em Florianópolis.
O jogo
A goleada de 6 a 0 para o Goiás mexeu com o Palmeiras. Fora de campo, protestos. Dentro dele, mudanças. Principalmente de postura. Nesta quinta-feira, contra o Vitória, apesar da limitação técnica, o Verdão conseguiu propor mais o jogo. O Vitória jogou na base do contra-ataque. Sem sucesso.
Melhor para o Palmeiras. Com mais posse de bola, o Alviverde chegou ao gol com Lúcio, aos 25 minutos. O zagueiro aproveitou cobrança de escanteio de Victor Luis e fez de cabeça. O Vitória tentou responder à altura com William Henrique, mas ele perdeu gol incrível. Valdivia ainda teve chance de ampliar, mas pegou mal na bola.
O chileno, porém, não errou no segundo tempo, ao iniciar a jogada do segundo gol do Palmeiras. Ele tocou para Cristaldo. O argentino passou para Bernardo, que rolou para Henrique completar para o gol. Jogada bem trabalhada do Verdão. Sem força, o Vitória sentia dificuldade na tentativa de uma reação.
Mais solto do que em outras ocasiões, o Verdão até arriscou jogadas ousadas, com melhor toque de bola. Teve até passe de costas de Valdivia – algo que irritou os jogadores do Vitória. Sem conseguir ter o domínio da partida, o time baiano passou a se defender mais do que tentar atacar. A derrota já estava sacramentada.

SHEIK PERDE UM PÊNALTI, MAS BOLÍVAR MARCA E GARANTE BOTA CONTRA O GOIÁS

Bolivar gol Botafogo (Foto: Vitor Silva / SSPress)
O Maracanã faz bem ao Botafogo. E os números ganharam ainda mais consistência nesta quinta-feira com a vitória por 1 a 0 sobre o Goiás. O gol de Bolívar não ajudou o time apenas a manter-se fora da zona de rebaixamento - é o 15º, com 26 pontos -, mas também a chegar a 66% de aproveitamento como mandante no estádio. Um bom sinal para o que vem pela frente. Domingo, às 16h (horário de Brasília), os alvinegros voltam ao Maraca para receber o Grêmio. O Esmeraldino, 11º colocado com 30 pontos, encara o Santos, no Pacaembu, às 18h30, no mesmo dia.
Boa parte dos 7.056 (5.986 pagantes e renda de R$ 127.215,00) presentes pediu por Jobson. Porém, antes de a bola rolar, o atacante acabou retirado do banco de reservas por precaução. O Botafogo recebeu uma ligação informal da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), e o departamento jurídico decidiu tirá-lo da relação. Quando estava no Al-Ittihad, o jogador teve o contrato rescindido sob a alegação de que supostamente teria se recusado a fazer um exame antidoping, o que poderia lhe render uma punição de até quatro anos, como divulgou o Comitê Antidoping da Arábia Saudita no dia 25 de março. O advogado Marcos Motta entrará em contato com a Fifa para tentar resolver a situação de seu cliente.
O jogo
O primeiro tempo foi de muita troca de passes e estudo ao adversário, tentando encontrar espaços para a finalização. Porém, com pouquíssimos chutes a gol e goleiros quase não cobrados. O Botafogo apostou muito na jogada aérea (foram 15 bolas levantadas contra apenas duas do adversário), enquanto o Goiás optou mais pelo contra-ataque. No entanto, os primeiros 45 minutos tiveram apenas um lance de perigo: o desvio de André Bahia para defesa de Renan com os pés aos 37 minutos.

Ricardo Drubscky sentiu a necessidade de aumentar seu poder defensivo. Tirou o lateral-direito Moisés, que tinha recebido cartão amarelo, e colocou o atacante Samuel. Consequentemente, deu mais espaço ao Botafogo. O jogo melhorou. Numa das investidas, Wallyson sofreu pênalti de Thiago Mendes. Renan acertou o canto e pegou o pênalti batido à meia altura por Emerson Sheik. Após a cobrança os alvinegros ainda tentaram pressionar, mas sem efeito.
O Goiás respondeu, atacou e levou a tréplica. O escanteio cobrado por Wallyson encontrou Zeballos, que desviou para Bolívar, livre, tocar de cabeça para o fundo da rede. Drubscky se mexeu. Colocou mais um atacante: Wellinton Junior pelo meia Esquerdinha. Aos 30, o Alviverde pediu pênalti de Bolívar sobre Wellinton. O árbitro, porém, mandou o jogo seguir. Renan continuou trabalhando. O Botafogo pressionava. Aí Carlos Alberto, há quase dois meses sem jogar, entrou em campo. O time carioca foi mais cauteloso nas investidas. E segurou o resultado que ajuda a aliviar na luta contra o rebaixamento.

FIGUEIRA MARCA NO FIM, SE AFASTA DA ZONA DE RISCO E TIRA O TIMÃO DO G-4

Marcos Pedroso e Guerrero Corinthians x Figueirense (Foto: Getty Images)
Um jogo arrastado, com muitos erros de passe, pouca criatividade, que se encaminhava para um 0 a 0 justo. Até que, num lampejo, o Figueirense, com Marcão, se aproveitou de falha da defesa do Corinthians, já aos 38 do segundo tempo, para marcar o único gol e quebrar a monotonia da partida. Um gol importante para os catarinenses, que sobem para a 12ª colocação, com 29 pontos, abrindo seis da zona de rebaixamento. Já o Timão, com 40, sai do G-4. Tem a mesma pontuação do Grêmio, que leva vantagem no número de vitórias (11 a 10) e fecha o grupo que garante vaga na Libertadores. Pode ser ultrapassado também pelo Atlético-MG, que joga nesta quinta contra o Santos. Desde a oitava rodada a equipe do Parque São Jorge não saía do grupo de elite.
O Figueirense volta a campo no próximo domingo, quando recebe o Palmeiras, às 18h30, no Orlando Scarpelli. Já o Corinthians, também no domingo, mas às 16h, enfrenta o Atlético-PR, na Arena da Baixada, em Curitiba.
O jogo
O Corinthians tomou a iniciativa da partida. Teve a bola, acertou passes, abriu a defesa do Figueirense, com Danilo comandando as ações no meio. Faltou ao Alvinegro, porém, chutar a gol. Malcom, bem marcado, não conseguiu se mexer em campo. Guerrero, isolado, mal pegou na bola. O Figueira, por sua vez, foi mais incisivo. Jogando com objetividade, sabia o que fazer com a bola. Tanto que criou as melhores oportunidades da primeira etapa. Sob o comando Giovanni Augusto, o time da casa obrigou Cássio a salvar o Timão com duas defesas em sequência, em chutes de Pablo e Marco Antônio. Os catarinenses ainda reclamaram de uma bola na mão de Danilo dentro da área, mas a arbitragem mandou o lance seguir.
O segundo tempo foi amarrado, com os dois times errando passes demais - foram 74 na partida (39 dos mandantes e 35 dos visitantes). Sem um pingo de criatividade, com jogadas equivocadas, as equipes torturaram quem assistia à partida. Apenas o rápido Clayton, atacante do Figueirense, se dispôs a fazer alguma coisa: partiu para cima de Anderson Martins em alguns lances, que, no entanto, não deram em nada.
De repente, os jogadores acordaram. Aos 38, Luciano, que entrou na vaga de Malcom, achou Guerrero livre pela esquerda. O peruano mandou uma bomba de pé direito, que explodiu no travessão. Era a primeira vez que o Timão chegava na etapa final. A resposta do Figueira foi imediata. No mesmo minuto, em cobrança de escanteio da esquerda, Gil não subiu, Cássio não cortou, e Marcão cabeceou firme para marcar o único gol da partida.

SÃO PAULO E FLAMENGO EMPATAM EM NOITE DE FRUSTRAÇÕES NO MORUMBI

Rogério Ceni e Paulo Victor Flamengo x São Paulo (Foto: Mauro Horita / Ag. Estado)
A vida de um ídolo não é fácil. Nos seus ombros, caem glórias e tragédias. A quarta-feira, desta vez, foi trágica para Rogério Ceni no Morumbi. Personagem principal do confronto entre São Paulo e Flamengo, o goleiro do clube paulista fez um gol em cobrança de pênalti, perdeu outra, defendida por Paulo Victor, e ainda falhou no gol de Everton. Nas alternativas do jogo, o clube carioca ainda esteve à frente no placar, com um jogador a mais em campo, mas viu Luís Fabiano garantir o empate em 2 a 2, aos 45 minutos do segundo tempo de um jogo novamente marcado por polêmica: o Rubro-Negro deixou o campo reclamando bastante da marcação dos dois pênaltis a favor do Tricolor – o segundo um erro clamoroso do árbitro Andre Luiz de Freitas – e a distribuição de cartões.
Com o resultado, o São Paulo ficou com 43 pontos e viu não apenas o Cruzeiro – que derrotou o Coritiba – se distanciar ainda mais na ponta, abrindo nove pontos de vantagem, mas também perdeu a vice-liderança para o Inter, que chegou aos 44 pontos após bater o Criciúma. O Tricolor Paulista agora recebe o Fluminense, sábado, às 21h (de Brasília), no Morumbi. O Flamengo soma 31 pontos, estaciona na 10ª posição e emplaca o terceiro empate seguido na competição e a 100ª rodada consecutiva fora do G-4.
Tricolor começa a mil por hora
Como se esperava, o jogo começou com domínio completo do São Paulo. O quarteto ofensivo do time procurou se encontrar em campo para criar as jogadas, e Ganso, quando teve espaço, achou a tabela com Pato, que sofreu pênalti ao ser derrubado por Márcio Araújo. O lance, bem difícil, foi marcado pelo árbitro Andre Luiz de Freitas apenas com a intervenção do assistente Elmo Alves Resende Cunha. Rogério Ceni cobrou e abriu o placar, aos 17 minutos.
O Flamengo chegou a dar a impressão de que poderia se desequilibrar. No entanto, o técnico Vanderlei Luxemburgo decidiu investir nas costas do lateral-direito Auro, de apenas 18 anos. Deu resultado. Gabriel fez boa jogada em contra-ataque e chutou fraco, mas Rogério Ceni foi mal e deu rebote para Everton, que empatou o jogo aos 35. A virada poderia ter acontecido em mais dois lances pelo mesmo lado do campo, em cruzamentos perigosos de João Paulo, mas o primeiro tempo acabou mesmo 1 a 1.
Árbitro vê pênalti em bola na mão fora da área
Na volta do intervalo, os times mal tinham tido tempo para entender o que acontecia em campo quando o árbitro marcou pênalti num toque de mão involuntário de Samir, que estava fora da área. Na cobrança, aos dois minutos, Rogério Ceni chutou no canto esquerdo de Paulo Victor, que caiu para fazer a defesa. Na sequência da jogada, Everton quase marcou do meio do campo.
O São Paulo não tinha mais o completo domínio do jogo, como havia acontecido no primeiro tempo, mas ainda teve suas chances, uma delas com Pato, que Cáceres salvou. Pelos pés de Everton, o Flamengo levou perigo algumas vezes no ataque. E foi por uma falta violenta sobre o camisa 22 que Michel Bastos foi expulso aos 28 minutos.
A pressão passou a ser rubro-negra. Canteros recebeu uma bola livre diante de Rogério Ceni, mas o impedimento foi marcado, equivocadamente. Ainda assim, veio a virada, aos 42, com Alecsandro marcando de cabeça. No entanto, mesmo tendo um jogador a menos, o Tricolor partiu para cima, e Luis Fabiano aproveitou a falha da defesa adversária para fechar o placar em 2 a 2, três minutos depois.

NO REENCONTRO DE FRED E FELIPÃO PÓS-COPA, FLU E GRÊMIO FICAM NO 0 A 0

Barcos e  Elivelton, Fluminense x Grêmio (Foto: Matheus Andrade / Photocâmera)
O duelo no Maracanã marcou o reencontro de Felipão e Fred, dois dos mais criticados pela queda do Brasil na Copa do Mundo. Mestre e pupilo duelaram, cada um de um lado, por Grêmio e Fluminense. Mostraram cordialidade, antes da partida. Em campo, porém, não houve vencedor. Apesar de grandes chances para ambos os times, com defesas espetaculares e bolas na trave, o placar ficou mesmo no 0 a 0.
O resultado fez as duas equipes subirem uma posição na tabela. O Grêmio, com 40 pontos, foi para a quarta posição e entrou no desejado G-4 - para se manter lá, no entanto, precisa torcer por um tropeço do Atlético-MG diante do Santos nesta quinta. O Fluminense chegou ao sexto lugar, com 37, e ainda almeja a vaga para a Libertadores.
Na próxima rodada, o Fluminense encara o São Paulo, no Morumbi, a partir das 21h (de Brasília), de sábado. O Grêmio, por sua vez, retorna ao Rio de Janeiro e ao Maracanã, onde duela com o Botafogo, às 16h, de domingo.
Muita movimentação, bola na trave e defesaças
Pela primeira vez após a Copa do Mundo, Fred e Felipão se reencontraram em um gramado de estádio. A cordialidade entre eles contrastou com a bronca que veio das torcidas. Ex-comandante e comandado se abraçaram com carinho antes do começo da partida. Das arquibancadas, ecoaram vaias nas escalações. Pelo lado do Flu, muitos gritos contra Felipão. Pelo lado do Grêmio, o mesmo para Fred.
Em campo, Felipão soube organizar bem seu time para dominar o Fluminense. Já Fred pouco conseguiu criar, até porque as chegadas à frente do Tricolor carioca eram em bem menor número no primeiro tempo. Chutou apenas uma vez a gol, sem perigo para Grohe. A equipe de Felipão, por sua vez, envolveu a defesa adversária, trocou passes, trabalhou a bola com calma, mas novamente veio a pecar na hora da finalização. Cada time teve uma grande chance para abrir o placar: Cícero, aos seis minutos, de fora da área, passando perto da meta de Marcelo Grohe. E Fellipe Bastos, aos 18, chutando forte e a bola vindo a explodir na trave defendida por Diego Cavalieri.
A disputa ficou movimentada na etapa complementar. O Flu voltou mais atento e conseguiu impor mais seu jogo, enquanto os comandados de Felipão acabaram por diminuir o ritmo. E, se pelo lado carioca o salvador da pátria acabou sendo a trave, pelo lado gaúcho o destaque foi Marcelo Grohe. O goleiro gremista realizou difíceis defesas, uma delas em belo chute de Fred. Outra, com Kennedy. Já no Grêmio, Barcos foi quem cabeceou no travessão. O argentino ainda chutou com muita força, após dar drible em Chiquinho, para Cavalieri espalmar aos 27 minutos.
A dificuldade em criar boas jogadas e balançar a rede gerou irritação por parte da torcida do Fluminense, maioria entre os 6.840 presentes no Maracanã (6.211 pagantes). Gritos de "time sem vergonha" e "burro" para o técnico Cristóvão Borges na entrada de Gustavo Scarpa em campo (era pedido Biro Biro) marcaram os últimos minutos da partida. No fim, fica mesmo a cordialidade e o encontro de compadres entre Felipão e Fred.