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quarta-feira, 24 de julho de 2013

Musas do Olimpia viajam 30h de ônibus e prometem sensualidade no Brasil


Trinta horas em um ônibus. Foi assim que Luana, a Rainha do Olimpia, e suas parceiras Acela e Viviana, cruzaram Assunção até Belo Horizonte com um objetivo: promover sensualidade em troca de fama no Brasil na noite desta quarta-feira pela decisão da Copa Libertadores.
Enquanto boa parte dos olhares no Estádio Mineirão estará em jogadores como Ronaldinho e Martin Silva, outros tantos vão mirar a arquibancada visitante. É lá que as três paraguaias prometem dar seu show. Nesta quarta, elas posaram para fotos e atenderam o Terra no centro de BH em caráter de exclusividade.
Há uma semana no Estádio Defensores Del Chaco, cercadas por torcedores do Olimpia, elas saíram do anonimato. Utilizaram trajes sensuais, sobretudo com decotes. Ou, no caso de Viviana, dois escudos olimpistas sobre os seios. O trio de modelos posou para fotos e gerou furor por cometer até alguns excessos.
“Nós preparamos muitas surpresas. Vamos fazer um pequeno topless para nosso querido público”, conta Viviana. Acela, que divide o posto de coadjuvante do trio, indica que pode haver, quem sabe, um quarto elemento no Mineirão. “O que preparamos é ainda mais sexy. Tem algo a ver com o Olimpia e suas três Libertadores. Queremos uma quarta estrela”, diz.
A protagonista, porém, é Luana Chamorro. Torcedora fanática do Olimpia, ganhou fama no Paraguai por sua presença frequente nas arquibancadas do Defensores Del Chaco. Antes mesmo da decisão da Libertadores, já era alvo da mídia internacional por seu decote generoso e olhar sensual. Ela fala em tom de encanto sobre a aventura no Brasil.
​“É um país enorme, de muito mercado, me encanta a possibilidade de trabalhar no Brasil. Muitas pessoas têm me escrito nos últimos dias. Muitos são cruzeirenses. Toda essa exposição me traz muitos desejos, muitas ambições, porque o brasileiro tem uma quentura incrível”, descreve. “Sou fanática pelo Olimpia desde pequena. Tudo isso herdei do meu pai e por isso estou aqui torcendo”.
Ansiosos pelo título da Libertadores, os atleticanos – sobretudo os homens – têm ao menos um motivo para torcer pelo Olimpia nesta noite. Ou três motivos, na realidade. “Vamos ficar com o corpo todo pintado e só com a parte debaixo da roupa se o título vier. No Paraguai, também faremos um desfile”, promete Viviana, a menos recatada das olimpistas.

quinta-feira, 18 de julho de 2013

Derrota por 2 a 0 obriga Atlético-MG a buscar virada rara para ficar com título


O Atlético-MG viu o título da Libertadores ficar mais distante nesta quarta-feira. Ao visitar o Olimpia no estádio Defensores del Chaco,deixou o gramado no Paraguai derrotado por 2 a 0 . No confronto da volta, que terá como palco o Mineirão, o time comandado por Cuca terá de registrar um feito raro para se sagrar campeão. Isso porque apenas duas equipes conseguiram reverter a situação após perderem o primeiro duelo por dois gols de diferença.
A última equipe que conseguiu isso foi o Atlético Nacional, da Colômbia, em 1989. A vítima foi justamente o Olimpia. No primeiro jogo, a história foi exatamente a mesma do confronto desta quarta: os paraguaios venceram no Defensores del Chaco por 2 a 0. Na partida da volta, porém, o Atlético devolveu o placar em Bogotá. A definição foi para os pênaltis, e os colombianos levaram a melhor. Entre os campeões, estavam o folclórico goleiro René Higuita e o zagueiro Andrés Escobar -- assassinado no país após a Copa do Mundo de 1994 por ter feito um gol contra.
Dois anos antes, um outro time colombiano chegou à final. No primeiro duelo da decisão de 1987, o América de Cali venceu o Peñarol dentro de casa por 2 a 0. No segundo, em Montevidéu, os uruguaios ganharam por 2 a 1. Naquela época, o saldo de gols na decisão não definia o campeão. Por isso, uma terceira partida foi disputada entre as equipes. O confronto aconteceu em Santiago, no Chile, e terminou com vitória na prorrogação por 1 a 0 do Peñarol, que ficou com o título.
Em 2008, um outro brasileiro que estreava em uma final da Libertadores ficou bem perto de concretizar a virada após perder o jogo de ida por dois gols de diferença. Trata-se do Fluminense, que foi derrotado pela LDU em Quito pelo placar de 4 a 2. No duelo da volta, no Maracanã, os equatorianos saíram na frente, mas os cariocas contaram com atuação inspirada de Thiago Neves, que marcou três gols e comandou a virada. Com a vitória por 3 a 1, o Fluminense levou a decisão para os pênaltis, mas o adversário acabou levando a melhor nas cobranças e estragou a festa.

sábado, 13 de julho de 2013

CBF interfere e pede à Conmebol que final da Libertadores seja no Independência

A CBF (Confederação Brasileira de Futebol) anunciou neste sábado que irá pedir à Conmebol (Confederação Sul-Americana de Futebol) que faça a segunda partida da final da Copa Libertadores entre Atlético-MG e Olimpia, do Paraguai, no estádio Independência. Inicialmente o jogo está marcado no Mineirão.
A entidade atende assim à solicitação de Alexandre Kalil, presidente atleticano. Nota assinada pelo presidente José Maria Marin diz ser um direito legítimo de o Atlético-MG receber o duelo decisivo naquele que é seu estádio.
“A CBF não quer polemizar com a Comebol, a entidade a qual é filiada e tem as melhores relações, mas sim lutar por um pleito que entende ser legítimo. Por isso, vamos exigir o direito de o Atlético Mineiro disputar o segundo jogo da final na sua casa, o Estádio Independência. Essa é uma pretensão que consideramos justa e dela não nos afastaremos”, afirmou Marin.
O regulamento da Libertadores prevê que as partidas da decisão devem ser disputadas em estádios com capacidade mínima para 40 mil torcedores. O argumento atleticano é que o Defensores del Chaco, onde o Olimpia mandará o primeiro confronto, possui lotação inferior a este número.
“Assim como o Olimpia vai jogar na sua casa, que também não tem capacidade para 40 mil pessoas, o Atlético tem o direito de exercer o seu mando de campo. Na quarta-feira, estarei no Defensores del Chaco para torcer pelo Atlético, e estou certo de que não haverá problema algum. Pelo mesmo raciocínio, pelo cumprimento do princípio da igualdade, estarei no dia 24 de julho na casa do Atlético, no Independência”, completou o presidente da CBF.

Atlético-MG pede adiamento de jogo marcado entre finais da Libertadores

O Atlético-MG pediu à Confederação Brasileira de Futebol (CBF) o adiamento da partida marcada para o próximo final de semana. O confronto com a Ponte Preta está previsto para domingo, entre os dois jogos contra o paraguaio Olimpia que decidirão o campeão da Copa Libertadores da América.
Os embates da final sul-americana acontecerão nas duas próximas quartas-feiras. A disputa começará no dia 17, em Assunção, no Estádio Defensores del Chaco. No dia 24, apesar da tentativa do Galo de seguir atuando no Independência, a briga será no Mineirão.
A partida contra a Ponte Preta seria no dia 21, às 18h30 (de Brasília), em Belo Horizonte. Se não for atendido o pedido do Atlético-MG, Cuca repetirá a estratégia preparada para o jogo contra o Corinthians e armará uma equipe formada basicamente por reservas.
Enquanto não chega o aguardado momento da decisão, os atletas seguem curtindo mais uma classificação dramática. Guilherme, que acertou um chute de fora da área e proporcionou a disputa por pênaltis contra o Newell’s Old Boys, ganhou a bola do lance autografada pelos companheiros, como um troféu.

sexta-feira, 12 de julho de 2013

Ex-volante do Olimpia acredita no título e prevê Ronaldinho "sem ar" na final



O volante Richard Ortiz, que foi vendido pelo Olimpia ao Toluca após a classificação às semifinais da Libertadores, ainda torce pelo time paraguaio. Sobre as finais contra o Atlético-MG , marcadas para os dias 17 e 24, o jogador demonstrou otimismo e afirmou que Ronaldinho Gaúcho "não irá respirar".
Em entrevista ao site D10 , Ortiz, revelado pelo clube de Assunção, analisou o Galo e deu a receita para o título da competição continental - inclusive, ele garantiu que será melhor enfrentar os atleticanos na decisão, já que os atletas do Newell’s Old Boys, eliminado do torneio, são melhores.
"Queria que fosse o Atlético-MG, porque o Newell’s seria mais complicado, já que tem melhores jogadores; Confio na equipe e espero que saia campeã. Acho que o Olimpia vai ganhar por 2 a 0 em Assunção e, depois, empatar no Brasil", previu Ortiz, que vinha sendo o destaque do time antes de ser vendido.
Perguntado sobre uma possível preocupação com Ronaldinho Gaúcho, ‘cérebro’ da equipe de Cuca, Ortiz foi claro: ele acha que o camisa 10 já está debilitado fisicamente, e que só precisa de uma marcação mais forte para ser totalmente anulado e não causar mais problemas aos adversários.
"Ronaldinho já tem sua idade. Fiquei observando ele durante os 90 minutos, e ele só ficou caminhando. Temos condições para anular. Os que jogarem no meio não vão deixá-lo respirar, tanto dentro como fora de casa", comentou, antes de pedir o apoio da fanática torcida franjeada .
Richard Ordiz foi revelado pelo Sportivo Iteño, mas se destacou mesmo no Olimpia. Após quatro anos no clube, ele foi vendido para o futebol mexicano por R$ 7 milhões, em pleno andamento da Libertadores. Isto porque o Olimpia atravessa grave crise financeira, inclusive com nove meses de salário atrasado.

Olimpia cede 1675 ingressos para torcida do Atlético-MG a R$ 250 cada um

O Olimpia começou a comercializar os ingressos para o jogo ida da final da Libertadores nesta sexta-feira, em Assunção, e estipulou que os torcedores do Atlético-MG terão direito a 1.675 entradas. Cada uma sairá por R$ 250, ou 500 mil guaranís. A partida de ida da decisão será no dia 17, no estádio Defensores Del Chaco. 
Foram postos a venda cerca de 36 mil ingressos e os torcedores do Olimpia pagarão entre 80 mil guaranís (R$ 40) e 400 mil (R$ 200).
Torcedores do Olimpia formaram longas filas ao longo da sede do clube paraguaio na madrugada de quinta para sexta-feira. 

Atlético-MG 2x0 Newell’s Old Boys - Victor é herói novamente e Galo se classifica nos pênaltis para a final da Libertadores


Outra vez sofrido, outra vez com Victor. Como aconteceu nas quartas-de-final contra o Tijuana, o “gol” da classificação do Atlético-MG para a final da Libertadores foi uma defesa de pênalti do goleiro Victor. Antes disso, o Galo precisou enfrentar um adversário que difícil, que jogava com a vantagem de poder perder por um gol de diferença, além do cansaço resultante das paralisações da partida. Bernard, logo no início, e Guilherme, perto do fim, fizeram os gols que levaram a decisão para os pênaltis. A cobrança decisiva foi desperdiçada por Máxi Rodríguez, o autor do primeiro gol do jogo de ida. Agora o Atlético enfrentará o Olímpia na decisão do título continental
Bernard abre o placar logo de cara e gritos de “eu acredito” ganham mais força
Se a vantagem do Newell’s parecia muito difícil de ser revertida, Bernard tratou de descomplicar logo aos 3 minutos. Após excelente passe de Ronaldinho, o jovem meia se infiltrou no meio da zaga e chuto cruzado na saída do goleiro. O gol relâmpago acendeu ainda mais a torcida e os jogadores. A sequência da partida foi uma verdadeira batalha, com muita luta e muitas divididas. O goleiro Gúzman foi obrigado a fazer duas grandes defesas em chutes de Josué e Bernard e ainda foi atingido, de modo involuntário, por Diego Tardelli com um chute no rosto.
No atendimento ao goleiro, a partida ficou parada por 10 minutos. O time argentino, por sua vez, pouco ameaçava. A melhor chance veio em um chute de Máxi Rodríguez, bem defendido por Victor. Antes do fim da primeira etapa, os atleticanos ainda pediram pênalti de Victor López em Jô, que a arbitragem não marcou.
Galo volta mais nervoso e com menos intensidade no segundo tempo
O Newell’s voltou do intervalo disposto a fazer um gol para complicar a vida do Galo, que, nesse cenário, teria que vencer por três gols de diferença. Em um lance de contra-ataque, o lateral Casco saiu na frente de Victor, mas se enrolou com a bola e não conseguiu finalizar. Nesse ritmo, o Atlético perdia a garra do primeiro tempo e ganhava nervosismo, até faltar luz no estádio.
Até o fornecimento de energia ser reestabelecido no Independência passaram mais onze minutos de uma noite que ainda seria mais longa. Na volta, Cuca lançou Guilherme na partida, que acabou fazendo o gol decisivo. Após arremesso lateral na área do Newell's, a bola voltou no pé do atacante, que bateu com força no canto de Gúzman. Os gritos de “eu acredito” ficaram mais fortes que nunca. A emoção continuaria na disputa de pênaltis.
Defendeu Victor!
A defesa de Victor aos 43 minutos do segundo tempo nas quartas-de-final da Libertadores, diante do Tijuana que havia proporcionado a narração incrível protagonizada por Osvaldo Reis, o “Pequetito”, da rádio Globo, teve uma nova versão na semifinal. Os gritos de “defendeu Victor!” foi novamente entoado, desta vez por toda a torcida atleticana já na madrugada de quinta-feira.
Após Jô e Richarlyson, para o Galo, e Casco e Cruzado, para o Newell’s, desperdiçarem suas cobranças, cada time teria mais uma cobrança para completar a série. Coube a Ronaldinho evitar o terceiro erro de pênalti seguido do Atlético, deixando toda a responsabilidade para o experiente Máxi Rodríguez, ídolo da torcida leprosa de ter que marcar para a disputa seguir. Diferentemente dos outros quatro que erraram suas penalidades, Máxi não isolou seu chute, mas viu Victor ir no canto para defender e classificar o Galo para a final da Libertadores, um feito inédito na história do clube.
FICHA TÉCNICA:
ATLÉTICO-MG 2 (3) X (2) 0 NEWELL'S OLD BOYS
Local: Independência, Belo Horizonte (MG)
Data/Hora: 10/7/2013 - 21h50h (de Brasília)
Árbitro: Roberto Silvera (URU)
Auxiliares: Miguel A. Nievas e Carlos Pastorino (URU)
GOLS: Bernard, 3'1ºT (1-0), Guilherme, 50'2ºT (2-0)
Cartões amarelos: Pierre, Bernard (CAM), Cáceres, Casco e Tonso (NEW)
Cartões vermelhos: --
ATLÉTICO-MG: Victor, Marcos Rocha, Leonardo Silva, Gilberto Silva e Richarlyson; Pierre (Luan, 31'2ºT) e Leandro Donizete; Diego Tardelli (Alecsandro, 46'2ºT), Ronaldinho e Bernard (Guilherme, 46'2ºT); Jô - Técnico: Cuca
 NEWELL'S OLD BOYS: Guzmán, Cáceres (Orzán, 54'2ºT), Vergini, Heinze (López, 25'1ºT) e Casco; Mateo, Bernardi e Cruzado; Figueroa (Tonso, 27'2ºT), Maxi Rodríguez e Scocco - Técnico: Gerardo Martino.
 


quinta-feira, 4 de julho de 2013

Newell's Old Boys 2x0 Atlético-MG - Galo apaga e fica em situação complicada


A coisa ficou feia para o Atlético-MG. Único sobrevivente brasileiro nas semifinais da Libertadores, o time de Cuca foi à Argentina, nesta quarta, tentar a sorte na partida de ida e voltou com uma derrota por 2 a 0 na bagagem. Os gols foram marcados por Maxi Rodríguez e Scocco, a dupla de ataque do time de Rosário.
Após uma primeira etapa sem sustos, o segundo-tempo foi todo do Newell's. Atuando com zaga reserva (Rever, suspenso, deu lugar a Gilberto Silva; Leonardo Silva, lesionado, foi substituído por Rafael Marques), o Galo pagou o preço dos desfalques e viu seu sistema defensivo falhar no primeiro gol, de Maxi Rodriguez. O segundo, marcado por Scocco, veio em cobrança de falta.
Agora, no Independência, o Galo precisa de uma vitória por três gols ou mais para ir à final. Uma vitória por 2 a 0 leva a partida para pênaltis, e levar um gol que seja no Horto pode transformar o cenário em um pesadelo. A partida é na próxima quarta-feira, às 21h50.
Newell's Old Boys 2x0 Atlético-MG

Local: Estádio Marcelo Bielsa, em Rosário (ARG)
Data e hora: 03/07/2013, às 21h50 (horário de Brasília)
Árbitro: Enrique Osses (CHL)
Auxiliares: Carlos Astroza (CHL) e Sergio Román (CHL)
Cartão Amarelo: Maxi Rodríguez, Pablo Pérez, Casco (NOB); Bernard, Luan, Gilberto Silva (ATM)
Cartão Vermelho: nenhum 
Gols: Maxi Rodríguez, 16'/2ºT (1-0); Scooco, 35'/2ºT (2-0)
NEWELL'S OLD BOYS: Guzmán, Caceres, Vergini, Heinze e Casco; Pablo Pérez (Cruzado, 33'2ºT), Mateo e Bernardi; Maxi Rodríguez, Figueroa (Tonzo, 32'/2ºT) e Scocco (Urruti, 44'/2ºT). Técnico: Gerardo Martino.
ATLÉTICO-MG: Victor, Marcos Rocha, Rafael Marques, Gilberto Silva e Richarlyson; Pierre, Josué, Ronaldinho Gaúcho e Bernard; Diego Tardelli (Luan, 24'/2ºT) e Jô (Guilherme, 45'/2ºT). Técnico: Cuca
Local: Estádio Marcelo Bielsa, em Rosário (ARG)
Data e hora: 03/07/2013, às 21h50 (horário de Brasília)
Árbitro: Enrique Osses (CHL)Auxiliares: Carlos Astroza (CHL) e Sergio Román (CHL)
Cartão Amarelo: Maxi Rodríguez, Pablo Pérez, Casco (NOB); Bernard, Luan, Gilberto Silva (ATM)
Gols: Maxi Rodríguez, 16'/2ºT (1-0); Scooco, 35'/2ºT (2-0)
NEWELL'S OLD BOYS: Guzmán, Caceres, Vergini, Heinze e Casco; Pablo Pérez (Cruzado, 33'2ºT), Mateo e Bernardi; Maxi Rodríguez, Figueroa (Tonzo, 32'/2ºT) e Scocco (Urruti, 44'/2ºT). Técnico: Gerardo Martino.
ATLÉTICO-MG: Victor, Marcos Rocha, Rafael Marques, Gilberto Silva e Richarlyson; Pierre, Josué, Ronaldinho Gaúcho e Bernard; Diego Tardelli (Luan, 24'/2ºT) e Jô (Guilherme, 45'/2ºT). Técnico: Cuca.
 


sábado, 1 de junho de 2013

Atlético-MG 1x1 Tijuana - Victor defende pênalti nos acréscimos e leva o Galo à semifinal


Victor foi o heroi da classificação do Atlético-MG às semifinais da Copa Libertadores nesta quinta-feira (30), no Independência. Numa partida em que o Tijuana desperdiçou inúmeras chances de eliminar o último brasileiro na briga pelo título, a festa foi alvinegra: o empate em 1 a 1, somado ao 2 a 2 no México, bastou para os comandados de Cuca.
O Tijuana ignorou a torcida contrária e toda a tradição do Atlético no Horto. Tanto que balançou as redes logo aos 14, em cobrança de falta batida por Arce, que Gandolfi desviou para o gol. A arbitragem, porém, assinalou o impedimento acertadamente. Os gols só saíram com Riascos, aos 25, e Réver, aos 40.
Mas o primeiro lance capital da partida não viria a ser uma bola que morre no fundo das redes, e sim uma intervenção milagrosa do goleiro Victor. Aos 25 da segunda etapa, Richarlyson rebateu mal e fez a redonda parar nos pés de Martínez, que procurou Piceno. O atacante tentou a finalização em ótimas condições, mas chutou em cima do defensor brasileiro.
Cinco minutos depois, os mexicanos assustaram de novo. Desta vez, em cobrança de escanteio. Faltou pouco para Martínez alcançar a bola que cruzou toda a área e não encontrou ninguém. Também por questão de centímetros, a cobrança de falta de Arce atingiu o travessão na sequência.   
E não foi só o goleiro atleticano que operou milagres. Quando Ronaldinho, aos 44, carregou pela direita e rolou para Luan, o atacante não conseguiu mais do que parar na mão direita de Saucedo. O bastante para impedir a virada. Mas não a classificação. O melhor futebol visto no Brasil hoje poderia ter ficado nas quartas de final, graças a um pênalti bobo de Leonardo Silva em Aguilar. Victor, porém, executou o segundo lance capital da partida. Assim como no primeiro, com uma defesa de heroi. 
ATLÉTICO-MG 1x1 TIJUANA
Data/Hora: 30/05/2013, às 22h (de Brasília)
Local: Independência, em Belo Horizonte (MG)
Renda / Público: Não divulgados
Árbitro: Patricio Polic (CHI)
Assistentes: Juan Maturana (CHI) e Raul Orellana (CHI)
Cartões amarelos: Marcos Rocha, Victor, Leonardo Silva (ATL), Gandolfi, Pellerano (TIJ)
Cartões vermelhos: Réver (ATL, 48/2T)
Gols: Riascos, 25'/1T (0-1) e Réver, 40'/1T (1-1).
ATLÉTICO-MG: Victor; Marcos Rocha (Josué, 31'2/T), Leonardo Silva, Réver e Richarlyson; Pierre, Leandro Donizete, Ronaldinho e Bernard (Luan, 20'2T); Diego Tardelli e Jô (Alecsandro, 43'2/T). Técnico: Cuca
TIJUANA: Saucedo; Castillo, Gandolfi, Aguilar e Ortiz (Martínez, intervalo); Nuñez, Arce, Pellerano, Ruíz (Márquez, 36'2T) e Castillo; Moreno (Piceno, 16'2/T) e Riascos. Técnico: Antonio Mohamed.
 

Olimpia 2x1 Fluminense - Pelo segundo ano seguido, Tricolor dá adeus à Liberta nas quartas de final


O Defensores del Chaco deixou sua marca sombria na história do Fluminense. Não bastou a vantagem do empate, nem mesmo a vontade demonstrada pelos comandados de Abel Braga. Nesta quarta (30), o Tricolor saiu na frente, levou a virada por 2 a 1 e, assim como em 2012, deixou a Libertadores da América ainda nas quartas de final, adiando mais uma vez o sonho do título que ainda está em falta nas Laranjeiras. O clube paraguaio, por sua vez, volta a uma semifinal do torneio depois de 11 anos.
Em cinco minutos, Tricolor vai do céu ao inferno 
A promessa era de um Olimpia mais disposto a atacar do que no primeiro confronto. Ao mesmo tempo, o Flu não poderia abrir mão de tomar a iniciativa, em busca de um gol fora de casa para encaminhar a classificação. Sustos, portanto, eram previstos, e o primeiro dos brasileiros se confirmou rápido, aliviado pela defesa segura de Diego Cavalieri após finalização de Alejandro Silva.
Mas, felizmente para os tricolores, Rhayner não permitiu que a espera durasse nem 10 minutos. O zagueiro Manzur bobeou ao tentar recuo de cabeça para o goleiro Martín Silva, dando um presente ao muitas vezes contestado atacante. Com um toque por cima do arqueiro rival, o camisa 22 colocou o Flu em vantagem. Cenário suficiente para que o técnico Ever Almeida promovesse uma modificação que faria toda a diferença dali para frente.
Com 21 minutos de jogo, Caballero deu lugar a Ferreyra. A intenção era buscar o gol a qualquer custo. Enquanto isso, Rhayner ainda era a arma do time de Abel Braga, levando muito incômodo à zaga paraguaia pelo lado direito. O que ninguém previa era a cobrança de falta com perfeição, aos 35, de Salgueiro, surpreendendo Diego Cavalieri e igualando o marcador.
Num intervalo de apenas cinco minutos, a história mudaria completamente. Aos 40, Digão fez pênalti duvidoso em Freddy Bareiro, e o mesmo Salgueiro cobrou no fundo das redes.
Mudanças acertadas, mas eliminação definida
Logo no retorno dos vestiários, uma falha de Jean deu contrataque aos paraguaios que poderia ter sido mortal. Não foi, graças à intervenção de Edinho, impedindo que o passe de Ortiz chegasse na medida para Salgueiro.
A esperança renasceu na bola parada, tão treinada por Abel Braga nos dias que antecederam o duelo. Em falta perigosa de Silva, marcada em Wellington Nem, aos 10, Jean tentou, sem sucesso. Aos 19, Carlinhos correu em diagonal e finalizou muito por cima. Vontade não faltava, mas técnica foi um quesito que deixou a desejar do lado do Flu nesta noite.  
Abel até fez o que estava a seu alcance para buscar reverter o resultado. Lançou Thiago Neves no lugar de Bruno, antes de Samuel, na vaga de Jean. Neste momento, passou Rhayner para a lateral-direita e apostou as fichas no abafa que o ataque poderia promover na reta final, ainda com a ajuda de Rafael Sobis.
Um integrante da comissão técnica do Olimpia chegou a agredir o atacante Samuel, fato que só prolongou a angústia do time brasileiro. A correria, no fim das contas, não deu resultado. Assim como em 2012, a edição atual da Libertadores da América fica marcada por mais uma eliminação do Tricolor nas quartas de final.
FICHA TÉCNICA
OLIMPIA 2X1 FLUMINENSE
Local: Defensores del Chaco, Assunção (PAR)
Data/Hora: 29/5/2013, às 22h00 (de Brasília)
Árbitro: Daniel Fedorczuk (Fifa-URU)
Auxiliares: Miguel Nievas (Fifa-URU) e Carlos Pastorino (Fifa-URU)
Público/Renda: Não divulgados
Cartões amarelos: A. Silva, Candia, Ortíz (Olimpia); Digão, Jean (Fluminense)
Cartões vermelhos: Não houve
GOLS: Rhayner, 9'/1ºT (0-1); Salgueiro, 34'/1ºT (1-1) e 40'/1ºT (2-1).
OLIMPIA: Martín Silva; Miranda, Manzur e Candia; A. Silva, Caballero (Ferreyra, 20'/1ºT) (Báez, 43'/2ºT), Ortíz, Pérez e Salinas; Bareiro e Salgueiro (Paredes, - Técnico: Ever Almeida.
FLUMINENSE: Diego Cavalieri; Bruno (Thiago Neves, 17'/2ºT), Digão, Leandro Euzébio e Carlinhos; Edinho, Jean (Samuel, 23'/2ºT) e Wágner; Rhayner, Wellington Nem (Rafael Sobis, 31'/2ºT) e Fred - Técnico: Abel Braga.
 

sábado, 25 de maio de 2013

Tijuana 2 x 2 Atlético-MG - Galo espanta mau início e arranca ótimo empate nos acréscimos

Depois de muitos jogos sem ser vazado no Estádio Caliente, o Tijuana viu sua sequência ruir. Diante do poderoso Atlético-MG, a vida não poderia ser fácil. Bem que a expectativa foi quebrada no primeiro tempo do duelo de ida das quartas de final da Libertadores, nesta quinta (23). Mas o Galo soube se recuperar do mau início, a ponto de arrancar um empate nos acréscimos e levar para o Independência um ótimo resultado. Os gols brasileiros que encaminham a classificação às semifinais foram anotados por Diego Tardelli - destaque da partida - e Luan. Pelos Xolos, Riascos e Martínez marcaram.
Cedendo espaços, Galo é bombardeado
As defesas brasileira e mexicana mostraram-se atentas no início da partida. Se não reservou grandes sustos, nem por isso o duelo careceu de movimentação de ambos os lados. Aos 10 minutos, Riascos entrou em ação: driblou Pierre e disparou de fora da área, fazendo a bola passar rente à trave direita do goleiro Victor. Em seguida, uma cobrança de falta cometida por Júnior César no mesmo atacante fez valer de vez o aspecto "caliente" que dá nome ao palco da disputa. Moreno bateu com muita força, e o arqueiro alvinegro espalmou para o alto.
O Tijuana gostou do princípio de perigo imposto aos comandados de Cuca. Animado pela torcida, o time da casa, armado com três atacantes, ainda se fazia mais expressivo do que o Galo na marca dos 20. Enquanto isso, Bernard, vez ou outra, buscava um cruzamento da esquerda na medida para Jô achar o alvo. Mas fato é que os pilares ofensivos do time mineiro não encontravam a mesma facilidade que os Xolos para se infiltrar na defesa. Sobrou para Marcos Rocha, num chute rasteiro de fora da área, forçar o goleiro Saucedo a sua primeira intervenção.
O lance foi isolado frente ao bombardeio que os mexicanos imporiam na sequência. Primeiro, trama rápida armada por Castillo, que tentou um toque por cobertura e fez a bola subir demais. Alívio para Victor, porém alívio breve. No minuto seguinte, o goleiro se viu em novos apuros, quando Arce recebeu livre e mandou à esquerda da trave do goleiro brasileiro. Alívio de novo, mas agora pela última vez. Isso porque, aos 31, Riascos tabelou com Moreno, ganhou de Gilberto Silva e abriu o placar num chute certeiro no canto esquerdo.
A ascensão de Tardelli, e a troca que deu certo
Cuca pode ter tido muito o que orientar seus jogadores nos vestiários, mas a certeza de cada um deles ao deixar o gramado era uma só: seria necessário acabar com os espaços dados em excesso aos mandantes. Para a segunda etapa, Luan assumiu uma das posições do meio-campo, no lugar de Bernard, que se queixou de dores na coxa esquerda. De início, nada que revolucionasse o panorama do duelo. Errando passes, o Galo seguia facilitando a vida dos Xolos.
Os mandantes levaram perigo aos sete minutos e, antes mesmo que 60 segundos se passassem após o susto, ampliaram a diferença. Primeiro foi Martínez quem recebeu de Ruiz e ficou sozinho na pequena área. Mandou por cima da meta. Depois, Moreno cruzou da direita, Victor tocou na bola e deu rebote para o "Neymar cover" guardar a redonda no alvo mexicano. Assim como no primeiro tempo, Victor se recuperava de uma situação de tensão para, em seguida, amargar a sensação de ver a bola afundar em suas redes.
Tudo seria ainda mais difícil, não fosse um escanteio arranjado por Jô, aos 19. Ronaldinho cruzou e a defesa desviou. Bem poscionado, apenas no aguardo, Diego Tardelli empurrou de pé direito para estufar as redes e marcar o primeiro gol de um visitante no Estádio Caliente nesta Copa Libertadores. A partir de então, o que se viu foi um novo Galo. Não tão novo assim, visto que o futebol "para frente" é justamente o elemento que tem destacado o time mineiro nos últimos tempos.
Já era outro cenário o da reta final da partida em relação ao primeiro tempo. Aos 47, Luan só precisou imitar o ritmo dos companheiros, receber belo passe de Tardelli, partir em velocidade e tocar na saída de Saucedo para igualar o placar no último minuto. Agora, até um empate por 0 a 0, na próxima quinta-feira, garante a classificação mineira.
FICHA TÉCNICA
TIJUANA-MEX 2 X 2 ATLÉTICO-MG
Local: Estádio Caliente, Tijuana, México
Data e Hora: 23/5/2013, 21h30 (Horádio de Brasília)/17h30 (Horário Local)
Juiz: José Hernando Buitrago (COL)
Assistentes: Wilmar R. Navarro (COL) e Wilson Berrio (COL)
Renda e Público: Não divulgados
Cartões amarelos: Pierre e Diego Tardelli (CAM); Pellerano (TIJ)
Cartões vermelhos: Não houve
GOLS: Riascos, 32'/1ºT (1-0), Martínez, 7'/2ºT (2-0) e Diego Tardelli, 20'/2ºT (2-1) e Luan, 46'/2ºT (2-2)
TIJUANA-MEX: Cirilo Saucedo, Juan Carlos Núñez , Javier Gandolfi, Olivier Ortiz e Edgar Castillo; Cristian Pellerano, Fernando Arce e Ruiz (Márquez, 36'/2ºT); Fidel Martínez (Piceño, 41'/2ºT); Duvier Riascos e Moreno (Joe Corona, 26'/2ºT) - Técnico: Antônio Mohamed.
ATLÉTICO-MG: Victor, Marcos Rocha, Leonardo Silva, Réver e Junior Cesar; Pierre e Leandro Donizete (Josué, 36'/2ºT); Diego Tardelli, Ronaldinho e Bernard (Luan, Intervalo); Jô (Alecsandro, 45'/2ºT) - Técnico: Cuca.
 

quinta-feira, 23 de maio de 2013

Fluminense consegue o empate contra o Olimpia


Dos males, o menor. O Fluminense não soube traduzir seu amplo domínio em gols, no jogo contra o Olimpia, pelas quartas de final da Libertadores da América. No entanto, o goleiro Diego Cavalieri não foi vazado, o que permite ao tricolor a vantagem de poder empatar com gols para avançar às semis.
PRIMEIRO TEMPO
O Olimpia entrou em campo com uma proposta extremamente defensiva. O time armou uma forte retranca e entregou a bola para os tricolores. Com as rédeas da partida, o Fluminense buscava o gol explorando seus homens de velocidade, Rhayner e Nem, e também pelas laterais, com Bruno e Carlinhos.
Para combater o domínio tricolor, o Olimpia apelava para as faltas, algumas até bastante duras. Três reclamações de pênalti ocorreram no primeiro tempo mas o juiz nada assinalou.
Poucos lances capitais marcaram a primeira etapa. No mais claro deles, Leandro Euzébio apareceu livre por trás dos zagueirs paraguaios mas demorou a chutar, proporcionando a defesa para o goleiro Martin Silva.
SEGUNDO TEMPO
Mais organizado na segunda etapa, o Flu quase abriu o placar aos 19. Em bola enfiada, Rhayner avançou, tirou o goleiro mas preferiu o passe ao chute. Nem uma coisa, nem outra: o atacante resvalou na bola, que saiu fraca, desperdiçando ótima chance.
O Fluminense insistia nas bolas alçadas na área mas as jogadas não surtiam efeito. Fred, apagado, não conseguiu concluir a gol. O time rondava a área mas não conseguia encontrar espaços para o último passe ou para a conclusão a gol.
O técnico Abel Braga fugiu um pouco de sua característica e chegou a colocar quatro atacantes em campo, tirando um lateral e um volante. As mudanças, porém, não representaram gols. Rafael Sóbis acertou bela cobrança de falta, defendida por Martin.
O Olimpia chegou a ter um jogador expulso, aos 35, mas não teve jeito: 0 a 0. A segunda partida será realizada na quarta-feira da próxima semana, no famoso estádio Defensores del Chaco.
FICHA TÉCNICA
FLUMINENSE 0X0 OLIMPIA (PAR)
Local: São Januário, no Rio de Janeiro (RJ)
Árbitro: Roberto Silvera (Fifa-URU)
Auxiliares: Mauricio Espinosa (URU) e Carlos Changala (URU)
Público/Renda: 14.215 pagantes / R$ 544,110,00
Cartões amarelos: Bruno, Jean e Edinho (Fluminense); Manzur, Aranda, Ortíz (Olimpia)
Cartões vermelhos: Aranda (Olimpia)
GOLS: -
FLUMINENSE: Diego Cavalieri; Bruno (Rafael Sobis 27'/2ºT), Digão, Leandro Euzébio e Carlinhos; Edinho (Samuel, 40'/2ºT), Jean e Wágner (Felipe, 31'/2ºT); Wellington Nem, Rhayner e Fred - Técnico: Abel Braga.
OLIMPIA: Silva; Manzur, Miranda e Candia; Gimenez (Pérez, 20'/2ºT), Aranda, Ortíz, Báez (Ariosa, 10'/2ºT) e Salinas; Salgueiro (Castorino, intervalo) e Bareiro - Técnico: Ever Almeida.

terça-feira, 21 de maio de 2013

Com Rhayner, Abel define o Fluminense para encarar o Emelec



Em um treino que contou com o retorno de Wágner, poupado da atividade de domingo, e até mesmo a aparição de Deco no gramado das Laranjeiras, o técnico Abel Braga definiu a escalação do Fluminense para a partida contra o Emelec, na próxima quarta-feira, em São Januário, pelas quartas de final da Copa Libertadores.
A grande dúvida do comandante era quem seria o substituto de Thiago Neves, que se recupera de um edema na panturrilha esquerda e está vetado para o jogo. Rhayner, o eleito, ocupará a ponta-esquerda, atuando ao lado de Fred, centralizado, e Wellington Nem, à direita.
Suspenso preventivamente por 30 dias após ser flagrado no exame antidoping, Deco realizou exercícios físicos à beira do gramado sob a supervisão do preparador físico Marcelo Chirol. O lateral-direito Wellington Silva, por sua vez, realizou um exame no pé direito e não participou da atividade.
A escalação do Tricolor será a seguinte para o confronto desta quarta-feira: Diego Cavalieri, Bruno, Digão, Leandro Euzébio e Carlinhos; Edinho, Jean e Wagner; Rhayner, Wellington Nem e Fred.
 



sábado, 18 de maio de 2013

Santa Fé 1x0 Grêmio - Tricolor é derrotado no fim e amplia lista de brasileiros eliminados


Mais um brasileiro deixou a Copa Libertadores 2013 ainda nas oitavas de final. Depois de uma preparação intensa, que incluiu viagem a Bogotá com mais de uma semana de antecedência, o Grêmio disse adeus à atual edição do torneio. O time brasileiro foi batido pelo Santa Fé por 1 a 0, com gol de Medina, aos 34 minutos do segundo tempo, no Estádio El Campín, nesta quinta-feira (17).
O revés na capital colombiana se soma à eliminação do Imortal para o Millonarios no ano passado, no mesmo estádio, pela Copa Sul-Americana. Desta vez, a equipe dirigida por Roger Machado - em virtude da suspensão de Vanderlei Luxemburgo - se recolheu demais no campo de defesa e acabou surpreendida justamente pelo jogador que havia prometido à imprensa que iria "comer" o time gaúcho.
Mesmo após o gol dos donos da casa, nos acréscimos, o atacante Vargas teve ótima chance de igualar o marcador, ao receber cruzamento de Pará da direita e ver seu xará dar rebote bem em seus pés. No chute, a bola foi mandada longe, interrompendo de vez o sonho da classificação brasileira.
As quartas de final estão agora definidas: O Atlético-MG terá pela frente o Tijucana, enquanto o Boca Juniors joga com o Newell's Ols Boys. O Santa Fé vai encarar o Real Garcilaso, e o Fluminense medirá forças com o Olímpia.
FICHA TÉCNICA
INDEPENDIENTE SANTA FE-COL 1x0 GRÊMIO
Local: Estádio El Campín, em Bogotá (COL)
Data/Hora: Quinta-feira, 16/05/2013 - 22h (horário de Brasília)
Árbitro: Roberto Silvera (URU)
Auxiliares: Mauricio Espinosa e Marcelo Costa (URU)
Renda/Público: Não divulgados
Cartões Amarelos: Valdés, Anchico e Medina (IND); Zé Roberto, Elano, Bressan e André Santos (GRE)
Cartões Vermelhos: Não houve
GOLS: Medina, aos 34'/2ºT (1-0)
INDEPENDIENTE SANTA FE: Vargas; Anchico, Valdés, Meza e García; Torres (Valencia - 32'/2ºT), Bedoya, Pérez e Cuero (Molina - 15'/2ºT); Medina e Borja (Quiñónez - 43'/2ºT). Técnico: Wilson Gutierrez.
GRÊMIO: Dida; Pará, Bressan, Werley e André Santos; Fernando (Marco Antonio - 41'/2ºT), Souza, Elano (Kleber - 36'/2ºT) e Zé Roberto; Vargas e Barcos (Welliton - 40'/2ºT). Técnico: Roger Machado.
 

Corinthians 1x1 Boca Juniors – Arbitragem prejudica e Timão é eliminado


Desta vez o Timão não superou o Boca. Após ser derrotada na Argentina por 1x0, a equipe brasileira conseguiu, jogando em casa, apenas um empate de 1x1 e está eliminada da Libertadores. O Corinthians poderia, no entanto, ter tido mais sorte nesta quarta-feira, se não fosse a atuação ruim do árbitro paraguaio Carlos Amarilla, que assinalou impedimento inexistente em gol de Romarinho e deixou de marcar um pênalti, em toque de mão do lateral Marín.

Agora o Corinthians volta todas suas atenções para a final do Campeonato Paulista, em que terá a vantagem do empate no confronto contra o Santos, no próximo domingo. Já a equipe xeineze volta a mostrar toda a sua tradição na Libertadores da América, mesmo vivendo péssima fase no campeonato argentino.

Émerson comanda time até Riquelme decidir

Como era esperado, o Corinthians começou a partida disposto a desfazer a vantagem do adversário o mais rápido possível, enquanto o Boca Juniors tentava diminuir o ritmo da partida. Menos organizado que de costume e mais na base da raça, o Timão tentava pressionar com Émerson, que aos 9 minutos entrou na área em condições de finalizar, mas antes que o fizesse, foi atrapalhado por Marín, que desviou a bola com a mão, mas não foi marcada a penalidade. O Sheik ainda deu belo lançamento para Romarinho marcar o que seria o primeiro gol da partida, se não fosse marcado o impedimento inexistente.

Se os dois erros da arbitragem já eram o suficiente para desanimar os corintianos, a situação só piorou quando, aos 24 minutos, Riquelme acertou belo chute no ângulo do goleiro Cássio, que estava preparado para o cruzamento. Tendo que fazer três gols e não levar nenhum, o Corinthians se lançou ao ataque de forma desorganizada e deixou espaços para a recuada arrumada equipe de Carlos Bianchi. Aos 32 minutos Blandi quase aproveitou um desses contra-ataques para ampliar, mas, desta vez, o camisa 1 do Corinthians salvou.

Mais nervosismo e gols perdidos

O panorama da primeira etapa se manteve nos 45 minutos finais, o Corinthians buscava o ataque a qualquer custo. Mas desta vez a equipe brasileira foi logo recompensada. Aos 5 minutos apareceu na área para aproveitar cruzamento de Émerson e empatar a partida. Mais esperançosos, os corintianos quase viraram pouco depois com Guerrero. Para tentar pressionar mais o adversário, Tite lançou Alexandre Pato no lugar de Romarinho, passando a jogar com dois homens de área.

O Boca Juniors seguia com a mesma estratégia de tentar aproveitar um contra-ataque para matar o jogo. Isso só não aconteceu porque Blandi conseguiu desperdiçar uma chance com gol vazio, após bola mal rebatida por Cássio. A intraquilidade voltou a crescer na equipe brasileira e Alexandre Pato tratou de dar uma furada em frente às redes, perdendo um gol de forma ainda mais incrível que o atacante argentino, já aos 30 minutos.

O Timão ainda reclamou de outro gol anulado pela arbitragem, mas neste caso, houve falta de Paulinho em Orión. Nervosos com a arbitragem, os corintianos passaram a reclamar de mais e jogar de menos. Aos 36 minutos, Émerson se atirou na área para pedir pênalti, mas a arbitragem não estava a fim de compensar. De resto, a equipe brasileira foi para cima na base do abafa e dos chuveirinhos, não obtendo sucesso. No final a torcida aplaudiu, mostrando reconhecimento ao esforço do time que vem conquistando tantos títulos.

FICHA TÉCNICA

CORINTHIANS 1 X 1 BOCA JUNIORS

Local: Pacaembu, em São Paulo (SP)
Data/Hora: 15/5/2013 - 22h
Árbitro: Carlos Amarilla (Fifa-PAR)
Auxiliares: Rodney Aquino (PAR) e Carlos Cáceres (PAR)
Renda/Público: R$ 2.709.112,50 / 36.319 pagantes
Cartões Amarelos: Alessandro, Paulinho e Emerson Sheik (COR); Orion, Blandi e Marín (BOC)
Cartões Vermelhos: -
GOLS: Riquelme, aos 24'/1ºT (0-1) e Paulinho, aos 5'/2ºT (1-1)

CORINTHIANS: Cássio; Alessandro (Edenílson, Intervalo), Gil, Paulo André e Fábio Santos; Paulinho e Ralf; Romarinho (Pato, Intervalo), Danilo (Douglas, 29'/2ºT) e Emerson Sheik; Guerrero. Técnico: Tite.

BOCA JUNIORS: Orion; Marín, Caruzzo, Burdisso e Clemente; Somoza, Erbes (Bravo, 34'/2ºT), Erviti e Sánchez Miño; Riquelme (Viatri, 22'/2ºT) e Blandi (Zárate, 38'/2ºT). Técnico: Carlos Bianchi.

Palmeiras 1x2 Tijuana - Em jogo movimentadíssimo, alviverde se despede da Libertadores



Foi nervoso, foi pegado, foi violento, mas não deu. Em um jogo com cara de Libertadores, o Palmeiras lutou, mas saiu derrotado por 2 a 1 em seus próprios domínios e se despediu, nesta terça-feira (14), da Libertadores da América. A primeira partida, no México, terminou empatada sem gols.
Marcado por um número absurdo de cartões amarelos - foram 12, no total -, o jogo mostrou, apesar de um baixo nível técnico dos dois lados, muita emoção. Erros de arbitragem em profusão, expulsão, penalty, e até frango bizarro marcaram a vitória dos mexicanos do Tijuana, que agora preparam-se para enfrentar o Atlético-MG pelas quartas-de-final da Libertadores.
Primeiro tempo nervoso culmina em frango
A primeira chance realmente perigosa do Palmeiras veio em bola parada. Em falta frontal, Ayrton cobrou colocado e acertou o travessão; no rebote, bola para fora. O Tijuana reagiu imediatamente, e com requintes de crueldade. Aos 26, Martinez rolou para Riascos, que pegou mal na bola. Inseguro, Bruno tentou encaixar e acabou deixando a bola escapar em um frango histórico, e terminar dentro das redes alviverdes.
O jogo prosseguia pegado de uma forma que beirava a deslealdade. Pouco técnico, o time mexicano tentava parar as jogadas com cera e faltas frequentemente violentas. O resultado foi um número tão grande de cartões amarelos que, aos 32, o próprio árbitro se confundiu e expulsou Ruiz, que ainda não tinha sido advertido. Alertado pelo quarto-árbitro, voltou atrás.
No fim do primeiro tempo, Ayrton tentou mais uma em cobrança de falta, mas Saucedo conseguiu desviar. Após o apito final, os jogadores do Palmeiras evidenciaram o nervosismo da partida ao cercar o árbitro e reclamar da violência do adversário.
Golaço derrota alviverde
 A segunda etapa começou de forma parecida com a primeira: com faltas. O Palmeiras não se escondeu e começou a dar o troco no Tijuana, mas foi rapidamente punido: Vinícius fez falta no meio-de-campo e levou um cartão amarelo. Na sequência do lance, uma bola alçada na área alviverde fez Henrique afastar de cabeça para a entrada da área. Arce pegou de primeira e acertou um petardo no canto esquerdo de Bruno que, desta vez, não teve culpa. Com 2 a 0 no placar, o Pacaembu calou-se em apreensão.
Desesperado, o Palmeiras martelava, mas as bolas terminavam no lado errado da rede do gol do Tijuana. Em falha de Aguilar, aos 13, Henrique teve ótima oportunidade, mas chutou para fora. Até que, aos 16, o mesmo Aguilar cabeceou a bola na própria mão dentro da área e o juiz marcou penalty. Souza, que havia entrado no intervalo, não disperdiçou e estufou as redes de Saucedo, para inflamar a claque alviverde.
Aos 22, nova polêmica para reacender a partida. Após cruzamento da esquerda, Kléber, na mesma linha do defensor, desviou de cabeça para as redes. Alertado pelo auxiliar, o árbitro anulou. Foi a chave para a partida se tornar uma espécie de treinamento de ataque contra defesa. Henrique virou ponta-esquerda e nove dos dez jogadores do Tijuana, defensores. A equipe mexicana se limitava a sair nos contra-ataques e, por pouco, não matou o jogo quando, aos 35, Riascos apareceu livre na cara do goleiro. Preciosista, demorou para finalizar e, quando o fez, Mauricio Ramos tirou a bola em cima da linha.
Um dos protagonistas da partida, Aguilar decidiu torná-la ainda mais emocionante e, aos 38, cometeu falta na entrada da área, recebeu o segundo cartão amarelo e foi tomar banho mais cedo. O Palmeiras ainda veio para cima, mas esbarrou nas próprias limitações. E foi o fim da surpreendente participação do alviverde na Libertadores de 2013.
Palmeiras 1x2 Tijuana
Local: Pacaembu, em São Paulo (SP)
Data/Hora: 14/5/2013 – 22h00
Árbitro: Juan Soto (VEN)
Auxiliares: Jorge Urego (VEN) e Carlos Lopes (VEN)
Renda/Público: R$ 1.898.377,50/34896 total
Cartões Amarelos: Tiago Real, Charles, Kleber, Vinícius, Henrique (PAL); Castillo, Pablo Aguiar, Ruiz, Nuñes, Riascos, Arce (TIJ)
Cartões Vemelhos: Aguilar (TIJ)
GOLS: Riascos, 26'/1ºT (0-1); Arce, 6'/2ºT (0-2), Souza, 16/2ºT (1-2)
PALMEIRAS: Bruno; Ayrton, Maurício Ramos, Henrique e Marcelo Oliveira (Juninho - 26'/2ºT); Márcio Araújo, Charles (Maikon Leite - 8'/2ºT), Wesley (Souza - intervalo) e Tiago Real; Vinicius e Kleber. Técnico: Gilson Kleina.
TIJUANA: Saucedo; Ruíz, Aguilar, Gandolfi (Ortiz - 27/2ºT) e Castillo; Pellerano, Arce, Corona (Madueña - 21/2ºT) e Riascos; Fidel Martínez (Taihulan - 29/2°T) e Nuñez. Técnico: Antonio Mohamed.
 

quinta-feira, 9 de maio de 2013

Fluminense 2 x 0 Emelec - Tricolor vence com gol de Fred e avança para as quartas



Com gols de Fred e Carlinhos, o Fluminense venceu o Emelec por 2 a 0 e assegurou sua vaga para as quartas de final da Taça Libertadores da América. O tricolor agora aguarda o vencedor de Olimpia e Tigre para saber quem será seu adversário na próxima fase da competição.

PRIMEIRO TEMPO
O Fluminense iniciou a partida com um bom volume de jogo, com boas inversões e jogadas pelas laterais. O time equatoriano, contudo, abusava das faltas para parar o jogo e se aproveitava dos erros de passe do tricolor para levar perigo ao gol de Cavalieri. De Jesus, se aproveitando de erro de passe de Thiago Neves, quase marcou aos 13. A jogada se repetiu aos 19, com Valência, e novamente Cavalieri fez a defesa.

O Flu se acertou em campo, parou de oferecer espaços para os contra-ataques do Emelec e teve grande chance aos 21: Carlinhos avançou pela esquerda e cruzou para Thiago Neves cabecear. A bola passou pelo goleiro Dreer e quase sobrou para Nem marcar. O faro do artilheiro Fred foi fundamental para o Fluminense abrir o placar. Aos 28, em falta cobrada por Jean, o atacante não perdoou e cabeceou no canto esquerdo de Dreer. Depois, correu para a torcida, que lotou São Januário: 1 a 0 Flu.  
Apesar se já sabido por todos, é notório como a presença de Fred altera o time do Fluminense. Com o artilheiro em campo, as chances aparecem e o time trabalha muito melhor, seja pelo fato do artilheiro fazer o pivô e abrir as jogadas de ataque, seja pelas suas jogadas individuais de um/dois toques no máximo, que possuem um aproveitamenteo quase perfeito.    

SEGUNDO TEMPO  
Se o Fluminense fosse uma história, todos já saberiam como ela se desenrolrial. Agarrado no resultado que lhe garantia passagem à próxima fase, o time voltou acuado para o segundo tempo, contrastando com a postura do Emelec, que lançou-se ao ataque, no tudo ou nada. Logo aos quatro minutos, Quiñones quase marcou, em jogada individual. Cavalieri defendeu e Digão tirou.

O Emelec, vendo que não conseguia ser incisivo em suas jogadas de ataque, passou a apelar para as faltas. O nervosismo tomou conta da equipe equatoriana que teve dois jogadores expulsos (aos 31 e aos 37 minutos). Com dois a mais, o Flu encontrou espaços para sacramentar sua classificação. Em belo contra-ataque puxado por Rhayner, Carlinhos empurrou para o gol: 2 a 0. Fluminense classificado, pelo segundo ano consecutivo, para as quartas de final da Libertadores.

FICHA TÉCNICA:
FLUMINENSE 2 X 0 EMELEC
Local: São Januário, Rio de Janeiro (RJ)
Data-Hora: 08/05/2013 - 22h00 (de Brasília)
Árbitro: Victor Hugo Carrillo (PER) Auxiliares: Jonny Bossio (PER) e César Escano (PER)
Renda/público: R$ 449,060,00/ 14.469 presentes
Cartões amarelos: Achilier, Bagüi, Wila, Narváez e Quiñonez (EME); Thiago Neves (FLU)
Cartões vermelhos: Achilier e Quiñonez (EME);
GOLS: Fred 28'/1°T (1-0), Carlinhos 39'/2°T (2-0)
FLUMINENSE: Diego Cavalieri; Bruno (Diguinho 25'/2°T), Digão, Leandro Euzébio e Carlinhos; Edinho, Jean, Wágner e Thiago Neves (Rhayner 21'/2°T); Wellington Nem e Fred (Samuel 37'/2°T). Técnico: Abel Braga
EMELEC: Dreer; Narváez, Achilier, Nasuti e Bagüi; Quiñonez, Wila (Zeballos 25'/2°T), Valencia (Caicedo 16'/2°T), Jimenez e Mondaini;
 

Atlético-MG 4x1 São Paulo – Goleada mineira: Jô faz três e Galo chega às quartas



Uma noite inesquecível para a torcida atleticana. Consequentemente, dramática para a tricolor. A Arena Independência viu uma apresentação de gala do Atlético-MG, pelo segundo jogo das oitavas de final da Libertadores. Com três gols de Jô e um de Tardelli, a equipe mineira irá a próxima fase para enfrentar o vencedor do confronto de Tijuana (MEX) e Palmeiras. Quem descontou para o eliminado São Paulo foi Luis Fabiano.
Só deu Atlético
No jogo de ida, disputado na última quinta-feira, no Morumbi, o Galo venceu por 2 a 1 o Tricolor. Além de ter a desvantagem no placar, o São Paulo entrou em campo sem Osvaldo, tendo de correr atrás do resultado. Contudo, quem impôs a correria foi o Atlético. Logo aos 2 minutos, Ronaldinho Gaúcho, numa cobrança de falta, colocou a bola no travessão de Rogério Ceni. Não entrou por capricho.
Mas não demorou muito para entrar. A equipe mineira carregada por sua torcida, que lotava o Independência, mostrou porque não perde há 32 jogos no estádio. Mantendo forte ritmo ofensivo, o Galo abriu o placar logo aos 17. Jô, após bola trabalhada por Diego Tardelli e Bernard, mandou na gaveta esquerda tricolor.
No placar agregado, 3 a 1. Diante disso, o São Paulo não se encontrava em campo. Errava muitos passes e parecia intranquilo perante a pressão atleticana. Conseguiu chegar uma vez à área adversária, com Ganso, mas sem sucesso. Quem assustava mesmo atacando era o Atlético. Aos 34 e aos 36, respectivamente, Tardelli e Bernard quase ampliaram a vantagem. Nesse último lance, Rafael Tolói tirou em cima da linha.
Perto do fim da primeira etapa, muitos cartões amarelos impostos pelo rígido uruguaio Roberto Silveira. Pelo lado são-paulno, Denilson e Jadson foram punidos. Já os atleticanos, tiveram Leandro Donizete e Tardelli amarelados.
E não deu para o São Paulo
Para cada tempo da partida, um recado atleticano de boas-vindas. Não tão agradáveis aos tricolores. Logo aos 6, Jô, próximo da grande área do adversário, mandou no travessão. Tal como na bola de Ronaldinho no início do jogo, Rogério apenas olhou e contou com a sorte.
O Atlético já somava onze finalizações, enquanto o São Paulo tentava chegar a terceira. E chegou para quase empatar. Luis Fabiano ganhou pela direita, mandou para Ganso, que se enrolou um pouco com a bola e deixou para Silvinho, o estreante. O atacante que entrara no lugar de Paulo Miranda finalizou com dificuldade para perto da trave direita.
Mas nada que assustasse a torcida atleticana. Ronaldinho aos 11 foi quem, de fato, deu um susto. Em nova cobrança de falta, mandou no cantinho. O Atlético, tal como na primeira etapa, era melhor. Não demorou muito para ampliar o placar. E sem moderação.
Aos 17, Jô mandou de primeira para o gol após toque de cabeça de Leandro Donizete. Baque para os são-paulinos. Motivação aos atleticanos. Dois minutos depois, Tardelli aproveitou falha de Tolói e mandou por cobertura em Ceni. Já não dava mais para o São Paulo. E o Atlético só crescia. Aos 24, mais um dele: Jô. Após bela jogada de Ronaldinho pela esquerda, o camisa 7 fechou o caixão. Como se já não estivesse fechado.
O São Paulo ainda teve tempo de marcar o de honra, aos 30, com Luis Fabiano, mas não pôde evitar a derrota e possível despedida do arqueiro capitão. Ao final da partida, Carleto e Rosinei foram expulsos após discussão. Contudo, o Atlético-MG está classificado para as quartas de final da Libertadores, carregando uma goleada em sua ótima campanha até então.
FICHA TÉCNICA
ATLÉTICO-MG 4 X 1 SÃO PAULO
Local: Independência, em Belo Horizonte (MG)
Data/Hora: 8/5/2013 - 22h (de Brasília)
Árbitro: Roberto Silveira (URU)
Assistentes: Carlos Pastorino (URU) e Gabriel Popovits (URU)
Renda/Público: Não disponíveis
Cartões Amarelos: Leandro Donizete e Diego Tardelli (CAM); Denilson e Jadson (SAO)
Cartões Vermelhos: Rosinei, após o apito final (CAM); Carleto, após o apito final (SAO)
GOLS: Jô, aos 17'/1ºT (1-0); Jô, aos 17'/2ºT (2-0); Diego Tardelli, aos 19'/2ºT (3-0); Jô, aos 24'/2ºT (4-0) e Luis Fabiano, aos 30'/2ºT (4-1)
ATLÉTICO-MG: Victor; Marcos Rocha, Gilberto Silva, Réver e Richarlyson; Pierre, Leandro Donizete (Josué, 27'/2ºT), Ronaldinho, Bernard (Luan, 32'/2ºT) e Diego Tardelli (Rosinei, 37'/2ºT); Jô. Técnico: Cuca.
SÃO PAULO: Rogério Ceni; Paulo Miranda (Silvinho, Intervalo), Rafael Toloi, Edson Silva e Carleto; Wellington, Denilson (Ademilson, 20'/2ºT), Jadson (Maicon, 25'/2ºT) e Ganso; Douglas e Luís Fabiano. Técnico: Ney Franco.