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sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Lanús vence Ponte e conquista Sul-Americana

O sonho da Ponte Preta de conquistar o primeiro título internacional logo em sua primeira oportunidade caiu por terra nesta quarta-feira. Após um primeiro tempo irreconhecível da Macaca, o Lanús venceu por 2 a 0, no estádio Ciudad de Lanús, e se sagrou campeão da Copa Sul-Americana.  O jogo de ida, no Pacaembu, na semana passada, havia terminado empatado por 1 a 1.
Com um primeiro tempo muito apático, a Ponte Preta acabou levando dois gols e teve o técnico Jorginho expulso ainda antes do intervalo e não conseguiu reagir na segunda etapa. Victor Ayala abriu o placar, aos 25, e Ismael Blanco ampliou, aos 48.
O resultado ainda foi determinante para as pretensões do Botafogo, que terminou o Campeonato Brasileiro na quarta colocação e dependia do fracasso da equipe brasileira, rebaixada este ano para a Série B, para ir à Copa Libertadores da América.
Assim, o futebol brasileiro teve os seus seis times participantes da Libertadores definidos: Atlético-MG (atual campeão), Flamengo (campeão da Copa do Brasil), Cruzeiro, Grêmio, Atlético-PR e Botafogo (quatro melhores colocados no Brasileirão). Os dois últimos ainda precisam disputar a fase preliminar eliminatória da competição continental.
Em 2014, ela primeira vez em 15 anos, o futebol paulista não terá um representante na Libertadores.

Ficha Técnica
Lanús 2 x 0 Ponte Preta
Estádio: Néstor Díaz Pérez, em Lanús, na periferia sul de Buenos Aires.
Público: 40.000
Árbitro: Enrique Osses. Auxiliares: Carlos Astroza e Sergio Román (trio Chileno).
Gols: Lanús: Ayala (24), Blanco (45+3)
Cartões amarelos
Lanús: Ayala (25), Somoza (35), Blanco (27 do segundo tempo)
Ponte Preta: Fellipe Bastos (39 do segundo tempo)
Lanús: Agustín Marchesín; Carlos Araujo, Paolo Goltz, Carlos Izquierdoz, Maximiliano Velázquez; Diego González, Leandro Somoza, Víctor Ayala; Ismael Blanco (Jorge Ortiz), Santiago Silva e Oscar Benítez (Nicolás Pasquín). Técnico: Guillermo Barros Schelotto.
Ponte Preta: Roberto; Artur (Ferrugem), César, Diego Sacoman, Fernando Bob; Magal (Adailton), Baraka, Fellipe Bastos; Elías; Rildo (William) e Leonardo. Técnico: Jorginho.

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Fellipe Bastos exalta torcida e diz que a Ponte se sentiu em casa no Pacaembu

Autor do gol da Ponte Preta no empate por 1 a 1 com o Lanús, quarta-feira, no Pacaembu, o volante Fellipe Bastos destacou a presença e o apoio do torcedor no jogo de ida da final da Copa Sul-Americana. Por não atender a capacidade mínima exigida pela Conmebol para receber a final, o Moisés Lucarelli, em Campinas, deu lugar ao estádio paulistano como casa do time campineiro.
"A gente se sentiu em casa. Perguntávamos no vestiário: ‘Pô, será que a torcida vai vir?’. Quando entramos para fazer o aquecimento, vimos que o torcedor compareceu e fez uma festa muito bonita durante 90 minutos. Nos ajudou mesmo, foi o 12º jogador. Quando levamos o gol, eles não pararam de cantar. Isso foi muito importante", disse o volante ao canal Sportv.
Bastos também falou sobre uma cobrança de falta sua que acertou o travessão adversário na segunda etapa, quando o jogo contra o Lanús já estava 1 a 1. O lance aconteceu pouco depois de o volante empatar o jogo, também em bola parada.
"Eu pensei ali na segunda falta em fazer o mesmo que o zagueiro do Lanús fez contra a gente, porque ele conseguiu bater de uma maneira que o Roberto (goleiro da Ponte) se mexeu para um lado e ele conseguiu colocar a bola no outro. Achei que o goleiro deles iria fazer o mesmo, mas acabei tentando caprichar demais e a bola acertou a trave", comentou.
Sessão de autógrafos
Fellipe Bastos, o lateral-esquerdo Uendel e o atacante Leonardo participarão de uma sessão de autógrafos aberta ao público, entre 11h e 12h de sexta-feira, na Loja da Macaca, localizada dentro do estádio Moisés Lucarelli, em Campinas.
A fornecedora de material esportivo do clube, Pulse, ainda vai sortear cinco camisas da Macaca autografadas pelos jogadores. Além disso, os torcedores terão oportunidade de deixar mensagens de incentivo aos atletas em um painel interativo.
No dia 11, a Ponte Preta entra em campo para enfrentar o Lanús pela partida de volta da final da Copa Sul-americana. O jogo será no estádio La Fortaleza, na cidade de Lanús, localizada na província de Buenos Aires. Como no regulamento da competição não há vantagem de gols marcados fora na final, o vencedor da partida será o campeão. Em caso de empate, a decisão será nos pênaltis.



quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Presidente da Ponte confirma final da Sul-Americana no Pacaembu

Após a histórica classificação da Ponte Preta para a final da Copa Sul-Americana, o presidente Márcio Della Volpe confirmou: o time mandará o seu jogo no Pacaembu, já que continuará não podendo usar o Moisés Lucarelli por conta da exigência da Conmebol - o mínimo é de 20 mil pessoas.
"Vou conversar com a Federação Paulista, mas vai ser no Pacaembu. Conversei com a Conmebol e fiz a perguntinha, se não tinha jeito. Eles falaram que não deixaram o Atlético-MG (jogar) no Independência, então não vão deixar a Ponte", disse o mandatário para a Rádio CBN.
Uma reunião nesta quinta-feira deverá selar oficialmente o estádio da capital paulista como palco de uma das decisões da competição continental. "Não está confirmado oficialmente, mas iremos até a sede da Federação Paulista para acertar tudo", acrescentou.
A Macaca tentou usar o Moisés Lucarelli contra o São Paulo nas semifinais, mas ouviu um "não" da diretoria tricolor. Caso os são-paulinos aceitassem jogar em Campinas (SP), a Conmebol poderia ceder, assim como fez com o Libertad, que atuou no Nicolás Leosz, de pouco mais de 10 mil pessoas.
Depois do empate por 1 a 1 com o São Paulo, em Mogi Mirim (SP), a torcida alvinegra comemorou e se lembrou do presidente Juvenal Juvêncio. Com o apito final, o dirigente tricolor não escapou: "Chupa, Juvenal" e "imagina se fosse no Majestoso" foram alguns cantos pontepretanos.
Lanús e Libertad voltarão a medir forças nesta quinta, a partir das 22h15 (de Brasília), e decidirão o adversário da Ponte na final da Sul-Americana. Os argentinos têm a vantagem, após vitória de 2 a 1 em plena Assunção, capital paraguaia.

Ponte Preta empata com o São Paulo e alcança final internacional inédita

Se o rival Guarani se orgulha de ser o único campeão brasileiro do interior, a Ponte Preta está cada vez mais perto de se tornar o primeiro time do interior a vencer um torneio internacional. E logo na sua primeira experiência fora do País. Nesta quarta-feira a equipe alvinegra de Campinas empatou com o São Paulo por 1 a 1, em Mogi Mirim, e se classificou para a decisão da Copa Sul-Americana.
Como venceu por 3 a 1 no Morumbi, quarta-feira passada, a Ponte entrou em campo podendo perder por até 2 a 0. Fechou-se no campo de defesa e confiava num contra-ataque. Abriu o placar com Leonardo, no finalzinho do primeiro tempo, e matou o jogo. Luis Fabiano entrou, empatou, mas não evitou que o clube onde se formou chegasse a uma decisão inédita.
A final da Sul-Americana será contra Lanús ou Libertad. Na primeira partida, no Paraguai, os argentinos venceram por 2 a 1 e jogarão pelo empate em Buenos Aires, nesta quinta-feira. Como ambos têm estádios acanhados, não deverão vetar o Moisés Lucarelli. Assim, a Ponte deve mandar em Campinas o primeiro jogo da decisão, quarta-feira que vem.
Ao São Paulo resta tentar encerrar o ano com dignidade. A equipe encara o ameaçado Criciúma, domingo, em Santa Catarina, e fecha a temporada recebendo o Coritiba. No Brasileirão, a Ponte precisa de um milagre para não ser rebaixada (recebe a Portuguesa e visita o Inter).
O JOGODesde o primeiros minutos de jogo os dois times deixavam claras suas posturas. O São Paulo tentava roubar a bola no campo de ataque. A Ponte Preta esperava o rival e, quando tinha a bola, tentava ameaçar rápido em contra-ataque. Com isso a partida se concentrava numa metade só do campo.
Nela, poucas jogadas que mereciam ser transformadas em gol. Logo a 2 minutos, Rogério Ceni teve falta para bater quase na linha da grande área. Mandou no meio da barreira. Era o sintoma de que a noite não era tricolor. Outra prova disso: quando Roberto escorregou e ficou no chão, Aloísio teve o gol aberto, mas arriscou de primeira, desequilibrado, e mandou para longe.
O São Paulo rodava a bola e, quando chegava, não levava grande perigo. Ademilson, quando teve a oportunidade, mandou à direita do gol. Douglas, pelo alto, cabeceou por cima. Rodrigo Caio também tentou de cabeça, mas nas mãos de Roberto.
O goleiro, quase um espectador, trabalhou na única grande jogada do ataque tricolor. Tabela entre Ademilson e Reinaldo, o lateral teve espaço e cruzou para Aloísio. Roberto saiu bem e tirou da cabeça do centroavante.
E aí vale aquela máxima do "quem não faz, toma". Até quando o resultado é o inesperado para uma decisão entre São Paulo e Ponte Preta o clichê vale. E o time tricolor tomou. Aos 42, Uendel cruzou, Rodrigo Caio tirou. Leonardo tentou e o zagueiro salvou de novo. Na terceira chance, com a zaga do São Paulo batida, a bola do centroavante foi direto para as redes.
SEGUNDO TEMPOTeoricamente o gol não deveria mudar muita coisa. O São Paulo continuava precisando fazer três gols. Mas o baque psicológico, aliado ao cansaço de um time mal preparado fisicamente, impediu a equipe de Muricy Ramalho de tentar a classificação.
Até Luis Fabiano e Welliton entrarem, aos 16 minutos do segundo tempo, o São Paulo sequer havia ameaçado chegar ao empate. Como Denilson havia saído, com indisposição estomacal, para dar lugar a Wellington no primeiro tempo, Muricy não podia mais mexer no time e tinha 30 minutos para conseguir três gols.
Conseguiu um só, com Luis Fabiano, aos 38. No lance, Diego Sacoman errou na tentativa de corte e levantou a bola para o centroavante cabecear para o gol. Pelo menos uma despedida honrosa do atual campeão da Sul-Americana, que vai voltar à Copa do Brasil no ano que vem. Libertadores, talvez só em 2015.
FICHA TÉCNICA:
PONTE PRETA 1 X 1 SÃO PAULO
PONTE PRETA - Roberto; Artur, César, Diego Sacoman e Uendel; Baraka, Fernando Bob, Fellipe Bastos e Elias (Adailton); Rildo e Leonardo (Magal). Técnico - Jorginho.
SÃO PAULO - Rogério Ceni; Paulo Miranda (Luis Fabiano), Rodrigo Caio, Antônio Carlos e Reinaldo; Denilson (Wellington), Maicon, Douglas e Paulo Henrique Ganso; Ademilson (Welliton) e Aloísio. Técnico - Muricy Ramalho.
GOL - Leonardo, aos 42 minutos do primeiro tempo; Luis Fabiano, aos 38 minutos do segundo tempo.
ÁRBITRO - Carlos Vera (Equador).
CARTÕES AMARELOS - Diego Sacoman, Wellington, Dogulas e Antônio Carlos.
RENDA - R$ 210.587,00.
PÚBLICO - 12.161 pagantes.
LOCAL - Estádio Romildo Ferreira, o Romildão, em Mogi Mirim (SP). 

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Torcida da Ponte Preta encontra ônibus da delegação e faz festa em Buenos Aires

Pelo menos 700 torcedores da Ponte Preta infernizaram o trânsito de Buenos Aires, na Argentina, na noite desta quinta-feira. Após a histórica classificação do time para a semifinal da Copa Sul-Americana, com direito a vitória sobre o Vélez Sarsfield, um grupo de fãs encontrou o ônibus da delegação e fez a festa.
Depois da vitória alvinegra de 2 a 0 em pleno Fortín, o ônibus que levava o elenco de volta ao hotel onde está hospedado foi surpreendido por alguns torcedores nas ruas da capital argentina. Os fãs cercaram o veículo e demonstraram toda a alegria com o resultado heroico.
A Ponte Preta deverá embarcar para o Brasil na tarde desta sexta, sendo que a chegada ao Moisés Lucarelli está programada para as 22 horas (de Brasília). É esperada a recepção de vários torcedores na porta do estádio, que poderá até ser aberto ao público dependendo do número de aficionados.
O próximo adversário ponte-pretano na competição continental será o São Paulo - o jogo de ida será no Morumbi, e o segundo, em Campinas. Lanús, outro argentino, e Libertad, do Paraguai, estão do outro lado da chave do torneio e estão no caminho da Ponte numa eventual final.
No entanto, os comandados do técnico Jorginho terão que manter os pés no chão e pensar no Campeonato Brasileiro , já que o time está muito ameaçado de rebaixamento. O oponente deste domingo, a partir das 17 horas, será o Vitória, no interior de São Paulo.

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

São Paulo oscila, mas vence Atlético Nacional em casa

As vitórias sofridas estão virando rotina no São Paulo. Com mais uma atuação oscilante, o time do técnico Muricy Ramalho suou nesta quarta-feira para vencer o Atlético Nacional, de Medellín, pelo apertado placar de 3 a 2. A torcida presente no Morumbi viveu noite de sustos e alegrias, graças principalmente a Antonio Carlos, em noite de herói e vilão. O resultado deixou o time brasileiro em vantagem no confronto válido pelas quartas de final da Copa Sul-Americana.
Por conta da pequena vantagem no marcador, o São Paulo joga apenas por um empate no jogo da volta, na próxima quarta-feira, na Colômbia. Uma vitória simples do Atlético, por 1 a 0 ou 2 a 1, elimina os brasileiros, atuais campeões, do torneio, porque os colombianos marcaram dois gols fora de casa. O vencedor do confronto enfrentará na semifinal o vitorioso do duelo entre Libertad, do Paraguai, e Itagüí, também da Colômbia.
Após vencer o Universidad Católica por 4 a 3, pela Sul-Americana, e o Inter, por 3 a 2, pelo Brasileirão, o São Paulo voltou a proporcionar fortes emoções a sua torcida. No Morumbi, o time oscilou nos dois tempos e esteve perto de levar a virada, principalmente depois que Antonio Carlos vacilou na defesa e iniciou jogada que levou ao segundo gol dos colombianos. O zagueiro, contudo, se redimiu ao anotar o segundo e o terceiro gols são-paulinos, ambos após cobranças de escanteios na área. Jadson foi o responsável pelo primeiro gol dos anfitriões, ainda no primeiro tempo.
O JOGOO São Paulo entrou em campo nesta quarta com motivação renovada e empurrado pela empolgação da torcida, após a suada classificação sobre o Universidad Católica. Mas o time de Muricy precisou de poucos minutos em campo para perceber que o Atlético Nacional não venderia barato uma derrota fora de casa.
Bem postada na defesa, a equipe colombiana formava praticamente duas linhas de quatro e ocupava os espaços com disciplina. Sem ter espaço para avançar, o São Paulo parava com frequência na marcação. Luis Fabiano, que voltava ao time após seis jogos, pouco aparecia. E até Aloísio, novo xodó da torcida, sofria para encontrar brecha na defesa.
A solução foi encontrada por Jadson, substituto do suspenso Ganso, aos 13 minutos. Ao receber passe na intermediária, ele levantou a bola e arriscou de primeira. O chute encobriu o goleiro Armani e colocou o São Paulo em vantagem no placar. O gol obrigou o Atlético a sair para o jogo, o que proporcionou mais espaços para o ataque são-paulino. Aos 35, Aloísio recebeu passe de Maicon e bateu na saída do goleiro. A bola se encaminhava para o gol quando o zagueiro fez o desvio.
O time da casa parecia mais perto do segundo gol até que Paulo Miranda atrasou para Rogério Ceni e Rodrigo Caio deixou a bola escapar na entrada da área. Cárdenas aproveitou a vacilada e acionou Uribe, que só empurrou para as redes.
SEGUNDO TEMPOO segundo tempo contou com mais sustos para a torcida brasileira. O Atlético iniciou a etapa em grande ritmo e criou três boas chances de gol em apenas 10 minutos. No primeiro lance, Uribe e Cárdenas se atrapalharam e chutaram a bola ao mesmo tempo, na marca do pênalti. Na sequência, Uribe foi puxado dentro da área, mas o árbitro não marcou o pênalti.
Enquanto o time colombiano crescia em campo, o São Paulo seguia com dificuldade para superar a marcação rival. A bola quase não passava do meio-campo e o Atlético ganhava confiança. E, quando a torcida já se angustiava, o zagueiro Antonio Carlos levantou as arquibancadas do Morumbi, aos 26. Após cobrança de escanteio, Rodrigo Caio desviou na primeira trave e o defensor apenas escorou de cabeça.
O herói, contudo, virou vilão em apenas sete minutos. Em um recuo atrapalhado, Antonio Carlos iniciou contra-ataque do Atlético que culminou em gol de Duque, em finalização dentro da área, na saída de Rogério Ceni.
Mas a noite de Antonio Carlos ainda prometia mais. Depois da vacilada, o zagueiro retomou o papel heroico na partida ao anotar seu segundo gol, em lance semelhante ao primeiro. Aos 45 minutos do segundo tempo, ele acertou a cabeça para garantir a vitória são-paulina no Morumbi.
FICHA TÉCNICA:
SÃO PAULO 3 x 2 ATLÉTICO NACIONAL
SÃO PAULO - Rogério Ceni; Paulo Miranda, Rodrigo Caio e Antonio Carlos; Douglas, Denilson, Maicon, Jadson (Osvaldo) e Reinaldo; Aloísio e Luis Fabiano (Ademilson).Técnico: Muricy Ramalho.
ATLÉTICO NACIONAL - Armani; Nájera, Henríquez, Murillo e Díaz (Arias); Mejía, Bernal (Calle), Medina e Valência; Uribe (Duque) e Cárdenas. Técnico: Juan Carlos Osorio.
GOLS - Jadson, aos 13, e Uribe, aos 38 minutos do primeiro tempo. Antonio Carlos, aos 26 e aos 45, e Duque, aos 33 minutos do segundo tempo.
CARTÕES AMARELOS - Rodrigo Caio e Bernal.
ÁRBITRO - Víctor Carrillo (Fifa/Peru).
RENDA - R$ 572.190,00.
PÚBLICO - 22.441 pagantes (22.479 no total).
LOCAL - Estádio do Morumbi, em São Paulo (SP). 

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Muricy minimiza vaias e lembra que prioridade do São Paulo é o Brasileirão

Há pouco mais de duas semanas no São Paulo, Muricy Ramalho ouviu pela primeira vez, na noite de quinta-feira, seu time ser vaiado nas arquibancadas do Morumbi. Parte dos 12.342 pagantes desaprovou a atuação da equipe no empate por 1 a 1 com a Universidad Católica.
"É claro, se o time não joga bem... Mas a torcida está vindo apoiar o tempo todo. Também não foi essa grande vaia, você (repórter) ouviu muito", disse o treinador, ao final de seu quinto jogo (três vitórias, uma derrota e um empate) no retorno ao clube do qual diz ser torcedor.
Depois de um bom primeiro tempo, castigado pelo gol de empate no final, o São Paulo voltou irreconhecível do intervalo. Segundo Muricy, em função do ruim condicionamento físico do elenco - assim como seu antecessor, Paulo Autuori, ele começou a usar essa justificativa.O comandante fez questão de lembrar que a Copa Sul-americana, embora importante por dar vaga à próxima edição da Libertadores, é secundária neste momento, tendo em conta a dificuldade para se distanciar da zona de rebaixamento na competição nacional.
"A gente não vai falar que Sul-americana não é importante, é claro que é. Mas a gente tem uma competição à parte que é o Brasileiro, tem que estar muito consciente disso", salientou, com a ressalva de que levou a campo a melhor escalação possível, com ausência apenas de atletas que acusavam cansaço.
"O São Paulo é um time grande, não dá para entrar mais ou menos. Não posso desrespeitar o torcedor e pôr um time misto. Pus o que a gente tinha de melhor. É claro que tem que estar preocupado com o Brasileiro, mas já era um compromisso acertado. Não posso querer vir aqui e desfazer", contemporizou.
Passada a estreia sem vitória na Sul-americana, o próximo compromisso será novamente pelo Brasileiro. No domingo, a equipe recebe o Grêmio, também no Morumbi, em busca de maior conforto na tabela. Atualmente, a distância para o 17º colocado é de apenas três pontos.
Rogério Ceni também prioriza Brasileirão 
O empate por 1 a 1 com a Universidad Católica, no Morumbi, forçará o São Paulo a ter que balançar a rede ao menos uma vez na partida de volta, no Chile. Uma condição que, na opinião do goleiro Rogério Ceni, dificultará bastante a tentativa de seguir adiante na Copa Sul-americana.
"Lá a gente começa sabendo que precisa fazer um e que, se tomar, complica muito", disse o capitão, em entrevista à Fox Sports, ao lamentar não ter conseguido sustentar a vitória depois do gol marcado por Luis Fabiano.
"Tivemos 30 minutos bons, envolvemos o adversário, e tivemos mais duas ou três conclusões a gol. Depois, o jogo se equilibrou e não conseguimos levar como queríamos", avaliou o jogador, vazado ainda no primeiro tempo por Castillo, depois de furada do ataque seguida de indefinição da defesa.
Apesar de temer pela eliminação precoce, Ceni e o São Paulo como um todo têm outra prioridade no momento: distanciar-se ainda mais da zona de rebaixamento do Campeonato Brasileiro. No domingo, a equipe tem pela frente o Grêmio, no Morumbi.
"Tem tempo até o jogo de volta (em 23 de outubro, no Chile), e queremos chegar novamente à final para fazer história no clube, mas agora precisamos pensar no jogo de domingo, que é o mais urgente", advertiu o camisa 1 são-paulino, em seu último ano de carreira.

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Sport vacila e Libertad larga na frente pela Sul-Americana


O histórico atuando fora do país era favorável ao Sport. Mas, a equipe que vestiu o manto rubro-negro, nesta quarta-feira, no estádio Feliciano Cáceres, diante do Libertad, não tem a mesma qualidade de outrora. E o resultado foi uma derrota por 2x0, na partida válida pelas oitavas de final da Copa Sul-Americana. Os zagueiros Gustavo Gómez e Pedro Benítez marcaram os gols paraguaios.
    A partida de volta será apenas no dia 23 de outubro, na Ilha do Retiro. E o Leão terá que fazer, pelo menos, 2x0 para levar a decisão aos pênaltis. Entretanto, o foco agora volta para a Série B e o Bragantino, adversário do próximo sábado, às 16h20, em Bragança Paulista.

    O público do duelo na Sul-Americana foi de 3.181 torcedores. E a impressão foi de que a torcida do Sportivo Luqueño, clube dono do estádio, era maior. Rubro-negros e alvinegros foram minoria, mas uma minoria barulhenta.
    Defesa do Sport falha e zagueiros deixam Libertad na frente
    Informações da imprensa paraguaia davam conta de que o Libertad é uma equipe ofensiva e com um ataque rápido. O técnico Geninho pôde observar isto nos vídeos que viu, mas ainda assim a sua equipe foi surpreendida no início da partida. A pressão dos donos da casa assustou os rubro-negros e logo aos nove minutos saiu o primeiro gol em uma falha geral. A defesa afastou errado, Recalde chutou, Magrão rebotou e o zagueiro Gustavo Gómez mandou para o fundo das redes.
    O Leão tentou reagir, teve até mais posse de bola que o Gumarelo - 54% contra 46% -, mas poucas vezes soube aproveitar. Patric, aos 16, arrematou fraco e facilitou a defesa e Marcelo Cordeiro, aos 37 minutos, mandou forte e obrigou o goleiro Rodrigo Muñoz a fazer a sua primeira grande defesa.
    Por outro lado, Magrão salvava o Sport. Aos 27, Vargas cobrou uma falta, a bola quicou no gramado e goleiro rubro-negro conseguiu fazer a defesa. Só que  a defesa do Leão continuava a falhar e dar espaços e veio o castigo. Aos 38, Cláudio Vargas cobrou escanteio e a Oswaldo não conseguiu afastar. O zagueiro Pedro Benítez subiu e mandou de cabeça no canto esquerdo de Magrão para marcar 2x0.

    Sport melhora, mas não consegue marcar
    Na volta do intervalo, Geninho abriu mão dos três zagueiros e sacou Vinícius Simon para a entrada de Aílton. Com a mudança, o Sport não ficou ofensivo apenas na teoria, na prática também. Marcos Aurélio e Lucas Lima começaram a aparecer mais para o jogo e criar chances para o Rubro-negro. Entretanto, o aproveitamento não foi bom
    Após os 15 minutos, a qualidade do futebol caiu assim como a temperatura em Luque. A partida ficou feia, com muitas faltas e jogadas ríspidas. Por isso, o comandante do Leão fez outra alteração. Tirou Marcos Aurélio e colocou Nunes, na esperança de marcar um gol em jogadas aéreas.
    O Sport ficou mais perigoso. Lucas Lima e Felipe Azevedo insistiram, porém, pararam nas mãos de Rodrigo Muñoz. O Libertad também tentou ampliar a vantagem, mas desperdiçou e o 2x0 foi mesmo o placar final. E com direito a olé da torcida do Gumarelo.

    Ficha do jogo
    Libertad 2
    Rodrigo Muñoz; Jorge Moreira, Pedro Benítez, Gustavo Gómez e Gustavo Mencia; Nelson Romero (Rodolfo Gamarra), Claudio Vargas, Osmar Molinas e Jorge González; Jorge Recalde (Hugo Santacruz); e Brian Montenegro. Técnico: Pedro Sarabia.
    Sport 0
    Magrão; Oswaldo, Pereira e Vinícius Simon (Aílton); Patric (Chumacero), Tobi, Rithely, Lucas Lima e Marcelo Cordeiro; Felipe Azevedo e Marcos Aurélio (Nunes). Técnico: Geninho.

    Local: Estádio Feliciano Cáceres (Luque, Paraguai)
    Árbitro: Saul Laverni  (Arg)
    Assistentes: Ivan Nuñez e Ezequiel Brailovsky (Ambos da Argentina)
    Gols: Gustavo Gomez (aos nove do 1ºT) e Pedro Benítez (aos 38 do 1ºT)
    Cartões amarelos: Pedro Benítez, Rodolfo Gamarra e Osmar Molinas (Libertad); Tobi, Pereira, Marcelo Cordeiro e Felipe Azevedo (Sport)
    Público: 3.181 torcedores.

Ponte Preta vence Deportivo Pasto em seu 1º jogo internacional da história

A Ponte Preta não decepcionou e conquistou uma importante vitória no primeiro jogo internacional oficial de seus 113 anos de história. Diante de um ótimo e animado público no Moisés Lucarelli, a equipe bateu o Deportivo Pasto (COL) por 2 a 0 e abriu vantagem nas oitavas de final da Copa Sul-americana.
Os gols da Macaca foram marcado pelo lateral esquerdo Uendel e pelo meia Fellipe Bastos, ambos em falhas do goleiro Álvarez em cobranças de falta do camisa 7.
Com o resultado, o time de Campinas pode perder por dois gol de diferença caso vá às redes na Colômbia. Já o Deportivo Pasto precisa de um triunfo por três ou mais gols para conquistar a vaga às quartas de final ou vencer por 2 a 0 para levar a decisão para os pênaltis.
Os dois times voltam a se enfrentar apenas no dia 22 de outubro. A partida será disputada no estádio Departamental Libertad, em San Juan del Pasto , às 21h15 (de Brasília).
O jogo Na chegada ao Moisés Lucarelli, a Ponte Preta foi recebida com festa regada a músicas de incentivo e sinalizadores por sua torcida. Inflamados, os jogadores entraram ainda mais motivados e se entregaram muito em campo.
Apesar do forte ritmo imprimido pelos donos da casa, que marcavam para frente do meio campo e dificultavam a saída do Deportivo Pasto. Mesmo assim, o time da Colômbia foi o primeiro a finalizar com perigo, em cabeçada de Lalinde que saiu por cima do gol de Roberto.
A resposta da Macaca veio em sua principal arma durante a partida: a bola parada. Após cobrança de falta de Fellipe Bastos, Rildo desviou de cabeça e Álvarez ficou apenas observando. Apesar de fraca, a bola pegou efeito e tocou a trave antes de sair pela linha de fundo.
Aos 30, os quase 15 mil pagantes finalmente puderam fazer a festa nas arquibancadas do Majestoso. Em nova cobrança de falta de Fellipe Bastos, a bola pingou e Álvarez bateu roupa. No rebote. Uendel soltou a bomba e abriu o placar.
O gol animou a Macaca. A quatro minutos do fim da primeira etapa, Chiquinho chutou de longe e o goleiro uruguaio voltou a falhar. Na sequência, porém, se recuperou na jogada e conseguiu chegar na bola antes de William. No último lance antes do intervalo, Baraka ficou com a sobra após cobrança de falta, mas isolou.
Ciente da superioridade nos 45 minutos iniciais e da necessidade de ampliar a vantagem para ter mais tranquilidade no jogo da Colômbia, a Ponte tentou manter a posse de bola no início do segundo tempo. Apesar disso, finalizações foram raras dos dois lados nos primeiros minutos da etapa final.
O primeiro lance de perigo veio em nova cobrança de falta da Ponte Preta. Desta vez Adrianinho tentou surpreender Álvarez em chute de longa distância, mas o goleiro se esticou todo para mandar para escanteio.
A partir daí, o Deportivo Pasto passou a atuar mais no campo de ataque e equilibrou as investidas. O jogo, no entanto, ficou truncado no meio campo e os times voltaram a finalizar pouco. Prova disso é que a melhor chance da equipe colombiana na partida veio em cruzamento de Piedrahita que saiu errado e tocou no travessão de Roberto, que estava na jogada.
O lance acordou a Ponte Preta. Faltando 20 minutos para o fim do tempo regulamentar, o time de Campinas voltou a partir para cima do rival. Primeiro, William fez boa jogada individual e foi travado na hora do chute. Depois, o camisa 9 escorou cobrança de escanteio para trás e Rafael Ratão não conseguiu completar para as redes.
Na sequência, Chiquinho invadiu a área, viu Álvarez adiantado e tentou de cobertura, mas a bola subiu muito. O atacante voltou a oferecer perigo aos 36, quanto arriscou de longe e acertou o travessão do Deportivo Pasto. O lance acabou sendo o último do atacante na partida, já que ele sentiu a coxa na finalização e teve que ser substituído.
Sem sua principal válvula de escape, a Ponte acabou recuando nos minutos finais de jogo. Apesar de mais agressivo, o Deportivo Pasto parou na boa marcação do time campineiro e não conseguiu finalizar. O único chute dos colombianos veio em cobrança de falta de longa distância de Montano, que Roberto defendeu.
Quando tudo apontava para um fim de partida tranquila no Moisés Lucarelli, Álvarez saiu atrapalhado do gol e acabou atingindo o companheiro Luis Murillo. Enquanto o defensor era carregado para fora de campo, os jogadores dos dois times se estranharam e obrigaram o árbitro a deixar a partida rolar até os 52 minutos. No último lance, Fellipe Bastos soltou a bomba em mais uma cobrança de falta e contou com outra falha do goleiro do Deportivo Pasto para sacramentar o placar.

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Canindé vazio resgata clima de várzea e 'romantismo' na Copa Sul-Americana

Era jogo de torneio continental, mas poderia muito bem se passar por uma partida típica da várzea. Assistida por somente 1.178 torcedores, a derrota da Portuguesa para o Bahia por 2 a 1 no Canindé pela segunda fase da Copa Sul-Americana mostrou que o futebol romântico, este que tende a desaparecer com a transformação dos estádios em arenas, ainda está vivo.
A noite de quinta-feira estava agradável em São Paulo, embora o horário da partida, 21h50, fosse ingrato. A bola já rolava quando quatro membros da torcida “Sucessores de Cabral” chegaram aos berros no Canindé. Sem pressa para entrar e já com alguns goles de cerveja na cabeça, os torcedores berravam uma paródia da música “O Meu Sangue Ferve por Você”, do cantor Sidney Magal, para exaltar o amor pela Portuguesa.
“Desde 1500 somos todos sucessores de Cabral”, brincou Eduardo Miranda, presidente da “organizada”. “A gente vem aqui por amor. Crescemos no Canindé. Fiz mais gols ali (aponta para uma quadra de areia do clube) do que você piscou os olhos na vida. A Portuguesa tem 500 mil torcedores e média de três mil por jogo. O Corinthians tem 30 milhões e leva quanto? Proporcionalmente quem leva mais? A nossa é mais apaixonada”, provocou seu irmão Gustavo.
Como em campeonatos amadores, o silêncio fora de campo era tanto em determinados momentos que o que jogadores falavam dentro do gramado podia ser ouvido a uma distância razoável. Os barulhos da bola sendo chutada e batendo em placas publicitárias também. Com o nível da partida relativamente baixo, já que os dois times entraram com escalações reservas, até o cheiro de churrasco vindo do estabelecimento vizinho ao estádio serviu para desviar a atenção. Como se fosse uma pelada em um clube qualquer.
No primeiro tempo, quando tinha a torcida do Bahia atrás de si nas arquibancadas, o goleiro Gledson, da Portuguesa, teve que ouvir gozações como “você é muito fraco”, “vai frangar, hein” e um ou outro xingamento graças à proximidade do alambrado com o gramado. Curiosamente, foi depois de uma destas provocações que Wallyson abriu o placar para os visitantes.
Já na segunda etapa, a derrota parcial da equipe da casa por 1 a 0 fez com que fosse mais interessante para um grupo de crianças apostar corridas pelas escadas da arquibancada. Um desses jovens, garoto de sete anos, vestia uma camisa com o nome de Dener, última grande revelação do clube rubro-verde morto em 1994, sem nem mesmo saber quem foi o craque.
"Sempre o trago para o jogo, mas às vezes é difícil manter a torcida pela Portuguesa”, admitiu o pai do menino, sem se identificar.
O gol de empate, marcado por Carlos Alberto, animou torcedores típicos daquele futebol romântico do século passado: senhores de idade com rádios de pilha colados ao ouvido. A possibilidade da vitória empolgou um grupo, que, utilizando apelidos e trocando humoradas ofensas até com o vendedor de pipocas, deixou claro que é frequentador assíduo do Canindé.
“Agora que precisa de torcida, cadê?”, reclamou um dos homens após um lance em que o Bahia quase marcou. “É difícil torcer para a Portuguesa”, lamentou outro depois que a oportunidade desperdiçada foi do time da casa.
Mal sabiam eles o que o destino reservava para os minutos seguintes. Aos 45, o atacante Obina, aquele que já foi chamado de “melhor que Eto’o”, fez o gol da vitória dos baianos. E, enquanto visitantes festejavam, anfitriões deixavam o campo sob vaias e prostestos contra o presidente Manoel da Lupa. Já Gledson, o goleiro, teve que engolir novos gritos de frangueiro. Mas desta vez de sua própria torcida.

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Com gol de Fabrício no fim, Vitória abre vantagem contra o Coritiba



Em um jogo fraco no Estádio Barradão, em Salvador, o Vitória achou um gol de Fabrício aos 43 minutos do segundo tempo e bateu o Coritiba por 1 a 0 na estreia na Copa Sul-americana. Com o resultado, o Coxa, que jogou desfalcado, precisará vencer diante de seu torcedor para conseguir a classificação. O Rubro-Negro leva a vantagem no empate para a volta.
A partida na capital baiana começou com marcação forte de ambos os lados, com o Leão com dificuldade para criar. Aos cinco minutos, Arthur partiu para a jogada individual, mas ficou sem bola. A resposta baiana veio com Marquinhos, em cobrança de falta fechada, aos nove minutos, que carimbou o travessão. O time da casa subiu de produção e chegou novamente com perigo aos 15 minutos, com Bianchucci, que bateu forte, por cima da meta.
Muita reclamação aos 17 minutos, depois que Dinei caiu na área pedindo pênalti e o árbitro mandou o jogo seguir. Aos 25 minutos, Fabrício mandou um petardo para boa defesa de Vanderlei. Falha de Iberbia na área, aos 30 minutos, mas Biancucchi, que não esperava o vacilo, pegou mal a bola e desperdiçou.
O jogo era tecnicamente fraco e o placar refletia o que acontecia em campo. Aos 41 minutos, em uma rara chega mais contundente do Coxa, Júnior Urso chutou forte, de fora da área, e a bola passou raspando o poste de Gustavo.
Depois do intervalo, o Alviverde retornou com o estreante Vitor Júnior no lugar de Marcos Paulo, enquanto o Vitória trazia como novidade Felipe Lima na vaga de Camacho. Aos dois minutos, Vitor Junior apareceu por trás da zaga e arriscou o chute, pela linha de fundo. Aos sete minutos foi a vez de Botinnelli arrematar, sem direção. Dinei respondeu com um chute venenoso que obirou Vanderlei a trabalhar bem.
A partida era mais equilibrada, já que as mudanças realizadas pelo técnico Marquinhos Santos deram mais movimentação ao Coritiba, que subiu de produção. Aos 17 minutos, Arthur não observou Keirrison entrando na área com liberdade e arriscou o chute, sem sucesso. Dois minutos depois, Vitor Júnior chutou, Gustavo deu rebote, e Arthur bateu para fora.
Sem conseguir entrar na defesa alviverde, Marquinho chutou mais uma de fora da área, aos 30 minutos, fácil para Vanderlei. Quando o jogo pareça caminhar para um empate sem gols, Fabrício, aos 43 minutos, cobrou falta no meio do gol, uma bomba, que Vanderlei não conseguiu segurar.
As equipes voltam a se encontrar na próxima quarta-feira, no Estádio Couto Pereira, em Curitiba. Quem vencer o confronto encara na próxima fase o vencedor de River Plate, do Uruguai, e Itagüí Ditaires, da Colômbia.
FICHA TÉCNICA -  VITÓRIA 1 X 0 CORITIBA
Local: Estádio Barradão, em Salvador 
Data: 21 de agosto de 2013, quarta-feira 
Horário: 21h50 (de Brasília) 
Árbitro: Ricardo Marques Ribeiro (FIFA-MG) 
Assistentes: Fabricio Vilarinho (GO) e Fábio Pereira (TO) 
Cartão amarelo: Escudero (Coritiba) 
Gol: VITÓRIA: Fabrício, aos 43 minutos do segundo tempo
VITÓRIA: Gustavo; Dimas, Victor Ramos, Fabrício e Euller; Elizeu (Gabriel Soares), Edson Magal (Pedro Oldoni), Marquinhos e Camacho (Felipe Lima); Maxi Biancucchi e Dinei 
Técnico: Caio Júnior.
CORITIBA: Vanderlei; Gil, Luccas Claro, Escudero e Iberbia; Junior Urso, Marcos Paulo (Vitor Junior), Robinho (Vinícius) e Bottinelli; Arthur e Bill (Keirrison) 
Técnico: Marquinhos Santos.

Ponte Preta vence, mas gol no fim mantém esperanças do Criciúma na Sul Americana

Estreando em competições internacionais, a Ponte Preta abriu importante vantagem rumo à classificação às oitavas de final da Copa Sul-Americana. Fora de casa, o time de Campinas venceu o Criciúma por 2 a 1 e voltou para Campinas com vantagem na bagagem.
O resultado, no entanto, podia ter sido melhor. Isto porque a Ponte vencia até os 43 minutos do segundo tempo, quando João Vitor aproveitou um dos poucos lances de perigo do Criciúma no jogo para diminuir. César, de cabeça, e Chiquinho, de falta, haviam marcado para a Ponte.
O jogo de volta está marcado para às 21h50 (de Brasília) da próxima terça-feira, no Estádio Moisés Lucarelli, em Campinas. Com o resultado de hoje, a Ponte pode perder por 1 a 0 que ficará com a vaga. A Macaca também joga pelo empate. Já o Criciúma precisa vencer por dois gols de diferença ou pela diferença mínima a partir de 3 a 2 para classificar-se. Uma vitória por 2 a 1 do Tigre leva a decisão para os pênaltis. Quem avançar encara o vencedor do confronto entre Deportivo Pasto (COL) e Colo Colo (CHL).
Antes, porém, as duas equipes tem compromissos pelo Campeonato Brasileiro. Às 18h de sábado, a Macaca recebe o Cruzeiro. No mesmo dia, o Criciúma tem pela frente o Coritiba, às 21h.
O jogo
Mesmo atuando como visitante, foi a Ponte que começou o jogo atacando. Logo aos cinco minutos, o zagueiro César aproveitou cobrança de falta fechada de Uendel e escorou de cabeça para abrir o placar no Heriberto Hülse.
Com o gol sofrido, o Criciúma foi para cima e assustou logo em seguida, em chute de Morais que desviou na zaga e quase enganou Roberto. O lance, no entanto, foi o único de perigo dos donos da casa no primeiro tempo.
Aproveitando os espaços deixados pelo time catarinense, a Ponte tocava a bola bem e quase ampliou o placar em duas oportunidades. Primeiro aos 27, quando Rildo fez bela jogada individual pela esquerda e obrigou Gallato a fazer verdadeiro milagre. Depois aos 42, em lance semelhante que Chiquinho chutou rente à trave.
Apesar dos gritos de "Vergonha" da torcida do Criciúma no intervalo, o panorama foi o mesmo na etapa final. Trocando passes com categoria, principalmente pelo lado esquerdo do ataque, a Macaca finalizou duas vezes com perigo ao gol de Gallato.
A bola parada, no entanto, continuava sendo a principal arma do time de Campinas. Aos 11, Uendel acertou cruzamento semelhante ao do primeiro gol para César. Livre, o zagueiro escorou na pequena área para o companheiro Betão que, sozinho, desviou para fora.
O lance acordou o Criciúma. Mais ofensivo, o time da casa quase empatou o placar em duas oportunidades. Aos 17, Lins ganhou da corrida de César, mas tirou muito de Roberto e viu a bola morrer na linha de fundo. Dois minutos depois, Fabinho recebeu belo cruzamento, tirou de dois marcadores e chutou rasteiro, obrigando o goleiro Roberto a fazer bela defesa.
As esperanças do Tigre, porém, acabaram aos 22 minutos. Com categoria, Chiquinho cobrou falta na entrada da área no ângulo de Gallato, que nada pode fazer. Foi o segundo gol de bola parada do atacante em 2013.
Abatido, o Criciúma pouco fez na metade final do segundo tempo. O time ainda foi prejudicado por lesão na coxa de Wellington Paulista que o deixou com um jogador a menos em campo, já que o técnico Vadão já havia realizado as três substituições que tinha direito, e viu sua torcida gritar "olé" ironicamente quando a Ponte tinha a bola.
No final do jogo, porém, Lins encontrou forças para fazer boa jogada na linha de fundo e cruzar na primeira trave. Com um elemento surpresa, o meia João Vitor apareceu livre para cabecear forte e manter as esperanças do Criciúma.
FICHA TÉCNICA - CRICIÚMA 1 x 2 PONTE PRETA 
Local: 
Estádio Heriberto Hülse, em Criciúma (SC) 
Data: 21 de agosto de 2013, quarta-feira 
Horário: 21h50 horas (de Brasília) 
Árbitro: Leandro Vuaden (Fifa-RS) Assistentes: Altemir Hausmann (RS) e Rodrigo Joia (RJ) 
Cartões amarelos: Matheus Ferraz, Leonardo Moura, Gilson, Amaral, João Vitor e Wellington Paulista (Criciúma); Magal e Uendel (Ponte Preta)
Gols 
Ponte Preta:
 César, aos 5 minutos do primeiro tempo, e Chiquinho, aos 22 do segundo. 
Criciúma: João Vitor, aos 43 do segundo.
CRICIÚMA: Gallato; Sueliton (Tony), Matheus Ferraz, Leonardo e Gilson; Amaral (Bruno Renan), Leandro Brasília, João Vitor e Morais (Lins); Fabinho e Wellington Paulista 
Técnico: Vadão.
PONTE PRETA: Roberto; César, Betão e Diego Sacoman; Régis, Magal, Fernando Bob, Chiquinho (Giovanni) e Uendel; Rildo (Rafinha) e Dennis (Advíncula) 
Técnico: Paulo César Carpegiani.

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Jorginho se irrita com derrota do Náutico e cobra mudança: "Tudo tem limite"

Derrotado pela segunda vez desde que chegou ao Náutico, o técnico Jorginho se irritou após o revés desta quarta-feira, contra o rival Sport , na Ilha do Retiro. Após a partida, que dificultou a situação do Timbu na Copa Sul-americana, o comandante alvirrubro se exaltou e pediu mudança de atitude à equipe, lanterna do Campeonato Brasileiro.
"Eu entendo que tudo na vida tem um limite. Precisamos ter atitude. Perder machuca muito, mas eu ainda não sei o que fazer. Caso a gente perca, precisa ser com dignidade. Quem veio ao estádio não merecia ver isso", disse.
No Náutico há apenas uma semana, Jorginho tem duas derrotas em duas partidas no comando do time. Além do mau desempenho, não vê sua equipe balançar as redes adversárias há quatro confrontos. Por causa disso, já cogita modificar a equipe.
"Não adianta depois dos 90 minutos ter um discurso bonito. Isso já foi. Então para mim não aceito. Estou com a cabeça inchada. Alguma coisa tem que ser feita. Não sei o que é, mas tem que ser feita. Temos que tomar alguma atitude", acrescentou.
Apesar do 2 a 0 e o pleno domínio sofrido diante do Sport na Ilha do Retiro, Jorginho ainda admitiu acreditar em uma classificação às oitavas de final da Copa Sul-americana no jogo da volta, quarta-feira da semana que vem, na Arena Pernambuco. "Foi apenas a primeira partida. Teremos outra pela frente, e esses jogadores são os mesmos que marcaram três gols no Internacional", encerrou, referindo-se à última vitória da equipe, contra o Internacional, por 3 a 0, na 9ª rodada do Campeonato Brasileiro.

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Revoltado, técnico diz que Tigre foi ameaçado com armas em vestiário

Gorosito chamou seguranças do São Paulo de \"cagões\" Foto: Bruno Santos / Terra

O técnico do Tigre ficou revoltado com o que aconteceu nesta-quarta-feira, no Estádio do Morumbi, na final da Copa Sul-Americana. De acordo com Néstor Gorosito, em declaração ao jornal argentino Olé, os seguranças do São Paulo chegaram a mostrar armas para a delegação do time argentino.
Toda a confusão começou no gramado, quando jogadores trocaram empurrões na saída para o vestiário. Alegando que foram agredidos por policiais e seguranças do clube da casa, os atletas do Tigre não voltaram para a partida, que estava 2 a 0 para o São Paulo. O time paulista foi declarado campeão e comemorou o título.
Néstor Gorosito explicou que a briga não parou quando os jogadores saíram do gramado: "liberaram os vestiários e nos mostraram dois revólveres. São uns cagões, porque mão a mão não se garantem. Assim não jogamos o segundo tempo, porque não há garantias", acusou o treinador do Tigre. Posteriormente, a polícia desmentiu o argentino e convocou as delegações para depoimento.
O jornal argentino informou ainda que aconteceram agressões graves, que deixaram jogadores feridos nos vestiários do Tigre. Por fim, o Olé ainda criticou o time paulista: "o São Paulo era campeão com justiça, até que inexplicavelmente decidiu manchar sua própria festa no Morumbi".

Rogério Ceni diz que Tigre armou baderna para agredir Lucas e anular o jogo

O goleiro Rogério Ceni partiu em defesa do São Paulo e culpou o Tigre pela confusão ocorrida nos vestiários do Morumbi na noite de quarta-feira, na final da Copa Sul-Americana. De acordo com o capitão são-paulino, que participou do programa Arena, do canal Sportv , os argentinos foram os responsáveis pela baderna que terminou em agressão e que os levou a desistir do jogo, dando ao clube paulista o título continental .
“Eles quebraram mesas e cadeiras do vestiário deles e tentaram invadir o nosso vestiário. Eles queriam agredir o Lucas”, disse o goleiro sobre o início do tumulto. "Eles atiraram as coisas nos nossos seguranças e começou a briga generalizada", completou.
Segundo Ceni, os dois vestiários são distantes, impossibilitando um encontro casual entre Tigre e seguranças do São Paulo. “Tem um corredor enorme separando os vestiários, e os seguranças ficam em frente ao vestiário do São Paulo”, explicou.
O goleiro desmentiu o Tigre, que acusa os seguranças do São Paulo de iniciar a confusão e usar armas para intimidar os visitantes. “Foi tudo premeditado para anular o jogo e recomeçar do zero. É uma pena, porque é o futebol argentino representado. E não condiz com a grandeza do futebol argentino”.

São Paulo 2 x 0 Tigre - Jogo só tem 45 minutos, mas Tricolor vence e é campeão da Copa Sul-Americana

De forma insólita, o São Paulo conquistou a Copa Sul-Americana ao vencer o Tigre, da Argentina, por 2 a 0, nesta quarta-feira (12), no Morumbi. Porém, apenas 45 minutos foram disputados, porque o time argentino se recusou a voltar para o segundo tempo. Após uma longa espera, o árbitro Enrique Osses terminou a partida e confirmou o título do Tricolor. Com isso, o meia Lucas, que, em janeiro, vai para o Paris Saint-Germain, pôde ser despedir do time que o revelou com um título.
O motivo do imbróglio foi a confusão que se instalou no gramado após o fim do primeiro tempo. Durante todo o tempo em que a bola rolou, o Tigre abusou da violência. Na saída do gramado, Lucas, que chegou a sangrar por causa de uma cotovelada, provocou um adversário e deu início à briga. Sem um motivo muito claro, a equipe argentina não voltou dos vestiários. Como a partida de ida tinha sido 0 a 0, o time da casa levou a vantagem no saldo de gols.
São Paulo domina primeira -- e única -- etapa
Trazendo todo um estádio lotado a seu lado, o São Paulo começou o jogo com mais posse de bola e tomando mais iniciativa de lances ofensivos. No entanto, o Tigre ficava bastante fechado, como de habitual em sua campanha na Copa Sul-Americana. O Tricolor paulista, por sua vez, era assombrado pela atuação no jogo de volta da semifinal, em que empatou por 0 a 0 contra a Universidad Católica, em casa. O primeiro chute perigoso da partida foi da equipe argentina. Aos 15 minutos. Botta, principal destaque dos portenhos, recebeu a bola dentro da área pela esquerda, puxou para o pé direito e chutou no cantinho, mas Rogério Ceni defendeu.
A partir de então, o São Paulo acordou e começou a criar chances reais de marcar. Aos 22 minutos, Willian José recebeu pela direita e rolou para Jádson, que chegava pelo meio. Porém, o meia furou e a bola acabou sobrando para Lucas, que levou para o pé esquerdo e bateu cruzado para abrir o placar e fazer a festa da torcida no Morumbi. O Tricolor cresceu no jogo e, cinco minutos depois, ampliou a vantagem. Lucas novamente teve participação decisiva ao arrancar pelo meio e lançar Osvaldo pela direita. Em posição irregular por questão de centímetros, o atacante entrou na área e deu um toque sutil, de cobertura, sem chances para o goleiro Albil. Se o torcedor esperava mais, teve que se contentar com o que já tinha visto. Agora, o próximo desafio do Tricolor paulista é a Taça Libertadores da América.
FICHA TÉCNICA
SÃO PAULO 2 X 0 TIGRE
Local: Morumbi, em São Paulo (SP)
Data/Horário: 12/12/2012 - 21h45 (de Brasília)
Árbitro: Enrique Osses (CHI)
Assistentes: Francisco Mondria (CHI) e Carlos Astroza (CHI)
Renda/Público: R$ 3.942.800,00 / 67.042 pagantes
Cartões Amarelos: Denilson e Rogério Ceni (SAO); Galmarini, Godoy e Diaz (TIG)
Cartões Vermelhos: Paulo Miranda, Intervalo (SAO); Diaz, Intervalo (TIG)
SÃO PAULO: Rogério Ceni; Paulo Miranda, Rafael Toloi, Rhodolfo e Cortez; Wellington, Denilson e Jadson; Lucas, Osvaldo e Willian José. Técnico: Ney Franco.
TIGRE: Albil; Paparatto, Echeverría, Godoy e Orban; Ferreira, Galmarini, Díaz e Leone; Botta e Maggiolo. Técnico: Néstor Gorosito.
 

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Jogadores do São Paulo reclamam de arbitragem e admitem "cabeça quente" na decisão


O São Paulo tem muitas lições para tirar do empate sem gols com o Tigre (ARG), na ultima quarta-feira, em La Bombonera, no jogo de ida da final da Copa Sul-Americana. Um dos principais fatores para o mau desempenho foi o nervosismo decorrente das agressões e provocações dos argentinos. Pelo menos cinco são-paulinos deixaram o gramado com as marcas da violência do rival, entre eles o atacante Osvaldo, que exibia um grande hematona em uma das pernas. O zagueiro Rafael Tolói, um dos que mais se exaltou por conta dos incidentes e quase recebeu o segundo cartão amarelo, admitiu ao final do jogo que perdeu a cabeça.
- Eles provocam bastante, e sempre deixam o braço, o cotovelo na maldade. Mas a gente sabe que jogos contra equipes sul-americanas são assim mesmo, especialmente contra argentinos. Eles agem na maldade, e às vezes a cabeça esquenta, como aconteceu comigo - afirmou Toloi.
Já o capitão Rogério Ceni direcionou suas críticas à atuação da arbitragem. Segundo ele, o árbitro Antonio Airas, do Paraguai, que expulsou Luis Fabiano e Donatti aos 15 minutos da primeira etapa, não teve a mesma coerência para punir os donos da casa no restante da disputa.
- Achei que a arbitragem não foi igual para os dois lados. Não deu uma falta claríssima no Lucas, na entrada da área, e tinha acabado de dar uma falta contra a gente na mesma posição. Ele não teve peito. A arbitragem vê os caras batendo, dando tapa na cara, mas faz vista grossa para não se complicar durante o jogo - reclamou o goleiro, que na semifinal contra a Universidad Católica já havia criticado com veemência os árbitros.
 

Luís Fabiano se arrepende de expulsão e diz que pensou até em largar o futebol



Mesmo já rodado e com 32 anos, o atacante Luís Fabiano, do São Paulo, acabou sendo expulso ontem, em Buenos Aires, no primeiro jogo da final da Copa Sul-Americana, contra o Tigre - ARG. O atacante recebeu a punição porque tentou dar um chute num adversário e se disse profundamente arrependido:
– Eu estava muito bem no jogo, tudo estava se encaminhando para uma grande partida. Acho que nunca vou ter outra oportunidade de jogar uma final dessa na minha vida. Hoje, sinceramente, estou tendo um sentimento que nunca tive em toda a minha carreira. É um sentimento de frustração, com um pouco de vontade de largar o futebol, de viver em paz. Lógico que não vou parar de jogar, mas é o que sinto hoje – declarou.
O feito ocorreu logo aos 13 minutos do primeiro tempo e tira o principal artilheiro do Tricolor da final da competição, que acontece no dia 12, no Morumbi.
– É o momento de dar a cara e assumir o erro. Ameacei o chute, e não era para ameaçar. Sou homem suficiente para assumir e não vou ficar dando explicação porque não adianta. Vai ser uma das noites mais difíceis da minha vida, depois da morte do meu avô – completou o atacante.