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quinta-feira, 4 de setembro de 2014

FIGUEIRA IGNORA ESCUDERO, BATE O VITÓRIA E ENGATA 5º JOGO SEM DERROTA

Vitória e Figueirense iniciaram o duelo no Barradão, na tarde deste domingo, em situações parecidas, mas em momentos distintos. Com campanhas similares em números de pontos conquistados, o time catarinense vinha de quatro jogos sem derrotas, enquanto o baiano acumulava três partidas sem triunfos. Noventa minutos depois, se alguém esperava mudança de realidade, saiu decepcionado. Com gol de Everaldo, o Figueira venceu por 1 a 0 e engatou seu quinto jogo sem ser batido no Brasileirão, enquanto o Rubro-Negro amargou o quarto duelo sem conquistar três pontos.
Pelo lado baiano, o Vitória teve o retorno de Escudero, após seis meses longe dos gramados por causa de uma lesão no joelho. Era a esperança de que o time baiano fosse se reencontrar em campo e iniciar o caminho rumo à saída da zona de rebaixamento. Mas a alegria pela volta do argentino foi substituída pela euforia catarinense, depois que o artilheiro da equipe, Everaldo, marcou o gol do duelo no segundo tempo. A torcida do time baiano ainda viu Juan perder um pênalti, e a chance do empate saiu pela linha de fundo.
Até a conclusão da rodada, na noite deste domingo, o Rubro-Negro baiano é o lanterna do Brasileirão, com 15 pontos. O Alvinegro catarinense chegou à 12ª posição, com 20 pontos. O Vitória volta a campo no próximo domingo, quando enfrenta o Flamengo no Barradão. Já o Figueirense recebe o São Paulo no mesmo dia, no Orlando Scarpelli.
Equilíbrio: Vitória tem posse de bola, mas Figueira marca e explora contragolpes
A partida começou com um Vitória mais agressivo, que pressionou e acuou o Figueirense. Mas a pressão durou pouco e, por volta dos 15 minutos, o equilíbrio já se instalava no Barradão. O Rubro-Negro baiano tentou aproveitar a maior posse de bola que tinha, mas esbarrava na marcação apertada da equipe catarinense e tinha dificuldade nas finalizações. O Figueira, por sua vez, conseguiu aproveitar bem os contra-ataques e teve oportunidades mais claras de gol.
Para piorar o lado baiano, o zagueiro Kadu ainda sofreu diante dos ataques de Marcão e Clayton, que quase abriram o placar. Marcão aproveitou a falha do defensor no meio da primeira etapa, mas Wilson defendeu. Clayton encerrou os 45 minutos com um belo chute que passou entre as pernas de Kadu e raspou a trave rubro-negra. Pelo lado do Vitória, as chances perdidas foram de Luis Aguiar, que tentou após cruzamento de Nino Paraíba e mandou por cima do gol, e de Caio, que fez um belo giro e mandou de fora da área para grande defesa de Tiago Volpi.
Escudero volta, Everaldo marca e Juan perde pênalti
O Vitória voltou do intervalo mais ofensivo e organizado e com uma novidade que fez tremer as arquibancadas do Barradão: após seis meses fora de combate, Escudero estava de volta. Com o meia, o Rubro-Negro conseguiu melhorar seu rendimento e atuar de forma mais convincente. O Leão ameaçou com uma bela jogada entre Juan e o argentino, além de um belo chute de Luis Aguiar. Mas a entrada de Everaldo no Figueirense, aos 18 minutos, faria toda a diferença: ele aproveitou o passe errado de Neto Coruja para Luis Aguiar e abriu o placar aos 29 minutos. Para infelicidade da torcida do Vitória, a equipe ainda perdeu a chance de empatar minutos depois, quando Juan cobrou um pênalti e mandou a bola para fora.

INSISTENTE, SÃO PAULO SEGURA PRESSÃO DO SANTOS, VENCE E AGORA É VICE-LÍDER

Pato São Paulo X Santos (Foto: Marcos Ribolli)
Insistente, o São Paulo conquistou sua quarta vitória consecutiva no Campeonato Brasileiro. Mesmo tendo sido dominado pelo Santos em boa parte do segundo tempo, a equipe de Muricy Ramalho conseguiu aproveitar um bom contra-ataque com Pato, definiu o triunfo por 2 a 1 neste domingo, no Morumbi, pela 17ª rodada, e assumiu a vice-liderança da competição, sete pontos atrás do Cruzeiro. Ganso abriu o placar no primeiro tempo, que teve domínio tricolor, e Gabriel, de pênalti, marcou o gol santista justificando a pressão alvinegra na etapa final. O Peixe fica em 10º, com 23 pontos.
São Paulo e Santos voltam a jogar na próxima quinta-feira. O Tricolor enfrenta o Criciúma, às 20h, fora de casa, pela fase nacionial da Copa Sul-Americana. O Peixe pega o Grêmio, em Porto Alegre, pelas oitavas da Copa do Brasil.
O jogo
O São Paulo, com Kaká e Ganso dominando o meio-campo, foi mais efetivo no primeiro tempo e chegou à área santista tocando a bola de forma consciente, abrindo espaços e envolvendo o adversário. O time santista tinha dificuldade para construir jogadas e só conseguiu ameaçar em bolas paradas ou em erros da zaga do São Paulo. Quando tentou contra-atacar, falhou no passe final. Gabriel, que substituiu Robinho, pouco apareceu. Aos 23, a superioridade são-paulina foi registrada no placar. Após cobrança de lateral da direita, Alan Kardec desviou, e Ganso, com extrema categoria, dominou e bateu de virada. Um golaço.

O Santos voltou bem melhor para o segundo tempo. Rildo entrou no lugar de Leandro Damião no intervalo, e Gabriel passou a atuar mais centralizado. Essa mexida deu mobilidade ao time santista, que adiantou a linha de meio-campo e passou a jogar mais perto da área são-paulina. Mena foi bem acionado pela esquerda e fez bons cruzamentos, mas o ataque tinha dificuldades para concluir as jogadas. O São Paulo já não tinha a efetividade do primeiro tempo, e demorava a chegar ao ataque.
À medida que o tempo foi passando, o Santos foi intensificando suas ações ofensivas, aproximando-se ainda mais da área são-paulina, mas a zaga tricolor, atenta, não permitia a conclusão das jogadas. O Peixe não se entregava e acabou premiado aos 40 minutos. O empate saiu em pênalti sofrido por Rildo e muito bem batido por Gabriel. O Tricolor, porém, não estava morto. Pressionando em busca da virada, o Santos deixou espaços atrás, e Pato se aproveitou. Aos 42, o atacante foi lançado por Denilson e chutou. Aranha deu rebote e o próprio Pato completou para o gol vazio, definindo a vitória.

VITÓRIA DA PAZ: COM DOIS GOLS DE FRED, FLU GOLEIA O SPORT E ESPANTA A CRISE

Cícero jogo Fluminense x Sport (Foto: Nelson Perez / Site Oficial do Fluminense)
De "vilão" da má fase a salvador de um Fluminense que não ganhava havia quatro jogos, um deles pela Copa do Brasil. Fred protagonizou este paradoxo, com dois gols e uma assistência a Cícero, na goleada tricolor sobre o Sport por 4 a 0, neste domingo, no Maracanã, pela 17ª rodada do Brasileirão. O resultado selou a paz com os torcedores (Foram 11.631 pagantes, com renda de R$ 227.210,00), que demonstraram inquietação e muita irritação nos últimos dias, alguns de facções organizadas, inclusive, realizando protestos. Ainda assim, os cariocas continuam fora do G-4: estão em quinto, com 29 pontos. A equipe pernambucana, por sua vez, manteve a sina de maus resultados fora de casa (não soma três pontos desde a nona rodada ao superar o Vitória), mesmo com a presença de duas das grandes contratações do ano: Diego Souza e Ibson.
Na próxima rodada, o Fluminense viaja para São Paulo, onde encara o Corinthians, no domingo, às 16h (de Brasília). O Sport, por sua vez, recebe o Criciúma em casa, no mesmo dia e horário, em busca de uma recuperação para avançar mais posições na tabela - equipe pernambucana segue na parte intermediária da competição, em 8º. Antes, porém, atuam pela Copa Sul-Americana, ambos na quinta-feira. O Sport recebe o Vitória, na Ilha do Retiro, enquanto o Flu duela com o Goiás.
O jogo
O primeiro tempo da partida foi equilibrado em termos de estatísticas. A posse de bola se manteve quase igual, sem grandes variações, indo ao máximo de 52% para cada time. O mesmo com números de chutes a gol, passes errados, escanteios, bolas levantadas na área e afins. A grande diferença, nos primeiros 25 minutos, era a velocidade com que o Sport criava suas jogadas. Explorava uma zaga lenta do Fluminense e que, por muitas vezes, demorava a se reposicionar. Porém, pecou ao não acertar a pontaria e finalizar com mais qualidade. Teve sua grande chance aos 28, quando Felipe Azevedo chutou e foi prensado por Elivelton. Na sequência, Patric mandou a bola na trave.
Aí, o Sport acabou pagando por não marcar. O Tricolor se encaixou. Fred, especialmente, se reencontrou. Aos 34, serviu com muita qualidade Cícero, após roubada de bola. O volante abriu o placar. Aos 42, é ele mesmo quem marca. O atacante volta a fazer o seu após dois jogos (último tento havia sido na eliminação da Copa do Brasil, na derrota para o América-RN por 5 a 2). Cícero serviu Fred, que fez de cabeça.
Veio a tranquilidade para o segundo tempo. Ou a confiança, como Sobis afirmou ao fim da partida. Se o Sport buscava pressionar nos primeiros momentos, o Fluminense chegou com um balde de água fria. Logo aos 4 minutos, Conca fez o seu. O argentino, vice-artilheiro do time no ano com 11 gols, trabalhou com inteligência ao cobrar uma falta direto às traves de Magrão, surpreendendo o goleiro e os adversários. 
Com o placar altamente desfavorável e sem demonstrar forças para conseguir invertê-lo, o Sport abusou dos lançamentos de longa distância, esperando um lampejo de sorte. Neto Baiano era o jogador buscado, porém, quase nunca encontrado. Antes de ser substituído, Fred ainda marcou mais um: o seu 13º no ano. Fechou o placar, encerrando a goleada. Ao deixar o gramado, foi aplaudido, mas ainda teve que ouvir vaias das facções organizadas, gerando tumulto na arquibancada. Ainda assim, foi o resultado de reencontro com a paz.

PALMEIRAS VENCE O CORITIBA, SAI DO Z-4 E AGORA SECA RIVAIS; COXA AFUNDA

Celso Roth Palmeiras X Coritiba (Foto: Marcos Ribolli)
O Palmeiras ganha uma noite de sono um pouco mais tranquila neste sábado. Após dez jogos consecutivos sem vitórias pelo Campeonato Brasileirão, o Verdão, enfim, tem motivos para festejar. Com a vitória por 1 a 0 sobre o Coritiba, neste sábado à noite, no Pacaembu, pela 17ª rodada, o Alviverde sai momentaneamente da zona de rebaixamento: com 17 pontos, está em 15º lugar. Já o Coxa, com 15, está em antepenúltimo. Juninho marcou o gol palmeirense.
O Verdão agora precisará secar seus concorrentes que jogam neste domingo para não passar o centenário, que será celebrado na próxima terça-feira, na zona de rebaixamento. Figueirense ou Vitória, que se enfrentam, Bahia (que pega o Atlético-PR, em Curitiba) e Criciúma (que recebe o Flamengo) podem ultrapassar a equipe paulista. O Coritiba também passará o domingo ligado na rodada. Caso Bahia e Vitória pontuem, o Coxa pode voltar à lanterna.
O Palmeiras volta a campo na próxima quarta-feira, às 22h, no Pacaembu, para começar a decidir com o Atlético-MG uma vaga nas quartas de final da Copa do Brasil. No mesmo dia, também às 22h, pelo mata-mata nacional, o Coritiba recebe o Flamengo, no Couto Pereira.
O JOGO
O Palmeiras iniciou o jogo sonolento, parecia anestesiado. O Coritiba se aproveitou dessa instabilidade do adversário e partiu para cima. No entanto, não soube concluir as jogadas, e o goleiro Fábio, apesar de ver a bola passando perto de sua área, acabou não levando sustos. Foi apenas um lapso momentâneo do Verdão, que logo acordou e tomou o controle do jogo. Aos poucos, o time paulista foi se soltando, trocando passes, envolvendo o Coxa e criando chances de gol. Allione e Marcelo Oliveira eram os jogadores mais lúcidos.

O volante, após bela arrancada pelo meio, aos 13 minutos de jogo, deixou Juninho livre para abrir o placar. O gol desestabilizou de vez a equipe curitibana, que, nervosa, passou a abusar das faltas. Leandro Almeida foi o símbolo do descontrole paranaense. Fez pênalti em Lúcio (o juiz chegou a assinalar a penalidade, mas voltou atrás porque o zagueiro do Verdão estava impedido) e depois foi expulso por falta dura em Mouche. Na saída para o intervalo, Henrique e Zé Love discutiram e houve início de confusão, que logo foi controlada.
Mesmo com um a mais durante todo o segundo tempo, o Palmeiras se enrolou. Não conseguiu tirar proveito do homem a mais em campo e foi presa fácil para a marcação do Coritiba. Isso se deve em parte a uma das mexidas de Celso Roth: a saída do atacante Keirrison para a entrada do zagueiro Lucas Claro, recompondo a defesa. Mas também aconteceu pelo excesso de erros de passe do meio-campo palmeirense, principalmente de Wesley - foram 26 erros da equipe, nove apenas do volante. Dessa forma, o Coxa acabou se desdobrando em campo e dominou o segundo tempo. Faltou, porém, maior capricho no toque final por parte dos paranaenses. Assim, prevaleceu o placar do primeiro tempo. Melhor para o time paulista.

HE-MAN FALHA, TARDELLI NÃO PERDOA: GALO BATE O INTER EM GRAMA CASTIGADA

Rafael Moura na partida contra o Atlético-MG (Foto: Alexandre Lops/Divulgação, Inter)
O Atlético-MG venceu novamente no Horto, mas desta vez teve de superar não apenas um rival organizado - o Internacional, vice-líder do Brasileirão - como também um gramado muito danificado no Independência, culpa de um show de axé realizado no último fim de semana. O time comandado por Levir Culpi ainda pode agradecer pela noite infeliz do atacante rival Rafael Moura, que, com o placar ainda em branco, perdeu duas grandes chances, a segunda beirando o inacreditável. Diego Tardelli, convocado para a Seleção e em grande fase, até perdeu uma oportunidade, mas na segunda não perdoou. Fuzilou o goleiro Dida aos 36 minutos do segundo tempo e deu ao Galo a vitória por 1 a 0.
O time da casa foi melhor que o rival no conjunto da obra, com um início de jogo sufocante e um segundo tempo mais na base da disposição do que da técnica. Assim superou um organizado Colorado, que só não teve sorte melhor devido à noite ruim de seu camisa 11. No fim das contas, quem também ficou satisfeito com o resultado no Horto foi o Cruzeiro, que viu o vice-líder perder pela segunda vez seguida. A vantagem para o Inter é de cinco pontos e pode pular para oito no domingo, quando a Raposa visita o Goiás. O Inter permanece, pelo menos até que a rodada se complete, em segundo lugar, com 31 pontos, enquanto o Galo sobe para sexto, com 26.
Agora os dois times deixam o Brasileirão de lado e voltam suas atenções para Copa do Brasil e Sul-Americana, respectivamente. O Atlético-MG vai até São Paulo para enfrentar o Palmeiras pelo torneio nacional. O jogo será na quarta, às 22h (de Brasília). No mesmo dia e horário, porém pela competição continental, o Colorado recebe o Bahia no Beira-Rio.
O Atlético-MG começou em ritmo alucinante e, com menos de 15 segundos de jogo, já dava um calor na defesa adversária. Passada a pressão inicial, o Inter começou a se organizar melhor em campo para armar os contragolpes. Aos 15 minutos, Leonardo Silva quase colocou para dentro da própria meta, o que seria o segundo gol contra em dois jogos. O domínio do Galo passou a ser apenas territorial, sem ameaçar de fato a meta de Dida. Na saída para o intervalo, um empate sem gols que era ruim para os dois lados.
He-Man falha, Tardelli não perdoa
Com Alex na vaga de D’Alessandro, o Inter tentou se manter com a bola nos pés. Rafael Moura, então, teve suas duas chances. Na primeira, parou em São Victor. Na segunda, com o goleiro já caído, o atacante colorado conseguiu perder de forma incrível: dentro da pequena área, mandou na trave, para desespero dos companheiros. Levir fez o que pôde com as peças de reposição. Aos poucos, lançou Luan, Marion e Jô nas vagas de Maicosuel, André e Rafael Carioca. O castigo para o He-Man veio pelos pés do melhor jogador do Galo, o selecionável Diego Tardelli. Ao receber do espoleta Luan um ótimo passe dentro da área, aos 36 minutos, o camisa 9 mandou uma pancada que Dida não teve condições de defender. Foi o gol de número 104 do jogador em 201 jogos com a camisa do clube. O gol que garantiu os três pontos no gramado castigado do Independência.

RAMÍREZ FAZ GOLAÇO, BOTAFOGO VENCE CHAPECOENSE E RESPIRA NO BRASILEIRÃO

Ramirez comemora gol do Botafogo contra a Chapecoense (Foto: Vitor Silva / SSpress)
O Botafogo não precisou ser brilhante para deixar o Maracanã reabilitado no Campeonato Brasileiro. Pressionado com a proximidade da zona do rebaixamento, o Alvinegro soube controlar o jogo e se impôs, diante de 18.450 torcedores (15.909 pagantes), seu maior público no estádio neste nacional. Coube ao peruano Ramírez presentear o torcedor com um golaço, que decretou a vitória por 1 a 0 diante de uma tímida Chapecoense, que abdicou do ataque em boa parte do confronto.
Nesta noite, os dois times deram uma mostra da irregularidade geral da maioria dos times no Brasileirão. O Botafogo em nada repetiu a péssima atuação da derrota na última quarta-feira para o Figueirense, enquanto a Chapecoense não foi sombra do time que pressionou e venceu o Fluminense no mesmo dia.
O triunfo alivia o time carioca, que começou a rodada apenas um ponto fora do Z-4. O Botafogo chega aos 19 pontos, mesma pontuação da Chapecoense. O Criciúma, com 17, encabeça a zona do rebaixamento.
Pelo Brasileirão, os dois times voltam a jogar no próximo fim de semana. Novamente no Maracanã, o Botafogo recebe o Santos, no domingo (31), às 16h. Um dia antes, a Chapecoense encara o líder Cruzeiro no Mineirão, às 18h30. O Alvinegro carioca ainda tem compromisso na quarta-feira contra o Ceará, pelas oitavas de final da Copa do Brasil, no Maracanã, às 22h.
Ramírez no capricho
O primeiro tempo foi amplamente favorável ao Botafogo, que controlou o jogo e não correu riscos. O time chegou bem quando procurou as tabelas e os passes curtos entre Zeballos e Ramírez, que ditaram o ritmo da equipe. Porém, em muitos momentos a equipe apostou na bola alta em busca de Ferreyra, que esteve apagado e foi neutralizado pela zaga da Chapecoense. 
Além disso, Edílson, pouco inspirado, errou muitos cruzamentos, prejudicando a jogada aérea. Os visitantes, por sinal, apenas se defenderam e não incomodaram a meta de Jefferson. Zezinho eventualmente era lançado, mas a aposta em sua velocidade não funcionou. O que deu certo foi o lindo chute de Ramírez aos 31 minutos. O peruano, do bico da grande área, arriscou e acertou o ângulo esquerdo de Danilo. Um golaço, levando ao delírio o torcedor alvinegro.
A sorte alvinegra
O Botafogo deu a falsa impressão de que liquidaria o jogo nos minutos iniciais do segundo tempo, quando Ramírez e Zeballos ainda tinham gás. No entanto, o time novamente errou muito próximo à area catarinense. A dupla, então, cansou, e os cariocas ficaram sem poder de fogo, já que Ferreyra era presa fácil em meio aos zagueiros. Com a entrada de Tiago Luis, a Chapecoense passou a arriscar mais. Jefferson, aos 16, salvou de forma milagrosa cabeçada de Grolli, que estava em posição duvidosa. Bruno Rangel, aos 25, mandou na trave do goleiro alvinegro, que ainda contou com a sorte. A bola bateu em suas costas e correu para fora da direção do gol. No fim, muitos cruzamentos na área do Botafogo, que suportou a pressão sem correr riscos.

CRUZEIRO SUPERA MARCAÇÃO DO GRÊMIO, MARCA NO FIM E AMPLIA FOLGA NA PONTA

Lucas Silva Cruzeiro x Grêmio (Foto: Bruno José / Futura Press)
Se não dá para ser na técnica, vai na raça. Foi assim que o Cruzeiro conseguiu a difícil vitória por 1 a 0 sobre o Grêmio, na noite desta quinta-feira, no Mineirão, com gol de Dagoberto aos 40 minutos do segundo tempo. A jogada decisiva da partida teve origem numa roubada de bola no campo de defesa pelo zagueiro Dedé, que arrancou pela direita e fez cruzamento perfeito para a cabeçada certeira do atacante, que entrou na segunda etapa. O jogo, que marcou a volta de Felipão ao Mineirão após a derrota de 7 a 1 para a Alemanha com a seleção brasileiras, na semifinal da Copa do Mundo, teve público de 32.294 pagantes, com renda de R$ 1.424.807.

O resultado manteve o Cruzeiro, com impressionantes 91% de aproveitamento em casa, na liderança do Campeonato Brasileiro, com 36 pontos, ampliando para cinco a vantagem sobre Internacional e Corinthians, que dividem a segunda posição – o Timão perde para o Colorado nos critérios de desempate. O Grêmio é apenas o décimo colocado, com 22 pontos.

Na próxima rodada, o Cruzeiro vai ao Serra Dourada, em Goiânia, enfrentar o Goiás, domingo, às 18h30 (de Brasília). No mesmo dia, mas às 16h, o Grêmio recebe o Corinthians na Arena, em Porto Alegre.
Domínio tricolor
O jogo correspondeu às expectativas criadas antes de a bola rolar. Os dois times entraram em campo com propostas ofensivas. Logo de cara, Felipão tratou de anular um dos principais pontos fortes do Cruzeiro: o apoio dos laterais. Com Luan e Dudu abertos pelas pontas, Mayke e Egídio tiveram pouca liberdade para chegar ao campo de ataque. Isso forçou o time mineiro a concentrar as jogadas pelo meio, o que sobrecarregou Éverton Ribeiro, que pouco conseguiu mostrar por que foi lembrado por Dunga na recente convocação para a Seleção.

O destaque do Grêmio no primeiro tempo foi Dudu. Revelado nas categorias de base do Cruzeiro, o atacante bagunçou o sistema defensivo do ex-clube, com jogadas de habilidade e velocidade. Foram dele as duas principais jogadas dos primeiros 45 minutos. Em ambas, Fábio brilhou para evitar o gol gaúcho. Com o placar em branco, as emoções ficaram mesmo para o segundo tempo.
Acreditar até o fim

A partida ganhou em velocidade e emoção na etapa final. Marcelo Oliveira e Felipão mexeram nos times para acertar falhas na marcação e, principalmente, para aumentar o poder de fogo. Com Dagoberto de um lado e Fernandinho do outro, o jogo ficou aberto e com chances para os dois times. Mas o Grêmio continuava a impedir a maior parte das jogadas vindas dos convocados de Dunga, Éverton Ribeiro e Ricardo Goulart.

Quando o 0 a 0 parecia que não sairia do placar, Dedé roubou uma bola na defesa e disparou para o ataque. O zagueiro olhou para a área, viu a movimentação de Dagoberto e acertou um cruzamento certeiro na cabeça do atacante, que não perdoou Marcelo Grohe e fez o Mineirão explodir numa incrível festa. Felipão ainda teve que ouvir as provocações da torcida nos minutos finais. O Mineirão realmente não é um estádio que lhe traz sorte.