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sábado, 26 de abril de 2014

De mudança para Itaquera, Corinthians dá adeus ao Pacaembu, sua casa por 74 anos

O Corinthians faz neste domingo sua despedida do Pacaembu. Não será o derradeiro jogo da equipe no estádio que aprendeu a chamar de casa, mas é o último antes da abertura da Arena Corinthians, seu novo lar, marcada para 17 de maio. A partida contra o Flamengo pelo Campeonato Brasileiro terá homenagens à “Saudosa Maloca” e vão passar por lembranças dos oito títulos oficiais conquistados no estádio inaugurado em 1940.
Nenhum jogador do atual elenco do clube está entre os cinco que mais atuaram no estádio. Nesse ranking, o único corintiano vivo é Wladimir, que de 1972 a 1987 jogou 224 vezes no estádio. O recordista é Cláudio, ídolo nos anos 40 e 50, que jogou 322 vezes no “Paulo Machado de Carvalho”, nome oficial da agora ex-casa corintiana. Cláudio também é artilheiro do clube no Pacaembu com 186 gols.
O primeiro jogo do Corinthians no estádio foi em 28 de abril de 1940, um dia depois da sua inauguração. Venceu o Atlético-MG por 4 a 2 em torneio amistoso. Sua despedida acontece 74 anos depois. Nesse tempo foram oito títulos oficiais e 24 somando torneios festivos e amistosos. Por muitos anos o Corinthians se acostumou a decidir suas finais no Morumbi (foram três campeonatos brasileiros celebrados no estádio são-paulino).
Entre as conquistas mais antigas no Pacaembu a mais lembrada é a do Campeonato Paulista de 1954, o do “Quarto Centenário de São Paulo”, comemorado em fevereiro de 1955 depois de um empate em 1 a 1 com o Palmeiras. Depois dessa taça, foram anos de fila e a primeira conquista após o jejum de títulos, em 1977, foi celebrado no Morumbi.
Foram precisos 55 anos se passarem para o clube voltar a dar uma volta olímpica no Pacaembu. E foi em grande estilo. Em 2009, o clube conquistou o Paulistão de forma invicta após final contra o Santos. Vieram depois o título brasileiro de 2011 após partida contra o Palmeiras e o inesquecível título da Libertadores de 2012 com vitória por 2 a 0 sobre o Boca Juniors.
O goleiro Cássio, herói naquela conquista, lembra de outro jogo da campanha que marcou sua carreira e se tornou icônico para a torcida corintiana: a partida de volta das quartas de final contra Vasco. Uma defesa dele em chute cara a cara com Diego Souza permitiu que o Corinthians continuasse vivo no jogo até o gol de Paulinho que sacramentou a ida Às semifinais. "É sempre bom relembrar coisas boas, e aquilo vai ficar sempre marcado. Posso fazer grandes defesas ainda, mas essa vai ser a maior da minha carreira. Foi muito legal", afirmou o goleiro.
Mas não foram só alegrias vividas no Pacaembu para o Corinthians. Entre 326 derrotas no estádio estão algumas amargas como a do Brasileirão de 1994 para o Palmeiras, a eliminação da Libertadores de 2006 para o River Plate e o revés para o Vasco no Brasileiro de 2007 que praticamente selou o rebaixamento no Campeonato Brasileiro. Mesmo assim, no fim das contas, as boas lembranças para os corintianos são maioria.
O Corinthians poderá voltar a jogar no Pacaembu ainda neste ano por conta da necessidade de o clube precisar adaptar seu estádio em Itaquera após a Copa do Mundo com a retirada de estruturas exclusivas para o Mundial. Mas este 27 de abril, mesma data do primeiro jogo do clube do estádio em 1940, o sentimento será despedida e de agradecimento.
Números do Corinthians no PacaembuJogos: 1686
Vitórias 965
Empates 395
Derrotas 326
Gols pró 3.305
Gols contra 1.922
Quem mais fez gols pelo Corinthians no estádio1º Cláudio (1945 a 1957), 186 gols
2º Baltazar (1946 a 1957), 161 gols
3º Servílio (1940 a 1949), 100 gols
4º Luizinho (1949 a 1965), 86 gols
5º Marcelinho (1994 a 2010), 66 gols
Quem mais jogou pelo Corinthians no estádio1º Cláudio (1945 a 1957), 322 jogos
2º Luizinho (1949 a 1965), 269 jogos
3º Baltazar (1946 a 1957), 241 jogos
4º Wladimir (1972 a 1987), 224 jogos
5º Idário (1949 a 1959), 222 jogos
Títulos em torneios oficiais conquistados pelo Corinthians no estádio: 
Rio-São Paulo de 1950 e 1954, Paulistas de 1951, 1954 e 2009; Brasileiro de 2011; Libertadores de 2012; Supercopa Sul-Americana de 2013.

Dupla campeã paulista pelo Ituano acerta com o Vasco

Uma reunião que terminou há instantes definiu a ida do zagueiro Anderson Salles e do atacante Rafael Silva para o Vasco. Os jogadores foram campeões do Paulistão pelo Ituano e chegaram a ser cobiçados por outros times grandes do estado de São Paulo.
O acordo foi fechado com Ivan Rocha, ex-zagueiro do Tricolor e agente da dupla. Salles e Rafael Silva ficam no Vasco pelo menos até o fim de 2015, com possibilidade de prorrogação da permanência.
Antes de o Vasco entrar na disputa, os artilheiros do Ituano no ano tiveram longa negociação com o Palmeiras, a pedido do técnico Gilson Kleina. Porém, não houve acerto financeiro entre o procurador dos atletas e o diretor-executivo do Verdão, José Carlos Brunoro.
Anderson Salles, autor de seis gols no Paulistão, ainda esteve na mira do São Paulo. O Tricolor, no entanto, o queria de graça e Ivan Rocha exigia a compra de uma participação dos direitos econômicos do zagueiro.
Em Goiânia - Outro campeão paulista pelo Ituano que acertou seu futuro hoje foi Esquerdinha. Revelado como lateral, o agora meia-atacante vai defender o Goiás na Série A do Brasileiro. Ele também tem Ivan Rocha como representante.
O primeiro do elenco do Ituano a deixar o clube havia sido o goleiro Vagner, que teve 65% de seus direitos econômicos comprados por Carlos Leite e jogará a Série B pelo Avaí.

segunda-feira, 21 de abril de 2014

Jogando mal e com arbitragem duvidosa, Palmeiras vence Criciúma fora

Leandro comemora o primeiro gol do Palmeiras contra o Criciúma
A terceira camisa do Palmeiras também pesa. Foi na força dela, estreante, homenagem ao centenário, que a equipe virou o jogo contra o Criciúma e fez 2 a 1 nos minutos finais. Foi no talento de Fernando Prass, autor de quatro defesas difíceis, e na competência de Alan Kardec, que cabeceou sozinho aos 42 do segundo tempo. Mas o resultado tem também a parcela do árbitro André Luiz de Freitas Castro, que não viu o zagueiro Tiago Alves cometer dois pênaltis no mesmo lance - deu uma voadora em Silvinho e pôs a mão na bola - quando o Criciúma vencia por 1 a 0, gol de Paulo Baier.
Não se pode deixar um jogador como Kardec livre na área. Faltava pouco para o fim do jogo, e ele subiu sozinho na área, observado por três adversários, após boa cobrança de falta de Wesley, que entrou no intervalo no lugar de Marcelo Oliveira. Leandro, autor do primeiro gol, cinco minutos antes, também iniciou o segundo tempo saindo do banco, na vaga de Marquinhos Gabriel. A estrela do técnico Gilson Kleina brilhou.
A vitória fora de casa deixa o Palmeiras com três pontos. O próximo jogo, no sábado, será contra o Fluminense, no Pacaembu. Já o Criciúma, castigado, terá pela frente o Goiás no domingo, em Itumbiara.
Foram 11.768 barulhentos torcedores. O minuto de silêncio em homenagem a Luciano do Valle teve emocionantes aplausos. A posse de bola no primeiro tempo foi do Palmeiras: 62% traduzidos em quase nada. Paulo Baier bateu falta, Kardec desviou de cabeça para trás, e o árbitro deu gol para o camisa 10 do Criciúma, que chegou a 103 na era dos pontos corridos.
Apoiado na velocidade do lateral Eduardo e na implacável marcação de Serginho em Valdivia, o Tigre voltou ainda melhor na etapa final. Fernando Prass ia impedindo uma vitória até folgada. Quando nada indicava uma reação do Palmeiras, Escudero, de quem sempre se espera emoção, se jogou na bola no chute de Leandro e enganou o goleiro Bruno. Minutos depois, veio a virada de Kardec. Ao time de Caio Júnior, restaram reclamações no apito final.

Santos tropeça na Vila Belmiro e empata com Sport

No empate com o Sport por 1 a 1, na Vila Belmiro, o Santos voltou a mostrar ontem os problemas que o impediram de chegar ao título paulista. A dificuldade na armação diante de uma retranca, a pouca movimentação e a má fase de Leandro Damião, que saiu xingado pela torcida, foram mais lembradas do que as duas bolas na trave que o time acertou em chutes de longe.
Antes do jogo, Oswaldo de Oliveira prometeu que o Santos seria o mesmo do Campeonato Paulista. Mas deixou uma dúvida: o time repetiria as atuações da fase de classificação, quando foi imbatível e soberano na Vila, ou seria a equipe travada das finais, ocasião em que ficou presa na armadilha tática montada pelo campeão Ituano?
Cicinho respondeu à questão logo aos seis minutos, quando acertou uma bola na trave. Geuvânio reafirmou a postura ofensiva com outro chute que acertou o poste, dez minutos depois. O Santos tocou com velocidade, buscou os lados do campo e encurralou o rival. Nos primeiros 20 minutos, foram cinco finalizações, contra nenhuma dos pernambucanos. 
Um dos segredos foi a boa atuação dos dois jogadores que acertaram a trave. Quando Geuvânio avançava pelo meio, atraía a marcação de Renê. Com isso, Cicinho deitava e rolava pelo lado direito. Os pontos dissonantes foram Leandro Damião e Thiago Ribeiro. Distante da área, o camisa nove participou pouco do jogo e continua com saldo devedor. Thiago não conseguiu sair da sombra de Patric.
Essas falhas, somadas ao toque de bola do Sport, que descobriu na cadência do jogo uma saída para segurar a velocidade do adversário, mudaram a cara da partida. O que parecia um jogo com potencial para goleada se transformou em uma disputa morna e sonolenta.
Defensivamente, o Santos não tinha com o que se preocupar. O Sport não existia no ataque e deu seu primeiro chute a gol aos 29. Os visitantes tiveram uma atuação amarela como o seu próprio uniforme – uma homenagem à seleção japonesa, que vai disputar um jogo da Copa na Arena Pernambuco.
Leandro Damião conseguiu ser ainda mais improdutivo no segundo tempo. Aos três minutos, perdeu uma chance de ouro com o gol vazio. Ironicamente, foi Durval, ex-santista, quem dificultou a finalização.
No início do segundo tempo, o Santos se entregou preguiçosamente à marcação. Mudou do vinho para a água. As duas substituições forçadas por problemas físicos (Neto e Arouca) diminuíram o campo de manobra do treinador. Do outro lado, o técnico Eduardo Baptista, filho de Nelsinho Baptista, mexeu bem. Usou Ananias para dar movimentação e confundir a zaga santista. Aos 27, numa falha coletiva da defesa da casa, Neto Baiano marcou. Foi um dos poucos contra-ataques do Sport.
Ainda sem conseguir furar o bloqueio rival, Geuvânio retomou uma arma do início do jogo: ele chutou de fora da área e Gabriel desviou para o gol. A igualdade, no entanto, não foi suficiente para diminuir a frustração e a bronca da torcida.
FICHA TÉCNICA:
SANTOS 1 X 1 SPORT
SANTOS - Aranha; Cicinho, Neto (Jubal), David Braz e Mena; Arouca (Alan Santos), Cícero e Thiago Ribeiro (Lucas Lima); Geuvânio, Leandro Damião e Gabriel. Técnico:Oswaldo de Oliveira.
SPORT - Magrão; Patric, Ferron, Durval e Renê; Rodrigo Mancha, Ewerton Páscoa (Rithely), Renan Oliveira (Augusto César) e Wendel (Ananias); Felipe Azevedo e Neto Baiano. Técnico: Eduardo Baptista.
GOLS - Neto Baiano, aos 27, e Gabriel, aos 34 minutos do segundo tempo.
ÁRBITRO - Arilson Bispo da Anunciação (BA).
CARTÕES AMARELOS - Jubal (Santos); Rodrigo Mancha, Ferron, Neto Baiano (Sport).
RENDA - R$ 142.391,00.
PÚBLICO - 7.964 pagantes.
LOCAL - Estádio da Vila Belmiro, em Santos (SP). 

Flamengo empata com o Goiás no Mané Garrincha


Tropeço na estreia. O Flamengo não passou do 0 a 0 com o Goiás no Mané Garrincha
Foto: Jorge William / Agência O Globo
Sem conseguir superar a retranca rival e suas próprias limitações ofensivas, o Flamengo estreou no Campeonato Brasileiro com um empate em 0 a 0 com o Goiás, jogando como mandante no Mané Garrincha, em Brasília. Além do tropeço em campo, o rubro-negro também decepcionou na arquibancada, com pouco mais de 19 mil torcedores presentes, apenas um terço dos mais de 60 mil ingressos postos à venda. Em 14º lugar na tabela com o ponto conquistado na primeira rodada, o time da Gávea vai enfrentar o Corinthians, no Pacaembu, no próximo domingo.

O Flamengo até mostrou postura ofensiva, principalmente no primeiro tempo. Passado o susto logo aos dois minutos, quando Chicão tentou cortar de cabeça, e a bola acabou batendo em seu braço esquerdo - o árbitro Anderson Daronco (RS) considerou toque involuntário -, o Flamengo não demorou a tomar conta da partida. Mas, apesar de chegar regularmente à área adversária, faltou capricho nas conclusões, do início ao fim do jogo.
Aos 17, Luiz Antônio cobrou escanteio, e Wallace cabeceou rente ao travessão. Dois minutos depois, o cruzamento veio da esquerda, e o zagueiro dividiu com Renan no alto, mas mandou novamente para fora. A pressão continuou e, depois de novo escanteio, Chicão dominou no bico da pequena área e chutou de esquerda, para boa defesa de Renan.
O goleiro do Goiás voltou a trabalhar aos 25, espalmando o chute perigoso de Lucas Mugni, na única boa jogada do argentino, que destoou do restante da equipe carioca pela pouca mobilidade na etapa inicial. Na melhor chance do Goiás, David cobrou falta da entrada da área, e Felipe defendeu em dois tempos, no canto direito. O Flamengo respondeu na mesma moeda, aos 34, em falta batida de longe por Luiz Antônio, rente à trave direita.
Na volta do intervalo, o técnico Jayme de Almeida mudou a estrutura da equipe rubro-negra, tirando o cabeça-de-área Amaral, que já tinha cartão amarelo, para a entrada do meia-atacante Gabriel, mais um jogador para explorar o lado direito do ataque.
E foi por ali que o Flamengo voltou a levar perigo no início do segundo tempo. Após boa troca de passes no ataque, Gabriel foi lançado na área e cruzou para Alecsandro na pequena área, mas Renan abafou a conclusão, aos 13. Em seguida, Leo Moura cruzou para Lucas Mugni, mas a zaga atrapalhou a conclusão do argentino, que acabou substituído por Matheus minutos depois.
Além de não consgeuir superar a retranca goiana, o Flamengo ainda levou alguns sustos no fim. Aos 38, David recebeu livre na área, em contra-ataque, mas chutou fraco, em cima de Felipe. Logo depois, Wellington Júnior também teve chance, mas também facilitou a vida do goleiro. Quase no fim, um torcedor rubro-negro atirou um garrafa plástica de água no campo, e um dos assistentes a entregou ao árbitro. O clube deve ser denunciado, e corre risco de ser punido até com perda de mando de campo, mas o torcedor que atirou o objeto foi identificado e retirado da arquibancada pela polícia, o que pode servir de atenuante no julgamento.
FLAMENGO 0 X 0 GOIÁS



Estádio: Mané Garrincha, em Brasília (DF)

Data/hora: 20/4/2014 - 18h30

Árbitro: Anderson Daronco (RS)

Auxiliares: Danilo Ricardo Simon Manis (SP) e Carlos Augusto Nogueira Junior (SP)

Renda/público: R$ 1.144.515,00 / 19.012 presentes

Cartões amarelos: Amaral, Léo Moura, Lucas Mugni, Wallace (FLA) e Araújo, Tiago Real, Thiago Mendes (GOI)

FLAMENGO: Felipe, Léo Moura, Chicão, Wallace e Everton; Amaral (Gabriel intervalo), Márcio Araújo, Luiz Antonio e Lucas Mugni (Mattheus 19'/2ºT); Paulinho e Alecsandro. Técnico: Jayme de Almeida.

GOIÁS: Renan, Vitor, Jackson, Pedro Henrique e Lima; Amaral, David, Thiago Mendes e João Paulo (Ramon 27'/2ºT); Rychely (Tiago Real 15'/2ºT) e Araújo (Welinton Junior 39'/2ºT). Técnico: Ricardo Drubscky.

Reservas do Cruzeiro vencem o Bahia na estreia

No duelo entre os campeões estaduais baiano e mineiro, o Cruzeiro se deu melhor e saiu vitorioso da Arena Fonte Nova neste domingo. O clube celeste, que estava com os reservas, venceu o Bahia por 2 a 1, em jogo válido pela primeira rodada do Campeonato Brasileiro. Os gols da vitória cruzeirense foram marcados por Nilton e Marcelo Moreno, enquanto que o time da casa diminuiu com Anderson Talisca.
Na próxima rodada, o Bahia irá visitar o Figueirense na Arena Barueri, em São Paulo. O Cruzeiro receberá o São Paulo no Parque do Sabiá, em Uberlândia.
O jogo – Antes do confronto começar, os clubes trocaram as faixas dos campeonatos conquistados neste ano, já que ambos ganharam os estaduais que disputaram nesta temporada.
O time da casa começou melhor, demonstrando mais disposição a atacar o rival de Minas Gerais. O Cruzeiro se defendia, mas também avançava em direção à área do clube baiano, com pouco perigo.
Logo no começo, o elenco celeste teve uma boa chance. Aos cinco minutos, Willian entrou na área e dividiu com o goleiro Marcelo Lomba, que conseguiu mandar a bola para escanteio.
As chances na primeira etapa foram escassas. Ambos os times apostaram muito no contra-ataque para criar oportunidades de gol. Os chutes de longa distância também foram muito utilizados, mas nenhum gerou ameaça aos goleiros.
Quando faltava pouco para os times irem para os vestiários, aos 45, o Bahia quase inaugurou o placar. Rhayner fez boa jogada e tocou para Lincoln, que rapidamente viu Maxi Biancucchi desmarcado. O argentino invadiu a área e chutou no arco cruzeirense, mas Fábio realizou uma boa defesa.
O segundo tempo começou com amplo domínio cruzeiro. O time de Minas Gerais dava sinais que ia abrir o placar. Aos 14 minutos, Souza aproveitou o espaço dado pelos defensores do Bahia e arriscou de longe, acertando a trave esquerda do gol defendido por Marcelo Lomba.
Na sequência, aos 17 minutos, o placar da Arena Fonte Nova foi inaugurado pelo Cruzeiro. Marlone cobrou escanteio e Nilton cabeceou a bola no canto direito do goleiro do Tricolor Baiano.
O Bahia tentou responder rapidamente. Rafinha chutou fraco, mas o goleiro Fábio se atrapalhou e acabou dominando mal a bola, que acabou sobrando para Rhayner. O atacante rematou e o guarda-meta teve que dividir com o atleta rival para evitar o gol do time da casa.
A equipe da casa chegou ao empate aos 35 minutos, após pênalti sofrido por Rhayner, que driblou Nilton e o volante derrubou o jogador. Anderson Talisca foi para a cobrança e converteu a penalidade máxima para alegria dos torcedores presentes na Arena Fonte Nova.
Aos 40 minutos, um torcedor jogou um copo no gramado e o árbitro Luiz Flávio de Oliveira paralisou a partida. A polícia logo identificou o infrator.
O Cruzeiro fez o gol da vitória no final da partida, aos 44 minutos do segundo tempo. Após cobrança de escanteio, Marcelo Moreno subiu livre e cabeceou forte para o fundo do gol baiano.

Atlético-MG e Corinthians iniciam o Brasileirão com empate sem gols

O Corinthians conseguiu o que buscava no Parque do Sabiá, em Uberlândia. Pontuar era a meta estabelecida pelo técnico Mano Menezes – algo que ficou claro em suas substituições –, e o empate por 0 a 0 com o Atlético-MG só não foi mais comemorado porque Guerrero perdeu um gol na pequena área no finalzinho.
Apesar do placar, não foi ruim a estreia dosalvinegros no Campeonato Brasileiro. As duas equipes tocaram bem a bola, com Diego Tardelli e o estreante Petros orquestrando as ações ofensivas, mas os goleiros apareceram bem nos momentos em que as defesas foram superadas e mantiveram o placar zerado.
Os atleticanos reclamaram de um pênalti cometido por Luciano, no primeiro tempo, e os corintianos pediram penalidade máxima de Pierre no lance em que Guerrero parou em Victor, já nos minutos derradeiros. Queixas à parte, cada time deixou o estádio com um ponto que não considerou muito insatisfatório.
Finalizada a estreia, o Atlético-MG dá atenção à Copa Libertadores, abrindo na próxima quarta-feira, na Colômbia, o confronto das oitavas de final com o Nacional. O Corinthians, que já teve um mês de preparação, ganha mais uma semana até a partida contra o Flamengo, no domingo, no Pacaembu.
Em busca do espaço
O Atlético-MG teve de se virar sem Jô, preservado por causa de dores na coxa direita. Entrou Guilherme, que se revezou de maneira inteligente com Diego Tardelli no comando ataque. Tardelli foi habilmente buscar a bola na intermediária com frequência e dali orquestrou o time mineiro no primeiro tempo, já que Ronaldinho não apareceu.
Já o Corinthians contava com a movimentação de Jadson e a boa presença do estreante Petros. Assim como o adversário, a equipe de Mano Menezes trocava passes em busca do espaço, tentando desestabilizar a marcação e criar oportunidades mais claras para balançar a rede.
Nesse jogo de paciência, a primeira chance foi do Atlético, em ótimo passe de Tardelli para Guilherme, que parou em Cássio. Do outro lado, Victor também saiu bem após toque de Fábio Santos para Luciano. A partir dos 15 minutos, as defesas se ajustaram melhor, e o perigo ficou um pouco mais restrito às bolas paradas.
Cleber recebeu batida de Jadson e errou o cabeceio, culpando o braço erguido de Otamendi e pedindo pênalti. Mais razão teriam os atleticanos se reclamassem de toque de mão de Luciano em batida de falta de Ronaldinho. O atacante levou o cotovelo em direção a bola e a desviou para escanteio.
Desse tiro de canto, saiu um lance perigoso, tendo Cássio a rede balançada pelo lado de fora. Do outro lado, Petros recebeu de Guilherme, achou o espaço na intermediária e só não marcou um golaço no chute forte porque Victor, bem colocado, saltou para impedir que a bola entrasse em seu ângulo direito.
Atlético-MG melhor até a entrada de Guerrero
O Atlético-MG voltou melhor para o segundo tempo. Com participação discreta de Romarinho e ruim de Luciano, o Corinthians não conseguia segurar a bola na frente, e os donos da casa – ou quase isso – ocupavam o campo de ataque com grande frequência.
Tardelli teve grande chance de abrir o placar aos dez minutos, em contra-ataque puxado por Fernandinho, e, na cara de Cássio, bateu por cima. Pouco depois, foi a vez de Fernandinho sair na cara do grande goleiro, corintiano, que usou sua envergadura para evitar o drible.
Mano Menezes percebeu as dificuldades e trocou Luciano por Guerrero. Foi óbvio o crescimento da equipe com a entrada do peruano. Logo na sequência, em jogada com participação dele, a bola foi tocada por Jadson a Petros, que cortou a marcação e bateu à direita.
Houve equilíbrio nos minutos finais, com Paulo Autuori apostando em Marion e Neto Berola. Satisfeito com o resultado, Mano trocou Jadson e Guilherme por Zé Paulo e Bruno Henrique. Mesmo assim, esteve perto de comemorar a vitória já nos instantes finais.
Aos 43 minutos, Romarinho recebeu um lançamento longo na direita e deu um passe por cima para Guerrero, que dominou no peito e jogou a bola para a entrada da pequena área. Apertado por Pierre, que tentou um carrinho desesperado, o peruano bateu em cima do goleiro e reclamou de pênalti. Ele não foi atendido, e o placar seguiu zerado.
FICHA TÉCNICA
ATLÉTICO-MG 0 X 0 CORINTHIANS
Local: estádio Parque do Sabiá, em Uberlândia (MG)
Data: 20 de abril de 2014, domingo
Horário: 16h (de Brasília)
Árbitro: Heber Roberto Lopes (SC)
Assistentes: Wagner de Almeida Santos (RJ) e Michael Correia (RJ)
ATLÉTICO-MG: Victor; Alex Silva, Leonardo Silva, Otamendi e Emerson Conceição; Pierre e Leandro Donizete; Guilherme (Neto Berola), Ronaldinho, Diego Tardelli e Fernandinho (Marion)
Técnico: Paulo Autuori.
CORINTHIANS: Cássio; Fagner, Cleber, Gil e Fábio Santos; Ralf, Guilherme (Bruno Henrique), Petros e Jadson (Zé Paulo); Luciano (Guerrero) e Romarinho
Técnico: Mano Menezes.