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quarta-feira, 9 de abril de 2014

Seleção do Paulistão tem cinco do Santos, trio palmeirense e um do Ituano

Nesta quarta-feira, a Federação Paulista de Futebol anunciou a Seleção do Campeonato Paulista de 2014 e os prêmios individuais da competição. Cícero, do Santos, foi eleito o craque do Estadual, e seu companheiro Geuvânio, a revelação, com 73% dos votos. O meia Léo Costa, do Rio Claro, foi escolhido como Craque do Interior.
No time ideal do Paulistão, o Santos é a equipe com mais representantes, com o lateral Cicinho, o volante Arouca, os meias Cícero e Geuvânio, o atacante Thiago Ribeiro e o técnico Oswaldo de Oliveira. Também finalista da competição, o Ituano emplacou apenas o zagueiro Anderson Salles na lista da FPF.
Dos quatro grandes de São Paulo, apenas o Corinthians, eliminado ainda na primeira fase, foi ‘ignorado’ na premiação. Com Fernando Prass, Lúcio e Alan Kardec, o Palmeiras teve três atletas escolhidos e foi o segundo time mais lembrado na Seleção do Campeonato. O único representante são-paulino é o lateral esquerdo uruguaio Álvaro Pereira. Quem completa a lista é o volante Hudson, ex-Botafogo-SP, anunciado recentemente como reforço do São Paulo.
Confira abaixo a lista completa dos premiados da edição atual do Campeonato Paulista:
Goleiro: Fernando Prass (Palmeiras)
Lateral direito: Cicinho (Santos) 
Zagueiros: Lúcio (Palmeiras) e Anderson Salles (Ituano) 
Lateral esquerdo: Álvaro Pereira (São Paulo) 
Volantes: Arouca (Santos) e Hudson (Botafogo-SP) 
Meias: Cícero e Geuvânio (Santos) 
Atacantes: Thiago Ribeiro (Santos) e Alan Kardec (Palmeiras) 
Técnico: Oswaldo de Oliveira (Santos)
Revelação: Geuvânio (Santos) - 73% dos votos
Craque do Interior: Léo Costa (Rio Claro) -34% dos votos
Craque da Competição: Cícero (Santos) - 36% dos votos.

Para MP-RS, Beira-Rio não tem condições de sediar o Gre-Nal na decisão do Gaúcho

O Estádio Centenário, em Caxias do Sul, está cada vez mais perto de ser a sede do Gre-Nal que decidirá o título gaúcho de 2014. Na manhã desta quarta-feira, o Ministério Público do Rio Grande do Sul emitiu uma nota oficial relatando não ter recebido os laudos técnicos de segurança do Estádio Beira-Rio, onde o Internacional pretende sediar a partida. O texto afirma também que o estádio colorado não tem condições de receber o clássico.
"A Promotoria de Justiça Especializada do Torcedor emitiu nesta quarta-feira, 9, notificação à Federação Gaúcha de Futebol (FGF) informando que o Estádio Beira-Rio não reúne, no momento, as condições exigidas pelo artigo 23 do Estatuto do Torcedor para sediar partidas oficiais de futebol", diz o primeiro parágrafo da nota oficial. "A cientificação reforça, ainda, que o Beira-Rio está com obras em andamento e que, sabidamente, o entorno da praça desportiva apresenta restos de materiais de construção", ressalta outro trecho do texto.
O temor das autoridades é o de que os detritos gerados pela obra virem potenciais armas nas mãos dos torcedores mais exaltados dos dois clubes, o que poderia causar ferimentos graves em caso de confronto entre as torcidas. Há também o temor de que torcedores do Grêmio depredem suas acomodações no estádio rival - colorados arrancaram cadeiras no último Gre-Nal realizado na Arena gremista. A definição do local da partida por parte do Internacional deve se dar ainda nesta quarta-feira.

segunda-feira, 7 de abril de 2014

Em tarde de Léo Gamalho, Santa Cruz vence o Sport e fica perto da final

Léo Gamalho marcou duas vezes e Santa venceu o Sport
O Santa Cruz recebeu o Sport pela primeira partida da semifinal do Campeonato Pernambucano. Tricolores e Rubronegros voltaram a se enfrentar pela quinta vez em um mês. Melhor para o Santa Cruz que venceu por 3x0 e precisa apenas de um empate para chegar à final.

Mesmo com três volantes, o Santa Cruz foi quem tomou a iniciativa da partida. Em lances pelas laterais de Oziel e Zeca, o Tricolor cruzava na área e levava muito perigo ao gol de Magrão. Aos poucos, o time coral foi tomando o controle da partida e por pouco não abre o placar aos 9 minutos em boa cobrança de falta que Raul acertou o canto, mas o goleiro do Sport estava atento e se esticou todo para evitar.

As melhores oportunidades do Leão surgiam em jogadas em bola parada. Um chute forte em cobrança de falta do Neto Baiano, aos 20 minutos, acertou a trave esquerda do gol de Tiago Cardoso, o Sport começava a crescer na partida e igualar as ações. O jogo seguiu equilibrado, com o Santa tendo as melhores oportunidades em bolas enfiadas por Raul e Memo. Aos 30, Léo Gamalho invadiu a área em jogada individual e cruzou voltando para o Luciano Sorriso que bateu rasteiro, Durval se jogou na bola e evitou o primeiro gol da partida.
O primeiro tempo terminou com um placar que justificava o equilíbrio, mas não condizia com a quantidade de lances de perigo para os dois lados, 0x0.

Segunda etapa

Com a entrada de Carlos Alberto no lugar de Luciano Sorriso, o Santa abriu o jogo para buscar o resultado. A mudança deixou o jogo mais agitado e com dois minutos, os dois times já haviam chegado ao ataque. Os lances foram seguindo e, mais uma vez, Neto Baiano voltou ameaçar em cobrança de falta aos 9 minutos. 

Aos 13, foi a vez do Tricolor levar perigo. Léo Gamalho lançou Caça-Rato que foi derrubado na área por Durval, pênalti. Na cobrança, o artilheiro do Campeonato Pernambucano bateu bem e abriu o placar no Arruda, 1x0. Logo no lance seguinte, Léo Gamalho arriscou de fora da área e, por pouco, não aumentou a vantagem. O placar agora já não interessava mais ao Sport que partiu em busca do gol do empate.

Com pouco capricho nos lances, eram os contra-ataques do Santa que levavam perigo real. Tanto que foi o Tricolor que aumentou a vantagem aos 32, em bola levantada na área que sobrou para Renatinho encher o pé na barra de Magrão, Santa Cruz 2x0 Sport. O Leão, desgastado pela partida do meio de semana, sentiu o gol e o cansaço. Tinha dificuldades para dar sequência as jogadas e a Cobra Coral administrava o placar.

Mas a partida ainda não havia acabado. Em bola lançada da zaga para o ataque, Carlos Alberto fintou o marcador e deixou para Léo Gamalho pegar de primeira e ampliar o marcador, que já estava ruim para o Sport, 3x0. Depois disso, não houve tempo para mais nada. O Santa Cruz venceu o rival pela primeira vez na temporada e está muito perto da quarta decisão consecutiva.

FICHA DO JOGO
SANTA CRUZ 3X0 SPORT
Data: 06/04/2014, às 16h (horário de Brasília)
Local: Estádio do Arruda, em Recife-PE
Arbitragem: Gilberto Castro Júnior, Elan Vieira de Souza e Francisco Chaves Bezerra Júnior

Santa Cruz: Tiago Cardoso; Oziel, Renan Fonseca, Everton Sena e Zeca; Luciano Sorriso (Carlos Alberto), Sandro Manoel (Everton), Memo e Raul; Léo Gamalho e Flávio Caça-Rato (Renatinho). Técnico: Vica.

Gols: Léo Gamalho (2) e Renatinho.

Cartões amarelos: Sandro Manoel.

Sport: Magrão; Patric, Ferron, Durval e Danilo; Rodrigo Mancha (Renan Oliveira), Ewerton Páscoa, Rithely (Aílton) e Ananias; Felipe Azevedo e Neto Baiano. Técnico: Eduardo Baptista.

Cartões amarelos: Rodrigo Mancha, Durval e Neto Baiano.

Inter bate reservas do Peñarol na reinauguração do Beira-Rio

Um dia depois da Festa Gigante, o festival de reinauguração do Beira-Rio foi concluído neste domingo. Em um amistoso que remete ao torneio de inauguração do estádio, em 1969, o Inter bateu o time reserva do Peñarol por 2 a 1, com dois gols marcados por D’Alessandro no primeiro tempo. Fernández descontou na etapa final para o time uruguaio.
Cerca de 50 mil torcedores compareceram ao Beira-Rio neste domingo para ver o amistoso de reinauguração do estádio colorado. A partida também marcou o reencontro do técnico Jorge Fossati com o Colorado. O Inter tratou de definir logo a parada, marcando 2 a 0 nos primeiros 15 minutos. Na etapa final, o time gaúcho seguiu melhor, mas não conseguiu ampliar e ainda sofreu um gol dos uruguaios, embora nunca tivesse sua vitória colocada em risco.
O próximo jogo do novo Beira-Rio é também a próxima partida do Internacional: o Gre-Nal do domingo que vem. Como venceu por 2 a 1 na Arena, o Colorado poderá sagrar-se tetracampeão gaúcho até com um empate.
O jogo – Mesmo com time reserva, o Peñarol partiu para cima no começo do jogo. Aos dois minutos, Macaluso arrancou pelo meio e arriscou um chute cruzado que passou perto do gol. Aos quatro, porém, o Inter abriria vantagem: D’Alessandro, em cobrança de falta perfeita, marcou 1 a 0 para o Colorado, e chorou de emoção ao marcar o histórico primeiro gol do jogo de reinauguração do Beira-Rio.
Em clima de festa, o Beira-Rio vibraria de novo aos 15 minutos, e de novo com D’Ale, que converteu pênalti cometido por Bizera em Valdívia: 2 a 0. Com boa vantagem, o Inter diminuiu o ritmo. Aos 26, o goleiro Lerda defendeu em dois tempos uma tentativa de Alan Patrick. Aos 31, foi Dida que trabalhou em chute de Raguso.
O segundo tempo foi marcado por muitas substituições de lado a lado, descaracterizando as equipes. O Inter teve a primeira boa chegada, aos 8, com cruzamento de Willians para Wellington Paulista, que cabeceou por cima. Aos 12, o centroavante arrematou e o goleiro Lerda fez boa defesa. A pressão seguiu forte, e Jorge Henrique, D’Alessandro e Índio também tiveram chances claras de ampliar. O Peñarol só levou perigo aos 25, em chute perigoso de Rodríguez.
Aos 27, mais uma chance para o Inter, em chute de Cláudio Winck defendido por Lerda. Dois minutos mais tarde, o Peñarol descontou em chute de Fernández que desviou na zaga e enganou Muriel. Wellington Paulista ainda teve duas chances de marcar o seu, aos 40 e 42, mas o placar final acabou mesmo em 2 a 1.

Cruzeiro empata com Atlético-MG no Independência e mantém vantagem

Cruzeiro empata com Atlético-MG no Independência e mantém vantagem O Cruzeiro obteve um resultado importante neste domingo, no Independência, no primeiro jogo da final do Campeonato Mineiro. Apesar da grande pressão do Atlético-MG, a Raposa segurou o 0 a 0 e manteve sua vantagem para o segundo jogo.
Como fez a melhor campanha na primeira fase, o time celeste será campeão com dois resultados iguais. Assim, o Cruzeiro levanta a taça no caso de qualquer igualdade no Mineirão. O segundo jogo da final está marcado para o próximo domingo, a partir das 16 horas (de Brasília) no Estádio do Mineirão, com mando de campo do Cruzeiro.
Primeiro tempo quente ‘no tranco’ - Como os velhos carros a álcool, o primeiro tempo da final demorou para esquentar. Desde os primeiros minutos o jogo era truncado, tenso, mas os goleiros demoraram para trabalhar.
Sem Ronaldinho Gaúcho, vetado por conta de uma lesão no pé, o Atlético tentava se adaptar ao seu novo esquema, com Marion. O Cruzeiro, por sua vez, apostava em um tipo de jogo mais defensivo com a vantagem como sua aliada.
A primeira boa chance de gol foi do Galo. Marion foi lançado por Alex Silva nas costas da defesa cruzeirense. Com muita liberdade, o atacante se afobou e não finalizou com força, praticamente recuando a bola para o goleiro Fábio.
A resposta do Cruzeiro foi imediata. No minuto seguinte, Willian tabelou com Júlio Baptista e recebeu na cara do gol. O atacante bateu forte, mas errou o alvo.
Aos 36 minutos, foi a vez de Ricardo Goulart perder chance incrível. Júlio Baptista dividiu com Victor e a bola sobrou para o meia, que bateu forte, para fora.
Segundo tempo mais animado e pressão do Galo - Se no primeiro tempo, os goleiros demoraram para trabalhar, na etapa complementar o Cruzeiro chegou com muito perigo logo aos seis minutos. Ceará bateu cruzado da direita, com muito pouco ângulo. Victor soltou e chutou em cima de Ricardo Goulart. A bola rebateu e quase entrou no gol.
O Galo respondeu aos 19 minutos. Marion fez a jogada e invadiu a área, tocando para Diego Tardelli. Sem goleiro, Tardelli só tinha o trabalho de completar para o gol, mas mandou à esquerda, perdendo a melhor chance do jogo.
Os técnicos resolveram mexer a partir dos 20 minutos. O Cruzeiro se fechou, com a entrada de Nilton e a saída de Ricardo Goulart. Marcelo Moreno também entrou no time Celeste, substituindo Júlio Baptista. O Galo apenas trocou de atacantes: Marion por César.
Aos 26 minutos, Diego Tardelli teve a chance de se redimir com a torcida em cobrança de falta. Ele bateu bem, buscando o canto do goleiro, mas errou o alvo.
A pressão do Galo aumentou a partir dos 35 minutos. Aos 36, Guilherme achou Alex Silva em boas condições dentro da área. O lateral finalizou forte e Fábio pôs para escanteio.
Após a cobrança deste mesmo escanteio, Guilherme recebeu na área e cortou para dentro antes de soltar a bomba. Fábio fez a segunda defesa seguida.
A pressão continuou, sem tanta agudeza. O Cruzeiro soube administrar o resultado e conseguiu um importante resultado.

Santos perde pênalti, e Ituano vence 1ª final no Pacaembu


grande zebra do Campeonato Paulista não se acanhou neste domingo e saiu em vantagem na final contra o Santos. No Estádio do Pacaembu, o Ituano encarou o rival de igual para igual e conseguiu a vitória por 1 a 0, conquistando o direito de jogar por um empate na próxima semana para se sagrar campeão estadual. O time praiano ainda desperdiçou um pênalti, com Cícero. 

A decisão em campo neutro começou bastante morna, até uma boa jogada pela direita do ataque interiorano inaugurar o marcador do Pacaembu aos 20min do primeiro tempo. De calcanhar, Esquerdinha fez bom passe de primeira para Cristian, que apareceu sozinho na área. O camisa 10 teve tempo de dominar antes de chutar cruzado, fora do alcance de Aranha.
Apesar de não ter melhorado de maneira notória após sofrer o gol de Cristian, o Santos teve ótima chance para igualar o marcador ainda no primeiro tempo.
Em lance polêmico aos 35min, a bola bateu no braço de Josa dentro da área e o árbitro assinalou pênalti. Cícero cobrou, mas exagerou na força e mandou por cima da meta defendida por Vagner.
A primeira partida da final do Paulista ficou tensa na ida das equipes para os vestiários no intervalo: jogadores de Ituano e Santos se estranharam depois de o árbitro Rodrigo Guarizo Ferreira do Amaral apitar o final do primeiro tempo.
Acalmados os ânimos e iniciada a segunda etapa, o time rubro-negro continuou bem postado em campo e quase aumentou aos 10min: Cristian chutou cruzado em direção à pequena área e Dener triscou a sola da chuteira, quase colocando para dentro.

Oswaldo de Oliveira atendeu a um pedido da torcida santista aos 13min e trocou Gabriel por Rildo. No entanto, quem quase marcou foi o Ituano: Rafael Silva recebeu sozinho na área e exagerou no individualismo ao tentar um chute rasteiro de primeira, em cima de Aranha – Esquerdinha estava ao lado, em melhor condição e sozinho.
O Santos passou a pressionar o rival nos minutos decisivos da partida, mas a melhor oportunidade de gol foi uma cabeçada de Leandro Damião - o centroavante finalizou em cima do goleiro Vagner, que exagerou nos movimentos para executar a defesa e espalmar para escanteio.
A decisão do Campeonato Paulista será realizada no próximo domingo, novamente no Estádio do Pacaembu, às 16h (de Brasília). Apesar de ter feito melhor campanha na primeira fase, o Santos precisa vencer por dois gols de diferença para se sagrar campeão - triunfo por um gol de diferença força a disputa de pênaltis. 

Vasco e Flamengo empatam na primeira final do Carioca

Em um jogo tenso, como era esperado para uma final entre dois grandes rivais,Vasco e Flamengo empataram em 1 a 1, na tarde deste domingo, no Maracanã, no primeiro jogo da decisão do Campeonato Carioca. O título será definido no próximo domingo, em novo encontro entre flamenguistas e vascaínos, no mesmo local.
Diante de um público pequeno para um clássico decisivo - foram pouco mais de 26 mil presentes no Maracanã -, o jogo ficou marcado mais pelos desentendimentos e confusões dentro de campo do que pelo futebol apresentado pelos dois lados. Com o resultado, o Flamengo precisa somente de um novo empate no domingo que vem para se tornar campeão carioca. Ao Vasco, resta a vitória.
Antes do clássico começar, foi realizado um minuto de silêncio em homenagem ao ator José Wilker, que morreu no último sábado, no Rio. O Vasco entrou em campo com força máxima, apostando numa formação ofensiva com três atacantes. Já o Flamengo teve alguns desfalques entre os titulares, como Leonardo Moura, André Santos, Elano e Hernane.
O jogo começou bastante disputado, com muita correria dos dois times. Mas foi o Vasco quem abriu o placar, logo aos 11 minutos, após uma cobrança de escanteio que o zagueiro Rodrigo cabeceou para o gol. Depois disso, a tensão tomou conta do clássico. Alguns jogadores começaram a chegar com força excessiva nas divididas, o que causou desentendimentos dentro de campo.
Nervosos, os dois times erravam muitos passes e abusavam das faltas. Um pouco mais organizado, o Vasco criava mais jogadas de perigo. Mesmo assim, o time do técnico Adilson Batista não soube aproveitar essa leve superioridade ofensiva para ampliar a vantagem, o que acabou custando caro no segundo tempo, quando o Flamengo foi buscar o empate no Maracanã.
Os ânimos continuaram exaltados na volta do intervalo, tanto que, o atacante Everton Costa recebeu o segundo cartão amarelo após dar uma solada em Frauches e foi expulso de campo aos 10 minutos, deixando o Vasco com um jogador a menos. O Flamengo aproveitou para controlar as ações e não demorou para chegar ao empate, que veio aos 15, num lindo chute do meia-atacante Paulinho.
Depois disso, o Flamengo passou a explorar a velocidade de seu ataque, principalmente com Everton e Negueba, em busca do segundo gol. Mas também não quis se expor muito. Do outro lado, o Vasco lutou com garra para conter a pressão adversária até o fim e segurar o empate. Assim, o clássico deste domingo terminou mesmo empatado, deixando tudo aberto na decisão do título carioca.
FICHA TÉCNICA:
VASCO 1 X 1 FLAMENGO
VASCO - Martin Silva; André Rocha, Luan, Rodrigo e Marlon; Guiñazu, Pedro Ken e Douglas (Bernardo); Reginaldo (Fellipe Bastos), Everton Costa e Edmilson (Thalles). Técnico - Adilson Batista.
FLAMENGO - Felipe; Léo (Negueba), Samir, Wallace e Frauches (Everton); Amaral, Márcio Araujo, Luiz Antônio e Mugni (Gabriel); Paulinho e Alecsandro. Técnico - Jayme de Almeida.
GOLS - Rodrigo, aos 11 minutos do primeiro tempo; Paulinho, aos 15 minutos do segundo tempo.
ÁRBITRO - Rodrigo Nunes de Sá.
CARTÃO AMARELO - Felipe, Léo, Everton e Samir (Flamengo); Douglas, Fellipe Bastos e André Rocha (Vasco).
CARTÃO VERMELHO - Everton Costa.
RENDA - R$ 1.324.300,00.
PÚBLICO - 20.844 pagantes (26.242 presentes).
LOCAL - Estádio do Maracanã, no Rio. 

domingo, 23 de março de 2014

Botafogo empata com Nova Iguaçu e termina Carioca com pior campanha desde 1923

O Botafogo finalizou de forma melancólica esta edição do Campeonato Carioca. Com seus reservas, os alvinegros ficaram no empate por 1 a 1 com o Nova Iguaçu, em Moça Bonita, e podem terminar com a pior campanha de sua história no Estadual. A equipe de General Severiano chegou a 17 pontos e vai dormir na oitava posição, repetindo sua performance de 1923.
Com poucos momentos de real perigo, o Nova Iguaçu abriu o placar no primeiro tempo com Dieguinho. Na etapa final, Zeballos, de pênalti, empatou para o Botafogo e deu números finais em Moça Bonita.
O jogo - O confronto começou em ritmo morno, com as duas equipes em busca do ataque, mas sem levar qualquer perigo ao gol adversário. O Botafogo, aos poucos, foi dominando a partida e passou a chegar com mais intensidade na área do Nova Iguaçu. Dedé e Cidinho tiveram chance de abrir o placar, mas finalizaram para fora. A equipe da Baixada Fluminense assustou com Zambi, mas Renan salvou os alvinegros.
O panorama da partida seguia o mesmo, com o alvinegro tendo mais posse de bola, mas com dificuldades nas finalizações. O Nova Iguaçu tentava surpreender nos contra-ataques. Aos 34 minutos, os Botafogo teve sua melhor chance com Alex, que arriscou de longe e acertou o travessão de Jefferson. No entanto, a resposta do time da Baixada Fluminense veio em grande estilo, dois minutos depois. Dieguinho recebeu passe na área e chutou cruzado. Renan se esticou, mas viu a bola ir para a rede.
Os alvinegros sentiram o revés e viram o Nova Iguaçu quase ampliar aos 40 minutos. Zambi foi lançado, mas, antes de finalizar, Renan apareceu para salvar o Botafogo. Nos minutos finais, o Botafogo não conseguiu criar mais nada na parte ofensiva e foi para o intervalo atrás no placar em Moça Bonita.
Na etapa final, a equipe de General Severiano tentou pressionar desde o começo. No entanto, os alvinegros sofreram com alguns contra-ataque do Nova Iguaçu. Só que aos 12 minutos, os comandados de Eduardo Hungaro conseguiram o empate. Cidinho foi derrubado na área por Jorge Felipe e o árbitro marcou pênalti. Zeballos cobrou com categoria para deixar tudo igual no marcador.
Nos minutos finais, as duas equipes tentaram chegar a vitória, mas sem sucesso. O Botafogo ainda ficou com um homem a menos após Dankler ser expulso nos acréscimos. Assim, o duelo terminou empatado em Moça Bonita.
FICHA TÉCNICA
BOTAFOGO 0 X 1 NOVA IGUAÇU
Local: Estádio de Moça Bonita, no Rio de Janeiro (RJ)
Data: 22 de março de 2014, sábado
Horário: 15h45min (de Brasília)
Árbitro: Agnaldo Farias
Assistentes: Wagner Santos e Flávio Manoel da Silva
Cartões amarelos: Sidney e Gegê (Botafogo); Jorge Felipe (Nova Iguaçu)
Cartão vemelho: Dankler (Botafogo)
GOLS: BOTAFOGO: Zeballos, aos 12min do segundo tempo NOVA IGUAÇU: Dieguinho, aos 36min do primeiro tempo
BOTAFOGO: Renan, Alex, André Bahia, Dankler e Junior Cesar (Sidney); Airton, Dedé (Daniel), Fabiano, Gegê e Cidinho (Yguinho); Zeballos
Técnico: Eduardo Hungaro.
NOVA IGUAÇU: Jefferson, Belarmino, Rodrigo Almeida, Jorge Felipe e Amarildo (Uallace); Paulo Henrique, Rodrigo César, Geovani (Leônidas) e Dieguinho; Zambi e Erick Foca (Palagar) 
Técnico: Carlos Vitor.

Santos x Palmeiras opõe melhor ataque à 2ª defesa mais eficiente do Paulistão

É o duelo do ataque mais efetivo do Brasil contra a segunda melhor defesa do Paulistão. Santos e Palmeiras disputam neste domingo, às 16h, na Vila Belmiro, o posto de melhor campanha na primeira fase para levar vantagem nas eliminatórias da competição. É Leandro Damião & cia. contra Fernando Prass, Lúcio e Marcelo Oliveira, que jogará improvisado lá atrás. 
O início da temporada foi arrasador para o Santos. Em 14 partidas, o time marcou 37 gols, uma média de 2,64 por jogo. O entrosamento no ataque é tão notável que pode ser comprovado com o número de atletas na artilharia da competição. Gabriel, Geuvânio, Cícero, com seis gols anotados, Thiago Ribeiro (5), Leandro Damião (4) e volante Arouca (3) são os maiores responsáveis pela boa fase do time da Vila.
“Nós vamos jogar da mesma maneira que vínhamos jogando, principalmente dentro da Vila. Vamos jogar atacando, procurando fazer os gols. O Palmeiras tem uma grande equipe, vem muito bem no campeonato, mas o nosso estilo de jogo vai ser o mesmo, independente de ser um clássico. Nós temos uma maneira definida de jogar e jogamos assim independente do adversário. Vamos procurar nos impor dentro de casa, sufocar o Palmeiras, porque temos jogado assim todas as partidas”, declarou Thiago Ribeiro durante entrevista coletiva à véspera do clássico.
Com a força da Vila Belmiro a favor, o Santos até cogita entrar em campo sem o seu time completo. Oswaldo de Oliveira testou os reservas durante os treinos desta semana e pode poupar Cícero, homem de sua confiança e dono dos melhores números individuais da equipe no torneio. O meia, além de ser o artilheiro, é o atleta que sofre mais faltas (ao total 26) e que mais finalizou, com 21 chutes certos – segundo os dados do Footstats.
E para manter as estatísticas excelentes, os atacantes santistas terão de bater a segunda melhor defesa do Paulistão. Atrás somente do Ituano, o Palmeiras sofreu 11 gols em 14 compromissos, média de 0,79 por jogo.
Além da presença do “xerifão” Lúcio, a boa fase defensiva do time de Gilson Kleina se deve muito ao goleiro Fernando Prass. Aos 35 anos, o palmeirense tem vivido uma de suas melhores fases da carreira ao protagonizar “milagres” nos jogos da equipe. A prova disso é ter praticado 48 defesas até aqui, o segundo melhor número do campeonato.
“Vai ser um jogo maravilhoso, porque tem todos os ingredientes para isso acontecer. São duas grandes equipes em momentos bons, com estádio lotado e campo bom de jogar. A gente sabe que a característica do Santos é ser muito ofensivo, com muita mobilidade na frente e atletas com muita velocidade. Nesta semana, o Kleina teve tempo de nos preparar para essa decisão”, falou Prass.
Confira abaixo os depoimentos dos jogadores do Santos e Palmeiras ao avaliar o desempenho e qualidades do adversário.
Santos quer usar velocidade contra a muralha
O atacante Thiago Ribeiro, atleta que mais acerta cruzamentos na equipe santista, reconhece o trabalho da defesa palmeirense e destaca o ex-zagueiro da seleção brasileira, Lúcio.
“Eles têm uma defesa muito boa, com jogadores experientes, como é o caso do Lúcio. Portanto, teremos de ter muita movimentação, saída com velocidade para encontrarmos espaço na frente. Na minha opinião, quando se tem jogadores de velocidade, como nós temos, a defesa pode estar bem posicionada é muito difícil acertar. A gente já sabe o que vai encontrar pela frente, e se formos mais ou menos não vamos conseguir ter êxito. Temos de ser concretos”, analisou.
Palmeiras tenta frear o rápido time do Santos
Recuperado de uma luxação no ombro direito que o afastou dos gramados, Tiago Alves tem sido titular ao lado do Lúcio e tem o discurso pronto quando o assunto é encarar o Santos. O zagueiro, que neste domingo vai atuar na lateral direita, não quer ninguém fazendo marcação individual para não ser surpreendido.
“É sempre difícil jogar contra eles (jogadores do Santos). A gente vai montar a melhor estratégia para neutralizar o ponto positivo deles que é o ataque rápido e leve. Nós não podemos cuidar apenas de um jogador, porque a equipe toda deles vem bem. A garotada tem se destacado, Cicinho está lá e leva experiência aos jovens, então não adianta focarmos em apenas um (atleta), porque outro pode decidir o jogo. Nós temos de procurar fazer o nosso melhor e sair com a vitória”, afirmou defensor à reportagem.
A expectativa de público é boa para o clássico deste domingo. De acordo com o Santos, mandante do jogo, 11 mil ingressos foram vendidos e não há mais entradas para o jogo. A capacidade do estádio é de 16 mil,  mas cinco mil cadeiras pertencem a sócios

segunda-feira, 3 de março de 2014

Flamengo vence Nova Iguaçu, dispara e se garante nas semifinais


Flamengo fez o dever de casa neste sábado de Carnaval e venceu o Nova Iguaçu por 2 a 1 no Maracanã, pela 11ª rodada do Campeonato Carioca. Jorge Fellipe, contra, e Hernane Brocador, marcaram os gols da equipe da Gávea, com Erick Foca descontando para o Nova Iguaçu.
Com a vitória, o Flamengo chega aos 28 pontos e amplia a vantagem na ponta da tabela, aproveitando o empate entre o vice-líder Fluminense e a Cabofriense, terceira colocada, que somam 23 pontos. A diferença para o quarto colocado, Vasco (21 pontos), garante o Rubro-negro nas semifinais do Estadual.
Na próxima rodada, o Flamengo, provavelmente com sua equipe considerada reserva, encara o Bonsucesso na quarta-feira, no Raulino de Oliveira, am Volta Redonda. No mesmo dia, o Nova Iguaçu recebe o Madureira, no Laranjão.
O jogo - O primeiro tempo no Maracanã começou movimentado. As duas equipes jogavam em alta velocidade e davam boa intensidade ao duelo. O Flamengo, que vinha de vitória sobre o Emelec pela Libertadores na quarta-feira, entrou com seu time titular, com Gabriel ganhando uma oportunidade no lugar do argentino Lucas Mugni.
O Nova Iguaçu mostrou um bom toque de bola e, jogando em velocidade, produziu mais ofensivamente que os comandados de Jayme de Almeida. O Flamengo começou assustando logo no primeiro minuto de jogo, numa falta bem cobrada por Elano, que obrigou o goleiro Jefferson a se esticar em grande defesa. A equipe da Baixada Fluminense respondeu aos 5 com um chute de longe do atacante Zambi, que acertou a trave direita de Felipe.
O Nova Iguaçu voltou a ameaçar a meta Rubro-negra aos 9, quando Dieguinho concluiu à esquerda do gol de Felipe. O Flamengo foi aos poucos equilibrando o jogo e contou com a sorte para abrir o placar no Maracanã. Aos 17, Everton fez jogada pela esquerda e cruzou. O zagueiro Jorge Fellipe tenta cortar e manda contra o próprio gol.
O Nova Iguaçu continuava perigoso, e aos 25, Dieguinho recebeu falta perto da área e ele mesmo cobrou. Felipe se estica e espalma. Na segunda metade do primeiro tempo, o jogo seguiu equilibrado mas caiu de ritmo. As duas equipes não conseguiram chegar perto do gol adversário, e os dois goleiros pouco trabalharam.
O Flamengo voltou mais ligado para o segundo tempo e não demorou a marcar o segundo. Com um minuto de bola rolando, Gabriel tabela com Muralha e toca de letra para Everton, que chuta com perigo. Dois minutos depois, André Santos fez boa jogada e chutou à direita do gol de Jefferson.
A jogada do gol começou pela esquerda com André Santos. O lateral cruzou, a bola passou por Gabriel no primeiro pau e Hernane completou para o fundo da rede, aos 10 minutos.
O jogo caiu de ritmo e o Flamengo tentava administrar o resultado, mas o Nova Iguaçu não estava morto. Aos 21, bola na área do Flamengo, Jorge Fellipe escorou para Erick Foca, que domina e toca na saída de Felipe.
O Flamengo perdeu Hernane e Elano por contusão, e Alecssandro e Márcio Araújo, estreante da noite, entraram em campo. O jogo voltou a ficar animado. Com o gol do Nova Iguaçu, o Flamengo não recuou e jogava para vencer, enquanto o adversário era sempre perigoso nos contra-ataques. Aos 34, numa bela jogada, Léo Moura levantou e Muralha tentou de meia bicicleta.
Conforme o jogo foi chegando ao seu final, o time da Baixada ensaiou uma pressão, enquanto o Fla recuava e deixava somente o atacante Negueba, que substituiu Everton, lá na frente.

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Apesar de empate, Renato Gaúcho aprova quarteto ofensivo do Fluminense

Derrotado por 3 a 0 pelo Botafogo na última rodada do Campeonato Carioca, o Fluminense entrou em campo diante da Cabofriense, nesta quarta-feira, escalado com formação ofensiva para conseguir recuperação no torneio regional. Entretanto, o time tricolor não passou de empate por 1 a 1 e marcou seu único já aos 47 minutos do segundo tempo, com Fred. Apesar da dificuldade, o treinador Renato Gaúcho valorizou a atuação de seus atletas.
"O maior exemplo de que o esquema funcionou foram as finalizações que tivemos, mesmo sem o Conca estar em uma noite inspirada. Nossa formação deu certo contra a Cabofriense, mas não tivemos sorte", afirmou o técnico.
No embate no Estádio Cláudio Moacyr, o Fluminense foi escalado com Darío Conca, Fred, Rafael Sobis e Biro Biro compondo o ataque. A formação ficou ainda mais ofensiva durante a partida, com o meio-campista Wagner entrando no lugar do volante Jean. Além disso, Walter ainda ganhou oportunidade no segundo tempo, quando ocupou a vaga de Biro Biro.
"Esses são jogadores que tem bom poder de finalização. O Fred é assim, o Biro Biro, Sobis, Conca... Tivemos azar nesta partida, mas no próximo jogo isso não vai acontecer", encerrou o treinador.
Com este resultado, o clube tricolor segue na segunda colocação na tabela de classificação, com 23 pontos, e está dois pontos atrás do líder, Flamengo,que ainda tem um jogo a menos. O Fluminense volta a entrar em campo na próxima quarta-feira, às 19h30 (de Brasília), quando mede forças com Friburguense, no Maracanã.

Vasco busca reação no Campeonato Carioca contra Madureira

Depois de perder de 2 a 1 para a Cabofriense e se complicar na luta por uma vaga nas semifinais do Campeonato Carioca, o Vasco busca a reação nesta quinta-feira, quando visita o Madureira no Estádio Aniceto Moscoso, em confronto válido pela 11ª rodada.
O time, que parecia navegar em mares tranquilos rumo à classificação, estacionou nos 18 pontos e passou a ser ameaçado por alguns concorrentes que antes pareciam bem distantes. Um deles é o próprio Madureira, que vem de empate por 2 a 2 com o Friburguense, tem 13 pontos e, ganhando, vai encostar de vez no chamado G4.
Adilson Batista, técnico do Vasco, tem procurado trabalhar o aspecto psicológico dos jogadores, que ficaram abalados com a derrota para a Cabofriense, dentro de casa e de virada. O treinador, porém, tem procurado passar otimismo ao grupo, demonstrando que o ocorrido no fim de semana foi apenas um acidente na caminhada do time.
"Nós estamos fazendo uma boa campanha e temos plenas condições de garantirmos a classificação, até porque dependemos dos nossos próprios resultados. Nossa pontuação e tudo o que fizemos até aqui me deixam confiantes. Claro que muitos ajustes precisam ser feitos, pois ainda temos muito a evoluir. Mas estamos caminhando bem e vamos superar o que aconteceu no domingo", disse Adilson.
Os jogadores admitem que é preciso reagir rapidamente. "Com jogos nas quartas e nos domingos acredito que não pode existir muito tempo para lamentações. Portanto, já estamos todos focados na partida contra o Madureira. O que aconteceu diante da Cabofriense é passado e fica apenas a lição para não cometermos mais erros", disse o meia Douglas.
Para este jogo Adilson Batista terá o retorno do zagueiro Rodrigo, recuperado de lesão na coxa esquerda. O jogador reaparece em um bom momento, uma vez que o setor vem sendo muito criticado pelos torcedores. Ele vai compor dupla com Rafael Vaz, já que Jomar, outra opção, está sendo muito hostilizado pela torcida. Luan, considerado titular, cumpre suspensão por acúmulo de cartões amarelos. Outra novidade aparece no ataque, onde Thalles, considerado uma promessa e xodó dos torcedores, ganha uma oportunidade. Pior para o colombiano Montoya, que ficará como opção no banco de reservas. O volante argentino Pablo Guiñazu será preservado e Pedro Ken atua no setor.
Pelo lado do Madureira, o técnico Antônio Carlos Roy tem procurado mostrar a seus jogadores que é possível sonhar com a classificação para as semifinais, mesmo sem o risco de rebaixamento estar totalmente descartado.
"Continuamos olhando para frente, mas sem descuidar de quem vem atrás. Porém, o foco tem que ser sempre o próximo jogo e vamos fazer de tudo para ganhar do Vasco em casa. Se isso acontecer poderemos definitivamente sonhar com uma vaga na próxima fase da competição, algo que premiaria este grupo que vem trabalhando muito para brilha", analisou Roy.
Antônio Carlos Roy ganhou um reforço importante para este compromisso. O lateral direito Marquinhos, que cumpriu suspensão contra o Friburguense, volta na vaga de Jonatas, que fica como opção no banco.
FICHA TÉCNICA - MADUREIRA X VASCOLocal: Estádio Aniceto Moscoso, no Rio de Janeiro-RJ
Data: 27 de fevereiro de 2014 (Quinta-feira)
Horário: 16h (de Brasília)
Árbitro: Marcelo de Lima Henrique (RJ)
Assistentes: Wagner Santos (RJ) e Jackson Massarra dos Santos (RJ)
MADUREIRA: Rodrigo Café, Marquinhos, Aislan, André e Luiz Paulo; Victor Bolt, Gilson, Bruno Tiago e Carlinhos; Fernandinho e Romário
Técnico: Antônio Carlos Roy.
VASCO: Martín Silva, André Rocha, Rodrigo, Rafael Vaz e Diego Renan; Aranda, Pedro Ken, Fellipe Bastos e Douglas; Thalles e Edmílson
Técnico: Adilson Batista.

XV de Piracicaba 1 x 3 São Paulo: Virada tricolor no Paulistão

Elenco comemora vitória
SPFC sofre gol relâmpago, mas consegue a virada no segundo tempo
O São Paulo venceu mais uma no Paulistão. Depois de começar perdendo para o XV de Piracicaba, fora de casa, o Tricolor paulista conseguiu a virada com gols de Luis Ricardo, Luis Fabiano e Pabon. 

O XV de Piracicaba deu um susto no time de Muricy Ramalho ao abrir o placar logo aos dois minutos de jogo. Em cobrança de escanteio, Danilinho cruzou na segunda trave e a bola sobrou para Cafu marcar. 

Mas o São Paulo conseguiu deixar tudo igual aos 12 minutos, quando Osvaldo levou a melhor pelo lado esquerdo e cruzou rasteiro para Luis Ricardo dar um toquinho na bola e empatar no Estádio Barão da Serra Negra. 

A virada veio no segundo tempo. Com 23 minutos, Ganso deixou Luis Fabiano na cara de Matheus. Ele tirou do goleiro e finalizou para marcar o segundo do Tricolor. Aos 40, o camisa 9 sofreu pênalti de Pitty, que foi expulso. Pabon foi para cobrança e converteu, definindo o placar em Piracicaba. 

Luciano aparece e Corinthians soma terceira vitória seguida no Paulistão

Luciano só tem 20 anos e precisou de um lance para marcar seu primeiro gol pelo Corinthians. E não só isso: a um minuto do fim do jogo contra o Comercial, fez outro, um golaço. Foi o jogador inesperado que construiu a vitória por 3 a 0 no Pacaembu. Ele havia estreado no último sábado, contra o Rio Claro, mas foi nesta quarta que mostrou que é um jogador de estrela e de personalidade.

Aos 41 minutos do primeiro tempo, Ralf acertou um lançamento. A bola chegou a Uendel, que ganhou do marcador e cruzou para o meio da área. Luciano, um meia com pinta de atacante veloz, surgiu entre os zagueiros e tocou para as redes. Na comemoração, o garoto que se destacou na Série B jogando pelo Avaí e já fez um gol no Palmeiras colocou as mãos no rosto. "Nunca tinha jogado num time grande, fiz dois gols, foi emocionante", afirmou.
A primeira chance, ironicamente, veio aos 40 minutos, com a lesão de Guerrero, que continuava a perder gols. A fase do peruano é tão ruim que ele foi carregado para descer as escadas do vestiário. A lesão no joelho direito, menisco, segundo o médico Júlio Stancati, preocupa.
Naquele momento da partida, o Corinthians encontrava dificuldade para chegar ao gol. O esquema com três volantes de Mano Menezes passou apuros para furar a retranca do time de Benazzi. Fechado, o Comercial só quis saber de dar chutão e cometer faltas em excesso.
O meio de campo ficou congestionado, cheio de marcadores, Jadson não encontrou espaço, e o jogo ficou feio. Os volantes do Corinthians não conseguiram chegar ao ataque com tanta facilidade. Guilherme e Bruno Henrique, às vezes, pecam pela maneira um tanto afoita com que atacam e perdem a bola com facilidade.
Não foi por acaso que o gol foi construído numa jogada rápida pelos lados, graças ao apoio de Uendel. Ele e Fagner, os dois laterais, souberam se defender e o Corinthians não sofreu nenhum gol, um milagre.  Mas é cedo para falar em melhora do sistema de cobertura porque o Comercial praticamente não atacou. Só levou perigo ao gol em bolas áreas. Num lance quase sofreu o gol não fosse uma atrapalha de três jogadores do time interior que saíram na frente de Cássio.
No segundo tempo, o Corinthians repetiu seus mesmos erros do primeiro. Mas viu no inspirado Luciano a chance de garantir a vitória. Ele fez o segundo ao cortar o lateral e chutar rasteiro - um belo gol. Gil, de cabeça, fez o terceiro. Foi o primeiro gol dele pelo Alvinegro.
O Corinthians venceu a terceira partida seguida, mas engrenou tardiamente no Campeonato Paulista. Nem os três pontos levaram o time à zona de classificação. É preciso torcer contra os rivais do grupo.

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

São Paulo só empata com o Santos e segue sem vencer clássicos

Neste domingo, São Paulo e Santos empataram por 0 a 0 no Estádio do Morumbil. Apesar do placar zerado, o jogo foi muito movimentado e bastante chances de gols foram criadas. Com o empate, o Tricolor chega ao seu 12º clássico seguido sem vitória.
O São Paulo até foi um pouco melhor do que o Peixe no San-São. Mas o bom jogo apresentado não foi o suficiente para quebrar o recorde negativo de doze clássicos seguidos sem nenhuma vitória. A lista é grande, tem Campeonato Paulista, Brasileiro e Recopa Sul-Americana.
No período de fevereiro de 2013 até o empate neste sábado, foram dois jogos com o Palmeiras, um empate e uma derrota. Quatro jogos contra o Santos, sendo três derrotas e um empate, além de seis contra o Corinthians, com três derrotas e três empates.
Em entrevista coletiva concedida após o jogo, o técnico Muricy Ramalho falou sobre evolução do time em relação ao último clássico.
- Aquele dia a gente não jogou bem. Falei para eles que os grandes estão muito parecidos, então o que pode fazer a diferença é o que quer mais que o outro. Aquele jogo a gente não quis. Se um não corre e o outro não corre, não tem jeito. Hoje o time todo se entregou, aí fica mais equilibrado. Contra o Palmeiras demos um chute, uma vergonha, hoje colocamos o Aranha pra trabalhar, fomos no gol algumas vezes. Aí você vê se melhorou, foi muito claro a evolução – disse o treinador do Tricolor.
O próximo clássico que o São Paulo vai jogar, será daqui a três rodadas. Quando enfrenta o Corinthians no Pacaembu. Até lá o time terá de enfrentar o Osasco Audax e o XV de Piracicaba. Este último, na próxima quarta-feira, ás 22h, no Barão de Serra Negra.
São Paulo e Santos empatam sem gols no Morumbi
Confira o resultado dos últimos clássicos do Tricolor:
Santos 3x1 São Paulo - 3/2/13 - Paulistão
São Paulo 0x0 Palmeiras - 10/3/13 - Paulistão
São Paulo 1x2 Corinthians - 31/3/13 - Paulistão
São Paulo 0x0 Corinthians - 5/5/13 - Paulistão
São Paulo 1x2 Corinthians - 3/7/13 - Recopa
São Paulo 0x2 Santos - 7/7/13 - Brasileiro
Corinthians 2x0 São Paulo - 17/7/13 - Recopa
Corinthians 0x0 São Paulo - 28/7/13 - Brasileiro
Santos 3x0 São Paulo - 2/10/13 - Brasileiro
São Paulo 0x0 Corinthians - 13/10/13 - Brasileiro
Palmeiras 2x0 São Paulo - 2/2/14 - Paulistão
São Paulo 0x0 Santos - 23/3/14 - Paulistão.

Mesmo com vacilos, Corinthians vence outra no Campeonato Paulista


Corinthians venceu a segunda partida seguida e reforçou sua nova cara. Os 3 a 2 sobre o Rio Claro evidenciaram a estratégia de Mano Menezes. Ele repetiu o meio de campo “de exceção”, com três volantes, e encontrou um norte. O time ficou mais forte na marcação, mas a defesa continuou desatenta. Sofreu dois gols e complicou um jogo que poderia ser fácil.

A vitória foi mais um passo para encerrar a turbulência que vem desde 2013 – em campo e, principalmente, nas arquibancadas. Apesar da crise com as organizadas, não foram vistos protestos após a decisão da diretoria de vetar a venda de ingressos nas quadras das torcidas.
Houve demonstrações de apoio de todos os setores do Pacaembu. O time correspondeu e marcou dois nos gols no primeiro tempo, aos 40 e aos 43. Antes, já havia construído chances claras de gol.
Dos três volantes, dois deles tiveram função dupla contra o Rio Claro: Guilherme cobriu o lado direito e Bruno Henrique, o esquerdo. Eles também tinham função ofensiva quando o time possuía a bola. Ralf se tornou um guardião da dupla de zaga, agora formada por dois jogadores de força – Gil e Cleber.
Com essa formação, o Corinthians rouba mais a bola, mas não lá na frente, como fazia nos bons tempos de Tite. A marcação é feita mais atrás. E, depois, tenta atacar em bloco. Nesse momento entra Jadson, o armador.
A jogada do primeiro gol começou no campo de defesa. Ralf roubou a bola e iniciou a trama com Jadson. Ao receber o passe, o volante cruzou para Guerrero, que ajeitou para o meia. A bola foi enfiada com capricho na direção de Romarinho: gol.
O atacante ainda marcou mais um, chegando ao quinto no Paulista. Romarinho está mais leve, com sorte e o moral alto. No extremo oposto está Guerrero, que se irritou a cada lance perdido.
O segundo e o terceiro gols mostraram o que o time ganhou com a entrada de Cleber: o jogo aéreo. No bombardeio de escanteios, ele se destacou, marcando um gol e participando do segundo de Romarinho na noite.
O Corinthians sofreu dois gols no segundo tempo porque o Rio Claro não ficou só se defendendo. O time visitante viu que poderia se dar bem pelo lado direito da defesa corintiana. Se tivesse mais tempo, talvez poderia ter empatado. Mas o Corinthians mereceu vencer. Resta saber como serão seus próximos passos na luta por um lugar nas quartas de final. 

Alecsandro marca dois gols, Flamengo vence Resende e dorme na liderança

Autores dos gols do Flamengo contra o Resende, Alecsandro e Everton comemoram vitória (Cleber Mendes/Lancepress)
O Flamengo confirmou a boa fase e venceu por 3 a 0 o Resende, neste sábado, em Volta Redonda. Com o resultado, os rubro-negros chegaram a 25 pontos e vão dormir na liderança do Campeonato Carioca. Já a equipe do Sul Fluminense segue com oito e ameaçado pela degola. O destaque da partida foi o atacante Alecsandro, autor de dois gols. Everton completou o placar.

O jogo foi bem disputado até a abertura dom placar, em que Alecsandro aproveitou falha do goleiro Mauro. Depois disso, os rubro-negros dominaram o duelo e ampliaram a vantagem novamente com Alecsandro, ainda na etapa inicial, e Everton, no segundo tempo.

Na próxima rodada, o Flamengo terá pela frente o Nova Iguaçu, no sábado. Antes disso, os rubro-negros vão enfrentar o Emelec-EQU, na quarta-feira, pela Libertadores. Já o Resende recebe o Bangu na quarta-feira, pelo Campeonato Carioca, em casa.

O jogo - A partida começou movimentada, com as duas equipes buscando o ataque. De forma surpreendente, o Resende era mais efetivo e criou a primeira chance do confronto aos 11 minutos. Após cruzamento de Gerson, Clebson cabeceou, mas Felipe estava bem posicionado e fez defesa segura. No entanto, o lance foi o único até a parada técnica.

Somente depois disso, o Flamengo teve a chance de abrir o placar, aos 20 minutos. Elano cobrou falta e viu Mauro voar para fazer grande defesa. Só que dois minutos depois, o goleiro saiu de herói para vilão. Após cruzamento, Mauro falhou e Alecsandro aproveitou para só tocar com a cabeça para a rede.

O revés fez o Resende voltar a buscar o ataque. Os donos da casa eram perigosos nas jogadas aéreas e aos 28 minutos, Dudu aproveitou cruzamento para quase empatar. Três minutos depois, foi a vez de Hiroshi arriscar de fora da área e ver a bola passar raspando a trave de Felipe. 

Só que quem marcou foi o Flamengo, aos 34 minutos. Alecsandro recebeu passe na entrada da área e acertou belo chute no ângulo de Mauro, que se esticou, mas não conseguiu impedir o gol rubro-negro.

O Resende sentiu o gol e viu o Flamengo dominar o confronto a partir dai. Os rubro-negros passaram a chegar na área com facilidade e desperdiçar algumas oportunidades. Mauro salvou os donos da casa em duas oportunidades, em finalizações de Alecsandro e André Santos. Antes do intervalo, os donos da casa ainda tiveram chance com Marcel, mas foi impedido por Felipe.

O segundo tempo iniciou com o Resende buscando o gol. Os donos da casa tentaram em chutes de fora da área, mas pararam em Felipe. No entanto, o Flamengo logo equilibrou as ações e passou a assustar o goleiro Mauro. Everton e Muralha quase marcaram o terceiro gol dos rubro-negros.

O Flamengo era melhor em campo e não demorou para fazer o terceiro, aos 24 minutos. Após chute prensado de de Alecsandro, a bola sobrou para Everton finalizar para a rede.

Mesmo depois do terceiro, os rubro-negros seguiram pressionando o Resende, que buscava em lances esporádicos um gol. Marcel chegou a ter chance de marcar, mas parou em grande defesa de Felipe.

Aos poucos, o Flamengo diminuiu o ritmo e passou a administrar o resultado. O Resende não tinha força para pressionar os rubro-negros e apenas rondavam a área. Assim, o jogo não teve muita emoção até o apito final.